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José González - Local Valley

Sexta-feira, 17.09.21

Mais de meia década após o extraordinário disco Vestiges & Claws, à época o seu terceiro álbum, o sueco José González está de regresso com um novo alinhamento intitulado Local Valley, um cardápio de treze audazes composições, cantadas com poemas escritos em inglês, sueco e espanhol e que marca o regresso do autor e compositor à City Slang, etiqueta com quem já trabalhou no seu projeto Junip, que partilha com Tobias Winterkorn.

José González Returns with 'Local Valley' - MANO

Local Valley está obviamente marcado pela situação pandémica que temos todos vivido, mas também é inspirado na felicidade que González tem sentido com a experiência recente no universo da paternidade, com a sua filha Laura, atualmente com quatro anos e com quem conversa diariamente em espanhol, fator também decisivo para uma primeira experiência a cantar nessa língua. El Invento é essa primeira aventura de José González na língua castelhana, a mesma que falam os seus progenitores, naturais da Argentina, um tema inspirado na felicidade que o músico tem sentido com a experiência recente no universo da paternidade, com a sua filha Laura, atualmente com quatro anos e com quem conversa diariamente em espanhol, aborda diretamente essa questyão, uma canção que é um belíssimo tratado de indie folk acústica, de elevado cariz intimista e confessional e que marca muito do ideário conceptual de todo o disco, criado por um artista que já nos deliciou, ao longo da sua carreira, com pérolas como Down the LineKilling for Love e Hand on Your Heart.

Mas Local Valley não se cinge a uma abordagem íntima a um ambiente familiar que, por estes dias, deve ser certamente ternurento e fascinante, mesmo tendo em conta as normais peripécias da convivência diária com crianças em idade precoce. Visions, outra delicada e emotiva canção, onde não faltam também sons da natureza, dá-nos aquela faceta mais bucólica e ecológica, até, que é já imagem de marca de González, para ampliar ainda mais o cariz realista de um poema sobre a busca de paz de espírito nestes tempos de imensa incerteza. E depois, Head On, um magistral exercício de refinamento acústico delicado e emotivo que, além das cordas, utiliza as palmas como elemento rítmico fundamental, carimba aquele lado mais swingado e urbano que o músico sueco também gosta de abordar, apimentado com um delicioso travo tropical na luminosa Swing.

Local Valley é, talvez, o álbum mais enérgico e diversificado do catálogo de José González, não faltando nele até uma versão, neste caso uma lindíssima roupagem do tema En Stund Pa Jorden (A Moment on Earth) do artista iraniano-sueco Laleh. É o primeiro alinhamento em que o músico utiliza ritmos sintéticos em vez da subtileza orgânica percurssiva dos três registos anteriores, sem deixarem de continuar a existir muitas guitarras, como é obrigatório no seu adn, e o primeiro também cantado em mais do que uma língua. É, em suma, um disco multifuncional, intenso e confessional, que nos escancara a porta para a mente de um dos artistas mais humanos da folk atual. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 20:38

José González – Head On

Quarta-feira, 16.06.21

José González continua a deliciar-nos com os temas que vai divulgando do seu novo disco, o quarto da carreira do músico sueco de origem argentina. Chama-se Local Valley, vai ver a luz do dia muito em breve e irá conter um cardápio de treze audazes composições, cantadas com poemas escritos em inglês, sueco e espanhol. Esse registo irá marcar o regresso do autor e compositor à City Slang, etiqueta com quem já trabalhou no seu projeto Junip, que partilha com Tobias Winterkorn e chega aos escaparates mais de meia década após o extraordinário disco Vestiges & Claws.

José Gonzalez- “Head On” (vídeo) | Noiseless Music

Depois das canções El Invento e Visions, agora chega a vez de contemplarmos Head On, assim como o vídeo da canção, assinado por Mikel Cee Karlsson. Head On é um magistral exercício de refinamento acústico delicado e emotivo que, além das cordas, utiliza as palmas como elemento rítmico fundamental, dando um cariz mais humano e intimista a uma composição criada por um artista que já nos deliciou ao longo da sua carreria, com pérolas como Down the LineKilling for Love e Hand on Your Heart. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:49

José González – Visions

Sábado, 17.04.21

Mais de meia década após o extraordinário disco Vestiges & Claws, à época o seu terceiro álbum, o sueco José González está de regresso com um novo alinhamento intitulado Local Valley, um cardápio de treze audazes composições, cantadas com poemas escritos em inglês, sueco e espanhol e que marca o regresso do autor e compositor à City Slang, etiqueta com quem já trabalhou no seu projeto Junip, que partilha com Tobias Winterkorn.

José González preps first album in 6 years (get it on exclusive red vinyl)  — stream “Visions”

O primeiro avanço revelado de Local Valley foi, como certamente se recordam, o tema El Invento, a primeira aventura de José González na língua castelhana, a mesma que falam os seus progenitores, naturais da Argentina, um tema inspirado na felicidade que o músico tem sentido com a experiência recente no universo da paternidade, com a sua filha Laura, atualmente com quatro anos e com quem conversa diariamente em espanhol, fator também decisivo para esta primeira experiência nessa língua, conforme referi.

Agora chega a vez de conferirmos o segundo single do registo; Visions é uma delicada e emotiva canção, um belíssimo tratado de indie folk acústica, de elevado cariz intimista e confessional e onde não faltam também sons da natureza para ampliar ainda mais o cariz realista de um poema sobre a busca de paz de espírito nestes tempos de imensa incerteza. Confere Visions e a tracklist de Local Valley...

01 El Invento
02 Visions
03 The Void
04 Horizons
05 Head On
06 Valle Local
07 Lasso ln
08 Lilla G
09 Swing
10 Tjomme
11 Line Of Fire
12 En Stund Pa Jorden
13 Honey Honey

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publicado por stipe07 às 20:47

Jay-Jay Johanson – Rorschach Test

Quinta-feira, 25.03.21

Foi há pouco mais de um ano que chegou aos escaparates Niagara Falls, o último álbum do sueco Jay-Jay Johanson, um riquíssimo reportório de experimentações sónicas que cimentaram o percurso sonoro tremendamente impressivo e cinematográfico de um dos nomes mais relevantes da pop europeia das últimas três décadas. Agora, no início desta promissora primavera, Jay-Jay Johanson está de regresso com um novo álbum intitulado Rorschach Test, o décimo terceiro de uma carreira ímpar e que merece ser apreciada com profunda devoção.

Jay-Jay Johanson | Discografía | Discogs

Rorschach Test é, antes de mais, um dos momentos maiores do cardápio que o autor sueco asssinou na sua carreira. Todo o alinhamento é um festim de charme e encantamento, um verdadeiro tratado de indie pop, no qual um baixo, amiúde vigoroso e uma profusa míriade de sons intrincados e misteriosos acamam a voz sempre melancólica e sedutora do autor e sustentam uma coleção irreprrensível de arrebatadoras e sensuais melodias, onde não faltam também batidas e efeitos percurssivos de cariz eminentemente experimental.

Repleto de momentos de elevadíssimo quilate, como a inquietante e hipnótica Romeo, a tonalidade descontraída e cativante do jazz que alinha Vertigo, a romântica fragilidade que flutua à tona do manto sonoro ondulado que expira do piano que nos embala em Amen, a imponência de Why Wait Until Tomorrow, a clemência de Stalker ou a eminência percurssiva que ressoa com vigor em I Don't Like YouRorschach Test encharca os nossos ouvidos com um som polido, mas desafiante, por se mostrar um pouco escuro, mesmo assumindo-se como particularmente charmoso e intenso, enquanto nos esclarece acerca de toda a diversidade instrumental que suportou a gravação de um disco que, contendo diferentes texturas e travos conceptuais, entronca sempre numa filosofia interpretativa típica de um músico que já se movimentou por espetros sonoros tão vastos e díspares como a folk, o rock progressivo, a música clássica contemporânea ou a eletrónica, e que, quer por isso, quer devido à sua enorme sensibilidade poética e artística, consegue sempre proporcionar ao ouvinte instantes de arrebatadora sedução, mesmo quando uma espécie de ideia de simplicidade paira sempre como uma nuvem melancólica e mágica em seu redor. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 13:25

José González – El Invento

Sexta-feira, 26.02.21

Exatamente seis anos após Vestiges & Claws, à época o seu terceiro álbum, o sueco José González está de regresso com uma nova canção, curiosamente a sua primeira aventura na língua castelhana, a mesma que falam os seus progenitores, naturais da Argentina. El Invento é o nome da composição e marca o regresso do autor e compositor à City Slang, etiqueta com quem já trabalhou no seu projeto Junip, que partilha com Tobias Winterkorn.

El Invento é inspirado na felicidade que González tem sentido com a experiência recente no universo da paternidade, com a sua filha Laura, atualmente com quatro anos e com quem conversa diariamente em espanhol, fator também decisivo para esta primeira experiência nessa língua, conforme referi. A canção é um belíssimo tratado de indie folk acústica, de elevado cariz intimista e confessional, criada por um artista que já nos deliciou ao longo da sua carreria, com pérolas como Down the LineKilling for Love e Hand on Your Heart. O tema também já tem direito a um video dirigido por Mikel Cee Karlsson e protagonizado pelo artista e pela filha. Confere...

José González - El Invento

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publicado por stipe07 às 14:11

Mando Diao – Vi Lever Nu

Sexta-feira, 05.02.21

Os suecos Mando Diao, uma banda de rock alternativo formada em dois mil e um, com origem em Borlänge e comandada atualmente por Björn Dixgård, Mats Björke e Carl-Johan Fogelklou, regressaram aos lançamentos discográficos no verão passado com I Solnedgången, o décimo tomo da carreira do projeto e o primeiro álbum em língua sueca dos Mando Diao desde dois mil e doze, ano em que lançaram Infruset, talvez o mais bem sucediddo trabalho deste grupo e que, recordo, utilizava em todas as canções poemas de Gustaf Fröding (1860-1911), um conceituado poeta sueco.

Resultado de imagem para Mando Diao – Vi Lever Nu

Depois do lançamento de alguns singles de promoção ao disco, os Mando Diao revelaram recentemente um novo original. A canção chama-se Vi Lever Nu e coloca as fichas numa estética com elevada filosofia orgânica e centrada eminentemente nas cordas, talvez o território onde este quarteto sueco se tem sentido mais confortável ao longo da carreira. É uma composição sólida e uniforme, muito centrada, liricamente, nas fraquezas individuais e na fragilidade própria da existência humana (Vi Lever Nu significa Nós vivemos agora) e instrumentalmente assenta na acusticidade das cordas, muitas vezes sobrespostas, quer no timbre, quer na tonalidade, mas sem cairem na tentação de recorrerem aos decibéis. Confere...

Mando Diao - Vi Lever Nu

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publicado por stipe07 às 11:55

Jay-Jay Johanson – Why Wait Until Tomorrow

Sábado, 30.01.21

Foi há cerca de um ano que chegou aos escaparates Niagara Falls, o último álbum do sueco Jay-Jay Johanson, um riquíssimo reportório de experimentações sónicas que cimentaram o percurso sonoro tremendamente impressivo e cinematográfico de um dos nomes mais relevantes da pop europeia das últimas três décadas. Agora, no início da próxima primavera, o Jay-Jay Johanson está de regresso com um novo álbum intitulado Rorschach test e do qual acaba de ser revelado o single Why wait until tomorrow.

The King Cross Tour de Jay-Jay Johanson está quase em Portugal ~ Threshold  Magazine

Este primeiro tema extraído do alinhamento de Rorschach test é um verdadeiro tratado de indie pop, no qual um vigoroso baixo acama, além da voz melancólica e sedutora do autor, uma arrebatadora e sensual melodia, revestida de sons intrincados e algo misteriosos, eminentemente de origem sintética e no qual sobressaem batidas e efeitos percurssivos de cariz eminentemente experimental. Confere...

Jay-Jay Johanson - Why Wait Until Tomorrow

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publicado por stipe07 às 15:27

First Aid Kit – On The Road Again

Terça-feira, 18.08.20

First Aid Kit - On The Road Again

A Suécia foi sempre berço de projetos graciosos e embalados por doces linhas instrumentais, letras mágicas e vocalistas dotados de vozes hipnoticamente suaves. Hoje regresso à dupla feminina First Aid Kit, formada pelas manas Johanna e Klara Söderberg e talvez uma das melhores personificações de toda esta subtileza e amenas sensações que percorrem a produção musical da fervilhante Estocolmo. Dois anos depois do excelente registo Ruins, elas estão de regresso com a versão que fizeram há já meia década para o clássico On The Road Again, um original de Willie Nelson de mil novecentos e oitenta e que, de acordo com a dupla, é um tema infelizmente bastante atual devido à situação pandémica.

As First Aid Kit rebuscaram o baú, resolveram pegar novamente na composição que assenta num cenário melódico eminentemente acústico e onde algumas das principais linhas orientadoras da country e da folk norte-americana têm papel determinante e fazer um vídeo da mesma com uma espécie de foto montagem de várias imagens que foram guardando das suas digressões. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:07

The Radio Dept. – You’re Lookin’ At My Guy vs Could You Be The One

Segunda-feira, 13.07.20

Lund, na suécia, é o poiso da dupla The Radio Dept., que nos tem deixado a salivar desde que em dois mil e três lançou o excelente álbum Lesser Matters, ao qual se sucederam mais cinco excelentes registos e, em dois mil e dezoito, duas canções avulsas, Your True Name e Going Down Swinging, que não faziam parte do alinhamento de Running Out Of Love,  o álbum que a banda lançou em dois mil e dezasseis e o último longa duração do projeto. Agora, durante dois mil e vinte e sem aviso prévio, Johan Duncanson e Martin Larsson, começaram a oferecer-nos alguns temas avulsos, que poderão muito bem, no final da saga, resultar num novo trabalho dos The Radio Dept., ainda este ano, uma suspeita que carece da tão aguardada confirmação oficial.

The Radio Dept. estrenan “Could You be the One” y versionan “You ...

Assim, se em fevereiro os The Radio Dept. começaram por nos oferecer The Absence Of Birds, um maravilhoso tratado de dream pop, no mês seguinte chegou aos nossos ouvidos You Fear The Wrong Thing Baby, composição com uma letra que fala sobre um hipotético ocaso da humanidade tal como a conhecemos, criticando o conservadorismo e o capitalismo dominantes (In the end time to end all end times, Still can’t keep everyone down, Some hijackers will prove the shackles, Are wasted on the young), uma canção, simultaneamente negra e tocante, muito por causa de um baixo vigoroso e de uma deliciosa guitarra, sabiamente escolhida para sustentar uma melodia de onde sobressai uma subtil dose de delicadeza e frenesim.

Agora, em pleno estio, somos convidados a contemplar um lançamento em formato de sete polegadas dos The Radio Dept., com dois temas. O lado a contém o tema You're Looking At My Guy, uma versão de um original das Tri-Lites datada de mil novecentos e sessenta e quatro e que nos é aqui oferecida num invólucro pop dominado por um frenesim de cordas embrulhadas numa roupagem fresca, vibrante e festiva. Quanto ao lado b, contém a canção original Could You Be The One, tema repleto de luminosidade, graças a efeitos borbulhantes e a um aditivo timbre metálico no efeito da guitarra, detalhe que é já imagem de marca dos The Radio Dept.. Confere...

The Radio Dept. - You're Lookin' At My Guy

01. You’re Lookin’ At My Guy
02. Could You Be The One

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publicado por stipe07 às 14:29

Mando Diao – I Solnedgången

Terça-feira, 16.06.20

Cerca de meio ano após o lançamento de Bang, o registo de originais que os suecos Mando Diao lançaram no outono passado, a banda de rock alternativo formada em dois mil e um, com origem em Borlänge e comandada atualmente por Björn Dixgård, Mats Björke e Carl-Johan Fogelklou, já está de regresso aos lançamentos discográficos com I Solnedgången, o décimo tomo da carreira do projeto e o primeiro álbum em língua sueca dos Mando Diao desde dois mil e doze, ano em que lançaram Infruset, talvez o mais bem sucediddo trabalho deste grupo e que, recordo, utilizava em todas as canções poemas de Gustaf Fröding (1860-1911), um conceituado poeta sueco. I Solnedgången conta com as participações especiais de Karin Boye, Nils Ferlin, Gustaf Fröding e dos pais de Björn Dixgård, Malin e Hans, tendo sido gravado na cidade natal da banda em quatro dias e à moda antiga, apenas com um microfone na sala de gravação.

Mando Diao: ”I solnedgången” - Recension | Aftonbladet

I Solnedgången significa ao pôr do sol e este título serve na perfeição, neste momento, numa banda ainda muito marcada pelo espetacular sucesso que esse registo Infruset obteve, essencialmente no país natal, e que colocou a fasquia do projeto bastante elevada no que concerne à avaliação dos lançamentos posteriores. E essa é uma expressão feliz porque este parece ser, claramente, um trabalho de mudança e de virar de página, de uma abordagem sonora que, na maior parte da carreira, foi muito eletrificada e instrumentalmente abrangente, para pender agora para territórios mais íntimos e reflexivos. O antecessor Bang, um alinhamento muito imediato, cru, estilisticamente parco e conscientemente minimal, já deixava pistas evidentes acerca da vontade dos Mando Diao de deixarem definitivamente para trás a escalada sonora e vertiginosa ao universo indie rock mais pop e até progressivo, para voltarem a colocar as fichas numa estética também plena de adrenalina, mas com maior filosofia orgânica e centrada eminentemente nas cordas, talvez o território onde este quarteto sueco se tem sentido mais confortável ao longo da carreira.

De facto, I Solnedgången materializa esse virar de agulhas definitivo, em onze canções sólidas e uniformes, muito centradas, liricamente, nas fraquezas individuais e na fragilidade própria da existência humana e instrumentalmente assentes na acusticidade das cordas, muitas vezes sobrespostas, quer no timbre, quer na tonalidade, mas sem cairem na tentação de recorrerem aos decibéis. O sintetizador também marca presença, até em determinadas circunstâncias como suporte melódico, mas serve, acima de tudo, como indutor de adornos e de pequenos detalhes, daqueles que enriquecem e dão cor, substância e alma ao grosso das canções.

Disco humano e forte, muito concentrado na moralidade e na emoção, num mundo em que a ganância e o poder são metas cada vez mais irresistíveis para muitos, porque expôe fraquezas, deficiências e atritos, não so filosificamente, mas até sonoramente, já que ao nível da produção, nota-se uma fuga incessante aos cânones essenciais que balizam aquela pop mais límpida e lustruosa, I Solnedgången é um trabalho repleto de emoção e, acima de tudo, infestado de melodias que se perfuram no nosso corpo e que são depois difíceis de delas nos livrarmos, tão evidente e profundo é o brilhantismo de canções como Själens Skrubbsår ou a composição homónima, os temas que melhor personificam a tal viragem sonora que explora novos territórios sonoros e que, servindo-se da língua mãe, eleva a ode dos Mando Diao ao seu país a um patamar elevadíssimo. Espero que aprecies a sugestão...

Mando Diao - I Solnedgången

01. I Solnedgången
02. Kvällstilla
03. Långsamt
04. Stjärnornas Tröst
05. Sparven
06. Sorgen
07. Stigen
08. Själens Skrubbsår
09. Kullen Vid Sjön
10. Vaggvisa Under Stora Björn
11. Tid Tröste

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publicado por stipe07 às 21:14






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