man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Throwing Muses - Moonlight Concessions
Os Throwing Muses acabam de lançar, hoje mesmo, um novo disco intitulado Moonlight Concessions, o décimo primeiro registo de originais da banda de Newport, em Rhode Island e que está em atividade desde mil novecentos e oitenta e um. Produzido pela própria Kristin Hersh nos estúdios Stable Sound Studio, de Steve Rizzo, em Portsmouth, Rhode Island, Moonlight Concessions tem um alinhamento de nove canções e viu a luz do dia com a chancela da Fire Records.

Os norte-americanos Throwing Muses de Kristin Hersh, David Narcizo e Bernard Georges são, sem qualquer dúvida, um nome fundamental do rock alternativo contemporâneo. Sempre disponíves para acompanhar as novas tendências e conseguindo um equilíbrio perfeito entre o seu adn e algumas nuances mais recentes, vão, disco após disco, mantendo uma vitalidade criativa apreciável, que ganha novo fôlego nesta coleção de canções que encontram o seu sustento no rock lo fi, no garage e também naquele punk rock mais sujo e visceral e, talvez por isso, o mais genuíno e eficaz.
De facto, composições como Drugstore Static, três minutos e meio de acusticidade crua e abrasiva, que encarnam uma curiosa conversa entre alguém sóbrio e uma personagem sob o efeito de alguma substância psicotrópica, ou, em alternativa, Libretto, e Summer Of Love, dois temas que têm o seu sustento melódico na aspereza vibrante de uma viola acústica, exemplarmente acompanhada por um violoncelo pleno de subtileza e diversos detalhes percussivos insinuantes, num resultado final bastante orgânico e cheio de personalidade, são duas faces de uma mesma moeda em que persiste, independentemente do estilo de cada composição, um frenesim sempre latente e um forte cariz lo fi, com as cordas a serem dedilhadas com uma aúrea de aspereza e rugosidade únicas, mas também com ímpar subtileza e charme, num disco que é, no seu todo, algo inebriante e que exala um salutar experimentalismo garage livre de constrangimentos.
A rugosidade das diversas camadas de cordas que se entrelaçam e se sobrepôem em South Coast, enquanto são entrelaçadas por diversos metais algo sombrios, a profunda delicadeza orgânica que exala de Theremini e a comoção ardente que transpira de Sally's Beauty, são outros momentos altos de um álbum pleno de poder e de fúria, mas também de subtileza e charme e onde uma Kristin Hersh nada poupada a debitar letras surrealistas, é, sem sombra de dúvida, o sustentáculo maior, enquanto nos leva a testemunhar mais uma leiva de delírios, daquela que é a grande mentora deste projeto que, reforçamos uma vez mais, é único e influente no panorama alternativo contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Summer Of Love
02. South Coast
03. Theremini
04. Libretto
05. Albatross
06. Sally’s Beauty
07. Drugstore Drastic
08. You’re Clouds
09. Moonlight Concessions
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Throwing Muses – Libretto
Como os leitores e ouvintes mais atentos certamente se recordam, no início do último mês de novembro demos aqui conta do conteúdo de Drugstore Static, um novo single dos norte-americanos Throwing Muses de Kristin Hersh, David Narcizo e Bernard Georges. Indicámos, também, que essa canção poderia muito bem ser a primeira amostra de um novo disco do projeto, que sucederia ao excelente álbum Sun Racket, um registo cuidadosamente dissecado pela nossa redação no outono de dois mil e vinte.

pic by Orrin Anderson
De facto, as nossas suspeitas iniciais confirmam-se quase três meses depois. Os Throwing Muses têm pronto um novo disco intitulado Moonlight Concessions, o décimo primeiro registo de originais da banda de Newport, em Rhode Island e que está em atividade desde mil novecentos e oitenta e um. Produzido pela própria Kristin Hersh nos estúdios Stable Sound Studio, de Steve Rizzo, em Portsmouth, Rhode Island, Moonlight Concessions terá um alinhamento de nove canções e vai ver a luz do dia a catorze de março, com a chancela da Fire Records.
Drugstore Static será uma das canções incluídas em Moonlight Concessions, assim como Libretto, o mais recente tema extraído do disco em formato single. Mostrando a habitual astúcia vocal de Hersh, Libretto é uma canção que tem o seu sustento melódico na aspereza vibrante de uma viola acústica, exemplarmente acompanhada por um violoncelo pleno de subtileza e diversos detalhes percussivos insinuantes, num resultado final bastante orgânico e cheio de personalidade. Confere...
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Throwing Muses - Sun Racket
O excelente registo Purgatory/Paradise de dois mil e treze, da autoria do mítico projeto Throwing Muses de Kristin Hersh, David Narcizo e Bernard Georges, já tem finalmente sucessor, para gaúdio dos fiéis seguidores desta mítica banda norte-americana. Sun Racket é o título do novo trabalho discográfico do trio de Rhode Island, um poderoso alinhamento de dez canções que viu a luz do dia no início do passado mês de setembro, à boleia da Fire Records.

Em pouco mais de meia hora, Sun Racket proporciona um verdadeiro festim para todos os amantes daquele punk rock mais sujo e visceral e, talvez por isso, o mais genuíno e eficaz. Distorções de guitarras em catadupa, espirais de batidas vigorosas proporcionadas por um baixo sempre inquietante, cascatas de ruídos e uma bateria que nunca se escusa a induzir o ritmo que a personalidade de cada canção exige, são os pontos fortes de um alinhamento que também pode ser considerado, de algum modo, como bipolar, à imagem de Hersch, diagnosticada com esse distúrbio desde os dezasseis anos quando conduzia uma bicicleta, foi atropelada e bateu violentamente com a cabeça no chão. Esse evento traumático, e que provocou tal distúrbio mental em Kristin, gerou na artista mudanças de comportamento imprevisíveis, algo constante ao longo de várias décadas, um processo doloroso que, de acordo com a própria autora, ainda hoje só alivia quando ela tansforma os estímulos que sente em canções e depois as grava.
De facto, não faltam em Sun Racket décibeis arrebatadores, mas também dedilhares orgânicos, quebras rítmicas e frenesim constante, em suma, instantes ora fortemente eletrificados ou claramente minimalistas e até, como é o caso de St. Charles, uma simbiose quase indelével, mas indesmentível, de toda esta cópula. No entanto, a matriz é sempre a mesma em todos os segundos do alinhamento; rock puro e duro, sem estigmas nem concessões ao mainstream. Por exemplo, logo a abrir o alinhamento, se Dark Blue uma composição entalhada por um vigoroso indie rock de forte cariz lo fi, está coberta por uma aúrea de aspereza e rugosidade únicas, nuances facultadas por guitarras plenas de poder e fúria, mas também de subtileza e charme, num resultado final inebriante, já Bo Diddley Bridge proporciona-nos comoção ardente, mas sem fazer relaxar o cerrar de punhos que os primeiros segundos de Sun Racket logo incentivaram.
É assim, no dorso de guitarras que oscilam entre o melódico e o distorcido e uma Kristin Hersh nada popupada a debitar letras surrealistas, que se sustenta um disco fascinante, assustador e viciante, enquanto nos leva a testemunhar os delírios e o sofrimento da grande mentora deste projeto único e influente do panorama alternativo contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Dark Blue
02. Bywater
03. Maria Laguna
04. Bo Diddley Bridge
05. Milk At McDonald’s
06. Upstairs Dan
07. St. Charles
08. Frosting
09. Kay Catherine
10. Sue’s
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Throwing Muses – Dark Blue

O excelente registo Purgatory/Paradise de dois mil e treze, da autoria do mítico projeto Throwing Muses de Kristin Hersh, David Narcizo e Bernard Georges, já tem finalmente sucessor, para gaúdio dos fiéis seguidores desta mítica banda norte-americana. Sun Racket é o título do novo trabalho discográfico do trio de Rhode Island e irá ver a luz do dia a vinte e dois de maio próximo, à boleia da Fire Records.

Dark Blue é o primeiro single divulgado do alinhamento de Sun Racket, o décimo disco dos Throwing Muses, uma composição entalhada por um vigoroso indie rock de forte cariz lo fi, coberta por uma aúrea de aspereza e rugosidade únicas, nuances facultadas por guitarras plenas de poder e fúria, mas também de subtileza e charme, num resultado final inebriante. Confere Dark Blue e o alinhamento de Sun Racket, já forte candidato a um dos discos de eleição de dois mil e vinte...
01 Dark Blue
02 Bywater
03 Maria Laguna
04 Bo Diddley Bridge
05 Milk At McDonald’s
06 Upstairs Dan
07 St. Charles
08 Frosting
09 Kay Catherine
10 Sue’s
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Wind In Sails – Morning Light
Editado a vinte e quatro de fevereiro último, Morning Light é o novo disco do projeto a solo de Evan Pharmakis intitulado Wind In Sails, um trabalho que viu a luz do dia por intermédio do consórcio Equal Vision Records / Headphone Music e que, de acordo com as intenções do autor, está cheio de canções honestas e que pretendem transmitir uma mensagem positiva e inspiradora. Na verdade, em onze canções apenas e com uma viola debaixo do braço, este músico norte americano, oriundo de Newport em Rhode Island, mostra ser exímio na criação de melodias que transmitam sensações onde a nostalgia do nosso quotidiano se reveja.

As canções de amor nunca passam de moda por muito que haja quem aprecie reforçar o cariz algo frágil e ingénuo da temática. São canções que ficam sempre bem quando são cantadas de modo emotivo e particularmente profundo e sentido como é o caso de Evan, que consegue, com a mesma certeza e simplicidade ,em temas como Push and Shove ou Lucid State, abordar o lado mais exuberante e luminoso dos afetos e, em belíssimos e sentidos instantes sonoros como Keeping Count ou Hanging Over You, oferecer-nos a sua visão mais sombria e comtemplativa das relações humanas.
A guitarra, na sua versão acústica, é, como já referi, o amigo fiel de Wind In Sails, uma extensão viva e inteligente do seu próprio coração, já que não é preciso um grande esforço para sentir vida no modo com as cordas vibram e se entrelaçam com a percurssão para criar lindíssimas melodias, capazes de emocionar o ser mais incauto, sempre harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e que não descuram, por exemplo em The Mess We're In, um certo toque psicadélico e uma toada folk que em Murder Backwards e Set Adrift plasmam um charme indisfarçável muito bem replicado e bastante recomendável.
As canções de Wind In Sails estão cobertas por uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica indisfarçáveis. Morning Light está imbuído de uma enorme beleza melódica, escuta-se com enorme fluidez, há um encadeamento claro, uma noção de sequencialidade e uma relação clara entre as canções. A postura vocal de Pharmakis, sempre exuberante e capaz de deambular por diferentes tons e registos sem preder a emotividade nas sensações que transmite, é perfeita para encarnar este cosmos temático e em certos momentos é fantástico o modo como mistura harmoniosamente a exuberância acústica das cordas com a sua voz confessional, sendo esse um detalhe precioso no modo como Morning Light se mostra um álbum ameno, íntimo, cuidadosamente produzido e arrojado no modo como exala uma enorme elegância e sofisticação.
Em Morning Light Evan Pharmakis assume um rumo muito próprio para este projeto Wind In Sails, avançando em passo acelerado em direção a uma maturidade fortemente espiritual, onde subsiste um ideal de leveza e cor constantes, como se ele quisesse transmitir ao mundo inteiro, com elevado e profundo sentido de urgência que se elogia, todas as sensações positivas e os raios de luz que fazem falta aos nossos dias, seduzindo pela forma genuína e simples como retrata eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro com um enorme e intrincado bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...

01. Push And Shove
02. Keeping Count
03. Level Head
04. Lucid State
05. Murder Backwards
06. Side By Side
07. Hanging Over You
08. Set Adrift
09. The Mess We’re In
10. Heart To Focus
11. Wild Child