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Fugly - Space Migrant

Segunda-feira, 11.05.20

Dois anos depois do excelente Millenial Shit, os portuenses Fugly estão de regresso aos lançamentos com um novo disco, ainda sem nome anunciado e que, de acordo com os próprios, substitui os problemas adolescentes pelos de adulto,  com uma visão (um bocadinho) mais amadurecida do mundo que os rodeia mas sem largar o lado enérgico, satírico e festivo. Será lá para o final do ano que o projeto liderado por Pedro Feio, ou Jimmy, ao qual se juntam Rafael Silver, Nuno Loureiro e Ricardo Brito, colocará nos escaparates o seu novo trabalho, um alinhamento com a chancela da O Cão da Garagem e produzido, mais uma vez, pelos próprios Fugly no Adega Studios.

Fugly estão de regresso com o single “Space Migrant” – Glam Magazine

O rock direto e sem espinhas de Space Migrant é, um tema que, de acordo com o seu press releasefala sobre a inclusão de todos numa sociedade que tem problemas em unir-se, é o primeiro single retirado desse novo álbum dos Fugly, uma composição feita com uma voz exultante, guitarras banhadas por um efusiante riff metálicopleno de reverb e um baixo vincado e cheio de ritmo que dá as mãos a uma bateria domada com elevada mestria. Confere...

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCiA17QHA29eFaO0rg5p82Fg

Facebook: https://www.facebook.com/fuglyfuglyfugly/

Instagram: https://www.instagram.com/fuglyfuglyfugly/

Twitter: https://twitter.com/fuglyfuglyband

Bandcamp: https://fuglyfuglyfugly.bandcamp.com/

Spotify: https://open.spotify.com/artist/5CrUuS7NQvUeHwPFnzVKcS?si=xuqdMZa8RvKS5TNQzy40yQ

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publicado por stipe07 às 15:16

Aníbal Zola - amortempo

Quinta-feira, 16.04.20

Nascido na Invicta cidade do Porto há trinta e sete anos, Aníbal Zola apaixonou-se pela música e pela interpretação muito cedo. Ainda criança já tocava piano, mas no início da juventude ingressou na Valentim de Carvalho onde estudou guitarra clássica. Começou a tocar baixo eléctrico de forma autodidacta aos dezasseis anos tendo começado a ter aulas aos dezoito com o professor Helder Mendonça e um ano mais tarde, na Escola de Jazz do Porto com o professor João André Piedade durante três anos. Neste período, estudou engenharia civil na FEUP e fez parte do projecto musical Pay Per View?.

Resultado de imagem para Anibal Zola - Vida de Cão

No final da década passada, motivado pelo crescente interesse na improvisação e na composição baseada na escrita de canções, regressa à Escola de Jazz do Porto desta vez para estudar contrabaixo com o professor João André Piedade e Pedro Barreiros. Fez parte de um combo que participou na Festa do Jazz do S.Luiz em dois mil e onze, ano em que é admitido na ESMAE no curso de Jazz. Terminou a licenciatura em Contrabaixo/Jazz em Julho de dois mil e catorze na ESMAE onde teve a oportunidade de aprender e trabalhar com António Augusto Aguiar, José Carlos Barbosa, Florian Pertzborn, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Mário Santos, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Abe Rabade, Telmo Marques, Jeffrey Davis, entre outros.

Actualmente faz parte dos projectos Palankalama, Les Saint Armand, Projecto Ferver e Carol Mello, além do seu projeto a solo Aníbal Zola, que se estreou nos discos há dois anos com Baiumbadaiumbé, um registo com um som muito particular onde se podem sentir influências da música brasileira nordestina, elementos plásticos que remetem à música de Tom Zé e ao tropicalismo brasileiro, algum rock e alguma folk anglo saxónica.

Agora, em dois mil e vinte, Aníbal Zola está de volta aos discos com Amortempo, dez canções sobre o amor, a morte e o tempo, um registo escrito em português e com uma abordagem musical de busca de identidade. De acordo com o press release de lançamento, é um trabalho que resulta do desejo de juntar o contrabaixo e a voz a um conjunto generoso de participações de outros músicos extremamente talentosos que têm vindo a cruzar-se com Aníbal Zola. Procura essencialmente fundir música portuguesa com música latino americana e dá, com frequência, espaço para a improvisação. As letras não são mais do que as próprias inquietações do artista que se espelharam em temas já muito explorados pela humanidade, e que, em Aníbal Zola, surgiram através de um processo bastante inocente.

amortempo é heterogéneo e eclético, mas transpira cheiro e sol portugueses. É um álbum de tato sensível e apurado, um compêndio de afetos, uma ode à melhor tradição do nosso cancionieiro tradicional e que se torna aqui num banquete sensorial de elevada subtileza e encanto por ter sido mesclado com a rica pafernália de tiques e nuances que abastecem a mais altiva e charmosa contemporaneidade sonora que se vai fazendo neste jardim à beira-mar plantado.

O timbre das cordas e a rugosidade do efeito da guitarra de Marujo, forçam logo o ouvinte a percepcionar, mesmo que intuitivamente, essa feliz dicotomia em que acústico e elétrico namoram entre si, sem se perceber claramente quem tem a posição dominante nesta relação que, sendo abençoada por Zola, tem tudo para um final feliz. Depois, quando o orgânico e o romântico fundem-se com superior dose de lascívia, como não podia deixar de ser, em Tango da Lua Nova, quando é fácil saborearmos o sal e a intensa luz que irradiam das ondas que navegam ao sabor do vaivém de um piano que joga conosco ao esconde em redor da secção percurssiva que faz flutuar Mar Profundo, quando percebemos que é impossível à nossa anca resistir à portugalidade a que sabe Samba Pro Pulinho, ou quando o cão de Zola se torna, no regaço das cordas que afagam Vida de Cão, o nosso salvo conduto para a percepção de tantos corropios que nos atormentam, sem razão aparente, torna-se claro que amortempo tem essa facilidade de permitir apropriação por todos aqueles que precisam, de quando em vez, de um porto seguro que lhes mostre que há mais vida do que a rotineira aparência e superficialidade de cumprimento de horários e obrigações em que muitos de nós vivemos. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 22:04

Anibal Zola - Vida de Cão

Terça-feira, 25.02.20

Nascido na Invicta cidade do Porto há trinta e sete anos, Aníbal Zola apaixonou-se pela música e pela interpretação muito cedo. Ainda criança já tocava piano, mas no início da juventude ingressou na Valentim de Carvalho onde estudou guitarra clássica. Começou a tocar baixo eléctrico de forma autodidacta aos dezasseis anos tendo começado a ter aulas aos dezoito com o professor Helder Mendonça e um ano mais tarde, na Escola de Jazz do Porto com o professor João André Piedade durante três anos. Neste período, estudou engenharia civil na FEUP e fez parte do projecto musical Pay Per View?.

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No final da década passada, motivado pelo crescente interesse na improvisação e na composição baseada na escrita de canções, regressa à Escola de Jazz do Porto desta vez para estudar contrabaixo com o professor João André Piedade e Pedro Barreiros. Fez parte de um combo que participou na Festa do Jazz do S.Luiz em dois mil e onze, ano em que é admitido na ESMAE no curso de Jazz. Terminou a licenciatura em Contrabaixo/Jazz em Julho de dois mil e catorze na ESMAE onde teve a oportunidade de aprender e trabalhar com António Augusto Aguiar, José Carlos Barbosa, Florian Pertzborn, Nuno Ferreira, Michael Lauren, Mário Santos, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Abe Rabade, Telmo Marques, Jeffrey Davis, entre outros.

Actualmente faz parte dos projectos Palankalama, Les Saint Armand, Projecto Ferver e Carol Mello, além do seu projeto a solo Aníbal Zola, que se estreou nos discos há dois anos com Baiumbadaiumbé, um registo com um som muito particular onde se podem sentir influências da música brasileira nordestina, elementos plásticos que remetem à música de Tom Zé e ao tropicalismo brasileiro, algum rock e alguma folk anglo saxónica.

Agora, em dois mil e vinte, Aníbal Zola regressa aos discos com Amortempo, dez canções sobre o amor, a morte e o tempo, um registo escrito em português e com uma abordagem musical de busca de identidade. De acordo com o press release de lançamento, é um trabalho que resulta do desejo de juntar o contrabaixo e a voz a um conjunto generoso de participações de outros músicos extremamente talentosos que têm vindo a cruzar-se com Aníbal Zola. Procura essencialmente fundir música portuguesa com música latino americana e dá, com frequência, espaço para a improvisação. As letras não são mais do que as próprias inquietações do artista que se espelharam em temas já muito explorados pela humanidade, e que, em Aníbal Zola, surgiram através de um processo bastante inocente.

De amortempo acaba de ser revelado o single Vida de Cão, uma música frenética tal como é a vida da maior parte de nós. A letra é fundamentalmente instintiva e pouco pensada, tentando misturar os sentidos da visão, olfato e audição de uma forma nervosa e desequilibrada,  representando o comportamento selvagem de um cão. Além disso fala de tudo e não fala de nada. Há quem diga que é o chico fininho dos cães. No vídeo da canção, o cão de Aníbal Zola é protagonista numa viagem em alvoroço pela cidade e a filmagem, tal como a música, também é descomplexada. Confere Vida de Cão e os próximos concertos do artista...

29 Fevereiro/ Porto, CCOP – Apresentação do disco com presença de todos os participantes 13 Março/ Vermil, Centro e laboratório artístico Clav Live Sessions – Concerto a solo

14 Março/ Amarante, 3 Mini Festival de Artes – Concerto a solo

19 Março/ Lisboa, Clube Ferroviário – Concerto em trio

30 Maio/ Ciclo Fora de Portas na Adega Cooperativa, Arruda dos Vinhos

12 Junho/ Setúbal, Casa da Cultura – Concerto em trio

Facebook https://www.facebook.com/anibalcbvoz/

Instagram https://www.instagram.com/anibalzola/

Bandcamp https://anibalcbvoz.bandcamp.com

YouTube https://www.youtube.com/user/zenibeirao

Spotify https://open.spotify.com/artist/5YN3Sf9fbfdaRG1NSouCIL?si=KkrguNuVTFuseqxJXt8D2A

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publicado por stipe07 às 17:21

LOLA LOLA - Killed a Man in a Field

Quinta-feira, 19.09.19

Com raízes nos extintos Tornados e no sempre pulsante e inovador movimento criativo da cidade do Porto, os LOLA LOLA formaram-se há meia década, fruto da junção de um trio já muito experimentado nas lides musicais, Tiago Gil (Guitarra), Miguel Lourenço (Baixo) e Hélder Coelho (Bateria), que receberam de braços abertos a desconcertante voz de Carla Capela, conhecida da noite portuense como DJ Just Honey e o sax barítono de Rui Teixeira.

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Alimentados pelo universo musical das décadas de 50 e 60 e inspirados pelo R&B/Popcorn, 60´s Beat e Rock n’ Roll, os LOLA LOLA assinaram, no início de 2015, pela prestigiada editora independente Sleazy Records, à boleia da qual lançaram os singles Money in the Can (Junho/2015), Sweet Lovin' (Dezembro/2016) e o double-sider Voodoo Man/ Voodoo Woman (Fevereiro/2018).

Com as suas canções destacadas um pouco por todo o mundo por djs de culto, rádios e blogosfera musical, os LOLA LOLA também têm tocado por toda a Península Ibérica, granjeando uma cada vez mais vasta e fiel legião de fãs que irá certamente ampliar-se devido a Killed A Man In The Field, o novo lançamento do grupo, um sete polegadas que tem como b side uma recriação enérgica do clássico Somebody’s always trying de Joy Byers e que marca a estreia dos LOLA LOLA  pela soberana Chaputa! Records.

Este quarto registo fonográfico dos LOLA LOLA, ilustrado por Rui Ricardo, produzido por Nuno Riviera e masterizado por Mike Mariconda, vê a luz do dia amanhã, mas o tema principal, uma canção que nos leva a viajar por uma larga paisagem de cor e infinito, (...) um rasgo de primordial simplicidade, com uma melodia assente numa base densa e segura, já tem direito a um video captado na Reserva Natural do Estuário do Douro e com brilhantes interpretações de Carla Capela e Tiago André Sue. No filme, assinado por Rodrigo Areias e Susana Abreu, contemplamos uma história de amor trágico que trespassa corações, revelando-se na eternidade da paisagem que a vida é efémera.

Sempre com sede de estrada, os LOLA LOLA aproveitam o lançamento deste 7’ para regressar aos concertos, no Sabotage Club, dia 18 de Outubro e no Barracuda Clube de Roque, no dia seguinte. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:14

X-Wife - X-Wife

Terça-feira, 10.04.18

Os portuenses X-Wife de  João Vieira (Dj Kitten) (voz/guitarra), Fernando Sousa (baixo) e Rui Maia (sintetizadores/teclas), estão finalmente de regresso aos discos com o quinto disco da sua carreira, um espetacular homónimo de electro punk alternativo que sucede ao já longínquo Infectious Affectional, álbum que data de 2011. Pelo meio, os White Haus, projeto alternativo de João Vieira e o alter ego Mirror People de Rui Maia foram ganhando fôlego, a banda participou com o tema Movin' Up na banda sonora do jogo de culto EA SPORTS FIFA 16, ao lado de bandas e artistas do calibre dos Bastille, Beck, Foals, Icona Pop e Unknown Mortal Orchestra e o baixista Fernando Sousa envolveu-se com uma mão-cheia de bandas do Porto e arredores, nomeadamente os Best Youth.

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É em ambiente de festa que abre X-Wife, um disco que foi sendo gravado de modo intermitente ao longo destes últimos sete anos em que o trio muitas vezes se questionou se valeria a pena manter o projeto vivo. E não são precisos muitos acordes de This Game para se celebrar espontaneamente, não essa relutância dos X-Wife em encerrarem as hostilidades, mas a persistência de acreditarem que afinal o quinto disco deste grupo faria todo o sentido, até porque é um registo que está naturalmente, tendo em conta a elevada mestria criativa dos seus membros, recheado de excelentes canções capazes de nos empolgar e de nos fazer acreditar que aquele rock mais enérgico, direto e incisivo a que nos habituámos no dealbar deste século e que lá por fora nomes tão influentes com os Franz Ferdinand, Radio 4, LCD Soundsystem, The Rapture ou The Strokes cimentaram, acabou por fazer escola por cá, havendo quem o replique com tanta ou mais mestria.

Depois deste início auspicioso à boleia de um tema que se sustenta num frenético ritmo deliciosamente anguloso, proporcionado, em grande parte, por um intenso riff de guitarra e uma distorção incisiva a acompanhar um refrão eloquente, escutam-se os trompetes, os flashes intermitentes e os metais de Boom Shaka Boom e não há como não renunciar à festa, numa canção verdadeiramente intemporal, já que nos oferece uma mescla entre a típica eletrónica underground nova iorquina e o colorido neon dos anos oitenta. Depois, se a já referida Movin' Up parece levar, com assinalável mestria, uma espécie de jazz rock numa direção eminentemente dançável e psicadélica e se Coconuts é um curiosa mistura entre ambientes latinos e o vibrante eletropunk que define o adn dos X-Wife, já o frenesim de Monday Tuesday oferece-nos aquele irresistível swing da guitarra que no refrão se torna particularmente buliçoso ao resvalar para um riff épico e de maior exaltação, nuance que em Show Me Your Love recebe a companhia do sintetizador que, ainda neste tema, ao mesmo tempo que conduz a melodia também dispara diversos flashes em diferentes direções, proporcionando um festim sintético pulsante e algo lascivo.

Cheio de composições que nos fazem abanar a anca mesmo que não haja um firme propósito, apenas e só o facto de ser hora de celebrar, X-Wife é um daqueles discos que ensina que nunca é tarde para recomeçar e que os anos podem passar por uma banda, mas o seu espírito pode manter-se amplamente jovial e criativo, mesmo que isso suceda de modo menos intuitivo, mas mais refletido, maduro e consciente. É assim, de certo modo, a melhor descrição que se pode fazer destes renovados X-Wife como entidade. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 20:50

Fugly - Millenial Shit

Segunda-feira, 22.01.18

Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto Fugly em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos formarem este grupo oriundo do Porto, que se estreou ainda esse ano com Morning After, um EP que já tem finalmente sucessor. O primeiro longa duração dos Fugly chama-se Millenial Shit, viu a luz do dia por intermédio da editora O Cão da Garagem e assume-se como uma espécie de disco conceptual que conta a história dos millennials, a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos oitenta e noventa, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado.

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Melhor do que ser eu a descrever o conteúdo de Millenial Shit é mesmo conferir também o que a banda tem a dizer acerca do seu conteúdo, através do press release do lançamento. Assim, tendo em conta a temática acima citada, Millenial Shit gira à volta do romance jovem, das noites loucas e espalhafatosas em que tudo de mau e bom acontece. O arrependimento causado por um dia seguinte cheio de perguntas sem resposta e todo o existencialismo associado. O alinhamento arranca a todo o gás com Hit the Wall, canção feita com uma voz exultante, guitarras banhadas por um audacioso reverb e um baixo vincado e pleno de ritmo que dá as mãos à bateria com elevada mestria. Depois, no punk direto e efusivo de Ciao (You’re Dead), na toada expressiva de Millennial Shit, no elevado acerto melódico com que guitarras e bateria se entrelaçam em Take You Home Tonight e na rugosidade rock de Yey, fica plasmado um modo muito próprio de expressar uma filosofia sonora interpretativa que mais do que mostrar uns Fugly presos por amarras ou balizas que enclausurem o arquétipo sonoro pelo qual se regem, clarifica o alargado e geralmente acelerado espetro rítmico que os define, já que quase sempre optam por criar músicas rápidas, com pouco tempo e que em poucos versos,  introduzem a história que pretendem contar. Delirium acaba por funcionar um pouco como contraponto a todo este ideário estilístico dos Fugly, Rooftop, Inside My Head e The Sun, com uma tonalidade um pouco mais diversificada e intrincada, dão esperança à personagem de poder mudar tudo, de começar de novo e perceber a lição que foi aprendida

Em suma, Millenial Shit contém uma rebelde euforia utópica que explora ao máximo a relação sensorial humana, com um som psicadélico, barulhento e melódico que atiça todos os nossos sentidos, provoca em nós reações físicas que dificilmente conseguimos disfarçar e, contendo belíssimas texturas, que não se desviam do cariz fortemente experimental que faz parte da essência destes Fugly, trespassam sempre o nosso âmago, fechando-nos dentro de um mundo muito próprio e místico, onde tudo flui de maneira hermética e algo acizentada, como convém a uma crise de identidade bem sucedida. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:24

Fugly - Hit A Wall

Sexta-feira, 12.01.18

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Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto Fugly em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos formarem este grupo oriundo do Porto, que se estreou ainda esse ano com Morning After, um EP que já tem finalmente sucessor. O primeiro longa duração dos Fugly chama-se Millenial Shit, verá a luz do dia por intermédio da editora O Cão da Garagem e o tema homónimo foi o prmeiro single divulgado do registo, sendo agora a vez de já podermos escutar Hit A Wall, o tema arrebatador e frenético que abre o alinhamento do álbum, feito com uma voz gritante, guitarras a arranhar, baixo galopante e um comboio sem controlo que sai da bateria e já com direito a um excelente vídeo. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 12:26

Fugly - Millenial Shit

Quarta-feira, 22.11.17

Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto Fugly em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos formarem este grupo oriundo do Porto, que se estreou ainda esse ano com Morning After, um EP que já tem finalmente sucessor. O primeiro longa duração dos Fugly chama-se Millenial Shit, verá a luz do dia por intermédio da editora O Cão da Garagem e o tema homónimo é o mais recente single divulgado do registo, uma canção também já com direito a um excelente vídeo.

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De acordo com o press release de lançamento deste single e de antecipação do álbum, os FUGLY seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca, sendo omillennials a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos 80 e os anos 90, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:31

The Weatherman - Kind of a Bliss

Quarta-feira, 15.06.16

The Weatherman, o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto pop rock versátil e multifacetado, está de regresso aos discos com Eyeglasses for the Masses, um álbum editado a vinte e nove de Abril e que nos remete para um universo pop e psicadélico, diversificado e abrangente, onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como The Beatles ou Beach Boys são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da eletrónica atual.

O mais recente single extraído de Eyeglasses for the Masses é Kind Of A Bliss, um alerta vermelho sobre a solidão e o sofrimento que a mesma causa frequentemente, nomeadamente nas vítimas de abusos de toda a espécie e das mais variadas faixas etárias. O tema já tem direito a vídeo, que apresenta o caso de uma vítima de violência doméstica, um dos maiores flagelos da sociedade ocidental contemporânea.

The Weatherman estreou-se nos lançamentos discográficos em 2006 com Cruisin’ Alaska, ao qual se sucedeu Jamboree Park at the Milky Way (2009), e um homónimo, em 2013, antes deste Eyeglasses for the Masses. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:57

The Weatherman - Eyeglasses for the masses

Terça-feira, 17.05.16

Gravado nos estúdios Hertzcontrol em Caminha por Marco Lima, produzido pelo próprio e por e Alexandre Almeida, e misturado nos SoundHill Studios no Porto por João André, Eyeglasses For The Masses é o quarto e novo registo de originais de The Weatherman, o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto pop rock versátil e multifacetado, cujo universo pop e psicadélico nos remete para um mundo sonoro onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como os The Beatles, claramente audíveis na cândura de Now & Then, ou os Beach Boys, homenageados a preceito em Endless Expectations, são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da pop e da eletrónica atual.

Masterizado em Los Angeles pela mão do galardoado Brian Lucey (Artic Monkeys, Black Keys, The Shins, Beck, Sigur Ros, entre outros), Eyeglasses For The Masses assinala uma década de carreira de um músico que sempre demonstrou ser um inspirado e comovente escritor de canções e que, desta vez, quis, de acordo com o press release do lançamento, mover tudo e todos com o poder de uma grande canção. De facto, apoiado pela enorme mestria com que manipula, principalmente, as teclas de um piano, The Weatherman dá-nos a mão e convida-nos a penetrar sem hesitações num disco que faz de nós, inicialmente estranhos numa terra estranha, acabados de chegar ou prontos para partir, num alinhamento que funciona como um campo de sacos cheios de memórias onde a vida se refugia ou fica presa, quando o amor nos resolve pregar, mais uma vez, uma enorme partida.

Tal como esse amor, esta é uma viagem empolgante, onde tudo começa e acaba, instigados pela motivação de canções tão felizes como All The In Between e outras capazes de manipular a nossa mente fragilizada e entorpecida para o lado mais positivo da existência humana, algo que sucede intuitivamente a quem se deixar embrenhar pela monumentalidade instrumental de A Kind Of A Bliss, canção que nos oferece uma sensação de liberdade incomensurável, com o bónus de expirar do nosso âmago toda a cegueira, vertigem, ou abismo, que a solidão tantas vezes nos proporciona.

Parece-me que para quem recentemente ficou só e sente medo que essa fatalidade se prolongue no tempo, algo que nem sempre está nas nossas mãos evitar, este é um álbum que pode indicar pistas seguras para que tal não suceda e que nos pode mostrar o que há do outro lado do vidro que reflete a nossa existência, agora algo perdida. Se tantas vezes nos esquecemos que aquilo que é esta fragilidade que é visível, principalmente aos outros, pode ser apenas aparente, o grito de esperança que desembrulhamos em Unpack My Mind, mostra-nos que muitas vezes depende da nossa força interior o encontro, ou não, de uma nova felicidade, que tantas vezes, por conformismo ou pessimismo, julgamos inatingível.

Mesmo que o ideário global do autor, ao idealizar Eyeglasses For the Masses, não tenha tido esta premissa de busca e reencontro do lado mais positivo e colorido da existência e da felicidade, não há como resistir a esse forte apelo, algumas vezes bastante emotivo, em onze canções onde se cruzam pessoas e factos reais, que nos ensinam que há escolhas que dependem exclusivamente de nós e que nunca devemos condicionar o nosso acesso ao amor devido à nossa religião, estatuto social ou género. One Of These Days, tudo ficará novamente no sítio certo, nem que isso signifique a nossa vida precise de ser completamente virada do avesso. Espero que aprecies a sugestão...

At The In Between

To The Universe

A Kind Of Bliss

Now & Then

Eyeglasses For The Masses

Endless Expectations

Unpack My Mind

Ice II

One Of These Days

Good Dreaming

Call All Monkeys (bonus track)

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publicado por stipe07 às 21:22






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