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Metamito - Oração Sem Sujeito

Sexta-feira, 18.11.22

Metamito é um projeto musical que visa diluir a fronteira entre o sonho e a realidade. Fruto da imaginação de António Miguel, músico multi-instrumentista e produtor da zona de Sintra, tem vindo a ser descrito por alguns como um dos mais inovadores e promissores projetos do panorama musical português. É um projeto totalmente independente, desde a criação até à distribuição, o que se reflecte na sua expressão musical autêntica e livre. Com uma sonoridade dreamy e neo-psicadélica, aborda temas como o mito, a mística, o amor, a verdade e a vida mas o seu som é diversificado e em constante mutação por isso é difícil de o fechar numa caixa. Existem travos de dream pop, rock psicadélico e world music, entre muitos outros.

Metamito apresenta o segundo single Oração Sem Sujeito de novo disco  homónimo | e-cultura

 Em dois mil e dezanove Metamito lançou independentemente o seu primeiro EP Reflexo. No ano seguinte saiu o single Pandora e gora tem já pronto o seu disco de estreia, um trabalho homónimo qiue irá ver a luz do dia em janeiro do próximo ano e que irá pedir-nos, certamente, para ser ouvido numa boa escuta, de olhos fechados e atentos, como quem visita um museu no seu subconsciente.

Desse álbum de estreia de Metamito, que terá nove canções em que o autor cristalizará a sua estética e identidade, ambas muito próprias, enquanto nos remete para viagens espirituais e psicadélicas, já têm vindo a ser retirados vários singles. O mais recente é Oração Sem Sujeito, canção já com direito a um vídeo realizado e produzido pelo próprio artista e pela já habitual colaboradora Ísis Gonçalves. Oração Sem Sujeito é uma musica densa, de estrutura atípica e experimental, onde Metamito atinge o ponto mais alto de tensão e libertação do álbum. Neste tema, a já característica fusão de elementos tradicionais, como a guitarra portuguesa, com uma abordagem moderna, em simbiose com ritmos rústicos, leva-nos numa viagem entre o tribal e o futurista. Uma viagem que passa pela dúvida e pelo vazio, terminando num tom melancolicamente esperançoso. Confere...

Facebook: https://www.facebook.com/Metamitomusic/

Instagram: https://www.instagram.com/metamito/

YouTube: https://www.youtube.com/metamito

Apple: https://music.apple.com/us/artist/metamito/1446365532

Spotify: https://open.spotify.com/artist/1N04E5TW0i6e1AU5jyD9I7?si=i6lwNLcNTKeeFfOf-EyqvQ

Bandcamp: https://metamito.bandcamp.com/

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publicado por stipe07 às 17:15

Manuel Linhares - Suspenso (reediçao)

Quarta-feira, 19.10.22

Manuel Linhares lançou no inicio deste ano Suspenso, um trabalho com uma edição limitada e numerada de trezentas cópias, apoiada pela DGARTES e lançada pelo carimbo Porta-Jazz em Janeiro de 2022. A gravação do disco contou com as contribuições de Paulo Barros no piano, José Carlos Barbosa no contrabaixo e João Cunha na bateria. A este elenco de luxo, juntaram-se ainda os portugueses Paulo Perfeito no trombone e Gonçalo Marques no trompete. Essa edição esgotou com um considerável número de vendas para o mercado japonês, porque Suspenso suscitou o interesse do distribuidor japonês Disk Union que conheceu o disco através do músico e multi-instrumentista brasileiro António Loureiro, produtor de Suspenso, que tem um forte percurso artístico no Japão.

Manuel Linhares |

Agora, em outubro, Manuel Linhares reedita Suspenso, um novo lançamento do registo que antecipa os concertos da sua apresentação com a participação especial do saxofonista americano David Binney, músico que possui uma das mentes mais originais da música contemporânea, segundo a Stereophile Magazine. Recebendo elogios de críticos e colegas, David foi recentemente apontado pelo Jazz Times como um dos poucos músicos que criaram uma estética de jazz alternativa. Binney venceu por três vezes o prémio dos críticos da revista Downbeat na categoria de Saxofone Alto, foi capa das revistas Jazz Times, Downbeat e do editorial de arte do NY Times Magazine.

Esta reedição de Suspenso é também numerada e de trezentos exemplares e está a ser divulgada juntamente com o video de Dança Macabra, o segundo single de Suspenso, um tema composto pelo cantor em parceria com a rapper e escritora Capicua e a sua extraordinária forma de escrever, através da letra que compôs para esta canção. Margarida Rêgo ficou a cargo da direcção artística do video, feito em colaboração com Miguel C. Tavares. Suspenso está disponível no site e bandcamp do artista, bem como estará à venda nos concertos que aí vêm. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 21:19

António Vale da Conceição - At your service, ma´am EP

Quinta-feira, 30.06.22

António Vale da Conceição é um produtor e músico de Macau, integrante da banda Turtle Giant, agora residente em Portugal e que exerce os papéis de compositor de bandas sonoras e produtor de projectos diversos. O ano passado António Vale da Conceição lançou o seu primeiro álbum de piano Four Hands Piano e realizou e compõs a música para o documentário Beyond the Spreadsheet: The Story of TM1, um documentário que conta a história de vida e contributo tecnológico de Manny Pérez - o génio matemático que criou em mil novecentos e oitenta e três a tecnologia que permitiu ao mundo efectivamente lidar com a complexidade de dados no mundo - A Base de dados Funcional (ou o Excel em esteróides).

At Your Service, Ma'am": António Vale da Conceição edita EP de "batidas  mexidas" e apelos à mudança - Showbiz - SAPO Mag

Agora, em dois mil e vinte e dois, o músico está de regresso com o EP At your service, ma´am, um trabalho que mais parece a banda sonora de um clássico de comédia do que um álbum de canções, encharcado com sopros gritantes, ritmos mexidos e melodias que se alongam. São cinco canções repletas de batidas mexidas e de narrativas que falam sempre de amor, porque um filme tem que ter sempre uma trama de amor. Mas este com apelos à força e à resiliência, à mudança e à aceitação das lutas para que vençamos, juntos.

Os pouco mais de dezassete minutos do EP merecem audição dedicada, não só porque nos revela, com enorme fluidez e expressividade, a singularidade do registo vocal do autor e a sua luminosidade e clarividência instrumental e melódica, mas também porque ilustra uma multiplicidade de mundos e emoções com uma filosofia muito própria e que se amplia após sucessivas audições, tal é o vício que esta mão cheia de temas provoca em quem se deixa imbuir pela sua cartilha sonora e aceita abstrair-se de tudo aquilo que o rodeia enquanto o ouve. No entanto, do alinhamento destaco Love Is The Storm, uma composição que assenta no sentimento exacerbado de Ira, na capacidade que uma emoção tão natural ao Homem, que quando possuído, o torna numa entidade tão “adamastora” quanto poderosa, misteriosa, transformadora, assim como Remedy, um tema que, de acordo com a nota de imprensa, nos apela a não nos contaminarmos pelas sedutoras imagens e sons que nos rodeiam e, ao invés, sermos sãos, verdadeiros e autênticos. O remédio está muitas vezes na não-contaminação, na prevenção, portanto. E por isso, impermeabilizar-mo-nos de venenos (como as fake news, redes sociais, o desejo de fama, egos) é o nosso dever e responsabilidade, como indivíduos e como colectivo.

Em suma, At your service, ma´am é uma experiência de certa forma surreal quando se contextualiza no panorama musical nacional atual. Infelizmente ainda apenas acessível a um grupo não muito amplo de fervorosos e dedicados fãs, o que é uma perfeita e incompreensível injustiça, António Vale da Conceição escreve sem pudores, tem nas letras uma das suas grandes virtudes virtude e arrojo e faz canções com um significado literal nem sempre coerente e facilmente entendível, mas que emparelhadas com guitarras que correm abrasivamente e fogem às fórmulas compositivas de formatos amigos da rádio, resultam na perfeição e originam algo único e de algum modo surreal. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 19:52

António Vale da Conceição - Love Is The Storm

Sábado, 11.06.22

António Vale da Conceição é um produtor e músico de Macau, integrante da banda Turtle Giant, agora residente em Portugal e que exerce os papéis de compositor de bandas sonoras e produtor de projectos diversos. O ano passado António Vale da Conceição lançou o seu primeiro álbum de piano Four Hands Piano e realizou e compõs a música para o documentário Beyond the Spreadsheet: The Story of TM1, um documentário que conta a história de vida e contributo tecnológico de Manny Pérez - o génio matemático que criou em mil novecentos e oitenta e três a tecnologia que permitiu ao mundo efectivamente lidar com a complexidade de dados no mundo - A Base de dados Funcional (ou o Excel em esteróides).

António Vale da Conceição edita EP e lança novo single “Love Is The Storm”  – Glam Magazine

Agora, em dois mil e vinte e dois, o músico está de regresso com o EP At your service, ma´am, um trabalho que mais parece a banda sonora de um clássico de comédia do que um álbum de canções, encharcado com sopros gritantes, ritmos mexidos e melodias que se alongam. É também um EP de batidas mexidas e de canções com histórias, que fala sempre de amor porque um filme tem que ter sempre uma trama de amor. Mas este com apelos à força e à resiliência, à mudança e à aceitação das lutas para que vençamos, juntos.

Love Is The Storm é uma das músicas fundamentais do EP, uma composição que assenta no sentimento exacerbado de Ira, na capacidade que uma emoção tão natural ao Homem, que quando possuído, o torna numa entidade tão “adamastora” quanto poderosa, misteriosa, transformadora. O vídeo do tema, da autoria de André Melo, transforma António Vale da Conceição na Ira do Adamastor, o mentor das tormentas e na entidade sobrenatural que nos transporta estas dimensões da alma ao reino do toque. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:13

Gongori - There Is Nowhere

Domingo, 03.04.22

Gonçalo Alegre, natural de Mangualde, nasceu em Julho de mil novecentos e oitenta e oito. Cresceu numa atmosfera onde predominava a música e assume-se como autodidata em vários instrumentos, iniciando estudos em baixo elétrico aos dezassere anos e mais tarde em contrabaixo, na variante de Jazz. Ainda na adolescência, junta-se a amigos e passa por vários projetos como Crying Machine, Sense?, Metamorfose ou Apiores. A Escola de Jazz do Porto e alguns professores particulares também do Porto foram guias determinantes para a aprendizagem desta linguagem e do contexto artístico e musical português, bem como a descoberta dos músicos que naquela altura partilhavam o mesmo palco nas jam sessions da Esmae.

GONGORI antecipa disco de estreia “Vazio” com videoclip “There is Nowhere”  – Glam Magazine

Em dois mil e oito, ingressa no curso de música no ISEIT em Viseu - Licenciatura de Instrumento – Contrabaixo – variante Clássica, que conclui seis anos depois. Cedo começa a trabalhar em estúdio, estreando-se em dois mil e quinze com o produtor Tim Tautorat nos Hansa TonStudios – Berlim, na gravação de um disco que, curiosamente, nunca foi lançado.

Durante cinco anos, entre dois mil e onze e dois mil e dezasseis, Gonçalo Alegre faz Direção de Produção de Espetáculos na Moita Mostra - Encontro de Artes em Meio Rural, onde conhece Pedro Branco, filho de José Mário Branco, que o convida a produzir o seu disco de estreia - Contigo, nos estúdios Namouche – Lisboa. É nesta mostra que Galo Cant’Às Duas, projeto seu com Hugo Cardoso, que já passou por cá, se estreia em concerto. Em dois mil e dezoito envolve-se na criação da banda Senhor Jorge, que apresentámos também neste blogue, com Rui Sousa, também conhecido por Dada Garbeck, João Pedro Silva, dos The Lemon Lovers e Jorge Novo, sacristão e “fadista por paixão”.

O ano passado, outra banda sua, os Burning Casablanca’z, lança o primeiro single, Getting Overdo disco de estreia Kind of Truth, com composições suas e de Hugo Cardoso, Bernardo Simões, Bernardo Pardo e Marlow Digs. 

Agora, Gonçalo decide dar o impulso maior ao seu projeto a solo que assina como Gongori. É um projeto artístico de cruzamentos disciplinares que envolve o cinema, a música, a dança, a fotografia e as artes performativas. VAZIO, o disco de estreia, é lançado  dentro de semanas, sendo também o nome do filme que Gonçalo Alegre realiza e conta com argumento de António Sanganha.

There Is Nowhere é o single de apresentação de VAZIO, uma canção que reflete sobre ser-se Humano, e sobre o conflito interior que carregamos no percurso da vida. O tema é uma introspeção sobre a introspeção individual e coletiva, uma camada de luz na sombra, uma lembrança de aceitar quem fomos, somos e podemos ser; que na escuridão existe esperança, e na descoberta uma lembrança, de que estamos vivos. There is Nowhere é a primeira parte de uma viagem para um portal onde no vazio, pode estar tudo, assente em sintetizadores que exploram cruzamentos com o contrabaixo, a guitarra elétrica, a bateria, as percussões e até a voz. Confere...

www.gongori.pt

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publicado por stipe07 às 15:03

Trio Alcatifa - Sempre Na Viagem

Quinta-feira, 03.03.22

Especialistas em enfeitiçar tudo e todos com o seu apelo irresistível à alegria e à dança, os Trio Alcatifa são os inebriantes, hilariantes e festivos, dr. Alban (trompete), dr. Bombazine (sax alto) e dr. Rashid (teclado), três músicos que deram descanso aos tapetes voadores, assentaram arraiais no estúdio e gravaram um disco intitulado Triofásico, com doze composições que misturam diversas e exóticas influências desde o turbo folk ao arábico psicadélico e que resultam de uma pesquisa intensa, com o objectivo de aproximar sonoridades de diversas culturas, através da experimentação e fusão de elementos distintos, para criar uma sonoridade original.

Trio Alcatifa antecipam disco de estreia “Triofásico” com single “Sempre na  viagem” – Glam Magazine

Triofásico conta com as participações especiais de Senhora do Ó (voz), Mateja Dolsak (saxofone), Drezaro (turntables), Gulami Yesildal (sax), Ululo (gimbri) e Marc Planells (alaúde), músicos que, tal como os membros dos Trio Alcatifa, trazem no sangue as melodias inebriantes do oriente. Todos juntos criaram um compêndio vestido com a modernidade das batidas electrónicas e pintado de alegria e festa com os sopros inspirados na música de leste, num álbum de estreia capaz de reflectir definitivamente a identidade criativa de um projeto que irá contribuir, certamente, para a diversidade musical no panorama cultural português.

Sempre na Viagem é uma das canções já conhecida do alinhamento de Triofásico. A composição abre as portas ao universo dos Trio Alcatifa. Passando por montes e montanhas, camelos e pirâmides, convida a fechar os olhos e a seguir viagem a bordo de um tapete voador musical que nunca para de subir e trazer paisagens e aromas exóticos. O videoclipe, realizado por Mateja Dolsak, é um aperitivo para a viagem que sempre nos propõe a música dos Trio Alcatifa. Confere...

https://www.facebook.com/TrioAlcatifa

https://www.instagram.com/trio_alcatifa

https://www.youtube.com/channel/UCuTgdYJdb9IDkeuYldEc7YQ

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publicado por stipe07 às 17:42

Galo Cant’Às Duas - Selfish Boy (feat. Chullage)

Terça-feira, 08.02.22

Moita, no concelho de Castro Daire, é um ponto geográfico nevrálgico fulcral para o projeto Galo Cant’às Duas, uma dupla natural de Viseu, formada por Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre e que tocou pela primeira vez nesse local, de modo espontâneo, durante um encontro de artistas. Nesse primeiro concerto, o improviso foi uma constante, com a bateria, percussões e o contrabaixo a serem os instrumentos escolhidos para uma exploração de sonoridades que, desde logo, firmaram uma enorme química entre os dois músicos.

Galo Cant'Às Duas conta com a participação de Chullage no single “Selfish  Boy” – Glam Magazine

Inspirados por esse momento único, Hugo e Gonçalo arregaçaram as mangas e há cerca de meia década e começaram a compor, ao mesmo tempo que procuravam dar concertos, sempre com a percussão e o contrabaixo na linha da frente do processo de construção sonora. A guitarra e o baixo elétrico acabam por ser dois ingredientes adicionados a uma receita que tem visado, desde Os Anjos Também Cantam, o disco de estreia do projeto editado na primavera de dois mil e dezoito, a criação de um elo de ligação firme entre duas mentes disponíveis a utilizar a música como um veículo privilegiado para a construção de histórias, mais do que a impressão de um rótulo objetivo relativamente a um género musical específico.

No início de dois mil e dezanove, cerca de ano e meio depois dessa estreia auspiciosa, os Galo Cant’Às Duas deixaram a guitarra em casa, olharam com maior gula para os sintetizadores e colocaram nos escaparates o sempre difícil segundo disco, um trabalho chamado Cabo da Boa Esperança, que marcou, claramente, um rumo mais abrangente, ousado e criativo para a dupla.

Agora, já em dois mil e vinte e dois, os Galo Cant’Às Duas voltam ao nosso radar por causa do seu terceiro álbum, um trabalho intitulado Amor em Água Ardente e do qual foi extraído um single em dezembro último. Chama-se Selfish Boy e é um verdadeiro cocktail pop que conta com a participação especial do rapper português Chullage e, também, com o contributo do beatmaker Marlow Digs, uma canção que, de acordo com a sua nota de imprensa, fala sobre a pressão social cada vez maior das redes, dos likes, dos dislikes ou mesmo de toda a mentira, personagens criadas de uma suposta perfeição que é criada atrás de um ecrã. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 10:42

Tiroliro & Vladimir - Os Imparáveis Tiroliro & Vladimir

Sexta-feira, 28.01.22

Quem não se recoda dos míticos Afonsinhos do Condado? Pois é, eles estão de regresso, sem o baixista Nuno Faria, com um nome diferente e um projeto distinto, encabeçado pela dupla inseparável desde mil novecentos e setenta e sete, Gimba e Jorge Galvão, e com o título Tiroliro & Vladimir.

Tiroliro & Vladimir |

A dupla tem um disco já nos escaparates, intitulado Os Imparáveis Tiroliro & Vladimir, um álbum que resultou de um curioso trabalho de arqueologia cerebral, pois não existia nenhum registo das suas canções. Todas as cassetes gravadas na altura desapareceram com o tempo, bem como quaisquer blocos ou cadernos com letras escritas. A boa memória dos dois conseguiu recuperar vinte e duas dessas canções, dezoito das quais integram o álbum.

Portanto, e como não podia deixar de ser, Os Imparáveis Tiroliro & Vladimir foi produzido, gravado e misturado pelos dois autores e resultou de várias influências da época, desde a canção de intervenção, indo até ao rock progressivo ou ao punk. Liricamente, neste registo é óbvia, alguma ingenuidade típica da idade (os rapazes eram ainda teenagers...), com referências a amores de liceu ou a um mundo idílico da paz e amor. Curiosamente, algumas ideias aguentaram bem o hiato temporal, resultando em temáticas super actuais, como a visão de uma ciclovia em pleno Cais do Sodré (Domingo em Bicicleta), o incontornável stress da vida moderna (As Pessoas da Vila), ou o single “Onde Foste Tu?”, que acaba sendo uma reflexão ecológica e uma chamada de atenção para a destruição do planeta.

Em suma, um excelente disco, principalmente para todos aqueles que recordam com saudade o melhor rock português dos saudosos anos oitenta do século passado. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:01

Tiroliro & Vladimir - Onde Foste Tu?

Sexta-feira, 21.01.22

Quem não se recoda dos míticos Afonsinhos do Condado? Pois é, eles estão de regresso, sem o baixista Nuno Faria, com um nome diferente e um projeto distinto, encabeçado pela dupla inseparável desde mil novecentos e setenta e sete, Gimba e Jorge Galvão, e com o título Tiroliro & Vladimir.

Tiroliro & Vladimir antecipam novo álbum com o single 'Onde Foste Tu?'

A dupla tem um disco prestes a chegar aos escaparates, intitulado Os Imparáveis Tiroliro & Vladimir, um álbum que resultou de um curioso trabalho de arqueologia cerebral, pois não existia nenhum registo das suas canções. Todas as cassetes gravadas na altura desapareceram com o tempo, bem como quaisquer blocos ou cadernos com letras escritas. A (boa) memória dos dois conseguiu recuperar vinte e duas dessas canções, dezoito das quais integram o CD.

Portanto, e como não podia deixar de ser, Os Imparáveis Tiroliro & Vladimir foi produzido, gravado e misturado pelos dois autores e que tem como avanço o single Onde Foste Tu?, uma composição de 1978 que reflete alguma inocência adolescente, numa atitude contestatária em relação ao que estava (e continua a estar!) instaurado. Um manifesto ainda com reminiscências hippies, mas também na corrente em voga na altura: o punk. Não será por acaso que, antes do seu nome "oficial", a dupla Tiroliro & Vladimir era designada pelos amigos por "Country Punk". Se a consciência ecológica da canção - e a própria ecologia em si - ainda não era coisa madura em finais de 70 - o tema chega a 2021 tresandando a actualidade, e apontando o dedo - se não as armas - aos senhores do mundo e, no final de contas, à nossa própria consciência, em nome de um futuro melhor.

Sonoramente, se Onde Foste Tu? tem uma intro que engana o ouvinte, levando-o a pensar que se trata de uma canção "celta", logo o instrumental explode para um rock de barba dura, num compasso não binário, ele próprio "desalinhado" com os padrões estabelecidos. Confere...

Facebook https://pt-pt.facebook.com/tirolirovladimir/
Instagram https://www.instagram.com/tiroliroevladimir/

Spotify https://open.spotify.com/track/1OEBaeVoBGI6SMnHRcsHLW?si=8b22899d9a6a4545

Apple Music https://music.apple.com/us/album/onde-foste-tu/1594724100?i=1594724436

YouTube https://youtu.be/RgsYHgIEz8w

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publicado por stipe07 às 15:53

Lobo Mau - Vinha A Cantar EP

Domingo, 16.01.22

Há nove anos atrás, no verão de dois mil e doze, uma das bandas nacionais que fez furor na nossa redação foram os míticos TV Rural, com o registo A Balada Do Coiote. Era um disco cheio de canções explosivas, onde a tensão poética estava sempre latente e onde foi certamente propositada a busca do espontâneo, do gozo e até do feio, se é que é possível falar-se em estética na música. Agora, quase no ocaso de dois mil e vinte e um, David Jacinto, Gonçalo Ferreira e Lília Esteves, antigos colaboradores dos TV Rural, voltam ao nosso radar por causa do seu projeto Lobo Mau, que se estreou em grande em abril do ano passado com o disco Na Casa Dele.

Lobo Mau anuncia novo EP Vinha a Cantar com videoclip Aos Olhos da Aldeia |  e-cultura

Os Lobo Mau têm um novo EP que dá sequência a esse registo de estreia. É um tomo de quatro canções intitulado Vinha a Cantar, viu a luz do dia em dezembro e que cruza, com superior mestria, na sua sonoridade melódica, elementos da música de raiz portuguesa com sons contemporâneos, agregando, no fundo, a multiculturalidade musical e poética do Portugal actual.

Vinha A Cantar são, portanto, quase quinze minutos claramente inspirados em histórias reais, possivelmente contadas por quem as viveu e que não se importa de, através destes quatro temas, expôr-se, a si, e aos seus jeitos de viver e sentir, aproveitando, em simultâneo para refletir sobre a identidade comum entre a ruralidade de uma aldeia portuguesa e a realidade urbana da actualidade. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:29






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