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VLMA - VLMA

Domingo, 30.11.14

Os VLMA (pronuncia-se Velma) são uma dupla norte americana oriunda de Ellicot City, no estado de Maryland, formada por Travis Kuncl (voz e baixo) e Alex Velle (guitarra). Apostam num indie rock lo fi de garagem, com fortes ligações ao grunge, com os Nirvana, por exemplo, a serem uma influência assumida, mas também os Fidlar ou os Mudhoney. VLMA é o trabalho mais recente da dupla, um disco homónimo editado a vinte e oito de outubro, em formato digital e em cassete, através da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

VLMA são oito canções cheias de guitarras carregadas de riffs poderosos, cheios de fuzz e distorção, mesmo na balada Flies. É um trabalho que tem todos os ingredientes que um disco deve conter para não passar despercebido e fazer mossa em todos aqueles que apreciam o rock que começou a surgir na década de sessenta e o grunge, que para uns é um género próprio e para outros uma derivação mais crua e alternativa do rock e que fez escola no início da última década do século passado. Mas além do rock clássico e do grunge, o punk também é aqui um elemento essencial, não só no cariz lo fi e cru da produção, como na voz, sempre intensa e visceral, de Travis.

Num alinhamento enérgico e gravado e produzido de modo totalmente analógico, sem recurso a computadores, apenas com a ajuda de uma máquina caseira de reverbs e um gravador de cassetes Otari mx5050, com cerca de trinta anos, além dos instrumentos, os VLMA não complicam e incorporam acordes e ditorções e ritmos rápidos, detalhes sonoros que entram facimente na nossa mente, arrepiam a espinha e que dão vontade de gritar, dançar e deitar cá para fora toda a energia acumulada.

Thumb Bucket Slime são os dois maiores destaques de VLMA, principalmente o primeiro tema, que sobrevive  numa espécie de mistura entre grunge e blues, mas os restantes temas não se afastam da toada. Aliás, todo o disco parece ter sido gravado de uma só vez, como se tivesse resultado de uma longa e ininterrupta jam session; As próprias interrupções que se escutam, as pausas e quebras de ritmos, dão uma maior ideia de autenticidade ao trabalho e a perceção que estamos perante o próprio grupo a tocar enquanto escutamos o álbum. Frequentemente o ritmo acelera, o amplificador bate facilmente o red line e uma vontade compulsiva de mochar invade-nos instantaneamente. No entanto, impressiona o virtuosismo dos músicos e nota-se que, além de serem excelentes intérpretes, existe uma enorme empatia e sincronização no seio dos VLMA.

Em VLMA e nos VLMA há atitude e talento. Estamos na presença de dois músicos exímios e capazes de nos levar numa viagem sonora enérgica e que nos permite perceber e sentir o que de melhor se faz atualmente no campo do rock. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 20:22


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