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Still Corners – Dream Talk

Sexta-feira, 12.04.24

Quase três após o excelente disco The Last Exit, que foi o quinto da carreira, a dupla britânica Still Corners está de regresso, em dois mil e vinte e quatro, com um novo álbum intitulado Dream Talk. Este novo trabalho do projeto formado por Greg Hughes e Tessa Murray, viu a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Wrecking Light Records, a própria etiqueta da banda.

Still Corners 'Dream Talk' Album Review - TotalNtertainment

Com origem em Terras de Sua Majestade, mas há já alguns anos sedeados nos Estados Unidos, os Still Corners têm pautado a sua carreira por calcorrear um percurso sonoro balizado por uma pop leve e sonhadora, íntima da natureza etérea e onde os sintetizadores são reis, mas também uma pop que pisca muitas vezes o olho aquele rock alternativo em que as guitarras eléctricas e acústicas marcam indubitavelmente uma forte presença.

Dream Talk não foge a estas permissas, em dez músicas que em pouco mais de meia hora proporcionam ao ouvinte uma aconchegante e nostálgica viagem por um universo estilístico, filosófico e sonoro, muito próprio, pleno de charme, enquanto marca, com segurança, mais um patamar evolutivo contundente no adn da banda, que de algum modo já descrevi acima.

Se no antecessor The Last Exit a folk era o sustento fundamental da base das canções, desta vez os Still Corners, sem renegarem a importância das cordas acústicas, ofereceram o papel principal aquela soul que procura recriar o ambiente nativo tipicamente americano, logo bem patente em Today Is The Day, a lindíssima canção que abre o disco e que versa sobre a importância de sabermos aproveitar o momento, já que a mudança permanente é uma das poucas certezas que temos nesta vida. Today Is The Day é um charmoso e insinuante tratado de dream pop leve e sonhadora, com um travo muito luminoso e sedutor, repleto de cordas reluzentes, trespassadas por diversas sintetizações lisérgicas, um modus operandi que vai sendo aprimorado no restante alinhamento do disco.

The Dream, uma das canções centrais do disco, é feliz na recriação exímia da moldura sonora que a dupla quiz induzir a Dream Talk. Trata-se de uma composição que, apontando timidamente para ambientes dançantes e contendo um efeito sintetizado retro, impressiona principalmente na saudável rugosidade orgânica que o baixo e a guitarra eletrificada oferecem à canção, que tem em ponto de mira um indisfarçável ambiente de romantismo e sensualidade. A partir daí, no travo pop oitocentista de Secret Love, no clima retro pop luxuriante de Faded Love, na luminosidade algo psicadélica do orgão que se insinua em Lose More Slowly, no requinte da insinuante guitarra que conduz Let´s Make Up, ou na abordagem mais intima e etérea de Crystal Blue, encontramos os grandes instantes de um álbum claramente primaveril e feliz, como estes tempos exigem e que sai airosamente do risco que contém, ao mesmo tempo que se define numa nova proposta instrumental, indo, propositadamente, ou não, ao encontro de um movimento atual que procura resgatar de forma renovada as principais marcas e particularidades sonoras de décadas anteriores, mas sem deixar de acrescentar e incuir a esse referencial retro toques de modernidade. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:44

Kurt Vile – Back To Moon Beach EP

Quarta-feira, 22.11.23

Meia década depois do excelente registo Bottle It In, e ano e meio após (watch my moves), o oitavo disco da carreira, Kurt Vile volta a dar as mãos à Matador Records e coloca nos escaparates Back To Moon Beach, o novo EP deste músico que descende da melhor escola indie rock norte americana e que adora piscar o olho à melhor folk nativa do outro lado do atlântico, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica que abraça há duas décadas, sempre com elevado requinte.

Kurt Vile - 'Back to Moon Beach' EP review

Não deixa de ser um pouco estranho catalogar um compêndio de nove canções com uma duração de quase uma hora como um EP, mas é desse modo que se identifica Back To The Moon Beach, composições que são b-sides incubadas durante as sessões de gravação dos discos que Kurt Vile lançou na última meia década.

Back To The Moon EP é um sublime alinhamento que coloca Kurt Vile no rasto da herança de alguns dos cantautores de eleição do seu país e que são verdadeiras referências incontornáveis, como Johnny Cash ou Neil Young, só para citar alguns dos autores mais conhecidos. E Vile fá-lo servindo-se da folk, o seu universo sonoro de eleição, aqui mesclado com alguns dos melhores tiques identitários da country e do jazz, como o próprio plasma e assume, logo a abrir o EP, em Another Good Year For The Roses e Touched Somethin (Caught A Virus), por esta ordem. Se na primeira canção o piano assume as rédeas, na segunda compsição é o violão quem cerra os punhos, exemplarmente acompanhado pela bateria. Mas, em ambos os casos, a filosofia é semelhante, porque a base instrumental das canções vai-se deixando enlear por uma quase impercetível vastidão de arranjos, detalhes e nuances das mais diversas proveniências, que vão adornando, com um charme intenso, duas canções assentes numa simbiose quase hipnótica entre melancolia e exprimentalismo.

É neste modus operandi fascinante que se fundem os alicerces de Back To The Moon. O próprio tema homónimo é um impressivo flash sonoro de cosmicidade poeirenta e intimista, que abraça e suscita no ouvinte conceitos como espontaneidade e inocência. Depois, se Like A Wounded Bird Trying To fly plasma um perfil mais roqueiro e evocativo, sem deixar de lado o indispensável intimismo e se Tom Petty’s Gone (But Tell Him I Asked For Him) pisca o olho, com notável  acerto, a uma espécie de sensualidade orgânica apimentada com pequenos delírios acústicos e elétricos, Blues Come For Some volta a chamar o piano para a linha da frente, sem rodeios e receios, numa canção que é um verdadeiro festim de sentimentalismo. 

Back To The Moon Beach é, em suma, um calcorrear eminentemente lisérgico que olha para a folk de espírito livre e aberto, uma opção criativa que deu origem a composições sublimes no modo como aprimoram o melhor adn identitário de Vile, feito de melodias conduzidas quase sempre por cordas elétricas e acústicas inspiradas e também, neste caso, de um piano buliçoso, espraiadas em quase sessenta minutos de enorme beleza, emoção, arrojo e, acima de tudo, contemplação. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:43

Black Pumas – Chronicles Of A Diamond

Terça-feira, 21.11.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla volta a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo de dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que burilam, ainda mais, uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Black Pumas no NOS Alive - Expresso

Honestidade, charme, entrega e uma enorme soul, são alguns dos conceitos chave de um registo que coloca o rock num pedestal com intenso brilho. E o melhor rock é, sem qualquer espécie de dúvida, aquele que agrega descaradamente diferentes nuances, bebe de várias fontes, não teme piscar o olho ao aqui e ao acolá, fazendo tudo isso sem perder a essência marcante de uma forma de criar música que tem, sem qualquer sombra de dúvida e desde os anos cinquenta do século passado, na classe operária negra do lado de lá do atlântico uma das suas grandes forças motrizes. Os Black Pumas são detentores sapientes dessa herança identitária, uma filosofia interpretativa que conhecem melhor que ninguém, porque lhes está no sangue esta faceta simultaneamente híbrida e agregadora, aliada a uma pouco usual empatia entre a dupla, que só se explica pela forte amizade que une Burton e Quesada.

Assim, em Chronicles Of A Diamond embarcamos numa fuastosa viagem roqueira até um universo sonoro feito de majestosidade instrumental, assente quase sempre em cordas eletrificadas com o têmpero certo. É um rock que não se inibe, em momento algum de dar espreitadelas incisivas ao melhor funk jazz contemporâneo, com o amor e as relações passionais ou familiares a estarem na linha da frente do ideário lírico de um rgisto fortemente entalhado e embrulhado numa constante tonalidade psicadélica.

Canções como Angel, composição simultaneamente initmista e intrincada, feita de quase cinco minutos simultaneamente singelos, hipnóticos e plenos de emoção, Mrs. Postman, um divertido e insinuante tema, que impressiona pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, o sustenta, para depois ir recebendo diversos elementos percussivos repletos de groove e More Than A Love Song, a luminosa canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond e que assenta numa bateria que marca um ritmo repleto de groove, que recebe depois, de braços abertos, arranjos de cordas agéis e guitarras exuberantes, que versam sobre a simplicidade da vida e o modo como as dificuldades podem ser ultrapassadas se nos unirmos a quem nos quer bem e à comunidade onde vivemos, do mesmo modo que fazem os pássaros quando voam sincronizados todos juntos, são apenas três exemplos, neste álbum, que nos mostram que os Black Pumas não tiveram medo de arriscar e assumir durante a sua concepção, sem apelo nem agravo, a impressiva criatividade e maturidade que já os identifica enquanto projeto musical,

Exímios a contar eventos aparentemente ordinários, mas que ganham, através do seu registo interpretativo exemplar, uma amplitude sentimental ímpar, os Black Pumas criaram, ao segundo disco, uma obra prima discográfica entusiasmante, que leva o ouvinte a rir e a chorar, a refletir e a levitar, ao som de quase quarenta e três minutos feitos com um rock dançante, sensual e tremendamente cativante. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:41

Matt Corby – Desert Land

Terça-feira, 24.10.23

Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Matt Corby, con los pies en la arena R&B en 'Desert Land' - Binaural

Já na alvorada da primavera deste ano de dois mil e vinte e três, e depois de no final do ano anterior termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.

Agora, já no outono, Matt Corby volta a fazer-nos companhia devida a Desert Land, uma nova canção que o músico australiano incubou juntamente com o acima referido Chris Collins (Gang of Youths, Middle Kids) e Nat Dunn (Rita Ora, Tkay Maidza), seus habituais colaboradores e que também fazem parte, como se depreende, dos créditos de Everything’s Fine.

Desert Land versa sobre as relações, a força mental que muitas vezes é necessário dispender para as manter e o modo como as mesmas chocam muitas vezes com os nossos vícios e adições. Sonoramente, com os dois pés bem fincados no R&B, Desert Land é um curioso tratado sonoro repleto de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares, conferidas por uma bateria de forte timbre nostálgico e cósmico e um piano insinuante. O resultado é uma espécie de indie jazz psicadélico, bastante vibrante e policromático, um soft punk charmoso que, em quase três minutos, demonstra alguns dos melhores atributos de um artista inovador, bastante criativo e que, no modo como agrega, burila e mistura o orgânico e o sintético, mostra uma saudável e sedutora faceta marcadamente futurista, aprofundada pelo cariz sensual da sua postura vocal. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:39

Black Pumas – Angel

Sexta-feira, 20.10.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo que chegará aos escaparates no final deste mês de outubro. São dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Black Pumas revela a poderosa “Angel”

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, foi a primeira amostra revelada do disco, um tema que esteve em alta rotação na nossa redação há pouco mais de um mês, como certamente os leitores e os ouvintes mais atentos se recordam. Depois, também escutámos, mais recentemente, Mrs. Postman, uma divertida e insinuante composição, que impressionou pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, a sustentava.

Agora chega a vez de nos deliciarmos com Angel, o terceiro single retirado do disco e a quinta do alinhamento de Chronicles Of A Diamond. Angel é uma canção mais intimista e, de certo modo, mais intrincada que as anteriores. Uma viola acústica dá o mote para quase cinco minutos simultaneamente singelos e hipnóticos, plenos de emoção e que demonstram, uma vez mais, o modo como o registo vocal sensual de Eric Burton é exímio a contar eventos aparentemente ordinários, mas que ganham, através do seu registo interpretativo exemplar, uma amplitude sentimental ímpar. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:35

Black Pumas - Mrs. Postman

Sexta-feira, 06.10.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo que chegará aos escaparates no final deste mês de outubro. São dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

New Song Saturday! Hear New Tracks from Black Pumas, Iron & Wine, Bebe  Rexha and More

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, foi a primeira amostra revelada do disco, um tema que esteve em alta rotação na nossa redação há cerca de um mês, como certamente os leitores e os ouvintes mais atentos se recordam. Agora chega a vez de escutarmos Mrs. Postman, uma divertida e insinuante composição, que impressiona pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, a sustenta, para depois ir recebendo diversos elementos percussivos repletos de groove, com o registo vocal sensual de Eric Burton a ser, uma vez mais, a cereja no topo do bolo de uma canção que tem também já direito a um animado vídeo assinado por Amos David McKay. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:34

Black Pumas – More Than A Love Song

Quinta-feira, 07.09.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove,um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um alinhamento de dez canções que chegará aos escaparates no final do mês de outubro, produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Black Pumas Announce New Album, Share "More Than a Love Song": Stream

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, é uma boa amostra da elevada bitola qualitativa deste dupla. É uma composição luminosa, que assenta numa bateria que marca um ritmo repleto de groove, que recebe depois, de braços abertos, arranjos de cordas agéis e guitarras exuberantes, com o registo vocal sensual de Eric Burton a ser a cereja no topo do bolo de uma canção que versa sobre a simplicidade da vida e o modo como as dificuldades podem ser ultrapassadas se nos unirmos a quem nos quer bem e à comunidade onde vivemos, do mesmo modo que fazem os pássaros quando voam sincronizados todos juntos, a metáfora que o grupo utiliza na letra para passar esta mensagem de esperança e luz. Confere More Than A Love Song e o vídeo do tema assinado por Juliana e Nicola Giraffe e fimado em Los Angeles...

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publicado por stipe07 às 12:03

The Heavy – Hurricane Coming

Segunda-feira, 20.02.23

Liderados pelos carismático Kevin Swalby, os britânicos The Heavy estrearam-se nos discos em dois mil e dezanove com o registo The House That Dirt Built e andam há década e meia a misturar rock e soul com inusitada mestria, tendo ficado também célebres em dois mil e doze quando a sua canção How You Like Me Now, foi o tema oficial da campanha de Barack Obama. Agora, em dois mil e vinte e três, os The Heavy estão de regresso com um trabalho intitulado AMEN, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a vinte e um de abril.

The Heavy – “Hurricane Coming”: Jayson's DJ Pick of the Week

Composição inspirada na experiência que Kevin vivenciou em dois mil e dezassete com o furacão Irma, um evento metereológico que teve lugar poucos dias depois do músico se ter mudado para o lado de lá do atlântico, Hurricane Coming é o primeiro single revelado de alinhamento de AMEN. É uma composição intensa, asssnte num registo percurssivo marcante e em guitarras repletas de efeitos e distorções rugosas, uma canção que, numa espécie de simbiose entre o melhor adn de um Ray Charles e os The Rolling Stones, contém uma feliz mistura do melhor rock setentista do século passado com o som agressivo do melhor rock de garagem da atualidade. Confere...

Website

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publicado por stipe07 às 11:40

Matt Corby - Problems

Terça-feira, 29.11.22

Há cerca de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns que nesse inesquecível ano de dois mil e doze acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Matt Corby Solving Problems With His New Single - The future of  entertainment

Agora, quase no final de dois mil e vinte e dois, Matt Corby volta aos nossos radares, dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que lançou em dois mil e vinte. E tal sucede por causa de Problems, um novo tema do autor australiano, gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e o primeiro avanço daquele que será o terceiro disco do artista australiano. É um trabalho ainda sem nome divulgado, mas que irá ver a luz do dia em março do próximo ano.

Problems mistura blues, R&B, soul e folk, com um tremenda sensibilidade pop. É uma canção vibrante, feita de uma espécie de chillwave que nos faz divagar, à medida que somos alcochoados por uma batida enleante, acompanhada por um piano buliçoso e diversos detalhes sintéticos com uma faceta algo cósmica e, por isso, subtilmente futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:47

Jaguar Sun – All We’ve Ever Known

Quarta-feira, 13.07.22

Chega de Ontário, no Canadá, Jaguar Sun, um projeto a solo encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly,  músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que impressionou esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que tem finalmente sucessor. O segundo alinhamento do projeto chama-se All We've Ever Known, e viu a luz do dia a vinte e quatro de junho através da Born Losers Records.

Jaguar Sun - "With You" — Look at my records!

Logo em Out Of My Mind, a lindíssima canção que abre o alinhamento de All We've Ever Know, é fortemente impressivo o cariz lisérgico deste disco que tem como grande fator de apelo a majestosidade instrumental que sustenta o arquétipo de praticamente todas as canções e que nos inebria durante pouco mais de meia hora de um intenso e revigorante cocktail sonoro, perfeito para estes dias que clamam pelo espraiar dos sentidos, sem exigir demasiado da nossa audição, mas sem deixar que ela se sinta feliz pelo que lhe proporcionamos.

De facto, o álbum escorre sem quase darmos conta e se na soul cósmica de This Year somos afagados por um efeito de uma guitarra encadeante, logo a seguir, na espiritual Broken Record e na acusticidade planante de With You e, principalmente, de Moonlight, damos de caras com todos os atributos intepretativos de um autor extraordinário no modo como consegue cingir-se a um processo de gravaçao algo cru e até arcaico, que tem nas batidas de um sintetizador e nas cordas de uma viola elétrica as duas faces principais de uma moeda cunhada para para exalar aquele charme lo fi típico de quem é mestre em adornar uma simples sucessão de acordes e uma sobreposição feliz de diversos trechos melódicos, muitas vezes de forte pendor minimalista, em instantes de pura levitação soul.

Até ao ocaso de All We've Ever Known, quer a retro One Day, a acolhedora Take It Back, ou a sedutora Midnight Man, uma canção sobre o amor e o seu lado mais nostálgico e espiritual, convencem-nos definitivamente que em Jaguar Sun é ténue a fronteira entre o orgânico e o sintético. Minielly é um ás de trunfo poderoso a servir-se de uma forte componente experimental, livre de constrangimentos e até de rótulos específicos, para ditar de modo implacável a sua lei, no momento de compôr e criar canções que parecem passear pelo mundo dos sonhos, neste caso aqueles que se formam no espaço sideral. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:27






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