man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Hank Bee - 10:23
Hannah Brown é de Liverpool e encabeça o projeto a solo Hank Bee, que se vai estrear nos lançamentos musicais com um EP intitulado a sudden hankering, que irá ver a luz do dia a trinta de janeiro, em formato digital e fisicamente em formato cassete, com a chancela da londrina Memorials of Distinction.

pic by Alice Lovatt
10:23 é o mais recente tema divulgado do alinhamento de cinco composições que incorporam a sudden hankering. A canção foi escrita em março de dois mil e vinte e três, enquanto Bee olhava pela janela do sotão do seu quarto, numa casa de estilo georgiano em Liverpool e o título indica a hora em que a artista começou a escrever a canção inspirando-se no que via lá fora, na rua, durante esse momento.
Sonoramente, 10:23 é um tema intimista e contemplativo, conduzido por uma guitarra exemplarmente eletrificada e plena de soul, que depois vai sendo revestida de modo charmoso com uma vasta miríade de elementos orgànicos, acústicos e eletrificados, que se cruzam com um registo percussivo bem vincado, nuances que ampliam um certo sentimento de urgência que se vai sentindo ao longo da canção que, quase no seu ocaso, ganha arrojo e imponência, dando uma espécie de salto conceptual sonoro da folk para o rock. Confere 10:23 e o vídeo do tema assinado por Aidan Shard, assim como o acesso ao restante conteúdo de a sudden hankering EP...
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Nothing – Purple Strings (Feat. Mary Lattimore)
Editado em dois mil e catorze, Guilty of Everything foi o trabalho de estreia dos Nothing, uma banda de Filadélfia liderada pelo vocalista Nicky Palermo, que logo nesse primeiro disco clarificou deambular entre a dream pop nostálgica e o rock progressivo amplo e visceral. Após essa estreia, o grupo foi, com mais dois registos no catálogo, Tired Of Tomorrow e Dancing On The Blacktoop, impressionando audiências com um som cativante e explosivo, sempre com fuzz nas guitarras e o nível de distorção no red line, oferecendo, a quem os quisesse ouvir, o melhor da herança do rock alternativo de finais do século passado, suportada por nomes tão fundamentais como os My Bloody Valentine ou os Smashing Pumpkins, só para citar algumas das influências mais declaradas do grupo.

Em dois mil e vinte os Nothing chamaram a nossa atenção com The Great Dismal, o quarto disco do grupo liderado por Dominic Palermo e ao qual se juntam atualmente o guitarrista Doyle Martin, o baixista Bobb Bruno, o baterista Zachary Jones e o guitarrista Cam Smith.Esse álbum era mais um documento essencial para se perceber a progressão do quarteto. Tinha um alinhamento assente na primazia das guitarras, mas também contava com um elevado teor sintético, uma nuance que conferiu ao seu som uma toada muito rica e luminosa e um travo pop que, na verdade, acabou por amenizar o cariz eminentemente sombrio do rock que os Nothing se gabam de saber replicar melhor que ninguém.
Agora, meia década depois, o projeto norte-americano regressa à nossa órbita à boleia de alguns avanços que tem revelado de A Short History of Decay. Trata-se do quinto disco da banda, um registo com nove canções, produzido pelo próprio Nicky Palermo, com a ajuda de Nicholas Bassett, líder dos Whirr e que foi gravado nos estúdios Sonic Ranch, no Texas, estando previsto ver a luz do dia a vinte e sete de fevereiro, com a chancela da Run For Cover Records.
Cru, sujo e rude, Cannibal World foi o primeiro single que passou por cá, em novembro último, do alinhamento de A Short History of Decay. O tema assentava a sua filosofia interpretativa no ruído sombrio de guitarras tocadas em reverb, numa postura claramente lo fi.
Agora temos para escuta Purple Strings, o quinto tema do alinhamento de A Short History of Decay. Com a participação especial da harpista Mary Lattimore, de Jason Adams aos comandos do violoncelo e de Camille Getz no violino, Purple Strings é uma composição intimista e sentimentalmente forte, com um registo melódico envolvente, que vai sendo trespassado por diversas nuances conferidas por cordas das mais variadas proveniências, criando um clima impactante, que vinca uma identidade sonora muito própria e que define, sem sombra de dúvida, o melhor adn dos Nothing. Confere...

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Arkells - Money (feat. Portugal. The Man)
Sedeados em Hamilton, no Ontário, e já com mais de duas décadas de carreira, os Arkells de Max Kerman, deram as mãos aos norte americanos Portugal. The Man, de John Baldwin Gourley e juntos criaram um tema intitulado Money, que antecipa um novo disco do projeto canadiano para este ano de dois mil e vinte e seis.

Money é uma canção vigorosa, impulsiva, cativante, com um ímpar travo retro e com uma têmpora algo lisérgica. Uma batida sintética contundente, exemplarmente acompanhada por um baixo vigoroso e diversos loops e efeitos enleantes e um registo vocal ligeiramente robotizado, oferecem à canção uma curiosa sensação nostálgica, ao mesmo tempo que induzem no tema uma estética bastante abrangente e de elevado pendor pop. Confere...

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Matt Corby – Know It All
Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Entretanto, há quase três anos, na alvorada da primavera de dois mil e vinte e três, e depois de no final de dois mil e vinte e quatro termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.
Agora, Matt corby anuncia finalmente o sucessor de Everything's Fine. Trata-se de um trabalho intitulado Tragic Magic. É um registo com treze canções, que vai ver a luz do dia a seis de março e que resultou de dezoito meses de árduo trabalho de composição e gravação em estúdio e que foi produzido por Chris Collins, seu habitual colaborador.
Do seu alinhamento revelámos, no início de dezembro último, o single Burn It Down, uma composição repleta de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares. Cerca de duas semanas depois tivemos para escuta Big Ideas, mais um dos momentos altos do alinhamento de Tragic Magic, uma composição angulosa e com um perfil percussivo bastante vincado, assente num vigoroso baixo e em alguns entalhes orgànicos.
Agora no início de dois mil e vinte e seis, já é possível conferir o terceiro tema retirado do alinhamento de Tragic Magic. É uma longa canção chamada Know It All, que tem um piano intrincado, buliçoso e tocante como grande trave mestra. As suas teclas trocam com o timbre adocicado vocal ligeiramente reverberado de Corby, um emaranhado de subtilezas, olhares e toques, aparecendo a bateria e uma secção de cordas a dois minutos do fim, com o intuíto de ampliar o perfil tocante e sensitivo de Know It All. O resultado final é charmoso, intimista e intenso, plasmando alguns dos melhores atributos de um artista inovador e bastante criativo e que, no modo como agrega, burila e mistura o orgânico e o sintético, mostra uma saudável e sedutora faceta marcadamente contemporânea. Confere...

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Os Melhores Discos de 2025 (10-01)

10 - Califone - The Villagers Companion
Intenso, orgânico, intimista e intrincado, The Villager's Companion é um autêntico regalo para os ouvidos de todos aqueles que sentem prazer em sentir canções que escorrem lentamente, enquanto absorvem todas as suas nuances e detalhes, até os mais ínfimos e, durante esse processo, dão, muitas vezes instintivamente, forma a ideias, conceitos, pensamentos e até decisões, que as mesmas suscitam. De facto, a audição dedicada das nove composições do disco é marcante e deixa um lastro de sensações que espicaçam e se sentem com elevado grau impressivo, mesmo após o ocaso dos pouco mais de quarenta minutos que dura o registo.
9 - Noiserv - 7305
7305 é um trabalho laborioso de lapidação, detalhe, delicadeza e refinamento, que alcança, no seu todo, laivos de excelência que alargam os horizontes sonoros do autor e o arco concetual estilístico do seu catálogo, com superior mestria. Ao longo de pouco mais de trinta e dois minutos estabelece pontes entre aquilo que é definido como o orgânico e acústico e o sintético, através de um manancial de ligações de fios e transistores que debitam um infinito catálogo de sons e díspares referências, únicas no cenário alternativo nacional e que também exalam um intenso charme, induzido por uma filosofia interpretativa que, mesmo tendo por trás um cada vez mais diversificado arsenal instrumental, nunca abandona aquele travo minimalista, pueril, orgânico e meditativo que carateriza o modus operandi deste músico único.
8 - Cass McCombs – Interior Live Oak
Cometa repleto de brilho e de cor, Interior Live Oak é, portanto, uma verdadeira experiência imersiva e metafórica, plena de densidade, onde muitas vezes o acústico e o elétrico se confundem. É um disco generoso e esteticamente inquietante, porque não lhe falta diversidade. Mas também é um trabalho emocionalmente acolhedor, porque tem uma estética conselheira e dialogante que não é de descurar.
7 - The Antlers - Blight
Os pouco mais de quarenta e cinco minutos de Blight impressionam imenso, quer pela riqueza detalhística e pela diversidade de nuances, transversal às nove canções do alinhamento, quer pela própria filosofia lírica e estilística subjacente ao registo e, acima de tudo, pela emotividade e assombro que a sua audição dedicada suscita. O álbum encarna uma espécie de epopeia sonora que acumula um amplo referencial de elementos típicos de diversos universos sonoros, que se vão entrelaçando entre si de forma particularmente romântica, cinematográfica e até, diria eu, objetivamente sensual.
6 - Damien Jurado - Private Hospital
Private Hospital proporciona-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, com forte travo vintage, potenciado por um processo de gravação eminentemente analógico, que coloca as fichas num clima ligeiramente jazzístico. Estas novas canções de Damien Jurado, sendo instrumentalmente fartas e filosoficamente tocantes, comunicam com o nosso âmago, através de uma forma de compôr que, algures entre a penumbra e a luz e com uma sofisticação muito própria, é incubada por um dos maiores cantautores e filósofos do nosso tempo, um artista sem paralelo no panorama da indie folk contemporânea.
5 - Lord Huron - The Cosmic Selector Vol. 1
Com uma discografia já bastante sólida e com uma vasta legião de seguidores fiéis, Lord Huron solidifica em The Cosmic Selector Vol. 1, com notável eficácia, a elevada bitola qualitativa do seu catálogo, à boleia de doze canções que, em quase cinquenta minutos, nos presenteiam com canções que calcorreiam caminhos tão díspares como a folk introspetiva, o rock alternativo e o rock progressivo e o próprio jazz. É um disco fantástico e cheio de nuances, mas também íntimo, profundo, reflexivo. É um registo repleto de laivos musicais de excelência e que proporcionam ao ouvinte muitas boas sensações, que só a vivência da audição consegue suscitar e descrever com detalhe.
4 - Midlake - A Bridge To Far
Com um alinhamento de dez canções e produzido por Sam Evian, A Bridge To Far reclama, com firmeza, o posicionamento dos seus autores num lugar de relevo do panorama indie e alternativo, nomeadamente naquele espetro sonoro que aposta na riqueza dos detalhes e na sapiência melódica, como traves mestras do processo criativo. De facto, os Midlake sempre tiveram apetência para a criação de canções aprazíveis e reluzentes e que, simultaneamente, contendo sempre um elevado grau de acessibilidade, mostrassem um elevado grau de refinamento, servindo-se da típica folk norte-americana, feita de cordas reluzentes e com aquele timbre metálico ecoante tão caraterístico. Em suma, se o resultado final de A Bridge To Far não deixa de ser vistoso, a verdade é que é também profundamente comovente, até no modo como nos mostra que os Midlake investiram muito de si próprios e da sua exposição pessoal perante o mediático, naquele que é o conteúdo do registo. Essa coragem, geralmente universalmente incompreensível, é sempre de realçar e de elogiar e ainda mais quando acontece de modo tão deslumbrante e bonito.
3 - Dumbo Gets Mad - Five Eggs
Five Eggs é uma elegante e bem sucedida viagem sonora, que nos proporciona, em pouco mais de trinta minutos, uma espetacular e efusiante trip psicadélica de elevado calibre e verdadeiramente narcótica para quem se deixar levar por uma doutrina que se serve de guitarras, acústicas ou eletrificadas e de sintetizadores inspirados para, com uma ímpar teatralidade e uma inimitável versatilidade estilística, criar grandiosas canções que versam sobre algumas dicotomias que, no fundo, regem a nossa existência mais metafísica. É um disco compacto, mas multifacetado, solidificando a habitual estratégia de Luca Bergomi de construir alinhamentos de vários temas que funcionem como uma espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do que partes de uma só canção de enormes proporções, porque é esse o efeito que este disco de certa forma transmite.
2 - Jeff Tweedy - Twilight Override
Triplo álbum, Twilight Override é um verdadeiro exercício exaustivo de megalomania, para ser escutado na íntegra, como um todo. Instrumentalmente heterogéneo, com momentos épicos e outros intimistas, tem como grande trunfo a força que emana de dentro de si, nomeadamente no modo como se debruça sobre as fragilidades e as potencialidades da nossa espécie, ou seja, sobre o conceito de humanidade, aquela humanidade que todos temos dentro de cada um de nós e como essa mesma humanidade conduz e determina a forma como nos relacionamos com o próximo e vivemos em comunidade. A partir daí, o amor acaba por ser o tema central do disco. Não apenas o amor sensual e que é vivido entre duas pessoas apaixonadas e que se relacionam emocional e fisicamente, mas também a compaixão, a amizade, a ternura e o apego que temos por aqueles que nos rodeiam e fazem parte da nossa vida. É, sonoramente, um impressivo e jubilante tratado folk, dominado, de alto a baixo, por timbres de cordas, muitas vezes particularmente estridentes, que abastecem a tal constante dicotomia entre sentimentos e confissões, não faltando também, algumas nuances mais eletrificadas e radiofónicas, sempre sem descurar a essência eminentemente reflexiva e sentimental da génese do catálogo do autor.
1 - Geese - Getting Killed
Caos e tensão são adjetivos que se ajustam às mil maravilhas aos Geese, uma banda de Nova Iorque pujante e, ao mesmo tempo íntima, contundente e simultaneamente emotiva. São o exemplo perfeito de como na música muitas vezes a ausência de regras estilísticas rigidas, de seguidismos ou de balizamentos é, também, uma boa fórmula para se chegar ao sucesso e à tão almejada perfeição. Getting Killed, o novo álbum do projeto, pode ser catalogado, de modo simplista, como um disco de indie rock, mas é claramente muito mais do que isso. Os seus quarenta e cinco minutos condensam, sem ordem definida e numa espécie de caos ordenado, world music, jazz, folk, rock, pop, R&B, grunge, garage, psicadelia, punk e tudo aquilo que mais quiseres colocar nesta listagem. Depois, qual cereja no topo do bolo, temos Cameron Winter, considerado já por muitos como um dos vocalistas mais carismáticos do cenário indie e alternativo atual. Se num segundo ele choca-te e instiga-te com um voz ensurdecedora e, imagine-se, algo desconfortável, pouco depois está a falar, de modo contundente, ao teu coração, sussurrando-te ao ouvido com o registo mais adoçicado que possas imaginar. Cheio de força e vigor criativo, timbres e dinâmicas, este quarteto nova iorquino mostra em Getting Killed que o sucesso e a felicidade no seio desta forma de arte chamada música, podem andar de mãos dadas, desde que se ponha de lado convenções e regras e se aposte numa fé inabalável no instinto e naquilo que ele nos pedir que seja feito no momento de criar e de desconstruir, porque aí, quando a realidade se dissolve, vale mesmo tudo.
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Bill Callahan – Lonely City
Bill Callahan está de regresso ao nosso radar, nesta reta final de dois mil e vinte e cinco, com um naipe de novos singles, quatro anos depois de ter dado as mãos a Will Oldham, que assina a sua música como Bonnie “Prince” Billy. Nessa altura fizeram juntos uma viagem a algum do melhor cancioneiro norte-americano contemporâneo, incubando uma fascinante coleção de versões de originais de nomes que respeitam e veneram, apresentando sempre, em cada nova gravação, um terceiro elemento convidado.

A saga começou no início de novembro com The Man I’m Supposed To Be, um delicioso tratado de country folk rock psicadélico substantivo e de primeira água, feito de uma feliz simbiose entre viola acústica e guitarra rugosa e continua agora, quase no fim de dezembro com Lonely City, um tema que replica o arsenal instrumental do antecessor, mas de um modo mais intimista e cru.
Lonely City é uma canção que vai crescendo em arrojo, tensão e intensidade, à medida que vai recebendo novos detalhes percussivos, enquanto uma guitarra planante ciranda, insistentemente, em oposição ao andamento melódico, comprovando, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade e a superior capacidade interpretativa de Callahan.
Estas duas canções são os primeiros avanços revelados de My Days of 58, o disco que o músico norte-americano, natural de Silver Spring, no Maryland, vai colocar nos escaparates a vinte e sete de fevereiro de dois mil e vinte e seis, com a chancela da Drag City e que sucede ao registo YTI⅃AƎЯ, que o artista lançou em dois mil e vinte e dois. O disco foi criado com a ajuda de Matt Kinsey na guitarra, Dustin Laurenzi no sax tenor e Jim White na bateria, além de Richard Bowden (fiddle), Pat Thrasher (piano), Chris Vreeland (baixo), Mike St. Clair (trombone) e Bill McCullough (pedal steel). Confere Lonely City e o vídeo do tema assinado pelo fotógrafo de rua Daniel Arnold...

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Yellow Days – Special Kind Of Woman
Oito após o EP de estreia Harmless Melodies e o seu primeiro longa duração, Is Everything OK In Your World?, e meia década depois do registo A Day In A Yellow Beat, o cantor e multi-instrumentista britânico George van den Broek, de vinte e seis anos e que assina a sua música como Yellow Days, está de regresso ao nosso radar com Special Kind Of Woman, o mais recente avanço revelado de Rock And A Hard Place, o novo disco do músico natural de Manchester, um alinhamento de catorze canções que vai ver a luz do dia a treze de fevereiro do próximo ano, com a chancela da Independent Co..

Tema que pretende encarnar uma sentida declaração de amor à atual companheira de van den Broek, Special Kind Of Woman é um incrível tratado de indie pop de forte toada jazzística, com elevada influência da soul, do blues, do R&B e do funk e, por isso, sonoramente bastante eclético. É uma canção bastante orgânica, charmosa e angulosa, com um travo retro delicioso e que transmite bastante alegria e positividade. Confere...

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Peaer - Bad News
O projeto nova iorquino Peaer, liderado por Peter Katz desde dois mil e catorze, acaba de anunciar finalmente o sucessor do disco A Healthy Earth, que o trio norte-americano colocou nos escaparates em dois mil e dezanove. Trata-se de um álbum com nove temas, intitulado Doppelgänger, que irá ver a luz do dia a dezasseis de janeiro com a chancela da Danger Collective.

Depois de terem revelado recentemente o single Button, os Peaer acabam de retirar do alinhamento de Doppelgänger mais um tema em formato single. Trata-se de Bad News, uma composição com uma tonalidade muito íntima e envolvente, em que um baixo discreto mas vigoroso, uma bateria subtilmente arrastada e o timbre metálico de uma guitarra, acomodam uma sonoridade lisérgica, com um perfil eminentemente clássico e onde é constante o desafio entre o rock experimental e a chamada dream pop. Confere Bad News e o alinhamento de Doppelgänger...
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01 End of the World
02 Part of the Problem
03 Just Because
04 No More Today
05 Rose in My Teeth
06 Button
07 I.D.W.B.W.Y.
08 Bad News
09 Future Me
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The Afghan Whigs - Fake Like (Poliça cover) vs Downtown (Still Corners cover)
Os norte-americanos The Afghan Whigs de Greg Dulli, são um estrondoso projeto em atividade desde mil novecentos e oitenta e seis e já com uma reputação mítica no universo sonoro indie e alternativo, das últimas quatro décadas. Estão de regresso ao nosso radar no final de dois mil e vinte e cinco com um lançamento em formato digital e fisico de 7'', que contém um par de covers e que conta com a chancela da Shake It Records, a etiqueta do próprio grupo.

Primeiro sinal de vida da banda natural de Cincinnati, no Ohio, desde o disco How Do You Burn?, lançado em dois mil e dois, este par de versões resultaram de um processo criativo espontâneo levado a cabo por Greg Dulli em estúdio e oferecem-nos um registo inpterpretativo majestoso e épico, bem à imagem de um projeto que assenta os seus pilares naquele rock eminentemente denso, mas com elevada sagacidade melódica, um rock carregado com guitarras poderosas e incisivas que não descuram uma faceta psicadélica que se aplaude e que é reforçada pela presença infatigável e marcante da clássica bateria.
Assim, quer Fake Like, um original que o projeto Poliça, sedeado em Minneapolis, lançou em dois mil e dezasseis, quer Downtown, tema que os britânicos Still Corners incubaram nesse mesmo ano, não vêm colocado em causa o adn sonoro dos originais, mas ganham uma outra exuberância, com as guitarras no primeiro tema e o piano no segundo, a serem os grandes sustentos de duas novas roupagens que também acabam por recriar com astúcia o habitual ambiente misterioso e sombrio das criações sonoras do Afghan Whigs. Confere as covers e os originais...
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Damien Jurado - Paper Canoe
O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira, como se tem comprovado nos mais diversos artigos e análises a que tem tido direito neste espaço de crítica e divulgação musical. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, nos arredores de Washington, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.
Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, já em novembro chegou a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.
Entretanto, depois de há quase um mês nos ter chegado à redação mais um tema assinado por Damien Jurado, intitulado Wearing Your Violence e que fazia parte do alinhamento de I Must Be Out Of Your Mind, um compêndio de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte e que viu a luz do dia o ano passado, há poucos dias aterrou nos nossos ouvidos uma extraordinária nova roupagem de Kola, um dos clássicos da discográfica do músico, cujo original encerrava o alinhamento de dezassete canções do álbum Visions Of Us On The Land, que Jurado lançou na primavera de dois mil e dezasseis, à praticamente uma década.
Agora, cerca de uma semana depois, de Damien Jurado temos para escuta Paper Canoe, mais um dos destaques de I Must Be Out Of Your Mind, o compêndio acima referido de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte.
Este novo lançamento digital de Paper Canoe em formato single incorpora três diferentes versões que, do intimista ao épico e do acústico ao elétrico, nos oferece três visões diferentes de uma mesma composição sentimentalmente rica, num resultado final estilisticamente diversificado, comprovando a destreza deste artista em induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...