man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Yellow Days – Special Kind Of Woman
Oito após o EP de estreia Harmless Melodies e o seu primeiro longa duração, Is Everything OK In Your World?, e meia década depois do registo A Day In A Yellow Beat, o cantor e multi-instrumentista britânico George van den Broek, de vinte e seis anos e que assina a sua música como Yellow Days, está de regresso ao nosso radar com Special Kind Of Woman, o mais recente avanço revelado de Rock And A Hard Place, o novo disco do músico natural de Manchester, um alinhamento de catorze canções que vai ver a luz do dia a treze de fevereiro do próximo ano, com a chancela da Independent Co..

Tema que pretende encarnar uma sentida declaração de amor à atual companheira de van den Broek, Special Kind Of Woman é um incrível tratado de indie pop de forte toada jazzística, com elevada influência da soul, do blues, do R&B e do funk e, por isso, sonoramente bastante eclético. É uma canção bastante orgânica, charmosa e angulosa, com um travo retro delicioso e que transmite bastante alegria e positividade. Confere...

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Matt Corby – Burn It Down
Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Entretanto, há quase três anos, na alvorada da primavera de dois mil e vinte e três, e depois de no final do ano anterior termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.
Agora, Matt corby anuncia finalmente o sucessor de Everything's Fine. Trata-se de um trabalho intitulado Tragic Magic. É um registo com treze canções, que vai ver a luz do dia a seis de março do próximo ano e que resultou de dezoito meses de árduo trabalho de composição e gravação em estúdio e que foi produzido por Chris Collins, seu habitual colaborador.
Do seu alinhamento acaba de ser revelado o single Burn It Down. Uma bateria de forte timbre nostálgico, um baixo insinuante e um piano expressivo, instrumentos tocados pelo próprio Corby, são as grandes forças motrizes de uma composição repleta de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares, que resultam numa espécie de indie jazz psicadélico, bastante vibrante e policromático, aprofundado pelo cariz sensual da postura vocal de Corby. Confere...

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Imaginary People – David’s Eyes
Os norte-americanos Imaginary People, de Von Wagner, Mark Roth, Justin Repasky, Kolby Wade e Bryan Percivall, estão de regresso aos discos na próxima semana, dia doze de setembro, com Alibi, o terceiro longa-duração da banda sedeada em nova Iorque. Alibi foi produzido nessa mesma cidade por Phil Weinrobe (Nick Murphy, Pussy Riot, Stolen Jars) nos estúdios Rivington 66 e misturado por Eli Crews.

pic by Rina Khadivi
Uma versão de State Trooper, um original que fazia parte do mítico álbum Nebraska, que Bruce Springsteen lançou em mil novecentos e oitenta e dois, foi o primeiro single que os Imaginary People revelaram do alinhamento de Alibi, no final de agosto. Agora chega a vez de escutarmos David's Eyes, uma espiral de indie rock algo híbrida, já que além de conter um ímpar travo jazzístico, também pisca o olho a alguns dos tiques do melhor punk rock de final do século passado.
Em David's Eyes, uma bateria exemplarmente ritmada e uma guitarra buliçosa, vão-se deixando enlear por diversos efeitos ecoantes, com a voz magnética de Dylan Von Wagner, que encarna uma espécie de simbiose entre Paul Banks (Interpol), Roland Gift (Fine Young Cannibals) e Bryan Ferry (Roxy Music), a ser também uma das forças motrizes de uma canção intensa, que exala um ímpar groove e com uma elevada tonalidade progressiva e expansiva. Confere...

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Cass McCombs – I Never Dream About Trains
Presença assídua na nossa redação e neste espaço de crítica e divulgação musical, Cass McCombs está de regresso ao nosso ouvido à boleia de I Never Dream About Trains, o último avanço divulgado de Interior Live Oak, o disco que o músico lançou há alguns dias e que irá ser brevemente dissecado com minúcia neste espaço de crítica e divulgação musical e, já agora, o primeiro tomo de originais do artista natural de Concord, na Califórnia, com a chancela da Domino Recordings.

De Interior Live Oak, um álbum com dezasseis canções, já passaram por cá os temas Peace e Priestess, antes de I Never Dream About Trains. Peace era uma canção em que Cass McCombs, habituado a apontar a mira aos pilares essenciais da mais pura indie folk, fez uma ligeira e feliz inflexão para territórios mais exuberantes e elétricos, com guitarras frenéticas, acústicas e ligeiramente distorcidas. Em Priestess, o músico norte-americano ofereceu-nos um tema em que sobrevive à boleia do maravilhoso timbre uma guitarra que exala um vasto oceano de nostalgia que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte e com aquela vibração que carateriza o melhor indie tipicamente americano.
Quanto a I Never Dream About Trains, trata-se de uma composição eminentemente intimista e contemplativa, conduzida por um melancólico piano, exemplarmente acompanhado por uma bateria com um elevado pendor jazzístico, nuances que encarnam um inebriante instante sonoro de indie soul, com um forte e intenso cariz sentimental e reflexivo, que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte. Confere I Never Dream About Trains e o vídeo do tema assinado pela dupla Eugene Shakemup e M. Arnoux...

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Dehd - Mr Grieves (Pixies cover)
Como os leitores e ouvintes mais atentos certamente se recordam, um dos grandes discos da última primavera, e que esteve em alta rotação na nossa redação, foi Poetry, um alinhamento de catorze canções assinado pelos norte-americanos Dehd, de Emily Kempf, Jason Balla e Eric McGrady. Poetry sucedeu, na altura, ao também excelente álbum Blue Skies, de dois mil e vinte e dois e tinha a chancela da insuspeita Fat Possum.

Agora, em pleno outono, os Dehd estão de regresso ao nosso radar devido a uma cover que assinam para Mr Grieves, tema que, como todos certamente sabem, é um clássico dos Pixies e que fazia parte do disco Doolittle que a banda liderada por Black Francis editou em abril de mil novecentos e oitenta e nove, ainda a tempo de se tornar num verdadeiro clássico dessa década.
Nesta nova roupagem de Mr Grieves, os Dehd apostaram todas as fichas num registo interpretativo um pouco mais minimal e orgânico do que o original, que impressionava pelo seu cariz abrasivo e garageiro. Assim, o trio sedeado em Chicago, no Illinois, incubou uma cover que encarna uma curiosa mistura entre soul, blues e ska, apimentada pelo sempre teatral e dramático registo vocal de Emily Kempf, uma das imagens de marca dos Dehd. Confere...
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Still Corners – Dream Talk
Quase três após o excelente disco The Last Exit, que foi o quinto da carreira, a dupla britânica Still Corners está de regresso, em dois mil e vinte e quatro, com um novo álbum intitulado Dream Talk. Este novo trabalho do projeto formado por Greg Hughes e Tessa Murray, viu a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Wrecking Light Records, a própria etiqueta da banda.

Com origem em Terras de Sua Majestade, mas há já alguns anos sedeados nos Estados Unidos, os Still Corners têm pautado a sua carreira por calcorrear um percurso sonoro balizado por uma pop leve e sonhadora, íntima da natureza etérea e onde os sintetizadores são reis, mas também uma pop que pisca muitas vezes o olho aquele rock alternativo em que as guitarras eléctricas e acústicas marcam indubitavelmente uma forte presença.
Dream Talk não foge a estas permissas, em dez músicas que em pouco mais de meia hora proporcionam ao ouvinte uma aconchegante e nostálgica viagem por um universo estilístico, filosófico e sonoro, muito próprio, pleno de charme, enquanto marca, com segurança, mais um patamar evolutivo contundente no adn da banda, que de algum modo já descrevi acima.
Se no antecessor The Last Exit a folk era o sustento fundamental da base das canções, desta vez os Still Corners, sem renegarem a importância das cordas acústicas, ofereceram o papel principal aquela soul que procura recriar o ambiente nativo tipicamente americano, logo bem patente em Today Is The Day, a lindíssima canção que abre o disco e que versa sobre a importância de sabermos aproveitar o momento, já que a mudança permanente é uma das poucas certezas que temos nesta vida. Today Is The Day é um charmoso e insinuante tratado de dream pop leve e sonhadora, com um travo muito luminoso e sedutor, repleto de cordas reluzentes, trespassadas por diversas sintetizações lisérgicas, um modus operandi que vai sendo aprimorado no restante alinhamento do disco.
The Dream, uma das canções centrais do disco, é feliz na recriação exímia da moldura sonora que a dupla quiz induzir a Dream Talk. Trata-se de uma composição que, apontando timidamente para ambientes dançantes e contendo um efeito sintetizado retro, impressiona principalmente na saudável rugosidade orgânica que o baixo e a guitarra eletrificada oferecem à canção, que tem em ponto de mira um indisfarçável ambiente de romantismo e sensualidade. A partir daí, no travo pop oitocentista de Secret Love, no clima retro pop luxuriante de Faded Love, na luminosidade algo psicadélica do orgão que se insinua em Lose More Slowly, no requinte da insinuante guitarra que conduz Let´s Make Up, ou na abordagem mais intima e etérea de Crystal Blue, encontramos os grandes instantes de um álbum claramente primaveril e feliz, como estes tempos exigem e que sai airosamente do risco que contém, ao mesmo tempo que se define numa nova proposta instrumental, indo, propositadamente, ou não, ao encontro de um movimento atual que procura resgatar de forma renovada as principais marcas e particularidades sonoras de décadas anteriores, mas sem deixar de acrescentar e incuir a esse referencial retro toques de modernidade. Espero que aprecies a sugestão...
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Kurt Vile – Back To Moon Beach EP
Meia década depois do excelente registo Bottle It In, e ano e meio após (watch my moves), o oitavo disco da carreira, Kurt Vile volta a dar as mãos à Matador Records e coloca nos escaparates Back To Moon Beach, o novo EP deste músico que descende da melhor escola indie rock norte americana e que adora piscar o olho à melhor folk nativa do outro lado do atlântico, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica que abraça há duas décadas, sempre com elevado requinte.

Não deixa de ser um pouco estranho catalogar um compêndio de nove canções com uma duração de quase uma hora como um EP, mas é desse modo que se identifica Back To The Moon Beach, composições que são b-sides incubadas durante as sessões de gravação dos discos que Kurt Vile lançou na última meia década.
Back To The Moon EP é um sublime alinhamento que coloca Kurt Vile no rasto da herança de alguns dos cantautores de eleição do seu país e que são verdadeiras referências incontornáveis, como Johnny Cash ou Neil Young, só para citar alguns dos autores mais conhecidos. E Vile fá-lo servindo-se da folk, o seu universo sonoro de eleição, aqui mesclado com alguns dos melhores tiques identitários da country e do jazz, como o próprio plasma e assume, logo a abrir o EP, em Another Good Year For The Roses e Touched Somethin (Caught A Virus), por esta ordem. Se na primeira canção o piano assume as rédeas, na segunda compsição é o violão quem cerra os punhos, exemplarmente acompanhado pela bateria. Mas, em ambos os casos, a filosofia é semelhante, porque a base instrumental das canções vai-se deixando enlear por uma quase impercetível vastidão de arranjos, detalhes e nuances das mais diversas proveniências, que vão adornando, com um charme intenso, duas canções assentes numa simbiose quase hipnótica entre melancolia e exprimentalismo.
É neste modus operandi fascinante que se fundem os alicerces de Back To The Moon. O próprio tema homónimo é um impressivo flash sonoro de cosmicidade poeirenta e intimista, que abraça e suscita no ouvinte conceitos como espontaneidade e inocência. Depois, se Like A Wounded Bird Trying To fly plasma um perfil mais roqueiro e evocativo, sem deixar de lado o indispensável intimismo e se Tom Petty’s Gone (But Tell Him I Asked For Him) pisca o olho, com notável acerto, a uma espécie de sensualidade orgânica apimentada com pequenos delírios acústicos e elétricos, Blues Come For Some volta a chamar o piano para a linha da frente, sem rodeios e receios, numa canção que é um verdadeiro festim de sentimentalismo.
Back To The Moon Beach é, em suma, um calcorrear eminentemente lisérgico que olha para a folk de espírito livre e aberto, uma opção criativa que deu origem a composições sublimes no modo como aprimoram o melhor adn identitário de Vile, feito de melodias conduzidas quase sempre por cordas elétricas e acústicas inspiradas e também, neste caso, de um piano buliçoso, espraiadas em quase sessenta minutos de enorme beleza, emoção, arrojo e, acima de tudo, contemplação. Espero que aprecies a sugestão...
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Black Pumas – Chronicles Of A Diamond
A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla volta a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo de dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que burilam, ainda mais, uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Honestidade, charme, entrega e uma enorme soul, são alguns dos conceitos chave de um registo que coloca o rock num pedestal com intenso brilho. E o melhor rock é, sem qualquer espécie de dúvida, aquele que agrega descaradamente diferentes nuances, bebe de várias fontes, não teme piscar o olho ao aqui e ao acolá, fazendo tudo isso sem perder a essência marcante de uma forma de criar música que tem, sem qualquer sombra de dúvida e desde os anos cinquenta do século passado, na classe operária negra do lado de lá do atlântico uma das suas grandes forças motrizes. Os Black Pumas são detentores sapientes dessa herança identitária, uma filosofia interpretativa que conhecem melhor que ninguém, porque lhes está no sangue esta faceta simultaneamente híbrida e agregadora, aliada a uma pouco usual empatia entre a dupla, que só se explica pela forte amizade que une Burton e Quesada.
Assim, em Chronicles Of A Diamond embarcamos numa fuastosa viagem roqueira até um universo sonoro feito de majestosidade instrumental, assente quase sempre em cordas eletrificadas com o têmpero certo. É um rock que não se inibe, em momento algum de dar espreitadelas incisivas ao melhor funk jazz contemporâneo, com o amor e as relações passionais ou familiares a estarem na linha da frente do ideário lírico de um rgisto fortemente entalhado e embrulhado numa constante tonalidade psicadélica.
Canções como Angel, composição simultaneamente initmista e intrincada, feita de quase cinco minutos simultaneamente singelos, hipnóticos e plenos de emoção, Mrs. Postman, um divertido e insinuante tema, que impressiona pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, o sustenta, para depois ir recebendo diversos elementos percussivos repletos de groove e More Than A Love Song, a luminosa canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond e que assenta numa bateria que marca um ritmo repleto de groove, que recebe depois, de braços abertos, arranjos de cordas agéis e guitarras exuberantes, que versam sobre a simplicidade da vida e o modo como as dificuldades podem ser ultrapassadas se nos unirmos a quem nos quer bem e à comunidade onde vivemos, do mesmo modo que fazem os pássaros quando voam sincronizados todos juntos, são apenas três exemplos, neste álbum, que nos mostram que os Black Pumas não tiveram medo de arriscar e assumir durante a sua concepção, sem apelo nem agravo, a impressiva criatividade e maturidade que já os identifica enquanto projeto musical,
Exímios a contar eventos aparentemente ordinários, mas que ganham, através do seu registo interpretativo exemplar, uma amplitude sentimental ímpar, os Black Pumas criaram, ao segundo disco, uma obra prima discográfica entusiasmante, que leva o ouvinte a rir e a chorar, a refletir e a levitar, ao som de quase quarenta e três minutos feitos com um rock dançante, sensual e tremendamente cativante. Espero que aprecies a sugestão...
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Matt Corby – Desert Land
Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Já na alvorada da primavera deste ano de dois mil e vinte e três, e depois de no final do ano anterior termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.
Agora, já no outono, Matt Corby volta a fazer-nos companhia devida a Desert Land, uma nova canção que o músico australiano incubou juntamente com o acima referido Chris Collins (Gang of Youths, Middle Kids) e Nat Dunn (Rita Ora, Tkay Maidza), seus habituais colaboradores e que também fazem parte, como se depreende, dos créditos de Everything’s Fine.
Desert Land versa sobre as relações, a força mental que muitas vezes é necessário dispender para as manter e o modo como as mesmas chocam muitas vezes com os nossos vícios e adições. Sonoramente, com os dois pés bem fincados no R&B, Desert Land é um curioso tratado sonoro repleto de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares, conferidas por uma bateria de forte timbre nostálgico e cósmico e um piano insinuante. O resultado é uma espécie de indie jazz psicadélico, bastante vibrante e policromático, um soft punk charmoso que, em quase três minutos, demonstra alguns dos melhores atributos de um artista inovador, bastante criativo e que, no modo como agrega, burila e mistura o orgânico e o sintético, mostra uma saudável e sedutora faceta marcadamente futurista, aprofundada pelo cariz sensual da sua postura vocal. Confere...
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Black Pumas – Angel
A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo que chegará aos escaparates no final deste mês de outubro. São dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, foi a primeira amostra revelada do disco, um tema que esteve em alta rotação na nossa redação há pouco mais de um mês, como certamente os leitores e os ouvintes mais atentos se recordam. Depois, também escutámos, mais recentemente, Mrs. Postman, uma divertida e insinuante composição, que impressionou pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, a sustentava.
Agora chega a vez de nos deliciarmos com Angel, o terceiro single retirado do disco e a quinta do alinhamento de Chronicles Of A Diamond. Angel é uma canção mais intimista e, de certo modo, mais intrincada que as anteriores. Uma viola acústica dá o mote para quase cinco minutos simultaneamente singelos e hipnóticos, plenos de emoção e que demonstram, uma vez mais, o modo como o registo vocal sensual de Eric Burton é exímio a contar eventos aparentemente ordinários, mas que ganham, através do seu registo interpretativo exemplar, uma amplitude sentimental ímpar. Confere...