Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020

Noiserv - Meio vs Neutro

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There e, desde o outono de 2016, um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

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Agora, quatro anos depois desse brilhante registo, Noiserv tem finalmente na manga um sucessor, um disco ainda sem nome, mas já com dois temas divulgados, Meio e Neutro. Neles, David regressa novamente a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com a primeira canção a proporcionar-nos um banquete percurssivo intenso e criativo e a segunda a impressionar pelo modo como diferentes naunces, detalhes e samples se entrelaçam com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida. Em ambas as canções, Noiserv mantém sempre, numa interessante dicotomia, única no cenário alternativo nacional, um intenso charme, induzido por uma filosofia interpretativa que, mesmo tendo por trás um infinito arsenal instrumental, nunca abandona aquele travo minimalista, pueril e meditativo que carateriza o cardápio sonoro deste músico único.

Gravado no no seu novo estúdio A Loja, onde tem também estado a produzir, misturar e masterizar o disco de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, Noiserv dará, no seu novo trabalho, maior protagonismo à lingua de Camões, num álbum que é aguardado com enorme expetativa nesta redação, criado por um artista que nos trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

Realce, também, para os dois vídeos que acompanham os singles Meio e Neutro. Em ambos resultam de uma colaboração com os leirienses Casota Collective. No filme de Meio as sonoridades de Noiserv são delicadamente apresentadas pelos movimentos de Marco da Silva Ferreira e em Neutro por Rui Miguel. Confere...


autor stipe07 às 21:45
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

The 1975 – Me And You Together Song

The 1975 - Me And You Together Song

Depois de um percurso discográfico com três tomos em que a grande aposta foi um anguloso piscar de olhos a algumas das referências pop dos anos oitenta com forte tendência radiofónica, não faltando até interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista, os The 1975 de Matt Healy preparam-se para uma verdadeira revolução sonora à boleia de Notes On A Conditional Form, o ábum que o grupo britânico se prepara para lançar na próxima primavera.


autor stipe07 às 11:37
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

The Artist Is Irrelevant - Play That Sulky Music, White Boy

É já depois de amanhã, e com o apoio da GDA, que vê a luz do dia The Artist Is Irrelevant, o disco homónimo de estreia do projeto The Artist Is Irrelevant, assinado por um autor anónimo que, para preservar essa recusa de divulgação da identidade, não irá dar qualquer concerto de promoção ao trabalho. De certo modo justifica-se esta opção, já que estamos a falar de um projeto que não tem o objetivo de colocar os holofotes sobre o músico que está por trás das canções, mas antes concentrar atenções na própria música em si e em toda a panóplia de sentimentos, ideias e emoções que a mesma poderá causar e cuja interpretação acaba por ser, talvez, muito mais genuína, desconhecendo-se o criador e algumas caraterísticas da sua história de vida, elementos que poderiam colocar em causa a pureza interpretativa do conteúdo das suas composições. Em suma, este projeto deixa inteiramente nas mãos dos ouvintes criarem as suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, é também um teste ao valor da música por si só e uma rejeição do culto do “eu” e da imagem, que tem dominado por completo o panorama cultural e social nas últimas décadas.

Voltando ao disco, The Artist Is Irrelevant terá um alinhamento de oito canções produzidas, misturadas e masterizadas por Noiserv no seu novo estúdio A Loja, que também tem uma participação especial vocal no tema Gizmo, o quinto do alinhamento de The Artist Is Irrelevant. Enquanto o álbum não vê a luz do dia para ser dissecado clinicamente por cá, a redação de Man On The Moon aproveita para divulgar o single Play That Sulky Music, White Boy, a sétima canção do disco que, de acordo com o seu press releasebrinca, no seu título, com a ideia de que mesmo a música mais soturna também pode ser dançável e viciante, algo que espelha bem os diferentes ambientes ao longo deste tema que começa negro e misterioso e acaba numa poderosa explosão disco.

Registo que terá uma vibe sonora bastante moderna e atual, mas também nostálgica e algo retro, já que se irá abastecer de alguns dos cânones fundamentais da melhor eletrónica ambiental contemporânea, mas também de tiques da pop progressiva e do glam rock dos anos oitenta, The Artist Is Irrelevant vê bem espelhada neste single Play That Sulky Music, White Boy, tais influências, uma composição já com direito a um enigmático vídeo que apresenta o single ao ritmo de um compasso crescente, uma deliciosa opção estilística, porque entronca no próprio andamento rítmico da canção. 

Importa ainda referir que neste momento já está em curso uma campanhade pre-save no Spotify que permitirá a quem se registar não só ser um dos primeiros a ouvir The Artist Is Irrelevant no dia do seu lançamento, como ainda receber imediatamente uma faixa extra ao concluir o registo na campanha. Confere...

Site: http://www.theartistisirrelevant.com

Facebook: https://www.facebook.com/theartistisirrelevant/

Instagram: https://www.instagram.com/the_artist_is_irrelevant/


autor stipe07 às 11:51
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020

Bombay Bicycle Club – Everything Else Has Gone Wrong

No ativo há já década e meia, os Bombay Bicycle Club deJack Steadman, Jamye MacCol, Suren de Saram e Ed Nash, abriram as hostilidades em grande forma, em dois mil e nove, com o promissor registo I Had the Blues But I Shook Them Loose e, desde logo, firmaram um lugar de relevo no cenário indie de terras de Sua Majestade. A partir daí, mantendo uma interessante média de lançamentos conceptualmente distintos, nomeadamente Flaws (2010), A Different Kind of Fix (2011) e So Long, See You Tomorrow (2014), nunca deixaram de, álbum após álbum, cimentar essa posição, que atinge o pico à boleia de Everything Else Has Gone Wrong, o quinto registo do grupo, um disco que quebra um inesperado hiato de cinco anos, tendo em conta a frequência temporal dos trabalhos anteriores, e que contém, talvez, o alinhamento mais consistente, assertivo e eclético deste projeto de Crouch End, nos arredores de Londres.

Resultado de imagem para Bombay Bicycle Club Everything Else Has Gone Wrong

O caminho traçado pelos Bombay Bicycle Club deu sempre elevado protagonismo à criação de efervescentes composições assentes numa filosofia sonora que, dando também primazia ao baixo e às guitarras, foram sobrevivendo à sombra da omnipresença do sintetizador, nomeadamente nos arranjos melódicos, criando, desse modo, sagazes interseções entre rock e eletrónica. O antecessor So Long, See You Tomorrow foi o expoente máximo deste receituário, que também primou por uma elevada versatilidade na seleção dos arranjos que adornavam as composições, como se percebeu em temas como Luna e Carry Me, dois belos exemplos dessa opção estilística presentes no trabalho de dois mil e catorze. E estas são nuances que neste Everything Else Has Gone Wrong ganham uma nova dimensão, graças a canções do calibre da sumptuosa Eat, Sleep, Wake (Nothing But You), a melancólica composição homónima ou a extremamente criativa I Can Hardly Speak, um tema em que uma extravagante base sintética, acomoda com superior requinte cordas e metais, enquanto Steadman nos oferece o seu já habitual elevado e inédito grau de entrega e de intimidade.

A presença de galardoado produtor John Congleton (St. Vincent, Sharon Van Etten, War on Drugs) nos créditos do registo terá sido, certamente, fator decisivo para que os Bombay Bicycle Club apresentassem neste Everything Else Has Gone Wrong, como já referi, o seu registo mais heterógeneo, mas também curiosamente, o trabalho com maiores parecenças relativamente ao que se faz do lado de lá do atlântico. Além dos três temas já referidos, com particular destaque para o programado vigor algo punk em que alicerça Eat, Sleep, Wake (Nothing But You), a efervescente luminosidade de I Worry Bout You e o clima mais progressivo e encantatório de Good Day, proporcionam ao ouvinte momentos de familiariedade com as propostas mais recentes de nomes tão proeminentes do cenário indie norte-americano, como os Broken Social Scene ou os The New Pornographers.

Disco diversificado, pulsante, optimista e luminoso, Everything Else Has Gone Wrong tem um travo de efervescência e impulsividade únicos, com guitarras e sintetizadores a lançarem constantentemente nos nossos ouvidos vibrações e melodias de esperança e renovação, que não só colocam a banda no trilho de um rock mais cru e direto, como também amplificam a sensação de estarmos perante uma espécie de caleidoscópio sonoro de forte cariz hipnótico, lisérgico e emocional e em que conceitos como o ambiente, a harmonia, a libertação e o amor e o crescimento, ajudam a engrandecer, mais do que nunca, o percurso discográfico dos Bombay Bicycle Club. Espero que aprecies a sugestão...

Bombay Bicycle Club - Everything Else Has Gone Wrong

01. Get Up
02. Is It Real
03. Everything Else Has Gone Wrong
04. I Can Hardly Speak
05. Good Day
06. Eat, Sleep, Wake (Nothing But You)
07. I Worry Bout You
08. People People (Feat. Liz Lawrence)
09. Do You Feel Loved?
10. Let You Go
11. Racing Stripes


autor stipe07 às 14:52
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020

EOB - Santa Teresa vs Brasil

Um importante marco discográfico de dois mil e vinte será, certamente, o disco de estreia da carreira a solo de Ed O'Brien, guitarrista dos Radiohead. Ainda sem título divulgado, esse trabalho terá, nos créditos, Flood, como responsável pela produção, o experiente Alan Moulder na mistura e o baixista Colin Greenwood, também membro dos Radiohead, como destacado convidado, além de Laura Marling, Adrian Utley (Portishead), Nathan East, Glenn Kotche (Wilco), Omar Hakim, Adam “Cecil” Bartlett, David Okumu e Richie Kennedy, entre outros.

Ed-OBrien

Do registo de Ed O'Brien já se conhecem as composições Santa Teresa e Brasil. Ambas inspiradas no período em que Ed viveu no Barsil no início da década passada com a sua família. A primeira, Santa Teresa, nome de um bairro dos arredores do Rio de Janeiro, divulgada em outubro passado, é uma composição de cariz eminentemente ambiental, assente em diversos fragmentos samplados, agregados em redor de um fluído de elevado travo orgânico. Já Brasil, uma extensa canção que progride de uma eletrónica ambiental de pendor vincadamente acústico para um espetro rock amplificado pelo vigoroso baixo de Greenwood e pelo excelente trabalho percurssivo de Omar Hakim, é um espelho dos tempos em que vivemos e do modo intrigante e, de certo modo, confrangedor como o homem, enquanto espécie, olha para o planeta em que vive e tudo aquilo que de prejudicial tem provocado nele. Brasil, país assolado por diversas catástrofes naturais nos últimos tempos, com especial destaque para os fogos extensos que ocorreram recentemente na Amazónia, acaba por ser um espelho fiel desse modo desregulado como tratamos a nossa casa. Nessa canção, O'Brien quer colocar novamente os holofotes no centro desse flagelo, mas também procurar dar uma perspetiva otimista e mais poética de todo este enredo, acreditando que ainda é possível que a espécie humana se una no objetivo comum de não deixar que a sua casa se deteriore irreversivelmente. Confere Santa Teresa e Brasil...


autor stipe07 às 11:18
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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020

Real Estate – Paper Cup

Real Estate - Paper Cup

Será a vinte e oito de fevereiro próximo que irá ver a luz do dia, à boleia da Domino Records, The Main Thing, o quarto e novo registo de originais dos Real Estate, sucessor do excelente In Mind, editado em dois mil e dezassete e que estava repleto de canções feitas com guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico, nuances que ajudaram o projeto a assumir-se definitivamente como um dos mais interessantes e inovadores do cenário indie atual.

The Main Thing será o primeiro disco do coletivo natural de Rodgewood, em Nova Jersey, sem a presença de Matt Mondanile, a contas com a justiça devido a várias acusações de abuso sexual. Mondanile foi substituido pelo multi-instrumentista Julian Lynch, que se junta a Martin Courtney, Alex Bleeker, Matt Kallman e Jackson Pollis e, de acordo com Paper Cup, o primeiro single divulgado de The Main Thing e que conta com a participação especial de Amelia Meath, uma das metades da dupla Sylvan Esso, tal mudança na formação não alterou decisivamente o som que típifica o adn dos Real Estate, uma constatação, a meu ver, positiva, refletida em Paper Cup, o primeiro avanço divulgado do trabalho, uma canção em que piano, cordas e uma vasta míriade de arranjos de elevada luminosidade e com um indisfarçável travo tropical, conjuram entre si intimamente, num resultado final bastante charmoso e sensorial. Confere Paper Cup e a tracklist de The Main Thing...

The Main Thing

01 Friday
02 Paper Cup
03 Gone
04 You
05 November
06 Falling Down
07 Also A But
08 The Main Thing
09 Shallow Sun
10 Sting
11 Silent World
12 Procession
13 Brother


autor stipe07 às 11:17
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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020

Grouplove – Deleter

Grouplove - Deleter

Terminou a espera e será, finalmente, em dois mil e vinte, que irá ver a luz do dia o sucessor do excelente registo Big Mess que os norte-americanos Grouplove de Hannah Hooper e Christian Zucconi, editaram em dois mil e dezasseis. Ainda sem nome divulgado, o registo já tem, no entanto, um tema divulgado, intitulado Deleter.

Com direito a um fantástico vídeo assinado por Chris Blauvelt e em que se vê os membros da banda de Los Angeles de macacões laranja a interpretar o tema, Deleter foi gravada e produzida por Dave Sitek (TV On The Radio, Yeah Yeah Yeahs, Weezer) em El Paso, no Texas, sendo alimentada por teclas abrasivas, linhas de guitarras estridentes e uma bateria extremamente rápida, um modus operandi implacável e vigoroso, no modo como interpreta alguns dos cânones fundamentais do rock alternativo de cariz mais rugoso. Confere...


autor stipe07 às 11:16
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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2020

Elephant Stone – Keep The Light Alive

Elephant Stone - Keep The Light Alive

Os canadianos Elephant Stone são uma banda de Montreal, no Canadá, liderada por Rishi Dhir, baixista e um dos tocadores de cítara mais importantes do cenário musical psicadélico atual. Andam por cá desde 2009 e nesse ano editaram The Seven Seas, o disco de estreia e, logo aí, deram início à busca, quase obsessiva, pela canção pop perfeita. O seu conteúdo acabou por chamar a atenção da crítica e o álbum foi nomeado para os Polaris Music Prize desse ano. A seguir surgiu mais um EP, The Glass Box EP, num período em que Dhir também andou na digressão de dois mil e onze dos The Brian Jonestown Massacre. Depois, no início de dois mil e treze, chega o segundo álbum, um homónimo lançado pela Hidden Pony Records, quase três anos, em dois mil e dezasseis, vê a luz dia Ship Of Fools e agora, no dealbar de dois mil e vinte, é-nos anunciado Hollow, o próximo registo de originais deste grupo que se destaca por uma tonalidade psicadélica única e pouco vulgar no modo como se cruza com alguns dos melhores detalhes do indie rock.

Hollow chegará aos escaparates a catorze de fevereiro e Keep The Light Alive é o primeiro single divulgado do alinhamento desse registo, uma composição com um ritmo vibrante, assente em faustosas guitarras que criam uma melodia incisiva, com um elevado grau de epicidade e esplendor. Confere...


autor stipe07 às 11:05
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020

The Proper Ornaments – Purple Heart

The Proper Ornaments - Purple Heart

Nem um ano passou desde o excelente Six Lenins, disco que figurou na lista dos melhores dez álbuns do ano passado para esta redação, e os londrinos The Proper Ornaments já estão de regresso aos lançamentos discográficos com Mission Bells, um compêndio com treze canções e com a chancela da Tapete Records, que irá ver a luz do dia a vinte e oito de fevereiro próximo.

Missin Bells será o quinto registo de originais da banda de James Hoare, uma das caras metade dos Ultimate Painting e de Max Claps, membro recente dos Toy e começou a ser incubado durante a digressão de promoção de Six Lenins. Do seu alinhamento acaba de ser revelado o conteúdo de Purple Heart, a canção que abre o disco e que, num clima que oscila entre a melancolia e o hipnotismo, nos leva, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por intérpretes de um arquétipo sonoro que exala um intenso charme. Confere Purple Heart e o alinhamento de Mission Bells...

1. Purple Heart
2. Downtown
3. Black Tar
4. The Wolves At The Door 5. Broken Insect
6. The Impeccable Lawns
7. Echoes
8. Flophouse Calvary
9. Strings Around Your Head
10. The Park
11. Music Of The Traffic
12. Cold
13. Tin Soldiers


autor stipe07 às 09:43
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2020

Tame Impala – Lost In Yesterday

Tame Impala - Lost In Yesterday

Quase cinco anos após Currents e a testar os limites da nossa paciência devido a tão prolongado hiato, eis que os australianos Tame Impala de Kevin Parker voltam, finalmente, a dar sinais de vida com The Slow Rush, o novo registo de originais do projeto, um alinhamento com doze músicas gravadas, produzidas e misturadas pelo próprio Parker entre Los Angeles e o estúdio do artista em Fremantle, na Austrália, onde reside. The Slow Rush tem data de lançamento prevista para catorze de fevereiro do próximo ano, à boleia da Modular Records, a habitual etiqueta do grupo.

Lost In Yesterday é já o quinto tema divulgado de The Slow Rush e o último antes de o disco chegar aos escaparates. Os leitores mais atentos de Man On The Moon certamente recordam-se que este ano a nossa redação já divulgou as composições PatienceBorderline, It Might Be Time e Posthumous Forgiveness. Quanto ao seu conteúdo, Lost In Yesterday é uma canção sobre as nossas memórias, principalmente as menos felizes e a dificuldade natural que todos sentimos para exorcizar alguns demónios que nos atormentam por causa de eventos passados. Esse exercício contemplativo é idealizado por Kevin Parker à boleia de uma atmosfera sonora bastante aprazível, tremendamente épica e de forte pendor setentista. Aliás, uma regra essencial da filosofia estilistica dos Tame Impala, tem a ver com o foco e um enorme ênfase na nostalgia, mas tal reflete-se não numa cópia declarada de tiques, mas antes numa projeção de sintetizações, batidas e linhas de guitarra feita com uma contemporaneidade invulgar. Estes serão, certamente, e tendo em conta todas as amostras já divulgadas, alguns dos detalhes fundamentais daquele que será o quarto alinhamento dos Tame Impala e certamente um dos marcos discográficos de dois mil e vinte. Confere...


autor stipe07 às 10:34
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2020

Black Marble – Bigger Than Life

Os Black Marble são Chris Stewart e Ty Kube, uma dupla natural de Brooklyn, mas agora sedeada em Los Angeles, que se estreou nos discos em outubro de dois mil e doze, através da Hardly Art, com o registo A Different Arrangement, onze canções que carimbaram desde logo a sonoridade de uma banda, que nos remeteu, no imediato, para o classicismo sonoro dos anos setenta e oitenta. Tal impressão teve sequência com o excelente sucessor It's Immaterial, editado também em outubro, mas de dois mil e dezasseis, mantendo-se o décimo mês do ano como período período predileto paras o lançamento de registos, já que Bigger Than Life, o terceiro álbum do projeto, viu a luz do dia precisamente nesse mês do último ano.

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Apesar de serem uma dupla, nos Black Marble quem assume as rédeas é Chris Stewart, que começou a escrever o conteúdo de Bigger Than Life depois da mudança recente de Nova Iorque para a outra costa, uma mudança física e ambiental que acabou por inspirar o músico, que, de acordo com o próprio, no primeiro dia em que entrou em estúdio para gravar e olhou pela janela, ficou logo fascinado com a luz e o contraste entre o ceú e as montanhas que rodeiam a cidade dos anjos, um ambiente natural único que fax da principal cidade da costa oeste dos Estados Unídos um lugar especial e muito procurado.

A partir daí, e tendo presente esta conjuntura relativamente à incubação de Bigger Than Life, conforntamo-nos com um alinhamento bastante coeso de onze canções de forte cariz retro, já que têm como receituário fundamental o classicismo sonoro dos anos setenta e oitenta. é uma estética que não recusa a originalidade e a autenticidade que já são imagem de marca do som identitário dos Black Marble, mas que os mesmos tentam recontextualizar e fazer progredir, tendo sempre como pano de fundo aquela premissa que há trinta anos atrás colocava o sintetizador analógico na linha da frente e a nostalgia na proa das construções melódicas.

A própria postura vocal de Stewart abraça a tonalidade típica de um Ian Curtis que se rege pelo baixo, irrepreensível em Grey Eyeliner, e por batidas insistentes, o que ajuda imenso a criar uma certa tensão melancólica, que também é uma das traves mestras do disco e que terá como ponto forte a vibe surf de Daily Driver, uma das composições mais encantadoras do registo, a par dos fragmentos de sons sintetizados e distorcidos de Feels.

Em suma, neste Bigger Than Life as composições refletem, com alguma minúcia, estados de alma e os contextos que definem o momento atual de Stewart, através de um código específico, tal é a complexidade e a criatividade que estão nelas plasmadas. Tema após tema, o álbum transcende-se e sente-se uma emoção histórica que se encaixa também confortavelmente na tradição gótica dos anos oitenta, mas com uma leitura mais contemporânea, tudo agregado através de uma produção minimal, mas brilhante. Espero que aprecies a sugestão...

Black Marble - Bigger Than Life

01. Never Tell
02. One Eye Open
03. Daily Driver
04. Feels
05. The Usual
06. Grey Eyeliner
07. Bigger Than Life
08. Private Show
09. Shoulder
10. Hit Show
11. Call


autor stipe07 às 18:05
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Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2020

MOMO - I Was Told To Be Quiet

MOMO é Marcelo Frota, um cantor e compositor brasileiro que se estreou a solo em dois mil e seis com o aclamado registo A Estética do Rabisco, onze composições com fortes influências da herança do rock setentista que o país irmão produziu com particular abundância à quatro décadas atrás, em especial no nordeste. Seguiram-se mais quatro álbuns, que piscaram o olho a uma atmosfera mais acessível, sempre dentro de um espetro rock, os registos Buscador (2008), Serenade Of A Sailor (2011), Cadafalso (2013) e Voá (2017). Este último já tem sucessor, um trabalho intitulado I Was Told To Be Quiet, lançado no passado mês de outubro, no Brasil pelo selo LAB344, nos Estados Unidos pelo Yellow Racket Records e na Itália por Deusamora Records.

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I Was Told To Be Quiet foi gravado em Los Angeles e produzido pelo norte-americano Tom Biller, amigo pessoal de Marcelo e que já trabalho com nomes tão influentes como Fiona Apple, Sean Lennon, Elliot Smith, Kanye West e Warpaint, entre outros. O seu alinhamento é uma resposta sensível ao mundo atribulado que vivemos e junta a herança calorosa e afetiva das sonoridades tupiniquins, nomeadamente a bossa nova e o samba, com a estética arrojada do indie contemporâneo. O resultado é um reportório brilhante e original, no qual o autor exibe diversas nuances de sua musicalidade. Entre composições cantadas em português, inglês e francês, temos contato com seu lado mais sonhador (Higher Ground), o mais confessional (For I Am Just a Reckless Child) e, como não podia deixar de ser, o mais ensolarado (Diz a Verdade). Depois, enquanto em Vida MOMO regressa um pouco aos ambientes psicadélicos de inicío da carreira, Mon Neant, Marigold e Lillies for Eyes impressionam pela riqueza estilística ao nível dos arranjos. Já Stupid Lullaby e Sereno Canto, composições mais exigentes e intrincadas, revelam toda a sua formosura à medida que o ouvinte se deixa conquistar pela voz e pelos sentimentos que MOMO lhes induziu.

Com uma lista notável de convidados, nomeadamente Wado, Thiago Camelo e Ana Lomelino (Mãeana) e com as participações especiais nas gravações dos músicos Régis Damasceno (baixo) e Marco Benevento (piano, polli synth, cordas synth), I Was Told To Be Quiet é um álbum alegre, livre e libertador, parco em pensamentos negativos e que, fazendo a antítise do seu título encharcado em ironia, nos oferece um MOMO buliçoso e salutarmente crítico relativamente ao modo como observa o mundo que o rodeia e como reflete sobre a feliz irrequietude da sua própria existência. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 14:58
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Domingo, 5 de Janeiro de 2020

Ten Fé – Candidate vs Heaven Sent Me

Depois de em março de dois mil e dezanove terem editado Future Tense, Present Tense, o excelente registo que sucedeu ao aclamado trabalho de estreia, Hit The Light, lançado no ano anterior, os lobdrinos Ten Fé de Leo Duncan voltam a dar sinais de vida com a edição de um single com as composições Candidate e Heaven Sent Me e que não fizeram parte do alinhamento desse segundo álbum, com apenas nove meses de vida.

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Com uma sonoridade assente numa onda sintética particularmente expansiva e luminosa, Candidate é um tratado pop inspirado e rico, repleto de groove , intenso, alegre e dançável e com um travo à herança de uns Talking Heads inconfundível, enquanto Heaven Sent Me aposta naquela vertente mais climática e retro que fez escola na década de oitenta do século passado, uma espécie de soft rock , nuance que não é nova nos Ten Fé, mas que se mostra nesta canção mais apurada do que nunca e capaz de agradar a um espetro ainda mais alargado de ouvintes. Confere...


autor stipe07 às 16:22
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Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2020

Loosense - Saloon

Enorme família sedeada em Setúbal e formada por Pedro Nobre, João Completo, Iúri Oliveira, Gonçalo Mahú, Diogo Costa, Diogo Marrafa, Rafael Gil, José Zambujo, Rúben Silva e Ivo Rodrigues, os Loosense são um dos projetos mais interessantes do jazz contemporâneo nacional, aquele jazz corajoso e irrequieto, que irrompe fronteiras e convenções, porque ousa cruzar-se com alguns dos arquétipos fundamentais do indie rock de início da segunda metade do século passado, uma espécie de funk jazz rock que se estreou no verão de dois mil e dezoito com Doze e que, pouco mais de um ano depois, nos oferece Saloon, o segundo alinhamento de canções do projeto e cujo nome homenageia o espaço onde os Loosense ensaiam desde dois mil e catorze, ano em que se formaram.

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Gravado, tal como Doze, no Estúdio Vale de Lobos em Sintra, no verão de dois mil e dezoito, Saloon está recheado de composições astutas, no modo como conseguem ser indutoras de paisagens multicoloridas, telas impressivas que se instalam quase instantaneamente na mente de quem se predispõe a uma escuta dedicada e atenta deste Saloon. Para que isso suceda, guitarras que fluem livremente, sopros bem vincados e uma vasta panóplia percurssiva, onde o baixo assume, muitas vezes, o protagonismo maior, são fortes aliados, amigos que dão as mãos firmemente enquanto entroncam no desejo do coletivo em materializar essa impressão e, ao mesmo tempo, encarnar um forte ensejo de oferecer algo de positivo e marcante ao ouvinte. 

Os sopros melancólicos e esvoaçantes de Capitol e o modo como, em particular, no primeiro tomo dessa composição, se deixam embalar pelo piano, o modo incrível como, no capítulo seguinte, a guitarra flamenga nos instiga, sacode e provoca, através de Marco Alonso, um mestre interpretativo deste intrumento de cordas único, a charmosa eletrónica ambiental que arquiteta Flamingo, o profundo e inebriante pendor festivo de Dabox e o anguloso piscar de olhos a uma vibe funk tropicalista em Tokyo, são apenas alguns dos instantes maiores de um registo composicionalmente interessantíssimo e de um inconformismo estético irrepreensível. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 20:46
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Sábado, 28 de Dezembro de 2019

Josh Rouse – The Holiday Sounds Of Josh Rouse

O músico, cantor e compositor Josh Rouse já tem um disco de natal, um trabalho intitulado The Holiday Sounds Of Josh Rouse que compila nove canções que fazem recordar a este músico natural de Nashville, mas há alguns anos radicado no sul de Espanha, momentos felizes da sua infância e de férias de natal passadas fora de casa. A receita é a habitual neste músico; uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, que dão as mãos para a criação do habitual ambiente emotivo e honesto que carateriza a música e os discos deste cantautor que nunca perdeu o espírito nostálgico e sentimental que carateriza a sua escrita e composição.

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Assim, apesar de datado e de ter uma especificidade natalícia vincada, The Holiday Sounds Of Josh Rouse não coloca em causa aqueles que são alguns pilares identitários essenciais de um músico que parece ser capaz de entrar pela nossa porta com uma garrafa numa mão e um naco de presunto na outra e o maior sorriso no meio, como se ele fosse já da casa, já que consegue sempre revelar-se, também nestas canções, como um grande parceiro, confidente e verdadeiro amigo, um daqueles que não complicam e com o qual se pode sempre contar. Josh Rouse é único e tem um estilo inconfundível no modo como dá a primazia às cordas, sem descurar o brilho dos restantes protagonistas sonoros e, principalmente, sem se envergonhar de colocar a sua belíssima voz na primeira linha dos principais fatores que ainda tornam a sua música tão tocante e inspiradora. Espero que aprecies a sugestão...

Josh Rouse - The Holiday Sounds Of Josh Rouse

01. Mediterranean X-mas
02. Red Suit
03. New York Holiday
04. Easy Man
05. Sleigh Brother Bill
06. Lights Of Town
07. Letters In The Mailbox
08. Heartbreak Holiday
09. Christmas Songs


autor stipe07 às 20:53
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2019

Lucy Dacus – 2019 EP

A norte-americana Lucy Dacus aproveitou algumas datas marcantes do calendário deste ano de dois mil e dezanove para gravar versões de temas de artistas com os quais se identifica e que diz serem referências ocónicas quer da sua vida, quer da sua carreira musical, mas também inéditos da sua autoria, canções que fazem parte de um EP que a autora editou recentemente, intitulado 2019 e que foi lançando em formato single ao longo do ano.

Resultado de imagem para Lucy Dacus 2019 EP

Assim se no dia de São Valentim nos ofertou o seu olhar sobre o clássico La Vie En Rose de Edith Piaf, no dia da mãe foi a vez de nos presentar com  My Mother & I, de Taurus Season e no passado dia quatro de julho, o Dia da Independência e feriado nacional nos Estados Unidos da América, divulgou o inédito Forever Half Mast, uma canção com uma forte crítica à realidade política do seu país. Alguns meses depois, em setembro, chegou a vez de homenagear o Boss, no dia em que fez setenta anos, divulgando uma cover do clássico Dancing In The Dark, um dos expoentes máximos da carreira de Bruce Springsteen. Nesse Dancing In The Dark, de Bruce Springsteen, Lucy Dacus retrata com elevada bitola qualitativa o original, mantendo a essência tipicamente rock da canção, mas fazendo-o com um olhar um pouco mais sintético e contemporâneo que o original.

A final dois mil e dezanove, se no Halloween pudemos escutar uma versão de In The Air Tonight de Phil Collins, Lucy oferece-nos neste natal outro clássico, Last Christmas, um original icónico dos anos oitenta assinado pelos Wham e que também é aqui retratado com uma linguagem sonora mais abrasiva, direta e roqueira. Fools Gold é o tema original do EP e a previsão é que seja editado em formato single pela passagem de ano. Confere...

Lucy Dacus - 2019

01. La Vie En Rose
02. My Mother And I
03. Forever Half Mast
04. Dancing In The Dark
05. In The Air Tonight
06. Last Christmas
07. Fool’s Gold


autor stipe07 às 11:38
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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2019

Andrew Bird – Hark! EP

Com o aproximar do Natal é usual haver alguns lançamentos discográficos alusivos à época e o norte-americano Andrew Bird acaba de aderir a esta tendência com a recente edição de Hark, um EP de seis canções de Natal, editado à boleia da Loma Vista Records e que sucede a My Finest Work Yet, o décimo segundo álbum da carreira do músico natural de Chicago, um trabalho que viu a luz do dia na passada primavera.

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Andrew Bird é. claramente, um dos maiores cantautores da atualidade e tem um vasto catálogo de canções que são pedaços de música intemporais. A elas poderá muito bem juntar os originais AlabasterChristmas Is Coming e Night's Falling, assim como as covers dos clássicos Oh Holy Night e White Christmas, além de Skating, um original do compositor Vince Guaraldi e a grande fonte de inspiração para a elaboração de Hark!, um registo que se escuta com particular deleite e que encarna na perfeição o espírito sonoro da época que tem em sonoridades eminentemente clássicas maior aceitação. Nele, quer nas versões quer nos inéditos, Bird vai oferecendo-nos novas nuances, detalhes e formas de compôr que entroncam numa base comum, a típica folk norte americana, proposta através de diferentes registos e papéis, mas sempre com a mesma eficácia e brilhantismo, uma das marcas identitárias da sua arte.

Nos originais, os sinos e o timbre orgânico das cordas e das teclas de Alabaster, o pendor jazzístico da percurssão e dos sopros que inflamam um enorme charme a Skating e o assobio de Christmas Is Coming, são prova clara da habitual na mestria interpretativa de Andrew, enquanto que nas versões, a opção por roupagens minimalistas, acaba por conferir às canções uma alma mais intimista, mostrando-nos o quanto ele é também feliz quando opta por um exercício mais climático de agregação, fazendo-o, neste caso, imbuído de sofisticação e com enorme bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...

Andrew Bird - Hark!

01. Alabaster
02. Skating
03. Christmas Is Coming
04. White Christmas
05. Oh Holy Night
06. Night’s Falling


autor stipe07 às 15:11
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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019

Richard Ashcroft – Have Yourself A Merry Little Christmas

Richard Ashcroft - Have Yourself A Merry Little Christmas

Com o aproximar do Natal é usual haver alguns lançamentos discográficos alusivos à época e Richard Ashcroft, vocalista dos The Verve, acabou por aderir a esta tendência com a recente divulgação da sua versão do clássico Have Yorself A Merry Little Christmas. Este é um original de mil novecentos e quarenta e três, assinado por Hugh Martin e Ralph Blane e interpretado pela primeira vez porJudy Garland, no ano seguinte, no musical da MGM, Meet Me in St. Louis, uma canção já celebrizada por nomes como Frank Sinatra, Tori Amos, Bob Dylan e, mais recentemente, Sam Smith e os Coldplay.

Na sua reinterpretação deste clássico, Richard Ashcroft apostou numa toada tipicamente blues e jazzística, num resultado final repleto de charme, com o timbre da guitarra, o tom grave da sua voz e uma seleção de arranjos de índole classicista a conferirem ao tema uma feliz sensação de magia e cor, como é apanágio deste época única do ano. Confere...


autor stipe07 às 21:31
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

MGMT – In The Afternoon

MGMT - In The Afternoon

Quase dois anos depois de Little Dark Age, a dupla norte-americana MGMT formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, volta a dar sinais de vida com o anúncio do lançamento de um single de 12 polegadas do tema In The Afternoon, que inclui o b side As You Move Through The World, sendo a estreia da banda na sua própria etiqueta, recém-criada, a MGMT Records.

In The Afternoon, canção também já com direito a um extraordinário vídeo da autoria da própria dupla e misturada por Dave Fridmann, coloca os MGMT na senda daquela pop cheia de glamour que foi rainha dos anos oitenta do século passado, através de uma voz com aquele tom grave que era comum na época, mas também de efusivos teclados e guitarras com o grau de rugosidade ideal, não faltando na composição uma vibe psicadélica e um grau de epicidade interessantes, nuances que mostram que os MGMT continuam a chegar ao estúdio de mente aberta e dispostos a servir-se de tudo aquilo que é colocado ao seu dispôr para criar músca, sejam instrumentos eletrónicos ou acústicos e assim fazerem canções deliciosias no modo como contêm uma dupla faceta de nostalgia e contemporaneidade. Confere...


autor stipe07 às 12:45
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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

Luke Sital-Singh – Strange And Beautiful (I’ll Put A Spell On You)

Luke Sital-Singh - Strange And Beautiful (I'll Put A Spell On You)

Depois da edição de Time Is A Riddle, em dois mil e dezassete, Luke Sital-Singh fez as malas, pegou no passaporte e embarcou numa viagem solitária por vários destinos do mundo, durante a qual escutou uma banda-sonora muito pessoal, composta por temas e artistas da sua eleição. Ficaram lançados os dados para a criação de novas canções, mostradas ao público o ano transato com a edição de Just A Song Before I Go e Weight Of Love, dois eps que tiveram sequência já este ano, na última primavera, com um disco intitulado A Golden State, que foca-se nessa viagem transatlântica que o autor e compositor efetuou e que mudou dramaticamente a sua vida.

Agora, no ocaso de dois mil e dezanove, é tempo do britânico Luke, agora radicado na costa oeste do outro lado do Atlântico, juntar um novo tema ao seu catálogo, uma cover do clássico Strange & Beautiful (I’ll Put A Spell On You), um original de dois mil e dois do projeto Aqualung. Recordo que Luke chegou a fazer parte da banda de suporte dos Aqualung e que trabalhou como artista convidado em discos desse projeto liderado por Matt Hales.

Através de cordas e teclas impregnadas de uma pegada folk eminentemente melancólica, o resultado final desta nova roupagem do tema é tremendamente fiel ao espírito intimista e profundamente reflexivo do músico britânico e ao misticismo a à inocência que a sua filosofia sonora, na génese, transborda, um modus operandi sempre profundo, intimista e bastante reflexivo. Confere a cover e o original de Strange And Beautiful (I’ll Put A Spell On You)...


autor stipe07 às 13:13
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