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Los Campesinos! - 0898 Heartache

Quinta-feira, 13.06.24

Sete anos depois de Sick Scenes, disco gravado em dois mil e dezassete, em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante, que tinha canções tão extraordinárias como A Slow, Slow DeathThe Fall Of Home, ou Flucloxacillin e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação, os galeses Los Campesinos! estão finalmente de regresso ao mesmo formato com All Hell, um alinhamento de quinze canções que irá chegar aos escaparates a dezanove de julho com a chancela da Heart Swells, a própria etiqueta da banda hoje formada por Gareth Paisey, Neil Turner, Tom Bromley, Kim Paisey, Rob Taylor, Jason Adelinia e Matt Fidler.

Los Campesinos! Share New Single 0898 HEARTACHE - Stereoboard

Há cerca de um mês conferimos Feast Of Tongues, a sexta canção deste novo registo de originais do coletivo de Cardiff e o primeiro single retirado do seu alinhamento, um tema que sobrevivia à sombra de um clima sonoro que proporcionava ao ouvinte uma hipnótica tensão crescente, deixando-o sempre com dúvidas sobre que direção sonora poderia a canção tomar nos seus quase cinco minutos.

Poucos dias depois escutámos A Psychic Wound, o terceiro tema do alinhamento de All Hell, uma composição que impactou-nos pelo perfil contundente das guitarras, cheias de distorções abrasivas, acompanhadas por uma bateria frenética, num resultado final que nos remeteu para a herança de um certo college rock, que esteve muito em voga nos anos noventa do século passado.

Agora, quase no início do verão, já é possível ouvir mais um single de All Hell. A nova canção revelada pelos Los Campesinos! chama-se 0898 Heartache e tem, ao nível dos arranjos, um refinamento superior às duas composições anteriores. É um tema vibrante, com uma toada progressiva, acamada por um vasto oásis sintético que vai recebendo guitarras cada vez mais distorcidas, num resultado final com um curioso perfil simultaneamente épico e melancólico, algo que nem sempre sucede numa canção pop que procura o forte apelo da radiofonia, como é o caso. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:09

Los Campesinos! – A Psychic Wound

Segunda-feira, 03.06.24

Sete anos depois de Sick Scenes, disco gravado em dois mil e dezassete, em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante, que tinha canções tão extraordinárias como A Slow, Slow DeathThe Fall Of Home, ou Flucloxacillin e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação, os galeses Los Campesinos! estão finalmente de regresso ao mesmo formato com All Hell, um alinhamento de quinze canções que irá chegar aos escaparates a dezanove de julho com a chancela da Heart Swells, a própria etiqueta da banda hoje formada por Gareth Paisey, Neil Turner, Tom Bromley, Kim Paisey, Rob Taylor, Jason Adelinia e Matt Fidler.

Los Campesinos! Release New Song 'A Psychic Wound' - Our Culture

Há alguns dias atrás conferimos Feast Of Tongues, a sexta canção deste novo registo de originais do coletivo de Cardiff e o primeiro single retirado do seu alinhamento. Era um tema que sobrevivia à sombra de um clima sonoro que proporcionava ao ouvinte uma hipnótica tensão crescente, deixando-o sempre com dúvidas sobre que direção sonora poderia a canção tomar nos seus quase cinco minutos.

Agora chega a vez de escutarmos A Psychic Wound, o terceiro tema do alinhamento de All Hell, uma composição que impacta pelo perfil contundente das guitarras, cheias de distorções abrasivas, acompanhadas por uma bateria frenética, num resultado final que nos remete para a herança de um certo college rock, que esteve muito em voga nos anos noventa do século passado. Uma grande canção dos Los Campesinos!, jovial e irreverente, como é norma nesta banda de Cardiff. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:43

Los Campesinos! – Feast Of Tongues

Terça-feira, 21.05.24

Sete anos depois de Sick Scenes, disco gravado em dois mil e dezassete, em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante, que tinha canções tão extraordinárias como A Slow, Slow Death, The Fall Of Home, ou Flucloxacillin e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação, os galeses Los Campesinos!, estão finalmente de regresso ao mesmo formato com All Hell, um alinhamento de quinze canções que irá chegar aos escaparates a dezanove de julho com a chancela da Heart Swells, a própria etiqueta da banda hoje formada por Gareth Paisey, Neil Turner, Tom Bromley, Kim Paisey, Rob Taylor, Jason Adelinia e Matt Fidler.

Feast Of Tongues, a sexta canção deste novo registo de originais do coletivo de Cardiff, é o primeiro single retirado do seu alinhamento. Feast Of Tongues sobrevive à sombra de um clima sonoro que proporciona ao ouvinte uma hipnótica tensão crescente, deixando-o sempre com dúvidas sobre que direção sonora poderá a canção tomar nos seus quase cinco minutos. Assim, depois de um início assente num subtil jogo entre baixo e vozes, que vai recebendo diversos entalhes acústicos e eletrificados, conferidos por sopros e cordas das mais variadas proveniências e que atingem o seu auge aos três minutos e meio, nesse momento somos sacudidos por cascatas de guitarras distorcidas, que encarnam um impactante jogo colorido de referências que, da indie mais genuína, à pop mais emotiva, passando pelo rock progressivo, impressiona pelo modo como nos oferece aquela irreverência e espontaneidade típicas dos Los Campesinos! e com superior mestria. Confere Feast Of Tongues e o artwork e a tracklist de All Hell...

The Coin-Op Guillotine
Holy Smoke (2005)
A Psychic Wound
I. Spit; or, a Bite Mark in the Shape of the Sunflower State
Long Throes
Feast Of Tongues
The Order Of The Seasons
II. Music for Aerial Toll House
To Hell In A Handjob
Clown Blood/Orpheus’ Bobbing Head
kms
III. Surfing a Contrail
Moonstruck
0898 HEARTACHE
Adult Acne Stigmata

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publicado por stipe07 às 16:38

Gruff Rhys – Sadness Sets Me Free

Domingo, 14.04.24

Enquanto os míticos Super Furry Animals permanecem numa pausa mais ou menos indefinida, Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em dezoito de julho de mil novecentos e setenta no País de Gales, continua a cimentar a sua bem sucedida carreira a solo com álbuns onde vai testando progressivamente novas fórmulas um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicadelia da banda de onde é originário.

Gruff Rhys: Sadness Sets Me Free review – an irresistible mix of melancholy  and joy | Gruff Rhys | The Guardian

Esta demanda de Gruff Rhys em nome próprio, teve início em dois mil e quatro com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atingiu ainda maior notoriedade, num trabalho que contou com a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Em dois mil e onze, com Hotel Shampoo, Gruff apostou em composições certinhas feitas a partir de uma instrumentação bastante cuidada, que exalava uma pop pura e descontraída por quase todos os poros.

Três anos depois, em dois mil e catorze, o galês regressou com American Interior, a banda sonora de um filme onde Rhys era o ator principal e embarcava numa viagem musical pela América repetindo a aventura do explorador e seu antepassado, John Evans, no século dezoito. Em dois mil e dezoito, Babelsberg ampliou até um superior nível qualitativo a visão incomum de Rhys relativamente aqueles que o músico considerava ser os grandes eixos orientadores de uma pop alicerçada num salutar experimentalismo e onde não existem limites para a simbiose entre diferentes estilos musicais e, no ano seguinte, com Pang!, o músico galês viajou da psicadelia folk ao funk, passando pela tropicalia e o jazz, num verdadeiro festim sonoro global. O seu último exercício criativo tinha sido Seeking New Gods, há três anos, um trabalho que já tem um sucessor intitulado Sadness Sets Me Free, feito com dez canções que têm a chancela da Rough Trade.

Sadness Sets Me Free é o oitavo trabalho do músico e nele o autor gravita em redor de dois grandes universos sonoros distintos. Assim, se algumas das canções do álbum são eminentemente charmosas e encharcadas numa soul com um travo tremendamente jazzístico, feitas com guitarras repletas de nuances e um piano sempre insinuante, outras olham para o indie rock de cariz experimental e psicadélico com elevada gula.

Em relação ao primeiro universo, há que destacar o tema homónimo que abre logo o disco, mas também Bad Friend, composição com um travo jazzístico delicioso e onde o piano domina os acontecimentos. Depois, a bateria acompanha exemplarmente o andamento melódico que as teclas conferem à canção e, numa vasta miríade de arranjos de cordas e de sopros e de diversas interseções, entre as quais se destaca o violino, fica completa a trama que abastece Bad Friend, uma composição que brinca sobre o conceito do bom amigo. Silver Lining (Lead Balloons) é, à boa maneira do autor, outra composição intensa, de forte pendor classicista e sinfónico, que fala, de modo algo patético (I left my dreams in a rental car) sobre a necessidade que todos temos, muitas vezes, de aceitar a realidade tal como é e partir em frente, em vez de continuar a alimentar, desnecessariamente, sonhos ou desejos impossíveis. Cordas, sopros e uma percurssão frenética e repleta de nuances, sustentam a destreza melódica de uma composição intensa, animada, reluzente e majestosa. Os violinos de I Tender My Resignation e a exuberância do piano de forte pendor experimental que conduz Peace Signs são outros exemplos a destacar desta forma eminentemente clássica e polida de Rhys compor e criar.

Em relação ao segundo perfil estilístico do disco, é excelente exemplo dessa permissa mais orgânica e rugosa Celestial Candyfloss, uma composição intensa, que fala sobre a busca do amor e da aceitação e com um forte pendor classicista e sinfónico, conferido por uma secção de cordas vibrante e onde vão deambulando diversos elementos percurssivos, orgânicos e sintéticos, com um piano a abrilhantar a destreza melódica de uma canção que nos oferece uma curiosa viagem no tempo, porque nunca deixa de ter, por incrível que pareça, um travo de contemporaneidade em toda uma amálgama que foi eficazmente idealizada e minuciosamente plasmada. Os devaneios percussivos que deambulam por They Sold My Home To Build a Skyscraper e a majestosidade que sustenta o enlace entre cordas acústicas e eletrificadas e o piano em I'll Keep Singing, oferecem-nos esta tonalidade mais crua, minimalista e lo fi de Sadness Sets Me Free, um verdadeiro festim sonoro global, uma viagem à volta do mundo, mas também uma viagem no tempo, eclética e de forte cariz identitário.

Seja qual for o perfil interpretativo de Sadness Sets Me Free, ao oitavo álbum Gruff Rhys oferece-nos mais um marco intenso e flamejante na sua trajetória individual, à boleia de pouco mais de quarenta minutos que transportam, como não podia deixar de ser, um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios do autor. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:34

Gruff Rhys – Bad Friend

Sexta-feira, 19.01.24

Enquanto os míticos Super Furry Animals permanecem numa pausa mais ou menos indefinida, Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em dezoito de julho de mil novecentos e setenta no País de Gales, continua a cimentar a sua bem sucedida carreira a solo com álbuns onde vai testando progressivamente novas fórmulas um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicadelia da banda de onde é originário.

O seu último exercício criativo foi Seeking New Gods, em dois mil e vinte e um, numa demanda que teve início em dois mil e quatro com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atingiu ainda maior notoriedade, num trabalho que contou com a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Em dois mil e onze, com Hotel Shampoo, Gruff apostou em composições certinhas feitas a partir de uma instrumentação bastante cuidada, que exalava uma pop pura e descontraída por quase todos os poros.

Três anos depois, em dois mil e catorze, o galês regressou com American Interior, a banda sonora de um filme onde Rhys era o ator principal e embarcava numa viagem musical pela América repetindo a aventura do explorador e seu antepassado, John Evans, no século dezoito. Em dois mil e dezoito, Babelsberg ampliou até um superior nível qualitativo a visão incomum de Rhys relativamente aqueles que o músico considerava ser os grandes eixos orientadores de uma pop alicerçada num salutar experimentalismo e onde não existem limites para a simbiose entre diferentes estilos musicais e, no ano seguinte, com Pang!, o músico galês viajou da psicadelia folk ao funk, passando pela tropicalia e o jazz, num verdadeiro festim sonoro global.

Agora, no arranque de dois mil e vinte e quatro, Gruff Rhys regressa aos álbuns à boleia de Sadness Sets Me Free, um alinhamento de dez canções que terá a chancela da Rough Trade. Será o oitavo trabalho do músico e Celestial Candyfloss, a terceira canção retirada do alinhamento de Sadness Sets Me Free, foi, como certamente se recordam, o single de apresentação de mais um tomo de canções que deverão olhar para o indie rock de cariz eminentemente experimental e psicadélico com elevada gula. Essa é, pelo menos, a impressão que a audição de Celestial Candyfloss transpareceu e também a de Silver Lining (Lead Balloons), o segundo single retirado do disco, no passado mês de novembro.

Agora, já a poucos dias da edição de Sadness Sets Me Free, há mais um single do registo para escutar, a segunda composição do alinhamento do disco. Chama-se Bad Friend, contém um travo jazzístico delicioso e nela o piano domina os acontecimentos. Depois, a bateria acompanha exemplarmente o andamento melódico que as teclas conferem à canção e, numa vasta miríade de arranjos de cordas e de sopros e de diversas interseções, entre as quais se destaca o violino, fica completa a trama que abastece Bad Friend, uma composição que brinca sobre o conceito do bom amigo e que já tem direito a um curioso vídeo protagonizado pelos próprio Gruff Rhys e dirigido por Mark James. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:49

Gruff Rhys – Celestial Candyfloss

Quarta-feira, 11.10.23

Enquanto os míticos Super Furry Animals permanecem numa pausa mais ou menos indefinida, Gruffydd Maredudd Bowen Rhys, nascido em dezoito de julho de mil novecentos e setenta no País de Gales, continua a cimentar a sua bem sucedida carreira a solo com álbuns onde vai testando progressivamente novas fórmulas um pouco diferentes do rock alternativo com toques de psicadelia da banda de onde é originário.

Gruff Rhys Unveils New Track and Video "Celestial Candyfloss" - Northern  Transmissions

O seu último exercício criativo foi Seeking New Gods, em dois mil e vinte e um, numa demanda que teve início em dois mil e quatro com Yr Atal Genhedlaeth, um disco divertido e cantado inteiramente no idioma galês. Dois anos depois, com Candylion, o músico atingiu ainda maior notoriedade, num trabalho que contou com a participação especial do grupo de post rock Explosions in The Sky, além da produção impecável de Mario Caldato Jr, que já trabalhou com os Beastie Boys e os Planet Hemp, entre outros. Em dois mil e onze, com Hotel Shampoo, Gruff apostou em composições certinhas feitas a partir de uma instrumentação bastante cuidada, que exalava uma pop pura e descontraída por quase todos os poros. Três anos depois, em dois mil e catorze, o galês regressou com American Interior, a banda sonora de um filme onde Rhys era o ator principal e embarcava numa viagem musical pela América repetindo a aventura do explorador e seu antepassado, John Evans, no século dezoito. Em dois mil e dezoito, Babelsberg ampliou até um superior nível qualitativo a visão incomum de Rhys relativamente aqueles que o músico considerava ser os grandes eixos orientadores de uma pop alicerçada num salutar experimentalismo e onde não existem limites para a simbiose entre diferentes estilos musicais e, no ano seguinte, com Pang!, o músico galês viajou da psicadelia folk, ao funk, passando pela tropicalia e o jazz, num verdadeiro festim sonoro global.

No início de dois mil e vinte e quatro, Gruff Rhys vai regressar aos álbuns à boleia de Sadness Sets Me Free, um alinhamento de dez canções que terá a chancela da Rough Trade. Será o oitavo trabalho do músico e Celestial Candyfloss, a terceira canção retirada do alinhamento de Sadness Sets Me Free, é o single de apresentação de mais um tomo de canções que deverão olhar para o indie rock de cariz eminentemente experimental e psicadélico com elevada gula. Essa é, pelo menos, a impressão que a audição de Celestial Candyfloss transparece. É uma composição intensa, que fala sobre a busca do amor e da aceitação, com um forte pendor classicista e sinfónico, conferido por uma secção de cordas vibrante e onde vão deambulando diversos elementos percurssivos, orgÂnicos e sintéticos, com um piano a abrilhantar a destreza melódica de uma canção que nos oferece uma curiosa viagem no tempo, porque nunca deixa de ter, por incrível que pareça, um travo de contemporaneidade em toda uma amálgama que foi eficazmente idealizada e minuciosamente plasmada. Confere o vídeo de Celestial Candyfloss, dirigido por Mark James e o artwork e a tracklist de Sadness Sets Me Free...

Sadness Sets Me Free
Bad Friend
Celestial Candyfloss
Silver Lining (lead balloons)
On The Far Side Of The Dollar
They Sold My Home To Build A skyscraper
Peace Signs
Cover up The Cover Up
I Tended My Resignation
I’ll Keep Singing

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publicado por stipe07 às 15:49

Bill Ryder-Jones – This Can’t Go On

Quarta-feira, 27.09.23

Cinco anos depois do excelente registo Yawn, o britânico Bill Ryder-Jones está de regresso ao formato longa-duração à boleia de lechyd Da, o seu quinto registo, um disco que, de acordo com o próprio autor, é o trabalho mais ambicioso da sua carreira. lechyd Da teve como grande inspiração e conceito impulsionador o lado mais obscuro do amor, abordando, ao longo de treze canções, os sentimentos de perca, medo, dor e escuridão, mas tendo sempre como pano de fundo os ideais de beleza e de esperança, conferindo um tom de positividade e luz ao registo.

Bill Ryder-Jones on weighty new LP 'Yawn': “It's a really good time for  people to hear musicians being honest” • Interview • DIY Magazine

This Cant' Go On, o primeiro single revelado de lechyd Da, contém essa faceta simultaneamente reflexiva e empolgante que irá, certamente, marcar o álbum. A canção é um portento de epicidade, simultaneamente labiríntica e majestosa, uma composição conduzida por um piano melodicamente astuto, apoiado por um efeito planante que vai ajustando a sua rugosidade ao registo vocal interpretativo de Bill. O tema tem uma introdução algo soturna, mas rapidamente ganha dimensão, num resultado final com um charme sofisticado e bastante atraente.

Confere This Can't Go On e o vídeo do tema, assinado por James Slater, que capta filmagens do autor enquanto criança, no País de Gales, onde passava férias frequentemente e a tracklist de lechyd Da que, já agora, em galês significa good health (boa saúde)...

I Know That It’s Like This (Baby)
A Bad Wind Blow In My Heart pt. 3
If Tomorrow Starts Without Me
We Don’t Need Them
I Hold Something In My Hand
This Can’t Go On
…And The Sea…
Nothing To Be Done
It’s Today Again
Christinha
How Beautiful I Am
Thankfully For Anthony
Nos Da

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publicado por stipe07 às 13:47

Los Campesinos! – I Love You (But You’re Boring)

Quinta-feira, 03.08.23

Paul Heaton e Dave Rotheray eram a dupla que liderava, nos anos oitenta e noventa, o projeto britânico The Beautiful South, que tem doze álbuns no seu catálogo e que se estreou em mil novecentos e oitenta e nove com um extraordinário disco chamado Welcome to The Beautiful South, um alinhamento de onze canções que encerrava com uma tocante canção intitulada I Love You (But You’re Boring) e que acaba de ser revista pelos galeses Los Campesinos!.

Los Campesinos : NPR

A versão que a banda natural de Cardiff, atualmente formada por Gareth Paisey, Neil Turner e Tom Bromley acaba de publicar, consegue, de modo incrivelmente impressivo, manter intocável o espírito simultaneamente melancólico e tocante desse original assinado pelos The Beautiful South e induzir a um tema com quase três décadas e meia, um jogo colorido de referências que, da folk à eletrónica, impressiona pelo modo como cordas e teclas interagem entre si, com superior mestria. Vale bem a pena ouvir o original e comparar com a cover assinada pelos Los Campesinos!, que não lançam nenhum trabalho em formato longa duração desde o registo Whole Damn Body, de dois mil e vinte e um. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:07

Sweet Baboo – The Wreckage

Segunda-feira, 30.01.23

Já chegou aos escaparates The Wreckage, o sétimo disco de Stephen Black, um músico e compositor natural de Cardiff, no País de Gales, que assina a sua música como Sweet Baboo e que tem já uma profícua carreira de quinze anos, que tem sido acompanhada com particular interesse por cá. The Wreckage tem um alinhamento de nove canções e chegou às lojas no passado dia vinte e sete de janeiro, com a chancela da etiqueta Amazing Tapes From Canton.

Sweet Baboo – The Worry - man on the moon

The Wreckage foi gravado nos estúdios StudiOwz, em Clarbeston, Pembrokeshire, região do País de Gales, com nomes como Paul Jones, Georgia Ruth, Davey Newington e Huw Evans, aka H. Hawkline, a constarem nos créditos de um registo misturado por Jimmy Robertson, produtor que já deixou a sua impressão digital em discos dos Arctic Monkeys, Anna Calvi e Late of the Pier, entre outros.

Ao longo de um excelente alinhamento de nove canções, a voz singular e de narrativa sensível, do cantor e compositor ocasionalmente surreal, Sweet Baboo, também conhecido como o polímata musical multi-instrumentista Stephen Black, retorna ao corte, impulso e cacofonia do mundo da música, embalando-nos ao som da sua companheira de sempre, uma guitarra descomplicada, enquanto derrama histórias ternas no nosso ouvido. De facto, enquanto dedilha fios de nylon na mesma e canta sobre raparigas que olham pelas janelas quadriculadas dos cafés, pescadores envelhecidos que lançam linhas sob o céu azul-acinzentado e cães amados e indomáveis que esticam as suas longas patas ao sol, este enigmático Sweet Baboo, um músico com visão e grande decorador do que é aparentemente apenas mundano, oferece-nos, canção após canção, uma verdadeira ode à tragédia, à comédia e à magnificência, neste mundo que nunca deixa de girar, sejam quais forem as circunstâncias com que as nossas vidas se deparem.

Cheio de grandiosas composições, assente em cordas vibrantes, sopros enleantes e um registo percussivo encharcado num groove irresistível, um modus operandi que sustenta um disco com agulhas viradas para um perfil sonoro de forte pendor jazzístico, The Wreckage volta a mostrar um Sweet Baboo irrepreensivel no modo multicolorido como conjuga diversas influências, que vão da folk à synth pop, sempre num registo algo infantil e até despreocupado, enquanto salda uma dívida de meia década consigo mesmo, que tinha como propósito arquitetar o disco mais intrincado e grandioso da carreira. De facto, ninguém pode contestar que The Wreckage é uma obra de idiossincrasia silenciosa e repleto de observações surreais e oblíquas, despretensiosamente envoltas na névoa de uma voz viscosa, por um artista exímio a domar uma instrumentação exuberante e sobrenatural.Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:11

Sweet Baboo – The Worry

Quinta-feira, 26.01.23

Está a chegar aos escaparates The Wreckage, o sétimo disco de Stephen Black, um músico e compositor natural de Cardiff, no País de Gales, que assina a sua música como Sweet Baboo e que tem já uma profícua carreira de quinze anos, que tem sido acompanhada com particular interesse por cá. The Wreckage terá um alinhamento de nove canções e irá ver a luz do dia amanhã, dia vinte e sete de janeiro, com a chancela da etiqueta Amazing Tapes From Canton.

Sweet Baboo returns with kids TV-inspired 'The Worry' ahead of seventh  album | FrontView Magazine

The Worry é o single mais recente divulgado de The Wreckage. É uma grandiosa composição, inspirada naquela saudosa época em que as televisões funcionavam a preto e branco, assente em cordas vibrantes, sopros enleantes e um registo percussivo encharcado num groove irresistível, um modus operandi que faz adivinhar um disco com agulhas viradas para um perfil sonoro de forte pendor jazzístico e que irá certamente voltar a mostrar um Sweet Baboo irrepreensivel no modo multicolorido como conjuga diversas influências, que vão da folk à synth pop, sempre num registo algo infantil e até despreocupado. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:53






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