Quinta-feira, 23 de Maio de 2019

Sweet Baboo – The Vending Machine

Em novembro de dois mil e dezassete a empresa galesa de charcuteria Charcutier Ltd de Illtud e Liesel e a Amazing Tapes from Canton lançaram um curioso projeto intitulado The Vending Machine Project e convidaram Sweet Baboo aka Stephen Black, um músico e compositor natural de Cardiff, também no País de Gales, a fazer parte do mesmo com um álbum conceptual. Esclareço que o projeto The Vending Machine Project consiste na criação de máquinas de venda automática de produtos locais galeses, com destaque para os fumados e os enchidos, numa das lojas mais famosas de Cardiff, a Castle Emporium, situada em Womanby Street, uma das ruas mais movimentadas dessa cidade. A ideia é a promoção de produtos locais e regionais produzidos em quintas ecológicas e torná-los acessíveis de modo fácil e rápido a todos os interessados, adquirindo-os assim diretamente ao produtor, constituindo-se essa máquina como uma alternativa aos produtos de cariz mais industrializado e produzidos em grande escala, geralmente vendidos nas grandes superfícies comerciais. Além dos enchidos e fumados, queijo, manteiga e mel são outras iguarias que a máquina tem sempre pronta para venda diariamente.

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Sweet Baboo, cujo avô curiosamente era talhante, entra então no projeto a convite de Illtud e Liesel, os patrões da Charcutier Ltd, com o intuíto de criar uma banda-sonora do mesmo, que seja audível na máquina, a troco de uma ou duas salsichas de vez em quando. Assim a máquina The Vending Machine acaba também por funcionar como uma espécie de jukebox gigante, à boleia de um disco com esse nome, editado pela Bubblewrap Records e assente em nove composições possíveis de serem adquiridas também na máquina.

Com artwork da autoria de Rich Chitty, The Vending Machine volta a mostrar um Sweet Baboo irrepreensivel no modo multicolorido como conjuga diversas influências, que vão da folk à synth pop e sempre num registo algo infantil e até despreocupado, como se percebe, com notável impacto, no festivo single Lost Out On The Floor.

Esta conjugação de géneros acaba por dar alguma pompa e imponência a The Vending Machine e um curioso toque retro, ainda mais quando alguns arranjos algo kitsch resolvem aparecer, quase sempre sem aviso prévio. Por exemplo, em The Acorn Drop há uma linha de guitarra repetitiva e hipnótica, que parece transformar-se numa espécie de alarme repetitivo, que tanto causa repulsa como, em simultâneo, uma estranha atração, ampliada pelo modo como no refrão se distorce. Essa sensação repete-se no registo vocal adoptado em Pannage / Panic. Já em TV Theme o clima baladeiro criado pela secção rítmica e pelo orgão é claramente setentista e fervorosamente encadeante. Depois, em instantes mais calmos, a sensualidade pop do saxofone que abrilhanta Early Riser, o travo algo psicadélico das teclas sintetizadas que conduzem The Shipping Forecast e o travo jazzístico fumarengo dos sopros e do paino de Barnyard Rhumba, são detalhes que aprimoram e enchem de primor um disco que é, claramente, uma verdadeira festa, certamente organizada com muito amor e que merece ser elogiada pela sinceridade e pelo charme cativante com que se atreve a desafiar todos os nossos sentidos. Espero que aprecies a sugestão...

Sweet Baboo - The Vending Machine

01. Positive Record
02. Lost Out On The Floor
03. The Acorn Drop
04. Early Riser
05. The Shipping Forecast
06. Barnyard Rhumba
07. TV Theme
08. Pannage / Panic
09. Down The Afon Gwendraeth


autor stipe07 às 18:37
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2019

Catfish And The Bottlemen – Longshot

Catfish And The Bottlemen - Longshot

Três anos após o excelente The Ride, que na altura sucedeu a The Balcony, o disco de estreia, os Catfish And The Bottlemen de Van McCann, Johnny Bond (guitarras), Robert ‘Bob’ Hall (bateria) e Benji Blakeway (baixo), estão prestes a regressar aos lançamentos discográficos e Longshot é o primeiro single divulgado daquele que será o terceiro álbum deste quarteto galês.

Em Longshot, os Catfish And The Bottlemen provam, mais uma vez, a sua superior capacidade interpretativa, no momento de criar um indie rock que seja épico, instrumentalmente rico e tematicamente emotivo, sensações ampliadas, desta vez, pelo belíssimo vídeo da canção. Realizado por Jim Canty e filmado a preto e branco no sempre bucólico, húmido e enevoado ambiente rural britânico, mostra-nos McCann da perspetiva de uma ave, chegando ao local em grande estilo para se juntar depois à banda que já toca a canção. Confere...


autor stipe07 às 13:49
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Terça-feira, 17 de Julho de 2018

Gruff Rhys - Babelsberg

Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em dezoito de julho de mil novecentos e setenta, faz amanhã quarenta e oito anos, é um músico do País de Gales conhecido pela sua presença nos Super Furry Animals, banda que obteve relativo sucesso na década de noventa. Paralelo ao eficiente trabalho com os Super Furry Animals, Gruff Rhys também tem uma bem sucedida carreira a solo onde testa novas fórmulas, um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicadelia da banda de onde é originário.

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A aventura a solo deste músico começou em 2005 com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atinge ainda maior notoriedade com esse projeto que a crítica descreve como delicado e repleto de bons arranjos e onde se destacou também a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Em dois mil e onze, com Hotel Shampoo, Gruff apostou em composições certinhas feitas a partir de uma instrumentação bastante cuidada, que exalava uma pop pura e descontraída por quase todos os poros. Três anos depois, em dois mil e catorze, o galês regressou com American Interior, a banda sonora de um filme onde Rhys era o ator principal e embarcava numa viagem musical pela América repetindo a aventura do explorador e seu antepassado, John Evans, no século dezoito. Agora, em dois mil e dezoito, Babelsberg é o novo registo de originais do artista, dez canções que ampliam até um superior nível qualitativo a sua visão incomum daqueles que serão hoje os grandes eixos orientadores de uma pop que se quer cada vez mais alicerçada num salutar experimentalismo e onde não existam limites para a simbiose entre diferentes estilos musicais.

Com a participação especial da BBC National Orchestra Of Wales, preponderante em muitos dos arranjos dos temas, ao longo do alinhamento de Babelsberg somos confrontados com uma sequência bastante criativa de canções que, do rock sessentista à pop mais psicadélica da década seguinte, passando pela eletrónica oitocentista, oferecem-nos uma viagem no tempo algo atípica porque nunca deixa de haver um travo de contemporaneidade em toda esta amálgama.

Tomando como ponto de partida o habitual olhar crítico e clínico do autor perante o mundo atual, uma atitude bem expressa no título que alude à conhecida Torre de Babel do Antigo Testamento, um dos conceitos mais utilizados no momento de colocar na mesa cenários apocalípticos, Babelsberg está repleto de momentos bastante inspirados e que  comprovam que através da fusão de diferentes plataformas sonoras é possível criar uma experiência multi-sensorial que conte a incrível história de um mundo que tem a consciência de estar à beira do precipício mas que insiste no absurdo de não fazer marcha atrás. Assim, na pop classicista de Frontier Man, uma ode à herança de Cohen, passando pelo esplendor dos arranjos que abastecem Limited Edition Heart, pelo modo encantador como Rhys se entrelaça com a voz da cantora Lily Cole em Selfies In The Sunset, ou pela nostalgia de Same Old Song, percebe-se, com naturalidade, todo um clima de superior requinte e o modo como o músico mantém-se inventivo, principalmente quando converte o que poderia ser compreendido por uma maioria de ouvintes como meros ruídos, em produções volumosas e intencionalmente orientadas para algo épico e harmonioso.

Babelsberg é, sem dúvida, o disco mais ambicioso da carreira de Gruff Rhys, um trabalho coeso, dinâmico e conceptual e mais um marco na trajetória do músico. No seu âmago o disco transporta um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios de Rhys, um luxuoso naipe de canções que quase nos fazem desejar que o apocalipse realmente aconteça, caso seja esta a sua banda sonora. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:07
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017

Los Campesinos! – Sick Scenes

Pouco mais de três anos depois de No Blues, os galeses Los Campesinos! estão de regresso aos discos à boleia da Wichita Recordings com Sick Scenes, onze canções gravadas por cá em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante e produzidas por John Goodmanson e Tom Campesinos!, o guitarrista da banda.

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Editado a vinte e quatro de fevereiro último, Sick Scenes é o sexto registo de originais dos Los Campesinos! e serve para marcar os dez anos de carreira de um projeto que tinha entrado em pausa depois de No Blues, já que os membros dedicaram-se, com maior afinco, às suas profissões e carreiras fora da música. No entanto, com o aproximar da efeméride, a banda achou por bem marcá-la com um novo alinhamento de canções, onde ainda se vislumbra aquela irreverência e espontaneidade dos primeiros trabalhos do grupo, mas também uma já maior demonstração de maturidade, quer lírica quer instrumental.

Quando em 5 Flucloxaclin o assunto é um antibiótico que alguém precisa de tomar porque o corpo já está demasiado fraco para aguentar tantas ressacas, ou quando no inebriante tema de abertura, Renato Dall'ara (2008), é feita uma referência explícita ao desporto preferido de alguns membros da banda, à boleia do lindíssimo estádio de futebol da cidade italiana de Bolonha, ficam claros dois pólos opostos de disposição humorística, parecendo que o grupo chegou a uma encruzilhada, entre a juventude e a explosão dos primórdios e uma necessidade quase irracional de olharem para o lado mais sério da vida. Aliás, o modo profundo e sentido como abordam o amor em A Litany/Heart Swells e o fim de uma relação amorosa na triste e pungente I Broke Up In Amarante para, pouco depois, no final épico de For Whom The Belly Tolls, nos fazerem dançar como se não houvesse amanhã ou qualquer tristeza que nos apoquente, são outros dos bons exemplos que em Sick Scenes plasmam a transversalidade sonora de todo o historial de Los Campesinos!, além da manutenção da capacidade deste coletivo de produzir composições puras e encantadoras e cuja sonoridade pode ir do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza. Tal desiderato é quase sempre resultante de riffs rasgados de guitarras e de uma bateria inebriante, sempre na busca de melodias cada vez mais intrincadas e com arranjos próximos de uma límpida sobriedade pop, num resultado final harmonioso e que do habitual indie rock, à pop, faz deste o disco mais eclético do percurso do grupo. Espero que aprecies a sugestão...

Los Campesinos! - Sick Scenes

01. Renato Dall’Ara (2008)
02. Sad Suppers
03. I Broke Up In Amarante
04. A Slow, Slow Death
05. The Fall Of Home
06. 5 Flucloxacillin
07. Here’s To The Fourth Time!
08. For Whom The Belly Tolls
09. Got Stendhal’s
10. A Litany/Heart Swells
11. Hung Empty


autor stipe07 às 21:13
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

White Noise Sound – Like A Pyramid Of Fire

O indie rock psicadélico tem mais um nome relevante a acrescentar ao longo cardápio de bandas e projetos que se têm assumido no universo sonoro alternativo, rebocadas pelo sucesso atual de um espetro sonoro revivalista, mas com caraterísticas muito próprias que acabam por se entrelaçar com elevado grau de asserto com algumas das tendências mais contemporâneas do rock. Falo dos galeses White Noise Sound, uma banda que em 2015 lançou Like A Pyramid Of Fire, um compêndio de oito canções que viram a luz do dia com a ajuda da editora Rocket Girl, uma etiqueta cada vez mais rica e essencial para os apreciadores deste género sonoro e com nomes tão influentes como God Is An Astronaut ou Jon DeRosa na sua lista de projetos.

Para o segundo disco da carreira, os White Noise Sound rodearam-se de nomes tão importantes como o produtor e DJ Phil Kieran e Cian Ciaran e o resultado foi um aglomerado hipnótico e intenso, mas bastante melódico de psicadelia, com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível. Como se percebe logo na majestosa Heavy Echo, é uma filosofia sonora conduzida por um sintetizador pleno de efeitos deslumbrantes, um baixo que marca o ritmo e a cadência com rigor, mas também flexibilidade e sentimento e onde abundam distorções de guitarra que criam um oásis denso, atmosférico e sujo de riffs imponentes e incisivos. Logo depois, no piano sensível e profundamente revivalista, claramente pink floydiano, de Bow, não existem mais razões para duvidarmos do modo como este Like A Pyramid Of Fire está carregado de melodias que projetam inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção, sempre com enorme mestria e criatividade. O modo como em All You Need, primeiro a bateria e depois o sintetizador, fazem a composição atravessar terrenos experimentais e etéreos e com elevada fluidez e prazer, amplifica a certeza sobre o modo como estes White Noise Sound conseguem ser concisos e diretos e, ao mesmo tempo, separar bem os diferentes sons e mantê-los isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às canções. O próprio modo como o punk mais libidinoso e másculo exala de todos os poros das cordas das guitarras que sustentam Red Light e, em Can't You Seet It, a forma como a composição cresce em volume e grandiosidade enquanto se desembrulham nos nossos ouvidos diferentes detalhes sintéticos, orgânicos e percussivos, nos quais se incluem alguns samples vocais e batidas e a fluidez com que os instrumentos vão surgindo, são outros marcos impressivos nesta dinâmica que o disco contém, enquanto nos oferece uma viagem única que constitui um verdadeiro sopro de renovação de um género sonoro que tocado com tal mestria, torna-se verdadeiramente intemporal. Espero que aprecies a sugestão...

White Noise Sound - Like A Pyramid Of Fire

01. Heavy Echo
02. Bow
03. Can’t You See It
04. Red Light
05. All You Need
06. Step Into The Light
07. Do It Again
08. Feel It


autor stipe07 às 16:46
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015

Stereophonics - Keep The Village Alive

Os Stereophonics estão de regresso aos discos em 2015 com Keep The Village Alive, um trabalho com um alinhamento de dez canções e que viu a luz do dia a onze de setembro, sucedendo a Graffitti On The Wall (2013). Este é já o nono capítulo sonoro da carreira deste projeto galês liderado por Kelly Jones, que, já agora, foi também o produtor do álbum.

Com uma carreira consolidada no universo sonoro indie, esta banda nunca teve o destaque merecido, apesar de alguns singles bem sucedidos on início do século, nomeadamente Mr. Writer e Have A Nice Day, canções retiradas de Just Enough Education To Perform (2001), ou Dakota, um dos singles de Language. Sex. Violence. Other? (2005), entre outros, mas que nunca retiraram os Stereophonics de uma estranha penumbra, que Keep The Village Alive quer, pelo menos, tentar contrariar.

O alinhamento deste trabalho abre em grande estilo com C'est La Vie, uma das melhores canções da carreira dos Stereophonics e que contém todos os ingredientes que garantem a autenticidade de uma banda que encontra o seu ponto de rebuçado em canções que, como esta, se alinham pelo esplendor de guitarras luminosas, um baixo e uma percussão sempre assertivas e, principalmente, uma tremenda sensibilidade pop, capaz de nos oferecer melodias verdadeiramente encantadoras e aditivas. No tema seguinte, em White Lies, mantendo-se a superior sapiência melódica descrita anteriormente, é exposta uma faceta mais épica e melancólica que este grupo também sempre soube explorar, com a delicada voz de Kelly a ser um aditivo sofisticado e harmonioso à receita, numa canção que sendo acessível, contraria qualquer cruzamento infeliz que possa suceder entre aquela fina fronteira que tantas vezes separa o bom gosto da lamechice ou vulgaridade como acontece muitas vezes a uma canção deste género. Mais adiante, Into The World volta a afundar-nos num universo mais intimista e acústico, com uma ainda superior introspeção e sensibilidade.

Até ao ocaso de Kep The Village Alive, não pode passar ao lado dos nossos ouvidos o groove boémio e revigorante que exala de Graffiti In The Rain, tema para escutar de punhos cerrados e com um enorme sorriso no rosto e a enorme e sentida declaração de amor expressa na intensa I Wanna Get Lost With You, assim como a intensidade e exuberância rock de Mr. And Mrs. Smith, mais alguns instantes sonoros de um disco que mostra uns Stereophonics no papel de verdadeiros trabalhadores árduos, sérios, responsáveis e criativos. Na verdade, se muitas bandas rock podem ser justamente acusadas de deturpar a sua essência quando procuram encetar por uma sonoridade mais pop, estes Stereophonics, quando o fazem, utilizando, por exemplo, também o piano e violinos, como sucede neste disco em Sunny, seguem apenas o instinto que os conduz naturalmente para um caminho onde a rugosidade das guitarras e uma elevada capacidade melódica coexsitem na perfeição e até se complementam. Esta é uma possibilidade de livre escolha, que para muitas bandas devia ser quase uma permissa obrigatória e que, no caso desta, resultou num trabalho diversificado, mas acessível, com melodias orelhudas, que foi alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada e que, mesmo ao nono disco da carreira, alargou bastante o espetro sonoro dos autores, sem trair a identidade de um projeto que não falseia o desejo de se manter no seio das grandes bandas que atualmente mantêm vivo o indie rock alternativo britânico. Espero que aprecies a sugestão...

Stereophonics - Keep The Village Alive

01. C’est La Vie
02. White Lies
03. Sing Little Sister
04. I Wanna Get Lost With You
05. Song For The Summer
06. Fight Or Flight
07. My Hero
08. Sunny
09. Into The World
10. Mr. And Mrs. Smith


autor stipe07 às 20:26
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Sábado, 3 de Outubro de 2015

Sweet Baboo - The Boombox Ballads

Sweet Baboo é Stephen Black, um músico e compositor natural de Cardiff, no País de Gales e que lançou em abril de 2013, por intermédio da Moshi Moshi Records, Ships, o seu segundo disco, um álbum conceptual sobre o mar. Agora, dois anos depois, chegou aos escaparates The Boombox Ballads, o sucessor, que volta a mostrar um Sweet Baboo irrepreensivel no modo multicolorido como conjuga diversas influências, que vão da folk à synth pop e sempre num registo algo infantil e até despreocupado.

A elegância, a timidez e o charme são vocábulos certamente muito caros para a pesonalidade de Stephen Black, um músico e produtor que tem tanto de calculista e metódico, como de sensivel e intenso. As suas canções acabam não só por personificar esta aparente dupla personalidade, como também por respirarem o ar que emana deste cruzamento espetral entre dois pólos aparentemente opostos, mas que aqui se complementam para nos oferecer composições sonoras tão belas e grandiosas como será, naturalmente, o caldeirão de vivências e emoções que personificam e definem o autor.

As cordas e os violinos de Sometimes e o modo como na música ele confessa ser um homem de paixões, mas sem deixar que as mesmas o consumam e o aprisionem desmesuradamente (Sometimes I’ll say goodbye, leave you on your own a while, just be sure I’ll dream of your home coming smile), expõe, logo à partida, o lado confessional da música de Sweet Baboo e faz-nos perceber que The Boombox Ballads é um disco que poderá agradar pelo modo fascinante como mistura o teor instrumental e poemas profundos, que exaltam, quase sempre, o lado mais cândido do amor. O piano de You Are Gentle, a inserção dos instrumentos de sopro e o modo como, continuamente e de modo progressivo, Stephen exalta as qualidades da mulher abordada na canção, são um exemplo superior de um artista que sobrevive à custa de emoções fortes embrulhadas em temas simples, adornados com enorme versatilidade e um elevado pendor pop. Mas o caldeirão festivo e luminoso de You Got Me Time Keeping, sete minutos colocados estrategicamente no meio do álbum e que se dividem numa toada folk pop festiva inicial, que depois abranda para um instante baladeiro cheio de alma e, finalmente, progride para um final algo psicadélico e fortemente experimental, acaba por ser o tema que melhor agrega e define o receituário sonoro que Sweet Baboo nos oferece para que possamos curar não só aqueles males do coração que nos afligem, mas também para, terapeuticamente, nos ajudar a olhar em frente e a ver o lado mais sombrio da nossa existência numa perspetiva mais otimista e positiva.

Apesar de haver uma estranha sensação de vulnerabilidade nas canções de Sweet Baboo, como se a qualquer momento pudessem sofrer algum desvio no rumo sonoro que as sustenta, a verdade é que elas têm este efeito psicoativo acima descrito e que, também devido a esta faceta humanista da sua música, estamos na presença de um artista que pretende sair do nicho indie e alternativo, para procurar atingir um universo mais abrangente e onde reinam referências obrigatórias da história da música da segunda metade do século passado, algures entre Paul Simon, Randy Newman e Sinatra.

Até ao final, a rugosidade prfunda dos violinos e o modo insinuante como as teclas do piano se enrolam com eles em Two Lucky Magpies, o modo encantador como Baboo suplica por redenção em I Just Want To Be Good, à boleia de um irrepreensível falsete e o modo feliz como a folk algo jazzística de Walking In The Rain mistura o clássico e o contemporâneo, são apenas mais três composições de audição obrigatória e que provam que Stephen é um poço de criatividade melódica e que ao conjugar com mestria diferentes influências, não confere um cariz estanque aos temas, que têm a particularidade comum de serem conduzidos, geralmente, pela voz do músico e pelas cordas, cabendo à abundante secção de metais e a várias aparições de instrumentos de sopro um protagonismo também relevante. Toda esta conjugação de factores acaba por conferir pompa e imponência a The Boombox Ballads, ainda mais quando alguns arranjos algo kitsch resolvem aparecer, quase sempre sem aviso prévio, como sucede no curto tema homónimo.

Imbuído por uma intensa e indisfarçável sensualidade pop e sempre num evidente clima de ingenuidade e boa disposição, The Boombox Ballads contém uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos, numa verdadeira festa, certamente organizada com muito amor e que merece ser elogiada pela sinceridade e pelo charme cativante com que se atreve a desafiar todos os nossos sentidos. Espero que aprecies a sugestão...

Sweet Baboo - The Boombox Ballads

01. Sometimes
02. Got To Hang Onto You
03. You Are Gentle
04. Two Lucky Magpies
05. The Boombox Ballads
06. You Got Me Time Keeping
07. Walking In The Rain
08. I Just Want To Be Good
09. Tonight You Are A Tiger
10. Over And Out


autor stipe07 às 21:53
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Sábado, 1 de Agosto de 2015

Stereophonics – I Wanna Get Lost With You

Stereophonics - I Wanna Get Lost With You

Os galeses Stereophonics estão de regresso aos discos em 2015 com Keep The Village Alive, um trabalho com um alinhamento de dez canções e que vai ver a luz do dia a onze de setembro, sucedendo a Graffitti On The Wall (2013).

I Wanna Get Lost With You é o mais recente avanço divulgado de Keep The Village Alive, um tema que já tem direito a um original vídeo da autoria de Kelly Jones, o vocalista da banda. Confere...


autor stipe07 às 21:58
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

Yucatan – Uwch Gopa’r Mynydd

Oriundos do País de Gales, ou melhor, de Cymru, o nome antigo pelo qual era conhecido o território atualmente denominado Wales, nas ilhas Britânicas, os Yucatan são uma das novas sensações do universo sonoro alternativo, etéreo e melanólico, devido a Uwch Gopa’r Mynydd, o novo trabalho deste quarteto, lançado no passado dia vinte e dois de junho através da Recordiau Coll.

Escuta-se Uwch Gopa’r Mynydd e são inevitáveis salutares e elogiosas comparações com os vizinhos Sigur Rós, não só por causa da postura lírica e vocal, com estes Yucatan a cantarem com um dialeto próprio à semelhança do trio islandês, mas principalmente devido à sonoridade fortemente emotiva que os envolve. Sem esforço, este trabalho é capaz de projetar nos nossos ouvidos uma tela cheia de sonhos e sensações que muitas vezes apenas pequenos detalhes ou amplos arranjos conseguem proporcionar. O abraço feliz entre cordas exuberantes e metais impregnados de cândura em Cwm Llwm e o teclado soturno, os violinos, as guitarras distorcidas a percussão majestosa de Ffin, fazem-nos emergir num ambiente muito próprio e montam, logo à partida, o puzzle que contém o espetro sonro em que estes Yucatan se movimentam, com uma personalidade muito vincada e que nos remete também, emvários instantes, para a pueril simplicidade do mundo infantil. Os sinos e o falsete de Word Song e Angharad, o efeito minimal da guitarra da última e os efeitos burbulhantes e aquáticos de Ochenaid parecem saidos de uma caixa de música minúscula, que foi colocada num local bem determinado, por geração espontânea ou por obra do divino, não se sabe muito bem, mas escondida eficazmente, no fundo de um lago gelado que se formou há milhares de anos nas profundezas de uma escura, mas intacta e nunca explorada caverna, mas que foi revelada aos Yucatan em sonhos, já que só eles conseguiriam descodificar com notável precisão o seu conteúdo e materializá-lo nestas duas canções.

Sendo ou não obra do além ou apenas o resultado final de um trabalho intenso e planeado ao milímetro por quatro músicos que nasceram agraciados pelo desejo do lado bom de um dia se juntarem para compôr e tocar, Uwch Gopa’r Mynydd é festivo e grandioso e, contendo nuances variadas e harmonias magistrais, é um facto que todos os seus componentes, vocal e instrumental, orientam-se de forma controlada, como se tivessem sido agrupados com o propósito de criar um único bloco de som, fazendo do disco um corpo único e indivisível e com vida própria, com os temas a serem os seus orgãos e membros e a poderem personificar no seu todo, se quisermos, uma projeção do lado apenas bom de cada um de nós. Na verdade, é curioso perceber que sendo essa constatação natural perante uma audição sentida e dedicada, também é plausível constatar que as oito canções fluem de maneira hermética e acizentada. O piano e a voz de Halen Daean A Swn Y Mon e o modo como os tambores aumentam o rufar e os trompetes se insinuam à medida que o ritmo e a intensidade progridem, oferecem-nos essa sensação dicotómica expondo dentro de nós sentimentos de alegria e exaltação, mas também de arrepio e um certo torpor perante a grandiosidade do sentimento que exala do tema. 

Tendo na algibeira este álbum que conceptual e estilisticamente se fecha dentro de um campo próprio, intensamente místico e imerso num plano sonoro gracioso e sendo devidamente apreciados, estes Yucatan poderão ser acusados formalmente e posteriormente sentenciados, sem possibilidade de recurso, de serem responsáveis por uma nova geração de ouvintes se voltar a aproximar da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação sonora, que incluem tantas vezes estranhos mas produtivos diálogos sempre passíveis de existir neste imenso mar de possibilidades chamado música. São discos como estes que impelem qualquer amante e crítico musical a nunca virar a cara à luta, nem se deixar absorver pelo desalento da incompreensão. Espero que aprecies a sugestão...

Yucatan - Uwch Gopa’r Mynydd

01. Ffin
02. Cwm Llwm
03. Word Song
04. Halen Daean A Swn Y Mon
05. Ochenaid
06. Llyn Tawelwch
07. Angharad
08. Uwch Gopa’r Mynydd


autor stipe07 às 21:45
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Sábado, 4 de Julho de 2015

Grasscut - Everyone Was A Bird

​Oriundos de Brighton, os britânicos Grasscut são uma dupla formada por Andrew Phillips e Marcus O’Dair e estão de regresso aos discos com Everyone Was A Bird, o terceiro tomo da carreira do projeto, editado através da Lo Recordings. Se coube essencialmente a Phillips escrever, cantar, produzir e tocar piano, guitarra, baixo, sintetizador, Everyone Was A Bird acabou por ser o trabalho da dupla onde Marcus teve, até agora, um papel mais ativo, já que também toca piano e baixo na maior parte das canções.

Fortemente cinematográficos e imersivos, submergidos num mundo quase subterrâneo de onde debitam música através de tunéis rochosos revestidos com placas metálicas que aprofundam o eco das melodias e dão asas às emoções que exalam desde as profundezas desse refúgio bucólico e denso onde certamente se embrenharam, pelo menos na imaginação, para criar estas oito nove músicas que acresecentam ao seu já notável cardápio, os Grasscut impressionam pela orgânica e pelo forte cariz sensorial das suas canções. Os feitos que borbulham de Islander, canção inspirada numa zona chamada Jersey onde Phillips cresceu e o mapa conciso que o tema cria do espaço escuro e fundo onde este disco foi criado, subsistem à custa de uma mistura feliz entre a eletrónica mais introspetiva e minimal e alguns dos mais preciosos detalhes do post rock, onde não faltam belíssimos violinos, particulamrnte ativos também em Radar. Depois, as teclas do piano, um baixo sempre vibrante e lindísiimas letras, algumas delas inspiradas na obra de Robert Macfarlane, autor do clássico Landmarks, Mountains of the Mind, The Wild Places and The Old Ways, são outros elementos sonoros do álbum que o emblezam particularmente.

Everyone Was A Bird fala do passado dos antepassados desta dupla, é uma busca muito particular das origens e da identidade de ambos, enquanto procuram replicar sonoramente as paisagens naturais onde habitaram os seus antecessores; Escutam-se os sons naturais de Curlews, o piano vintage que conduz a melodia e o registo vocal em coro num assombroso registo em falsete, para pintarmos sem grande dificuldade na nossa mente a tela paisagistíca que inspirou os Grasscut, onde não faltam ribeiros cheios de vida, manhãs dominadas pelo nevoeiro e um frio intenso e revigorante e uma fauna muito particular, com a curiosidade de, num patamar inferior, suportando este quadro idílico, estar o tal universo submerso, escuro e entalhado qase no ventre da terra mãe, expirando por um buraco cravado no solo poeirento toda esta vida feita música, que tanto pode estar ainda em Jersey, como já no estuário de Mawddach, no País de Gales, região de origem da família de Philips e onde a maioria da mesma ainda reside, ou a própria Brighton, que inspirou o conteúdo particularmente profundo e emotivo da balada Snowdown, cantada por Elisabeth Nygård e da pensativa e reflexiva, mas também épica The Field.

O momento mais emocionante, extorvertido e grandioso de Everyone Was A Bird acaba por ser o final com Red Kite, tema onde os Grasscut parecem já querer projetar-se para uma dimensão superior,  numa canção cheia de detalhes e sons fortemente apelativos e luminosos, aprofundando a relação intensa que existe neste disco entre música e uma componente mais visual, ao que não será alheio o trabalho de Phillips como criador de bandas sonoras, sendo bom exemplo a sua participação, por intermédio de outro quarteto de que faz parte, no aclamado documentário Piper Alpha: Fire In The Night, que relata os trágicos acontecientos ocorridos no Mar do Norte em Julho de 1988, quando um incêndio numa plataforma petrolífera tirou a vida a cento e sessenta e sete trabalhadores e a elaboração de uma série de filmes de paisagens naturais, da autoria de Roger Hyams e do fotógrafo Pedr Browne, para acompanahrem cada um dos oito temas de Everyone Was A Bird, nomeadamente quando forem tocados ao vivo, sendo projetados durante os concertos dos Grasscut.

Com as participações especiais nas vozes da já referida Elisabeth Nygård, de Adrian Crowley e de Seamus Fogarty e de Aram Zarikian na bateria, Emma Smith e Vince Sipprell nas cordas, Everyone Was A Bird é uma arrebatadora coleção de trechos sonoros cuja soma resulta numa grande melodia linda e inquietante, que nos faz imaginar a beleza daquelas ilhas sem grande esforço e quem se deixar contagiar pela melancolia destes Grasscut será transportado rapidamente para o gélido norte das ilhas britânicas, talvez acompanhado por uma xícara bem quente de chá. Espero que aprecies a sugestão...

Grasscut - Everyone Was A Bird

01. Islander
02. Radar
03. Curlews
04. Fallswater
05. Halflife
06. Snowdown
07. The Field
08. Red Kite


autor stipe07 às 18:35
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

LUVV - Teenage Love

Os LUVV são Matt, Ben, Sam e Rich, uma nova banda de Cardiff, no País de Gales e que começa a ser notada no universo sonoro alternativo. De acordo com os próprios LUVV, que responderam simpaticamente ao meu pedido de informações, dizem-se influenciados por nomes tão importantes como os Public Image Ltd, Joy Division, Wire, The Clash e Blitz, ou seja, por alguns dos projetos fundamentais do punk e do indie rock britânico dos últimos trinta anos.

Depois de se terem mostrado ao mundo com Us e com More, duas canções que fizeram parte de uma cassete chamada Two, editada em março de 2014, agora chegou à nossa redação Teenage Love, composição gravada e misturada por Iain Mahanty e Rob Thomas e que mantém a essência sonora de uns LUVV que vivem num manancial de guitarras cheias de distorção, acompanhadas sempre por uma percussão rápida, um baixo bem vincado e uma voz carregada de pujança e rebeldia. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 13:39
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Terça-feira, 19 de Maio de 2015

Stereophonics – C’est La Vie

Stereophonics - C'est La Vie

Os galeses Stereophonics estão de regresso aos discos em 2015 com Keep The Village Alive, um trabalho cujo alinhamento de dez canções podes conferir abaixo e que vai ver a luz do dia a onze de setembro, sucedendo a Graffitti On The Wall (2013).

C'est La Vie é o primeiro avanço divulgado de Keep The Village Alive, um tema que já tem direito a um original vídeo que mostra um grupo de jovens numa festa bastante animada e regada e que tem como principais protagonistas os atores Aneurin Barnard, Matthew Aubrey e Antonia Thomas, esta última conhecida pela série Misfits. Confere...

1. C'est La Vie
2. White Lies
3. Sing Little Sister
4. I Wanna Get Lost With You
5. Song For The Summer
6. Fight Or Flight
7. My Hero
8. Sunny
9. Into The World
10. Mr And Mrs Smith


autor stipe07 às 13:25
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2015

Sweet Baboo - Black Domino Box (H Hawkline Cover)

Sweet Baboo é Stephen Black, um músico e compositor natural de Cardiff, no País de Gales e que lançou em abril de 2013, por intermédio da Moshi Moshi Records, Ships, o seu segundo disco, um álbum conceptual sobre o mar. Agora, dois anos depois, enquanto não chega aos escaparates The Boombox Ballads, o sucessor, Sweet Baboo disponibilizou gratuitamente no seu bandcamp uma bonita versão de Black Domino Box, um original do seu amigo H.Hawkline.

A participação especial de Hawkline no concerto de apresentação de The Boombox Ballads que vai ocorrer quarta-feira, dia vinte e um de maio, em Londres, é o grande motivo da criação desta cover onde Sweet Baboo volta a ser irrepreensivel no modo multi-colorido como conjuga diversas influências, que vão da folk à synth pop e sempre num registo algo infantil e até despreocupado. The Boombox Ballads irá ver a luz do dia em agosto. Confere...


autor stipe07 às 19:30
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

Los Campesinos! - A Los Campesinos! Christmas

Los Campesinos! - A Los Campesinos Christmas

Los Campesinos! são uma banda de indie pop formada por sete amigos em 2006 que se conheceram e começaram a tocar na universidade de Cardiff, no país de Gales, com a curiosidade de nenhum dos membros ser natural desse país. O coletivo já é presença habitual por cá e nos lançamentos relacionados com esta quadra festiva, com destaque para A Doe To A Deer, um tema que disponibilizaram na sua página ogficial no natal de 2012.

Agora, em 2014, foram mais longe e compuseram um EP de seis canções relacionado com este período do ano e onde se inclui além de originais do grupo, uma cover do clássico Lonely This Christmas de Mud, datado de 2000.

Apesar do cariz concetual do trabalho, os Los Campesinos! mantiveram nos temas a génese do seu ADN sonoro, que privilegia o mergulho em sons adocicados e guiados por uma elevada instrumentalidade melancólica. Assim, este EP está carregado de composições puras encantadoras e delicadas e cuja sonoridade vai do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza. É um álbum límpido onde todas as composições parecem intimamente ligadas, criando assim uma coleção de canções ao mesmo tempo acessíveis e radiofónicas, mas também imbuídas dos habituais arranjos que distinguem composições sonoras relacionadas com o Natal, como convém aliás. Espero que aprecies a sugestão...

Los Campesinos! - A Los Campesinos! Christmas

01. When Christmas Comes

02. A Doe To A Deer
03. The Holly And The Ivy
04. Kindle A Flame In Her Heart
05. The Trains Don’t Run (It’s Christmas Day)
06. Lonely This Christmas

 


autor stipe07 às 21:43
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Little Arrow - Furious Finite

Formados por William Hughes, Dan Messore, Ben Sharpe, Callum Duggan e Rich Chitty, os galeses Little Arrow apresentaram ao mundo a sua folk de forte cariz etéreo e melancólico em 2011 com Mask and Poems, tendo o segundo disco, Wild Wishes, visto a luz do dias dois anos depois. Agora, quase no ocaso de 2014, regressam à carga com Furious Finite, mais uma coleção de canções que misturam o épico com o contemplativo e que parecem tão naturais e espontâneas como a enorme beleza da região de onde provêm e que os inspira, situada na extremidade noroeste das ilhas britânicas.

Conhecido há algumas semanas, o single Medicine Moon já apontava para o caminho certo de consolidação da sonoridade intrínseca desta banda. Essa canção é um exemplo feliz da capacidade dos Little Arrow em estabelecer uma fusão de elementos da indie, da pop, da folk e até da eletrónica, através de melodias luminosas feitas com linhas de guitarra delicadas e arranjos clássicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz, amiúde dominados pelos instrumentos de sopro, samples, teclados e uma percurssão, elementos que criam paisagens sonoras bastante peculiares.

Assim que o disco começa somos rapidamente absorvidos pelo mundo caleidoscópico dos Little Arrow, um universo cheio de cores e sons que nos causam espanto, devido à impressionante quantidade de detalhes que o quinteto coloca a cirandar quase livremente por trás de cada uma das canções que transbordam do disco.

Após o single, a mais introspetiva e pastoral Pier Maountain é uma verdadeira tela sonora, com a textura barroca da harpa, a serenidade contemplativa da guitarra e a doce opulência do trompete a darem as mãos para mostrar um emaranhado de referências que têm como elemento agregador a busca de um clima sonoro com uma elevado cariz ambiental, mas que não deixa de ser acolhedor, animado e otimista. A percurssão de Loss Um, o sample inicial de Diamond Shy e a vila acústica que se segue, assim como  o conjunto de sons e incontáveis referências e detalhes que borbulham enquanto estes temas se desenvolve e crescem, são mais duas janelas que os Little Arrow nos abrem para contemplarmos canções recheadas de versos intrigantes, instigadores e particularmente melódicos. Depois, há ainda Ha Ha Happiness, uma canção com uma energia contagiante e diferente das restantes, com um espírito mais rock e que demonstra a tal versatilidade que os Little Arrow demonstram possuir e Flat Earth, War Drones e Holding & Knowing, três temas que plasmam a enorme capacidade que este coletivo possui para escrever canções que tocam fundo e que transmitem mensagens profundas e particularmente bonitas.

Domina Furious Finite um som essencialmente bucólico, épico e melancólico, que pode servir de banda sonora para um mundo paralelo cheio de seres fantásticos e criaturas sobrenaturais, como ilustra a capa de um disco que sugere que encontremos no seu interior uma harmoniosa fonte de conhecimento e inspiração musical e espiritual de toda a espécie, de todos os tempos ou apenas de hoje. Ao encararmos o seu conteúdo com particular devoção, percebemos que essa suposição inicial terá alguma razão de ser já que o mesmo é a expressão prática de uma explosão de criatividade que nunca se descontrola nem perde o rumo, numa receita pouco clara e nada óbvia, mas com um resultado incrível e único. Espero que aprecies a sugestão...

 01. Government Bodies

02. Medicine Moon
03. Pier Mountain
04. Lossum
05. Diamond Shy
06. Flat Earth
07. War Drones
08. Holding & Knowing
09. Ha Ha Happiness
10. Spider
11. Hedgerow

 


autor stipe07 às 18:02
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Manic Street Preachers – Futurology

Lançado no passado dia sete de julho por intermédio da Columbia Records, Futurology é o décimo segundo capítulo da extraordinária discografia dos galeses Manic Street Preachers, de James Bradfield, uma banda com quase vinte anos de carreira e que continua a surpreender pelo fulgor e pela capacidade de inovar e de reinventar as suas propostas, sem descurarem a sua herança e algumas das tendências sonoras atuais que mais agradam aos seus seguidores. Com as participações especiais de Green Gartside, Nina Hoss, Georgia Ruth, Cian Ciaran e Cate Le Bon, Futorology foi produzido pelos próprios Manic Street Preachers e por Loz Williams e Alex Silva.

Falar da história do rock alternativo britânico das duas últimas décadas e ocultar a contribuição dos Manic Street Preachers, uma instituição nacional e imaculada, para alguns dos alicerces que inspiram determinados novos projetos que vão surgindo por terras de Sua Majestade, é um crime porque, apesar da banda nunca ter atingido uma performance de vendas espetacular, manteve-se sempre fiel à sua bitola sonora, assente, quase sempre, numa vertente instrumental fortemente elétrica, densa mas melodiosa, uma percussão vincada e uma voz apaixonada, que nunca deixou de escrever letras fortemente reflexivas sobre algumas questões importantes da sociedade ociental contemporânea e de refletir sobre os diferentes rumos que o mundo tem tomado e como o progresso é, por estranho que possa parecer, tantas vezes prejudicial ao bem estar e à felicidade de cada um.

Futurology tem como ideia central o futurismo russo, um movimento poético que fez escola nos anos vinte do século passado e que teve em Mayakovsky o seu maior nome, elogiado com o fantástico rock progressivo do instrumental que encerra o alinhamento do disco. Já agora, Dreaming A City (Hugheskova), homenageia a fundador galês da cidade ucraniana de Donetsk, o comerciante John Hughes. O disco é mais um passo nessa demanda dos Manic Street Preachers de procurar alertar cada um de nós para o apetite voraz que define as obrigações de todos os dias, num presente que vive do tilintar das caixas registadoras e dos extratos chorudos e como esta sociedade regida pelos números não nos permite ter tempo para o essencial, com o amor a ser, na opinião de Bradfield, vocalista, baixista e compositor do grupo, um sentimento cada vez mais descurado, o que coloca em risco o futuro e o bem estar de todos nós.

Depois de Rewind The Film, o enigmático e acústico antecessor, Futurology volta a mostrar uns Manic Street Preachers esplendorosos e completamente ligados à corrente, com a roqueira e dançante Sex, Power, Love and Money, a excelente Between The Clock And The Bed, conduzida por uma bateria magistral, o baixo de Dreaming A City, a otimista Black Square e a sinuosa Miguided Missile, a serem excelentes exemplos da boa forma de um grupo coerente que sabe como lidar com os temas que os aflige, de forma refinada, vigorosa, intensa e intrincada.

Os Manic Street Preachers são uma daquelas bandas em quem se pode confiar verdadeiramente e que nunca defraudam e que sabem como juntar com talento todas as peças do indie rock para formar puzzles de pouco mais de quatro minutos verdadeiramente aditivos e orelhudos, que possam servir de combate a alguns dos inimigos mais visíveis do mundo atual, nomeadamente a ganância, a pobreza, a poluição e a desigualdade e que a letra de Black Square tão bem desmonta. Espero que aprecies a sugestão... 

Manic Street Preachers - Futurology

01. Futurology
02. Walk Me To The Bridge
03. Let’s Go to War
04. The Next Jet To Leave Moscow
05. Europa Geht Durch Mich (Feat. Nina Hoss)
06. Divine Youth (Feat. Georgia Ruth Williams)
07. Sex, Power, Love And Money
08. Dreaming a City (Hugheskova)
09. Black Square
10. Between the Clock And The Bed (Feat. Green Gartside)
11. Misguided Missile
12. The View From Stow Hill
13. Mayakovsky

 


autor stipe07 às 22:28
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Los Campesinos! - Little Mouth

Los Campesinos! - "Little Mouth"

Depois de na reta final de 2013 os galeses Los Campesinos! terem editado No Blues, agora acabam de apresentar um novo single. A canção chama-se Little Mouth e faz parte da banda sonora do filme Benny And Jolene. Na canção, sintetizadores, guitarras, batidas e uma escrita às vezes pouco óbvia e sem muito sentido dançam num jogo colorido de referências. Little Mouth está disponível para download. Confere...


autor stipe07 às 19:17
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014

Gruff Rhys – American Interior

Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em 18 de julho de 1970, é um músico do País de Gales conhecido tanto pela sua carreira a solo como pela sua presença nos Super Furry Animals, banda que obteve relativo sucesso na década de noventa. Paralelo ao eficiente trabalho com os Super Furry Animals, Gruff Rhys também tem uma bem sucedida carreira a solo onde testa novas fórmulas, um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicodelia da banda.

A aventura a solo deste músico começou em 2005 com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atinge ainda maior notoriedade com esse projeto que a crítica descreve como delicado e repleto de bons arranjos e onde se destaca também a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Em 2011, com Hotel Shampoo, Gruff apostou em composições certinhas feitas a partir de melodias pop e uma instrumentação bastante cuidada, que exalava uma pop pura e descontraída por quase todos os poros. Três anos depois o galês está de regresso com American Interior, a banda sonora de um filme onde Rhys é também o ator principal e embarca numa viagem musical pela América repetindo a aventura do explorador e seu antepassado, John Evans, no século XVIII.

gruff rhys

John Evans partiu em 1792 em busca de uma tribo de índios americanos que julgava ser composta por seguidores de Madoc, o príncipe galês que a lenda diz ter embarcado para a América trezentos anos antes da viagem de Cristóvão Colombo. Gruff Rhys, acompanhado por Dylan Goch, que com ele assume a realização de American Interior (depois de já terem realizado juntos Separado!, em 2010), e pelo avatar do explorador com um metro de altura, partem para o interior da América e percorrem o caminho de Evans, tentando juntar as peças da vida misteriosa desta figura a quem se deve um dos primeiros mapas do Rio Missouri. Pelo caminho vão dando palestras e concertos, pesquisando os arquivos, a geografia e as gentes locais e compondo o álbum que resulta desta mesma viagem.

Este disco, lançado no passado dia cinco de maio na etiqueta Turnstile, é um projeto multimédia que prevê também a publicação de um livro e um filme, ambos com o mesmo nome do disco, para que, através da fusão de diferentes plataformas seja possível criar uma experiência multi-sensorial que conte a incrível história real de John Evans.

As treze canções de American Interior são o resultado esperado quando um relato histórico de viagens de exploração de território se une a um universo de sons psicadélicos. Há diversos instrumentais e logo em American Exterior, com os sintetizadores, é dado o mote que depois com o piano, a voz sintetizada e a percussão de American Interior. A típica soul e a folk norte americana invade os nossos ouvidos em 100 Unread Message, uma música que, por si só, é já uma verdadeira viagem pela América, com arranjos acústicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz.

A partir daí mergulhamos fundo na psicadelia folk que definiu a música dos anos sessenta, com American Interior a aproximar-se frequentemente de uma musicalidade calcada em antigas nostalgias, num disco que se deixa consumir abertamente tanto pela música country como pela soulnuma simbiose entre a pop e o indie rock com estes dois géneros, num processo que possibilita que eles se encontrem, como em The Wheter (Or Not) e The Last Conquistador, canções onde a folk, na primeira e a soul na segunda, são referências exploradas de igual forma, o que prova que há uma tentativa descarada, mas feliz, de aproximação com o cancioneiro norte americano

Ao longo do disco, umas vezes somos embalados e outras dançamos ao som de simples acordes, várias vezes dispostos em várias camadas sonoras, com uma naturalidade que impressiona os mais incautos, à semelhança da naturalidade com que a voz do Rhys encaixa na melodia das canções. Percebe-se com naturalidade que o músico mantém-se inventivo, principalmente quando converte o que poderia ser compreendido por uma maioria de ouvintes como meros ruídos em produções volumosas e intencionalmente orientadas para algo épico.

America Interior é, sem dúvida, um trabalho coeso, dinâmico e concetual e um marco na trajetória deste músico. O melhor exemplo dessa aproximação com um resultado temático está na condução pop do single homónimo, mas tão grande quanto o território que carrega no título, America Interior transporta um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios de Rhys. Espero que aprecies a sugestão...

Gruff Rhys - American Interior

01. American Exterior
02. American Interior
03. 100 Unread Messages
04. The Whether (Or Not)
05. The Last Conquistador
06. Lost Tribes
07. Liberty (Is Where We’ll Be)
08. Allweddellau Allweddol
09. The Swamp
10. lolo
11. Walk Into the Wilderness
12. Year Of The Dog
13. Tiger’s Tale

 


autor stipe07 às 19:01
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Fanfarlo – Let’s Go Extinct

Depois do bem sucedido Reservoir, o trabalho de estreia, editado em 2009 e do menos exuberante, mas igualmente competente, sucessor, Rooms Filed With Light (2012), já chegou às lojas o terceiro disco da banda londrina de pop folk Fanfarlo, liderada pelo carismático músico sueco Simon Balthazar, ao qual se juntam Valentina Magaletti (substituiu recentemente Amos Memon), Cathy Lucas (teclado e violino), Leon Beckenham (piano e trompete) e Justin Finch (baixo). O novo trabalho dos Fanfarlo chama-se Let´s Go Extinct, viu a luz do dia através da etiqueta Blue Horizon e foi produzido por David Wrench, habitual colaborador do grupo e pelos próprios Fanfarlo.

 

Tem sido uma experiência bastante interessante o acompanhamento do percurso sonoro evolutivo destes Fanfarlo que, na minha opinião, por muitos álbuns que ainda venham a editar, dificilmente conseguirão, alguma vez, superar o espetacular encanto frágil e inocente de Reservoir, o trabalho de estreia, um pouco à imagem do que os Coldplay fizeram em Parachutes ou os Arcade Fire com Funeral. O sucessor, Rooms Filled With Light, foi um passo em frente no processo de amadurecimento da banda e na busca de novoas propostas instrumentais e agora Let's Go Extinct representa, de algum modo, o epílogo de uma triologia, a confirmação da superação de algumas limitações e receios e do sucesso na obtenção de um som mais empolgante, maduro e ambicioso.

Portanto, quem, como eu, tiver a perceção clara do conteúdo dos dois discos anteriores, ao escutar Let's Go Extinct percebe imediatamente que Simon e os seus parceiros procuraram, desta vez, criar ambientes sonoros épicos e luminosos e um som mais aberto e expansivo. A Distance, o primeiro tema que foi divulgado deste álbum, mostrou logo uns Fanfarlo mais alegres e explosivos e percebeu-se que eles queriam apresentar algo mais dançante e bem menos introspectivo.

A materialização prática de todo este novo referencial sonoro dos Fanfarlo, audível em Let's Go Extinct, utiliza como receita uma maior primazia da vertente sintética e dos teclados relativamente às cordas e à secção de sopros, duas nuances importantes da banda para a obtenção da sua caraterística toada folk, que não desaparece, mas ganha contornos mais modernos e consentâneos com a indie pop atual. Temas como We’re The FutureThe Beginning And The End e Landlocked são exemplos claros da aposta nesta nova estratégia sonora, quase oposta ao conteúdo geral frágil e intimista das raízes de Reservoir.

Esta manutenção dos habituais tiques sonoros essencial dos Fanfarlo com novas abordagens é, realmente, o sustentáculo da sonoridade geral de Let's Go Extinct que, tematicamente, também procura dar um passo em frente no que liricamente o grupo costuma apresentar. Assim, desta vez procuram abordar temas cada vez mais abrangentes e arriscados que, conforme indica o título do álbum, abordam as principais dúvidas existenciais de uma humanidade que procura sobreviver neste planeta cada vez menos azul, fazendo-o a partir das nossas próprias origens, e ajudando o ouvinte a refletir sobre as mesmas, num clima feliz, animado e dançante.

Com uma maior aposta na mistura de uma orquestração pop com a eletrónica e numa mais diversificada amálgama sonora, em Let's Go Extinct os Fanfarlo anunciam que são uma banda que quer evoluir e ousa mudar, e assim, continuar a ser promissora. Espero que aprecies a sugestão..

Fanfarlo - Let's Go Extinct

01. Life In The Sky
02. Cell Song
03. Myth Of Myself (A Ruse To Exploit Our Weaknesses)
04. A Distance
05. We’re The Future
06. Landlocked
07. Painting With Life
08. The Grey And Gold
09. The Beginning And The End
10. Let’s Go Extinct

 


autor stipe07 às 20:57
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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014

LUVV - More

MORE

Os LUVV são Matt, Ben, Sam e Rich, uma nova banda de Cardiff, no País de Gales e que começa a ser notada no universo sonoro alternativo. De acordo com a própria banda que respondeu simpaticamente ao meu pedido de informações, dizem-se influenciados por nomes tão importantes como os Public Image Ltd, Joy Division, Wire, The Clash e Blitz, ou seja, por alguns dos projetos fundamentais do punk e do indie rock britânico dos últimos trinta anos.

Depois de se terem revelado com Us, o primeiro tema divulgado pelos LUVV, Já há mais uma canção disponibilizada para audição pelo grupo galês. A música chama-se More e fará parte de uma cassete chamada Two, que será editada a dezassete de março e que foi gravada no final de 2013 numa sala de ensaios de Cardiff.

More mantém a essência sonora de uns LUVV que vivem num manancial de guitarras cheias de distorção, acompanhadas sempre por uma percurssão rápida, um baixo bem vincado e uma voz carregada de pujança e rebeldia.

Ben, o líder da banda, continua a manter-se em contato comigo e revelou-me que depois da edição desta cassete, irão tentar dar o maior número possível de concertos. Por cá, manter-me-ei muito atento a este projeto. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 19:53
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