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The Horrors - Lout

Sábado, 27.02.21

Os The Horrors de Faris Badwan, Joshua Hayward, Tom Cowan, Rhys Webb e Joseph Spurgeon, preparam-se para lançar às feras o sexto tomo de uma discografia ímpar, idealizada por um quinteto de rapazes com o típico ar punk de há quarenta anos atrás, mas que têm mostrado que não pretendem apenas ser mais uma banda propagadora do garage rock ou do pós-punk britânico dos anos oitenta, mas donos de uma sonoridade própria e de um som adulto, jovial e tremendamente inovador, que, pelos vistos, se prepara para virar agulhas para o rock mais industrial.

The Horrors Announce Lout EP, Share New Song: Listen | Pitchfork

Tal suposição baseia-se no conteúdo do single que dá nome ao novo álbum dos The Horrors e que será, talvez, o disco mais arriscado e eclético da carreira do projeto natural de Southend-on-Sea. Falo de Lout, uma vigorosa composição sobre a relação entre a escolha e o acaso, a tomada compulsiva de riscos e o empurrar da sorte, conforme referiu recentemente Faris Badwan e que, da viscerilidade e do fuzz agreste das guitarras, à aspereza da bateria e dos arranjos, nos oferece um rock duro, corrosivo e denso. Sobre a canção, Tom Furse, o teclista, acrescentou que parece um regresso a um som mais pesado mas está a um milhão de milhas de distância de qualquer coisa que a banda tenha feito antes. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:29

I LIKE TRAINS – Kompromat

Terça-feira, 29.09.20

Já com um histórico de quase duas décadas, visto terem iniciado as lides musicais em dois mil e quatro, os I LIKE TRAINS de Guy Bannister, Alistair Bowis, Simon Fogal, David Martin e Ian Jarrold, têm um novo disco intitulado Kompromat, uma coleção de nove canções que sucedem ao excelente The Shallows, de dois mil e doze e que, uma vez mais, refletem sobre o estado atual do mundo em que vivemos, nomeadamente a conjuntura politica atual, uma imagem de marca sempre muito presente neste grupo natural de Leeds.

I LIKE TRAINS share new single & video "Dig In"- Album 'KOMPROMAT' out Aug  21st via Atlantic Curve - Circuit SweetCircuit Sweet

Se The Shallows versava sobre a relação do homem com as máquinas e, mais especificamente, o modo como a internet está a reescreve a realidade, Kompromat é a materialização de uma visão impressiva feroz relativamente a um mundo que, segundo este projeto, está cada vez mais perigoso, por causa da ascenção dos populismos de direita, com a figura de Trump à cabeça, mas com Boris Johnsson a ser também diretamente visado na crítica, assim como a suposta influência russa em diferentes atos eleitorais. Aliás, Kompromat é uma expressão russa que significa material comprometedor, no sentido de haver um propósito claro de fornecer informações sobre um político, empresário ou outra figura pública, de modo a criar publicidade negativa, chantagem e extorsão sobre ele. De acordo com o grupo, quer estas duas figuras politicas, quer alguns governos, são diretamente responsáveis por toda uma campanha de desinformação que está a tomar conta dos media a nível global e que visa a eliminação de qualquer tipo de crítica ou alternativa a uma forma de governar que protege cada vez mais o capitalismo, tornando as sociedades menos solidárias e quem as governa menos atentos aqueles que mais sofrem e que não têm acesso às benesses de uma sociedade de consumo que divide para reinar.

O single The Truth, uma majestosa canção feita com aquele rock que impressiona pela rebeldia com forte travo nostálgico e que contém uma sensação de espiral progressiva de sensações, que tantas vezes ferem porque atingem onde mais dói, é o âmago desta filosofia estética de Kompromat, porque é frequente imensas vezes já não se ter muito bem a noção de onde reside a verdade, tão voraz é o nosso consumo de informação nesta era digital, sendo possivel entender e interpretar de modo diferenciado as muitas narrativas que vão invadindo o nosso feed.

Sonoramente, Kompromat obedece ao ADN que tem tipificado a carreira dos I LIKE TRAINS, assente num punk rock de forte cariz progressivo, com uma originalidade muito própria e um acentuado cariz identitário, por procurar, em simultâneo, uma textura sonora aberta, melódica e expansiva, mas sem descurar o indispensável pendor lo fi e uma forte veia experimentalista, abertamente nebulosa e cinzenta. Essa atmosfera é percetivel no perfil detalhista das distorções das guitarras, no vigor do baixo, nos sintetizadores vibrantes e, principalmente, num registo percurssivo compacto, que funciona com a amplitude necessária para dar às canções uma sensação plena de epicidade e fulgor.

De facto, Kompromat é uma súmula rara de um pós punk anguloso, um passeio emocionante e encadeado, com cada tema a personificar um ataque bombástico aos nossos sentidos, um incómodo sadio audível logo no riff abrasivo de A Steady Hand e que se vai aprimorando num fluxo constante e paciente e onde não falta, imagine-se, um leve toque de graciosidade.

A sensibilidade do efeito metálico abrasivo de uma guitarra que corta fino e rebarba, em Desire Is A Mess, as reverberações ultra sónicas de Dig In e, principalmente, a rispidez visceral extremamente sedutora e apelativa de A Man Of Conviction e a arquitetura sonora variada e sempre crescente de The Truth, um longo tema, mas nada monótono, cheio de mudanças de ritmo, com a junção crescente de diversos agregados e que atinge o auge interpretativo numa bateria esquizofrénica e fortemente combativa, mas incrivelmente controlada, num resultado de proporções incirvelmente épicas, são outros momentos incríveis de um disco sarcástico, mas também atencioso e terno,  em que tudo resulta de forma coesa, inclusive o ruído abrasivo, que aqui em vez de magoar, fascina e seduz. Espero que aprecies a sugestão...

I LIKE TRAINS - Kompromat

01. A Steady Hand
02. Desire Is A Mess
03. Dig In
04. PRISM
05. Patience Is A Virtue
06. A Man Of Conviction
07. New Geography
08. The Truth
09. Eyes To The Left (Feat. Anika)

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publicado por stipe07 às 17:54

The Notwist – Ship

Quarta-feira, 05.08.20

The Notwist - Ship

Considerados por muitos como verdadeiros pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Ship, um EP que irá ver a luz do dia ainda durante este mês de agosto, à boleia da Morr Music, etiqueta alemã, e que será o primeiro sinal de vida do projeto em seis anos. Recordo que em dois mil e catorze este projeto alemão único lançou o disco Close to The Glass, um tomo de onze canções assentes numa eletrónica cheia de elementos do krautrock, mas que também passava pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, um verdadeiro caldeirão sonoro onde cada elemento foi cuidadosamente tratado e que estava minuciosamente carregado de vida.

Para antecipar o lançamento deste EP, ao qual se seguirá, ainda de acordo com a banda, um novo longa duração ainda em 2020, os The Notwist acabam de divulgar o single homónimo do registo, uma canção que conta com a participação vocal da japonesa Saya, vocalista da banda Tenniscoats e que impressiona pelo rigor percurssivo, assente num registo tremendamente hipnótico, devido a uma batida seca que lateja sem cessar, enquanto é constantemente rodeada por uma espiral sintetizada repetitiva e diversas aparições de uma guitarra que se insinua sempre à espreita do momento ideal para explodir em riffs e distorções incontroláveis, algo que acaba por não acontecer. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:31

The Psychedelic Furs – Made Of Rain

Segunda-feira, 03.08.20

Trinta anos é uma eternidade, o disco a que se refere este artigo quebra um dos mais longos hiatos da historia do indie rock, mas é exatamente este o tempo que separa World Outside, disco que os londrinos The Psychedelic Furs lançaram no início da década de noventa do século passado, de Made Of Rain, o oitavo e novo registo de originais desta banda londrina de pós punk, liderada pelos irmãos Butler, Richard e Tim, aos quais se juntam, atualmente, o guitarrista Rich Good, o baterista Paul Garisto, o saxofonista Mars Williams e a teclista Amanda Kramer, e cujas raízes remontam a mil novecentos e setenta e sete, tendo o projeto estreado-se nos lançamentos discográficos em mil novecentos e oitenta com um homónimo que, apesar de ter sido um relativo fracasso comercial, foi bem aceite pela crítica e colocou logo este projeto nos holofotes do cenário indie britânico.

The Psychedelic Furs Anuncia Lançamento Do Novo Álbum, Made Of Rain -  RockBizz

Basta ouvir Made Of Rain uma única vez para se perceber que esté um disco de rock puro e duro, pleno de profundidade e força, instrumentalmente luxuoso, adulto, impressionista e com alguns instantes emocionalmente sublimes. Para quem atualmente aprecia nomes tão sobejamente conhecidos como os The National, Interpol, Editors ou The Killers e nunca se esqueceu da herança dos Cure ou Echo & The Bunnymen, Made Of Rain é o registo perfeito para a agregação num só alinhamento de todas as boas sensações que cada uma destas ilustres figuras nos proporcionam isoladamente e com as suas próprias especificidades, já que este é um álbum exuberante, texturizado e moderno, mas nitidamente atemporal.

Uma das grandes virtudes dos The Psychedelic Furs durante os anos oitenta foi sempre o cultivo de uma faceta algo enigmática, dissidente e extravagante, com a vertente comercial a estar sempre em segundo plano. Trinta anos poderiam ter feito mudar esse modo de ver a arte musical e este regresso à atividade poderia muito bem obedecer a um imperativo de aproveitamente de um nome e de uma herança para faturar mais uns milhões e assegurar a segurança financeira definitiva dos três irmãos. Mas nem a essa lógica Made Of Rain parece obedecer, porque mais do que a busca de canções melodicamente radiofónicas, o intuíto terá sido o reencontro com o simples prazer de compôr e criar, tendo apenas como bitola, além da herança rica da banda, o gosto pessoal do núcleo duro que se mantém integro e que não sofreu qualquer desgaste com o tempo. Existem semelhanças na abordagem estética relativamente ao que o grupo fez há quatro décadas atrás, mas há também uma sensação de modernidade indesmentível.

Assim, na enganadora gentileza de Tiny Hands, na absoluta epicidade de You'll Be Mine, no travo gótico do single Don't Believe e de Turn Your Back On Me e na grandiosidade lírica e dramaticamente maleóvola de No-One, situam-se os alicerces fundamentais de um disco imponente, repleto de drama mas também de humor, um alinhamento ao qual é transversal um niilismo melancólico amiúde arrepiante, encharcado de narrativas em que as palavras e frases são como cores feitas para criar pinturas abstratas e impressionistas, mas sentimentalmente bastante evocativas de uma espiritualidade que foi sempre muito intrínseca a um Richard Butler, o grande poeta destes The Psychedelic Furs, ávido por se afogar com as contradições inerentes a quem se deixa ver exteriormente como alguém alegre e sorridente, mas que guarda no seu âmago uma dose nada pequena de negatividade e dramatismo. É esta ambiguidade e este belo caos emocional que Made Of Rain, um disco cinematográfico, impressionista e expressionista, destila por todos os poros. Espero que aprecies a sugestão...

The Psychedelic Furs - Made Of Rain

01. The Boy That Invented Rock And Roll
02. Don’t Believe
03. You’ll Be Mine
04. Wrong Train
05. This’ll Never Be Like Love
06. Ash Wednesday
07. Come All Ye Faithful
08. No-One
09. Tiny Hands
10. Hide The Medicine
11. Turn Your Back On Me
12. Stars

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publicado por stipe07 às 16:31

The 1975 – Notes On A Conditional Form

Quarta-feira, 27.05.20

Um dos grandes momentos discográficos do momento é, sem dúvida, o lançamento de Notes On A Conditional Form, o novo registo de originais dos The 1975 de Matt Healy e sucessor do excelente registo A Brief Inquiry Into Online Relationships, que viu a luz do dia em dois mil e dezoito. Notes On A Conditional Form tem a chancela daPolydor Records e contém dezoito temas, sendo, claramente, o projeto mais ambicioso deste extraordinário coletivo natural de Manchester, em Inglaterra.

The 1975: Notes On A Conditional Form - Review | Vinyl Chapters

Quarto disco da carreira dos The 1975, Notes On A Conditional Form é o trabalho mais ambicioso e abrangente da carreira deste coletivo, não só devido ao número de canções que contém, mas também, e principalmente, por causa do seu conteúdo eclético e abrangente. Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, este novo trabalho do grupo britânico encarna com ímpar experimentalismo e superior grau criativo um labirinto sonoro que da eletrónica, ao punk rock, passando pela pop e o típico rock alternativo lo fi, abraça praticamente todo o leque que define os arquétipos essenciais da música alternativa atual.

Assim, logo a abrir, depois de um breve discurso de Greta Thunberg, People, o primeiro single revelado de Notes On A Conditional Form, abre as hostilidades e dá as cartas de modo abrasivo. É uma contundente e tenebrosa canção, que traçando uma linha reta entre a herança de nomes tão proeminentes do metal como os Rammstein ou os Marilyn Manson, nos oferece quase três minutos de um punk rock direto e cru, sólido, vibrante e efusivo. A seguir ao interlúdio The End (Music For Cars), a composição Frail State Of Mind leva-nos a um ambiente mais contido e intimista, através de um soft rock que interceta R&B com dubstep, enquanto se debruça sobre a temática da depressão (Go outside? Seems unlikely, I’m sorry that I missed your call, I watched it ring; Don’t waste their time, I’ve always got a frail state of mind).

Dado o pontapé de partida do álbum com dois temas tão díspares, fica desde logo plasmada a tal abrangência, que se mantém até ao ocaso, sempre com aquele registo pop algo açucarado, mas inconformado, feito de guitarras contundentes, mas também melodicamente sagazes, uma performance percurssiva eclética e que nunca enjeita colocar explicitamente as pistas de dança na mira e uma vasta miríade de efeitos e arranjos, que raramente têm receio de se adornar com cor e exuberância. Canções do calibre de Me And You Together Song, uma composição romântica, amena e contemplativa, assente num rock algo lo fi, onde o vigor das cordas e um ritmo algo frenetico, são amaciados por uma tonalidade ao nível dos arranjos a fazer recordar a euforia pop que marcou grandes sucessos de algumas bandas carismáticas, no dealbar dos anos noventa do século vinte e o início deste, ou Guys, um portento indie de romantismo e nostalgia, em que as guitarras são amaciadas por uma tonalidade cândida ao nível dos arranjos, à medida que Healy homenageia os seus companheiros de grupo, já que o tema versa sobre o modo como determinadas amizades são marcantes na nossa vida, mesmo que o passar dos anos e as vicissitudes da existência de cada um provoquem distanciamento físico, são outros momentos maiores de um registo que tem como ponto comum fundamental deste disco em relação aos seus antecessores. o forte cariz autobiográfico de grande parte das canções. Não faltam, portanto, aqui letras que se debruçam bastante sobre as experiências pessoais e os pontos de vista de Matt Healy, um artista que investe imenso, fisica e psicologicamente, na sua carreira musical e que já confessou que morreria realizado e feliz se isso sucedesse enquanto estivesse em palco.

De facto, o arco narrativo do disco segue Healy desde as suas origens de filho de duas personalidades da televisão britânica relativamente conhecidas e que, não sendo particularmente excepcional no seu percurso educativo, sempre teve o sonho de ser uma estrela rock, desiderato que me parece já ter atingido com este Notes On A Condiotional Form. Mas, apesar deste aparente centralismo narrativo, o foco é abrangente e Healy, olhando para dentro de si com pouco pudor, fá-lo de modo a conciliar também a habitual propensão dos The 1975 para a crítica contundente acerca do estado atual do mundo em que vivemos, com a política, o terrorismo, as questões ambientais e a religião a serem também temas abordados num compêndio que, como já referi, capta na sua essência as tendências mais atuais de um rock alternativo cada vez mais disposto a alargar fronteiras e a misturar, sem receio, estilos, géneros e tiques, de modo a criar uma sonoridade pop cada vez mais futurista e que prime pela diferença. Espero que aprecies a sugestão...

The 1975 - Notes On A Conditional Form

01. The 1975
02. People
03. The End (Music For Cars)
04. Frail State of Mind
05. Streaming
06. The Birthday Party
07. Yeah I Know
08. Then Because She Goes
09. Jesus Christ 2005 God Bless America
10. Roadkill
11. Me And You Together Song
12. I Think There’s Something You Should Know
13. Nothing Revealed / Everything Denied
14. Tonight (I Wish I Was Your Boy)
15. Shiny Collarbone
16. If You’re Too Shy (Let Me Know)
17. Playing On My Mind
18. Having No Head
19. What Should I Say
20. Bagsy Not In Net
21. Don’t Worry
22. Guys

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publicado por stipe07 às 12:05

The 1975 – Guys

Terça-feira, 19.05.20

The 1975 - Guys

Enquanto a nossa redação não se debruça sobre o conteúdo de Notes On A Conditional Form, o incrível novo trabalho dos The 1975 de Matt Healy e sucessor do registo A Brief Inquiry Into Online Relationships (2018), colocamos em cima da mesa Guys, mais um avanço divulgado em formato single de um disco com dezoito temas e que é, claramente, o projeto mais ambicioso deste coletivo de Manchester. Recordo que desde o verão passado os The 1975 já destaparam o conteúdo de People, Frail State Of Mind, Me & You Together Song, The Birthday Party, Jesus Christ 2005 God Bless AmericaIf You’re Too Shy (Let Me Know).

Tema que encerra o alinhamento de Notes On A Conditional Form, Guys é um portento indie de romantismo e nostalgia, uma vibrante composição em que Healy homenageia os seus companheiros de grupo e que versa sobre o modo como determinadas amizades são marcantes na nossa vida, mesmo que o passar dos anos e as vicissitudes da existência de cada um provoquem distanciamento físico, um tema em que as guitarras são amaciadas por uma tonalidade cândida ao nível dos arranjos a fazer recordar a euforia pop que marcou grandes sucessos de algumas bandas carismáticas, no dealbar dos anos noventa do século vinte. Confere...

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The 1975 – Me And You Together Song

Quinta-feira, 23.01.20

The 1975 - Me And You Together Song

Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, os The 1975 de Matt Healy preparam-se para uma verdadeira revolução sonora à boleia de Notes On A Conditional Form, o ábum que o grupo britânico se prepara para lançar na próxima primavera.

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publicado por stipe07 às 11:37

The 1975 – Frail State Of Mind

Domingo, 27.10.19

The 1975 - Frail State Of Mind

Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, os The 1975 de Matt Healy preparam-se para uma verdadeira inflexão sonora à boleia de Notes On A Conditional Form, o ábum que o grupo britânico se prepara para lançar no início do próximo ano.

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The 1975 – People

Domingo, 25.08.19

The 1975 - People

Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, os The 1975 de Matt Healy preparam-se para uma verdadeira inflexão sonora à boleia de Notes On A Conditional Form, o ábum que o grupo britânico se prepara para lançar no início do próximo ano.

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publicado por stipe07 às 14:41

Stereo Total - Ah! Quel Cinéma!

Terça-feira, 23.07.19

Um dos nomes míticos do catálogo da Tapete Records são os Stereo Total, dupla que começou a fazer música antes da internet existir, antes do Euro, antes da Alemanha se reunir e antes ainda de haver bandas ou músicas. Aliás, pelo andar da carruagem, os Stereo Total provavelmente ainda estarão a tocar quando tudo isso for consignado ao lixo da história. O grupo é composto por Françoise Cactus, também apresentadora de rádio e Brezel Göring, um homem cuja escolha do nome artístico foi motivada pelo desejo de não ser levado a sério pela música e pelos escribas.

Resultado de imagem para Stereo Total Ah! Quel Cinéma!

Quando começaram a fazer música juntos, os Stereo Total tinham como missão romper as regras, desestabilizar as ideias e sarcasticamente repelir amantes sérios de música enquanto os chocam com uma engenharia de som muito abaixo dos padrões dos ouvintes do mainstreamAh! Quel Cinéma!, o novo álbum da dupla e décimo segundo da carreira dos Stereo Total, é um descendente fiel de toda uma linhagem de discos que têm reforçado a já mítica propensão deste projeto para o jogo de palavras, mesmo que tal desiderato não esteja em evidência em todas as letras que apresentam. Sendo um álbum com não um, mas dois pontos de exclamação no título, aprimora ainda mais essa caraterística única da dupla, com temas como lesões pessoais (Ich bin cool), traição (Mes copines), deficiências de personalidade provocadas pelo abuso de drogas (Methedrine), raiva (Hass-Satellit) opiniões inflamadas de si próprio (Brezel says), suicídio (Le Spleen), luto (Dancing with a memory) e almas atormentadas (Elektroschocktherapie) a serem apresentadas em formato panorâmico e, muitas vezes, da forma mais divertida possível.

Musicalmente,  Ah! Quel Cinéma! acaba por ser de difícil catalogação e esse é, naturalmente, um dos principais elogios que se pode fazer ao panorama geral criado pelas suas catorze composições. Se álbuns anteriores dos Stereo Total ressoaram com influências de chanson, trash, disco para punk, rock'n'roll e NDW (New Wave alemão), Ah! Quel Cinéma! tem como grande enfoque uma espécie de rock de garagem Lo Fi, trespassado por uma eletrónica sagaz que não descura uma forte toada orgânica e sensitiva, assente numa vasta gama instrumental de instrumentos mais propensos a serem encontrados nas mãos de crianças em lares onde uma educação musical não está na agenda. Um órgão de plástico de bébé, um piano de brincar, acompanhado por guitarras caseiras e um Casio adquirido numa feira em segunda mão, são alguns dos exemplos dessa pafernália. Nela, cada instrumento musical provavelmente poderia ser traduzido em coordenadas sociais e, nesse sentido, as ferramentas do comércio de Stereo Total falam uma linguagem inequívoca. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:17






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