Com raízes nos extintos Tornados e no sempre pulsante e inovador movimento criativo da cidade do Porto, os LOLA LOLA formaram-se há meia década, fruto da junção de um trio já muito experimentado nas lides musicais, Tiago Gil (Guitarra), Miguel Lourenço (Baixo) e Hélder Coelho (Bateria), que receberam de braços abertos a desconcertante voz de Carla Capela, conhecida da noite portuense como DJ Just Honey e o sax barítono de Rui Teixeira.

Alimentados pelo universo musical das décadas de 50 e 60 e inspirados pelo R&B/Popcorn, 60´s Beat e Rock n’ Roll, os LOLA LOLA assinaram, no início de 2015, pela prestigiada editora independente Sleazy Records, à boleia da qual lançaram os singles Money in the Can (Junho/2015), Sweet Lovin' (Dezembro/2016) e o double-sider Voodoo Man/ Voodoo Woman (Fevereiro/2018).
Com as suas canções destacadas um pouco por todo o mundo por djs de culto, rádios e blogosfera musical, os LOLA LOLA também têm tocado por toda a Península Ibérica, granjeando uma cada vez mais vasta e fiel legião de fãs que irá certamente ampliar-se devido a Killed A Man In The Field, o novo lançamento do grupo, um sete polegadas que tem como b side uma recriação enérgica do clássico Somebody’s always trying de Joy Byers e que marca a estreia dos LOLA LOLA pela soberana Chaputa! Records.
Este quarto registo fonográfico dos LOLA LOLA, ilustrado por Rui Ricardo, produzido por Nuno Riviera e masterizado por Mike Mariconda, vê a luz do dia amanhã, mas o tema principal, uma canção que nos leva a viajar por uma larga paisagem de cor e infinito, (...) um rasgo de primordial simplicidade, com uma melodia assente numa base densa e segura, já tem direito a um video captado na Reserva Natural do Estuário do Douro e com brilhantes interpretações de Carla Capela e Tiago André Sue. No filme, assinado por Rodrigo Areias e Susana Abreu, contemplamos uma história de amor trágico que trespassa corações, revelando-se na eternidade da paisagem que a vida é efémera.
Sempre com sede de estrada, os LOLA LOLA aproveitam o lançamento deste 7’ para regressar aos concertos, no Sabotage Club, dia 18 de Outubro e no Barracuda Clube de Roque, no dia seguinte. Confere...
O músico e compositor Tiago Vilhena, que já foi George Marvison noutro projeto e membro dos Savana está prestes a estrear-se nos lançamentos discográficos com um disco que tem em D'esta vida o mais recente single divulgado, assim como o video do mesmo. A propósito deste lançamento, transcrevo o seu press release que descreve com particular grau de impressionismo quer o tema quer o seu filme...

D’esta Vida revela três modos de olhar para, ou de viver a vida, acabando sempre de relatar cada um deles com, e não vou dizer mal desta vida, mostrando que há inúmeras formas de abordar a nossa existência sem que nenhuma delas seja necessariamente melhor do que a outra. Para vincar esta opinião, Tiago escolheu convidar dois músicos para cantar as diferentes filosofias sendo que a primeira é cantada pelo próprio, a segunda é cantada pelo José Penacho (Marvel Lima e Zé Simples) e a terceira pela Bia (April Marmara).
O vídeo que acompanha a música é feito pela Zarolina, que no passado já fez um vídeo para o Tiago Vilhena quando ele usava o nome George Marvinson. Zarolina optou, desta vez, por apresentar silhuetas marcadas por sombras numa parede, deixando a objetividade a cargo da letra da música, acompanhando simplesmente o balanço e o andamento dos instrumentos.
A simplicidade que Tiago tenta puxar da música, apesar da complexidade harmónica, é já um hábito seu. Nesta música, ele mostra também um gosto por instrumentos de orquestra como violinos, dando uso à técnica pizzicato, trombone e tímpanos. Acabando com uma conclusão instrumental, onírica e nostálgica, ficamos com uma música que é também uma história e é também uma ode à diversidade e à aceitação da diferença. Confere...
Facebook: https://www.facebook.com/GeorgeMarvinson/
Instagram: https://www.instagram.com/tiagovilhenaa/
Os Foreign Poetry são Danny Geffin e Moritz Kerschbaumer. Danny é inglês, Moritz é austríaco e ambos tocam vários instrumentos e escrevem canções. Conheceram-se em Londres, durante o verão de dois mil e onze, quando tocavam em projetos diferentes e se cruzaram na mesma noite no The Ritzy, em Brixton. Moritz tocava com Luís Nunes, mais conhecido por (Walter) Benjamin e Danny era uma das duas metades dos Geffin Brothers. Alguns anos depois Moritz enviou a Danny duas ideias para canções nas quais andava a trabalhar e este retribuiu dias depois devolvendo-as cheias de ideias novas. Este encontro tornou-se num hábito, as ideias de ambos começaram a andar para trás e para a frente e ao fim de um ano neste modus operandi, estava praticamente estruturado um alinhamento de canções intitulado Grace and Error on the Edge of Now e que irá ver a luz do dia a vinte de Setembro pela Pataca Discos.

Polido nos estúdios da Pataca Discos, em Lisboa, onde o disco ganhou novas e belas texturas, com a ajuda dos Anna Louisa Etherington (violino), Alice Febles Padron (coros), Luís (W. Benjamin) Nunes (bateria, percussão e coros) e Tony Love (bateria), Grace and Error on the Edge of Now será uma estreia em grande de um projeto que serviu-se de variadas texturas e arranjos, melodias vocais com raízes folclóricas e uma crua vulnerabilidade, para incubar uma espécie de álbum conceptual, que aborda ideias tão mundanas como o universo pessoal, a adolescência e a juventude, o impacto da teconologia na condição humana e as complexidades da vida e das relações humanas, mas de um modo relevante, provocador e rico. Nele, Moritz e Danny criaram paisagens sonoras e orquestrações complexas, mas também apostaramem grooves mais descontraídos e numa narrativa lírica eminentemente simples, com nomes como Arthur Russell, The National, Lambchop e Future Islands, a serem referências óbvias de um compêndio de rock psicadélico, mas sem rock nem psicadelia no seu estado mais puro, já que a folk é também um ingrediente essencial de toda a trama sonora do registo.
Chain Of Events, um dos temas já divulgado deste álbum de estreia dos Foreign Poetry que, já agora, foi misturado por Luís Nunes e o próprio Moritz Kerschbaumer e masterizado por Tiago de Sousa, é um bom exemplo do tal trabalho colaborativo entre a dupla, muitas vezes à distância, acima descrito. Moritz começou por esboçar o tema instrumentalmente, Danny acrescentou as letras e depois, juntos em estúdio, desenvolveram um pouco mais esta música sobre a quantidade de desinformação, preconceito e emoção que alimenta estes tempos e misturaram-na. O resultado final, alicerçado na bitola sonora acima descrita, é um tratado sobre a história do mundo e a psique humana, como eles estão inseparavelmente relacionados um com o outro e como repetimos os erros da história, mesmo quando vemos tudo acontecer no nosso caminho outra vez. Nada nunca permanece o mesmo, tudo é repetido.
O videoclip da canção acaba por obedecer ao propósito dos Foreign Poetry de criar algo que fosse real, visualmente cru e historicamente relevante, algo que encapsulasse a estrutura que permitiu à humanidade chegar a esta vida privilegiada de futurismo e pronunciada inércia. As filmagens foram tiradas de partes de Why We Fight de Frank Capra, uma série de vários filmes de propaganda de início do século passado, usados com o objetivo de persuadir o público americano a apoiar a guerra. São imagens incríveis, de um tempo incrível, onde havia tudo a perder e a segurança das pessoas estava em constante vulnerabilidade. Confere...
João Taborda, Afonso Almeida, Edgar Gomes e Sérgio Dias são os Tricycles, uma espécie de super grupo que se estreou recentemente nos registos discográficos com um homónimo, gravado e produzido por Nelson Carvalho e editado pela Lux Records e que foi alvo de revisão atenta neste blogue.

Descritos como um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, os Tricycles continuam a tirar dividendos desse registo e o mais recente é a divulgação de um vídeo de Hamburger, o segundo tema do seu alinhamento, juntamente com o anúncio do lançamento de Tricycles em formato vinil, lá para o final do ano, talvez ainda a tempo das próximas compras de Natal.
Canção sobre um assunto falsamente risível, (...) a vertigem da queda, que pode ter muitas formas, algumas mais subtis que outras, ou seja, um hamburger muito pouco gourmet, Hamburger oferece-nos um dos instantes mais solarengos e festivos de um disco com uma filosofia interpretativa que dá a primazia à guitarra quer no processo de criação melódica, quer também no modo como as canções vão sendo adornadas, geralmente com rudes baixos que conversam com educadas baterias e pianos falsamente corteses. Este é, pois, um dos momentos maiores de um alinhamento que nos deixa algo inebriados, doze canções que acabam por funcionar, no seu todo, como um sentido quadro sonoro, pintado com belíssimos arranjos e transições entre um alargado e rico espetro sonoro, que abarca alguns dos melhores tiques e heranças do indie rock das últimas décadas.
O videoclip de Hamburger foi filmado em Coimbra, realizado e editado pelo Bruno Pires e João Taborda, e conta com uma série de ilustres convidados da cidade: Vitor Torpedo, António Olaio, Ricardo Jerónimo, Pedro Chau, Pedro Renato, MC Ruze, Maria João Robalo e Joana Cipriano. Confere...
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