Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

DIIV – Blankenship

DIIV - Blankenship

Continuam a ser reveladas estrondosas composições de Deceiver, o terceiro registo de originais dos nova-iorquinos DIIV de Zachary Cole Smith, músico dos Beach Fossils e que tem atualmente como companheiros de banda neste projeto Andrew Bailey (guitarra), Colin Caulfield (baixo) e Ben Newman (bateria). E à medida que se abre o pano sobre aquele que será, certamente, um dos melhores discos de dois mil e dezanove, ficamos cada vez mais entusiasmados com a proximidade da data de lançamento, prevista para quatro de outubro, à boleia da Captured Tracks.

Gravado no passado mês de março em Los Angeles com o produtor Sonny Diperri, Deceiver irá suceder ao excelente Is The Is Are, um registo com já três anos e que não renegando totalmente os atributos essenciais do adn do grupo, assentes num garage rock que dialoga incansavelmente com o surf rock e que incorpora, nessa trama, doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica, conduziu-nos, na altura, a um amigável confronto entre o rock alternativo de cariz mais lo fi com aquela pop particularmente luminosa e com um travo a maresia muito peculiar.

DIIV

Is The Is Are foi um disco muito centrado nos problemas de Zachary com a adição às drogas, mas o músico confessou, pouco depois do lançamento desse trabalho, que não foi totalmente honesto no conteúdo do mesmo e que era altura de se dedicar verdadeiramente à superação desse problema. Assim, nos últimos três anos o músico tem realmente tentado lutar contra essa questão, tendo estado internado em diferentes clínicas.

Sendo o conteúdo de Deceiver também muito centrado nessa questão psicotrópica, como se percebeu logo em Skin Game, o primeiro single divulgado do registo há já dois meses, um diálogo imaginário entre duas personagens, que poderão ser muito bem o próprio Zachary e os seus dilemas relativamente à psicotropia e emTaker, a segunda composição também manteve essa tonalidade auto reflexiva e particularmente dolorosa. Blankenship, a nova canção divulgada do registo, atesta, de vez, esta teoria, oferecendo-nos a composição mais ruidosa, efervescente e crua das três já conhecidas, um portento de indie krautrock repleto de nostalgia e crueza, idealizado por um um artista que parece já ter percebido que, além do indispensável isolamento, a auto sinceridade e a força de vontade são condições essenciais para o sucesso. Confere...


autor stipe07 às 13:08
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

LOLA LOLA - Killed a Man in a Field

Com raízes nos extintos Tornados e no sempre pulsante e inovador movimento criativo da cidade do Porto, os LOLA LOLA formaram-se há meia década, fruto da junção de um trio já muito experimentado nas lides musicais, Tiago Gil (Guitarra), Miguel Lourenço (Baixo) e Hélder Coelho (Bateria), que receberam de braços abertos a desconcertante voz de Carla Capela, conhecida da noite portuense como DJ Just Honey e o sax barítono de Rui Teixeira.

Resultado de imagem para LOLA LOLA Killed a Man in a Field

Alimentados pelo universo musical das décadas de 50 e 60 e inspirados pelo R&B/Popcorn, 60´s Beat e Rock n’ Roll, os LOLA LOLA assinaram, no início de 2015, pela prestigiada editora independente Sleazy Records, à boleia da qual lançaram os singles Money in the Can (Junho/2015), Sweet Lovin' (Dezembro/2016) e o double-sider Voodoo Man/ Voodoo Woman (Fevereiro/2018).

Com as suas canções destacadas um pouco por todo o mundo por djs de culto, rádios e blogosfera musical, os LOLA LOLA também têm tocado por toda a Península Ibérica, granjeando uma cada vez mais vasta e fiel legião de fãs que irá certamente ampliar-se devido a Killed A Man In The Field, o novo lançamento do grupo, um sete polegadas que tem como b side uma recriação enérgica do clássico Somebody’s always trying de Joy Byers e que marca a estreia dos LOLA LOLA  pela soberana Chaputa! Records.

Este quarto registo fonográfico dos LOLA LOLA, ilustrado por Rui Ricardo, produzido por Nuno Riviera e masterizado por Mike Mariconda, vê a luz do dia amanhã, mas o tema principal, uma canção que nos leva a viajar por uma larga paisagem de cor e infinito, (...) um rasgo de primordial simplicidade, com uma melodia assente numa base densa e segura, já tem direito a um video captado na Reserva Natural do Estuário do Douro e com brilhantes interpretações de Carla Capela e Tiago André Sue. No filme, assinado por Rodrigo Areias e Susana Abreu, contemplamos uma história de amor trágico que trespassa corações, revelando-se na eternidade da paisagem que a vida é efémera.

Sempre com sede de estrada, os LOLA LOLA aproveitam o lançamento deste 7’ para regressar aos concertos, no Sabotage Club, dia 18 de Outubro e no Barracuda Clube de Roque, no dia seguinte. Confere...

Facebook                  Instagram                                   YouTube


autor stipe07 às 13:14
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

R.E.M. - Fascinating

Depois da devastação provocada pelo furacão Dorian em algumas regiões das Caraíbas, com especial enfoque no arquipélago das Bahamas, foram várias as iniciativas do meio artístico com vista à angariação de fundos para os milhares que sofreram com esse fenómeno natural. Os R.E.M. foram um desses casos mais visíveis, com a divulgação de uma canção do grupo que estava guardada há quase vinte anos e à espera do momento certo para se revelar.

Resultado de imagem para R.E.M. - Fascinating

Fascinating é o nome desse tema inédito da banda de Athens, na Georgia, uma composição gravada em dois mil e um nos Compass Point Studions, em Nassau, capital das Bahamas, durante as sessões de Around The Sun, o décimo terceiro álbum da carreira dos R.E.M. e que esteve para fazer parte do alinhamento do álbum seguinte, Reveal, editado três anos depois.

À época Fascinating era um dos temas preferidos de Michael Stipe de todas as composições que os R.E.M. estavam a compôr mas, por motivos pouco claros, acabou por não fazer parte de Reveal. Seja como for, esta belíssima melodia, assente num piano suplicante, uma batida sintetizada suave e vários efeitos borbulhantes, onde não faltam sopros, revelou-se em boa hora, com as receitas da sua venda, cerca de dois dólares, a reverterem para a fundação Mercy Corps, uma das mais ativas na ajuda imediata às vitimas do furacão e no apoio futuro à reconstrução das Bahamas. Confere...

We first became aware of Mercy Corps around the time of Hurricane Katrina, and we supported their efforts to help in that situation, I spend a lot of time every year in the Abaco Islands, which was literally ground zero for this disaster. I know a lot of people who lost everything—their homes, their businesses, literally everything they own is gone. I approached [R.E.M. manager] Bertis [Downs], and said, ‘ want to do something as a band to help out however we can. He suggested Mercy Corps, and I said, ‘That’s great—they’re a great organization.” (Mike Mills, baixista dos R.E.M.).


autor stipe07 às 13:25
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sábado, 14 de Setembro de 2019

Perfume Genius – Eye In The Wall

Perfume Genius - Eye In The Wall

Cerca de dois anos e meio depois do excelente No Shape, Mike Hadreas, aka Perfume Genius, está de regresso com novidades que poderão muito bem antecipar o lançamento em breve do quinto álbum da carreira de um dos nomes mais excitantes do cenário musical alternativo. Importa, no entanto, ressalvar que Hadreas não este parado durante este par de anos, já que criou os temas Eighth GradeBooksmart e13 Reasons Why, para a banda sonora do filme The Goldfinch, além de ter andado em digressão a promover No Shape e de ter ainda autorizado algumas remisturas e participado em colaborações.

Entretanto também já era do conhecimento público que Perfume Genius andava a colaborar com a coreógrafa Kate Wallich e com a companhia de dança The YC, num bailado contemporâneo e numa performance ao vivo. O nome dessa inusitada obra éThe Sun Still Burns Here e têm sido poucos os detalhes revelados do produto final e da performance, estando o seu conteúdo confinado aos estúdios de dança onde têm decorrido os ensaios e as gravações.

Eye In The Wall acaba por ser o grande detalhe já revelado desse trabalho colaborativo, uma composição sonora assinada por Perfume Genius e que nos oferece uma espécie de sinistro western percurssivo, com uma impactante atmosfera lo-fi, mas também com aquela dose de delicadeza e emotividade que carateriza, através de um aparato tecnológico amplo, os principais caminhos de expressão musical da sua discografia. Confere...


autor stipe07 às 21:56
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 12 de Setembro de 2019

Belle And Sebastian – This Letter

Belle And Sebastian - This Letter

Os escoceses Belle And Sebastian já têm sucessor para o aclamado álbum How to Solve Our Human Problems, lançado o ano passado. O novo trabalho discográfico da banda liderada por Stuart Murdock é a banda sonora do filme Days of the Bagnold Summer e irá ver a luz do dia amanhã, através da etiqueta habitual da banda, a Matador Records.

Realizado por Simon Bird, Days of the Bagnold Summer é um filme tipicamente indie, baseado no romance homónimo de Joff Winterhart. A trama conta a história de um adolescente amante de heavy metal cujos planos para o verão vão por água abaixo no último minuto. Assim, vê-se preso por três longos meses à pessoa com quem mantém a relação mais enervante do mundo, a sua mãe. O protagonista desta história é interpretado por Earl Cave, actor já conhecido por participar na série The End of the F***ing World. O filme está previsto para estrear no próximo ano.

Sister Buddha foi o primeiro single revelado deste novo álbum dos Belle And Sebastian e tema principal da banda sonora da película, que contém onze canções originais e duas novas versões de temas antigos do grupo escocês, I Know Where the Summer Goes Get Me Away From Here I’m DyingSafety Valve, a sexta canção do alinhamento, também é um tema antigo dos Belle And Sebastian, mas nunca foi gravado em estúdio anteriormente.

Quanto a This Letter, o mais recente single retirado da banda sonora, é uma canção melodicamente feliz e que conduzindo-nos de volta aos melhores instantes acústicos dos Belle And Sebastian, contém aquele requinte vintage que um dedilhar de cordas exemplar e luminoso nos oferece, sendo mais uma excelente porta de entrada para um alinhamento que será certamente instrumentalmente irrepreensível e sem atropelos ou agressividade desnecessária. Confere...


autor stipe07 às 16:13
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 8 de Setembro de 2019

Mando Diao – Long Long Way

Mando Diao - Long Long Way

E já a dezoito de outubro que chega aos escaparates Bang, o novo registo de originais dos suecos Mando Diao, uma banda de rock alternativo formada em dois mil e um, com origem em Borlänge e formada atualmente por Björn Dixgård, Mats Björke e Carl-Johan Fogelklou. Bang será o nono tomo da carreira dos Mando Diao, sucedendo ao excelente trabalho Good Times, editado na primavera de dois mil e dezassete.

Long Long Way é o mais recente single divulgado de Bang, uma composição bastante otimista e que impressiona pela exuberância das cordas e dos arranjos que as adornam, fazendo adivinhar um trabalho um pouco diferente de uma suposta escalada sonora e vertiginosa ao universo indie rock, cheio de adrenalina e com uma forte filosofia garageira, talvez o território onde este quarteto sueco se tem sentido mais confortável ao longo da carreira. Será, portanto, um registo um pouco diferente do que estamos habituados nos Mando Diao, que se têm valorizado pela originalidade simultaneamente vintage e contemporânea das suas obras, discos que sustentam uma identidade firme e coesa de uma banda que merece, claramente, uma superior projeção. Confere...


autor stipe07 às 16:02
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 3 de Setembro de 2019

Mystery Jets – History Has It’s Eyes On You

Mystery Jets - History Has It's Eyes On You

Três anos depois do excelente Curve Of The Earth, os britânicos Mystery Jets de Blaine HarrisonWilliam ReesKapil TrivediKai Fish, já têm pronto A Billion Heartbeats, o sexto registo de estúdio desta banda oriunda de Eel Pie Island, nos arredores de Londres.

A Billion Heartbeats irá ver a luz do dia a vinte e sete de setembro, à boleia da Caroline International  e History Has Its Eyes On You é o mais recente single divulgado do seu alinhamento, um excelente cartão de visitas de um disco que, como é hábito no cardápio dos Mystery Jets, abarca algumas das referências inglesas fundamentais dos anos setenta, nomeadamente a atmosfera psicadélica dos Pink Floyd e o ritmo e a melodia vocal de uns Fleetwood Mac.

Importa ainda referir que History Has Its Eyes On You é inspirada nas marchas dos direitos da mulher queocorreram em janeiro de dois mil e dezassete em várias cidades dos Estados Unidos, conforme confessou Blaine Harrison recentemente ("The inspiration for this song came from the Women’s March in January 2017. At the time I was away on a writing trip in Iceland, staying in a remote fishing village which was very cut off from civilisation. One afternoon I was out hiking and when I found some phone signal, I saw all these pictures my friends were sharing from the march, not just in the UK but all over the world - it was the largest single-day march in US history. I felt very emotional and suddenly had this strong sense of the need to return home and be present, to show up. The messages on the placards permeated the lyrics - they were some of the funniest and saddest things I had ever read, many of them written by young girls. What I saw compelled me to try and communicate how important female role models had been not only in my life growing up, but in cultural spaces throughout history."). Confere...


autor stipe07 às 10:34
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 2 de Setembro de 2019

Miniature Tigers – Manic Upswings

Miniature Tigers - Manic Upswings

Três anos depois do muito recomendável I Dreamt I Was A Cowboy, os nova iorquinos Miniature Tigers de Charlie Brand, Rick Schaier, Algernon Quashie e Brandon Lee, mais uma banda natural de Brooklyn, um dos bairros musicalmente mais profícuos da maior cidade da costa leste dos Estados Unidos da América, estão de regresso com Vampires In The Daylight, um álbum que irá ver a luz do dia a onze de outubro e do qual já se conhece Manic Upswings, o primeiro single retirado do registo.

Fundindo de modo bastante criativo, com cordas exuberantes e uma percurssão frenética, os sons da pop dos anos sessenta com uma indie muito animada e psicadélica, Manic Upswings é uma espécie de sexy electronic pop, muito kitsch, um tema que faz adivinhar um disco particularmente exótico e texturalmente bastante rico. Confere...


autor stipe07 às 10:00
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sábado, 31 de Agosto de 2019

Bombay Bicycle Club – Eat, Sleep, Wake (Nothing But You)

Bombay Bicycle Club - Eat Sleep Wake (Nothing But You)

Cinco anos depois do excelente So Long, See You Tomorrow, o quarto álbum de estúdio dos Bombay Bicycle Club, o projeto britânico volta finalmente a dar sinais de vida com Eat, Sleep, Wake (Nothing But You), o primeiro avanço de um novo alinhamento de canções da banda dos arredores de Londres, formada por Jack Steadman, Jamye MacCol, Suren de Saram e Ed Nash.

Tendo em conta o conteúdo de Eat, Sleep, Wake (Nothing But You), uma sumptuosa e efervescente composição assente numa filosofia sonora que dá primazia ao baixo e às guitarras, apesar da omnipresença do sintetizador, nomeadamente nos arranjos melódicos, o próximo trabalho do grupo, ainda sem nome nem data de lançamento, deverá colocar a banda no trilho de um rock mais cru e direto, em vez das sagazes interseções com a eletrónica que os Bombay Bicycle Club efetuaram no disco que lançaram à meia década. Confere...


autor stipe07 às 16:07
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 30 de Agosto de 2019

Cigarettes After Sex – Heavenly

Cigarettes After Sex - Heavenly

Será a vinte e cinco de outubro que irá chegar aos escaparates Cry, o novo registo de originais dos norte americanos Cigarettes After Sex, um projeto oriundo de El Paso, no Texas e liderado por Greg Gonzalez, ao qual se juntam Jacob Tomsky, Phillip Tubbs e Randy Miller. Este novo alinhamento de uma das novas coqueluches da indie pop de cariz mais ambiental, terá a chancela da Partizan Records e sucede ao muito aclamado registo homónimo de estreia que este grupo lançou há pouco mais de dois anos.

Gravado em sessões noturnas numa mansão na ilha de Maiorca e, de acordo com o grupo, uma meditação cinematográfica sobre as muitas facetas complexas do amor – encontro, desejo, necessidade, perda… ou tudo uma vez só, Cry tem em Heavenly o primeiro single divulgado, uma composição que serve-se de um imponente baixo, do reverb ecoante de uma guitarra e do ritmo hipnótico da bateria para, com uma filosofia estilística assente numa sonoridade simples e nebulosa, mas bastante melódica e etérea, arrastar-nos com complacência e sem pressas, para um universo feito com uma aura melancólica e mágica indistinta. Confere...


autor stipe07 às 15:32
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 29 de Agosto de 2019

Born-Folk - Heat And Rum

Têm apenas algumas semanas de vida os Born-Folk, um projeto oriundo de Lisboa consituido por músicos com influências oriundas de épocas distintas, mas que assume uma dimensão criativa pop, livre e eclética. O grupo quer chegar ao âmago do coração, de modo assumidamente casual e algo romântico, tendo já na forja um EP intitulado Come Inside! e do qual já se conhece o tema Heat And Rum.

Resultado de imagem para Born-Folk Heat And Rum

Típica canção de verão, com uma indesmentível e peculiar vibe surf rock sessentista, carregada de surf tremolo na guitarra e voz delicada e com uma letra em que está patente toda a simbologia ligada à temática do surf, calor, ondas e raparigas a exibirem-se e toda a parte, Heat and Rum é uma alegoria para outros títulos foneticamente possíveis, uma composição também já com direito a um vídeo cuja ideia inicial era ter uma série de imagens de ambiente descontraído de surfistas a tentar domar o mar agitado e de mulheres vistosas e provocantes a passear como se de ondas se tratassem, mas que na montagem procurou recriar um equilíbrio da cor com o preto-e-branco de forma a criar um jogo que depois se inverte. É um exercício visual que pretende acompanhar a vibe imposta pelo som mas, seguramente, é mais fácil visualizar do que explicar. Quiçá, faltou o Rum! Confere...

www.facebook.com/bornfolk

www.instagram.com/bornfolk

www.bornfolk.bandcamp.com


autor stipe07 às 21:49
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 27 de Agosto de 2019

The Districts – Loving Protector Guy

The Districts - Loving Protector Guy

Um dos nomes mais interessantes do catálogo da Fat Possum Records são os The Districts, um coletivo de indie rock lo fi oriundo da Pensilvânia e que teve como último grande sinal de vida o excelente registo Popular Manipulations, lançado em dois mil e dezassete. Dois anos depois, o quarteto formado por Rob Grote, Connor Jacobus, Braden Lawrence e Pat Cassidy acaba de divulgar um novo tema, feito propositadamente para apoiar a Everytown For Gun Safety, uma organização norte-americana que luta pelo fim da atual lei de posse de armas em vigor nesse país e que, na opinião de muitos cidadãos dessa nação, é uma das principais causas da onda recente de tragédias com armas de fogo nos Estados Unidos da América. 

Loving Protector Guy é uma efusiante composição assente num rock vibrante feito com uma percurssão ritmada, teclas melodicamente sagazes e uma distorção na guitarra bastante apelativa e, de acordo com o press release de lançamento do tema, a ideia dos The Districts de compôr uma música cujas receitas revertessem a favor dessa organização e que chamasse ainda mais a atenção para esta temática surgiu depois de um amigo da banda ter tido uma experiência algo traumática relacionada com essa questão (a relative of the band’s had an eccentric encounter with a man who pulled up next to his car and rolled down the window, with a sheriff hat on. He pulled out a water gun and shot the relative in the face with it. It was beyond eerie, beyond poor taste). Confere...


autor stipe07 às 19:19
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 25 de Agosto de 2019

The 1975 – People

The 1975 - People

Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, os The 1975 de Matt Healy preparam-se para uma verdadeira inflexão sonora à boleia de Notes On A Conditional Form, o ábum que o grupo britânico se prepara para lançar no início do próximo ano.


autor stipe07 às 14:41
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sábado, 24 de Agosto de 2019

DIIV – Taker

DIIV - Taker

Será a quatro de outubro e à boleia da Captured Tracks que chegará aos escaparates Deceiver, o terceiro registo de originais dos nova-iorquinos DIIV de Zachary Cole Smith, músico dos Beach Fossils e que tem atualmente como companheiros de banda neste projeto Andrew Bailey (guitarra), Colin Caulfield (baixo) e Ben Newman (bateria). Gravado no passado mês de março em Los Angeles com o produtor Sonny Diperri, Deceiver irá suceder ao excelente Is The Is Are, um registo com já três anos e que não renegando totalmente os atributos essenciais do adn do grupo, assentes num garage rock que dialoga incansavelmente com o surf rock e que incorpora, nessa trama, doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica, conduziu-nos, na altura, a um amigável confronto entre o rock alternativo de cariz mais lo fi com aquela pop particularmente luminosa e com um travo a maresia muito peculiar.

Is The Is Are foi um disco muito centrado nos problemas de Zachary com a adição às drogas, mas o músico confessou pouco depois do lançamento desse trabalho que não foi totalmente honesto no conteúdo do mesmo e que era altura de se dedicar verdadeiramente à superação desse problema. Assim, nos últimos três anos o músico tem realmente tentado lutar contra essa questão, tendo estado internado em diferentes clínicas. Sendo, portanto, o conteúdo de Deceiver, muito centrado nessa questão, como se percebeu igualmente há algumas semanas em Skin Game, o primeiro single divulgado do registo, um diálogo imaginário entre duas personagens, que poderão ser muito bem o próprio Zachary e os seus dilemas relativamente à psicotropia, Taker, a segunda composição  que já podemos destrinçar do disco, mantém essa tonalidade auto reflexiva e particularmente dolorosa para um artista que parece já ter percebido que, além do indispensável isolamento, a auto sinceridade e a força de vontade são condições essenciais para o sucesso. Sonoramente, Taker é um instante sonoro em que sombra, rugosidade e monumentalidade se misturam entre si com intensidade e requinte superiores, através da crueza orgânica das guitarras, repletas de efeitos e distorções inebriantes e de um salutar experimentalismo percurssivo em que baixo e bateria atingem, juntos, um patamar interpretativo particularmente turtuoso. Confere...


autor stipe07 às 14:27
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

Liam Gallagher – One Of Us

Liam Gallagher - One Of Us

O ideário sonoro dos gloriosos anos noventa está ainda bem presentes entre nós após duas décadas desse período aúreo de movimentos musicais incríveis como a britpop que, do lado de cá do atlântico, fez na altura frente ao grunge e ao indie rock norte americano, num período temporal que massificou definitivamente o acesso global à música. E os Oasis foram um dos nomes fundamentais da arte musical em Terras de Sua Majestade nessa época, liderados pelos irmãos Gallagher que continuam a fazer questão de alimentar uma relação lendariamente conturbada. E agora fazem-no através das suas carreiras a solo, com ambos a editarem discos em catadupa em nome próprio, nomeamente Liam, o mais novo, que se estreou no ocaso de dois mil e dezassete com o seu registo As You Were. Esse compêndio de doze canções que deveu também parte do seu cunho identitário a Greg Kurstin, produtor que além de ter salvo a carreira dos Foo Fighters, também ajudou a impulsionar nomes como Sia ou Adele e a Dan Grech-Marguerat, que tem nomes como Lana Del Rey ou os The Vaccines no seu currículo, já tem finalmente sucessor, um álbum intitulado Why Me? Why Not., com data prevista de lançamento para vinte de setembro próximo.

Canção sobre a amizade, a família e o sentimento de ertença e com as participações especiais de Gene, filho de Liam, no bongo e Nick Zimmer, guitarrista dos Yeah Yeah Yeahs, One Of Us é o mais recente single divulgado de Why Me? Why Not., uma composição de forte pendor nostálgico e em cujo conteúdo se percebe que o mais novo dos manos Gallagher mantém intacto o modo emotivo como replica algumas das marcas identitárias do indie rock que povoa o nosso subconsciente e que forjaram parte importante da história da música dos finais do século passado. Nesta canção, a luminosidade do timbre das cordas e os diversos arranjos que confererem corpo e emotividade ao tema, assim como o coro gospel, transportam consigo muita dessa herança, mas com um espírito renovado e mais contemporâneo. Confere...


autor stipe07 às 18:11
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

Allah-Las – Polar Onion

Allah-Las - Polar Onion

Naturais de Los Angeles, os norte americanos Allah-Las de Miles Michaud, Pedrum Siadatian, Spencer Dunham e Matt Correia têm finalmente sucessor para o excelente registo Calico Review de dois mil e dezasseis. Será a onze de outubro que irá ver a luz do dia Lahs, o novo compêndio de originais do quarteto, um trabalho que irá chegar aos escaparates através da Mexican Summer, a habitual editora do grupo.

Os Allah-Las viajaram imenso depois da edição de Calico Review, com passagens por locais táo variados como todo o continente americano, a Europa, África do Sul, Austrália, Rússia e leste da Ásia e o conteúdo de Lahs é bastante inspirado por essa demanda mundo fora, nomeadamente as experiências que a banda foi conseguido vivenciar além das normais rotinas de uma digressão musical.

Polar Onion é o mais recente single divulgado das treze canções do alinhamento de Lahs, uma composição imbuída de uma indesmentível vibe sessentista, assente em luminosas cordas, uma percurssão tremendamente groove e alguns efeitos hipnóticos na guitarra, detalhes que sustentam uma das mais belas melodias de um disco que certamente abraçará também a folk e o country sulista americano, além da típica psicadelia lo-fi que carateriza o adn dos Allah-Las. Confere...


autor stipe07 às 17:58
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 11 de Agosto de 2019

Josh Rouse – Trouble

Josh Rouse - Trouble

Cerca de ano e meio depois do registo Love In The Modern Age, Josh Rouse, músico natural de Nashville, no Nebraska e um dos meus intérpretes preferidos a solo, está de regresso com Trouble, um novo single lançado por intermédio da Yep Roc Records e uma revisitação feliz de um clássico com trinta e oito anos da autoria de Lindsey Buckingham.

Versão que explana a enorme sensibilidade melódica que é intrínseca a Josh, nomeadamente na reconfortante envolvència entre piano e viola e os arranjos que selecionou para sobressair essa mescla, Trouble transmite-nos uma sensação reconfortante de proximidade e de fulgor, sendo um excelente aperitivo para o concerto que o músico vai apresentar a vinte e oito de Novembro próximo, no Hard Club. Confere...


autor stipe07 às 14:54
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 9 de Agosto de 2019

The New Pornographers - Falling Down The Stairs Of Your Smile

The New Pornographers - Falling Down The Stairs Of Your Smile

Os The New Pornographers de Kathryn Calder, Neko Case, John Collins, Todd Fancey, Carl Newman, Joe Seiders, Blaine Thurier e Simi Stone, já têm sucessor para o excelente Whiteout Conditions de dois mil e dezassete. In The Morse Code Of Brake Lights será o oitavo registo da carreira do coletivo canadiano e terá onze canções que devem manter o habitual indie pop rock inspirado do grupo, tendo em conta o conteúdo de Falling Down the Stairs Of Your Smile, o primeiro avanço já divulgado desse trabalho e que soa a uma típica canção dos The New Pornographers.

De facto, em Falling Down the Stairs Of Your Smile quem vence é aquele pop rock clássico e intemporal, uma canção em que não se deixa, em nenhum instante, de ter vontade de pular e de querer desertar para uma espécie de universo paralelo que o tema sugere, feito com aquela felicidade incontrolável e contagiante que todos nós procuramos e que, nesta composição, tanto surgem na impulsividade do baixo e nas notas mais delicadas do piano e na cosmicidade dos sintetizadores, mas também quando elas estão presentes de um modo particularmente explosivo, nas guitarras, assim como nas vozes de Newman e Case, que se alternam e se sobrepôem em camadas, à medida que estes e outros instrumentos fluem naturalmente, sem se acomodarem ao ponto de se sufocarem entre si, naquilo a que é usual chamar-se de som de banda. Confere Falling Down the Stairs Of Your Smile e a tracklist de In The Morse Code Of Brake Lights...

01 You’ll Need A Backseat Driver
02 The Surprise Knock
03 Falling Down the Stairs Of Your Smile
04 Colossus Of Rhodes
05 Higher Beams
06 Dreamlike And On The Rush
07 You Won’t Need Those Where You’re Going
08 Need Some Giants
09 Opening Ceremony
10 One Kind Of Solomon
11 Leather On The Seat


autor stipe07 às 21:51
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 8 de Agosto de 2019

Foals – Black Bull

Foals - Black Bull

Quase quatro anos depois de What Went Down, os Foals de Yannis Philippakis prepararam dose dupla para dois mil e dezanove, tendo começado com o lançamento, no passado mês de maio, de Everything Not Saved Will Be Lost Part 1, ao qual sucederá Everything Not Saved Will Be Lost Part 2, já no início do outono, dois trabalhos com a chancela do consórcio Transgressive / Warner Bros. Sexto registo da carreira do projeto britânico e, tal como o antecessor, com artwork do artista equatoriano Vicente Muñoz, que pretende simbolizar muito do conteúdo lírico dos álbuns através de um cruzamento criativo entre a natureza e uma construção humana e produzido pela própria banda e por Brett Shaw, Everything Not Saved Will Be Lost Part 2 é o segundo registo do projeto sem a presença do baixista Walter Gervers que o ano passado abandonou amigavelmente os Foals.

Black Bull é uma das composições já divulgadas de Everything Not Saved Will Be Lost Part 2, uma canção impulsiva e eloquente, assente em guitarras conduzidas por uma epicidade frenética, crua e impulsiva, que tem ainda o bónus de contar com um elevado protagonismo do baixo na arquitetura melódica que a sustenta. Confere...


autor stipe07 às 10:48
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 7 de Agosto de 2019

Elbow – Dexter And Sinister

Elbow - Dexter And Sinister

Na linguagem heráldica, Dexter e Sinister são termos usados para referir a direita e a esquerda, respetivamente, dos elmentos presentes no escudo de um brasão de armas. Esse é também o título do novo tema dos britânicos Elbow de Guy Garvey, uma das bandas fundamentais do cenário indie das duas últimas décadas. Primeira composição gravada pelo grupo em ano e meio, Dexter And Sinister é o avanço revelado para Giants Of All Sizes, o álbum que este grupo natural de uma pequena localidade chamada Salford irá lançar a onze de outubro próximo.

Donos de um som épico, eloquente e que exige dedicação, os Elbow verbalizam sonoramente em Dexter And Sinister uma necessidade quase biológica de Garvey de nos elucidar a sua visão sobre o Brexit e, provavelmente ainda a lidar com as consequências do seu divórcio da escritora Emma Jane Unsworth, como enfrentar a habitual ressaca emocional que os eventos familiares menos positivos provocam no equilíbrio emocional de qualquer mortal.

Gravado em Hamburgo, na Alemanha, nos estúdios Clouds Hill Studios, com equipamento eminentemente analógico que encorajou a banda a gravar o tema tocando-o ao vivo e na íntegra numa sala ampla do local e contando com a participação especial vocal de Jesca Hoop, Dexter And Sinister mistura com ímpar virtuosismo um baixo vibrante, com alguns efeitos sintetizados subtis, nuances que aprimoram ainda mais o já habitual cariz orquestral do grupo, num resultado final com um clima blues particularmente majestoso, charmoso, amplo e criativo. Confere...


autor stipe07 às 10:22
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

eu...


more about...

Follow me...

. 51 seguidores

Powered by...

stipe07

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parceria - Portal FB Headliner

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Em escuta...

Twitter

Twitter

Blogs Portugal

Disco da semana

Setembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11

15
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


posts recentes

DIIV – Blankenship

LOLA LOLA - Killed a Man ...

R.E.M. - Fascinating

Perfume Genius – Eye In T...

Belle And Sebastian – Thi...

Mando Diao – Long Long Wa...

Mystery Jets – History Ha...

Miniature Tigers – Manic ...

Bombay Bicycle Club – Eat...

Cigarettes After Sex – He...

Born-Folk - Heat And Rum

The Districts – Loving Pr...

The 1975 – People

DIIV – Taker

Liam Gallagher – One Of U...

Allah-Las – Polar Onion

Josh Rouse – Trouble

The New Pornographers - F...

Foals – Black Bull

Elbow – Dexter And Sinist...

Men On The Couch - Se eu ...

Bat For Lashes – Feel For...

Tiago Vilhena - D'esta vi...

DIIV – Skin Game

Foreign Poetry - Chain Of...

X-Files

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

I Love...

Os melhores discos de 201...

Astronauts - Civil Engine...

SAPO Blogs

subscrever feeds