Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020

Anibal Zola - Vida de Cão

Nascido na Invicta cidade do Porto há trinta e sete anos, Aníbal Zola apaixonou-se pela música e pela interpretação muito cedo. Ainda criança já tocava piano, mas no início da juventude ingressou na Valentim de Carvalho onde estudou guitarra clássica. Começou a tocar baixo eléctrico de forma autodidacta aos dezasseis anos tendo começado a ter aulas aos dezoito com o professor Helder Mendonça e um ano mais tarde, na Escola de Jazz do Porto com o professor João André Piedade durante três anos. Neste período, estudou engenharia civil na FEUP e fez parte do projecto musical Pay Per View?.

Resultado de imagem para Anibal Zola - Vida de Cão

No final da década passada, motivado pelo crescente interesse na improvisação e na composição baseada na escrita de canções, regressa à Escola de Jazz do Porto desta vez para estudar contrabaixo com o professor João André Piedade e Pedro Barreiros. Fez parte de um combo que participou na Festa do Jazz do S.Luiz em dois mil e onze, ano em que é admitido na ESMAE no curso de Jazz. Terminou a licenciatura em Contrabaixo/Jazz em Julho de dois mil e catorze na ESMAE onde teve a oportunidade de aprender e trabalhar com António Augusto Aguiar, José Carlos Barbosa, Florian Pertzborn, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Mário Santos, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Abe Rabade, Telmo Marques, Jeffrey Davis, entre outros.

Actualmente faz parte dos projectos Palankalama, Les Saint Armand, Projecto Ferver e Carol Mello, além do seu projeto a solo Aníbal Zola, que se estreou nos discos há dois anos com Baiumbadaiumbé, um registo com um som muito particular onde se podem sentir influências da música brasileira nordestina, elementos plásticos que remetem à música de Tom Zé e ao tropicalismo brasileiro, algum rock e alguma folk anglo saxónica.

Agora, em dois mil e vinte, Aníbal Zola regressa aos discos com Amortempo, dez canções sobre o amor, a morte e o tempo, um registo escrito em português e com uma abordagem musical de busca de identidade. De acordo com o press release de lançamento, é um trabalho que resulta do desejo de juntar o contrabaixo e a voz a um conjunto generoso de participações de outros músicos extremamente talentosos que têm vindo a cruzar-se com Aníbal Zola. Procura essencialmente fundir música portuguesa com música latino americana e dá, com frequência, espaço para a improvisação. As letras não são mais do que as próprias inquietações do artista que se espelharam em temas já muito explorados pela humanidade, e que, em Aníbal Zola, surgiram através de um processo bastante inocente.

De amortempo acaba de ser revelado o single Vida de Cão, uma música frenética tal como é a vida da maior parte de nós. A letra é fundamentalmente instintiva e pouco pensada, tentando misturar os sentidos da visão, olfato e audição de uma forma nervosa e desequilibrada,  representando o comportamento selvagem de um cão. Além disso fala de tudo e não fala de nada. Há quem diga que é o chico fininho dos cães. No vídeo da canção, o cão de Aníbal Zola é protagonista numa viagem em alvoroço pela cidade e a filmagem, tal como a música, também é descomplexada. Confere Vida de Cão e os próximos concertos do artista...

29 Fevereiro/ Porto, CCOP – Apresentação do disco com presença de todos os participantes 13 Março/ Vermil, Centro e laboratório artístico Clav Live Sessions – Concerto a solo

14 Março/ Amarante, 3 Mini Festival de Artes – Concerto a solo

19 Março/ Lisboa, Clube Ferroviário – Concerto em trio

30 Maio/ Ciclo Fora de Portas na Adega Cooperativa, Arruda dos Vinhos

12 Junho/ Setúbal, Casa da Cultura – Concerto em trio

Facebook https://www.facebook.com/anibalcbvoz/

Instagram https://www.instagram.com/anibalzola/

Bandcamp https://anibalcbvoz.bandcamp.com

YouTube https://www.youtube.com/user/zenibeirao

Spotify https://open.spotify.com/artist/5YN3Sf9fbfdaRG1NSouCIL?si=KkrguNuVTFuseqxJXt8D2A


autor stipe07 às 17:21
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020

Foreign Fields – Don’t Give Up

Eric Hillman e Brian Holl são os Foreign Fields, uma dupla norte americana, natural de Nashville, que se tem notabilizado desde dois mil e doze, quando se estrearam com o registo Anywhere But Where Am I, uma consistente coleção de treze canções construídas com fino recorte e indesmentível bom gosto. Take Cover, o segundo longa duração do projeto, lançado no final de dois mil e dezasseis, assumiu-se como o lógico passo em frente desse glorioso percurso inicial, um disco assente em canções bastante emotivas e incisivo a expôr os dilemas e as agruras da vida comum à maioria dos mortais, mas também as alegrias e as recompensas que a existência terrena nos pode proporcionar.

Resultado de imagem para Foreign Fields – Don’t Give Up

Agora, quando ainda se abrem as cortinas de dois mil e vinte, Take Cover tem finalmente sucessor anunciado. The Beauty Of Survival será o terceiro álbum da dupla, um trabalho que tem em Don't Give Up, um dos temas já divulgados, uma composição que assenta num rugoso dedilhar acústico da guitarra, em redor da qual diferentes texturas e arranjos, proporcionados por teclas e diversos elementos percurssivos,de sopros e um agridoce registo vocal, no qual se inclui uma belíssima segunda voz, plena de emotividade e nostalgia. Uma sedutora e pueril canção, ideal para contrabalançar estes dias mais negros e conturbados em que vivemos. Confere...

Foreign Fields - Don't Give Up


autor stipe07 às 14:01
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

The Strokes – Bad Decisions

The Strokes - Bad Decisions

Finalmente já tem sucessor anunciado Comedown Machine, o álbum com atitude e cheio de melodias rock com riffs imparáveis, que em dois mil e treze colocou os The Strokes de Julian Casablancas, Nick Valensi, Nikolai Fraiture, Albert Hammond Jr. e Fabrizio Moretti novamente no caminho certo rumo ao pódio do indie rock  e ao espantoso legado sonoro que ajudaram a criar a partir do longínquo ano de dois mil e um com o memorável Is This It.

The New Abnormal é o título do sexto e novo disco deste coletivo nova iorquino ainda fundamental, portanto, no universo musical indie punk rock, um alinhamento de nove canções produzido por Rick Rubin e que irá ver a luz do dia a nove de abril próximo, à boleia da Cult Records.

Depois de há poucos dias termos tido a possibilidade de contemplar pela primeira vez At The Door , uma longa canção, algo anormal nos The Strokes, assente numa melodia sintetizada de forte cariz retro e que casava bem com a voz de Casablancas, que volta a evidenciar elasticidade e a capacidade de reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um elevado plano performativo, agora chega a vez de nos deliciarmo-nos com Bad Decisions, o segundo single retirado de The New Abnormal, um exuberante tratado de indie rock, festivo, luminoso e dançante, mais consentâneo com a herança do grupo, já que assenta no famoso efeito metálico metálico das guitarras, que é uma imagem de marca inconfundível dos The Strokes. 

Destaque também para o vídeo do tema, um filme assinado por Andrew Donoho e que nos oferece uma visão bastante curiosa do quinteto, numa versão retro. Confere Bad Decisions...


autor stipe07 às 13:59
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

The Radio Dept. – The Absence Of Birds

Lund, na suécia, é o poiso da dupla The Radio Dept., que nos tem deixado a salivar desde que em dois mil e dezasseis lançou o excelente registo Running Out Of Love, ao qual se sucederam, em dois mil e dezoito, duas canções avulsas, Your True Name e Going Down Swinging, que não faziam parte do alinhamento desse registo. Agora, no segundo mês de dois mil e vinte e sem aviso prévio, Johan Duncanson e Martin Larsson, oferecem-nos The Absence Of Birds, um maravilhoso tratado de dream pop, repleto de luminosidade, graças a efeitos borbulhantes e a um aditivo timbre metálico no efeito da guitarra. Na edição, a versão original do tema faz-se acompanhar por uma nova roupagem da autoria do misterioso projeto de eletrónica Civilistjävel!.

Resultado de imagem para The Radio Dept. The Absence Of Birds

Juntamente com a divulgação desta canção não surgiu o anúncio tão esperado de um novo disco dos The Radio Dept. para dois mil e vinte, mas existe a promessa de serem editadas novas composições, pelo menos uma dezena delas, e a reedição do segundo trabalho do projeto, o álbum, Pet Grief, através da Just So!, assim como uma digressão, já a partir de Abril, no lado de lá do atlântico. Confere...

The Radio Dept. - The Absence Of Birds

01. The Absence Of Birds
02. The Absence Of Birds (Untitled Version 2 By Civilistjävel!)


autor stipe07 às 16:53
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (2) | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

Vila Martel - Ninguém

Os Vila Martel são Francisco Botelho de Sousa, Rodrigo Marques Mendes, Francisco Inácio, Tiago Cardoso e Afonso Carvalho Alves, um coletivo da capital prestes a estrear-se nos discos com Nunca Mais É Sábado, oito canções cantadas em português e gravadas  entre Dezembro de 2018 e Janeiro de 2019 nos estúdios Ás de Espadas e Tchatchatcha e que irão ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

Resultado de imagem para Vila Martel Ninguém

Ningúem é o mais recente avanço do registo a chegar aos nossos ouvidos em formato single, um tema vibrante, com uma luminosidade pop muito aditiva, onde guitarras e teclados se dividem no seu protagonismo, uma canção que, de acordo com o seu press release, temas relações amorosas como ponto central. Esta música baseia-se numa carta aberta que declara o amor por alguém. Mas declara a quem? Ninguém? É repetido várias vezes no refrão “Eu estou bem, quem ninguém”. Um amor que traz alegria e bem-estar sem fim, ou um manifesto que visa esclarecer que com amor ninguém é feliz? Ninguém tem de saber. A dúvida persiste para sempre, tal como o amor.

Ninguém também já tem direito a um vídeo realizado por Francisca Carreira, que conduziu o grupo na execução de um trabalho eminentemente conceptual, gravado nos armazéns da Cerveja Lince, um filme que focou-se na letra da canção e nas cores que rodeiam a  música dos Vila Martel, retirando aos elementos da banda a importância que normalmente têm neste género de apresentação, ao contrário do que sucedeu com o vídeo do single anterior, Não Nos Deixem Ir Embora, realizado pelo próprio vocalista e guitarrista, Rodrigo Mendes e que serviu como espelho da personalidade de cada um dos membros, e da sua relação individual com a banda e como banda. Confere...

 


autor stipe07 às 18:08
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2020

Dela Marmy - Not Real

Com um passado relevante no projeto The Happy Mess, Joana Sequeira Duarte aposta agora numa carreira a solo e assina o projeto Dela Marmy. Estreou-se o ano passado com a edição dos singles Empty Place, Stellar, Mari Wolf e Secretly Here, uma coleção de canções que viria a resultar num EP homónimo. Dela Marmy foi editado à boleia da KPRecords*KillPerfection, um alinhamento já com sucessor na forja e no mesmo formato. Captured Fantasy é o novo EP da cantora, tem também a chancela também da KPRecords*KillPerfection e verá a luz do dia a vinte e sete de março próximo.

Resultado de imagem para Dela Marmy Not Real

Captured Fantasy contém cinco canções e foi produzido pelo experiente produtor inglês Charlie Francis, uma opção que conferiu uma maior maturidade e consistência ao cardápio da autora, sem colocar em causa a puerilidade intrínseca à sua filosofia sonora. O EP também conta com as colaborações especiais da escritora e poetisa Raquel Serejo Martins, que credita a letra de Flying Fishes e o lyricist galês TYTUN que participa no introspetivo tema Take Me Back Home. Os músicos que acompanharam Dela Marmy em estúdio foram Vasco Magalhães (bateria), Tiago Brito, Steven Goundrey (guitarras) e o próprio Francis (baixo).

Cada composição do EP Captured Fantasy é uma pequena viagem que nos pede tempo, num resultado final tremendamente detalhístico, porque atenta às pequenas coisas, às pequenas histórias e ao marginal, um paradoxal compêndio de canções, já que todo este intimismo acaba por ter uma universalidade muito própria, visto ser um alinhamento passível de ser apropriado por qualquer comum mortal, que com o seu conteúdo facimente se identificará.

Not Real é o primeiro single divulgado de Captured Fantasy, uma canção com um travo pop muito peculiar, arquitetada por uma trama instrumental onde é subtil a fronteira entre o orgânico e o sintético, uma composição inconfundível, pulsante, épica, incisiva e particularmente etérea, abrilhantada por um registo vocal ecoante que lhe confere um charme intenso.

O teledisco da canção é realizado pela CASOTA Collective (elementos dos First Breath After Coma). De acordo como press release de lançamento do single, no vídeo o colectivo leiriense reflecte sobre a certeza que temos do que é real, abordando também a percepção dos outros em relação à nossa realidade, claramente  inventada. Viver numa fantasia/realidade que não é reconhecida, passar e pisar o limite dos padrões sociais, estender e contornar as fronteiras do Real, inventar, sugerir e arquitectar horizontes mais amplos à vida, finita, que inevitavelmente vivemos. Confere Not Real e o alinhamento de Captured Fantasy...

Flying Fishes

Tempest

Old Human

Not Real

Take Me Back Home feat.TYTUN

Facebook

Instagram

YouTube

Spotify

iTunes

Apple Music

Bandcamp

Deezer

Soundcloud


autor stipe07 às 10:46
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2020

The Strokes – At The Door

Finalmente já tem sucessor anunciado Comedown Machine, o álbum com atitude e cheio de melodias rock com riffs imparáveis, que em dois mil e treze colocou os The Strokes de Julian Casablancas, Nick Valensi, Nikolai Fraiture, Albert Hammond Jr. e Fabrizio Moretti novamente no caminho certo rumo ao pódio do indie rock  e ao espantoso legado sonoro que ajudaram a criar a partir do longínquo ano de dois mil e um com o memorável Is This It.

Resultado de imagem para The Strokes At The Door

The New Abnormal é o título do sexto e novo disco deste coletivo nova iorquino ainda fundamental, portanto, no universo musical indie punk rock, um alinhamento de nove canções produzido por Rick Rubin e que irá ver a luz do dia a nove de abril próximo, à boleia da Cult Records.

At The Door é o primeiro single divulgado de The New Abnormal, uma longa canção, algo anormal nos The Strokes, assente numa melodia sintetizada de forte cariz retro e que casa bem com a voz de Casablancas, que volta a evidenciar elasticidade e a capacidade de reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um elevado plano performativo. Destaque também para o vídeo do tema, um filme animado inspirado no universo sci-fi, idealizado pelo escritor e realizador Mike Burkaroff e que inclui um coelho mutante e um conflito sangrento num planeta alienígena. Confere At The Door e o alinhamento deThe New Abnormal...

The Strokes - At The Door

The Adults Are Talking
Selfless
Brooklyn Bridge To Chorus
0Bad Decisions
Eternal Summer
At The Door
Why Are Sunday’s So Depressing
Not The Same Anymore
Ode To The Mets


autor stipe07 às 08:20
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2020

The Jungle Giants – Sending Me Ur Loving

The Jungle Giants - Sending Me Ur Loving

Oriundos de Brisbane e formados por Sam Hales, Cesira Aitken, Andrew Dooris e Keelan Bijker, os The Jungle Giants já têm finalmente nos escaparates o sucessor de Quiet Ferocity, o registo que este quarteto editou em dois mil e dezassete. Recordo que os Jungles Giants, estrearam-se em dois mil e treze com Learn To Exist e dois anos depois viu a luz do dia Speakerzoid, o antecessor desse Quiet Ferocity.

Sending Me Ur Loving é o primeiro tema divulgado desse novo trabalho ainda sem título, uma canção produzida pelo próprio Sam Hales, o líder do grupo e que através de um baixo encorpado e pleno de groove, algumas teclas insinuantes, uma guitarra impregnada com aquele fuzz psicadélico hoje tanto em voga e alguns efeitos futuristas, nos oferece uma ode festiva e inebriante, capaz de exaltar o melhor do catálogo do grupo.

A apresentação deste tema antecipa a entrada dos The Jungle Giants numa digressão de dois meses que acabou de começar na Holanda e que terminará no final de março no Japão, com passagem, pelo meio, por vários palcos dos Estados Unidos da América e do Canadá. Confere...


autor stipe07 às 13:43
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2020

Balthazar – Halfway

Balthazar - Halfway

O excelente registo Fever ainda não tem um ano de existência, mas os belgas Balthazar mantêm-se criativamente ativos, estando de regresso no início deste ano aos lançamentos discográficos, em formato single, com Halfway, um tema que acaba de ver a luz do dia através da etiqueta Play It Again Sam e que foi idealizado por Jinte Deprez e Maarten Devoldere, as duas grandes mentes criativas do projeto.

Incubada durante a recente digressão de promoção a Fever e com muitas das nuances que marcaram esse trabalho que o grupo belga lançou em dois mil e dezanove, Halfway é uma composição melodicamente charmosa e com uma soul muito própria, assente num travo R&B algo peculiar, abrigado por uma linha de baixo plena de groove e adornada por deliciosos falsetes e diversos arranjos de elevado apuro melódico e onde as teclas são protagonistas. Confere...


autor stipe07 às 12:47
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2020

Vundabar – Petty Crime

Oriundos de Boston, no Massachusetts, os Vundabar são uma dupla formada por Brandon Hagen e Drew McDonald e um caso sério no panorama alternativo da costa leste dos Estados Unidos da América. Algo desconhecidos do lado de cá do atlântico, têm, no entanto, já três excelentes álbuns em carteira. A saga discográfica iniciou-se em dois mil e treze com o  registo Antics. Dois anos depois viu a luz do dia Gawk e, no dealbar de dois mil e dezoitoSmell Smoke, um trabalho que já tem sucessor pronto, um disco chamado Either Light, que irá chegar aos escaparates a três de março, através da Gawk Records.

Resultado de imagem para vundabar petty crime

Depois de na reta final de janeiro termos ficado a conhecer o tema Burned Off, o primeiro avanço divulgado de Either Light, agora chega a vez de conferir Petty Crime, mais um frenesim punk, burilado a guitarra, baixo e bateria, mas um devaneio indie mais intrincado e experimental que o tema anterior, sobressaindo a luminosidade do timbre metálico das cordas e variadas nuances rítmicas e melódicas, onde não falta um ecoante efeito vocal, ingredientes que conferem à canção uma indesmentível toada pop. Será, certamente, um dos momentos altos de um disco bastante inspirado pela personagem Tony Soprano, da série Os Sopranos, protagonizada pelo malogrado ator James Gandolfini, algo explícito no vídeo desta Petty Crime. Confere...

Vundabar - Petty Crime


autor stipe07 às 11:41
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2020

Grand Sun - Veera

Os Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital, estream-se a vinte e sete de março próximo no formato álbum com Sal Y Amore, uma coleção de dez canções que, à boleia da Aunt Sally Records, deverá, de forma mais crua, sem filtros e genuína que o antecessor, o EP The Plastic People Of The Universe, encarnar um exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições.

Resultado de imagem para Grand Sun Veera"

Sal Y Amore foi bastante inspirado nos concertos e nas viagens que os Grand Sun fizeram o ano passado, onde constam passagens memoráveis pelo Festival Ecos de Lima, a Festa do Avante ou o Festival Termómetro. O registo foi gravado e misturado por André Isidro nos estúdios Duck Tape Melodies e masterizado pelo João Alves no Sweet Mastering Studio.

Veera é um dos momentos maiores de Sal Y Amore, uma canção que plasma o nome de uma rapariga decidida a ser enigmática, descrita através de uma alegoria pop particularmente luminosa, conduzida por uma guitarra inspirada, sintetizadores cósmicos e um constante efeito vocal ecoante, uma maravilhosa amostra do primeiro sal saudável para hipertensão, que os Grand Sun pretendem colocar nos nossos pratos em dois mil e vinte. Confere...

https://www.facebook.com/grandsunband/

https://www.instagram.com/grand.sun/

https://grandsun.bandcamp.com/

https://www.youtube.com/channel/UC5M5a9i4DhXJi47yNcaqoMQ    


autor stipe07 às 13:11
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2020

Badly Drawn Boy – Is This A Dream?

Badly Drawn Boy - Is This A Dream

O inglês Damon Gough, aka Badly Drawn Boy, passou grande parte da última fase da sua carreira a assinar ou a fazer parte dos créditos de algumas bandas-sonoras, com especial destaque para o alinhamento que criou para os filmes About a Boy, uma comédia adaptada de um romance de Nick Hornby Being Flynn, ambos do realizador Paul Weitz. De facto, desde que em dois mil e dez editou a triologia It’s What I’m Thinking, Badly Drawn Boy não editou qualquer registo de originais fora dessa bitola cinéfila, um hiato que parece ter os dias contados com o anúncio de um novo registo do autor em dois mil e vinte.

Is This a Dream?, uma canção produzida e misturada por Gethin Pearson (Kele Okereke, JAWS) e inicialmente captada pelo produtor Youth (The Verve, Paul McCartney) é o primeiro avanço já divulgado do novo disco de Badly Drawn Boy, um tema vibrante e épico, onde se torna quase impercetível o jogo de sedução incrivelmente libdinoso que se estabelece entre teclas e cordas, enquanto uma enleante melodia, repleta de cor e otimismo, faz tudo para colocar no nosso rosto o melhor sorriso que conseguirmos armar. Destaque também para o vídeo da canção, dirigido por Broken Antler, no qual as palavras de Badly Drawn Boy tomam proporções políticas e sociais únicas, numa animação carregada de cores e colagens. Confere...


autor stipe07 às 13:46
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2020

Clock Opera – Imaginary Nation

Clock Opera - Imaginary Nation

Será já a sete de fevereiro que os Clock Opera irão fazer chegar aos escaparates Carousel, o terceiro e novo disco da banda britânica liderada por Guy Connelly e sucessor do muito recomendável registo Venn, lançado há quase dois anos. Carousel foi gravado nos próprios estúdios da banda em Londres, sendo, de acordo com informações recentemente divulgadas, um compêndio de pop futurística inspirado em autores de bandas sonoras de filmes de ficção científica, como Jerry Goldsmith ou Mica Levi.

Imaginary Nation, o mais recente avanço divulgado de Carousel, faz juz a essa estimativa já largamente divulgada, já que se trata de uma composição intensa, em que samples eletrónicos são processados e recortados numa frequência absurda e com o registo em falsete da voz de Guy Connelly a atingir uma elevada bitola, num belíssimo momento sonoro que nos envolve num turbilhão contagiante de emoções.. Confere...


autor stipe07 às 13:22
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020

Vundabar – Burned Off

Vundabar - Burned Off

Oriundos de Boston, no Massachusetts, os Vundabar são uma dupla formada por Brandon Hagen e Drew McDonald e já um caso sério no panorama alternativo da costa leste dos Estados Unidos da América. Algo desconhecidos do lado de cá do atlântico, têm, no entanto, já três excelentes álbuns em carteira. A saga discográfica iniciou-se em dois mil e treze com o  registo Antics. Dois anos depois viu a luz do dia Gawk e, no dealbar de dois mil e dezoitoSmell Smoke, um trabalho que já tem sucessor pronto, um disco chamado Either Light, que irá chegar aos escaparates a três de março, através da Gawk Records.

O tema Burned Off é o primeiro avanço divulgado de Either Light, um frenesim punk, burilado a guitarra, baixo e bateria, incisivo e minimalista, tremendamente intuitivo e cru, mas também salutarmente rico em diversos arranjos mais ou menos explícitos, ingredientes que fazem da composição uma das mais divertidas e animadas deste primeiro mês de dois mil e vinte, dentro do universo rock mais indie e alternativo.

Confere Burned Off e o alinhamento de onze canções que farão parte do alinhamento de Either Light...

01 “Out Of It”
02 “Burned Off”
03 “Codeine”
04 “Petty Crime”
05 “Easier”
06 “Never Call”
07 “Montage Music”
08 “Jester”
09 “Paid For”
10 “Other Flowers”
11 “Wax Face”


autor stipe07 às 12:37
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - The Artist Is Irrelevant

Foi com o apoio da GDA que viu a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

Resultado de imagem para The Artist Is Irrelevant The Artist Is Irrelevant

The Artist Is Irrelevant tem um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. A sua audição permite-nos contemplar uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que os seus pouco mais de trinta e dois minutos abastecem-se de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta.

Assim, da pueril Joy, canção perfeita para embalar as mentes mais inquietas e resistentes ao cansaço, deixando-nos naquela letargia típica de quando se dorme e se está acordado, uma dormência que se acentua e que despoleta a nossa capacidade de sonhar de olhos abertos em That Tip-Top Feeling, até à intrincada teia de interseções eletrónicas, batidas subtis e vocais corroídos de Gizmo, passando pela curiosa Play That Sulky Music, White Boy, composição que, de acordo com o seu press releasebrinca com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco, até ao portento de Ladies And Gentlemen We Are Drowning In Space, uma espécie de névoa celestial que nos afaga sem a mínima complacência, The Artist Is Irrelevant, apesar de se sustentar na apenas aparente frieza metálica das máquinas, contém uma frescura e um colorido muito curiosos e apelativos, nuances que nos permitem esquecer tudo o que nos rodeia e refugiar-nos, no seu âmago, numa espécie de feliz isolamento.

Além da audição do disco, importa apreciar com elevada dedicação os vídeos já produzidos de promoção a alguns dos temas de The Artist Is Irrelevant, com particular destaque para An Empty Canvas, filme montado por Pedro Gancho a partir de imagens de férias antigas e que explora visualmente este conceito da música enquanto banda sonora das nossas memórias. Espero que aprecies a sugestão...

Site: http://www.theartistisirrelevant.com

Facebook: https://www.facebook.com/theartistisirrelevant/

Instagram: https://www.instagram.com/the_artist_is_irrelevant/


autor stipe07 às 12:48
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020

Happyness – Vegetable

Happyness - Vegetable

Quase três anos depois do excelente registo Write In, os londrinos Happyness de Ash Cooper, Benji Compston e Jonny Allan voltam a dar sinais de vida com Vegetable, um belo prenúncio de um novo trabalho do trio, o terceiro, que deverá chegar aos escaparates na segunda metade deste ano de dois mil e vinte.

Oscilando entre distorções rugosas e abrasivas de guitarras, que sustentam diferentes variações rítmicas e um refrão esplendoroso e algumas cordas repletas de rara beleza, sobriedade e sensibilidade, Vegetable é uma daquelas canções que transparecem uma saudável convivência entre uma face com uma certa frescura pop solarenga e outra mais ruidosa e experimental. O conteúdo da canção acaba por fazer adivinhar um novo álbum dos Happyness que certamente encarnará mais uma viagem até à gloriosa época do rock independente, sem rodeios, medos ou concessões, proporcionada por uma banda com um espírito aberto e criativo e atravessada por um certo transe libidinoso. Confere...


autor stipe07 às 11:43
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020

Noiserv - Meio vs Neutro

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There e, desde o outono de 2016, um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Resultado de imagem para noiserv david santos

Agora, quatro anos depois desse brilhante registo, Noiserv tem finalmente na manga um sucessor, um disco ainda sem nome, mas já com dois temas divulgados, Meio e Neutro. Neles, David regressa novamente a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com a primeira canção a proporcionar-nos um banquete percurssivo intenso e criativo e a segunda a impressionar pelo modo como diferentes naunces, detalhes e samples se entrelaçam com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida. Em ambas as canções, Noiserv mantém sempre, numa interessante dicotomia, única no cenário alternativo nacional, um intenso charme, induzido por uma filosofia interpretativa que, mesmo tendo por trás um infinito arsenal instrumental, nunca abandona aquele travo minimalista, pueril e meditativo que carateriza o cardápio sonoro deste músico único.

Gravado no no seu novo estúdio A Loja, onde tem também estado a produzir, misturar e masterizar o disco de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, Noiserv dará, no seu novo trabalho, maior protagonismo à lingua de Camões, num álbum que é aguardado com enorme expetativa nesta redação, criado por um artista que nos trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

Realce, também, para os dois vídeos que acompanham os singles Meio e Neutro. Em ambos resultam de uma colaboração com os leirienses Casota Collective. No filme de Meio as sonoridades de Noiserv são delicadamente apresentadas pelos movimentos de Marco da Silva Ferreira e em Neutro por Rui Miguel. Confere...


autor stipe07 às 21:45
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

The 1975 – Me And You Together Song

The 1975 - Me And You Together Song

Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, os The 1975 de Matt Healy preparam-se para uma verdadeira revolução sonora à boleia de Notes On A Conditional Form, o ábum que o grupo britânico se prepara para lançar na próxima primavera.


autor stipe07 às 11:37
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - Play That Sulky Music, White Boy

É já depois de amanhã, e com o apoio da GDA, que vê a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

Voltando ao disco, The Artist Is Irrelevant terá um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. Enquanto o álbum não vê a luz do dia para ser dissecado clinicamente por cá, a redação de Man On The Moon aproveita para divulgar o single Play That Sulky Music, White Boy, a sétima canção do disco que, de acordo com o seu press releasebrinca, no seu título, com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco.

Registo que terá uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que se irá abastecer de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta, The Artist Is Irrelevant vê bem espelhada neste single Play That Sulky Music, White Boy, tais influências, uma composição já com direito a um enigmático vídeo que apresenta o single ao ritmo de um compasso crescente, uma deliciosa opção estilística, porque entronca no próprio andamento rítmico da canção. 

Importa ainda referir que neste momento já está em curso uma campanhade pre-save no Spotify que permitirá a quem se registar não só ser um dos primeiros a ouvir The Artist Is Irrelevant no dia do seu lançamento, como ainda receber imediatamente uma faixa extra ao concluir o registo na campanha. Confere...

Site: http://www.theartistisirrelevant.com

Facebook: https://www.facebook.com/theartistisirrelevant/

Instagram: https://www.instagram.com/the_artist_is_irrelevant/


autor stipe07 às 11:51
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020

EOB - Santa Teresa vs Brasil

Um importante marco discográfico de dois mil e vinte será, certamente, o disco de estreia da carreira a solo de Ed O'Brien, guitarrista dos Radiohead. Ainda sem título divulgado, esse trabalho terá, nos créditos, Flood, como responsável pela produção, o experiente Alan Moulder na mistura e o baixista Colin Greenwood, também membro dos Radiohead, como destacado convidado, além de Laura Marling, Adrian Utley (Portishead), Nathan East, Glenn Kotche (Wilco), Omar Hakim, Adam “Cecil” Bartlett, David Okumu e Richie Kennedy, entre outros.

Ed-OBrien

Do registo de Ed O'Brien já se conhecem as composições Santa Teresa e Brasil. Ambas inspiradas no período em que Ed viveu no Barsil no início da década passada com a sua família. A primeira, Santa Teresa, nome de um bairro dos arredores do Rio de Janeiro, divulgada em outubro passado, é uma composição de cariz eminentemente ambiental, assente em diversos fragmentos samplados, agregados em redor de um fluído de elevado travo orgânico. Já Brasil, uma extensa canção que progride de uma eletrónica ambiental de pendor vincadamente acústico para um espetro rock amplificado pelo vigoroso baixo de Greenwood e pelo excelente trabalho percurssivo de Omar Hakim, é um espelho dos tempos em que vivemos e do modo intrigante e, de certo modo, confrangedor como o homem, enquanto espécie, olha para o planeta em que vive e tudo aquilo que de prejudicial tem provocado nele. Brasil, país assolado por diversas catástrofes naturais nos últimos tempos, com especial destaque para os fogos extensos que ocorreram recentemente na Amazónia, acaba por ser um espelho fiel desse modo desregulado como tratamos a nossa casa. Nessa canção, O'Brien quer colocar novamente os holofotes no centro desse flagelo, mas também procurar dar uma perspetiva otimista e mais poética de todo este enredo, acreditando que ainda é possível que a espécie humana se una no objetivo comum de não deixar que a sua casa se deteriore irreversivelmente. Confere Santa Teresa e Brasil...


autor stipe07 às 11:18
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

eu...


more about...

Follow me...

. 50 seguidores

Powered by...

stipe07

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parceria - Portal FB Headliner

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Em escuta...

Twitter

Twitter

Blogs Portugal

Disco da semana 73#

Fevereiro 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9

16
22

23
26
27
28
29


posts recentes

Anibal Zola - Vida de Cão

Foreign Fields – Don’t Gi...

The Strokes – Bad Decisio...

The Radio Dept. – The Abs...

Vila Martel - Ninguém

Dela Marmy - Not Real

The Strokes – At The Door

The Jungle Giants – Sendi...

Balthazar – Halfway

Vundabar – Petty Crime

Grand Sun - Veera

Badly Drawn Boy – Is This...

Clock Opera – Imaginary N...

Vundabar – Burned Off

The Artist Is Irrelevant ...

Happyness – Vegetable

Noiserv - Meio vs Neutro

The 1975 – Me And You Tog...

The Artist Is Irrelevant ...

EOB - Santa Teresa vs Bra...

Real Estate – Paper Cup

Grouplove – Deleter

Elephant Stone – Keep The...

The Proper Ornaments – Pu...

Tame Impala – Lost In Yes...

X-Files

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

I Love...

Os melhores discos de 201...

Astronauts - Civil Engine...

SAPO Blogs

subscrever feeds