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André Carvalho - Uitwaaien

Quarta-feira, 08.09.21

O contrabaixista e compositor André Carvalho está de regresso aos lançamentos discográficos com Lost In Translation, o quarto álbum da sua carreira, que irá ver a luz do dia a quinze de outubro pela editora americana Outside in Music e que conta com os apoios da Fundação GDA, Antena 2, Companhia de Actores e do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço. Lost In Translation foi gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa com quem Carvalho trabalhou nalguns dos seus discos anteriores e o artwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão. Lost In Translation conta também nos créditos com o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado intensamente nos últimos anos, mas também o jovem trompetista João Almeida.

André Carvalho

Alguma vez quiseram dizer algo mas não encontraram a palavra certa? É esta a questão que André Carvalho nos quer colocar com Lost In Translation, um disco surpreendente porque se inspira em palavras que existem em determinadas línguas, mais de dez, como o sueco, o holandês, o Urdu e o Wagiman (uma língua que é apenas falada por duas pessoas no mundo inteiro), mas que são intraduzíveis. Segundo o autor, por vezes a palavra está mesmo na ponta da língua mas, outras vezes, simplesmente não existe uma palavra… Ou, pelo menos, na nossa língua. Carvalho continua, dizendo que, por mais fascinante que a língua Portuguesa seja, sempre teve dificuldade em expressar certas ideias usando apenas uma palavra. E, mesmo que soubesse todo o léxico, tem a certeza que este problema persistiria.

Sonoramente, Lost In Translation é a materialização de uma busca incessante por novas sonoridades, que tem levado André Carvalho a explorar algumas áreas musicais tais como o jazz, a música improvisada, a música experimental e a música contemporânea dita erudita. Por isso, não será de estranhar que coabitem neste quarto registo do autor composições que exploram diferentes sonoridades, tempos, silêncio, espaço, cores, dinâmicas, texturas e ruídos. Sobre esta dinâmica de criação, André esclarece-nos que quis usar uma instrumentação diferente da que usou nos outros três álbuns. Paralelamente, idealizava um grupo sem bateria, onde o espaço e o respeito pelo silêncio fosse uma constante. E, com vista a perseguir uma sonoridade contemplativa, intimista e ao mesmo tempo crua, algo que imaginava com bastante clarividência, tentei usar elementos colorísticos e texturais, para além dos tradicionais elementos musicais como a melodia, harmonia e ritmo.

Uitwaaien é o primeiro single divulgado de Lost In Translation, uma composição com um título que, na língua de origem, a holandesa, significa sair para passear num dia ventoso, com o intuito de espairecer e relaxar a cabeça. Aliás, sobre Uitwaaien André Carvalho refere que quando escreveu a canção imaginou algo contemplativo mas ao mesmo tempo com uma certa tensão, já que o significado de Uitwaaien remete para uma acção libertadora. Acrescentou que usando um tempo lento, desenvolveu várias secções contrastantes em que as melodias principais são calmas, em oposição à secção de solos que é inquietante e áspera.

Uitwaaien já tem direito a um vídeo filmado pelo realizador Pedro Caldeira no Teatro Municipal Amélia Rey Colaço em Dezembro do ano passado. Confere...

Site: https://www.andrecarvalhobass.com/

Facebook: https://www.facebook.com/carvalhobass/

Instagram: https://www.instagram.com/andrecarvalho.bass/

Twitter: https://twitter.com/acarvalhobass

Spotify: https://open.spotify.com/artist/1E8eyZqM2L6tQTWwHQeDsO?si=WktWy50wR16sGqKkrQLTDw

Bandcamp: https://andrecarvalho.bandcamp.com/

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publicado por stipe07 às 14:23

Damon Albarn - Particles

Segunda-feira, 06.09.21

Sete anos depois do extraordinário registo Everyday Robots, o melancólico, mas sempre genial, brilhante, inventivo e criativo Damon Albarn, personagem central da pop britânica das últimas três décadas, centrou novamente atenções na sua carreira a solo, depois de mais um capítulo da saga Gorillaz o ano passado e de uma nova rodela do projeto The Good, The Bad And The Queen, que partilha com Paul Simonon, Simon Tong e Tony Allen, chamada Merrie Land que, como certamente se recordam, foi um dos melhores álbuns de dois mil e dezoito para a nossa redação.

Damon Albarn (Blur, Gorillaz) lança novo single 'Particles'; assista vídeo  - Ligado à Música

Esse novo disco a solo de Damon Albarn chama-se The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, contém onze canções que pretendem, no seu todo, dar vida a uma peça orquestral inspirada na Islândia, país onde o músico tem assentado arraiais periodicamente nos últimos anos e irá ver a luz do dia a doze de novembro próximo.

O primeiro avanço revelado de The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, um álbum que explora com minúcia temas como a fragilidade, a perda, a emergência e o renascimento, foi exatamente o tema homónimo, cujo título é um excerto do poema Love and Memory, de John Clare. Três semanas após a revelação dessa amostra, chegou a vez de contemplarmos Polaris, o décimo tema do alinhamento do álbum, uma canção que sonoramente nos aproximava impressivamente do conteúdo de Merrie Land, o tal último registo do projeto The Good, The Bad And The Queen.

Agora chega a vez de nos deixarmos deslumbrar com Particles, um portento contemplativo e intimista brilhante, regido por diversos efeitos sintetizados esvoaçantes, dedilhares esporádicos de uma guitarra amiúde agreste, um piano que divaga pelos nossos pensamentos sem misericórdia e a voz clemente e cativante de Albarn, que é a pedra de toque fundamental para conferir ao tema o nível reflexivo comedido pretendido. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:24

Helado Negro - Outside The Outside

Quinta-feira, 02.09.21

Em pleno outono do ano passado, o projeto Helado Negro, liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos, radicado nos Estados Unidos, começou em grande estilo a sua caminhada ao lado da etiqueta 4AD, para onde se transferiu em dois mil e vinte, dando as mãos à cantora e compositora Jenn Wasner, que assina as suas obras sonoras como Flock of Dimes e a Devendra Banhart, para assinarem, em conjunto, uma versão do clássico Lotta Love de Neil Young.

Helado Negro Shares New Song “Outside the Outside”: Listen | Pitchfork

Depois, e como seria de esperar, no início deste verão Helado Negro anunciou o seu primeiro disco etiquetado pela 4AD, um trabalho intitulado Far In, que terá um alinhamento de quinze inéditos e que sairá para os escaparates a vinte e dois de outubro próximo.

Gemini And Leo, o segundo tema do alinhamento de Far In, foi o primeiro avanço divulgado deste novo registo de Helado Negro, uma composição onde, como certamente se recordam, o autor ampliou as suas  já habituais experimentações com samples e sons sintetizados, de modo a replicar a multiplicidade de referências sonoras que o inspira, sempre em busca de ambientes eminentemente intimistas e acolhedores e que encarnem na perfeição o espírito muito particular e simbólico da sua música.

Agora, e a poucas semanas do lançamento de Far In, Helado Negro divulga a nona canção do alinhamento do registo, um tema chamado Outside The Outside, que mantém o autor nessa tão propalada demanda experimental, que se materializam, neste caso, numa agregação inspirada entre batidas e adornos rítmicos e melódicos ondulantes, das mais diversas proveniências instrumentais, principalmente sintéticas, sem nunca colocar em causa o habitual cariz caliente e psicadélico do seu reportório, enquanto revive afetuosas memórias da sua infância e o modo como a sua família foi acolhida nos Estados Unidos da América.  O vídeo de Outside The Outside amplia esta sensação de intimidade e de testemunho dessa nova realidade da prole onde nasceu e cresceu Lange, já que foi criado com imagens em VHS que mostram cenas de uma festa da sua família nos anos oitenta. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:15

Husky - Meteorite

Quinta-feira, 26.08.21

Foi há já fez anos que fez furor nesta redação Forever So, um álbum dos australianos Husky, uma banda natural de Melbourne e formada, à altura, por Husky Gawenda (voz, guitarra), Gideon Preiss (teclados), Evan Tweedie (baixo) e Lucas Collins (bateria) e que figurou na lista dos melhores álbuns do ano para esta redação, graças a treze maravilhosas canções que formavam, no seu todo, uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas de outro tempo, salpicada com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provavam a sensibilidade desta banda para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana.

Husky - Meteorite Tour Tickets at Gasometer Bandroom (Collingwood, VIC) on  Thursday, 9 December 2021

Agora, quase no ocaso do verão de dois mil e vinte e um, os Husky voltam à carga com Meteorite, uma lindíssima canção, quente e intimista, repleta de delicadas camadas de sons e ritmos, um registo que exala uma forte vibe setentista, à boleia de um buliçoso piano lisérgico e um registo vocal tremendamente adoçicado, que comprova o já público amor que os Husky confessam sentir pela pop clássica, celebrizada por nomes tão influentes como Leonard Cohen, Paul Simon, The Doors, ou os Beach Boys. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:41

Big Red Machine - Phoenix (feat. Fleet Foxes & Anäis Mitchell)

Segunda-feira, 26.07.21

Os mais atentos relativamente ao histórico recente do universo sonoro indie e alternativo recordam-se, certamente, da coletânea de beneficiência Dark Was The Night, lançada em dois mil e nove e cujos fundos revertiam a favor a Red Hot Organization, uma organização internacional dedicada à angariação de receitas e consciencialização para vírus HIV. Do alinhamento dessa coletânea fazia parte uma canção intitulada Big Red Machine, da autoria de Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas, organizaram festivais (Eaux Claires) e acabaram por incubar um projeto sonoro intitulado exatamente Big Red Machine, que se estreou nos discos com um extraordinário homónimo, em dois mil e dezoito, abrigado pela já referida PEOPLE.

Big Red Machine, Fleet Foxes, and Anaïs Mitchell Share New Song “Phoenix”:  Listen | Pitchfork

Três anos após essa estreia, a dupla está de regresso com um novo álbum intitulado How Long Do You Think It’s Gonna Last?, que chegará aos escaparates no vigésimo sétimo dia do próximo mês de agosto. Ultimamente temos dado conta de alguns singles que vão sendo revelados deste registo, sendo hoje a vez de escutarmos Phoenix, tema que conta com as participações especiais dos Fleet Foxes e da cantora Anäis Mitchell, que aparece em outras canções de How Long Do You Think It’s Gonna Last?.

Conduzida por um majestoso piano, Phoenix burila com ainda maior charme a típica monumentalidade espiritual deste projeto Big Red Machine, com vozes, sopros e cordas a acompanharem o tal piano com elegância e a revezarem-se entre si no modo como dão luz e cor à complexa teia relacional melódica que a canção nos oferece, uma excelente composição para construirmos uma soberba imagem de paz e tranquilidade dentro de nós, nestes tempos tão incómodos, mas em que, mais do que nunca, apesar das regras de etiqueta que ditam o distanciamento social, precisamos inquestionavelmente uns dos outros. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:08

Coldplay – Coloratura

Sábado, 24.07.21

Os britânicos Coldplay já têm pronto o sucessor de Everyday Life, o registo duplo que a banda de Chris Martin editou em dois mil e dezanove e que deixou um pouco de lado aquela etiqueta de banda de massas da pop e da cultura musical, feita de exuberância sonora e de uma mescla da enorme variedade de estilos que foram bem sucedidos comercialmente na última década, nomeadamente a eletrónica e o rock repleto de sintetizações, para voltarem a colocar na linha da frente aquele lado mais intimista, simples e humano, o modus operandi que talvez melhor potencie todos os atributos estilísticos e interpretativos que o grupo possui.

Coldplay Share New Song "Coloratura": Listen

Music Of The Spheres é o título do novo álbum dos Coldplay, vai ver a luz do dia a quinze de outubro próximo e conta nos créditos da produção com o mago da pop Max Martin. Coloratura, a composição que marca o ocaso do alinhamento, é o tema mais recente retirado daquele que será o nono álbum a carreira dos Coldplay, uma longa canção, com cerca de dez minutos de duração e que tem uma toada particularmente etérea, no início, com deliciosas linhas de piano a acamarem o registo vocal adocicado de Chris Martin.

Por volta dos quatro minutos, a guitarra e a bateria induzem uma maior majestosidade ao tema, dando-lhe uma inédita vibe pop oitocentista, induzida também por arranjos de cordas sublimes, dos quais se destacam as harpas e as guitarras e o modo como se cruzam com o piano que se mantém sempre firme ao longo da canção. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:51

Scott Orr – Disappear

Quinta-feira, 22.07.21

O canadiano Scott Orr é um dos nomes fundamentais da indie mais melancólica e introspetiva da América do Norte. Depois do excelente registo Worried Mind, um álbum com uma subtileza muito própria e contagiante e que marcou o ano discográfico de dois mil e dezoito, Orr tem-se dedicado a lançar alguns singles avulsos, através da editora independente canadiana Other Songs Music Co., uma etiqueta indie independente de Hamilton no Ontário, terra natal deste extraordinário músico e compositor.

SCOTT ORR - Letras, playlists e vídeos | Shazam

Depois de no final de dois mil evinte ter lançado o tema Do You?, uma lindíssima paisagem sonora assente num minimalismo eletrónico eminentemente etéreo e com uma forte vocação experimental de elevado travo pop, agora, no verão de dois mil e um, o artista canadiano volta à carga com Disappear, uma canção conduzida por um sintetizador bastante subtil, ao qual diferentes nuances percurssivas, teclas e sopros vão sendo adicionados, com uma intimidade muito própria e contagiante. São pouco mais de três minutos onde a toada instrumental se entrelaça com o charme inconfundível da voz do autor, um lançamento disponível gratuitamente ou com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:20

Damon Albarn - Polaris

Segunda-feira, 12.07.21

Sete anos depois do extraordinário registo Everyday Robots, o melancólico, mas sempre genial, brilhante, inventivo e criativo Damon Albarn, personagem central da pop britânica das últimas três décadas, centrou novamente atenções na sua carreira a solo, depois de mais um capítulo da saga Gorillaz o ano passado e de uma nova rodela do projeto The Good, The Bad And The Queen, que partilha com Paul Simonon, Simon Tong e Tony Allen, chamada Merrie Land que, como certamente se recordam, foi um dos melhores álbuns de dois mil e dezoito para a nossa redação.

Damon Albarn Debuts New Song 'Polaris' With Live Performance Video -  Rolling Stone

Esse novo disco a solo de Damon Albarn chama-se The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, contém onze canções que pretendem, no seu todo, dar vida a uma peça orquestral inspirada na Islândia, país onde o músico tem assentado arraiais periodicamente nos últimos anos, e irá ver a luz do dia a doze de novembro próximo.

O primeiro avanço revelado de The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, um álbum que explora com minúcia temas como a fragilidade, a perda, a emergência e o renascimento, foi exatamente o tema homónimo, cujo título é um excerto do poema Love and Memory, de John Clare. Agora, cerca de três semanas após a revelação dessa amostra, chega a vez de contemplarmos Polaris, o décimo tema do alinhamento do álbum, uma canção que sonoramente nos aproxima impressivamente do conteúdo de Merrie Land, o tal último registo do projeto The Good, The Bad And The Queen. Polaris é um portento contemplativo brilhante, onde a voz clemente e cativante de Albarn é trespassada por uma espécie de folk rock baseado em teclas exuberantes e com um brilho muito inédito e sui generis, adornadas por detalhes percursivos curiosos, dos quais sobressaiem diversos tipos de metais, um xilofone e outros instrumentos de sopro que aparecem sempre no momento certo para conferir uma elevada dose de charme ao tema, com destaque para o solo de saxofone final. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:21

Tashaki Miyaki – Castaway

Sexta-feira, 09.07.21

Quatro anos depois do extraordinário registo de estreia The Dream, que fez parte da nossa lista dos melhores álbuns de dois mil e dezassete num honroso décimo quinto lugar, os Tashaki Miyaki de Paige Stark, Luke Paquin e Sandi Denton, estão de regresso aos discos em dois mil e vinte e um com Castaway, o segundo álbum da banda, um alinhamento de onze canções que viu a luz do dia a dois de julho último e disponível no bandcamp do grupo.

See: Tashaki Miyaki – 'Castaway': yearning, leftfield LA guitar pop –  Backseat Mafia

Castaway é a materialização inspirada e feliz de um regresso que se saúda com enorme entusiasmo nesta redação, porque estamos a falar de uma banda que volta a navegar, em onze lindíssimas canções, nas águas turvas e profundas daquela dream pop de forte pendor psicadélico. Aliás, logo na pueril cadência do tema homónimo somos embalados e incitados de um modo muito particular e lisérgico, com a luminosidade da guitarra que conduz Help Me ou a milimétrica lentidão de Gone a vincarem toda uma envolvância muito intíma, climática e tocada pela melancolia, que atinge o seu auge, na minha opinião, na charmosa Come Down, uma daquelas canções que se não se embranha no imediato em nós é porque existe algo de errado no nosso âmago no que concerne à capacidade de absorver emoção e fervor. I Feel Fine, também mostra um lado rock nos Tashaki Miyaki, que amplia a abrangência e a capacidade criativa ímpar do projeto, plasmada numa canção que serve-se de guitarras sobriamente eletrificadas e distorcidas para obter uma mistura sem fronteiras definidas, entre os grandes universos sonoros que são o blues e a folk, acrescentando a esta junção um registo vocal sublime, num resultado final tremendamente intimista e reservado, mas sem deixar de conter emoção e fervor.

Repleto de composições que comprovam o quanto este projeto oriundo de Los Angeles é  incomparável e mestre na criação de uma atmosfera densa, mas particularmente sensual e hipnótica, Castaway passa com distinção no teste do sempre difícil segundo disco. É um compêndio sonoro que surpreende pelo bom gosto como apresenta de forma sombria e introspetiva, mas superiormente frágil e sedutora, a visão dos Tashaki Miyaki sobre alguns temas que sempre tocaram a dupla, mas, principalmente, pela forma madura e sincera como tentam conquistar o coração de quem os escuta com melodias doces e que despertam sentimentos que muitas vezes são apenas visíveis numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:36

Big Red Machine - Renegade (feat. Taylor Swift)

Quinta-feira, 08.07.21

Os mais atentos relativamente ao histórico recente do universo sonoro indie e alternativo recordam-se, certamente, da coletânea de beneficiência Dark Was The Night, lançada em dois mil e nove e cujos fundos revertiam a favor a Red Hot Organization, uma organização internacional dedicada à angariação de receitas e consciencialização para vírus HIV. Do alinhamento dessa coletânea fazia parte uma canção intitulada Big Red Machine, da autoria de Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas, organizaram festivais (Eaux Claires) e acabaram por incubar um projeto sonoro intitulado exatamente Big Red Machine, que se estreou nos discos com um extraordinário homónimo, em dois mil e dezoito, abrigado pela já referida PEOPLE.

Big Red Machine and Taylor Swift Share Video for New Song “Renegade”: Watch  | Pitchfork

Três anos após essa estreia, a dupla está de regresso com um novo álbum intitulado How Long Do You Think It’s Gonna Last?, que chegará aos escaparates no vigésimo sétimo dia do próximo mês de agosto. Renegade é o single já divulgado desse segundo trabalho dos Big Red Machine. É uma canção que conta com a participação especial de Taylor Swift e que foi gravada em março, no estúdio Kitty Committee, em Los Angeles, na mesma semana em que Swift e Dessner levaram para casa o Grammy de álbum do ano devido a Folklore, o oitavo álbum da carreira de Taylor Swift e que contou nos créditos quer com Dessner, quer com Vernon.

Esta colaboração de Swift no novo álbum dos Big Red Machine acaba por ser uma espécie de retribuição, um passo natural neste processo empático, que deu origem a um tema assente numa espécie de experimentalismo claustrofóbico, que impressiona pelo modo como o registo vocal de Swift trespassa um inspirado riff acústico acamado por uma arquitetura sonora quente e fortemente cinematográfica e imersiva, que suscita no ouvinte uma forte sensação de proximidade e empatia.

A divulgação deste single Renegade veio acompanhado de mais duas composições, The Ghost Of Cincinnati e Latter Days (feat. Anaïs Mitchell), que sobrevivem muito à custa de um cuidado arsenal instrumental, eminentemente eletrónico e, por isso, de forte cariz sintético. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 16:48






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