Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

Foxing – Nearer My God

Três anos depois do muito recomendável Dealer, os Foxing de Conor Murphy, Ricky Sampson, Jon Hellwig e Eric Hudson, estão de regresso aos discos com Nearer My God, o terceiro registo discográfico do grupo, dez canções que viram a luz do dia a dez de agosto último à boleia da Triple Crown Records e que foram produzidas por Chris Walla, antigo membro dos Death Cab For Cutie.

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Imponência e verticalidade na abordagem ao rock mais efusivo e de olhar anguloso a uma salutar epicidade, são duas ideias que assaltam o ouvinte mais atento logo em Grand Paradise, um tema conduzido por guitarras angulares plenas de riffs efusivos e ruidosos e que acaba por ser uma porta de entrada impressiva para um disco que se assume como um dos mais interessantes dentro das propostas recentes que abordam aquele rock progressivo que tem feito escola no outro lado do atlântico nas últimas três décadas. E esta banda de Saint Louis, no Missouri, parece querer assumir-se como porta estandarte de um subgénero do rock que tem tido um airplay cada vez menor depois do período aúreo que viveu no dealbar do novo século.

Nearer My God avança sem concessões no que concerne ao grau de imponência e de profusão sonora e na profunda emotividade lírica do single Slapstick, um tema que fala de dois amigos que dependem um do outro para viverem e o modo como nessa canção o piano se cruza com as guitarras, percebe-se que os Foxing são exímios  também no modo como contemplam o mundo que os rodeia e dissertam sobre algumas das suas maiores fraquezas e inquietações. Aliás, Conor Murphy considera que o mundo, tal como o conhecemos, está nas ruas da amargura social e económica e que vivemos todos a bordo de um navio prestes a afundar-se. Esse navio é a sociedade ocidental contemporânea dita civilizada e Nearer My God, tal como o título indica, pode servir como manual de escape ao cataclismo. O falsete à capella nos momentos iniciais de Lich Prince, antes de chegarem as cordas distorcidas e a bateria imponente e o falsete passar a berro, são apenas mais dois sinais sonoros de aviso urgente e, ao mesmo tempo, duas caraterísticas bem vincadas de uma identidade sonora muito própria, um emo rock que, pouco depois, nas sintetizações amarguradas de Five Cups e no frenesim algo cru e intuitivo de Gameshark, uma canção onde os sons de fundo típicos de jogos de computador são uma das suas nuances mais curiosas, se assume como bandeira para quem quiser trilhar outros caminhos menos sinuosos e mais próximos de uma espécie de espiritualidade que os Foxing aconselham vivamente a ser vivenciada caso ainda queiramos escapar da inevitabilidade e contribuir para o bem comum. O eco das batidas de Heartbeat e os bips telegráficos que se cruzam com o piano em Trapped In Dillard’s parecem conter, na sua sequência, uma espécie de código sagrado que, se conseguirmos decifrar, nos possibilita acedermos ao mundo alternativo que os Foxing consideram ser o melhor refúgio e a alternativa mais segura relativamente ao mundo real em que coexistimos. Espero que aprecies a sugestão...

Foxing - Nearer My God

01. Grand Paradise
02. Slapstick
03. Lich Prince
04. Gameshark
05. Nearer My God
06. Five Cups
07. Heartbeats
08. Trapped In Dillard’s
09. Bastardizer
10. Crown Candy
11. Won’t Drown
12. Lambert


autor stipe07 às 22:18
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018

Elephant Micah – Genericana

Os norte-americanos Elephant Micah de Joe O'Connell, Matt O'Connell, Jason Evans Groth e Zeke Graves estão de regresso aos discos com Genericana, seis canções misturadas por Scott Hirsch e masterizadas por Carl Saff e capazes de nos enredar de modo particularmente hipnótico num universo que tendo tanto de alienigena como de alucinogénico. É um disco que comprova a já mítica mestria que este projeto oriundo da Carolina do Norte tem revelado ao longo da carreira para criar composições sonoras onde o salutar experimentalismo, que não renega o uso de nenhuma fonte sonora, é a principal filosofia prática no momento de compôr. Neste caso, um sintetizador barato, alguns artefactos da marca Hindustani e um antigo deck de três pistas, foram parte do arsenal utilizado para criar e captar toda a miríade de sonse ruídos que se escutam ao longo deste incrível alinhamento de seis canções.

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Logo nos segundos iniciais de Genericana, um álbum com o artwork da autoria de Pete Schreiner, percebe-se que este disco é um poiso hermeticamente isolado do mundo real que conhecemos e que só é possível usufruir de tudo aquilo que ele tem para nos oferecer se nos deixarmos levar pela sua doutrina. Começa-se a escutar Surf A e percebe-se que ondas de ruído estático, loops de uma bateria eletrónica e alguns efeitos sintetizados muitas vezes impercetíveis são o ganha pão do arquétipo de um tema que acaba por nos apresentar com impressiva fidelidade o ambiente de um alinhamento que volta a repetir esta tríade, mas com outras nuances, em canções que contendo uma falsa sensação de minimalismo e atravessadas por uma guitarra que tanto pode estar eletrificada como ser dedilhada com elevada crueza, encarnam uma banda sonora que serve para os Elephant Micah refletirem e criticarem a realidade de uma América que culturalmente vive numa era em que vê a política a dominar e a condicionar cada vez mais, direta ou indiretamente o mundo do entretenimento.

Genericana tem este claro propósito de colocar em causa todos os estereótipos que parecem nos dias de hoje condicionar todos aqueles que criam musica no outro lado do atlântico. Para Joe O’Connell, o líder deste projeto, é necessário agitar as águas, remexer no que é efetivamente comercial e colocar os consumidores de música a refletirem se aquilo que escutam nos dias de hoje acrescenta ou não algo de importante e significativo às suas vidas. O disco serve também de crítica ao airplay que domina as rádios americanas e o modo como aquela que é a génese da música nativa tem sido abafada pelas recentes tendências da pop. Se Fire A homenageia a essência da country com que O'Connell cresceu e que o fez querer criar música, as distorções de Life A e o clima rugoso de Surf B, olham com particular saudosismo para o rock alternativo noventista, aquele rock que entre o grunge, o garage e outras nuances mais progressivas, mostrou a melhor forma do rock independente do lado de lá.

Em suma, prestando tributo aos melhores dias da música alternativa norte-americana de final do século passado, numa época onde a riqueza e a diversidade até deixaram que sonoridades mais dançantes, como o dub nova iorquino e o techno de Detroit, tivessem um espaço de relevo e de simbiose com o rock da altura (escute-se Fire B), Genericana é a tentativa dos Elephant Micah de criar um álbum que possa servir de ponto de partida para a música de um país que está, na óptica deste grupo, amorfa e demasiado amarrada à ditadura das playlists e das vendas, nomeadamente as digitais e que precisa urgentemente de se reinventar e de encontrar novos caminhos, criativamente mais ricos e salutares. Espero que aprecies asugestão..... 

Elephant Micah - Genericana

01. Surf A
02. Fire A
03. Life A
04. Life B
05. Fire B
06. Surf B


autor stipe07 às 18:10
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018

The Dodos - Forum

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Os The Dodos de Meric Long e Logan Kroeber já têm sucessor para Individ (2013). O novo álbum da dupla de São Francisco chama-se Certainty Waves e vê a luz do dia a doze de outubro, através da Polyvinyl Records. Ao longo destes três anos, os The Dodos apenas deram dois sinais de vida com a participação com o tema Mirror Fake na compilação Philia: Artists Rise Against Islamophobia e quando revelaram uma cover de Never Meant, um original dos American Football, inserida na compilação que marcou o vigésimo aniversário da Polyvinyl. Individ foi um dos discos mais escutados na redação fixa e móvel de Man On The Moon durante estes últimos três anos e impressionou, seduziu e conquistou, nas suas repetidas e sempre dedicadas e aprazíveis audições, razão pela qual este sucessor está a ser aguardado por cá com enorme expetativa.

Forum é o primeiro tema divulgado de Certainty Waves e o seu deambulante efeito strokiano da guitarra e o reverb da mesma, assim como o cariz épico de uma melodia que não dispensa teclas efusivas, uma bateria incessante e trompetes nos arranjos, acentua ainda mais esta ânsia pela chegada dos disco aos escaparates, um registo que será certamente fértil num casamento feliz entre as cordas e a percussão e na exploração de um som amplo, épico e alongado, sustentado no abraço constante entre dois músicos que criam melhor que ninguém atmosferas sonoras verdadeiramente nostálgicas, sedutoras e hipnotizantes. Confere Forum e a tracklist de Certainty Waves...

Forum

IF

Coughing

Center of

SW3

Excess

Ono Fashion

Sort of

Dial Tone


autor stipe07 às 14:15
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2018

Death Cab For Cutie – Autumn Love

Death Cab For Cutie - Autumn Love

Cerca de três anos depois de Kintsugi os Death Cab For Cutie já têm finalmente um sucessor para esse excelente disco que atestou, à época e mais uma vez, que eles são mestres em escrever sobre sentimentos e emoções, plasmadas, no caso desse registo, em letras profundas e intensas, que debruçavam-se sobre as relações humanas, num álbum possível de ser fonte de identificação para qualquer um de nós.

Thank You For Today, o nono álbum da carreira desta banda norte americana de indie rock oriunda de Washington e formada por Ben Gibbard, Nick Harmer e Jason McGerr, deverá manter o trio nesse rumo filosófico, com Autumn Love, o terceiro single divulgado do seu alinhamento, a testar novamente a nossa capacidade de resistência à lágrima fácil e a renovar com clarividência a impressão firme no lado de cá da barricada de estarmos perante uma banda extremamente criativa, atual, inspirada e inspiradora e que saberá mais uma vez como agradar aos fãs. Confere...


autor stipe07 às 10:57
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Domingo, 5 de Agosto de 2018

Sugiro... XLIX

vinyl v.jpg


autor stipe07 às 22:46
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Sábado, 4 de Agosto de 2018

Grand Sun - Go Home

Foto de Grand Sun.

É a vinte e oito de setembro próximo e através da Aunt Sally Records que vê a luz do dia The Plastic People of The Universe, o novo EP dos Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital e que aposta num exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições. Deste EP constam cinco canções que são autênticos passeios por um mesmo jardim contemplativo, onde, na sua concepção e gravação, nos Blacksheep Studios por Guilherme Gonçalves e pelo Bruno Plattier, nada mais interessou para os Grand Sun senão observar e cantar o que os rodeava.

Go Home, um tema fulcral do EP, é o single já selecionado pelos Grand Sun para promover o lançamento de The Plastic People of The Universe, uma canção que, entre guitarras inspiradas, sintetizadores cósmicos e um efeito vocal ecoante, reflete de modo sonhador, aventureiro e alucinogénico, um quadro sonoro fluído, homogéneo e aparentemente ingénuo que, tendo em conta o próprio título do tema, nos emerge num mundo fantástico e que potencia uma sensação estranha mas feliz de familiariedade com o seu conteúdo.

O filme que promove este single dos Grand Sun foi realizado por Tomás Barão da Cunha (Waves of Youth) e gravado no Vimeiro, em Torres Vedras, onde toda a envolvente natural acabou por contribuir para o surgimento das quatro personagens que constituem os Grand Sun e respectivos alter egos que, como já dei a entender, interagem, através da música, entre si e connosco. Confere...


autor stipe07 às 12:11
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2018

Ty Segall & White Fence - Joy

Ty Segall é uma máquina de fazer discos. Não apenas trabalhos aleatórios, composições frias ou registos descartáveis, mas lançamentos de peso dentro da cena independente norte-americana. Dono de uma infinidade de projetos paralelos cada um deles com vários álbuns lançados, é quando assume as guitarras na carreira a solo que este californiano, natural de São Francisco, alcança o melhor desempenho. Mas este músico também gosta de alinhar em parcerias e nelas consegue potenciar a sua capacidade para nos embrenhar num universo sonoro labiríntico que nunca deixando de lado a estética lo fi que Ty tanto aprecia, também consegue entranhar alguns dos pilares fundamentais da sonoridade de quem a ele se alia na hora de compôr. Tim Presley, a mente que assina o projeto White Fence, foi um dos que se deixou enredar pela teia lançada por Ty, já em dois mil e doze com o excelente álbum Hair, o que nem admira até porque estamos na presença de dois artistas que têm na sua discografia muito pontos em comum, desde logo a apetência por aquele rock mais cru, que tanto abraça a folk como pisca o olho aquela psicadelia setentista que ainda hoje é muito marcante. Joy é o nome da segunda etapa desta parceria, quinze canções assentes num salutar experimentalismo sem fronteitas ou concessões a um género bem delimitado, cheias de guitarras sujas e riifs enérgicos, mas também sóbrios dedilhares de uma viola e constantes variações ritmícas com Please Don't Leave This Town a ser um bom tema para se perceber toda a essência deste disco.

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Alegria e diversão, cor e arrojo, são adjetivos felizes na hora de caraterizar o conteúdo de Joy e de imaginar o seu processo de gravação. São pouco mais de trinta minutos de pura exaltação indie, assentes numa sonoridade ensolarada, com reminiscências algures na década de sessenta e no rock de garagem da década seguinte, um alinhamento que merece audição dedicada não só pela elevada bitola qualitativa dos arranjos de cordas, percetíveis em diversos temas, como assim como pelas já habituais linhas de baixo a que Ty já nos habituou, absolutamente incríveis.

Assim, no inedetismo do luminoso instante surf psicadélico presente em Good Boy e no modo como a dupla cruza uma toada algo pop, com o fuzz típico do garage rock, fazendo com que este tema deixe de lado os habituais limites do rock caseiro e se converta num momento de pura exaltação e no hard rock setentista, de mãos dadas com rock de garagem e no blues de Other Way e na toada hippie, vintage e acústico psicadélica de My Friend, assentam os momentos maiores de trinta minutos sonoros propostos por dois artistas que parecem querer buscar um lugar no meio de outros gigantes da cena alternativa, mas que, quanto a mim, nada mais têm a provar para terem direito a uma posição de relevo nesse antro de perdição.

Com um nível superior de cumplicidade, em Joy os dois músicos que assinam o registo até deixam um pouco de lado um habitual nível de anarquia e desiquilibrio que frequentemente firmam na execução dos seus registos e, sem sofrerem de desgaste ou possíveis redundâncias, executam um ensaio de assimilação de heranças, com um sentido melódico irrepreensível, que exala um sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentarem de modo tremendamente atual tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 10:17
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2018

Simon Love - Not If I See You First

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Três anos depois de se estreado nos discos com o muito apetecível registo pop It Seemed Like A Good Idea At The Time, o britânico Simon Love regressa em setembro aos lançamentos discográficos com Sincerely, S. Love X, dez canções abrigadas à sombra da Tapete Records e das quais acaba de ser retirado o single Not If I See You First, tema conduzido por um efusivo piano, adornado por cordas e sopros, nomeadamente trompetes e com muitos outros dos melhores ingredientes da mais genuina herança da brit pop. A canção encerra o alinhamento do álbum e também já teve direito a um vídeo de promoção.

Sincerely, S. Love x apresenta dez excelentes temas gravado nos últimos dois anos em Londres e o disco, de acordo com o press release do lançamento, evoca imagens do vídeo de Run DMC/ Aerosmith "Walk This Way". A Fruitgum Company de 1910 estaria a ensaiar num dos lados da parede e The Left Banke no outro. Quando a parede entre as duas bandas se desmoronar, o Elton John pode aparecer para ver de que se trata todo o alarido. Ele vê um piano de cauda branco e junta-se. Depois abrem algumas garrafas de Cola e ouvem The Rutles ou 7 polegadas da Stiff Records. E já que estão todos no mesmo lugar, gravam algumas músicas juntos. A última palavra vai para o próprio Simon: Please, buy the álbum, my son eats like a horse and he need new shoes. Sincerely, Simon Love. Confere...


autor stipe07 às 10:05
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Terça-feira, 31 de Julho de 2018

Interpol - Number 10

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Depois de um interregno de quase quatro anos os Interpol já têm praticamente pronto Marauder, o novo disco desta banda nova iorquina liderada por Paul Banks. Marauder irá ver a luz do dia no final de agosto, através da Matador Records e estão já agendadas algumas datas de uma extensa digressão para promover o registo. Além disso, também já foram divulgados alguns singles de lançamento, tendo sido o mais recente Number 10.

Se The Rover mostrava que os Interpol iriam continuar a trilhar o percurso sonoro iniciado em El Pintor, um alinhamento em que os norte-americanos mostraram ter percebido que a sua imensa legião de fãs não se importa que se mantenham no território sonoro onde se sentem mais confortáveis, Number 10 acentua essa sensação de rejuvenescimento do som do grupo, num tema conduzido por uma guitarra agreste, agudizada pelo efeito identitário da banda, aquele timbre metálico que os lançou para as luzes da ribalta no início deste século, quando com o indie rock genuíno de Antics e o post punk revivalista de Turn On The Bright Lights conquistaram meio mundo. Confere Number 10 e a tracklist de Marauder.

If You Really Love Nothing

The Rover

Complications

Flight of Fancy

Stay in Touch

Interlude 1

Mountain Child

NYSMAW

Surveillance

Number 10

Party’s Over

Interlude 2

It Probably Matters


autor stipe07 às 08:38
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2018

Andrew Belle – Fade Into You

Andrew Belle - Fade Into You

Nascido em Chicago, no Illinois, Andrew Belle lançou o ano passado Dive Deep, um disco com canções escritas e compostas por um dos intérpretes mais importantes da indie pop atual no lado de lá do atlântico, um artista que conhece, com minúcia e destreza, como replicar um ambiente sonoro multicolorido e espetral, sendo claramente influenciado pela paisagem multicultural de Los Angeles, cidade onde Andrew vive atualmente. Agora, quase um ano depois do lançamento desse excelente registo, Andrew Belle acaba de revelar uma versão do clássico Fade Into You dos Mazzy Star.

Com um clima eminentemente etéreo e fortemente climático, a cover preserva a filosofia de um tema que fala sobre a necessidade que todos aqueles que vivem uma relação têm de se conectar do modo o mais empático possível com o outro, numa letra carregada de nostalgia e melancolia e à qual Belle, sem colocar em causa a estrutura meldódica do original, adicionou detalhes sonoros delicados e introspetivos que nos levam numa viagem bastante impressiva por um mundo muito peculiar e intimista. Confere...


autor stipe07 às 12:16
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