music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Outro dos grandes destaques da edição deste ano do Record Store Day foi, claramente, a edição em formato vinil de sete polegadas de dois novos temas de Modest Mouse, uma edição pensada em exclusivo para esta iniciativa anual amplamente publicitada neste espaço e que é marcada pela chegada de vários álbuns e singles, em edição limitada, às lojas de discos, um pouco por todo o mundo.
Assim, se na altura da efeméride, no início deste mês, ficámos a conhecer Poison The Well, o lado a do referido lançamento deste projeto de Portland, agora já é possível escutar I'm Still Here, o b side do lançamento, uma canção que navega à boleia de um garage rock incisivo e vibrante, feito de uma estreita ligação entre a bateria e guitarras carregadas de fuzz, uma opção estilística que salvaguarda alguns dos melhores detalhes da herança sonora do grupo.
Esta edição em exclusivo para o Record Store Day é a primeira de Modest Mouse após o álbum Strangers To Ourselves de dois mil e quinze, não havendo ainda nenhuma previsão de novo registo do projeto, apenas o anúncio de uma digressão com os The Black Keys a partir de setembro próximo. Confere...
Um dos grandes destaques da edição deste ano do Record Store Day é, claramente, Everybody Here Hates You, uma nova canção da australiana Courtney Barnett, divulgada em exclusivo para esta iniciativa anual, amplamente publicitada neste espaço e que é marcada pela chegada de vários álbuns e singles, em edição limitada, às lojas de discos, um pouco por todo o mundo.
A canção viu a luz do dia em formato vinil de sete polegadas, com artwork desenhado pela própria Barnett e impressiona pelo charme algo displiscente mais feliz como a autora parece desprezar todos aqueles que a julgam constantemente, fazendo-o através de um clima sonoro que entre a folk mais experimental e a psicadelia, exala um travo algo boémio, com um realismo ímpar. Everybody Here Hates You tem no lado b Small Talk, uma composição que a autora já tinha guardada na gaveta desde o ano passado. Confere...
Pouco mais de dois anos depois do excelente Oczy Mlody e de uma coletânea com os maiores êxitos da carreira com a chancela da Warner Brothers Records, os The Flaming Lips de Wayne Coyne estão de regresso com King's Mouth, um registo de doze canções que a banda assume ser um álbum conceptual baseado no estúdio de arte com este nome que esta banda de Oklahoma abriu há quatro anos e que tem com uma das principais atrações que os visitantes podem usufruir, um espetáculo de luzes LED de sete minutos que falam de um rei gigante bebé que quando cresceu fê-lo de tal modo que sugou para dentro da sua enorme cabeça todas as auroras boreais.
King’s Mouth, o décimo quinto disco da carreira dos The Flaming Lips, lançado no âmbito da edição deste ano do Record Store Day, é sobre este rei disforme que morre quando tenta salvar o seu reino de uma avalanche de neve apocalíptica, acabando por sucumbir no meio dela. Após a morte, a sua cabeça enorme transforma-se numa espécie de fortaleza de aço pela qual os seus súbditos podem trepar e entrar pela boca, chegando, assim, às estrelas enquanto contemplam toda a imensidão de luzes e cores que em vida esse rei sugou enquanto se tornava maior e atingia a maioridade.
Dado este mote lírico, incubado pela mente de um Coyne que é, claramente, um dos artistas mais criativos do cenário indie contemporâneo, a componente musical começou com uma mescla de sons e melodias abstratas que acabaram por se transformar num disco, apesar de esses não serem os objetivos iniciais do grupo. Mick Jones dos Clash e o coletivo Big Audio Dynamite narrariam as melodias e a história acima, descrita sucintamente, mas a verdade é que um mês depois de os The Flaming Lips colocarem mâos à obra estava pronto um álbum que acaba por nos oferecer mais uma verdadeira orgia lisérgica de sons e ruídos etéreos que nos catapultam, em simultâneo, para duas direções aparentemente opostas, a indie pop etérea e psicadélica e o rock experimental.
De facto, nas cordas de Sparrow, nos efeitos etéreos e nas nuvens doces de sons que parecem flutuar em Giant Baby, na suavidade flourescente de How Many Times, na sombria agregação de ruídos e samples que abastecem Electric Fire, na inflamante rugosidade do baixo e das distorções que vagueiam por Feedaloodum Beedle Dot e, principalmente, na cósmica puerilidade de All For The Life Of The City, somos convidados a contemplar um extraordinário tratado de indie pop etérea e psicadélica. Tendo esta natureza hermética, King's Mouth afirma-se num bloco de composições que são mais do que partes de uma só canção de enormes proporções, porque além de existir neste alinhamento diversidade e heterogeneidade, cada composição tem um objetivo claro dentro da narrativa, compartimentando-a e ajudando assim o ouvinte a perceber de modo mais claro toda a trama idealizada.
King's Mouth conduz-nos, então, numa espécie de viagem apocalíptica, onde Coyne, sempre consciente das transformações que foram abastecendo a musica psicadélica, assume o papel de guia e conta-nos uma história simples, mas repleta de metáforas sobre a nossa contemporaneidade, servindo-se ora de composições atmosféricas, ora de temas de índole mais progressiva e agreste e onde também coabitam marcas sonoras feitas com vozes convertidas em sons e letras e que praticamente atuam de forma instrumental. No final, tudo é dissolvido de forma aproximada e homogénea, através de sintetizadores cósmicos e guitarras experimentais, sempre com enorme travo lisérgico, num resultado final que ilustra na perfeição o cariz poético dos The Flaming Lips, um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade e sempre capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...
01. We Dont Know How a´And We Don’t Know Why 02. The Sparrow 03. Giant Baby 04. Mother Universe 05. How Many Times 06. Electric Fire 07. All For The Life Of The City 08. Feedaloodum Beedle Dot 09. Funeral Parade 10. Dipped In Steel 11. Mouth Of The King 12. How Can A Head
Os The War On Drugs de Adam Gradunciel já eram sinónimo de saudade na redação de Man On The Moon, até porque não davam sinais de vida desde o excelente Lost In The Dream, editado há cerca de três anos. Refiro-me a um projeto norte americano cuja sonoridade descomprometida e apimentada com pequenos delírios acústicos foi aos poucos transformando-se numa referência para vários artistas em início de carreira e que está de regresso em 2017 com um novo registo de originais. Mas para já, enquanto o novo disco não chega, Gradunciel produziu especialmente para o Record Store Day deste ano Thinking Of A Place, um tema que encarna onze minutos que são uma verdadeira vibe psicadélica e poeticamente melancólica, com uma progressão interessante e onde vão sendo adicionados diversos arranjos, sintetizadores a batidas que adornam as guitarras e a voz, com um resultado muito atrativo e cativante para o ouvinte. Confere...
Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais importantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.
Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; No passado dia dezanove de abril, no último Record Store Day, foi editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinyl e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.
No alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, é possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.
No Record Store Day, o baixista Mike Mills esteve a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que aprecies a sugestão...
01. Half A World Away 02. Disturbance At The Heron House 03. Radio Song 04. Low 05. Perfect Circle 06. Fall On Me 07. Belong 08. Love Is All Around 09. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine) 10. Losing My Religion 11. Pop Song 89 12. Endgame 13. Fretless 14. Swan Swan H 15. Rotary 11 16. Get Up 17. World Leader Pretend 18. All The Way To Reno (You’re Gonna Be A Star) 19. Electrolite 20. At My Most Beautiful 21. Daysleeper 22. So. Central Rain (I’m Sorry) 23. Losing My Relion 24. Country Feedback 25. Cuyahoga 26. Imitation Of Life 27. Find The River 28. The One I LOve 29. Disappear 30. Beat A Drum 31. I’ve Been High 32. I’ll Take The Rain 33. Sad Professor
O canadiano Chad Vangaalen prepara-se para regressar aos discos com Shrink Dust, o novo trabalho de estúdio do músico, com data de lançamento anunciada para vinte e nove de Abril, através da Sub Pop Records. No entanto, como sucedeu o Record Store Day, Chad não quis deixar passar e efméride em claro e, no âmbito do evento, divulgou um EP com quatro canções intitulado I Want You Back e também editado por intermédio da Sub Pop Records.
As quatro canções do EP são curtas e com uma sonoridade muito crua, com destaque para o rock visceral do tema homónimo, que conta com a participação especial do coletivo Xiu Xiu. Após o instante acústico intitulado Candle chega It Must Be Alright, um breve passeio pela essência do melhor rock psicadélico. O EP termina com She Calls For Me, mais uma canção onde fica explícita a habitual toada experimental e fortemente sintetizada, mas que nunca se entrega ao exagero, que Chad habitualmente propôe. Confere...
01. I Want You Back 02. Candle 03. It Must Be Alright 04. She Calls For Me
Na passada sexta feira, no âmbito do evento Record Store Day, Jack White deu a conhecer o single Lazaretto enquanto eram impressas em Nashville, nas instalações da Third Man Records, a sua editora, cópias em vinil do tema, que tinha como lado B uma cover de The Power Of My Love, um original de Elvis Presley. Todo o processo decorreu em menos de quatro horas e fez com que a façanha ganhasse o título de The World’s Fastest Studio-to-Store Record.
Agora, alguns dias depois, o músico apresenta a mesma canção na versão de estúdio, ou seja, aquela que fará parte de Lazaretto, o próximo disco de Jack White. No tema, White arrisca alguns acordes de guitarra com um certo cariz funk, mas a habitual assinatura impressa a rock de garagem feito com uma forte pitada de blues é o grande sustento da canção. Confere...
Os The Flaming Lips de Wayne Coyne são uma presença habitual nas edições do Record Store Day e na edição de 2014 marcaram a sua presença com 7 Skies H3, um EP com dez canções, onde se destaca o single honónimo.
A canção 7 Skies H3 já havia sido divlgada pelos The Flaming Lips no Halloween de 2011 e a versão da altura era um tema megalómano com a exata duração de vinte e quatro horas, que foi vendido no formato Pen Drive, incrustradas em caveiras humanas, tendo sido vendidos dezassete exemplares dessa edição especial ao preço unitário de cinco mil doláres.
Três anos depois o coletivo de Oklahoma recupera a canção para a edição deste ano do Record Store Day e reduz a sua duração para uns meros quarenta e três minutos, divididos em dez temas, misturados por Dave Fridmann com o apoio de Michael Ivins. Como é de esperar e a sequência do que os The Flaming Lips propuseram em The Terror, 7Skies H3 baseia-se em composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e onde tudo é dissolvido de forma aproximada e homogénea. A habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral que diz tanto a Coyne, tem vindo a oscilar, desta vez, entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock.
A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. O artwork desta edição em vinil é da autoria de George Salsibury. Espero que aprecies a sugestão...
01. 7 Skies H3 (Can’t Shut Off My Head) 02. Meepy Morp 03. Battling Voices From Beyond 04. In A Dream 05. Metamorphosis 06. Requiem 07. Meepy Morp (Reprise) 08. Riot In My Brain!! 09. 7 Skies H3 (Main Theme) 10. Can’t Let It Go
Os britânicos Coldplay de Chris Martin estão quase a regressar aos discos com Ghost Stories, o sexto álbum da carreira do grupo e que será editado, via Parlophone, no próximo mês de maio. O primeiro indício deste álbum foi tornado público a vinte e cinco de fevereiro último quando os Coldplay revelaram um teaser do álbum onde se incluia Midnight, um dos temas do alinhamento de Ghost Stories.
No passado dia dezanove de abril, no âmbito da efeméride Record Store Day, os Coldplay lançaram uma edição em vinil do tema, escrito a meias com Jon Hopkins e com um lindíssimo artwork feito com uma gravura de água com três leões e uma figura humana, da autoria de Mila Furstova. Sonoramente, Midnight assenta num sintetizador vibrante e cheio de efeitos luminosos, numa voz também sintetizada e numa percussão bastante vincada, mas com alguns arranjos, nomeadamente do piano, a conferirem o habitual cariz pop, épico e melancólico dos Coldplay. Confere...
No dia vinte e nove de abril vai chegar às lojas Indie Cindy, o novo disco dos Pixies de Black Francis e o primeiro longa duração da banda em vinte e três anos e, na verdade, uma súmula de dois EPs que o grupo editou em 2013 e que fui dando conta no blogue, aqui e aqui.
Quem comprou a pré-edição especial do disco no último Record Store Day foi surpreendido com um vinil de 7" com uma nova canção chamada Women Of War e que não faz parte do alinhamento de Indie Cindy. Confere...
Naturais de Perth e liderados pelo multi instrumentista Kevin Parker, os Tame Impala são um dos grandes destaques do dia de hoje, data em que se celebra a edição de 2014 do Record Store Day. No âmbito desta efeméride é hoje editado Live Versions, um novo EP dos Tame Impala, composto por gravações ao vivo.
Do alinhamento do EP constam nove temas captados num concerto do ano passado em Chicago e, segundo Kevin Parker, pretendem ilustrar o quanto ficam diferentes as canções ao vivo comparadas com as versões de estúdio. De acordo com o press release do alnçamento, o objectivo é dar aos fãs algo que ainda não possuam; algo que apenas tenham experienciado num concerto dos Tame Impala.
Tendo como principal trunfo a capacidade que demonstram em replicar a psicadelia que surgiu na década de sessenta e adicionar outras sonoridades atuais, mais coloridas e aprimoradas, os Tame Impala são uma das bandas fundamentais do universo sonoro alternativo atual e Innerspeaker e Lonerism os discos da banda australiana que forneceram a matéria-prima de Live Versions.
Este EP é um excelente aperitivo para a atuação que os Tame Impala têm prevista dia deassete de Julho no Meco, por ocasião do Super Bock Super Rock. Confere...
01. Endors Toi 02. Why Won’t You Make Up Your Mind 03. Sestri Levante 04. Mind Mischief 05. Desire Be Desire Go 06. Half Full Glass 07. Be Above It 08. Feels Like We Only Go Backwards 09. Apocalypse Dreams
Em 2013 os Cut Copy editaram o álbum Free Your Mind e estão de regresso para publicar um single no âmbito do Record Store Day, a dezanove de abril próximo. O lado A da rodela chama-se In These Arms Of Love e o lado B Like Any Other Day. O primeiro tema acaba de ser partilhado pela banda, uma canção expansiva, que aposta num ambiente com uma elevada toada épica, cheia de reverb e sintetizadores. Confere...
The single is out 4/19, Record Store Day, on Modular.
Os The Snow são um novo super grupo formado por elementos influentes de algumas das bandas mais importantes do cenário musical atual que aposta na new wave e no post punk, nomeadamente Dustin Payseur, dos Beach Fossils, Jack Tatum dos Wild Nothing e Andreas Lagerström dos Holograms.
O Record Store Day foi o evento e momento escolhido para os The Snow editarem o seu primeiro single, que já está disponível para audição. O tema chama-se Memory Loss e, como seria de esperar, assenta numa melodia bastante contemplativa e melancólica, feita com um baixo vibrante, guitarras etéreas e um certo reverb na voz.
Memory Loss tem como lado b uma canção chamada Joy Of Life e, como já referi, será editado em formato single a dezanove de abril, o Record Store Day, através da Captured Tracks. Confere...
A Lefse Records vai editar no próximo Record Store Day The Space Project, uma compilação de canções que poderiam ter chegado até nós vindas do outro lado do universo. Há quase um mês dei conta de Worms, a contribuição de Youth Lagoon para este trabalho e agora chegou a vez de vos sugerir Always Forgetting With You (The Bridge Song), a oferenda dos Spiritualized de Jason Pierce, sob o pseudónimo Mississippi Space Program, para esta curiosa iniciativa.
Esta canção é mais um bom exemplo de variações eletromagnéticas emanadas por planetas, ruídos intergaláticos e uma série de elementos que ao serem posicionados de forma correta se transformam em música. O tema segue a linha condutora de Sweet Heart, Sweet Light, o último disco da banda britânica, na medida em que que nos permite aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações pop e onde tudo soa utopicamente perfeito. Confere...
Membro dos Vivian Girls, Crystal Stilts e Dum Dum Girls, Frankie Rose também editou, a solo, nos últimos anos, alguns discos que são verdadeiras pérolas de indie pop e agora é, também, uma das metades de uma dupla chamada Beverly. A outra metade deste projeto chama-se Drew Citron, que também toca numa banda de Nova Iorque chamada Avan Lava.
Nas Beverly, Citron é a grande responsável pela escrita e cabe a Rose o processo de composição, quase sempre assente em arranjos delicados e muito melódicos. Honey Do, o mais recente tema divulgado das Beverly, é um bom exemplo disso, uma canção que fará parte da compilação que a Kanine Records prepara para o próximo Record Store Day. Confere...
Os The Flaming Lips não param de nos surpreender. Depois de The Terror, era imensa a curiosidade em perceber qual seria o novo rumo sonoro desta banda de Oklahoma, já que há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo lançamento reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. The Terror, o último trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne, foi mais um capítulo desta saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka).
Agora, a banda voltou a entrar em estúdio com David Fridman, para compôr dois temas para a banda sonora de Ender's Game, uma adaptação ao cinema do romance de ficção científica com o mesmo nome, escrito por Orson Scott Ward. As sessões de gravação foram tão produtivas que a banda decidiu não compôr apenas duas músicas mas apresentar um EP chamado Peace Sword, que tem seis canções e que são um pouco mais luminosas e abertas que o conteúdo sonoro de The Terror, apesar de manterem a essência.
As canções Peace Sword (Open Your Heart) e Think Like A Machine, Not A Boy, foram as primeiras criadas nestas sessões, mas já é possível ouvir o conteúdo integral do EP, que chegou aos escaparates a vinte e nove de outubro, em formato CD e vinil, numa edição especial da Record Store Day - Black Friday, via Warner Brothers. Confere...
01. Peace Sword (Open Your Heart) 02. If They Move, Shoot Em’ 03. Is The Black At The End Good 04. Think Like A Machine, Not A Boy 05. Wolf Children 06. Assassin Beetle – The Dream Is Ending
Numa espécie de parceria entre a iniciativa Record Store Day e o Black Friday, que ocorre sempre na sexta feira a seguir ao feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos da América, os californianos Silversun Pickups editaram no passado dia vinte e nove de novembro um vinil de dez polegadas intitulado Let It Decay.
Falo de uma edição limitada que tem como tema principal a canção título do lançamento e como lado b Working Title, um tema que sobrou das sessões de gravação de Neck Of The Woods, o último longa duração desta banda de Los Angeles, que divulguei há cerca de ano e meio.
A propósito deste lançamento e da iniciativa, Brian Aubert, o líder da banda, declarou: Record Store Day (now Days) has always been important to us. We’ve been lucky enough to play special acoustic shows in independent record stores all over the globe. We get to know these places and feel quite blue when we return and they are no longer open. We believe strongly in the importance of these places and will always do whatever we can to help support these stores. Confere...
Liderados pelo simpático Tim Crabtree, os canadianos Paper Beat Scissors lançaram recentemente, por intermédio da Forward Music Group e relacionado com o evento Record Store Day, uma edição em vinil, limitada a trezentos exemplares, de Tendrils - Live At St. Matthew's Church. Produzido pelo próprio Tim Crabtree, o disco inclui apenas dois temas, Tendrils na lado A e Onwards no lado B e ambos foram gravados ao vivo na igreja de St. Matthews, em Halifax, na Nova Escócia, durante um festival de jazz que aí se realizou, no passado dia onze de julho e contaram com a participação especial dos Clogs, uma banda de Nova Iorque que costuma colaborar com os The National e com os My Brightest Diamond, nas vozes, em Tendrils.
Além do vinil com as duas canções, o 45RPM traz um postal com um lindíssimo artwork da autoria da artista Sydney Smith, que inclui im código que possibilita três vezes o download, no site da etiqueta Forward Music Group, dos sete temas que a banda tocou nesse concerto.
Agradeço ao Tim pelo envio do meu exemplar que já chegou e enriqueceu imenso a minha coleção discográfica e desejo-lhe o maior sucesso na digressão europeia que os Paper Beat Scissors estão a iniciar. Espero que aprecies a sugestão...
A série de reedições comemorativas dos R.E.M., a melhor banda da história do rock alternativo, continuará no dia catorze de maio com o álbum Green (1988), que completa 25 anos e foi o primeiro trabalho lançado pela multinacional Warner, depois dos primeiros seis álbuns da banda terem visto a luz doa por intermédio da independente I.R.S..
Com a edição remasterizada do álbum original, chegará brevemente um segundo disco com vinte e uma canções gravadas ao vivo, no dia dez de novembro de 1989, em Greensboro (Carolina do Norte, EUA). Mas, para já, enquanto esse longa duração ao vivo não chega, acaba de ser lançada uma edição comemorativa do Record Store Day, que decorreu ontem um pouco por todo o mundo, o EP Live in Greensboro com cinco canções retiradas desse concerto. Espero que aprecies a sugestão...
01. So. Central Rain (I’m Sorry) 02. Feeling Gravity’s Pull 03. Strange 04. King Of Birds 05. I Remember California
Ekki Múk, o novo single dos Sigur Rós e que fará parte do alinhamento de Valtari, o próximo disco da banda e que chegará no dia vinte e oito de maio aos escaparates, já foi editado e traz consigo o b sideKuistur.
Ekki Múkk representa um regresso às origens estáticas dos primeiros discos, expressão que em islandês, significa nenhuma gaivota, o que ajuda a perceber um pouco melhor o extraordinário vídeo da canção.
01. Ekki Múkk 02. Kuistur
Para celebrar o Record Store Day, que aconteceu no passado dia 21 de abril, os Arcade Fire lançaram um vinil de doze polegadas com remisturas das músicas Sprawl II e Ready To Start, ambas presentes no último álbum da banda, The Suburbs. As remisturas são da autoria da própria banda e do produtor Damian Taylor e foram editadas através da Merge Records.
01. Sprawl II (Mountains Beyond Mountains) 02. Ready To Start
No mesmo Record Store Day, Laura Marling lançou um EP com duas músicas. O disco teve apenas mil cópias e no lado a está a canção Flicker And Fail e no lado bTo Be A Woman. Confere abaixo versões ao vivo das duas músicas do novo EP.
01. Flicker And Fail 02. To Be A Woman
Quem também comemorou o Record Store Day foram os M83 com o lançamento de uma edição limitada em vinil de sete polegadas do singleMirror, retirado do recente Hurry Up, We're Dreaming.
Ainda ontem escrevi sobre A Wasteland Companion, o novo disco de Matthew Stephen Ward, um dos nomes mais aclamados da folk norte amricana. O disco já tem também um single editado, como referi no texto, a canção Primitive Girl que agora divulgo.
01. Primitive Girl (Single Version) 02. The Twist 03. Roll Over Beethoven