
man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Arkells - Money (feat. Portugal. The Man)
Domingo, 04.01.26
Sedeados em Hamilton, no Ontário, e já com mais de duas décadas de carreira, os Arkells de Max Kerman, deram as mãos aos norte americanos Portugal. The Man, de John Baldwin Gourley e juntos criaram um tema intitulado Money, que antecipa um novo disco do projeto canadiano para este ano de dois mil e vinte e seis.

Money é uma canção vigorosa, impulsiva, cativante, com um ímpar travo retro e com uma têmpora algo lisérgica. Uma batida sintética contundente, exemplarmente acompanhada por um baixo vigoroso e diversos loops e efeitos enleantes e um registo vocal ligeiramente robotizado, oferecem à canção uma curiosa sensação nostálgica, ao mesmo tempo que induzem no tema uma estética bastante abrangente e de elevado pendor pop. Confere...

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Jaguar Sun e Jesse Maranger – Blossom EP
Quarta-feira, 03.12.25
Tem sido presença assídua recente neste espaço de crítica e divulgação sonora, um projeto a solo chamado Jaguar Sun, com origens em Ontário, no Canadá e encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly. É um músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que começou por impressionar esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que teve sucessor no ano seguinte, um álbum com onze canções intitulado All We've Ever Known e que tinha a chancela da Born Losers Records.

Já na primavera deste ano de dois mil e vinte e cinco, e cerca de quatro anos após o sempre dificil segundo disco, Jaguar Sun regressou ao nosso radar com uma nova canção intitulada Thousand Sun e volta agora a fazê-lo de mãos dadas com o cantor conterrâneo Jesse Merenger. Juntos incubaram um EP com quatro canções intitulado Blossom, perfeito para ouvirmos em looping sempre que quisermos refugiar-nos em algo aconchegante e, simultaneamente, deixar um pouco de lado este estranho mundo em que vivemos.
As quatro canções de Blossom tanto exalam intimidade como expansividade e vigor. Melodicamente felizes, nelas linhas de guitarras acústicas, com um timbre texturalmente rico, intenso e impressivo e algumas subtis sintetizações, simultaneamente cósmicas e delicadas, sustentam quase quinze minutos que entre um indie pop ecoante e psicadélico e um alt-folk intimista e bastante sensorial, ressoam nos nossos ouvidos como uma espécie de celebração da persistência nas nossas convicções e nos nossos sonhos.
A riqueza luminosa e deslumbrante das cordas que iluminam o maravilhoso percurso melódico feito por April Air, o clima nostálgico e clássico da encantadora Different Light, a imersiva e tremendamente textural When I Was Young, o tema do EP em que melhor sobressai o famoso timbre adocicado de Jesse e a astuta Move On, uma canção com elevado travo folk, assente em cordas luminosas, um baixo discreto, mas omnipresente e diversos entalhes rugosos proporcionados por teclas e bateria, são lindíssimas partes de uma soma que, no seu todo, formam um longo, revigorante e relaxante arfar sonoro, incubado por dois mestres na criação de canções sempre íntimas, melancolicamente reluzentes e particularmente gráficas. Espero que aprecies a sugestão...

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Scott Orr – Geometry
Quarta-feira, 08.10.25
O canadiano Scott Orr é um dos nomes fundamentais da indie mais melancólica e introspetiva da América do Norte. Depois do excelente registo Worried Mind, um álbum com uma subtileza muito própria e contagiante e que marcou o ano discográfico de dois mil e dezoito, Orr dedicou-se a lançar alguns singles avulsos, através da editora independente canadiana Other Songs Music Co., uma etiqueta indie independente de Hamilton no Ontário, terra natal deste extraordinário músico e compositor.

Há cerca de dois anos atrás, em dois mil e vinte e três, Scott Orr regressou aos discos com um alinhamento de canções intitulado Horizon e que foi produzido pelo próprio Orr. Era um disco intimista e aconchegante, feito com um delicioso naipe de canções que, num misto de folk e eletrónica de cariz eminentemente ambiental, nos embalaram e emocionaram.
A maioria das canções de Horizon tinham sido construídas à sombra de um borbulhante sintetizador, que ia recebendo diversos efeitos percussivos e outros arranjos inspirados. Era um modus operandi concebido com uma intimidade muito própria e contagiante, que agora se repete em Geometry, o novo single de Scott Orr e o primeiro sinal de vida depois de Horizon.
Geometry são quase seis minutos minuciosamente concebidos de modo a encarnarem um diálogo a dois, ao mesmo tempo que analisam e alimentam a conexão única que existe entre ambos. Exemplarmente interpretado, o tema é dominado por uma toada instrumental eminentemente sintética, assegurada por teclas assinadas por Gareth Inkster e por uma guitarra elétrica tocada por Jon Tornblom, cabendo ao próprio Scott Orr, além da voz, comandar o baixo, algumas sintetizações e o registo percussivo, curiosamente, uma das mais valias da canção.
De facto, em Geometry sobressai uma batida hipnótica, que se entrelaça com o charme inconfundível da voz de um músico maduro e capaz de nos fazer despertar aquelas recordações que guardamos no canto mais recôndito do nosso íntimo e que em tempos nos proporcionaram momentos reais e concretos de verdadeira e sentida felicidade, ou, no sentido oposto, de angústia e depressão e a necessitarem de urgente exercicío de exorcização para que consigamos seguir em frente.
Geometry demonstra, uma vez mais, o modo sagaz como Orr é capaz de nos colocar a olhar o sol de frente com um enorme sorriso nos lábios, mas também de desafiar o nosso lado mais sombrio e os nossos maiores fantasmas no convite que nos endereça, muitas vezes, à consciência do estado atual do nosso lado mais carnal, ou no desarme total que torna inerte o lado mais humano do nosso peito, quando opta por uma toada mais realista e racional. Confere...

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Jaguar Sun – Thousand Down
Segunda-feira, 21.04.25
Tem sido presença assídua recente neste espaço de crítica e divulgação sonora, um projeto a solo chamado Jaguar Sun, com origens em Ontário, no Canadá e encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly. É um músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que começou por impressionar esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que teve sucessor no ano seguinte, um disco com onze canções intitulado All We've Ever Known e que tinha a chancela da Born Losers Records.
Agora, cerca de quatro anos após o sempre dificil segundo disco, e já depois de ter divulgado os alguns singles nos últimos dois anos, nomeadamente os temas I Feel It, For You e Nothing Ever Stops Me, Jaguar Sun está de regresso ao nosso radar com uma nova canção intitulada Thousand Sun que carrega consigo o anúncio de um novo EP a lançar em breve breve e o terceiro disco do projeto, com data prevista de lançamento para dois mil e vinte e seis.
Thousand Sun é uma canção intensa e que tanto exala intimidade como expansividade e vigor. Melodicamente feliz, nela linhas de guitarra com um timbre texturalmente rico, intenso e impressivo e sintetizações simultaneamente cósmicas e delicadas, sustentam um instante de indie pop ecoante e psicadélico, que ressoa nos nossos ouvidos como uma espécie de celebração da persistência nas nossas convicções, um longo, revigorante e relaxante arfar, depois de um momento de esforço intenso e exaustivo. Confere...

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Born Ruffians – Supersonic Man EP
Segunda-feira, 31.03.25
Depois de uma sequência de temas divulgados em dois mil e vinte e um e no ano seguinte, os canadianos Born Ruffians de Luke Lalonde, Mitch DeRosier e Steve Hamelin, voltam a mostrar intensa atividade e a chamar novamente a nossa atenção devido a um EP com quatro temas intitulado Supersonic Man, que antecipa um novo disco do projeto, intitulado Beauty’s Pride, que deverá ver a luz do dia a seis de junho, com a chancela da Wavy Haze Records.

Gravadas com a ajuda do produtor Roger Leavens e misturadas por Gus Van Go (Metric, The Beaches), estas quatro novas canções dos Born Ruffians são um excelente aperitivo para um disco que será uma obra conceptual sobre a experiência recente da paternidade, vivida por Luke Lalonde, pai há pouco mais de um ano. Todas as composições do disco terão presente essa novidade, começando logo por Supersonic Man, um tema que, metaforicamente, se debruça sobre as primeiras experiências vividas por um alien humanóide que acaba de chegar ao nosso planeta e que, na opinião do vocalista e guitarrista, pode muito bem ser o seu filho.
Sonoramente, no shoegaze cósmico do tema homónimo, uma canção que os Oasis poderão vir a recriar lá para dois mil e sessenta e sete, no clima épico e vibrante de Mean Time, no intenso perfil radiofónico consistente de Let You Down e no excelente indie pop em que se sustenta What A Ride, todas as canções deste EP têm um brilho lisérgico único, sendo adornadas por sintetizações borbulhantes, que vão recebendo diversos timbres de cordas, acústicos e eletrificados, geralmente responsáveis pela condução melódica das mesmas. O registo vocal ecoante de Luke tem sempre um perfil bastante emotivo e, para rematar, um imponente baixo ajuda a conferir brilho e vigor à medida que os temas cimentam o seu elevado cariz confessional.
Como seria de esperar, Supersonic Man EP é um extraordinário aperitivo para um álbum que deverá, uma vez mais, focar-se, em jeito de influência, no período mais áureo daquele experimentalismo setentista que tanto dava enorme ênfase ao vigor das cordas, como à opção por arsenais instrumentais de proveniências menos orgânicas e, em simultâneo, comprovar porque é que os Born Ruffians são unanimemente aceites como fiéis sustentáculos de uma permissa revivalista sonora, plena de atitude e de firmeza. Espero que aprecies a sugestão...

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The Strumbellas – My Home Is You
Segunda-feira, 27.11.23
Os canadianos The Strumbellas acabam de revelar o single My Home Is You, mais um dos grandes momentos de Part Time Believer, o novo disco do projeto natural de Lindsay, no Ontário, formado por Simon Ward, David Ritter, Jon Hembrey, Isabel Ritchie, Darryl James, Jeremy Drury e Jimmy Chauveau, um alinhamento de doze canções que irá ver a luz do dia a nove de fevereiro de dois mil e vinte e quatro.

Cordas vibrantes e efusivas, um registo vocal emotivamente intenso, um refrão imponente, diversas variações rítmicas e um perfil melódico tremendamente radiofónico são os pilares em que assentam My Home Is You, uma canção sobre o sentimento de pertença que é natural usufruirem todos aqueles que têm uma ligação especial com alguém.
My Home Is You é a oitava composição que um álbum que terá a chancela da Glassnote Records e que, de acrodo com esta e outras amostras já conhecidas, terá, com toda a certeza, a cartilha fundamental da melhor folk debaixo do braço, já que está a ser incubado por um projeto que tem dado cartas desde dois mil e oito, sempre de mente aberta para se ir adaptando às novas tendências e puxando para a linha da frente, sem receio, recursos sonoros de cariz orquestral, exprimindo, desse modo, disco, após disco, um renovado olhar no modo como reflete as tendências atuais da country, da folk e do emo rock. Confere...
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Jaguar Sun – I Feel It
Sexta-feira, 13.10.23
Tem sido presença assídua recente neste espaço de crítica e divulgação sonora, um projeto a solo chamado Jaguar Sun, com origens em Ontário, no Canadá e encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly. É um músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que começou por impressionar esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que teve sucessor no ano seguinte, um disco com onze canções intitulado All We've Ever Known e que tinha a chancela da Born Losers Records.

Agora, cerca de dois anos depois do sempre dificil segundo disco, Jaguar Sun está de regresso com uma nova canção que, para já, ainda não traz consigo o anúncio de mais um álbum. O tema intitula-se I Feel It e oferece-nos um buliçoso e frenético cocktail sonoro, de cariz fortemente hipnótico, mas também solarengo e lisérgico, uma canção em que a guitarra toma as rédeas, exemplarmente acompanhada por diversos efeitos sintéticos levitantes e um registo percurssivo vigoroso, sem perder um espiríto minimalista e particularmente charmoso. São estas as nuances de uma moeda cunhada para para exalar aquele charme lo fi típico, pelas mãos de quem é mestre em adornar uma simples sucessão de acordes e uma sobreposição feliz de diversos trechos melódicos, muitas vezes de forte pendor minimalista, em instantes de pura levitação soul. Confere...
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Scott Orr – Horizon
Sexta-feira, 30.06.23
O canadiano Scott Orr é um dos nomes fundamentais da indie mais melancólica e introspetiva da América do Norte. Depois do excelente registo Worried Mind, um álbum com uma subtileza muito própria e contagiante e que marcou o ano discográfico de dois mil e dezoito, Orr dedicou-se a lançar alguns singles avulsos, através da editora independente canadiana Other Songs Music Co., uma etiqueta indie independente de Hamilton no Ontário, terra natal deste extraordinário músico e compositor.

Agora, em dois mil e vinte e três, Scott Orr está de regresso aos discos com um novo alinhamento de canções intitulado Horizon e que foi produzido pelo próprio Orr. É um disco intimista e aconchegante, feito com um delicioso naipe de canções que, num misto de folk e eletrónica de cariz eminentemente ambiental, nos embala e emociona.
A maioria das canções de Horizon são construídas à sombra de um borbulhante sintetizador, que vai recebendo diversos efeitos percussivos e outros arranjos inspirados, um modus operandi concebido com uma intimidade muito própria e contagiante. São pouco mais de vinte e cinco minutos minuciosamente concebidos e exemplarmente interpretados, onde a toada instrumental se entrelaça com o charme inconfundível da voz de um músico maduro e capaz de nos fazer despertar aquelas recordações que guardamos no canto mais recôndito do nosso íntimo e que em tempos nos proporcionaram momentos reais e concretos de verdadeira e sentida felicidade, ou, no sentido oposto, de angústia e depressão e a necessitarem de urgente exercicío de exorcização para que consigamos seguir em frente.
Orr é capaz de nos colocar a olhar o sol de frente com um enorme sorriso nos lábios, mas também desafia o nosso lado mais sombrio e os nossos maiores fantasmas no convite que nos endereça, muitas vezes, à consciência do estado atual do nosso lado mais carnal, ou no desarme total que torna inerte o lado mais humano do nosso peito, quando opta por uma toada mais realista e racional. Mesmo quando Scott Orr comete o pecado da gula e se liga um pouco mais à luminosidade, fá-lo com um açúcar muito próprio e um pulsar percurssivo particularmente emotivo e rico em sentimento, não deixando assim, em nenhum instante de Horizon, de ser eficaz na materialização concreta de melodias que vivem à sombra de uma herança natural claramente definida e que, na minha opinião, contém um estado superior de consciência e profundidade. Espero que aprecies a sugestão...
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Jaguar Sun – All We’ve Ever Known
Quarta-feira, 13.07.22
Chega de Ontário, no Canadá, Jaguar Sun, um projeto a solo encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly, músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que impressionou esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que tem finalmente sucessor. O segundo alinhamento do projeto chama-se All We've Ever Known, e viu a luz do dia a vinte e quatro de junho através da Born Losers Records.

Logo em Out Of My Mind, a lindíssima canção que abre o alinhamento de All We've Ever Know, é fortemente impressivo o cariz lisérgico deste disco que tem como grande fator de apelo a majestosidade instrumental que sustenta o arquétipo de praticamente todas as canções e que nos inebria durante pouco mais de meia hora de um intenso e revigorante cocktail sonoro, perfeito para estes dias que clamam pelo espraiar dos sentidos, sem exigir demasiado da nossa audição, mas sem deixar que ela se sinta feliz pelo que lhe proporcionamos.
De facto, o álbum escorre sem quase darmos conta e se na soul cósmica de This Year somos afagados por um efeito de uma guitarra encadeante, logo a seguir, na espiritual Broken Record e na acusticidade planante de With You e, principalmente, de Moonlight, damos de caras com todos os atributos intepretativos de um autor extraordinário no modo como consegue cingir-se a um processo de gravaçao algo cru e até arcaico, que tem nas batidas de um sintetizador e nas cordas de uma viola elétrica as duas faces principais de uma moeda cunhada para para exalar aquele charme lo fi típico de quem é mestre em adornar uma simples sucessão de acordes e uma sobreposição feliz de diversos trechos melódicos, muitas vezes de forte pendor minimalista, em instantes de pura levitação soul.
Até ao ocaso de All We've Ever Known, quer a retro One Day, a acolhedora Take It Back, ou a sedutora Midnight Man, uma canção sobre o amor e o seu lado mais nostálgico e espiritual, convencem-nos definitivamente que em Jaguar Sun é ténue a fronteira entre o orgânico e o sintético. Minielly é um ás de trunfo poderoso a servir-se de uma forte componente experimental, livre de constrangimentos e até de rótulos específicos, para ditar de modo implacável a sua lei, no momento de compôr e criar canções que parecem passear pelo mundo dos sonhos, neste caso aqueles que se formam no espaço sideral. Espero que aprecies a sugestão...
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Born Ruffians – Don’t Fight The Feeling
Quarta-feira, 01.06.22
Quase dois anos depois do registo Squeeze e de uma triologia de temas lançada o ano passado, os canadianos Born Ruffians de Luke Lalonde, Mitch DeRosier e Steve Hamelin têm estado particularmente ativos na reta final desta primavera de dois mil e vinte e dois. Começaram por há algumas semanas atrás divulgar um tema intitulado Chrysanthemums, que, infelizmente, ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco e agora voltam à carga com mais uma canção chamada Don't Fight The Feeling.

Este novo tema dos Born Ruffians continua a não trazer atrelado o anúncio de um novo disco do projeto, mas a banda promete ter mais canções na forja e já afirmou que irá divulgá-las oportunamente. Esperamos nós que essa fornada resulte, à posteriori, num novo alinhamento do coletivo de Ontário. Relativamente a Don't Fight The Feeling, é uma composição que versa sobre o modo como olhamos para o nosso universo e o perspetivamos tendo em conta a sua grandeza e infinitude. Sonoramente, a composição tem um brilho lisérgico único, como seria de esperar, assente numa sintetização borbulhante, que vai sendo adornada por diversos timbres de cordas insinuantes, um registo vocal ecoante bastante emotivo e um imponente baixo, que vai ganhando brilho e vigor à medida que o tema cimenta o seu elevado cariz confessional. Confere...