Sábado, 27 de Abril de 2019

Jay-Jay Johanson – Kings Cross

Já está nos escaparates Kings Cross, o décimo segundo álbum do sueco Jay-Jay Johanson, mais um riquíssimo reportório de experimentações sónicas que cimentam o percurso sonoro tremendamente impressivo e cinmetográfico de um dos nomes mais relevantes da pop europeia das últimas três décadas. Com a participação especial de Robin Guthrie dos míticos Cocteau Twins em Lost Forever e com um dueto com Jeanne Added em Fever, Kings Cross consiste num inspirado compêndio de eletropop idealizado por um Jay-Jay Johanson que teve o firme intuíto de nos captar com a sua voz melancólica, ao som de arrebatadoras melodias, revestidas de sons intrincados e algo misteriosos, geralmente de origem sintética e batidas e efeitos percurssivos de cariz emimentemente experimental.

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Not Time Yet, a canção que abre o alinhamento de Kings Cross, torna logo explícita toda a trama esplanada num alinhamento de canções que têm a pop eletrónica, de cariz eminentemente reflexivo e ambiental, como grande suporte sonoro, conforme já referi, mas é demasiado redutor, aviso desde já, parcelar de modo tão concreto todo o emaranhado de referências estilísticas que o artista sueco absorveu, degustou e depois esplanou neste seu novo álbum.

Assim, se no caso dessa primeira composição do álbum, temos um som polido, mas desafiante por se mostrar um pouco escuro, mesmo assumindo-se como particularmente charmoso e intenso, na tonalidade mais descontraída e cativante do jazz que alinha Heard Somebody Whistle, na soul da percurssão, do baixo e do insinuante piano de Smoke, na romântica fragilidade que flutua à tona do manto sonoro ondulado que nos embala em Hallucination, na guitarra que ressoa com vigor em Niagara Falls e no clima íntimo e de forte pendor clássico de Old Dog ficamos devidamente esclarecidos acerca de toda a diversidade instrumental que suportou a gravação de um disco que, contendo diferentes texturas e travos conceptuais, entronca sempre numa filosofia interpretativa típica de um músico que já se movimentou por espetros sonoros tão vastos e díspares como a folk, o rock progressivo, a música clássica contemporânea ou a eletrónica, e que, quer por isso, quer devido à sua enorme sensibilidade poética e artística, consegue sempre proporcionar ao ouvinte instantes de arrebatadora sedução, mesmo quando uma espécie de ideia de simplicidade paira sempre como uma nuvem melancólica e mágica em seu redor. Espero que aprecies a sugestão...

Jay-Jay Johanson - Kings Cross

01. Not Time Yet
02. Heard Somebody Whistle
03. Smoke
04. Lost forever (Feat. Robin Guthrie)
05. Hallucination
06. Old Dog
07. Niagara Falls
08. Fever (Feat. Jeanne Added)
09. Swift Kick In The Butt
10. We Used To Be So Close
11. Everything I Own
12. Dead End Playing


autor stipe07 às 14:04
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Sexta-feira, 15 de Março de 2019

Helado Negro – This Is How You Smile

Pouco mais de dois anos após o excelente Private Energy, o projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos, está de regresso com This Is How You Smile, o seu sexto longa duração. Falo de doze belíssimas canções que plasmam mais um momento marcante deste músico sedeado em Brooklyn, um disco onde Lange amplia as suas experimentações com samples e sons sintetizados de modo a replicar uma multiplicidade de referências sonoras, desta vez em busca de ambientes mais intimstas e acolhedores, que encarnam na perfeição o espírito muito particular e simbólico da música de Helado Negro.

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Projeto que me é muito querido, Helado Negro tem conduzido o seu percurso musical sempre em busca da mescla entre aa especificidade sonora centro-americana, muito marcada por percurssões vibrantes e cordas de forte pendor orgânico, com a melhor eletrónica ambiental contemporânea. E de facto, se logo em Please Won't Please, uma sublime sapiência sintética e uma incontida sensação de relaxamento e conforto apoderam-se imediatamente do ouvinte, nos acordes de Imagining What To Do, é fácil viajarmos para as areias calientes do caribe. Depois planamos com os samples dos sons tipicamente sul americanos que adornam os teclados e os sopros ariscos de Fantas, e ficamos prontos para ao som da viola que conduz Pais Nublado, para levantar o nosso olhar para o horizonte sem deixar de querer alargar o diâmetro da nossa anca, possuída, sem dono e com vontade própria, porque ela não resiste a acompanhar, subtilmente, uma canção que fala que vai subindo de intensidade e emoção enquanto provoca igual efeito na temperatura do nosso corpo, que volta a estabilizar ao som do delicado piano que sustenta Running, um tema com forte pendor temperamental e com um ambiente único, feito de nostalgia, mas também de cor, de sonho e de sensualidade. Sabana de Luz é outra composição com um efeito soporífero que convida aquela intimidade que força o pensamento à divagar, mas sem deixar que o mesmo resvale para memórias menos felizes.

É assim a música de Helado Negro, intensa, palpável, urbana e dominada por um pendor acústico e tipicamente latino, mas com a eletrónica em forma de dream pop de cariz lo fi e etéreo e que incluí também travos deR&B, a ser cada vez mais um veículo privilegiado no processo de composição. Nela sente-se facilmente aquele aspeto geográfico e ambiental tão sul americano em que cidade, praia e floresta tropical amiúde se fundem, neste caso num registo com uma elevada vertente autobiográfica, já que nele Lange desabafa sobre experiências individuais da sua infância e juventude. O músico apresenta muito esta filosofia interpretativa, no que concerne à escrita das suas canções, mostrando, sem receios, ser alguém positivamente obcecado pela evocação de memórias passadas e, principalmente, pela concretização sonora de sensações, estímulos, reacções e vivências cujo fato serve a qualquer comum mortal.

Cada vez mais confiante, inspirado e multifacetado, Lange continua a aventurar-se corajosamente na sua própria imaginação, construída entre o caribe que o viu nascer e a América de todos os sonhos. Neste This Is How You Smile contorna, mais uma vez, todas as referências culturais que poderiam limitar o seu processo criativo para, isento de tais formalismos, compilar com música, história, cultura, saberes e tradições, num pacote sonoro cheio de groove e de paisagens sonoras que contam histórias que Helado Negro sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão...

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01. Please Won’t Please
02. Imagining What To Do
03. Echo For Camperdown Curio
04. Fantasma Vaga
05. Pais Nublado
06. Running
07. Seen My Aura
08. Sabana De luz
09. November 7
10. Todo Lo Que Me Falta
11. Two Lucky
12. My Name Is For My Friends


autor stipe07 às 18:17
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2019

Flak - Verão

Com uma carreira de mais de três décadas durante a qual incubou e encabeçou bandas tão importantes do universo indie nacional como os Radio Macau ou os Micro Audio Waves, Flak tem também um projeto a solo que começou há exatamente vinte anos com um homónimo que tem finalmente sucessor. Cidade Fantástica é o seu novo registo de originais em nome próprio, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia no final do passado mês de outubro e que foi gravado no mítico Estúdio do Olival, local onde o músico gravou e produziu vários discos, não só das suas bandas, mas também de Jorge Palma, Entre Aspas e GNR, entre muitos outros.

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O mais recente single divulgado de Cidade Fantástica é Verão, uma música que conta com a participação especial vocal de Mariana Norton e que em si é um delicioso tratado de indie pop, assente numa bateria grave e compassada, uma guitarra em contínuo e inquieto frenesim e teclas com efeitos cósmicos, em suma, uma soul contemplativa que sobrevive num terreno experimental e até psicadélico e onde a fronteira entre a sua heterogeneidade instrumental e melódica e um apenas aparente minimalismo estilístico é muitas vezes indecifrável. Sobre Verão o autor refere no seu press release de lançamento:

O Verão é uma canção sobre o mundo fantástico em que vivemos. Não há nenhum que se assemelhe no sistema solar. Temos montanhas mares cores pássaros que cantam nas árvores, um céu estrelado. Provavelmente não existirá nenhum igual no Universo a não ser que existam Universos paralelos. A realidade não existe. A realidade é aquilo que nós queremos ver. Nós é que fazemos a nossa realidade. Quem reflectir um pouco sobre a beleza das coisas e a nossa pequenez, há de lhe sobrar menos tempo e vontade de odiar o vizinho ou aqueles que não são como ele.

No próximo dia 23 de Fevereiro, Flak actuará, com a sua banda, no Teatro de Vila Real, no âmbito do Festival Boreal, com várias datas na primavera e no verão a serem divulgadas em breve. Confere...

https://www.facebook.com/flakoficial/

https://www.instagram.com/surreal_flak/

https://www.youtube.com/channel/UCgcj_xLwGtOj5l0PuVoFnjg 


autor stipe07 às 10:17
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Sábado, 13 de Outubro de 2018

Flak - Manto Branco

Com uma carreira de mais de três décadas durante a qual incubou e encabeçou bandas tão importantes do universo indie nacional como os Radio Macau ou os Micro Audio Waves, Flak tem também um projeto a solo que começou há exatamente vinte anos com um homónimo que tem finalmente sucessor. Cidade Fantástica é o seu novo registo de originais em nome próprio, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia no final deste mês e que foi gravado no mítico Estúdio do Olival, local onde o músico gravou e produziu vários discos, não só das suas bandas, mas também de Jorge Palma, Entre Aspas e GNR, entre muitos outros.

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O primeiro single divulgado de Cidade Fantástica foi a canção Ao Sol da Manhã, tema com direito a um video centrado em ilustrações de Francisco Cortez Pinto, fotografadas e editadas pelo próprio Flak. Agora chegou a vez de ganhar vida Manto Branco, o segundo single do disco, uma música que em si é um delicioso tratado de indie pop, assente numa bateria grave e compassada, uma guitarra em contínuo e inquieto frenesim e teclas com efeitos cósmicos, em suma, uma soul contemplativa que sobrevive num terreno experimental e até psicadélico e onde a fronteira entre a sua heterogeneidade instrumental e melódica e um apenas aparente minimalismo estilístico é muitas vezes indecifrável. Sobre esta composição Manto Branco, o autor refere no seu press release de lançamento:

Manto Branco. Não sei de onde me veio a frase. Manto Branco universo. Across the Universe. Olhar de Falcão. As palavras foram surgindo em simultâneo com a melodia. A segunda estrofe foi escrita mais tarde a partir do nome de uma antiga banda psicadélica brasileira, Perfume Azul do Sol. O vídeo do Vasco Mendes sugere-nos que algo vai acontecer. Por certo nada de bom. Talvez uma premonição. Um sinal dos tempos."

Cidade Fantástica será apresentado ao vivo no Teatro Ibérico, em Lisboa, a oito e nove de Novembro. Confere Manto Branco...


autor stipe07 às 21:37
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018

Flak - Ao Sol da Manhã

Com uma carreira de mais de três décadas durante a qual incubou e encabeçou bandas tão importantes do universo indie nacional como os Radio Macua ou os Micro Audio Waves, Flak tem também um projeto a solo que começou há exatamente vinte anos com um homónimo que tem finalmente sucessor. Cidade Fantástica é o seu novo registo de originais em nome próprio, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia no final de outubro e que foi gravado no mítico Estúdio do Olival, local onde o músico gravou e produziu vários discos, não só das suas bandas, mas também de Jorge Palma, Entre Aspas e GNR, entre muitos outros.

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O primeiro single divulgado de Cidade Fantástica é a canção Ao Sol da Manhã, tema já com direito a um video com a letra, centrado em ilustrações de Francisco Cortez Pinto, fotografadas e editadas pelo próprio Flak. Misturado por Benjamim, que também tocou os teclados e masterizado por Tiago Sousa, o tema conta com as participações especiais de Rita Laranjeira na voz e António Dias no baixo. A música em si é um delicioso tratado de indie pop, assente em flashes de samples que gostam de jogar ao esconde esconde, uma guitarra em contínuo e inquieto frenesim e instrumentos percussivos a tresandar a uma soul contemplativa por todos os poros, uma composição que sobrevive num terreno experimental e até psicadélico e onde a fronteira entre a sua heterogeneidade instrumental e melódica e um apenas aparente minimalismo estilístico é muitas vezes indecifrável. Sobre esta composição Ao Sol da Manhã, o autor refere no seu press release de lançamento:

Enviei por engano uma demo de outra canção deste disco a um ex-aluno. Ele respondeu-me que lhe fazia lembrar o tipo de ambiente dos Mild High Club, banda que eu não conhecia. Fiquei curioso, fui ouvir o disco e no final apeteceu-me fazer uma canção pop com um toque de bossa-nova. Fui construindo uma sequência de acordes por cima de um ri de blues até ter a canção estruturada. A melodia é repetida com pequenas variações enquanto a harmonia vai mudando criando diferentes texturas. Quando completei a melodia, e tal como fiz na maioria das outras canções deste disco, quis aproveitar a energia do momento e fazer imediatamente uma letra para a canção. Agarrei um livro de um dos montes que tenho à minha volta quando estou a fazer canções, abri-o numa página qualquer e calhou estar a letra do “Sitting on the Dock of the Bay” do Otis Redding. Aí pensei que era uma boa ideia transportar a baía de São Francisco para Lisboa à beira rio. E é um programa mais ou menos comum no meu dia-a-dia, ir dar uma volta junto ao rio, apanhar sol e ver os barcos passar. Entretanto o Benjamim gravou um beat, o António Vasconcelos Dias gravou um baixo numa onda Motown, o Benjamim tocou em todos os teclados que estavam disponíveis e assim fomos fixando o arranjo, de uma forma espontânea, meio improvisada. Depois, todos cantamos, a Rita Laranjeira adicionou mais vozes, o Benjamim misturou e o Tiago Sousa masterizou.

Este álbum Cidade Fantástica será apresentado ao vivo no Teatro-Cine de Torres Vedras a seis de Outubro e no Teatro Ibérico, em Lisboa, a oito e nove de Novembro. Confere o seu primeiro single...


autor stipe07 às 23:12
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Terça-feira, 15 de Maio de 2018

Nick Suave - Perdido

Nick Suave, que anteriormente se apresentava como Nick Nicotine, é o pseudónimo de Carlos Ramos, o homem por trás do mitico festival Barreiro Rocks e do Estúdio King, de onde sairam alguns dos melhores discos de rock and roll da última década. Criado na fumarenta e cinzenta cidade do Barreiro dos anos oitenta, começa a editar discos pela sua própria editora (Hey, Pachuco! Recs) a partir de 2000. Homem dos sete instrumentos divide-se entre a voz, guitarra, baixo e bateria em dezenas de bandas (Nicotine’s Orchestra, The Act-Ups, Los Santeros, Bro-X, The Jack Shits, entre muitas outras) e acaba de lançar Perdido, um tomo de oito canções que marcam o início de uma nova fase na sua carreira: a escrita e interpretação em português.

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Na composição das canções de Perdido, Nick inspirou-se no amor e nas diversas facetas práticas desse sentimento, nomeadamente o amor pela esposa, pela família, pela sua profissão e por todas as pessoas que o rodeiam e lhe são mais próximas. Para conseguir passar a mensagem pretendida, contou com a ajuda de Ricardo Guerreiro em algumas letras, tendo as gravações dos temas decorrido o ano passado nos estúdios iá, com a colaboração inestimável de Ricardo Riquier. Sem querer ser intencionalmente revivalista, a verdade é que Perdido deve muito a uma mescla feliz entre a soul vintage e aquele universo mais negro e cru do rock, campos sonoros que Nick já havia explorado no passado mas que agora replica em português direto e, claramente, apontando aos corações mais sensíveis e empedernidos.

O resultado final é um alinhamento contagiante e cheio de charme e ironia, um cocktail ampliado por uma elevada dose de emoção, arrojo e amplitude que nunca defrauda. Disco para ser apreciado de um travo só, é um receituário inédito no panorama sonoro nacional atual e, à medida que escorre nos nossos ouvidos, consegue-se, com indubitável clareza, perceber os diferentes elementos sonoros que esculpem as canções, com as guitarras, melodicamente sempre muito próximas da voz e com alguns arranjos percurssivos a sobressairem, não porque ficam na primeira fila daquilo que se escuta, mas porque suportam aqueles simples detalhes que, muitas vezes com uma toada ligeiramente lo fi, fazem toda a diferença no cariz que uma canção toma e nas sensações que transmite.

Perdido merece, em suma, ser tratado como um referencial que flutua constantemente entre a metáfora e a realidade, no fundo o modo de viver normal de um Nick Suave impregnado com um intenso bom gosto e que parece não se importar de transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, algo que espalha um charme ainda maior por aquilo que é enquanto músico e artista e pela peça em si que este disco representa. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 13:23
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