man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Terrible Mistake - Super Fly
Depois de já terem tocado junos no projeto All Them Lucky, Nuno Dionísio (Me And My Brain, Twin Transistors) e André Pires (The Speechless Monologue) têm um novo projeto em comum, sedeado em Leiria, chamado Terrible Mistake. Aqui exploram o lado sombrio e sensual da eletrónica underground, materializado por estes dias numa viagem intensa e psicadélica intitulada I Have An Atomic Bomb Inside Me, um alinhamento de seis canções, lançado em formato digital e vinil e com a chancela da Omnichord Records.

Super Fly é um dos grandes destaques do alinhamento de I Have An Atomic Bomb Inside Me. O tema é, de certa forma e de acordo com o press release do seu lançamento, o ponto de partida de um disco que traduz uma procura do processo de criação artística e da construção de identidade, tanto do caminho de contador de histórias, como do caminho da composição musical.
Super Fly é uma música que fala sobre a dificuldade de encontro no amor e sobre o caminho de descoberta interior que acompanha a criação, materializada num clima sonoro com um elevado travo, inicialmente jazzístico e depois eminentemente progressivo. Em Super Fly, vozes ecoantes e etéreas, teclados planantes e um registo percussivo algo arrastado mas contagiante, oferecem ao ouvinte pouco mais de seis minutos algo sombrios, mas bastante envolventes e com uma sensualidade hipnótica e vibrante única, que nos prende de modo inebriante e irresistível. Confere...
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MIRANDA - Un_Love
Chegou no passado dia dezassete de outubro aos escaparates Un-Love, o disco de estreia do projeto MIRANDA, liderado pelo músico João P. Miranda, natural de Portalegre e que, para incubar este alinhamento de oito canções, contou com as inestimáveis contribuições vocais de Liliana Bernardo, Rita Rice e Cat Falcão.

Este álbum de estreia do projeto MIRANDA desenvolve-se a partir de uma questão essencial: é possível desamar ou apenas perder um amor? Essa ambiguidade percorre todo o disco feito de canções que se movem entre a dor do desencontro e a esperança luminosa do reencontro, mostrando que a melancolia pode conviver com a persistência e a beleza do amor. Mais do que um lamento, Un_Love assume a melancolia como um estado de alma, um fado contemporâneo em que a perda não apaga o sentimento, antes o transforma numa presença diferente: a memória, a saudade, a persistência do amor mesmo nas ruínas. Mas ao mesmo tempo, o álbum abre espaço para a esperança de voltar a amar — seja reencontrando o amor perdido, seja descobrindo um novo caminho onde a dor se converte em renovação. Musicalmente, o álbum veste estas emoções com orquestrações grandiosas, atmosferas cinematográficas e vozes sensíveis que dão corpo a essa contradição. Porque, no fundo, desamar pode ser impossível – podemos deixar alguém, mas raramente deixamos de carregar o rasto desse amor, e é dessa marca que também nasce a coragem de amar novamente.
O disco abre com A New Beginning, uma mensagem de união, esperança e reconstrução. É uma canção sobre a necessidade de recomeçar e fala do poder da empatia, da força que nasce quando duas pessoas escolhem caminhar juntas, mesmo em tempos de incerteza. Depois chega a vez de escutarmos Dreaming, uma canção profundamente pessoal e que reflete sobre uma relação vivida com alguém emocionalmente distante, frio e incapaz de ver a beleza e a profundidade do mundo. É o relato de um amor que existiu à superfície, onde o eu lírico tentava mergulhar enquanto o outro permanecia imóvel, alheio à intensidade do sentimento. A letra traduz esse contraste entre o sonho e a realidade, entre quem sente demais e quem não sente o suficiente. É, no fundo, o lamento de quem quis partilhar o infinito com alguém que só via o chão. É uma canção sobre a solidão que nasce mesmo dentro de um abraço, sobre a dor de perceber que nem todos têm a mesma capacidade de se maravilhar.
O disco prossegue e em Happiness, o autor explora pela primeira vez arranjos orquestrais e percussões sinfónicas que, aliados à emoção melódica e à densidade harmónica, acabam por definir e estética de grande parte do álbum. É uma música que respira em camadas, entre a força épica da orquestra e a intimidade das guitarras e vozes. Liricamente, Happiness é um retrato da contradição humana entre o desejo e a perda. Depois, I Wish oferece-nos o momento mais emocional e intenso do alinhamento; Aqui, o amor surge como tempestade, como força descontrolada que destrói e recria. A linguagem é simbólica e cheia de metáforas, debruçando-se sobre o desejo e a vulnerabilidade, sobre o impulso de querermos ser tocados por algo maior do que nós. Ao mesmo tempo, é uma reflexão sobre o tempo, o esquecimento e a solidão.
Até ao ocaso do disco, Often a Bird é um hino à esperança que renasce das cinzas, falando de de resistência e de transformação. Save Your Soul, tema com uma cadência lenta, quase de marcha fúnebre, cria uma atmosfera densa e ritualística, fala da possibilidade de renascer, de libertar o espírito, de salvar a alma mesmo quando tudo parece perdido. Tear Us Apart mergulha nas ruínas do amor. É uma canção dura, visceral e honesta, que fala sobre o fim e sobre a dor que fica quando as palavras deixam de fazer sentido. Finalmente, When the Night Comes é um lamento e uma oração, um diálogo entre a dor e a memória. Fala de perda, de amor distante, de uma procura espiritual que se estende pela noite. O narrador vagueia por florestas e colinas, entre ecos e sombras, tentando reencontrar a figura amada, que se tornou símbolo de tudo o que se perde mas continua a viver dentro de nós. Espero que aprecies a sugestão...
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Bela Noia - Não Quero Mais
Há pouco mais de dois anos, após mostrar a sua habilidade lírica e a sua capacidade de contar histórias em projetos anteriores, o artista multidisciplinar Pedro Vieira aventurou-se por um outro caminho intitulado Bela Noia, um projeto que o levou a refletir, procurando uma solução para uma realidade que o inquieta. Tentando reinventar-se neste novo grupo, Pedro acabou por tentar explorar nos Bela Noia uma nova linguagem, criando assim, em dois mil e vinte e três, uma série de canções que deram origem a um disco intitulado Os Miúdos Estão Bem, um registo de seis temas que tinha o propósito de amotinar os alicerces da música pop e inquietar quem as ouve, pelo constante salto ao rock e folk, sem largar a mão do noise e do prog rock e que foi destaque na nossa redação.

Agora, no outono de dois mil e vinte e cinco, o projeto Bela Noita está de regresso com Não Quero Mais, o primeiro single de avanço do segundo disco do projeto, que deverá chegar aos escaparates no próximo ano.
Assente num rock cru e direto, que mistura a nostalgia do rock clássico com a urgência do presente, criando uma catarse sonora intensa e libertadora, marcada por guitarras viscerais e um refrão marcante que traduzem a autenticidade da banda, Não Quero Mais inaugura uma nova fase criativa da banda, mais intensa e madura, sem nunca perder a honestidade e energia que sempre caracterizou a música de Pedro Vieira. De acordo com o músico, a canção nasceu de um momento de ruptura e fala de promessas quebradas, excessos e da vontade de mudança. É, em suma, uma canção sobre prometer mudar, sobre estar farto dos excessos e procurar um novo caminho. Queríamos um som cru, direto, que refletisse esse sentimento, mas sem perder a esperança. É um grito de libertação e também um convite à reflexão.
Confere Não Quero Mais e o vídeo do tema que é também o primeiro capítulo de uma curta-metragem que será construída a partir dos três primeiros singles do novo disco, realizada por Pedro Vieira e Leonardo Outeiro, filmada pela Toca do Lobo com a direção de fotografia a cargo de Tiago”Ramon” Santos...
https://www.instagram.com/bela.noia/
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Noiserv - 7305
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.
![New album] Noiserv – 7305](https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/566652850_18530072977008967_4753987768617290443_n-e1760687494832.jpg)
Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçavam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo intitulado 7305, que além do notável avanço que o mesmo expressa relativamente à performance do autor, quer como poeta, quer como escritor, também aprimora ainda mais a sua já mítica versatilidade instrumental que, neste caso, teve a mira particularmente apontada a territórios mais sintéticos e eletrónicos, mas sem nunca descurar a presença, nomeadamente ao nível dos arranjos, de alguma instrumentação mais orgânica e acústica, não só ao nível das cordas, irrepreensiveis logo a abrir o alinhamento, na pueril melancolia psicadélica de 20.05. a self conversation is too loud for an empty room, mas também com o uso efetivo e marcante de sopros e de alguns elementos percurssivos.
O quotidiano que todos os dias nos atinge, que assola todos nós, sem exceção, que nos faz viver em permanente sobressalto, não só no que concerne ao cumprimento integral das nossas rotinas e horários, mas também, em paralelo, à convivência permanente com os nossos maiores medos, angústias, sobressaltos e falhas, mas também sonhos, desejos e aspirações, parece ser o grande mote concetual de 7305, tendo em conta a inteprretação que a nossa redação fez após a audição do registo. No entanto, esclarece-se, desde já, que é apenas uma interpretação nossa e que aquilo que o David idealizou para 7305 pode ser algo completamente diferente da nossa interpretação. No fundo é esta a magia da música; deixar que o ouvinte dela se aproprie e lhe dê o melhor uso pessoal e retire os ensinamentos e a inspiração que, num determinado momento, mais o reconforte. E, de facto, a música de Noiserv sempre teve este poder soporífero, esta capacidade de tocar o ouvinte mais dedicado e o fazer refletir sobre si próprio, a sua vida e os seus caminhos, aconselhado por um músico que também é um ser humano igual a nós, com alegrias, aspirações e medos e inquietações certamente parecidas ou semelhantes.
Um bom exemplo que justifica toda esta reflexão inicial acerca do conteúdo de 7305 é 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versa sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, é uma canção muito complexa, porque se desenvolve dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaça com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria. Depois, 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português, amplia essa faceta comunicativa, fazendo, de acordo com o próprio Noiserv, um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.
O registo prossegue e 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições do disco, leva-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percurssivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante. Depois, 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland, uma canção vigorosa e, a espaços, até algo abrasiva e com uma imponência muito subtil, mas óbvia, impressiona pela clemência e pelo detalhe, nuances que também transparecem no perfil interpretativo vocal do artista, mais intenso e processado do que o habitual.
Outro momento notável do registo é, sem dúvida, 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas, canção que se debruça sobre a dor subjacente aos momentos de mudança e que conta com a participação especial de Milhanas. O tema impressiona pela sua delicadeza e intimidade, imagens de marca de grande parte da carreira de Noiserv, que apostou com bastante frequência nas teclas de um piano para criar as suas melodias, fazendo-o aqui novamente e com um bom gosto indesmentível. O resultado final é bastante impressivo e comunicativo, envolvente e tocante, ampliado pela extraordinária dança protagonizada pelas vozes de Milhanas e Noiserv.
7305 é, em suma, um trabalho laborioso de lapidação, detalhe, delicadeza e refinamento, que alcança, no seu todo, laivos de excelência que, como já foi referido, alargam os horizontes sonoros do autor e o arco concetual estilístico do seu catálogo, com superior mestria. Ao longo de pouco mais de trinta e dois minutos estabelece pontes entre aquilo que é definido como o orgânico e acústico e o sintético, através de um manancial de ligações de fios e transistores que debitam um infinito catálogo de sons e díspares referências, únicas no cenário alternativo nacional e que também exalam um intenso charme, induzido por uma filosofia interpretativa que, mesmo tendo por trás um cada vez mais diversificado arsenal instrumental, nunca abandona aquele travo minimalista, pueril, orgânico e meditativo que carateriza o modus operandi deste músico único. Espero que aprecies a sugestão...
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Noiserv – 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas (feat. Milhanas)
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.
No final de julho escutámos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.
Algumas semanas depois, quase no final de agosto, chegou a vez de ouvirmos 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições que já foram divulgadas do alinhamento de 7305. De facto, 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts levou-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percussivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante.
No início deste outubro tivemos para escuta o tema 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland, uma canção vigorosa e, a espaços, até algo abrasiva e com uma imponência muito subtil, mas óbvia, nuance que também transparecia no perfil interpretativo vocal do artista, mais intenso e processado do que o habitual.
Agora, a dias do lançamento de 7305 temos mais um single do disco disponível para audição, o sexto disponibilizado nesse formato. Tratas-se de 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas, canção que se debruça sobre a dor subjacente aos momentos de mudança e que conta com a participação especial de Milhanas. O tema impressiona pela sua delicadeza e intimidade, imagens de marca de grande parte da carreira de Noiserv, que apostou com bastante frequência nas teclas de um piano para criar as suas melodias, fazendo-o aqui novamente, com um bom gosto indesmentível. O resultado final é bastante impressivo e comunicativo, envolvente e tocante, ampliado pela extraordinária dança protagonizada pelas vozes de Milhanas e Noiserv.
Confere 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas e o vídeo do tema, protagonizado pelo projeto sedeado em Leiria, Casota Collective, em particular a bailarina Ana de Oliveira e Silva, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...

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Noiserv – 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.
No final de julho escutámos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.
Algumas semanas depois, quase no final de agosto, chegou a vez de ouvirmos 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições que já foram divulgadas do alinhamento de 7305. De facto, 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts levou-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percussivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante.
Agora, no início de outubro e a poucas semanas do lançamento de 7305, temos para escuta o tema 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland. É uma canção vigorosa e, a espaços, até algo abrasiva e com uma imponência muito subtil, mas óbvia, que também transparece no perfil interpretativo vocal do artista, mais intenso e processado do que o habitual. Aposta num registo eminentemente sintético, que cria uma atmosfera até algo dançável, uma nuance nada óbvia, tendo em conta o catálogo de Noiserv, mas que se saúda particularmente.
Confere 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland e o vídeo do tema, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...
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Noiserv – 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.
No final de julho escutámos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.
Agora, cerca de um mês depois, chega a vez de ouvirmos 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições que já foram divulgadas do alinhamento de 7305. De facto, 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts leva-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percussivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante. Confere 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts e o vídeo do tema, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...

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Hot Air Balloon - Keep Me Going
Os Hot Air Balloon são o Tiago e a Sarah-Jane, uma dupla luso-irlandesa que partilha não apenas a vida, mas também uma paixão profunda pela música. O seu encontro em Vigo, Galiza, na Espanha, em dois mil e nove, marcou o início de uma jornada artística e, desde aí, têm levado a sua música a diferentes palcos e criado laços com audiências em Portugal, Espanha e Irlanda.

O seu álbum de estreia, Behind The Wall, lançado em dois mil e dezasseis, foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Além disso, nesse mesmo ano, foram nomeados na categoria “Singer-songwriter” nos Independent Music Awards em Nova Iorque, que contava com artistas icónicos como Tom Waits e Suzanne Vega entre os membros do júri.
Os Hot Air Balloon acabaram por chamar a nossa atenção em abril último, devido a Come This Far, o primeiro single divulgado daquele que foi o segundo álbum do projeto, com esse mesmo nome, que viu a luz do dia a vinte e três de maio. Trata-se de um alinhamento de sete canções, construídas de forma orgânica, sempre partindo da simplicidade da guitarra e da voz. A partir desse ponto de partida íntimo, as composições ganharam forma, explorando camadas sonoras e emoções que se entrelaçaram naturalmente. O disco explora a jornada da sua vida em comum – os desafios, as alegrias e os momentos íntimos – convidando os ouvintes a entrar numa história que é deles, mas que ressoa com muitas outras. Embora profundamente pessoal, é um álbum universalmente relacionável.
Deste Come This Far dos Hot Air Balloon, temos hoje para partilhar Keep Me Going, o segundo single extraído do registo. Trata-se de uma canção em que o duo luso-irlandês cria uma ponte entre a saudade e a celebração. Com uma base de folk intimista enriquecida por arranjos de indie alternativo, a canção transforma a dor da perda num hino de esperança e continuidade. O videoclipe que acompanha o single foi inteiramente gravado e editado pela própria banda. Confere...
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Pedro Sáfara - Quem Sabe
Nascido no Brasil há 31 anos, Pedro Sáfara chegou a Portugal ainda menor, e por cá ficou e iniciou a sua carreira artística. Tendo criado e participado em diversos projetos artísticos na área do teatro, da literatura e, claro está, da música, Pedro Sáfara distribui o seu tempo entre o estudo, o ensino e a atividade musical.

Sendo um compositor em permanente atividade, selecionou doze canções originais, das muitas que compôs, e que integram o seu primeiro disco, Florilégio, que viu a luz do dia dia a trinta de maio, com a chancela da Jugular Edições.
De estrutura assumidamente simples e com recurso apenas ao seu violão e ao piano de Sérgio Costa, Pedro Sáfara apresenta em Florilégio temas de uma biografia comuns a todos numa proposta musical de elevada qualidade de composição e poética de grande proximidade que nos é trazida pelo timbre suave com que o artista as interpreta.
Um dos grandes destaques do registo é o tema Quem Sabe, uma canção que propõe ao ouvinte uma reflexão sobre o seu lugar em relação ao lugar do outro no mundo, como uma oração aos vulneráveis, aos abandonados e aos indefensáveis. Confere...
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Noiserv – 20 . 13 . A Lonely Garden In The Middle Of A Small House
Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes naunces, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.
Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com um avanço divulgado. Trata-se do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que, sendo tematicamente corajosa, porque versa sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos e sonoramente muito complexa, porque é desenvolvida dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaça com o orgânico abrasivo das cordas, plasma, no fundo, e em jeito de ponto alto, toda a evolução que o artista foi conseguindo obter numa carreira de vinte anos, recheada de momentos intensos e riquíssimos.
Confere 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house e o vídeo do tema que resultou de uma feliz colaboração com os Leirienses Casota Collective, em particular da artista Ana de Oliveira e Silva...
