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Ratboys - What's Right?

Quinta-feira, 04.12.25

Os norte-americanos Ratboys, liderados pela vocalista Julia Steiner e pelo guitarrista Marcus Nucci, estão de regresso aos lançamentos discográficos no início de dois mil e vinte e seis com Singin To an Empty Chair, um alinhamento de onze canções, que irá ver a luz do dia a seis de fevereiro com a chancela da New West Records.

Ratboys

Singin To an Empty Chair será o quinto álbum da carreira dos Ratboys e What's Right é o mais recente single retirado do alinhamento deste novo registo da banda de Chicago. Com uma forte componente experimental e com o reverb das guitarras, uma bateria frenética e indulgente e um registo sonoro expressivo, sempre algures entre o ecoante e o clemente, a serem as suas grandes forças motrizes, What's Right é uma longa canção, mas que apresenta uma progressão interessante. Nela vão sendo adicionados diversos arranjos que adornam as guitarras e a voz, com um andamento sempre muito atrativo, luminoso e cativante para o ouvinte, mesmo quando, perto do ocaso, o tom e a rugosidade das distorções é ampliado.

De facto, What's Right parece ser uma excelente proposta como banda sonora ideal para aquecer os dias mais tristonhos e sombrios que temos vivido, mas também já serve para contemplarmos como serenidade o ocaso de um ano algo frenético e que para muitos pode não ter ficado gravado na memória pelos melhores motivos. Confere What's Right e o vídeo do tema assinado pelo já citado guitarrista Marcus Nucci...

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publicado por stipe07 às 16:42

Nothing – Cannibal World

Quarta-feira, 12.11.25

Editado em dois mil e catoze, Guilty of Everything foi o trabalho de estreia dos Nothing, uma banda de Filadélfia, que logo nesse primeiro disco clarificou deambular entre a dream pop nostálgica e o rock progressivo amplo e visceral. Após essa estreia, o grupo foi, com mais dois registos no catálogo, Tired Of Tomorrow e Dancing On The Blacktoop, impressionando audiências com um som cativante e explosivo, sempre com fuzz nas guitarras e o nível de distorção no red line, oferecendo, a quem os quisesse ouvir, o melhor da herança do rock alternativo de finais do século passado, suportada por nomes tão fundamentais como os My Bloody Valentine ou os Smashing Pumpkins, só para citar algumas das influências mais declaradas do grupo.

Em dois mil e vinte os Nothing chamaram a nossa atenção com The Great Dismal, o quarto disco do grupo liderado por Dominic Palermo e ao qual se juntam atualmente o guitarrista Doyle Martin, o baixista Bobb Bruno, o baterista Zachary Jones e o guitarrista Cam Smith.Esse álbum era mais um documento essencial para se perceber a progressão do quarteto. Tinha um alinhamento assente na primazia das guitarras, mas também contava com um elevado teor sintético, uma nuance que conferiu ao seu som uma toada muito rica e luminosa e um travo pop que, na verdade, acabou por amenizar o cariz eminentemente sombrio do rock que os Nothing se gabam de saber replicar melhor que ninguém.

Agora, meia década depois, o projeto norte-americano regressa à nossa órbita à boleia de Cannibal World, o primeiro avanço revelado de A Short History of Decay, o quinto disco da banda, um registo com nove canções, que vai ver a luz do dia a vinte e sete de fevereiro de dois mil e vinte e seis e que terá a chancela da Run For Cover Records.

Crua, suja e rude, Cannibal World assenta a sua filosofia interpretativa no ruído sombrio de guitarras tocadas em reverb, numa postura claramente lo fi, além de um registo percurssivo imponente e vigoroso, nuances importantes para criar o clima shoegaze pretendido, caraterísticas bem vincadas de uma identidade sonora muito própria e que define, sem sombra de dúvida, o melhor adn dos Nothing. Confere Cannibal World e o artwork e a tracklist de A Short History of Decay...

Never Come Never Morning
Cannibal World
A Short History Of Decay
The Rain Don't Care
Purple Strings
Toothless Coal
Ballad Of The Traitor
Nerve Scales
Essential Tremors

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publicado por stipe07 às 20:27

The Besnard Lakes – Give Us Our Dominion

Quarta-feira, 10.09.25

Pouco mais de três anos depois de The Besnard Lakes Are The Last Of The Great Thunderstorm Warnings, os canadianos The Besnard Lakes, do casal Jace Lasek e Olga Goreas e aos quais se juntam Sheenah Ko, Kevin Laing, Gabriel Lambert, estão de volta ao nosso radar devido a Give Us Our Dominion, o mais recente single divulgado de The Besnard Lakes are the Ghost Nation, o novo registo de originais da banda de Montreal, que vai chegar aos escaparates a dez de outubro, com a chancela da Full Time Hobby.

Gravado em cinco dias nos estúdios Lost River Studios, The Besnard Lakes are the Ghost Nation será mais um firme passo em frente numa carreira de duas décadas de um grupo exímio no modo como cria canções quase sempre assentes num rock progressivo, com um forte pendor cinematográfico e de elevado cariz experimental. De facto, a complexidade e a fina fronteira entre o orgânico e o sintético em Give Us Our Dominion, uma canção vibrante, majestosa e imponente e repleta de nuances e variações rítmicas, são caraterísticas habituais no catálogo deste quinteto. Em Give Us Our Dominion diferentes porções sonoras desfilam e encaixam como um enorme puzzle que, no seu todo, cria uma atmosfera sonhadora e plena de hipnotismo, muito por culpa também da voz única de Olga, que nos embala rumo a um mundo onde também abunda um elevado travo vintage particularmente psicadélico. Confere Give Us Our Dominion, a canção que encerra o disco e a tracklist de The Besnard Lakes are the Ghost Nation...

1. Calling Ghostly Nations
2. Chemin de la Baie
3. Carried It All Around
4. In Hollywood
5. Pontiac Spirits
6. Battle Lines
7. The Clouds are Casting Shadows from the Sunlight
8. Gives Us Our Dominion

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publicado por stipe07 às 16:23

Midlake – The Ghouls

Segunda-feira, 01.09.25

Três anos depois do excelente registo For the Sake of Bethel Woods, os norte-americanos Midlake de Eric Pulido estão de regresso ao formato longa duração com um disco intitulado A Bridge to Far, que vai ver a luz do dia a sete de novembro com a chancela do consórcio Believe / Bella Union e que conta com várias participações especiais, nomeadamente Madison Cunningham, Hannah Cohen e Meg Lui.

Com um alinhamento de dez canções e produzido por Sam Evian, A Bridge To Far será o sexto álbum da carreira do coletivo texano e The Ghouls é o primeiro avanço revelado do seu conteúdo. The Ghouls é uma canção vibrante e imponente, orquestralmente rica e diversificada, introduzida por um sólido piano e depois conduzida por num registo percurssivo frenético que acama cordas e teclados, num resultado final muito charmoso, emotivo e com um delicioso travo psicadélico. Confere The Ghouls e o artwork e a tracklist de A Bridge To Far...


Days Gone By
A Bridge To Far
The Ghouls
Guardians(Feat. Madison Cunningham)
Make Haste
Eyes Full Of Animal
The Calling
Lion’s Den
Within/Without
The Valley Of Roseless Thorns

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publicado por stipe07 às 19:17

Meltt – Hesitate

Domingo, 03.08.25

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na mira.

Meltt

Em pleno verão de dois mil e vinte e cinco os Meltt regressam então ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo que, para já, ainda não traz atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler.

Hesitate são pouco mais de três minutos de indie rock clássico e imponente. Uma bateria exemplarmente ritmada, acompanhada por um baixo subtil mas vincado, recebe uma guitarra preenchida com um efeito metálico luminoso e pleno de soul. Depois, vários efeitos feitos de cordas, teclas e sopros, sustentam um refrão imponente, radiante e charmosamente psicadélico, num resultado final intenso e vibrante. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:26

White Lies – In The Middle

Sexta-feira, 25.07.25

Night Life, um disco com nove canções, é o título do sétimo e novo trabalho dos White Lies, de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, um registo que vai chegar aos escaparates a sete de novembro, com a chancela da Play It Again Sam e cuja audição do primeiro single, o tema In The Middle, está a colocar justificadamente em polvorosa os fãs do grupo relativamente ao seu conteúdo, já que pode muito bem vir a ser um dos melhores trabalhos da carreira da banda britânica.

De facto, In The Middle, a composição que encerra o alinhamento de Night Life, é um excelente tratado de indie rock experimental e progressivo, o grande sustento do catálogo dos White Lies. Orgânica, crua, robusta e contundente, a canção assenta numa batida retro vigorosa, exemplarmente acompanhada por um baixo profundo e por sintetizações charmosas, com o trecho instrumental final a ser um excelente epílogo de pouco mais de seis minutos emocionalmente intensos.

Confere o vídeo de In The Middle, gravado num hotel em Banquecoque e assinado por Andreas Nilsson e o artwork e a tracklist de Night Life...

Nothing On Me
All The Best
Keep Up
Juice
Everything Is OK
Going Nowhere
Night Light
I Just Wanna Win One Time
In The Middle

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publicado por stipe07 às 19:43

Other Lives – Show Us Some Love

Quarta-feira, 23.07.25

Os norte americanos Other Lives de Jonathon Mooney, Josh Onstott, Jesse Tabish, Kim Tabish e Danny Reisch, estão de regresso ao nosso radar uma década depois do disco Rituals, que lançaram na primavera de dois mil e quinze, com Show Us Some Love, o segundo single que o projeto natural de Stillwater, Oklahoma, revela do disco Volume V, o quinto do projeto, como o nome indica, que a banda vai colocar nos escaparates a dez de outubro, com a chancela da Play It Again Sam.

Pic by Johnny LaVallee

Os Other Lives são exímios a pegar no arsenal instrumental que selecionam e a usá-lo como se fosse, no seu todo, um pincel disponível para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batida aguda fornece imediatamente uma cor imensa às melodias incubadas pelo grupo e a própria voz de Jesse Tabish serve, frequentemente, para transmitir esta ideia de exuberância e sentimento.

Show Us Some Love não foge a essa regra, já que é uma canção intensa e imponente. Recria um pop rock orquestral cheio de preciosos entalhes, que incluem uma percussão imaculada e exuberante que acama cordas, teclas e metais, com o piano a ser o destaque maior, num resultado final  que nos remete naturalmente para o ambiente sonoro imaginado e replicado tantas vezes por Thom Yorke, quer a solo, quer nos Radiohead. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:19

Cold War Kids – Any Day Now

Quinta-feira, 17.07.25

Depois de no ano passado terem comemorado vinte anos de carreira com uma digressão interna, os norte-americanos Cold War Kids de Nathan Willett estão de regresso ao nosso radar  com um novo tema intitulado Any Day Now, pouco mais de dez anos depois do disco Hold My Home, lançado em dois mil e catorze e que foi, nessa época, dissecado minuciosamente na nossa redação.

Cold War Kids performing at the Byron Bay Bluesfest in Australia, 2016

Any Day Now presta tributo ao amigo e produtor da banda richard Swift, que faleceu em dois mil e dezoito, um desaparecimento que deixou um enorme impacto no seio do projeto, já que era uma pessoa muito querida de todos e uma peça fundamental na engrenagem Cold War Kids.

Com a letra da canção a descrever factos relevantes da vida de Richard Swift, Any Day Now é um tema intenso. O piano é o líder do edifício melódico, servindo também como marcador de um registo percussivo dominante. Depois, o modo como essas teclas e a bateria se cruzam sagazmente com guitarras que mudam constantemente de sonoridade e distorção, são outra nuance importante de uma composição enérgica e que exala um elevado sentido de urgência e de impetuosidade, num resultado final poderoso e orquestral. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35

ARK IDENTITY – Still In Love

Quinta-feira, 03.07.25

ARK IDENTITY é o nome do projeto a solo liderado por Noah Mroueh, um músico natural de Toronto e que, de modo bastante cinematográfico, emotivo e realista, é exímio a criar música pop que parece servir para banda sonora de uma representação retro de um futuro utópico e imaginário, enquanto se serve do catálogo de nomes tão díspares como Tame Impala, Oasis, Bon Iver, Foster the People ou os The Beatles, para materializar tão singular propósito.

ARK IDENTITY Reflects on a Changing Past Lover with Emotive Debut Release, “Eyes”

Depois de quase no ocaso de maio ter rodado por cá com insistência Oh My God, o quarto tema que o músico canadiano revelou este ano e que foi produzido por Giordan Postorino, agora chega a vez de escutarmos Still In Love, um tema sonoramente luxuriante e riquíssimo em nuances e detalhes, vacilando algures entre um rock lisérgico e progressivo de forte pendor setentista e aquela pop atmosférica, feita com uma elegância ímpar e plena de groove.

Assim, desde riffs de guitarras abrasivas e charmosas, até sintetizações cósmicas, Still In Love contém uma luminosidade intensa e sedutora, que coloca em sentido todos os alicerces da nossa dimensão pessoal mais frágil e ternurenta, enquanto versa sobre a dificuldade que todos sentimos em deixar de amsr alguém que não nos quer ao seu lado. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:49

We Are Scientists – I Could Do Much Worse

Segunda-feira, 23.06.25

Sete anos depois de Megaplex, cinco de Huffy e dois de Lobes, os norte americanos We Are Scientists estão de regresso aos discos em dois mil e vinte e cinco com Qualifying Miles, o nono registo discográfico desta banda que teve as suas raízes na Califórnia, está atualmente sedeada em Nova Iorque e já leva vinte e um anos de carreira, sendo atualmente encabeçada pela dupla Keith Murray e Chris Cain.

Listen to We Are Scientists' funky new single 'Settled Accounts'

Qualifying Miles vai chegar aos escaparates a dezoito de julho com o selo da Groenland Records e I Could Do Much Worse é o mais recente tema extraído do alinhamento do disco em formato single. tendo a curiosidade de ser o primeiro tema de We Are Scientists a contar com o violoncelo no seu arsenal instrumental. Assim, Could Do Much Worse oferece-nos quase cinco minutos de um rock épico e vibrante com camadas de guitarras, quase sempre abrasivas, a sustentarem uma verdadeira espiral sónica progressiva e experimental, astuta e com elevado pendor épico. Confere I Could Do Much Worse e a tracklist de Qualifying Miles...

A Prelude to What
Starry-Eyed
Dead Letters
The Big One
Please Don’t Say It
The Same Mistake
What You Want Is Gone
A Lesson I Never Learned
I Could Do Much Worse
I Already Hate This
At the Mall in My Dreams
Promise Me

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publicado por stipe07 às 17:10






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