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Macseal - Four Legs

Domingo, 16.06.24

Sedeados em Long Island, os norte americanos Macseal são liderados por Ryan Barlett e estrearam-se em dois mil e dezanove nos lançamentos discográficos com um alinhamento de onze canções initulado Super Enthusiast e que, cinco anos depois, já tem sucessor. O segundo álbum dos Macseal chama-se Permanent Repeat e vai ver a luz do dia a doze de julho, com a chancela da Counter Intuitive.

FLOOD - Macseal Document Familial Love at First Sight on New Power-Pop  Single “Four Legs”

Four Legs é o mais recente single divulgado do alinhamento de Permanent Repeat. Para escrever Four Legs Ryan inspirou-se no nascimento de uma sobrinha, um evento que diz ter mudado completamente a sua vida. Trata-se de uma canção com um elevado perfil noventista, em que cordas reluzentes, mas que também não deixam de exalar uma chamosa crueza, uma bateria intuitiva e um baixo sóbrio, encarnam um perfil sonoro que se enquandra no perfil do melhor college rock indenendente norte-americano que fez mossa do outro lado do atlântico, e não só, há cerca de três décadas. Confere...

 

Four Legs’ is about meeting my niece for the first time and how existential it made me. There was suddenly this brand new person in my life who I loved instantly, which was such a cool but scary feeling. It made me appreciate where I was in life a bit more than normal, and question how I was living up until then. (Ryan Barlett)

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publicado por stipe07 às 16:28

Wings Of Desire - OUTTAMYMIND

Sábado, 15.06.24

A dupla britânica Wings Of Desire é natural da cidade de Stroud, no sul de Inglaterra e junto da fronteira com o Pais de Gales. Chamaram a atenção da crítica o ano passado com o disco Life Is Infinitive, uma coleção de treze canções que a banda tinha lançado anteriormente online e que teve a chancela da WND Recordings.

Wings of Desire Announce New EP, Share New Song 'OUTTAMYMIND' - Our Culture

Um ano depois desse álbum, a dupla formada por James Taylor e Chloe Little está de regresso com um novo EP intitulado Shut Up & Listen, um tomo de quatro temas que irá ver a luz do dia a trinta de agosto e que tem um cariz benemérito, já que a receita da venda de uma edição limitada do registo em formato cassete irá reverter para uma associação da cidade natal chamada The Long Table, que ajuda diariamente com refeições pessoas carenciadas.

OUTTAMYMIND, tema que encerra o alinhamento de quatro canções de Shut Up & Listen, é o primeiro single retirado do EP: É uma canção que versa sobre o conceito de reincarnação, a existência de vidas paralelas e quantas podemos viver e como podemos melhorar o nosso eu, uma após outra, em busca de uma efémera perfeição. Sonoramente é uma composição expansiva e emocionante, em que sintetizadores planantes e guitarras abrasivas, incubaram um portento de krautrock com um groove hipnotizante, um orgasmo de rock progressivo, vigoroso mas também melancólico, onde não falta um forte apelo ao airplay radiofónico, mas também à introspeção pura e dura.

Confere o vídeo de OUTTAMYMIND e o artwork e a tracklist do EP Shut Up & Listen...

 

Shut Up And Listen!
Forgive & Forget
Some Old Place I Used To Know
OUTTAMYMIND

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publicado por stipe07 às 17:19

GUM & Ambrose Kenny-Smith – Dud

Sexta-feira, 14.06.24

GUM é um projeto a solo liderado pelo australiano Jay Watson, um músico com ligações estreitas aos POND e aos Tame Impala, que em dois mil e vinte e três fez faísca no nosso radar devido a um disco intitulado Saturnia, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia no final do verão e que sucedeu ao registo Out In The World, que o artista lançou em dois mil e vinte.

Jamie Terry

Agora, cerca de dez meses depois de Saturnia, GUM está de regresso e de mãos dadas com Ambrose Kenny-Smith, um dos elementos fundamentais dos King Gizzard. Juntos andaram a incubar um disco intitulado Ill Times, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a dezanove de julho, com a chancela da p(doom) Records, a etiqueta dos King Gizzard.

Do alinhamento de III Times escutámos há algumas semanas o tema homónimo, um estrondoso hino à melhor herança do rock psicadélico setentista do século passado, uma canção imponente, repleta de guitarras encharcadas com riffs impetuosos, acamados por um baixo cavernoso.

Agora também já é possível escutar Dud, a canção que abre o disco. Dud é um tema que Kenny-Smith tinha começado a compôr com o seu avô Broderick Smith, um músico bastante conhecido na Austrália e que faleceu em maio do ano passado. A dupla acabou por terminar o serviço e o resultado final é uma estonteante canção com uma ímpar vibração cósmica, sensação conferida por sintetizações planantes, um registo percussivo enleante acamado por um baixo encorpado e diversos entalhes de guitarras e de sopros, num resultado final assente num puro e salutar experimentalismo. Confere Dud e o vídeo do tema dirigido pela dupla Matt Wallace e Jack Rule, da Recliner Films...

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publicado por stipe07 às 17:17

Cola - Pulling Quotes

Segunda-feira, 10.06.24

O trio Cola é formado por Tim Darcy e Ben Stidworthy, antigos membros dos Ought, aos quais se juntam Evan Cartwright, baterista dos projetos U.S. Girls e The Weather Station. Estrearam-se nos lançamentos discográficos em dois mil e vinte e dois com o registo Deep In View, um alinhamento de dez canções que já tem sucessor pronto. O novo álbum dos Cola chama-se The Gloss, irá ver a luz do dia no final desta semana com a chancela da Fire Talk e Pulling Quotes é o mais recente tema divulgado do disco.

Pulling Quotes versa sobre o início de um relacionamento e oferece-nos quase cinco minutos de indie punk rock algo cru e minimal, mas claramente pulsante e hipnótico, conduzido por uma repetitiva mas insinuante melodia, proporcionada por uma guitarra com um efeito metálico encorpado, que é depois acamada por um baixo seguro e vigoroso. Uma grande canção deste projeto sedeado em Montreal, no Canadá e que irá fazer parte daquele que será, certamente, um dos discos obrigatórios de dois mil e vinte quatro. Confere Pulling Quotes e os outros quatro singles já divulgados de Fire Talk...

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publicado por stipe07 às 15:38

The Covasettes – Love In Polaroid

Quarta-feira, 05.06.24

Ativos desde dois mil e dezasseis, chancelados pela LAB Records e já com um interessante catálogo de singles e EPs em carteira, os The Covasettes são um dos nomes mais interessantes do novo panorama indie pop britânico. Sedeados em Manchester, são atualmente formados por Chris Buxton, Matt Hewlett, Jamie McIntyre e Matthew Buckley e acabam de chegar aos nosso radar devido a Love In Polaroid, o novo single da banda.

Produzida por Jamie McIntyre, o baixista da banda e misturada por John Catlin, Love In Polaroid é uma inspiradora canção, encharcada num intenso perfil radiofónico, ideal para fazer parte da playlist de muitas bandas sonoras pensadas para o verão que se aproxima. Sintetizações efusiantes, um registo percussivo impactante e guitarras repletas de distorções, dão vida a uma composição intensa, melodicamente feliz, dinâmica, calorosa, uma espécie de hino juvenil que faz os The Covasettes subirem mais um degrau no universo sonoro que os definem. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 16:40

Los Campesinos! – A Psychic Wound

Segunda-feira, 03.06.24

Sete anos depois de Sick Scenes, disco gravado em dois mil e dezassete, em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante, que tinha canções tão extraordinárias como A Slow, Slow DeathThe Fall Of Home, ou Flucloxacillin e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação, os galeses Los Campesinos! estão finalmente de regresso ao mesmo formato com All Hell, um alinhamento de quinze canções que irá chegar aos escaparates a dezanove de julho com a chancela da Heart Swells, a própria etiqueta da banda hoje formada por Gareth Paisey, Neil Turner, Tom Bromley, Kim Paisey, Rob Taylor, Jason Adelinia e Matt Fidler.

Los Campesinos! Release New Song 'A Psychic Wound' - Our Culture

Há alguns dias atrás conferimos Feast Of Tongues, a sexta canção deste novo registo de originais do coletivo de Cardiff e o primeiro single retirado do seu alinhamento. Era um tema que sobrevivia à sombra de um clima sonoro que proporcionava ao ouvinte uma hipnótica tensão crescente, deixando-o sempre com dúvidas sobre que direção sonora poderia a canção tomar nos seus quase cinco minutos.

Agora chega a vez de escutarmos A Psychic Wound, o terceiro tema do alinhamento de All Hell, uma composição que impacta pelo perfil contundente das guitarras, cheias de distorções abrasivas, acompanhadas por uma bateria frenética, num resultado final que nos remete para a herança de um certo college rock, que esteve muito em voga nos anos noventa do século passado. Uma grande canção dos Los Campesinos!, jovial e irreverente, como é norma nesta banda de Cardiff. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:43

Mars County - Luminous

Domingo, 02.06.24

Os Mars County são David Vistas na guitarra principal, Francisco Miranda no baixo, teclas e coro, Ricardo Espiga na bateria e percussão e Rui Gamito na voz e guitarra ritmo, uma banda com a alma dividida entre Lisboa e o Texas e que venceu o ano passado o XXVII Festival de Música Moderna de Corroios. Echoes Through Time é o álbum de estreia do grupo, um disco gravado nos Black Sheep Studios, em Sintra e que conta com a produção de Guilherme Gonçalves (Keep Razors Sharp, Sean Riley, Sonic Boom.

Mars County editam álbum de estreia "Echoes Through Time" - Música em DX

As músicas de Echoes Through Time começaram a ser incubadas em dois mil e vinte e um e já ecoam por aí há algum tempo, porque já houve três composições do seu alinhamento com direito a lançamento em formato single. As letras convidam os ouvintes a entrarem numa viagem através das suas paisagens sonoras, guiados pelos ritmos pulsantes e as melodias de guitarra envolventes, próprias do psicadelismo.

O single mais recente retirado deste disco de estreia do quarteto é Luminous, um tema que comprova o modo exímio como os Mars County amassam e cozem um rock psicadélico vibrante e que é encarnado, neste exemplo, com uma mistura hipnotizante de riffs de guitarra etéreos, linhas de baixo ressonantes e uma percussão dinâmica, tudo harmonizado com as vozes de Rui Gamito e coros de Filipa Lopes.

Confere Luminous e o vídeo do tema, feito com várias fotografias tiradas em analógico pelo fotógrafo Márcio Barreira, com os Mars County em estúdio e em palco...

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publicado por stipe07 às 21:22

Maxïmo Park – Your Own Worst Enemy

Quinta-feira, 30.05.24

Chegará no próximo dia vinte e sete de setembro aos escaparates, com a chancela da Lower Third Records, Stream Of Life, o oitavo álbum dos ingleses Maxïmo Park, de Paul Smith, uma das bandas mais interessantes do cenário indie atual e que quando surgiu foi considerada um novo fenómeno fundamental para o ressurgimento da herança post punk da década de oitenta.E na verdade, os Maxïmo Park têm vindo, de disco para disco, a demonstrar um crescendo de maturidade e uma capacidade inata para apresentar novas propostas diversificadas sem se afastar do ADN que carateriza este coletivo de Newcastle.

Maxïmo Park Shared New Single “Your Own Worst Enemy”; New Album 'Stream Of  Life' Out Sep 27 – THOUGHTS WORDS ACTION

Your Own Worst Enemy é o primeiro single retirado do alinhamento de Stream Of Life, um trabalho produzido por Ben Allen e Burke Reid e que, de acordo com o próprio Paul Smith, se irá debruçar essencialmente sobre temas tão indutores como o amor e a atualidade política, mas também sobre outras ideias e sentimentos. Esta primeira amostra do álbum é uma empolgante composição, assente em guitarras efusiantes, um baixo trmendamente vigoroso e algumas sintetizações assertivas, tendo também no típico timbre amargurado de Paul e na sua interpretação emotiva um dos seus maiores trunfos. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:38

DIIV – Frog In Boiling Water

Terça-feira, 28.05.24

Meia década depois de Deceiver, os DIIV de Zachary Cole-Smith, Andrew Bailey, Colin Caulfield e Ben Newman estão de regresso aos discos com Frog In Boiling Water, o quarto compêndio de originais da carreira da banda nova-iorquina que se estreou em dois mil e doze com o extraordinário álbum Doused. Com Chris Coady nos créditos da produção, Frog In Boiling Water tem dez canções e viu a luz do dia muito recentemente, com a chancela da Fantasy.

Albums Of The Week: Diiv | Frog In Boiling Water - Tinnitist

Banda com pouco mais de uma década de existência, os DIIV imprimiram desde o início no seu adn alguns atributos essenciais que, assentes num garage rock que dialoga incansavelmente com o surf rock e que incorpora, nessa trama, doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica, nos têm conduzido a um amigável confronto entre o rock alternativo de cariz mais lo fi com aquela pop particularmente luminosa e com um travo a maresia muito peculiar.

Frog In Boiling Water não renega totalmente esta essência, porque a marca das guitarras está bem presente, mas oferece aos DIIV uma apreciável guinada conceptual, já que os coloca na senda daquele rock com elevado travo shoegaze, feito de cordas sujas e tremendamente abrasivas, acamadas por um baixo imponente, mas discreto. A voz de Zachary sempre ecoante e um registo percussivo geralmente arrastado e simultaneamente hipnótico, são outros atributos transversais a todo o registo, com os sintetizadores a conferirem a toda a trama os indispensáveis adornos, além de ajudarem as canções a terem a alma e a filosofia desejadas.

De facto, logo no modo como em In Amber a guitarra inicial é cercada por outra repleta de riffs incandescentes e abrasivos, percebe-se o passo em diante que os DIIV dão com Frog In Boiling Water que, ao invés de envergonhar o catálogo do grupo, engrandece-o. De facto, rapidamente nota-se que este disco amplifica ainda mais a faceta oitocentista que instigou sempre o quarteto no momento de compor e de criar. Instrumentalmente nota-se um superior cuidado com os detalhes e a busca constante de majestosidade e têmpera são uma constante. Conceitos como densidade, nostalgia, crueza e hipnotismo, assaltam a nossa mente canção após canção, sempre com elevada essência pop e um acerto melódico que nunca vacila.

Brown Paper Bag, um incrível oásis de complacência e de infinitude cavernosa feitas de punhos cerrados à sombra de uma guitarra com uma distorção intrigante e um registo melódico impetuoso, o perfil tremendamente nostálgico de Raining On Your Pillow, uma canção que impressiona pelo modo como um timbre metálico da guitarra cria um contraste imensurável com o discreto perfil sintético que acama o tema, a mescla feliz entre um grunge rugoso e um shoegaze intenso de forte cariz lo fi no tema homónimo, uma canção que ironiza sobre o modo como o nosso mundo poderá estar prestes a implodir devido ao seu próprio peso, a nebulosa pujança de Reflected, o portento de indie krautrock repleto de nostalgia e crueza que é Somber The Drums e, a rematar de modo grandioso Frog In Boiling Water, o vigoroso clima melancólico que exala da intrincada e tremendamente detalhística monumentalidade que sustenta Fender On The Freeway, completam o ciclo de um disco homogéneo e em que sombra, rugosidade e monumentalidade se misturam entre si com intensidade e requinte superiores, através da crueza orgânica das guitarras, repletas de efeitos e distorções inebriantes e de um salutar experimentalismo percurssivo em que baixo e bateria atingem, juntos, um patamar interpretativo particularmente turtuoso, enquanto todos juntos obedecem à vontade de Zachary de se expôr, uma vez mais, sem receios e assim afugentar definitivamente todos os fantasmas interiores que o vão consumindo e que carecem constantemente de exorcização.

Frog In Boiling Water é, em suma, um incondicional atestado de segurança, de vigor e de superior capacidade criativa dos DIIV, que conceberam um lugar mágico que, mesmo sendo abastadamente ruidoso e sonoramente atiçador, não deixa de conter um toque de lustro de forte pendor introspetivo e que nos provoca um saudável torpor, devido à sua atmosfera densa e pastosa, mas também libertadora e esotérica. Acaba por ser um compêndio de canções que não nos deixa iguais e indiferentes após a sua audição, desde que dedicada, também por causa do seu perfil intenso e catalisador. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:51

Aaron Thomas – Human Patterns

Segunda-feira, 27.05.24

Natural de Adelaide, na Austrália, Aaron Thomas está de regresso aos discos com Human Patterns, um álbum produzido pelo próprio autor, que o misturou com Tom Barnes e que era aguardado com enorme expetativa na nossa redação, contando nos créditos com a contribuição dos músicos Django Rowe, Tori Phillips, Kyrie Anderson, Kiah Gossner, Alex Taylor, Jason McMahon, Tom White e Gemma Phillips.

Aaron Thomas Releases New Album ' Human Patterns' - Music Feeds

O amor, o fim de algumas amizades, eventos familiares e a contemporaneidade, são temas centrais de Human Patterns, um compêndio com doze canções envolventes, que tanto conseguem mexer com a nossa intimidade, como nos encorajar a enfrentar os dias com um sorriso renovado, enquanto planam nas asas de uma indie folk psicadélica de elevado calibre.

Aaron Thomas é um exímio compositor e um multi-instrumentista de elevado calibre. Ele tomou as rédeas da maior parte das guitarras e da bateria que se escutam no registo, fazendo-o com subtil beleza e comprovando que a simplicidade melódica pode coexistir com densidade sonora, sem colocar em causa conceitos como luminosidade, radiofonia, majestosidade e, principalmente, melancolia.

E, realmente, é de melancolia, mas não só, que se deve falar quando se escuta com devoção Human Patterns, algo que o disco merece. O seu alinhamento apela constantemente à nossa memória e atiça o desejo de revivermos, com ela, eventos felizes e de querer muito ter a oportunidade de consertar outros que correram menos bem.

Logo a abrir o registo o modo como, em Walk On Water, uma guitarra distorcida trespassa o banjo e os violinos coloca-nos em sentido, enquanto nos esclarece relativamente ao modus operandi sonoro que sustenta Human Patters. Depois, o faustoso travo classicista de Money, uma daquelas canções que nos mostram como vozes e cordas conseguem coabitar com superior beleza, principalmente se os sopros forem o indutor principal dos arranjos e a arrojada Before I Met You, ou Mouth Of The City, dois temas sustentados melodicamente por uma vibrante viola acústica e que aumentam de tensão à medida que recebem novos instrumentos, são belos exemplos que atestam esta capacidade comunicativa constante que o álbum transporta no seu âmago, plasmando o seu efeito atrativo muito pronunciado e simultaneamente animado e festivo, diga-se.

A subtil delicadeza enleante de Like A Stone, a simplicidade encantadora que embala Long Lost A Friend e o modo como Your Light nos impele, quase que de modo instintivo, a ir em frente sem receios, abrilhantam ainda mais um registo assinado por um cantautor que merece, de pleno direito, figurar no leque restrito dos melhores artistas que atualmente misturam com fino recorte folk, blues, rock e country. De facto, não falta a Aaron Thomas experiência e maturidade suficientes para navegar confortavelmente nas águas agitadas que misturam tudo aquilo que é, por definição, a força da indie folk mais pura e genuína, plasmada num disco que é, por direito próprio, um forte candidato ao pódio dos melhores do ano dentro do espetro sonoro em que se insere. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:39






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