Depois da devastação provocada pelo furacão Dorian em algumas regiões das Caraíbas, com especial enfoque no arquipélago das Bahamas, foram várias as iniciativas do meio artístico com vista à angariação de fundos para os milhares que sofreram com esse fenómeno natural. Os R.E.M. foram um desses casos mais visíveis, com a divulgação de uma canção do grupo que estava guardada há quase vinte anos e à espera do momento certo para se revelar.

Fascinating é o nome desse tema inédito da banda de Athens, na Georgia, uma composição gravada em dois mil e um nos Compass Point Studions, em Nassau, capital das Bahamas, durante as sessões de Around The Sun, o décimo terceiro álbum da carreira dos R.E.M. e que esteve para fazer parte do alinhamento do álbum seguinte, Reveal, editado três anos depois.
À época Fascinating era um dos temas preferidos de Michael Stipe de todas as composições que os R.E.M. estavam a compôr mas, por motivos pouco claros, acabou por não fazer parte de Reveal. Seja como for, esta belíssima melodia, assente num piano suplicante, uma batida sintetizada suave e vários efeitos borbulhantes, onde não faltam sopros, revelou-se em boa hora, com as receitas da sua venda, cerca de dois dólares, a reverterem para a fundação Mercy Corps, uma das mais ativas na ajuda imediata às vitimas do furacão e no apoio futuro à reconstrução das Bahamas. Confere...
“We first became aware of Mercy Corps around the time of Hurricane Katrina, and we supported their efforts to help in that situation, I spend a lot of time every year in the Abaco Islands, which was literally ground zero for this disaster. I know a lot of people who lost everything—their homes, their businesses, literally everything they own is gone. I approached [R.E.M. manager] Bertis [Downs], and said, ‘ want to do something as a band to help out however we can. He suggested Mercy Corps, and I said, ‘That’s great—they’re a great organization.” (Mike Mills, baixista dos R.E.M.).

Hoje não é dia de escrever críticas a discos, ou de partilhar notícias e singles novos. Hoje é dia de celebrar e comemorar tudo aquilo que a vida me deu, com a banda sonora que sempre ouço nos dias catorze de maio, desde 1993.
Clássico intemporal e, no meu caso, um lema e um manual existencial, Man On The Moon, a canção da minha vida, viu a luz do dia, em formato single, a vinte e um de novembro de mil novecentos e noventa e dois, faz precisamente hoje, dia vinte e um de novembro de dois mil e dezassete, vinte e cinco anos. Composição que dá nome a este blogue e ao respetivo programa de rádio na Paivense FM e para alguns uma espécie de alcunha minha, já que é rápida a associação que fazem entre esta música e a minha pessoa, tem um significado muito próprio para a minha história pessoal, já que foi e ainda é a banda sonora principal dos últimos vinte e cinco anos da minha vida.
Recentemente, à publicação New Musical Express, Bill Berry, o baixista dos R.E.M., explicou de modo muito detalhado toda a história que envolve esta canção, desde o modo como ela nasceu e foi concebida, até ao ideário que pretende transmitir, terminando na descrição sobre o modo como o icónico vídeo dessa canção foi idealizado e concebido.

Terminada no último dia de gravações de Automatic For The People num estúdio em Seattle, Man On The Moon, uma obra de arte índie, começou por ser uma demo instrumental intitulada C to D Slide, criada numa guitarra pelo baterista Bill Berry, á qual Michael Stipe juntou, mais tarde, uma das suas melhores letras. E fê-lo por exigência dos restantes membros da banda que achavam que aquela melodia tinha uma história muito significativa para contar.
Assim, com conceitos como crença, jogo, dúvida, conspiração e verdade na mente e com Andy Kaufman, um entertainer famoso e controverso na América dos anos setenta que Stipe admira profundamente, a servir de fio condutor de todos eles, Michael colocou-nos a todos a pensar no que seria a nossa vida hoje se Charles Darwin não tivesse tido a coragem de colocar em causa algumas verdades insofismáveis ou se, no pacote das mesmas e de modo mais alegórico, se a aterragem na lua, a passagem de Moisés por um mar vermelho seco ou a morte de Elvis e do próprio Kaufman, realmente sucederam. E ele fez isso com o propósito claro de nos mostrar que mais importante que a aleatoriedade do jogo (Monopoly, twenty-one, checkers, and chess... Let's play Twister, let's play Risk) todas essas teorias ou questões metafísicas que muitas vezes nos turvam a visão e nos tolhem a mente, é aquilo que guardamos dentro de nós e a força que temos para acreditar nas nossas virtudes e, desse modo, nunca desistirmos de atingir os nossos maiores sonhos que define o nosso destino.
If you believe there's nothing up his sleeve, then nothing is cool.
Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o tempo em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.

No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.
Murmur (1983), o longa duração que abriu essa odisseia extraordinária e sucessor do excelente EP Chronic Town (1982), é um álbum fundamental da história do rock alternativo da década, um disco que teve direito a uma extensa digressão por território norte-americano, com algumas atuações e concertos memoráveis, não só perante público, mas também em alguns estúdios de rádios.
Um desses espetáculos que foi gravado e recentemente revisto em edição remasterizada com a edição a ter o nome de R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered), sucedeu em Boston, a treze de julho de mil novecentos e oitenta e três, no mítico Paradise Rock Club, vinte e duas canções das quais se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda, mas também temas como Sitting Still, Catapult ou Pretty Persuasion e algumas versões de clássicos da música norte americana, nomeadamente uma adaptação curiosa de California Dreamin' dos The Mamas & The Papas, entre outros. Este cardápio é absolutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...

Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o período em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.
No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.
Hoje mesmo, no dia em que escrevo estas linhas, nove de abril de 2015, passam trinta e um anos do lançamento de Reckoning, o segundo álbum da banda. Este período entre o EP Chronic Town, lançado a vinte e quatro de agosto de 1982 e o álbum Document, editado a vinte e um de março de 1987, foi um tempo em que a banda viveu permanentemente, sem pausas, a dividir-se entre o palco e o estúdio, tendo sido o seu espaço temporal mais profícuo e criativo, com centenas de concertos, algumas digressões europeias, cinco álbuns de estúdio, além desse EP de estreia e um catálogo imenso registado pelo grupo e pelos fãs que, muitos anos depois, ainda reserva algumas surpresas.
Em 2007 or R.E.M. passaram finalmente a fazer parte do Rock 'N' Roll Hall of Fame e a publicação Online Athens, na ocasião, produziu o documentário R.E.M. In The Hall, que inclui os melhores momentos dessa cerimónia e uma caixa digital intitulada R.E.M. Rarities Jukebox. São vinte e uma canções disponíveis para download gratuíto e quase todas captadas ao vivo. Delas destacam-se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda e algumas versões de clássicos da música norte americana como Ive Got you Babe, Steppin Stone ou Louie Louie, entre outros.
Este cardápio é aboslutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...

Pouco mais de três anos após a separação dos R.E.M., dois anos e poucos dias após a última aparição vocal em público, com Chris Martin no evento The Concert For Sandy Relief, em doze de dezembro de 2012 e poucos dias apos ter anunciado no programa da cadeia de televisão norte american da CBS This Morning que iria voltar a cantar em público e talvez em breve, (I will sing again... Not soon … maybe … I don’t know), eis que Michael Stipe voltou a cantar. Fê-lo há dois dias, na abertura de um concerto da sua amiga Patti Smith, no Webster Hall de Nova Iorque.
Stipe cantou seis temas; New Test Leper, um dos meus temas preferidos de New Adventures In Hi-Fi e Saturn Return, canção que faz parte do alinhamento de Reveal. Os outros quatro temas foram covers, destacando-se a do single Hood de Perfume Genius, um artista que Stipe já elogiou publicamente várias vezes e Lucinda Williams, uma canção escrita pelo cantor e compositor Vic Chesnutt. Confere...
SETLIST:
01 “Lucinda Williams” (Vic Chesnutt cover)
02 “Theme From New York, New York” (Frank Sinatra/Liza Minnelli cover)
03 “Wing” (Patti Smith cover)
04 “Saturn Return”
05 “Hood” (Perfume Genius cover)
06 “New Test Leper”

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais importantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.
Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; No passado dia dezanove de abril, no último Record Store Day, foi editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinyl e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.
No alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, é possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.
No Record Store Day, o baixista Mike Mills esteve a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que aprecies a sugestão...

01. Half A World Away
02. Disturbance At The Heron House
03. Radio Song
04. Low
05. Perfect Circle
06. Fall On Me
07. Belong
08. Love Is All Around
09. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
10. Losing My Religion
11. Pop Song 89
12. Endgame
13. Fretless
14. Swan Swan H
15. Rotary 11
16. Get Up
17. World Leader Pretend
18. All The Way To Reno (You’re Gonna Be A Star)
19. Electrolite
20. At My Most Beautiful
21. Daysleeper
22. So. Central Rain (I’m Sorry)
23. Losing My Relion
24. Country Feedback
25. Cuyahoga
26. Imitation Of Life
27. Find The River
28. The One I LOve
29. Disappear
30. Beat A Drum
31. I’ve Been High
32. I’ll Take The Rain
33. Sad Professor
Get More: R.E.M., I've Been High (Unplugged), Music, More Music Videos

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais improtantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.
Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; A dezanove de abril, no próximo Record Store Day, será editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinil e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.
Do alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, será possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.
No Record Store Day, o baixista Mike Mills estará a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que a mesma não demore muito a chegar a Portugal.

1991 Unplugged
Side One
1."Half A World Away"
2."Disturbance at the Heron House"
3."Radio Song"
4."Low"
Side Two
1."Perfect Circle"
2."Fall on Me"
3."Belong"
4."Love Is All Around"
Side Three
1."Its The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)"
2."Losing My Religion"
3."Pop Song 89"
4."Endgame"
Side Four
1."Fretless"*
2."Swan Swan H"*
3."Rotary 11"*
4."Get Up"*
5."World Leader Pretend"*
2001 Unplugged
Side Five
1."All The Way To Reno (You're Gonna Be a Star)"
2."Electrolite"
3."At My Most Beautiful"
4."Daysleeper"
Side Six
1."So. Central Rain (I'm Sorry)"
2."Losing My Religion"
3."Country Feedback"
4."Cuyahoga"
Side Seven
1."Imitation of Life"
2."Find the River"
3."The One I Love"*
4."Disappear"*
Side Eight
1."Beat a Drum"*
2."I've Been High"*
3."I'll Take the Rain"*
4."Sad Professor"*
* (Not included in original television broadcast )
Formados já em 2009, os Tired Pony são uma espécie de super grupo já que contam na sua formação com alguns nomes ilustres de outras bandas bastante conhecidas do universo sonoro musical indie e alternativo, quer britânico quer norte americano. Assim, da sua formação constam Gary Lightbody dos Snow Patrol, Peter Buck dos extintos R.E.M. e Richard Colburn dos Belle & Sebastian, além do escritor irlandês Ian Archer e dos músicos e produtores Jacknife Lee e Scott McCaughey, dois nomes essenciais na carreira de várias bandas, com especial destaque para os R.E.M.. Depois deste coletivo se ter estreado nos discos em 2010 com The Place We Ran From, resolveram dar continuidade ao projeto e no passado dia dezanove de agosto chegou aos escaparates The Ghost Of The Mountain, o segundo álbum dos Tired Pony.

The Ghost Of The Mountain começa onde ficou o disco de estreia, já que mantém as permissas que sustentaram a base sonora desse trabalho e que assentavam numa espécie de soft rock, com fortes reminiscências na country e no cancioneiro popular americano.
Logo no primeiro tema, em I Don’t Want You As A Ghost, entramos suavemente no álbum e ficamos imediatamente curiosos por continuar a audição rendidos ao especial talento que Lightbody tem para cantar sobre o amor e o desassossego que tantas vezes ele nos causa, principalmente qundo perdemos alguém.
Um dos pontos altos do disco é, certamente, All Things All At Once, tema naturalmente escolhido para single deste trabalho e composto em redor de um simples acorde de guitarra, ao qual se foram juntado delicados arranjos que a voz de Gary se encarrega de fazer sobressair ainda mais. E ao longo de The Ghost Of The Mountain vamo-nos rendendo à subtileza com que os Tired Pony evocam quer Springsteen (The Creak In The Floorboards), quer os próprios Snow Patrol (Carve Your Names e Punishment) e até Elliot Smith (Your Way Is The Way Home) e assim conseguem fazer uma enorme ponte sobre um oceano que separa dois continentes mas que afinal, sonoramente, podem ter tanto em comum.
Há uma estranho magnetismo neste disco, pressente-se a cada esquina de cada uma das canções o aproximar de um detalhe ou um arranjo que nos vai surpreender e deixar-nos rendidos e sem capacidade de resistir; Por isso é perfeitamente natural chegarmos ao fim da audição de The Ghost Of The Mountain sem nos termos apercebido da sequencialidade das canções e sem vermos o rasto de um tempo extremamente agradável e que passou por nós.
É perfeitamente visível na nossa mente a cumplicidade que tão ilustres músicos demonstram e a fluidez com que combinam entre si o melhor que cada um tem para oferecer a este projeto, como se fossem uma espécie de arco-íris sendo cada um deles uma cor, com o seu brilho e tonalidade muito próprias, mas que criam um conjunto muito harmonioso e único.
The Ghost Of The Mountain é um belíssimo quadro pintado com as melhores ferramentas do cancioneiro popular norte americano e da pop rock britânica e uma espécie de confortável regresso ao espaço natural de um conjunto de intérpretes que estiveram ultimamente habituados a grandes multidões mas que se juntaram porque só encontram a sua verdadeira zona de conforto num espaço caseiro, reduzido e intimista, rodeados dos instrumentos que mais apreciam e a evocarem tranquilamente alguns dos traços mais nostálgicos e sensíveis da existência humana. Espero que aprecies a sugestão...
01. I Don’t Want You As A Ghost
02. I’m Begging You Not To Go
03. Blood
04. The Creak In The Floorboards
05. All Things At Once
06. Wreckage And Bone
07. The Beginning Of The End
08. Carve Our Names
09. Ravens And Wolves
10. Punishment
11. The Ghost Of The Mountain
12. Your Way Is The Way Home

A série de reedições comemorativas dos R.E.M., a melhor banda da história do rock alternativo, continuará no dia catorze de maio com o álbum Green (1988), que completa 25 anos e foi o primeiro trabalho lançado pela multinacional Warner, depois dos primeiros seis álbuns da banda terem visto a luz doa por intermédio da independente I.R.S..
01. So. Central Rain (I’m Sorry)
02. Feeling Gravity’s Pull
03. Strange
04. King Of Birds
05. I Remember California
O cantor folk australiano Angus Stone tem andado atarefado; Começou por compôr uma cover de The Blower's Daughter, um original de Damien Rice, para celebrar o Guinness’ Arthur’s Day e depois deu a conhecer Monsters, mais um single do seu último álbum, intitulado Broken Brights.
O músico norte americano Mark Kozelek, o líder dos carísmáticos Red House Painters, acaba de editar, através da sua Caldo Verde Records, Mark Kozelek - On Tour: A Documentary - The Soundtrack. É um triplo álbum que faz uma resenha da sua carreira na última década, no que diz respeito à sua carreira a solo em nome próprio e ao projeto Sun Kil Moon.
Recordo que no início deste verão divulguei Among The Leaves. Os três discos contêm temas ao vivo, takes, versões alternativas, raridades, covers e um concerto completo em Copenhaga.
CD 1
01. Sam Wong Hotel (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
02. Alesund (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
03. Void (Live In Sweden)
04. Bologna Piece
05. Katy Song (Live In Italy)
06. Koko (From Desertshore “Drifting Her Majesty”)
07. Half Moon Bay (Live In Switzerland)
08. Ålesund (Live In Belgium)
09. Australian Winter (Live In France)
10. Logrono Piece
11. Tonight In Bilbao
12. Lucky Man (Hotel Performance)
13. Seville Piece
14. Trailways (Live In Spain)
15. Four Fingered Fisherman
16. Like The River (Live In Spain)
CD 2
01. Lost Verses (From Mark Kozelek “Lost Verses Live”)
02. Australian Winter (Airport Scene)
03. Vigo Piece
04. Blue Orchids (Live In Spain)
05. Third And Seneca (Copenhagen Hotel Performance)
06. Carry Me Ohio (From Mark Kozelek “Lost Verses Live”)
07. You Are My Sun (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
08. First Unitarian Piece
09. Backstage Unitarian Piece
10. Natural Light (Live In USA)
11. Moorestown (Live In USA)
12. Heron Blue (Live In Canada)
13. Sintra Hotel Performance
14. Take Me Out (Live In Italy)
15. Cruiser (Live In USA)
16. Mistress (Live In USA)
17. Things Mean A Lot (Live In France)
Bonus CD (Live In Copenhagen)
01. 3rd And Seneca
02. Australian Winter
03. Follow You, Follow Me
04. Mistress
05. Church Of The Pines
06. You Don’t Got A Hold On Me
07. Void
08. You Are My Sun
09. Randolph’s Tango
10. Jesus Christ Was An Only Child
11. Brockwell Park
12. Get Along Home Cindy
13. Rock n Roll Singer
14. Natural Light
15. Ålesund
Os We Are Animal são uma banda formada por Cynyr Hamer, Dion Hamer, Sion Edwards, Liam Simpson e Owain Ginsberg. Vêm do norte do País de Gales e preparam-se para lançar o segundo disco, sucessor do estreante e aclamado Idolise, de 2010.
Indus Seal é o single já retirado desse sucessor, gravado na região montanhosa de Snowdonia, na terra natal. O álbum ainda não tem título, mas deverá ver a luz do dia em meados de 2013. Se gostas de Kasabian e Arctic Monkeys, fica sintonizado com estes We Are Animal.
Na sequência da comemoração do aniversário do lançamento de Turn On The Bright Lights, os Interpol e a Matador Records divulgaram e disponibilizaram hoje a primeira demo de Roland, um dos destaques desse álbum, o primeiro desta banda extraordinária. Ao clicares na imagem acedes ao download da demo, gravada algures em Brooklyn, em 1998.
OS R.E.M. podem ter terminado a carreira, mas continuam a render e a colher frutos. Recentemente foi divulgado o vídeo de Blue, realizado por James Franco. Blue é uma das canções de Collapse Into Now, o último disco do grupo de Athens, na Geórgia. Esta canção é uma parceria com Patti Smith que, como os mais atentos saberão, também participou no New Adventures In Hi-Fi, cantando com Michael Stipe na épica E-Bow The Letter.
Parabéns... E obrigado por tudo!
Happy birthday... And thanks for all!


Dos vários lançamentos programados para 2012 e que incluem novos álbuns do Dirty Projectors, Animal Collective e Grizzly Bear, entre outros, um dos projetos mais aguardados é o segundo trabalho de estúdio do trio britânico The XX. Ainda sem título nem data oficial de lançamento, já se conhece a versão demo de um tema do álbum, a faixa Open Eyes. Esta amostra revela uma banda ainda dotada das mesmas experiências musicais do passado e talvez ainda mais minimalista. Vamos ver...

Apresentada originalmente em 1996 através do álbum What Would the Community Think, a nova versão de King Rides By (agora com mais de sete minutos e um vídeo) marca o regresso de Cat Power ao meio musical. Mesmo com uma ocupada agenda de concertos nos últimos anos, desde 2006, data em que lançou The Greatest, que Cat Power não apresenta nenhum novo disco de originais, algo que está previsto para este 2012.

Presente em várias lsitas que consultei dos melhores discos do ano, Tomboy, o último álbum do viajado Panda Bear, acaba de ter mais uma das suas canções lançadas em vídeo e logo uma das melhores do disco. You Can Count on Me ganha um vídeo que corresponde com exatidão ao som psicadélico debitado ao longo da canção. Com imagens liquefeitas e o já habitual abuso de cores, o vídeo puxa-nos imediatamente para dentro da temática viajada da composição, que utiliza a repetição constante de vozes como o instrumento de destaque.


É muito difícil neste momento não perceber que os REM estão bastante ativos, nomeadamente na divulgação de algumas raridades, para que nada fique por contar na longa história desta banda fundamental. Agora apareceu no YouTube uma gravação ao vivo de uma versão que Michael Stipe e companhia tocaram em 1984 de Does Your Mother Knows dos... ABBA.
Embora a qualidade sonora não seja a de uma versão de estúdio, parece ser muito boa tendo em consideração os anos que deve ter a gravação. Comparando com o original, há menos mudanças do que seria de esperar; A estrutura da canção é modelada e fiel, apenas com a eliminação de teclados e alguns efeitos eletrónicos, o que originou uma versão mais pop rock da banda, e a característica essência dos R.E.M..
Não há dados precisos de onde foi tocada esta versão mas, como foi em 1984, então deve ter sido num concerto inserido na digressão de Reckoning, disco lançado pelos R.E.M. na Primavera desse ano. Não será de surpreender que nos próximos tempos surjam mais raridades do género.
Com o lamentável fim da carreira dos R.E.M. começam a surgir algumas raridades e inéditos que estiveram escondidos ao longo destes anos e que agora, talvez por haver quem ache que poderão valer verdadeiras fortunas e não com outros propósitos mais genuínos, começam a ser revelados. Na leitura que estou à fazer à biografia do Michael Stipe assinada por Rob Jovanovic é feita referência à gravação de uma cassete audio em abril de 1981 e que acaba de ser revelada ao mundo. É, sem qualquer dúvida, um objeto único e que seria extraordinário possuir.

Em abril de 1981 a banda começou a sua relação com Mitch Easter, ao visitar o seu estúdio, em Winston-Salem, Carolina do Norte, com o intuíto de gravar algumas músicas para uma demo. Eles já tinham feito uma sessão de gravação anteriormente, mas não estavam satisfeitos com os resultados (principalmente num local chamado Bombaim Joe Perry Studio) e tinham destruido essas maquetas. No dia quinze desse mês gravaram então com Mitch Easter Sitting Still, Radio Free Europe e White Tornado. No dia seguinte misturaram as faixas e produziram cerca de quatrocentas cópias da demo em formato cassete para enviar a jornalistas, clubes e etiquetas discográficas, mesmo antes da primeira digressão em Nova Iorque. Este conjunto de cassetes foi produzido pela banda, com cartolinas fotocopiadas para o inlay e etiquetas manuscritas pelo próprio Michael Stipe.
Poucos dias depois, a vinte e quatro de maio de 1981, os R.E.M. voltaram para o estúdio de Mitch e gravaram alguns overdubs para Radio Free Europe e adicionaram uma hilariante Radio Dub mix dessa canção, através de uma brincadeira com instrumentos, vozes e vários efeitos sonoros. Este Cassette Set é pois a única gravação que mistura os inéditos de Sitting Still e Radio Free Europe, sendo que ambos são, na minha opinião, muito melhores do que qualquer subsequente original.
Um tal de Chris H. é o proprietário de um conjunto destas cassetes, oferecidas, segundo ele, pelo próprio Michael Stipe, a vinte de junho de 1981, quando os R.E.M. deram um concerto em Cherry Hills, New Jersey. Em 2001 este Chris transferiu o som para o formato CD-R e agora revelou o conteúdo ao grande público, confessando-se muito honrado por ter a possibilidade de partilhar esta peça muito original e especial da história da banda.
Cinco dias após o anúncio oficial do fim da banda, os R.E.M. acabam de anunciar o Greatest Hits de despedida. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011, será lançado no mercado a 14 de novembro e incluirá We All Go Back To Where We Belong, (será editado como single a 18 de Outubro), A Month of Saturdays e Hallelujah, três novas canções gravadas pela banda este verão, após o final do lançamento de Collapse Into Now, em Athens, Georgia, terra natal da banda e com o produtor Jacknife Lee.

Como todos sabemos, a carreira dos R.E.M. divide-se em dois grandes períodos; Numa primeira fase a banda lançou seis discos através da editora independente I.R.S. Label; Em 1987 assinam pela Warner Bros. Records, através da qual lançam a restante discografia. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 passará em revista os trinta e um anos de carreira, distribuidos por estas duas etiquetas que levaram o grupo da garagem até à lua.
Entretanto e ainda na ressaca da separação, o baixista Mike Mills revelou hoje à evista Rolling Stone algumas das razões que levaram ao fim. Há uma grande parte de tristeza, mas na realidade é celebratório, afirmou. Há tristeza porque nunca mais vou tocar no mesmo palco que o Peter (Buck) e que o Michael (Stipe), revelou Mills, que explicou a mistura de sentimentos: Estamos a fazer isto pelas razões certas e acabamos por olhar para trás, para a alegria e as oportunidades incríveis que tivemos. O baixista revelou ainda que não há zangas entre os membros da banda que tenham causado a separação: Não é porque temos que acabar ou porque não nos suportamos uns aos outros, nem mesmo porque não prestamos. Estamos felizes, mas acabámos.
Rob Cavallo da Warner Bros. Records revelou que o final dos R.E.M foi muito inesperado e que soube na mesma manhã que o comunicado foi publicado no site, através de um telefonema do manager da banda. Não consigo acreditar que eles vão acabar, mas compreendo. Eles são muito puros, muito respeitosos com aquilo que fazem, afirmou. Pelos vistos a decisão dos R.E.M. já estava tomada há alguns meses, antes de se encontrarem na Georgia para gravar os três novos temas para R.E.M. Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage 1982- 2011. A banda atrasou o anúncio do fim porque muitas pessoas foram afectadas de forma séria com esta decisão. Queríamos que corresse tudo como deve ser e estávamos entusiasmados por ter composto três músicas muito boas como despedida.
A banda já teria falado em terminar há muito mais tempo e embora Mills não saiba precisar quando começaram a pensar nisso, revela que depois de Around The Sun, editado em 2004, a banda achou que ainda tinha mais a provar: Precisavamos de provar, não só aos fãs e aos críticos, mas a nós próprios, que ainda podíamos fazer grandes álbums e fizemos dois (Accelerate, em 2008 e Collapse Into Now). Pensámos, conseguimos, agora vamos fazer uma coisa que banda nenhuma fez: Apertar as mãos e sair como amigos.
A tracklist de REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 será a seguinte:

Disco 1:
Gardening At Night
Radio Free Europe
Talk About The Passion
Sitting Still
So. Central Rain
(Don’t Go Back To) Rockville
Driver 8
Life And How To Live It
Begin The Begin
Fall On Me
Finest Worksong
It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
The One I Love
Stand
Pop Song 89
Get Up
Orange Crush
Losing My Religion
Country Feedback
Shiny Happy People
Disco 2:
The Sidewinder Sleeps Tonite
Everybody Hurts
Man On The Moon
Nightswimming
What’s The Frequency, Kenneth?
New Test Leper
Electrolite
At My Most Beautiful
The Great Beyond
Imitation Of Life
Bad Day
Leaving New York
Living Well Is The Best Revenge
Supernatural Superserious
Überlin
Oh My Heart
Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter
A Month of Saturdays
We All Go Back To Where We Belong
Hallelujah
Ontem, dia 21 de setembro, os R.E.M. anunciaram ao mundo o fim de uma grande aventura com mais de 30 anos no site oficial da banda. Estava sentado no sofá de casa a ouvir a primeira faixa de Rumspringa, o disco mais recente do projeto Canon Blue, quando oportal Stereogum, através da rede social Facebook, surgiu-me perante o olhar com uma atualização onde se lia R.E.M. quits. Muito sinceramente, tenho uma dificuldade imensa em descrever o que senti naquele preciso momento, o enorme vazio que instantaneamente se apoderou de mim! Fiquei sem vontade nenhuma de abrir o link e ler o conteúdo e senti uma necessidade imensa de abrir bem os meus olhos e respirar fundo para não me deixar abater emocionalmente pelo que iria ler. Carreguei então no dito link que de imediato me remeteu para o comunicado oficial da banda e que ontem transcrevi neste blogue.

À medida que os anos vão passando, crescemos, a nossa vida evolui e avança, passamos por experiências boas e amargas e, se tudo for correndo bem, atingimos sonhos e objetivos. E ao longo dessa caminhada há sempre marcas, pessoas, circunstâncias e factos da nossa vida, ideias, sonhos e desejos que nos acompanham e marcam a nossa identidade, como se fossem um carimbo ou uma tatuagem invisivel, que não se vê, mas que nós e os que connosco convivem sabem que existe e que está lá. E os R.E.M. são, sem a mínima hesitação, uma marca na minha vida, um descritor essencial da minha identidade, algo indissociável da meu eu enquanto pessoa, doa a quem doer, como sabem todos aqueles que porventura me conhecem minimamente e possam estar a ler este texto.
Poderá haver quem me ache demasiado sentimental e lamechas (só eu sei o quanto algumas músicas dos R.E.M. contribuiram ao longo da minha vida para alimentar esta marca da minha personalidade) em determinados momentos e situações da minha existência; Neste facto concreto, o fim dos R.E.M. enquanto banda, tenho todo o direito de o ser e de extravasar a minha imensa mágoa, exatamente porque eles são, como referi, uma caraterística essencial da minha identidade!
Sei que pode haver quem ache um exagero falar assim, mas sinto que ontem perdi um bom amigo e que ele deixou um vazio cá dentro que ninguém (neste caso uma banda) poderá colmatar! Foi como se tivesse deixado de ter ao meu lado um ser que estava sempre ali, que me ouvia quando colocava um disco deles a tocar, com quem falava nos meus passeios e viagens, nos meus momentos de solidão e mais pessoais e por quem esperava avidamente por notícias e novidades! Agora ficam-me apenas as recordações desse amigo, na vasta discografia que guardo lá em casa, como se fossem cartas que me escreveu e me deixou para eu ler sempre que queira!
Os R.E.M. acabam de anunciar a separação...
Estou em choque, confesso! Custa a acreditar...
Fica a curta declaração oficial da banda e de cada um dos membros. Para já nada mais me ocorre dizer...
"To our Fans and Friends: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening."

1/2 vida na maioridade...
Gosto de assistir a concertos, até em casa. Proponho vários, alguns deles intemporais e que poderão figurar nas nossas coleções caseiras de música ao vivo...















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