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Local Natives - Lemon (feat. Sharon Van Etten)

Segunda-feira, 19.10.20

Ano e meio depois do excelente registo Violet Street, um dos preferidos desta redação do catálogo de dois mil e dezanove, os norte-americanos Local Natives de Taylor Rice estão de regresso com um novo EP intitulado Sour Lemon, gravado logo após as sessões finais de Violet Street com o produtor Chris Coady e que terá a chancela do selo Loma Vista.

Sharon Van Etten Joins Local Natives On New Song "Lemon": Listen - Stereogum

Como certamente os leitores mais atentos deste espaço se recordam, há quase um mês divulgámos o ambiente deslumbrante, luminoso e efervescente de Statues In The Garden (Arras), uma composição que começou a ser incubada na cidade francesa de Arras e que ganhou a sua roupagem final já no lado de lá do atlântico. Essa composição fará parte do alinhamento de Sour Lemon, juntamente com Lemon, a mais recente canção divulgada pelos Local Natives e que conta com a participação especial de Sharon Van Etten, ultimamente ocupada a criar versões de clássicos dos Nine Inch Nails.

Lemon, um portento de melancolia e acusticidade, desenhado com uma viola de elevado pendor clássico, enleada por arranjos de cordas de diferentes proveniências e com diversas tonalidades, e por um registo vocal ímpar de ambos os intervenientes, que encaixam na perfeição, já tem direito a um vídeo dirigido por Kenny Laubbacher e que mostra Rice e Van Etten passeando em margens opostas do Rio Los Angeles. Confere LemonStatues In The Garden (Arras) e a tracklist de Sour Lemon...

Local Natives - Lemon

01 Lemon (Feat. Sharon Van Etten)
02 Statues In The Garden (Arras)
03 Lost
04 Future Lover

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publicado por stipe07 às 13:14

Clap Your Hands Say Yeah – Hesitating Nation & Thousand Oaks

Sexta-feira, 16.10.20

Os norte americanos Clap Your Hands Say Yeah já têm sucessor para o excelente registo The Tourist lançado no início de dois mil e dezassete e que continha um olhar particularmente anguloso, para sonoridades mais ecléticas, tendo os anos oitenta em particular, como principal ponto de mira. New Fragility, título inspirado no conto de David Foster Wallace Forever Overhead, chega no início do próximo ano e é o título daquele que será o sexto trabalho da banda oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, liderada pelo carismático por Alec Ounsworth e que há década e meia causou enorme furor com um fabuloso homónimo junto de uma blogosfera atenta, que sempre os seguiu com devoção e na qual me incluo, até se tornarem, aos dias de hoje, num projeto de dimensão mundial. New Fragility foi produzido pelo próprio Alec Ounsworth, com produção adicional de Will Johnson, gravado por Britton Beisenherz em Austin, no Texas, misturado por John Agnello e masterizado por Greg Calbi.

Listen to Clap Your Hands Say Yeah's 'Hesitating Nation' and 'Thousand Oaks'  from new album 'New Fragility'

Temas com forte motivação política e declaradamente canções de intervenção, Hesitating Nation e Thousand Oaks são os dois primeiros avanços já revelados de New Fragility. O primeiro tema reflete sobre o modo como Alec Ounsworth se sente desiludido e até alienado com a tão propalada democracia americana, uma efervescente composição, com uma toada minimal mas crescente, adornada por uma guitarra ondulante e com uma interpretação vocal irrepreensível. Já Thousand Oaks versa sobre o tiroteio que ocorreu em Thousand Oaks, na Califórnia, em mil novecentos e dezoito e que matou treze pessoas. É uma canção que assenta num formato mais contemplativo e altivo, à boleia de uma guitarra insinuante que se vai entrecortando com a bateria, à medida que a canção progride. Confere Hesitating Nation e Thousand Oaks e a tracklist de New Fragility...

Clap Your Hands Say Yeah - Hesitating Nation - Thousand Oaks

01. Hesitating Nation
02. Thousand Oaks

01 “Hesitating Nation”
02 “Thousand Oaks”
03 “Dee, Forgiven”
04 “New Fragility”
05 “Innocent Weight”
06 “Mirror Song”
07 “CYHSY, 2005″
08 “Where They Perform Miracles”
09 “Went Looking For Trouble”
10 “If I Were More Like Jesus”

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publicado por stipe07 às 17:37

Portugal. The Man – Who’s Gonna Stop Me (feat. Weird Al” Yankovic)

Quinta-feira, 15.10.20

Pouco mais de três anos após o lançamento do excelente Woodstock, os norte americanos Portugal. The Man de John Baldwin Gourley estão de regresso com um novo single intitulado Who’s Gonna Stop Me e que resulta de uma colaboração estreita com o artista, escritor e comediante “Weird Al” Yankovic. O tema tem o propósito claro de celebrar o Indigenous Peoples’ Day, um importante feriado norte-americano que homenageia e enaltece os povos e culturas indígenas do país, versando sobre a dificuldade que muitas pessoas pertencentes a essas etnias têm em sobreviver e prosperar numa América onde impera o feroz capitalismo que não tem em conta as especificidades culturais.

Stream Portugal. The Man & “Weird Al”'s New Song “Who's Gonna Stop Me” –  Ten15AM

Além de contar com a prestação vocal do rapper Last Artful Dodgr e de Weird Al” Yankovic, que chegou a remisturar os inéditos da banda de Portland, Feel It Still e Live In The Moment, Who's Gonna Stop Me, uma composição que abraça hip-hop, R&B e eletrónica, com criatividade e uma salutar dose de experimentalismo, também conta nos créditos com a presença de Jeff Bhasker, habitual colaborador de nomes como Mark Ronson e Kanye West, Paul Williams, que já escreveu algumas das canções mais emblemáticas dos Carpenters ou Barbra Streisand, Brian De Palma e Kermit The Frog.

O vídeo do tema é dirigido pela dupla Aaron Brown e Josué Rivas e nele podemos observar a banda ao redor de uma fogueira enquanto Weird Al” Yankovic tenta encarnar um coiote e diversos artistas e líderes indígenas vão surgindo vocalizando a canção, encarnados por diversos atores, destacando-se entre eles Acosia Red Elk, uma dançarina do povo Umatilla, nativo do estado norte-americano do Oregon. Confere...

Portugal. The Man - Who's Gonna Stop Me

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publicado por stipe07 às 17:07

The Antlers – Wheels Roll Home

Quinta-feira, 08.10.20

Projeto fundamental do indie rock experimental norte-americano da última década, os The Antlers de Peter Silberman e Michael Lerner, habituaram-nos desde o fabuloso Hospice (2009) a um faustoso banquete de composições encharcadas em sensibilidade, angústia e conflito, canções cheias de sons aquáticos e claustrofóbicos, mas que nos mantinham sempre à tona porque também sabiam salvaguardar um soporífero cariz relaxante. Após o monumental registo Familiars, editado em dois mil e catorze e colocado em primeiro lugar nos melhores álbuns desse ano para a nossa redação, esse desfile de discos assertivos e metaforicamente intensos, foi interrompido por opção da própria dupla e os The Antlers entraram num hiato que parece ter sido finalmente interrompido, para gaúdio de todos aqueles que se têm deliciado com a sua notável discografia.

The Antlers return with 'Wheels Roll Home' | DIY

Assim, e ainda sem trazer consigo o anúncio de um sucessor de Familiars, Wheels Roll Home é o novo tema divulgado pela  banda nova iorquina, uma composição que marca o arranque de uma nova fase da carreira dos The Antlers que, tendo em conta esta amostra, será certamente ainda mais promissora, luminosa e empolgante do que a anterior. A terna acusticidade das cordas que conduzem Wheels Roll Home e o modo como se entrelaçam com o sedutor e impressivo registo vocal de Silberman e com uma rica variedade instrumental, mas plena de homogeneidade, são o sustento de uma canção que não receia olhar para o interior da alma, de modo a incitar os nossos desejos mais profundos, como se cavasse e alfinetasse um sentimento em nós, impulsionada pela vontade que tem de nos orientar sobre o modo como devemos lutar contra a permanente angústia de nunca sabermos muito bem, em certos períodos da nossa vida, qual é o nosso verdadeiro lar, sabendo que só poderá ser aquele que nos proporciona aquele limbo matinal e intimista que todos nós tanto desejamos. Confere...

The Antlers - Wheels Roll Home

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publicado por stipe07 às 17:06

Archive – Versions

Domingo, 04.10.20

Ícones da eletrónica das últimas três décadas, os londrinos Archive estão a comemorar um quarto de século de carreira, com a edição de Versions, um maravilhoso registo que nos oferece dez novas roupagens de alguns dos temas míticos da banda londrina liderada por Darius Keeler e Danny Griffiths.

Archive (band) - Alchetron, The Free Social Encyclopedia

Produzido pelos próprios Archive e misturado por Jerome Devoise, colaborador de longa data do grupo, Versions é um documento sonoro obrigatório para conhecermos a fundo este que é o nome maior da vertente mais sombria e dramática do trip hop. Ao longo da carreira do grupo, nomeadamente a mais recente, se With Us Until You're Dead e Axiom trilhavam caminhos que iam da electrónica à soul, passando pela pop de câmara e se em Restriction, há meia década, colocaram as guitarras na linha da frente, ampliaram o volume das distorções e, mesmo sendo um disco que vivia essencialmente da eletrónica e dos ambientes intimistas e expansivos, foi-lhe acrescentado uma toada mais orgânica, ruidosa e visceral, Versions faz a simbiose de tudo isto, constituindo-se, no seu todo, como uma espécie de cruzamento espectral e meditativo da carreira do grupo.

Assim se Light surpreende pelo modo como as guitarras, o baixo e a bateria seguem a sua dinâmica natural, mesmo tendo a companhia sempre atenta do sintetizador, que não deixa de rivalizar com o conjunto, mas sem nunca ofuscar o protagonismo da tríade, que conduz o tema para uma faceta mais negra e obscura, tipicamente rock, esculpindo-o com cordas ligas à eletricidade, ao mesmo tempo que a banda exibe uma consciente e natural sapiência melódica, já Kid Corner, tem um certo travo industrial, que a belíssima voz de Holly Martin aprofunda, com uma carga ambiental assinalável, bem patente no modo como as guitarras e a voz se enquadram com a grave batida sintética e repleta de efeitos maquinais. Estes dois temas acabam por sintetizar com superior mestria o adn essencial dos Archive, enquanto nos agarram pelos colarinhos sem dó nem piedade e nos sugam para um universo pop feito com uma sonoridade preciosa, bela, silenciosa e estranha e que, amiúde, parece que nos afoga numa hipnótica nuvem de melancolia.

Esta lindíssima viagem às pastosas aguas turvas em que mergulha a eletrónica dos Archive ganha contornos de excelência em Nothing Else, um mundo de paz e tranquilidade, originalmente presente em Londinium, um dos momentos maiores da discografia do grupo londrino, versão que nos embala e acolhe de modo reconfortante, proporcionando uma sensação de bem-estar e tranquilidade que nem um potente efeito sintetizado desfaz. O tema faz-nos descolar ao encontro de uma soul  cheia de imagens evocativas sobre o mundo moderno e encarna o momento alto do trabalho de produção feito em Versions e o já habitual modo como os Archive conseguem dar vida a belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos.

A escrita deste grupo britânico carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria, mas onde geralmente nenhum instrumento ou som está deslocado ou a mais e a conjugação entre exuberância e minimalismo prova a sensibilidade dos Archive para expressar pura e metaforicamente as virtudes e as fraquezas da condição humana. Os Archive sempre seguiram uma linha sonora complexa e nunca recearam abarcar variados estilos e tendências musicais, mantendo sempre uma certa integridade em relação ao ambiente sonoro geral que os carateriza. Versions tem alma e paixão, é fruto de intenso trabalho e consegue ter canções perfeitas, com vozes carregadas de intriga e profundidade. Espero que aprecies a sugestão...

Archive - Versions

01. Lights (Version)
02. Kid Corner (Version)
03. Bright Lights (Version)
04. Fuck U (Version)
05. Erase (Version)
06. Again (Version)
07. Pills (Version)
08. Nothing Else (Version)
09. Remains Of Nothing (Version)
10. End Of Our Days (Version)

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publicado por stipe07 às 17:18

Yo La Tengo – Bleeding

Quinta-feira, 01.10.20

Já este ano, como certamente se recordam, os Yo La Tengo divulgaram uma música por dia durante uma semana, uma sequência que culminou com a edição de um EP instrumental intitulado We Have Amnesia Sometimes. Depois, no ocaso do mês de agosto, o grupo que nasceu em mil novecentos e oitenta e quatro pelas mãos do casal Ira Kaplan e Georgia Hubley (voz e bateria) e Dave Schramm (entretanto retirado) e James McNew e que me conquistou definitivamente há quase uma década com o excelente Fade, anunciou um novo EP intitulado Sleepless Night e divulgou o primeiro single retirado desse trabalho, uma canção intitulada Wasn’t Born To Follow, original dos The Byrds de mil novecentos e sessenta e oito, que foi escrita por Carole King e Gerry Goffin.

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Créditos: Noah Kalina

De facto, o tal novo EP dos Yo La Tengo mostra a banda norte-americana a revisitar alguns dos seus temas favoritos, reunindo um original e cinco covers de originais de Bob Dylan, The Flying Machine, The Delmore Brothers, Ronnie Lane e os The Byrds. Estas versões foram inicialmente criadas para servirem de banda sonora de uma edição limitada de um catálogo pertença do Los Angeles Country Museum Of Art e que faz uma retrospetiva das melhores obras da artista japonesa Yoshitomo Nara, que também opinou acerca das canções que a banda de Nova Jersey deveria revisitar.

Assim, a segunda canção revelada de Sleepless Night é exatamente o original criado pelos Yo La Tengo para fazer parte do seu alinhamento. Chama-se Bleeding e assenta num subtil jogo de cordas sobrepostas em diversas camadas melódicas ecoantes e num registo vocal sussurrante, ditando uma das marcas mais identitárias deste grupo mítico, a sua faceta mais nostálgica e contemplativa. Confere Bleeding e a tracklist de Sleepless Night...

Yo La Tengo - Bleeding

01 “Blues Stay Away” (Delmore Brothers Cover)
02 “Wasn’t Born To Follow” (The Byrds Cover)
03 “Roll On Babe” (Ronnie Lane Cover)
04 “It Takes A Lot To Laugh” (Bob Dylan Cover)
05 “Bleeding”
06 “Smile A Little Smile For Me” (The Flying Machine Cover)

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publicado por stipe07 às 17:56

Kevin Morby – Wander vs Don’t Underestimate Midwest American Sun

Quarta-feira, 30.09.20

Foi em dois mil e dezanove que Kevin Morby nos presenteou com Oh My God, um compêndio de catorze excelentes canções que exploravam até à exaustão o conceito de religiosidade, em temas como OMG (abreviatura de Oh My God), Congratulations, canção em que eram audíveis várias mulheres de diferentes idades a pedir a Deus por misericórdia ou Sing A Glad Song, canção que evocava as qualidades de um Deus chamado Bob Dylan, só para citar alguns exemplos de um trabalho que foi muito bem aceite pela crítica e que assentava numa folk rock de primeira água.

Kevin Morby lança dois novos singles; conheça “Don't Underestimate Midwest  American Sun” e “Wander” - A Rádio Rock - 89,1 FM - SP

Esse registo Oh My God já tem sucessor, um trabalho intitulado Sundowner, o sexto da carreira do músico natural de Lubbock, no Texas e que começou a ser gravado depois de Morby ter regressado aos arredores de Kansas City, após uma temporada em Los Angeles. Esse regresso a casa, a relação com a também cantora e compositora Katie Crutchfield, do projeto Waxahatchee e a realidade pandémica atual acabam por definir o triângulo filosófico de um trabalho que também tem o propósito de colocar a América mais profunda no centro das atenções, de acordo com o próprio Morby (Sundowner is a attempt to put the Middle American twilight, its beauty profound, though not always immediate, into sound).

Depois de há algumas semanas ter sido divulgado o primeiro single de Sundowner, a canção Campfire, agora Kevin Morby extrai do registo, em dose dupla, as composições WanderDon’t Underestimate Midwest American Sun, esta última a canção preferida de Morby de todo o disco (Don’t Underestimate Midwest American Sun is my favorite song off of the new album, and the one I’m most proud of. I consider space to be a prominent instrument on the song, and here it is as important as anything else you hear on the track. It was my goal to capture the vast openness of the middle American landscape sonically. To this end, there is a whole track of nothing but Texas air, birds and wind chimes living beneath the song).

Se Wander é uma composição intensa e com aquele travo típico da melhor folk norte-americana, tendo já direito a um vídeo filmado nas proximidades de Kansas e que mostra a já referida Katie Crutchfield a conduzir uma carrinha de caixa aberta por uma estrada vazia, já Don’t Underestimate Midwest American Sun, conduzida por uma viola acústica, é uma canção bastante melancólica e climática, mas intensa e com uma amplitude muito vincada, fazendo juz à descrição da mesma, feita por Morby e transcrita acima. Confere...

Kevin Morby - Wander - Don't Underestimate Midwest American Sun

01. Wander
02. Don’t Underestimate Midwest American Sun

Website
[mp3 320kbps] rg tb zs fu

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publicado por stipe07 às 21:05

The Shins – The Great Divide

Domingo, 27.09.20

Poucos meses depois da edição do registo Heartworms no final do inverno de dois mil e dezassete, os The Shins de James Mercer lançaram uma curiosa versão do registo com os temas a surgirem melodicamente invertidos num alinhamento intitulado The Heart’s Worm. Agora, no inicio deste outono, a banda norte-americana volta a dar notícias com um novo tema intitulado The Great Divide, cuja divulgação incluiu também a versão invertida desta nova canção do grupo, atualmente sedeado em Portland, no Oregon.

The Shins Are Back With Timely New Single 'The Great Divide' | iHeartRadio

The Great Divide é uma composição com a típica assinatura pop rock dos The Shins, que tem como nuance mais audível uma batida inteligentemente ritmada, numa espécie de mistura entre futurismo e nostalgia, um desfile sónico de pop acessível e radiante, que também se pode definir numa new wave de forte intensidade e com um misto de nostalgia e contemporaneidade, até porque, instrumentalmente, Mercer serviu-se de sintetizadores modernos, mas também de um kit de bateria dos anos sessenta, para compor a canção, que já tem também direito a um curioso vídeo da autoria de Paul Trillo. Confere...

 

The Shins - The Great Divide

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publicado por stipe07 às 21:03

Stephen Malkmus – Juliefuckingette

Sexta-feira, 25.09.20

O ex-Pavement Stephen Malkmus continua a construir um inatacável percurso que cobre de alegria todos os apreciadores do verdadeiro e clássico rock n'roll. Se em dois mil e dezoito nos ofereceu o excelente registo Sparkle Hard, o ano passado piscou o olho a territórios mais sintéticos à boleia de Groove Denied e, já este ano, abraçou a folk à boleia de Traditional Techniques. De facto, é muita música em três anos, mas a fonte parece ser inesgotável, já que o músico natural de Santa Mónica, na Califórnia, acaba de revelar uma nova canção intitulada  Juliefuckingette.

Stephen Malkmus Shares New Song 'Juliefuckingette' & Announces Rescheduled  Tour Dates

Esta nova canção de Stephen Malkmus encontra a sua génese nas sessões de gravação de Traditional Techniques. É uma composição inspirada no clássico Romeu e Julieta de Shakespeare, mas encharcada em sarcasmo e ironia, devido a uma letra com um elevado sentido de humor e descontração (Abolish the fanfiction set, I don’t wanna clean up the Lagaria mess, It’s the last brand standing,You know you wanna kill it but you can’t kill that quite yet). Sonoramente, é uma canção feita com uma melodia aditiva, comandada pela viola acústica de doze cordas que é já imagem de marca de Malkmus, assentando concetualmente na mesma folk intimista, nostálgica e algo boémia que marcou o conteúdo de Traditional Techniques. Confere...

Stephen Malkmus - Juliefuckingette

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publicado por stipe07 às 13:17

EELS – Are We Alright Again

Quinta-feira, 24.09.20

Dois anos depois do excelente registo The Deconstruction, os Eels de E (Mark Oliver Everett), Kool G Murder e P-Boo regressaram recentemente aos lançamentos, no ano em que se comemoram duas décadas da edição do belíssimo clássico do grupo Daisies Of The Galaxy, com alguns novos singles, que, finalmente, vão de encontro as nossas suspeitas, já que farão parte de um disco intitulado Earth To Dora, que foi gravado no estúdio da banda em Los Feliz, na Califórnia e que vai ver a luz do dia a trinta de outubro.

Eels Announce New Album Earth to Dora, Share "Are We Alright Again" |  Consequence of Sound

Como certamente os mais atentos se recordam, o primeiro tema revelado deste Earth To Dora foi Baby Let's Make It Real, uma canção com um registo melódico orelhudo, assente num formato eminentemente pop rock lo fi ditado através da distorção da guitarra e dos arranjos das teclas, de forte índole melancolica e introspetiva, efeito ampliado por uma percurssão bastante aditiva. Algumas semanas depois da divulgação desse primeiro tema, os Eels disponibilizaram Who You Say You Are, uma composição que nos embala e nos convida a partilhar algumas angústias e desejos plasmados, enquanto pisca o olho à tradição da melhor indie folk norte-americana.

Agora, juntamente com o anúncio da data da edição de Earth To Dora, assim como do respetivo artwork e tracklist, os Eels revelam Are We Alright Again, uma canção fortemente influenciada pelas agruras de quem deseja ardentemente que este período pandémico se torne numa mera recordação e que, curiosamente, até tem um travo sonoro luminoso e sorridente, devido a uma melodia de teclado repetitiva, em redor da qual diferentes registos vocais, várias interseções de cordas acústicas e eletrificadas e diversos elementos percurssivos se vão manifestando, num resultado final assumidamente pop. Confere Are We Alright Again e o artwork e tracklist de Earth To Dora...

EELS - Are We Alright Again

01 “Anything For Boo”
02 “Are We Alright Again”
03 “Who You Say You Are”
04 “Earth To Dora”
05 “Dark And Dramatic”
06 “Are You Fucking Your Ex”
07 “The Gentle Souls”
08 “Of Unsent Letters”
09 “I Got Hurt”
10 “OK”
11 “Baby Let’s Make It Real”
12 “Waking Up”

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publicado por stipe07 às 13:02






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