Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Portugal. The Man – Who’s Gonna Stop Me (feat. Weird Al” Yankovic)

Quinta-feira, 15.10.20

Pouco mais de três anos após o lançamento do excelente Woodstock, os norte americanos Portugal. The Man de John Baldwin Gourley estão de regresso com um novo single intitulado Who’s Gonna Stop Me e que resulta de uma colaboração estreita com o artista, escritor e comediante “Weird Al” Yankovic. O tema tem o propósito claro de celebrar o Indigenous Peoples’ Day, um importante feriado norte-americano que homenageia e enaltece os povos e culturas indígenas do país, versando sobre a dificuldade que muitas pessoas pertencentes a essas etnias têm em sobreviver e prosperar numa América onde impera o feroz capitalismo que não tem em conta as especificidades culturais.

Stream Portugal. The Man & “Weird Al”'s New Song “Who's Gonna Stop Me” –  Ten15AM

Além de contar com a prestação vocal do rapper Last Artful Dodgr e de Weird Al” Yankovic, que chegou a remisturar os inéditos da banda de Portland, Feel It Still e Live In The Moment, Who's Gonna Stop Me, uma composição que abraça hip-hop, R&B e eletrónica, com criatividade e uma salutar dose de experimentalismo, também conta nos créditos com a presença de Jeff Bhasker, habitual colaborador de nomes como Mark Ronson e Kanye West, Paul Williams, que já escreveu algumas das canções mais emblemáticas dos Carpenters ou Barbra Streisand, Brian De Palma e Kermit The Frog.

O vídeo do tema é dirigido pela dupla Aaron Brown e Josué Rivas e nele podemos observar a banda ao redor de uma fogueira enquanto Weird Al” Yankovic tenta encarnar um coiote e diversos artistas e líderes indígenas vão surgindo vocalizando a canção, encarnados por diversos atores, destacando-se entre eles Acosia Red Elk, uma dançarina do povo Umatilla, nativo do estado norte-americano do Oregon. Confere...

Portugal. The Man - Who's Gonna Stop Me

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 17:07

The Shins – The Great Divide

Domingo, 27.09.20

Poucos meses depois da edição do registo Heartworms no final do inverno de dois mil e dezassete, os The Shins de James Mercer lançaram uma curiosa versão do registo com os temas a surgirem melodicamente invertidos num alinhamento intitulado The Heart’s Worm. Agora, no inicio deste outono, a banda norte-americana volta a dar notícias com um novo tema intitulado The Great Divide, cuja divulgação incluiu também a versão invertida desta nova canção do grupo, atualmente sedeado em Portland, no Oregon.

The Shins Are Back With Timely New Single 'The Great Divide' | iHeartRadio

The Great Divide é uma composição com a típica assinatura pop rock dos The Shins, que tem como nuance mais audível uma batida inteligentemente ritmada, numa espécie de mistura entre futurismo e nostalgia, um desfile sónico de pop acessível e radiante, que também se pode definir numa new wave de forte intensidade e com um misto de nostalgia e contemporaneidade, até porque, instrumentalmente, Mercer serviu-se de sintetizadores modernos, mas também de um kit de bateria dos anos sessenta, para compor a canção, que já tem também direito a um curioso vídeo da autoria de Paul Trillo. Confere...

 

The Shins - The Great Divide

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:03

STRFKR – Ambient 1

Quinta-feira, 10.09.20

Não é assim tão incomum quanto isso encontrar quem ache que os STRFKR de Josh Hodges são a maior banda de todos os tempos. De facto, esta banda norte-americana, natural de Portland, no Oregon, é mestre a transmitir boas vibrações e tem uma inclinação para a beleza que é, quanto a mim, inquestionável. É impressionante a sua capacidade de criar composições que oferecem êxtase às pistas de dança, mas também de proporcionar instantes sonoros contemplativos que, escutados, por exemplo, numa estufa de plantas, tornam-se no adubo ideal para as fazer crescer. Aliás, não será assim tão absurdo quanto isso, acreditar que aquela new wave de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade, baliza o catálogo dos STRFKR, foi pensada por Hodges, o grande cérebro criativo do projeto, para o cultivo de sementes.

The band from outer space: STRFKR | Bozeman | bozemandailychronicle.com

Assim, depois de no início da última primavera nos termos alegrado todos e acreditado piamente que a paz iria ser de novo restaurada nos vales, as vacas voltariam a ser felizes e as águas seriam purificadas, porque os STRFKR nos garantiram um futuro mais feliz com o lançamento de um alinhamento de dez canções intitulado, Future Past Life, agora estão de regresso com Ambient 1, doze composições que, conforme o título indica, são de forte índole etérea, experimental e ambiental.

Ambient 1 teve como fonte de inspiração tripla, uma coleção de cassetes que o Hodges adquiriu em saldo de música ambiental, as sessões de gravação de Future Past Life e uma viagem do músico ao conhecido parque nacional Joshua Tree, localizado na Califórnia e que inclui partes dos desertos Colorado e Mojave. Já agora, só em jeito de curiosidade, o seu nome provém de uma espécie de cacto, encontrada quase exclusivamente nesta zona, denominada Joshua tree ou árvore de Josué. Nessa estadia campestre Hodges experimentou um sintetizador de um amigo, surgindo assim o esqueleto de um trabalho único e em cujo regaço melancolia e lisergia caminham lado a lado, duas asas montadas em canções que nos oferecem paisagens multicoloridas de sons e sentimentos, autênticas miragens lisérgicas e hipnóticas que deambulam pelos nossos ouvidos num frágil balanço entre uma percussão pulsante, uma eletrónica com um vincado sentido cósmico e uma indulgência orgânica que se abastece de guitarras plenas de efeitos texturalmente ricos e que privilegiam uma sensibilidade pop inédita.

Neste disco único na discografia dos STRFKR, é atingido, em alguns momentos, um forte cariz épico e monumental, nomeadamente no largo espetro de cruzamentos que se executam entre a eletrónica ambiental e um rock de cariz mais experimental e alternativo, uma filosofia sonora que nos possibilita obter um completo alheamento de tudo aquilo que nos preocupa ou nos pode afetar num determinado momento. Espero que aprecies a sugestão...

STRFKR - Ambient 1

01. Rainzow
02. Work Smoothly Lifetime Peace
03. Bunji
04. Kaleidoscope
05. Telescope
06. Anxiety
07. Zee Majoor
08. Concentrate
09. Vergeten
10. Nexus
11. Zij Aan Zij
12. Sleep

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 11:40

STRFKR – Future Past Life

Sexta-feira, 10.04.20

Não é assim tão incomum quanto isso encontrar quem ache que os STRFKR de Josh Hodges são a maior banda de todos os tempos. De facto, esta banda norte-americana, natural de Portland, no Oregon, é mestre a transmitir boas vibrações e tem uma inclinação para a beleza que é, quanto a mim, inquestionável. É impressionante a sua capacidade de criar composições que oferecem êxtase às pistas de dança, mas também de proporcionar instantes sonoros contemplativos que, escutados, por exemplo, numa estufa de plantas, tornam-se no adubo ideal para as fazer crescer. Aliás, não será assim tão absurdo quanto isso, acreditar que aquela new wave de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade, baliza o catálogo dos STRFKR, foi pensada por Hodges, o grande cérebro criativo do projeto, para o cultivo de sementes.

STRFKR - Terrorbird

Assim, alegremo-nos todos e acreditemos piamente que a paz será de novo restaurada nos vales, as vacas voltarão a ser felizes e as águas serão purificadas, porque os STRFKR acabam de nos garantir um futuro mais feliz com o lançamento de mais um disco, um alinhamento de dez canções intitulado, Future Past Life, o sucessor do fabuloso registo Being No One, Going Nowhere de dois mil e dezasseis e que foi sendo antecipado com uma série de singles nas últimas semanas.

Future Past Life mostra-nos os STRFKR a fazerem aquilo que sabem melhor, canções com elevada cosmicidade e lisergia e em que rock e eletrónica conjuram entre si com elevada mestria e bom gosto. Logo a abrir o registo, o esplendor solarengo e nostálgico de Dear Stranger dá-nos, no imediato, no efeito do sintetizador que plana pela melodia, na batida inebriante e nas guitarras repletas de fuzz, a possibilidade de obtermos um olhar bastante impressivo e esclarecedor acerca do processo criativo de Hodges, enquanto compositor, ele que é a grande força motriz da banda. A partir daí, desde instantes que são apenas e só pouco mais do que esparsos devaneios experimentais, mas muito bem sucedidos, como Palm Reader e Better Together, belíssimos exercícios de acusticidade lisérgica, até algumas composições em que o charme lo fi típico de uma produção crua e uma gravação arcaica se transformam em instantes de pura levitação, como é o caso da retro Second Hand, o que não falta neste alinhamento são temas notáveis e extremamente belos, impregnados, como é habitual nos STRFKR, com letras de forte cariz introspetivo, num resultado final algo hipnótico, muito também por causa do realismo da atmosfera que se cria, com os filmes de ficção e o espaço a aparecerem, mais uma vez, no perfil estilístico do trabalho, começando, desde logo, pelo artwork do mesmo.

Além dos temas acima referidos, há ainda que fazer menção de outros instantes do álbum que abrilhantam ainda mais o seu conteúdo e nos fazem querer que este é, sem dúvida, o grande disco de dois mil e vinte até ao momento. Never the Same, canção assente numa batida hipnótica, um delicioso efeito planante, cordas vibrantes e sintetizações cósmicas e que fala de um indivíduo com olhos castanhos iguais aos olhos da mãe de Hodges, Deep Dream, tema que resultou de um espetacular brainstorming entre Hodges e dois músicos holandeses, Mathias Janmat e David Hoogerheide, um devaneio psicadélico, com uma acentuda vibe setentista, em que diversas texturas orgânicas, orientadas por uma guitarra ecoante e sintéticas, conduzidas por uma sintetizador repleto de efeitos cósmicos se entrecruzam entre si e dividem o protagonismo no andamento melódico e estilístico da canção e Budapest, majestosa e vibrante composição, assente num efeito metálico da guitarra delicioso e que conta com a participação especial vocal dos também norte- americanos Shy Boys, dos irmãos Collin Rausch e Kyle Rausch, um coletivo de Kansas City, no Missouri, que deu um travo mais angelical e solarengo ao típico charme lo fi radiante dos STRFKR, são três bons exemplos do formidável modus operandi deste projeto, elevado em Future Past Life a um patamar ímpar de qualidade e visão, não só da suprema herança da pop das últimas quatro décadas, mas também daquilo que poderá ser o futuro próximo da melhor indie rock. Espero que aprecies a sugestão...

STRFKR - Future Past Life

01. Dear Stranger
02. Never The Same
03. Deep Dream
04. Second Hand
05. Better Together
06. Budapest (Feat. Shy Boys)
07. Palm Reader
08. Sea Foam
09. Pink Noise
10. Cold Comfort

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 22:54

STRFKR – Budapest (Feat. Shy Boys)

Sábado, 28.03.20

STRFKR - Budapest (Feat. Shy Boys)

Não é assim tão incomum quanto isso encontrar quem ache que os STRFKR de Josh Hodges são a maior banda de todos os tempos. De facto, esta banda norte-americana, natural de Portland, no Oregon, é mestre a transmitir boas vibrações e tem uma inclinação para a beleza que é, quanto a mim, inquestionável. É impressionante a sua capacidade de criar composições que oferecem êxtase às pistas de dança, mas também de proporcionar instantes sonoros contemplativos que, escutados, por exemplo, numa estufa de plantas, tornam-se no adubo ideal para as fazer crescer. Aliás, não será assim tão absurdo quanto isso, acreditar que aquela new wave de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade, baliza o catálogo dos STRFKR, foi pensada por Hodges, o grande cérebro criativo do projeto, para o cultivo de sementes.

Assim, alegremo-nos todos e acreditemos piamente que a paz será de novo restaurada nos vales, as vacas voltarão a ser felizes e as águas serão purificadas, porque os STRFKR acabam de nos garantir um futuro mais feliz com o lançamento de mais uma nova canção, a terceira em qusse um mês, intitulada Budapest, mais um sinal de vida do grupo depois do fabuloso registo Being No One, Going Nowhere (2016). Recordo que no início do mês os STRFKR já nos tinham oferecido Never the Same, canção assente numa batida hipnótica, um delicioso efeito planante, cordas vibrantes e sintetizações cósmicas, de forma surpreendente e mágica, enquanto fala de um indivíduo com olhos castanhos iguais aos olhos da sua mãe e depois veio Deep Dream, canção que resultou de um espetacular brainstorming entre Hodges e dois músicos holandeses, Mathias Janmat e David Hoogerheide, um devaneio psicadélico, com uma acentuda vibe setentista, em que diversas texturas orgânicas, orientadas por uma guitarra ecoante e sintéticas, conduzidas por uma sintetizador repleto de efeitos cósmicos se entrecruzam entre si e dividem o protagonismo no andamento melódico e estilístico da canção. Agora chega a vez de nos deliciarmos com Budapest, majestosa e vibrante composição, assente num efeito metálico da guitarra delicioso e que conta com a participação especial vocal dos também norte- americanos Shy Boys, dos irmãos Collin Rausch e Kyle Rausch, um coletivo de Kansas City, no Missouri, que deu um travo mais angelical e solarengo ao típico charme lo fi radiante dos STRFKR.

Este novo tema dos STRFKR não traz, à imagem dos dois anteriores, a companhia de anúncio de um novo álbum do grupo para dois mil e vinte, mas já começa a ser fácil perceber que essa será, claramente, uma realidade incontornável e que se tal suceder os STRFKR figurarão incontestavelmente nos lugares cimeiros das listas dos melhores discos deste ano. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:45

STRFKR – Deep Dream

Segunda-feira, 16.03.20

STRFKR - Deep Dream

Não é assim tão incomum quanto isso encontrar quem ache que os STRFKR de Josh Hodges são a maior banda de todos os tempos. De facto, esta banda norte-americana, natural de Portland, no Oregon, é mestre a transmitir boas vibrações e tem uma inclinação para a beleza que é, quanto a mim, inquestionável. É impressionante a sua capacidade de criar composições que oferecem êxtase às pistas de dança, mas também de proporcionar instantes sonoros contemplativos que, escutados, por exemplo, numa estufa de plantas, tornam-se no adubo ideal para as fazer crescer. Aliás, não será assim tão absurdo quanto isso, acreditar que aquela new wave de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade, baliza o catálogo dos STRFKR, foi pensada por Hodges, o grande cérebro criativo do projeto, para o cultivo de sementes.

Assim, alegremo-nos todos e acreditemos piamente que a paz será de novo restaurada nos vales, as vacas voltarão a ser felizes e as águas serão purificadas, porque os STRFKR acabam de nos garantir um futuro mais feliz com o lançamento de uma nova canção intitulada Deep Dream, o segundo sinal de vida do grupo depois do fabuloso Being No One, Going Nowhere (2016), já que há alguns dias atrás também nos tinham oferecido Never the Same, canção assente numa batida hipnótica, um delicioso efeito planante, cordas vibrantes e sintetizações cósmicas, de forma surpreendente e mágica, enquanto fala de um indivíduo com olhos castanhos iguais aos olhos da sua mãe.

Para descrever Deep Dream convém antes contextualizar devidamente a origem deste novo tema dos STRFKR. Em dois mil e catorze Josh Hodges passou uma temporada do lado de cá do atlântico, em Amsterdão, nos Países Baixos, a incubar o grosso do conteúdo de Being No One, Going Nowhere. Depois do regresso, já em Los Angeles e por mero acaso, Hodges entra em contacto, através de um amigo em comum, com dois músicos holandeses, Mathias Janmat e David Hoogerheide, criando-se logo uma enorme empatia entre o trio, que resultou num punhado de três canções no primeiro encontro entre todos.

Deep Dream é uma dessas composições criadas entre Hodges e os dois amigos holandeses, um devaneio psicadélico, com uma acentuda vibe setentista, em que diversas texturas orgânicas, orientadas por uma guitarra ecoante e sintéticas, conduzidas por uma sintetizador repleto de efeitos cósmicos se entrecruzam entre si e dividem o protagonismo no andamento melódico e estilístico da canção. Este novo tema dos STRFKR não traz, à imagem do anterior, a companhia de anúncio de um novo álbum do grupo para dois mil e vinte, mas já é mais um maravilhoso bálsamo retemperador para todos aqueles que, como eu, ressacavam por novidades do projeto, um tema que prova, uma vez mais, que Hodges tem um talento especial para criar composições de forte índole pessoal e reflexivo. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:39

STRFKR – Never The Same

Segunda-feira, 02.03.20

STRFKR - Never The Same

Não é assim tão incomum quanto isso encontrar quem ache que os STRFKR de Josh Hodges são a maior banda de todos os tempos. De facto, esta banda norte-americana, natural de Portland, no Oregon, é mestre a transmitir boas vibrações e tem uma inclinação para a beleza que é, quanto a mim, inquestionável. É impressionante a sua capacidade de criar composições que oferecem êxtase às pistas de dança, mas também de proporcionar instantes sonoros contemplativos que, escutados, por exemplo, numa estufa de plantas, tornam-se no adubo ideal para as fazer crescer. Aliás, não será assim tão absurdo quanto isso, acreditar que aquela new wave de forte intensidade e que num misto de nostalgia e contemporaneidade, baliza o catálogo dos STRFKR, foi pensada por Hodges, o grande cérebro criativo do projeto, para o cultivo de sementes.

Assim, alegremo-nos todos e acreditemos piamente que a paz será de novo restaurada nos vales, as vacas voltarão a ser felizes e as águas serão purificadas, porque os STRFKR acabam de nos garantir um futuro mais feliz com o lançamento de uma nova canção intitulada Never the Same, o primeiro sinal de vida do grupo depois do fabuloso Being No One, Going Nowhere (2016).

Esta nova canção dos STRFKR não traz a companhia de anúncio de um novo álbum do grupo para dois mil e vinte, mas já é um maravilhoso bálsamo retemperador para todos aqueles que, como eu, ressacavam por novidades do projeto, um tema que prova, uma vez mais, que Hodges tem um talento especial para criar composições de forte índole pessoal e reflexivo, conseguindo, aqui, esse efeito, à boleia de uma batida hipnótica, um delicioso efeito planante, cordas vibrantes e sintetizações cósmicas, de forma surpreendente e mágica, enquanto fala de um indivíduo com olhos castanhos iguais aos olhos da sua mãe. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:08

Modest Mouse – Ice Cream Party

Terça-feira, 19.11.19

Modest Mouse - Ice Cream Party

Oriundos de Issaquah, nos arredores de Washington e já com mais de duas décadas de carreira, os Modest Mouse acabam de divulgar um novo tema intitulado Ice Cream Party, depois de em abril último, na edição deste ano do Record Store Day, terem editado um vinil de sete polegadas com dois novos temas, Poison The Well e I'm Still Here.

O lançamento deste terceiro single da banda formada há quase três décadas pelo guitarrista Isaac Brock, o baterista Jeremiah Green e o baixista Eric Judy e atualmente em digressão com os Black Keys, foi antecipado há alguns dias pela divulgação de um gelado com o nome Modest Mouse, que pode ser provado na gelataria Ruby Jewel, em Portland. Quanto ao conteúdo sonoro de Ice Cream Party, trata-se de uma composição que navega à boleia de um garage rock algo épico e vibrante, feito de uma estreita ligação entre arranjos sintetizados e guitarras carregadas de fuzz, uma alegoria pop e uma opção estilística que salvaguarda alguns dos melhores detalhes da herança sonora do grupo. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 14:11

Y La Bamba – Entre Los Dos EP

Terça-feira, 24.09.19

Quase um ano após o excelente Mujeres, o projeto norte americano Y La Bamba, liderado por Luz Elena Mendoza, está de regresso aos lançamentos discográficos com Entre Los Dos, o novo tomo de canções deste grupo sedeado em Portland. Entre Los Dos é um EP com sete espetaculares canções e editado através da Tender Loving Empire, a etiqueta de sempre dos Y La Bamba.

Resultado de imagem para Y La Bamba Entre Los Dos EP

Depois do excelente Ojos Del Sol, lançado há cerca de três anos, a crítica começou finalmente a ficar bastante atenta a este projeto Y La Bamba, único no modo como mescla post punk com música latina, eletrónica e alguns dos arquétipos fundamentais da indie de cariz mais lo fiMujeres, um registo gravado pela própria Luz Elena Mendoza, com a ajuda de Ryan Oxford nos estúdios Color Therapy Studios e nos Besitos Fritos Studios em Portland e misturado por Jeff Bond, ampliou ainda mais a elevada bitola qualitativa de uma proposta sonora única no cenário musical contemporâneo e que oferece ao ouvinte mais devoto uma viagem espiritual, convidando-nos a refletir e a conhecer as posições da autora acerca de questões como o machismo, o feminismo e o modo como as mulheres se posicionam socialmente, politicamente e até moralmente nos dias de hoje, com particular enfoque nas que são oriundas de países latinos, especialmente as mexicanas a residir nos Estados Unidos da América.

As sete canções de Entre Los Dos, que além de Luz contam com Grace Bugbee aos comandos do baixo, John Niekrasz na bateria, Margaret Wher Gibson nos teclados e a dupla Ed Rodriguez e Ryan Oxford na guitarra elétrica, são como que um fechar de ciclo de uma espécie de triologia iniciada no tal Ojos Del Sol, três trabalhos que plasmam, com fidelidade e minúcia uma abordagem muito pessoal e íntima, claramente auto-reflexiva, mas que também é, de algum modo, sociológica, por parte de Luz, relativamente ao modo como a mulher é vista nos dias de hoje. No carrocel percurssivo de Gabriel e de Los Gritos, canções que conjugam o melhor dos ritmos da música tradicional espanhola e mexicana, com um toque rock e a voz sublime de Luz, na acusticidade minimal etérea de Entre Los Dos e de Octavio, na eletrónica em forma de dream pop de cariz lo fi e etéreo que cimenta Rios Sueltos, no festim folk punk de Soñadora e na riqueza estilística que define os arranjos que ampliam o grau de rugosidade de Las Platicas, apreciamos uma narrativa plena de histórias simples e comuns, mas onde este timbre ordinário das mesmas é enganador, porque são relatos de vidas difíceis e que muitas vezes escapam à própria compreensão de quem nunca vivenciou na pele tais realidades. Os Y La Bamba acabam por suavizar, até com uma certa ironia e sarcasmo, dores, agruras e medos, com  composições que ampliam o diâmetro da nossa anca, deixando-a possuída, sem dono e sem vontade própria, porque não resistimos a acompanhar tambem fisicamente um alinhamento que além de todo o cariz sério e profundo que sustenta, também consegue mexer muito com a temperatura do nosso corpo. Espero que aprecies a sugestão...

Y La Bamba - Entre Los Dos

01. Gabriel
02. Entre Los Dos
03. Rios Sueltos
04. Octavio
05. Soñadora
06. Las Platicas
07. Los Gritos

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 20:59

Modest Mouse – I’m Still Here

Quinta-feira, 25.04.19

Modest Mouse - I'm Still Here

Outro dos grandes destaques da edição deste ano do Record Store Day foi, claramente, a edição em formato vinil de sete polegadas de dois novos temas de Modest Mouse, uma edição pensada em exclusivo para esta iniciativa anual amplamente publicitada neste espaço e que é marcada pela chegada de vários álbuns e singles, em edição limitada, às lojas de discos, um pouco por todo o mundo.

Assim, se na altura da efeméride, no início deste mês, ficámos a conhecer Poison The Well, o lado a do referido lançamento deste projeto de Portland, agora já é possível escutar I'm Still Here, o b side do lançamento, uma canção que navega à boleia de um garage rock incisivo e vibrante, feito de uma estreita ligação entre a bateria e guitarras carregadas de fuzz, uma opção estilística que salvaguarda alguns dos melhores detalhes da herança sonora do grupo.

Esta edição em exclusivo para o Record Store Day é a primeira de Modest Mouse após o álbum Strangers To Ourselves de dois mil e quinze, não havendo ainda nenhuma previsão de novo registo do projeto, apenas o anúncio de uma digressão com os The Black Keys a partir de setembro próximo. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 11:42






mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon -Programa 422


Disco da semana 114#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Abril 2021

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.