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Damien Jurado - Paper Canoe

Quarta-feira, 17.12.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira, como se tem comprovado nos mais diversos artigos e análises a que tem tido direito neste espaço de crítica e divulgação musical. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, nos arredores de Washington, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

DAMIEN JURADO — Mama Bird Recording Co.

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, já em novembro chegou a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.

Entretanto, depois de há quase um mês nos ter chegado à redação mais um tema assinado por Damien Jurado, intitulado Wearing Your Violence e que fazia parte do alinhamento de I Must Be Out Of Your Mind, um compêndio de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte e que viu a luz do dia o ano passado, há poucos dias aterrou nos nossos ouvidos uma extraordinária nova roupagem de Kola, um dos clássicos da discográfica do músico, cujo original encerrava o alinhamento de dezassete canções do álbum Visions Of Us On The Land, que Jurado lançou na primavera de dois mil e dezasseis, à praticamente uma década.

Agora, cerca de uma semana depois, de Damien Jurado temos para escuta Paper Canoe, mais um dos destaques de I Must Be Out Of Your Mind, o compêndio acima referido de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte.

Este novo lançamento digital de Paper Canoe em formato single incorpora três diferentes versões que, do intimista ao épico e do acústico ao elétrico, nos oferece três visões diferentes de uma mesma composição sentimentalmente rica, num resultado final estilisticamente diversificado, comprovando a destreza deste artista em induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35

Damien Jurado – Kola (Technicolor Version)

Quarta-feira, 10.12.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira, como se tem comprovado nos mais diversos artigos e análises a que tem tido direito neste espaço de crítica e divulgação musical. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, nos arredores de Washington, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, já em novembro chegou a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.

Entretanto, depois de na semana passada nos ter chegado à redação mais um tema assinado por Damien Jurado, intitulado Wearing Your Violence e que fazia parte do alinhamento de I Must Be Out Of Your Mind, um compêndio de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte e que viu a luz do dia o ano passado, agora aterrou nos nossos ouvidos uma extraordinária nova roupagem de Kola, um dos clássicos da discográfica do músico, cujo original encerrava o alinhamento de dezassete canções do álbum Visions Of Us On The Land, que Jurado lançou na primavera de dois mil e dezasseis, à praticamente uma década.

Kola (Technicolor Version) é o título desta nova versão da canção. O original era um portento de acusticidade intimista, um verdadeiro tratado de folk clássica, em que o minimalismo das cordas e a celmência vocal de Jurado ditavam leis. Esta nova roupagem de Kola oferece aos nossos ouvidos a mesma sensação de profundidade sentimental do original, mas sonoramente assenta num andamento rítmico mais frenético e até efusivo, com o piano e alguns arranjos percussivos e outros entalhes sintéticos a criarem um clima um pouco mais psicadélico e estilisticamente diversificado, comprovando a destreza deste artista em induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35

Damien Jurado – Wearing Your Violence

Terça-feira, 02.12.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira, como se tem comprovado nos mais diversos artigos e análises a que tem tido direito neste espaço de crítica e divulgação musical. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Damien Jurado — Little Saint

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, já em novembro chegou a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.

Entretanto chegou-nos à nossa redação mais um tema assinado por Damien Jurado, intitulado Wearing Your Violence e que fazia parte do alinhamento de I Must Be Out Of Your Mind, um compêndio de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte e que viu a luz do dia o ano passado.

Intrigante, imersiva e até algo inquietante, Wearing Your Violence aposta numa tonalidade impactante, com o timbre metálico de diversos elementos percurssivos e o falsete de Jurado, a serem as chaves mestras de uma canção que também tem na robustez de um baixo e na delicadeza das cordas, detalhes fundamentais, em pouco mais de três minutos que representam, com notável riqueza estilística, a destreza deste artista em induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:37

Damien Jurado – Gathered And Stolen By Storm

Segunda-feira, 24.11.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Damien Jurado — Little Saint

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, agora chega a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.

Estas duas canções,  On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son, são também dois esboços impactantes, que dizem muito sobre o modus operandi de Jurado em estúdio, representando, com notável riqueza estilística, a destreza do artista em manuear as cordas e induzir-lhes, com requinte, arranjos de diferentes proveniências, sempre com o propósito claro de induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:38

Damien Jurado – Private Hospital

Quarta-feira, 05.11.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Damien Jurado — Little Saint

Agora, exatamente dois anos depois, Damien Jurado está de regresso com um novo compêndio de originais intitulado Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionam-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que disserta, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Depois de tão imponente abertura, Private Hospital segue a todo o vapor no clima algo psicadélico e tremendamente cinematográfico de Here In The States, uma canção que crítica severamente o caos económico e social em que, na perspetiva do próprio, está mergulhado o país de origem de Jurado, evidenciando, desse modo, uma habitual faceta deste músico, relacionada com a crítica social, sempre sustentada por pontos de vista algo mordazes, mas certeiros e, muitas vezes, encarnados com uma elevada dose de ironia, como é uma vez mais o caso.

O clima mais soturno e ambiental de Hey Pauline, representa, com notável riqueza estilística, as mais recentes experimentações que Jurado, também um mestre da folk, tem colocado em prática, através de instrumentos que habitualmente só fazem parte do cardápio de quem se dedica a criar uma pop de cariz mais sintético. De facto, uma das grandes virtudes de Jurado tem sido, ultimamente, a capacidade de se adaptar aos novos desenvolvimentos tecnológicos e de alargar o seu cardápio instrumental na hora de entrar em estúdio, sem colocar em causa o adn essencial do seu catálogo. O piano eletrónico de forte travo cósmico que conduz Heaven's a Drag é outro exemplo prático desse modus operandi, em que os sintetizadores têm a primazia, mesmo que sejam depois afagados por alguns entalhes percussivos e pelo registo vocal ecoante adocicado de Jurado, num resultado final algo contemplativo.

Private Hospital prossegue em grande estilo em Howard Morton e na robustez de uma batida que sustenta um tema repleto de faustosos arranjos instrumentais, em que cordas, sopros e metais, se vão revezando entre si no predomínio e na liderança da indução de emotividade e charme e altivez a uma composição que balança numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Depois, Pictures On The Run é um oásis de intimidade com um ligeiro travo a tropicália, um detalhe bastante curioso, mesmo que um sintetizador algo rugoso seja o seu grande sustento sonoro. Já Vampira encontra na mestria de alguns entalhes sintéticos a base que exala um clima amiúde sinistro e inquietante, como é apanágio de uma composição que versa sobre aquilo que uma pessoa sente e faz quando está sobre o efeito de um feitiço inquebrável e não se consegue livrar do mesmo. Private Hospital chega ao seu ocaso em grande estilo, com Call Me, Madam, um tema de forte travo vintage, potenciado por um processo de gravação eminentemente analógico, que coloca as fichas num clima ligeiramente jazzístico.

Em suma, importa dizer, uma vez mais e em jeito de conclusão, que estas novas canções de Damien Jurado, editadas exclusivamente em formato físico de livro, além do digital, sendo, como já vimos, instrumentalmente fartas e filosoficamente tocantes, comunicam com o nosso âmago, através de uma forma de compôr que, algures entre a penumbra e a luz e com uma sofisticação muito própria, é incubada por um dos maiores cantautores e filósofos do nosso tempo, um artista sem paralelo no panorama da indie folk contemporânea. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:52

Damien Jurado – We Will Provide The Lightning

Quinta-feira, 09.10.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Ainda na semana passada passaram por esta redação os inéditos For Each Familiar Scene e Robin Oswald As She Appears In 1978 e Damien Jurado já está de regresso aos nossos ouvidos à boleia do single We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of SeasonsWe Are What We Dream, composições que sobraram das gravações do álbum Maraqopa, que o músico lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia.

The Notes Of Season é um tema imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que coloca na linha da frente uma indisfarçável toada sintética a cargo de Lacey Brown, que domina os sintetizadores e também participa com a sua voz. Este registo mais eletrónico é depois afagado por alguns entalhes percussivos e pelo registo vocal ecoante adocicado de Jurado, num resultado final algo contemplativo e com um curioso travo cósmico.

We Are What We Dream aposta num registo mais minimal, mas mantem a tonalidade sintética de The Notes Of Season. Existem alguns efeitos provenientes de um sintetizador, que se vão insinuando e traçando as linhas mestras melódicas da canção, mas a percussão é a grande força motriz de We Are What We Dream. Neste caso, o registo vocal de Jurado ganha ainda maior predominância, apostando num falsete que nunca resvala ou desilude. 

Em suma, importa dizer, uma vez mais, que estas novas canções de Damien Jurado tem apresentado nas últimas semanas, instrumentalmente fartas e filosoficamente tocantes, comunicam com o nosso âmago, através de uma forma de compôr que, algures entre a penumbra e a luz e com uma sofisticação muito própria, é incubada por um dos maiores cantautores e filósofos do nosso tempo, um artista sem paralelo no panorama da indie folk contemporânea. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:40

Damien Jurado – For Each Familiar Scene / Robin Oswald As She Appears In 1978

Sexta-feira, 03.10.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

O ano passado, em dois mil e vinte e quatro, Jurado dedicou-se a lançar alguns temas avulsos em formato single, disponíveis na sua página bandcamp e alguns chamaram a nossa atenção à época, com destaque para as composições, Sheets (’24) e Des Moines, ambas gravadas nos estúdios Fremont Abbey, em Washington, com a ajuda de Lacey Brown e Sean Wolcott, nos arranjos e na produção.

Agora, no início do outono de dois mil e vinte e cinco, Damien Jurado regressa ao nosso radar e no mesmo formato, ou seja, com um lançamento em formato digital e de sete polegadas de duas canções, os inéditos For Each Familiar Scene e Robin Oswald As She Appears In 1978

Inicialmente intimista e a sobreviver num misto entre cordas acústicas subtis e um efeito sintético que interage melodicamente na perfeição com a viola, For Each Familiar Scene torna-se, pouco depois, uma composição instrumentalmente ainda mais rica, quando passa a contar também com o piano e com diversos efeitos percurssivos, que ganham arrojo e dimensão a partir da segunda metade da canção, com o ocaso a ser imponente, épico e vigoroso.

Já Robin Oswald As She Appears In 1978, composição que conta com a participação especial vocal da acima referida Lacey Brown, aposta num perfil sonoro eminentemente clássico, mantendo a vasta heterogeneidade instrumental de For Each Familiar Scene, mas dando especial ênfase aos sopros.

Em suma, importa ainda dizer que estas duas novas canções de Damien Jurado, instrumentalmente fartas e filosoficamente tocantes, comunicam com o nosso âmago, através de uma forma de compôr que, algures entre a penumbra e a luz e com uma sofisticação muito própria, é incubada por um dos maiores cantautores e filósofos do nosso tempo, um artista sem paralelo no panorama da indie folk contemporânea. Confere...

01. For Each Familiar Scene
02. Robin Oswald As She Appears In 1978

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publicado por stipe07 às 18:12

Damien Jurado – Sheets (’24) / Des Moines

Sábado, 14.12.24

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e o ano passado editou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Damien Jurado On Writing In Quarantine And 'What's New, Tomboy?' : NPR

Em dois mil e vinte e quatro Jurado tem-se dedicado a lançar alguns temas avulsos em formato single, disponíveis na sua página bandcamp e há mais um par deles a chamar a nossa atenção. Trata-se de um lançamento em formato digital e de sete polegadas com duas canções, Sheets (’24) e Des Moines, ambas gravadas nos estúdios Fremont Abbey, em Washington, com a ajuda de Lacey Brown e Sean Wolcott, nos arranjos e na produção.

Ao contrário do que tem sucedido nos lançamentos mais recentes de Damien Jurado, em que o par de canções que apresenta é sonoramente algo díspar, Sheets (’24) e Des Moines são duas composições com muitas semelhanças. Ambas encontram o seu sustento em melodias criadas por cordas com forte pendor acústico e com uma filosofia interpretativa eminentemente clássica e contemplativa, com a distorção ecoante de uma guitarra, um registo percussivo eminentemente jazzístico e diversos efeitos ecoantes a ganharem vida através de um processo de gravação eminentemente analógico.

Sheets (’24) e Des Moines são mais duas belíssimas novidades, com uma sofisticação muito própria, incubadas por um dos maiores cantautores e filósofos do nosso tempo, um artista sem paralelo no panorama da indie folk contemporânea. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:36

Aqueduct – Social Scenic

Quinta-feira, 25.07.24

Os Aqueduct são uma banda norte-americana que tem as suas raízes em Tulsa, no Oklahoma e cujas origens remontam aos primórdios deste século, estando agora instalados em Seattle. Começaram por ser o projeto de um homem só, criado pelo produtor David Terry, ao qual se juntam hoje Matthew Nader, Andy Fitts, Matt Pence e Kimo Muraki. No início da carreira o projeto chamou a atenção de nomes como os Modest Mouse e os Death Cab for Cutie, devido ao excelente disco de estreia, um registo intitulado Power Ballads, que viu a luz do dia em dois mil e três, com Terry a abrir, nessa época, alguns concertos destas duas bandas. Esse álbum valeu também aos Aqueduct um contrato com a Barsuk Records, que chancelou o sucessor, um registo intitulado I Sold Gold, que viu a luz do dia em dois mil e cinco.

Live Sessions: Aqueduct

Pouco mais de vinte anos depois da sua edição, Power Ballads volta às luzes da ribalta porque vai ser reeditado, de modo a ficar disponível em todas as plataformas digitais, algo que não acontecia até então.

Social Scenic é o single escolhido para ilustrar a reedição do disco. A canção é uma verdadeira parada sonora que plasma com tremenda lucidez criativa os cânones mais elementares daquele indie rock eminentemente experimental e lisérgico, assente na tríade guitarra, baixo e bateria, à qual se adicionam alguns elementos e efeitos sintetizados, com um resultado final que materializa um conjunto sonoro épico, bastante ousado e inebriante. Merece destaque também o vídeo da canção que combina excertos do filme Transpotting, fazendo, de certa forma, um resumo impressivo da sua narrativa. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:44

Death Cab For Cutie – An Arrow In The Wall

Terça-feira, 29.08.23

Quase um ano depois do espetacular disco Asphalt Meadows, que figurou na sétima posição da lista dos melhores álbuns de dois mil e vinte e dois para a nossa redação, os norte-americanos Death Cab For Cutie de Ben Gibbard acabam de divulgar uma nova composição, um portentoso exercício de dance rock intitulado An Arrow In The Wall, uma daquelas típicas canções que parecem não nos oferecer, no imediato, algo com que o nosso ouvido se regozije instantaneamente, mas que desde que lhe seja dedicada merecida audição, acaba por ser como aqueles namorados que nos conquistam irremediavelmente com o tempo, porque as melhores relações não são, diga-se em abono da verdade, aquelas que se conectam, com mais ou menos fervor, à primeira vista.

Death Cab for Cutie Release New Single 'An Arrow in the Wall' – Rolling  Stone

De facto, em An Arrow In The Wall, esta banda de Bellingham, nos arredores de Washington e que além de Ben Bibbard é atualmente formada por Nick Harmer, Jason McGerr, Dave Depper e Zac Rae, mostra um posicionamento sonoro algo inédito, já que pisca o olho com enorme gula às pistas de dança. É uma canção de forte cariz sentimental, que começa com uma batida sintética encharcada num groove com um toque punk inconfundível, que depois de dar a mão ao baixo com paixão, vai recebendo uma melodia enleante conferida por um teclado cósmico e diversos efeitos assinados por uma guitarra com o habitual efeito algo cavernoso que é já uma imagem de marca inconfundível dos Death Cab For Cutie. O lançamento deste tema em formato single inclui uma espetacular remistura assinada pelos escoceses CHVRCHES de Lauren Mayberry, Iain Cook e Martin Doherty. Confere...

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publicado por stipe07 às 09:42






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