Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Archive - Black And Blue

Os Archive de Darius Keelers e Dan Griffiths e aos quais se juntam neste momento Pollard Berrier, Rosko John, Dave Pen, Maria Q, Smiley, Steve Harris, Steve Davis, Jonathan Noyce, Holly Martin e Mickey Hurcombe, são um dos nomes essenciais do trip-hop que começou a fazer escola na década de noventa no Reino unido e já andam por cá desde 1996. Entre Londres e Paris, foram responsáveis por alguns dos mais marcantes discos do panorama alternativo dos últimos vinte anos, com destaque para Londinium  (1996), Take My Head (1999) e Noise (2004), entre tantos outros. Um dos últimos registos de originais do projeto tinha sido With Us Until You're Dead, um trabalho editado em 2012 e do qual dei conta na altura, mas ainda há poucos meses, mais concretamente a vinte e seis de maio, lançaram um outro trabalho in intitulado Axiom.

Agora, cerca de meio ano depois, já há sucessor anunciado; Disponibilizado gratuitamente no soundcloud oficial do coletivo, Black and Blue é um dos três primeiros avanços já divulgados para Restriction, o décimo álbum da carreira dos Archive, que irá ver a luz do dia a doze de janeiro de 2015, através da PIAS Recordings. A canção, uma das doze do alinhamento de Restriction, é um registo quase à capella, com a voz a ser acompanhada por um orgão e um efeito de uma guitarra que nos afoga numa hipnótica nuvem de melancolia.

Além do vídeo de Black and Blue, é possivel tambem visualizar na página oficial da banda os filmes de Kid Corner e Feel It, os dois outros avanços de Restriction já divulgados. Confere...


autor stipe07 às 13:26
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Melody’s Echo Chamber – Shirim

Melody's Echo Chamber

Melody’s Echo Chamber é Melody Prochet, uma cantora e compositora parisiense que toca uma fantástica pop psicadélica. Estreou-se nos disco em 2012 com um homónimo produzido por Kevin Parker, o vocalista dos Tame impala e  na próxima primavara vai lançar o seu segundo disco de originais.

Esse trabalho ainda não tem nome, mas já se sabe que será a própria Prochet a produzir o disco, que tem em Shirim o primeiro avanço divulgado, uma curiosa canção pop que deambula entre a habitual psicadelia e o groove do ska. Confere aqui...


autor stipe07 às 13:19
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Sábado, 14 de Junho de 2014

Elephant – Sky Swimming

Os Elephant são uma dupla oriunda de Londres e formada pela francesa Amelia Rivas e por Christian Pinchbeck. Conheceram-se em maio de 2010 e tiveram um 2011 bastante profícuo; Depois de em janeiro terem lançado o EP ants-wolf-cry e em julho allured-actors, em novembro deram a conhecer um terceiro EP, intitulado Assembly, sempre através da Memphis Industries. Agora, três anos depois, chegou aos escaparates Sky Swimming, o primeiro longa duração da dupla.

A sonoridade dos Elephant assenta numa pop etérea e lo-fi e são fortemente influenciados pelo hip-hop francês e pela eletrónica dos anos oitenta. Em qualquer um dos três EPs há uma batida que se vai arrastando um pouco atrás da voz de Rivas e camadas sintetizadas que vão sendo acrescentadas, o que cria um clima sombrio, melancólico e de certa forma até mágico. Fica-se muitas vezes com a sensação estranha que o silêncio é a força motriz das canções, o elemento propulsor das mesmas e que nelas se inclui e as sustenta e ao redor do qual os músicos vão acrescentando vários elementos sonoros, muitas vezes só perceptíveis numa posterior audição.

De Beach House a Mazzy Star e passando por Zola Jesus, os Elephant são requintados, minimalistas e cosmopolitas e combinam todo o encanto da Paris das passadeiras vermelhas com uma fragilidade cândida, futurista e atmosférica, feita com guitarras estridentes e um piano delicado. Estão no momento ideal para, com este disco de estreia, cimentar um lugar de relevo no cenário indie da actualidade. Os três EPs estão disponíveis para download gratuito no bandcamp dos Elephant. Espero que aprecies a sugestão...

Elephant - Sky Swimming

01. Assembly
02. Skyscraper
03. Allured
04. Ants
05. Elusive Youth
06. Shipwrecked
07. Torn Tongues
08. Come To Me
09. TV Dinner
10. Sky Swimming
11. Golden
12. Shapeshifter


autor stipe07 às 15:33
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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Mr Crock - Aphrodesis EP

MR • CROCK’s avatar

Os franceses Mr. Crock são Walter Laguerre, Christelle Canot, Benjamin Zana, Solène Rigot, Marc Sanchez, uma banda cujos membros se foram encontrando numa Paris cheia de vida musical que soube recebê-los desde que se juntaram, no já longínquo ano de 2009. Estrearam-se em 2011 com um EP homónimo e depois disso já atuaram em locais tão emblemáticos da cidade das luzes como Trabendo, Elysee Montmartre, Machine du Moulin Rouge, Alhambra, Bus Palladium. Em 2013 venceram um concurso de bandas, o Festival Ici et Demain, que contou com a participação de cerca de oitocentos grupos.

No passado dia treze de janeiro chegou finalmente o segundo trabalho do grupo, mais um EP intitulado Aphrodesis, disponível para audição no soundcloud dos Mr. Crock. Confere...

 


autor stipe07 às 22:04
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Domingo, 26 de Janeiro de 2014

Conheces os Agua Roja?

Os Agua Roja são November (voz), Benjamin Porraz (guitarra) e Clement Roussel (teclados), uma banda francesa natural de Paris. Chamaram-me a atenção por causa do soundcloud do grupo, onde é possível escutar e obter gratuitamente Summer Ends, Third Eye Vision e Troublemaker, as três canções já lançadas pelos Agua Roja.

Com um propósito certamente vintage, os três temas têm um groove com um certo clima tropical, que nos remete para os primórdios do surf rock e da indie pop, algures nas décadas de sessenta e setenta. Vale a pena ficar atento a futuros lançamentos destes Agua Roja. Confere...

 

 

 


autor stipe07 às 21:55
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014

Darkside - Psychic

Gravado nos últimos dois anos entre Paris e Nova Iorque e lançado no passado dia oito de outubro, Psychic é a mais recente obra-prima com a intervenção direta do músico e produtor Nicolas Jaar, que no projeto Darkside une esforços com o não menos talentoso David Harrington, seu colega de palco e da faculdade. E quando é o selo Other People, em parceria com a Matador Records, a abençoar esta estreia de uma dupla que promete deixar uma marca importante na história da música eletrónica, então juntam-se todos os ingredientes para estarmos na presença de um disco que será certamente um marco. Psychic foi antecedido de um auspicioso EP de estreia, chamado Darkside, que serviu logo para a crítica tomar o pulso à electrónica mercurial de Jaar e Harrington e ficar à espera deste disco com justificada expetativa.


Psychic impressiona pela forma subtil como, ao criar um ambiente muito próprio e único através da forma como sustenta instrumentalmente os oito temas do seu alinhamento, alberga diferentes géneros sonoros e faz uma espécie de súmula da história da música dos últimos quarenta anos. É um disco mutante, que cria um universo quase obscuro em torno de si e que se vai transformando à medida que avançamos na sua audição, que surpreende a cada instante.

Do rock sujo e rugoso à pop mais límpida, escuta-se de tudo um pouco e logo no primeiro tema; Os onze minutos de Golden Arrow provocam e atiçam. São uma verdadeira entrada a matar para percebermos que os Darkside preocuparam-se em trazer para o disco o ambiente envolvente dos seus concertos, ora catárticos devido à batida, ora em busca de uma psicadelia que só uma guitarra picada a lançar-se sobre o avanço lento mas infatigável de um corpo eletrónico que também usa a voz como camada sonora, consegue proporcionar. São onze minutos que nos preparam o cenário sobre o qual vai apresentar-se Psychic como um todo.

A partir daí são vários os mestres que Psychic chama para os seus braços; Mark Knofler é chamado à pedra por Harrington em Sitra, quando se escuta uma linha de guitarra que poderia muito bem ter sido dedilhada por ele e quer Moby  quer os Massive Attack certamente sentiram um enorme arrepio quando escutaram a ambiência sonora e os loops de Hearts, ao mesmo tempo que amparavam uma voz que poderia muito bem ser um Tom Waits sobre o efeito de uma bolha de hélio. Na verdade, uma das grandes virtudes deste disco é a forma como a eletrónica de Jaar e a guitarra de Harrington se entrelaçam, numa simbiose que roça a perfeição em muitos temas. Mas, voltando à revisão histórica, na minha opinião, o auge desta revisão eufórica acontece quando Psychic desperta-nos para uns Pink Floyd imaginários e futuristas ao som da sequência Paper Trails  e The Only Shrine I’ve Seen , uns Pink Floyd que certamente não se importariam de ter sido manipulados digitalmente há trinta anos atrás se fosse este o resultado final dessa apropriação.

Daqui em diante ainda há tempo para sentir em Freak, Go home, um toque de lustro dos anos oitenta, através de um sintetizador que apenas permanece o tempo suficiente para nos preparar para uma batida crua, cheia de loops e efeitos em repetição constante, mas livre de constrangimentos estéticos e que nos provoca um saudável torpor, que de algum modo apenas é interrompido em Greek Light, aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se desviam um pouco do rumo sonoro geral do trabalho. Os efeitos robóticos carregados de poeira e daquele som típico da agulha a ranger no vinil, assim como os teclados de Metatron e um subtil efeito de guitarra colocam-nos de novo na rota certa de um álbum que do tecno minimal ao space rock, passando pela chillwave e a eletrónica ambiental, impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. Psychic é um disco muito experimentalista naquilo que o experimentalismo tem por génese: a mistura de coisas existentes, para a descoberta de outras novas. Mas tem também uma estrutura sólida e uma harmonia constante. É estranho mas pode também não o ser. É a música no seu melhor. Espero que aprecies a sugestão...

Album cover: Darkside - Psychic (2013)

01. Golden Arrow
02. Sitra
03. Heart
04. Paper Trails
05. The Only Shrine I’ve Seen
06. Freak, Go Home
07. Greek Light
08. Metatron


autor stipe07 às 21:46
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Sábado, 16 de Novembro de 2013

Lockhart - The Bridge To Your Heart

lockhartlockhart’s avatar

Lockhart é Nico Lockhart, um músico e produtor sedeado em Paris, que disponibilizou recentemente The Bridge to Your Heart, um tema que me chamou a atenção para este projeto. No soundcloud de Lockhart estão disponíveis mais duas canções, Toi e Lost You, que me fizeram entrar em contacto com Nico para tentar perceber melhor qual o rumo deste projeto e destas canções.

Antes de mais, na repsosta que gentilmente obtive, Nico confessou-me ser um apaixonado por sonoridades algo vintage e mais típicas do outro lado do atlântico, nomeadamente Crosby Stills & Nash, Tears for Fears e Christopher Cross. Quanto a projetos mais contemporâneos, confessou uma grande admiração pelos Violens e Ariel Pink, além de andar a ouvir imenso Small Black, Jagwar Ma, Metronomy e Midlake, estes sim nomes mais consentâneos com o conteúdo sonoro dos três temas que podemos escutar no soundcloud de Lockhart.

Neste momento o músico e produtor discute com algumas etiquetas e editoras o destino destas e de outras canções, não estando, para já, prevista qualquer edição física ou digital de um álbum ou EP. Por outro lado, Lockhart está também a trabalhar na conclusão do novo disco de Frank Rabeyrolles (Double U, Franklin), que será editado em abril do próximo ano. Irá também, brevemente, tocar com ele ao vivo.

Portanto, algures entre o eletropop dos Fischerspooner e uma toada mais minimal e chillwave, típica de uns Metronomy, está este projeto Lockhart, ao qual me manterei muito atento. Confere...


autor stipe07 às 11:27
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Quarta-feira, 5 de Junho de 2013

CocoRosie – Tales Of A Grass Widow

A dupla CocoRosie está de regresso com Tales of A Grass Widow, álbum editado no passado dia vinte e sete de maio via City Slang. Recordo que o último álbum de Bianca e Sierra Casady, Grey Oceans, foi editado em 2010 com o selo da Sub Pop. Contas feitas, a partir de agora as CocoRosie somam cinco trabalhos de longa duração em quase dez anos de actividade.

Bianca e Sierra são norte americanas mas estão instaladas há já algum tempo na glamourosa capital francesa. Essa opção fez com que a sonoridade do projeto tivesse sempre um cariz mais europeu, digamos assim, do que propriamente o som típico da pop do outro lado do atlêntico. Como seria de esperar, é a pop que dita regras em Tales Of A Grass Widow, através de um som que mistura elementos eletrónicos com o chamado freak folk, com um resultado maduro e muito coeso.

E coesão talvez seja realmente uma boa palavra para definir este disco atmosférico; Durante a sua audição somos levados para um mundo paralelo repleto de rudimentos folclóricos, sempre conduzidos pelas vozes da dupla. Por exemplo, After The Afterlife mistura um coro de vozes femininas a uma batida eletrónica misturada com um baixo o que provoca um efeito particularmente estranho. No entanto, no meio destes aspectos supostamente divergentes temos uma boa canção. Broken Chariot traz o mesmo clima angelical mas desta vez com flautas andinas, o que transforma a canção num bom acompanhamento para instantes de meditação. Aliás são os instrumentos pouco usuais que tornam este disco ainda mais interessante. Além dessas flautas, em Gravediggress, o primeiro single retirado do álbum, há um xilofone que, conjugado com a voz, faz da canção um dos momentos mais delicado e sinceros de Tales Of A Grass Widow.

Outro belo momento do disco é Tears for Animals, uma canção com um baixo muito marcado e a dar sinal de si nos momentos certos; Com a participação especial de Antony Hegarty, ele e as duas irmãs interagem muito bem, o que resulta num ótimo contraste entre a voz teatral do primeiro e as interpretações delicadas da dupla. A pergunta indagatória do you have love for the humankind? ecoa durante toda a música e de algum modo vicia. Outro tema onde há um dueto de vozes masculinas e femininas com os mesmos protagonistas é Poison, igualmente com um resultado final emotivo e intenso

No meio de todas estas particularidades instrumentais, da cândura e da teatralidade das vozes e de alguns sonhos estranhos, acaba por criar-se em Tales Of A Grass Widow, em pano de fundo, uma sonoridade muito climática, soturna e relaxante, num disco que, não sendo particularmente brilhante, também não cansa e não compromete e, apoiado numa espécie de limbo meditativo, flui com particular satisfação nos nossos ouvidos. Espero que aprecies a sugestão...

CocoRosie - Tales Of A Grass Widow

01. After The Afterlife
02. Tears For Animals (Feat. Antony Hegarty)
03. Child Bride
04. Broken Chariot
05. End Of Time
06. Harmless Monster
07. Gravediggress
08. Far Away
09. Roots Of My Hair
10. Villain
11. Poison (Feat. Antony Hegarty) + Hidden Track


autor stipe07 às 21:24
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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Tomorrow’s World – Tomorrow’s World

Editado a oito de abril através da Naïve, Tomorrow's World é o disco homónimo de estreia de um novo projeto francês, suportado numa dupla formada por Jean-Benoît Dunckel dos Air e Lou Hayter, dos New Young Pony Club.

Nos períodos em que os Air estão parados Dunckel costuma aventurar-se, muitas vezes anonimamente, em outros projetos alternativos, que quase sempre se situam na zona de conforto sonora proposta pela banda a que pertence e que também incluem a composição de bandas sonoras. Um desses devaneios foi Darkel, o seu projeto a solo de 2006 que germinou o disco homónimo Darkel. E agora, em 2013, surgiram os Tomorrow's World, cujo nome é inspirado numa antiga e famosa série televisiva britânica. Desta vez, a outra face é feminina, neste caso a lindíssima Lou Hayter e desta dupla cheia de charme só poderia vir algo muito requintado, como aquilo que é apresentado nas onze canções do homónimo de estreia.

Em Tomorrow's World ouve-se mais reminiscências da dupla de Versailles, nos arredores de Paris, do que dos New Young Pony Club, o que deverá significar que as rédeas ficaram nas mãos de Dunckel. A eletrónica está muito presente, mas na versão mais calma, melódica e clássica. 

Um dos meus temas preferidos do disco é A Heart That Beats For Me, uma canção com uma certa doçura chic que me fez lembrar o saudoso Moon Safari (1998). Há igualmente uma escrita apurada, que resultou em notáveis momentos de poesia, com realce para as letras de Don’t Let Them Bring You Down (It’s not the time of year that brings me down/It’s not the rain that’s falling down, down/It’s all the people who are not around. e de Drive (Follow the moon through the night/ I feel the pull of the machine/The blood is rushing to my head/I’m driving closer to the edge).

Mesmo que Dunckel, por ter na mão as tais rédeas, não fuja aqui muito do estilo eletrónico típico dos Air, é importante ressaltar a bela voz de Lou Hayter que casa muito bem com as viagens climáticas e etéreas que o seu parceiro compôe, com a performance vocal da miúda a destacar-se em Think Of Me, uma canção que assenta numa melodia simples de um teclado e Insider, já para não falar do charme de Pleurer Et Chanter, acentuado por a música ser cantada em francês. Esta canção mistura também um baixo espacial, com um piano etéreo e uma batida que fazem dela uma espécie de trip ácida implícita. A já citada Drive, sonoramente remete-nos para os anos oitenta e o movimento new wave mais dançante, típico de uns Human League e, finalmente, So Long My Love, uma canção cheia de efeitos, tem influências bem vincadas do krautrock.

À imagem da capa do disco, Tomorrow's World acaba por ser uma excelente banda sonora para uma viagem noturna pelas ruas de uma cidade e este é, quanto a mim, um projeto que reúne dois músicos de talento e que, por isso, pode vingar no futuro. Espero que aprecies a sugestão...

Tomorrow's World - Tomorrow's World

01. A Heart That Beats For Me
02. Think Of Me
03. Drive
04. Pleurer Et Chanter
05. So Long My Love
06. Don’t Let Them Bring You Down
07. Metropolis
08. You Taste Sweeter
09. Catch Me
10. Life On Earth
11. Inside


autor stipe07 às 22:43
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Hold Your Horses! - Sorry! Household EP

Continuo a encontrar nos países nórdicos projetos bastante interessantes, se bem que desta vez fui descobrir em Paris estes Hold Your Horses!, uma banda que se constituiu nessa cidade, mas formada apenas por músicos suecos. E por isso temos aqui uma bela mistura de etnias, numa esfera multicultural e ao mesmo tempo cheia de raiz. Bem vindos então a Sorry! Household, o segundo EP lançado por esta banda em 2011.

Os Hold Your Horses! são uma banda fortemente influenciada pela pop e pelo blues e utilizam diversos instrumentos interessantes, como o violino, o violoncelo, o clarinete, o trompete e a tuba. E não menos importante, contam também com um gracioso coro de vozes.

O EP abre com Cigarettes & Lies uma canção com uma forte componente instrumental e épica, cantada por Florence, uma das vocalistas do grupo. Depois ouve-se 70 Million uma canção que tem andado nas bocas do mundo devido ao magnífico vídeo, que compila obras de arte famosas com a cara dos elementos da banda. Aqui é Charles quem tem a seu cargo a voz principal e se a música começa por parecer uma simples balada, a percussão e o trompete, dão-lhe um caráter bastante orquestral e mais luminoso. We Dear Are a Desert, com o mesmo Charles na voz, é cheia de efeitos e animada; O instrumental cria uma atmosfera bucólica e nostálgica difícil de descrever e de vivenciar como experiência sonora. Sorry! Household finaliza alegremente com Open Water; Florence, Charles e toda a banda, em uníssono, cantam um refrão muito bonito, que até soa a despedida e com uma distorção lá pelo meio bastante original e que à medida que vai sendo abafada pela tuba e a bateria recomeça, dá uma energia e um colorido enorme ao tema; Se as últimas canções costumam dar pistas diferentes e significar alguma rutura em relação ao resto do trabalho, instrumentalmente esta última atesta toda a coerência sonora da obra em si.

O EP é tão curtinho que pode ser ouvido várias vezes em modo repeat e sem cansar. A cada audição consegue-se perceber mais barulhinhos escondidos nas audições anteriores. Este EP é a prova viva de que o sucesso de uma banda poderá estar em encontrar a fórmula mágica em termos sonoros; E isso parece-me que os Hold Your Horses! já alcançaram. De longe. Espero que aprecies a sugestão...

01. Cigarettes And Lies
02. 70 Million
03. We Dear Are A Desert
04. Boston Tea Party
05. Open Water


autor stipe07 às 20:53
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