Sexta-feira, 1 de Junho de 2018

The Flaming Lips – Greatest Hits Vol. 1

Basta fazer uma pesquisa ao histórico de Man On The Moon para perceber que no dia um de junho, o Dia Mundial da Criança é, curiosamente, o dia de ser publicado neste blogue algo sobre uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo. Falo, como é natural, dos The Flaming Lips de Oklahoma, um dos projetos sonoros mais curiosos e animados da cultura musical contemporânea. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. Oczy Mlody foi o nome do último trabalho que este coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne lançou no dealbar de 2017, uma verdadeira orgia lisérgica de sons e ruídos etéreos que direcionaram, em simultâneo, esta banda para duas direções aparentemente opostas, a indie pop etérea e psicadélica e o rock experimental, o último capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e ruídos inimitáveis (The Terror), que acaba de ser revisitada numa edição de luxo de três tomos intitulada Greatest Hits Vol. 1, que abarca todo o catálogo dos The Flaming Lips na Warner Brothers, não só os singles e temas mais conhecidos do grupo mas também alguns lados b, versões demo e temas que nunca foram gravados.

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O alinhamento de Greatest Hits, Vol. 1 começa logo nos singles editados em 1992 e retirados do mítico álbum Hit to Death in the Future Head e só termina no já referido Oczy Mlody. Todas as canções dos três discos que faem parte do lançamento foram remasterizadas a partir das gravaçoes originais, pela mão de Dave Fridmann, o produtor de sempre dos The Flaming Lips. Haverá também uma edição em vinil de Greatest Hits, Vol. 1 que condensará onze dos melhores temas do grupo, estando todo o arsenal do lançamento e material promocional disponível na página oficial do grupo a preços particularmente acessíveis.

Os The Flaming Lips causaram furor desde o início da carreira e posicionaram-se desde logo na linha da frente dos grupos que se assumem como bandas de rock alternativo mas que não se coibem de colocar toda a sua criatividade também em prol da construção de canções que obedeçam a algumas das permissas mais contemporâneas, nomeadamente a eletrónica ambiental, muito presente nos discos da banda desde Yoshimi Battles the Pink Robots. Essa busca de abrangência está muito bem plasmada nesta súmula que chega agora aos escaparates e que foi servindo para solidificar tamém o desejo da banda de construir alinhamentos temáticos, onde os temas se colocassem ao serviço de uma espécie de tratado de natureza hermética e esse bloco de composições não fosse mais do que partes de uma só canção de enormes proporções. Assim, podemos, sem receio, olhar para Greatest Hits Vol. 1 como uma grande composição que se assume como um veículo pronto a conduzir-nos numa espécie de viagem apocalíptica, onde Coyne, sempre consciente das transformações que foram abastecendo a musica psicadélica, assume o papel de guia e conta o seu percurso pessoal das últimas trêsdécadas, servindo-se ora de composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e tudo é dissolvido de forma aproximada e homogénea como de ondas sonoras expressivas relacionadas com o espaço sideral através de guitarras experimentais, com enorme travo lisérgico, ou tratados de indie rock rugoso, épico e submersivo, que não se coibem de piscar o olho ao grunge e ao próprio punk mais intuitivo.

Uma das virtudes e encantos dos The Flaming Lips foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. E na verdade, além disso, o que eles têm feito tem sido, no fundo, musicar todas as atribulações normais da existência comum, especialmente, na algo desregulada sociedade norte americana contemporânea. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...

The Flaming Lips - Greatest Hits Vol. 1

CD 1

01. Talkin’ ‘Bout the Smiling Deathporn Immortality Blues (Everyone Wants To Live Forever)
02. Hit Me Like You Did The First Time
03. Frogs
04. Felt Good To Burn
05. Turn It On
06. She Don’t Use Jelly
07. Chewin The Apple Of Your Eye
08. Slow Nerve Action
09. Psychiatric Explorations Of The Fetus With Needles
10. Brainville
11. Lightning Strikes The Postman
12. When You Smile
13. Bad Days (Aurally Excited Version)
14. Riding To Work In The Year 2025
15. Race For The Prize (Sacrifice Of The New Scientists)
16. Waitin’ For A Superman (Is It Getting Heavy?)
17. The Spark That Bled
18. What Is The Light?

CD 2
01. Yoshimi Battles The Pink Robots, Pt. 1
02. In The Morning Of The Magicians
03. All We Have Is Now
04. Do You Realize??
05. The W.A.N.D.
06. Pompeii Am Gotterdammerung
07. Vein Of Stars
08. The Yeah Yeah Yeah Song
09. Convinced Of The Hex
10. See The Leaves
11. Silver Trembling Hands
12. Is David Bowie Dying? (Feat. Neon Indian)
13. Try To Explain
14. Always There, In Our Hearts
15. How??
16. There Should Be Unicorns
17. The Castle

CD 3
01. Zero To A Million
02. Jets (Cupid’s Kiss vs. The Psyche Of Death) [2-Track Demo]
03. Thirty-Five Thousand Feet Of Despair
04. The Captain
05. 1000ft Hands
06. Noodling Theme (Epic Sunset Mix #5)
07. Up Above The Daily Hum
08. The Yeah Yeah Yeah Song (In Anatropous Reflex)
09. We Can’t Predict The Future
10. Your Face Can Tell The Future
11. You Gotta Hold On
12. What Does It Mean?
13. Spider-man Vs. Muhammad Ali
14. I Was Zapped By The Lucky Super Rainbow
15. Enthusiasm For Life Defeats Existential Fear Part 2
16. If I Only Had A Brain
17. Silent Night / Lord, Can You Hear Me


autor stipe07 às 18:27
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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017

St. Vincent - Masseduction

Foi no passado dia treze, através da Loma Vista Recordings, que chegou aos escaparates Masseduction, o quinto e mais arrojado álbum de St.Vincent, o alter ego sonoro de Annie Clark, uma compositora que nasceu em Tulsa, no Oklahoma, há trinta e cinco anos e que depois de começar a sua carreira musical nos míticos The Polyphonic Spree, enveredou por uma bem sucedida carreira a solo que amplia continuamente, disco após disco, as suas virtudes como cantora e criadora de canções impregnadas com uma rara honestidade, já que são muitas vezes autobiográficas e, ao invés de nos suscitarem a formulação de um julgamento acerca das opções pessoais da artista e da forma vincada como as expõe, optam por nos oferecer esperança enquanto se relacionam connosco com elevada empatia.

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Com uma década de carreira, Annie Clark já cirandou quer pela pop mais ambiental quer pelo rock mais explosivo e orgânico e este Masseduction acaba, de certo modo, por fazer uma espécie de súmula de todas estas abordagens anteriores. Logo a abrir Masseduction deparamo-nos com esta abrangência porque se Hang On Me nos oferece um instante sonoro particularmente emotivo e climático, já Pills tem uma abordagem mais crua e rugosa, ficando assim audível esta intenção, logo á partida, de agregar tudo aquilo que a autora foi testando nos quatro álbuns anteriores, não faltando inclusivé, um pouco adiante,  um flirt consciente ao melhor r&b no tema Savior., um dos momentos altos do álbum.

Sendo assim, o conhecedor profundo da carreira de St. Vincent perceciona com nitidez que este é um disco de súmula, um alinhamento que fazendo juz ao melhor glam rock setentista ou à herança que uma Madonna nos deixou nas duas últimas décadas do século passado, algo que o tema homónimo tão bem plasma, alicerça os seus cânones sonoros quase sempre numa pop orquestralmente rica e que tendo o sexo, as drogas e a depressão no foco lírico, pretende mostrar-nos os diferentes significados da palavra sedução, as suas diversas vertentes, positivas ou nem tanto e o heterogéneo campo semântico que o vocábulo abarca.

Produzido quase na íntegra por Jack Antonoff e contando com as participações especiais de Cara Delevingne, antiga namorada de Annie e de Kamasi Washington, entre outros, Masseduction é, em suma, o retrato vivo de uma intrincada teia relacional que a autora estabelece com um mundo nem sempre disposto a aceitar abertamente a diferença e a busca de caminhos menos habituais para o encontro da felicidade plena. Ela sempre teve o firme propósito de utilizar a música não apenas como um veículo de manifestação artística, mas, principalmente, como um refúgio explícito para uma narrativa que, sendo feita quase sempre na primeira pessoa, materializa o desejo de alguém que já confessou não conseguir fazer música se ela não falar sobre si próprio e que amiúde admite guardar ainda muitos segredos dentro de si.  E neste trabalho ela fá-lo com tremenda nitidez, expondo-se através de um aparato tecnológico mais ou menos amplo que busca sempre e em primeira instância, respeitar a intimidade mais genuína da autora. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 21:12
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017

The Flaming Lips – The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. Oczy Mlody é o nome do trabalho que este coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne lançou no dealbar de 2017 e mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e ruídos inimitáveis (The Terror).

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Há algumas semans, em pleno Record Store Day, os The Flaming Lips resolveram inovar de novo com o lançamento de algo ainda mais incrível e complexo, um registo intitulado The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace. Simularam em estúdio como seria um concerto do grupo na estação espacial (ISS) e de cujo alinhamento fariam parte sete dos temas de Oczy Mlody. O resultado final é uma performance ficcional verdadeiramente fantástica, onde não falta interação com o público e a indie pop etérea e psicadélica, de natureza hermética, que cimenta Oczy Mlody. Das batidas sintetizadas de Nigdy Nie (Never No) ao efeito do baixo de Do Glowy, passando pela copiosa descrição do fim do mundo em There Should Be Unicorns e o verdadeiro muro das lamentações que é How??, abundam aqui instantes sonoros onde a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre efeitos etéreos e nuvens doces de sons que parecem flutuar no espaço, com guitarras experimentais, com enorme travo lisérgico.

The Flaming Lips Onboard The International Space Station Concert For Peace é um curioso e bem sucedido exercício de complementaridade da filosofia subjacente a Oczy Mlody, um registo que colocou os The Flaming Lips na linha da frente dos grupos que se assumem como bandas de rock alternativo mas que não se coibem de colocar toda a sua criatividade também em prol da construção de canções que obedecem a algumas das permissas mais contemporâneas da eletrónica ambiental. Uma das virtudes e encantos dos The Flaming Lips foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. Este concerto é mais um atestado dessa feliz e incontornável evidência. Espero que aprecies a sugestão...

01. How??
02. Do Glowy
03. Listening To The Frogs With Demon Eyes
04. Nighty Nie (Never No)
05. The Castle
06. There Should Be Unicorns
07. We A Family


autor stipe07 às 18:13
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

The Flaming Lips - Oczy Mlody

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. Oczy Mlody é o nome do novo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e ruídos inimitáveis (The Terror).

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Foi no passado dia treze que chegou aos escaparates esta nova coleção de canções dos The Flaming Lips, por intermédio da Warner, uma verdadeira orgia lisérgica de sons e ruídos etéreos que, por incrível que pareça, direcionam, em simultâneo, esta banda para duas direções aparentemente opostas. Assim, se canções como o single The Castle e, de modo ainda mais incisivo, os samples e as distorções vocais de Listening To The Frogs With Demon Eyes nos proporcionam a audição de um extraordinário tratado de indie pop etérea e psicadélica, de natureza hermética, que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste, já as batidas sintetizadas de Nigdy Nie (Never No) e o efeito do baixo de Do Glowy colocam os The Flaming Lips na linha da frente de alguns dos grupos que se assumem como bandas de rock alternativo mas que não se coibem de colocar toda a sua criatividade também em prol da construção de canções que obedecem a algumas das permissas mais contemporâneas da eletrónica ambiental.

Décimo quarto disco da carreira dos The Flaming Lips, Oczy Mlody posiciona o grupo no olho do furacão de uma encruzilhada sonora. se tem momentos que não deixam de funcionar como um quase aditamento às experimentações de Embryonic, a participação especial de Miley Cyrus no belíssimo tema We A Famly é mais uma prova da abrangência anteriormente descrita e solidifica a habitual estratégia da banda nos últimos discos de construir alinhamentos de vários temas que funcionem como uma espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do partes de uma só canção de enormes proporções. Podemos, sem receio, olhar para Oczy Mlody como uma grande composição que se assume num veículo pronto a conduzir-nos numa espécie de viagem apocalíptica, onde Coyne, forte oppositor de Trump, disserta sobre alguns dos maiores dilemas e perigos dos dias de hoje; O fim do mundo descrito copiosamente em There Should Be Unicorns e o verdadeiro muro das lamentações que é Almost Home (Blisko Domu), revelam-nos essa rota e apresentam a já habitual faceta fortemente humanista e impressiva da escrita deste músico de Oklahoma, mas que também é capaz de nos fazer acreditar numa posterior redenção e na esperança num mundo melhor e que pode ainda renascer, nem que seja com todos nós montados no belíssimo piano que conduz Sunrise (Eyes Of The Young), ou a relaxar ao som da suavidade fluorescente da já referida We A Famly.

No fundo, conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os The Flaming Lips revelam neste novo trabalho composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e tudo é dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que Oczy Mlody, como todos os discos deste grupo, está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição. Sonoramente, a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre efeitos etéreos e nuvens doces de sons que parecem flutuar no céu azul, com guitarras experimentais, com enorme travo lisérgico. Se em How?? parece que os The Flaming Lips enlouqueceram de vez no modo como mostram perplexidade perante tudo aquilo que hoje os inquieta, já Galaxy, I Sink revela-se um bom tema para desesperar mentes ressacadas, enquanto que a convincente e sombria percussão de One Night While Hunting For Faeries And Witches And Wizards To Kill subjuga momentaneamente qualquer atribulação que nesse instante nos apoquente.

Uma das virtudes e encantos dos The Flaming Lips foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. Oczy Mlody segue esta permissa temporal, agora numa espécie de futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso de todas as atribulações normais da existência comum, especialmente, como já enfatizei, na algo desregulada sociedade norte americana de hoje. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...

The Flaming Lips - Oczy Mlody

01. Oczy Mlody
02. How??
03. There Should Be Unicorns
04. Sunrise (Eyes Of The Young)
05. Nigdy Nie (Never No)
06. Galaxy I Sink
07. One Night While Hunting For Faeries And Witches And Wizards To Kill
08. Do Glowy
09. Listening To The Frogs With Demon Eyes
10. The Castle
11. Almost Home (Blisko Domu)
12. We A Famly


autor stipe07 às 21:45
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017

The Flaming Lips – We A Famly

The Flaming Lips - We A Family

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. Oczy Mlodly é o nome do próximo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e será mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e ruídos inimitáveis (The Terror).

A treze de janeiro de 2017 chegará aos escaparates essa nova coleção de canções dos The Flaming Lips, por intermédio da Warner, e depois de ter sido divulgada a canção The Castle, o primeiro avanço do álbum, agora chegou a vez de podermos escutar We A Famly, um extraordinário tratado de indie pop etérea e psicadélica, de natureza hermética, que conta com Miley Cyrus na voz e que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste. Confere...


autor stipe07 às 16:52
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016

The Flaming Lips – The Castle

The Flaming Lips - The Castle

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. Oczy Mlodly é o nome do próximo trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne e será mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e ruídos inimitáveis (The Terror).

A treze de janeiro de 2017 chegará aos escaparates essa nova coleção de canções dos The Flaming Lips, por intermédio da Warner, e The Castle é o primeiro avanço divulgado do álbum, uma extraordinário tratado de indie pop etérea e psicadélica, de natureza hermética, que aproxima este projeto da melhor fase da sua carreira, no ocaso do século passado e início deste. Confere...


autor stipe07 às 23:27
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Domingo, 17 de Maio de 2015

Other Lives - Rituals

Os norte americanos Other Lives de Jesse Tabish (piano, guitarra, voz) Jonathon Mooney (piano, violino, guitarra, percussão, trompete) e Josh Onstott (baixo, teclados, percussão, guitarra, voz) acabam de quebrar um hiato algo prolongado, já que a sua última edição discográfica tinha sido um EP em meados de 2012 e um longa duração em 2011. Rituals é o novo disco desta banda de Oklahoma e chegou aos escaparates no início de maio, catorze canções que afastam de uma vez o estigma predominantemente folk deste projeto, projetando o trio para um universo sonoro bastante mais dinâmico e expansivo, onde melodias florescentes convivem lado a lado, com enorme frequência, com uma percussão imaculada e exuberante.

Rituals é para ser escutado com devoção e um bom par de auscultadores e isso percebe-se logo em Fair Weather, uma canção intensa e imponente, cheia de preciosos detalhes, que incluem sopros, teclas e metais, além de vários samples de sons naturais. Logo depois, o sintetizador atmosférico de Pattern oferece-nos uns Other Lives sedutores e plenos de charme, com Jesse Tabish a expôr os seus imensos atributos vocais enquanto entoa uma pop atmosférica fortemente etérea.

Tomando como ponto de partida este início prometedor e fulgurante, fica claro que a banda pegou firmemente no seu som e usou-o como se fosse um pincel para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batida aguda forneceu imediatamente uma cor imensa às melodias e a própria voz serve, frequentemente, para transmitir esta ideia de exuberância e sentimento. Reconfiguration, o fabuloso primeiro avanço no formato single de Rituals, aprofunda ainda mais a perceção do quanto este é um trabalho muito rico e intrincado instrumentalmente, um tema rico ao nível da percussão, mas com os sintetizadores atmosféricos, um piano sedutor e até um violino a fazerem parte do arquétipo sonoro e do compêndio de destaques do tema.

O trabalho de produção de Joey Waronker (Atoms For Peace), foi preciosíssimo neste farto entalhe de intensos e preciosos instantes, com o piano sombrio de Easy Way Out a remeter-nos naturalmente para o ambiente sonoro imaginado e replicado tantas vezes por Thom Yorke, quer a solo, quer nos Radiohead. Esta canção e as teclas e a percussão de cariz mais tribal de Beat Primal e de English Summer descolam os The Other Lives definitivamente da sua zona de conforto sonora e oferecem-nos um verdadeiro concentrado de soluções programadas, onde tudo flui de maneira inventiva de modo exuberante e sentido. Os violinos de New Fog, o registo vocal com aquele típico efeito da música de câmara e o modo como um teclado se vai desenrolando, segundo após segundo, à medida que são acrescentados alguns sopros, são apenas mais algumas achas para esta fogueira, alimentada por uma pop orquestral que os tambores de 2 Pyramids, o pianos de No Trouble e It's No Magic e todo o anel sonoro emcional que à volta deles gravita, reforça, fazendo-nos acreditar definitivamente que estes The Other Lives são bem capazes de nos levar para lugares calmos e distantes, profundos e desafiantes.

Até ao final, Need A Line e For The Last afagam com notável eficácia as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a doutrina deste trio, sendo estas talvez as duas canções que preservam o melhor da herança antiga do grupo, plasmada numa folk rock muito ternurenta, mesmo que às vezes pareça escondida no seio de um humor mórbido e feito de alguma desolação.

Há discos que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há instantes em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Álbum fortemente hermético porque que se fecha dentro de um campo muito prório e por isso particularmente genuíno e emocionalmente pesado, Rituals é um bom exemplo de como é possivel apresentar um trabalho artisticamente muito criativo, mesmo que assente a sua sonoridade numa amálgama aparentemente improvável que mistura folk, indie pop e indie rock,  com post rock e alguns elementos eletrónicos. Espero que aprecies a sugestão...

Other Lives - Rituals

01. Fair Weather
02. Pattern
03. Reconfiguration
04. Easy Way Out
05. Beat Primal
06. New Fog
07. 2 Pyramids
08. Need A Line
09. English Summer
10. Untitled
11. No Trouble
12. For The Last
13. Its Not Magic
14. Ritual


autor stipe07 às 22:41
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

Other Lives - Reconfiguration

Other Lives - Reconfiguration

Os norte americanos Other Lives de Jesse Tabish (piano, guitarra, voz) Jonathon Mooney (piano, violino, guitarra, percussão, trompete) e Josh Onstott (baixo, teclados, percussão, guitarra, voz) estão prestes a quebrar um hiato algo prolongado, já que a última edição discográfica foi um EP em meados de 2012 e um longa duração em 2011.

Rituals, o novo disco desta banda de Oklahoma, chega aos escaparates no início de maio e Reconfiguration, o fabuloso primeiro avanço, antecipa um trabalho muito rico e intrincado instrumentalmente, nomeadamente ao nível da percussão, mas com sintetizadores atmosféricos, um piano sedutor e até um violino a fazerem parte do arquétipo sonoro deste tema. Confere...

 


autor stipe07 às 14:40
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Sábado, 3 de Janeiro de 2015

Broncho – Just Enough Hip To Be Woman

Oriundos de Oklahoma, os norte americanos Broncho são um trio formado por Ryan Lindsey, Nathan Price e Ben King. Num disco que é uma verdadeira alegoria à boa disposição e um apelo descarado à dança, estes três músicos exemplares convidam-nos a embarcar numa viagem aos período aúreo do rock e conseguem apresentar algo inovador e diferente, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, com a tríade baixo, guitarra e ateria a tomar as rédeas do processo de construção melódica.

What, o tema de abertura do álbum, indicia desde logo o restante conteúdo e funciona como um convincente convite à festa, que só termina, como seria de esperar, com toda a gente muito feliz, em China. O extraordinário single Class Historian e Deena são dois verdadeiros clássicos do clássico rock que David Bowie comeou a aperfeiçoar na Berlim dos anos setenta e que depois aprimorou na década seguinte em Londres e essa toada glam cheia de charme e groove torna-se ainda mais evidente quando se escutam as guitarras a rugir ainda mais alegremente em Stay Loose, uma canção que destaca a energia do punk dos anos oitenta e uma das minhas preferidas do álbum, em oposição, pore exemplo, a uma sonoridade mais surf pop em Stop Tricking.

Num trabalho que marca a diferença por ser feito de referências bem estabelecidas e com uma arquitetura musical carregada de emoção, cor e rebeldia, ainda há espaço para a psicadelia que exala um forte odor sensual em Taj Mahal, um tema que me encheu as medidas, assim como a abordagem mais experimental no fuzz de NC-17 e de I’m Gonna Find Out Where He’s Atduas canções menos diretas e incisivas, mas com um registo de tal modo rico em arranjos e ruídos e que, impressionando também pelo experimentalismo instrumental que contêm, evidenciam a elasticidade e a capacidade dos Broncho em reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um elevado plano de destaque, sendo sempre o indie rock orelhudo a ditar as leis.

Escuta-se a sequência It's On e Kurt, em pleno ocaso de Just Enough Hip To Be Woman, para se ficar plenamente convencido que o velho fulgor anguloso e elétrico do rock’n’roll fica em boas mãos quando bandas como estes Broncho tomam as rédeas e arriscam num espetro sonoro cheio de referências e onde abundam diariamente as mais diferentes propostas não sendo fácil sobressair e conseguir um lugar ao sol. Estes Broncho merecem um lugar de destaque porque obedecem integralmente à toada revivalista e plena de luz que um som assente em guitarras cheias de distorção, um baixo vigoroso e uma bateria livre de amarras exige, como prova esta coleção irrepreensível de canções com uma modernidade e atualidade absolutas, com um pulsar textural muito intenso e viciante, embora umbilicalmente ligadas ao período aúreo do rock alternativo, que ditou leis em finais do século passado. Espero que aprecies a sugestão...

Broncho - Just Enough Hip To Be Woman

01. What

02. Class Historian
03. Deena
04. Stay Loose
05. NC-17
06. I’m Gonna Find Out Where He’s At
07. Stop Tricking
08. Taj Mahal
09. It’s On
00. Kurt
11. China


autor stipe07 às 23:36
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

The Flaming Lips – With A Little Help From My Fwends

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.

Com o virar do século este coletivo ampliou a sua dose de arrojo e passou a rejeitar todas as referências normais do que compreendemos por música, um pouco em contra ciclo com uma imensidão de projetos que com a massificação das formas de divulgação e audição, puseram sempre a vertente mais comercial na ordem do dia. É um fato assumido várias vezes pelo próprio Wayne Coyne que não existe uma lógica sonora nos discos mais recentes dos The Flaming Lips, mas a verdade é que, na minha opinião, ninguém pode colocar em causa a excelência de álbuns como Embryonic (2009) e The Terror (2013), principalmente no modo como conseguiram criar algo simultaneamente estranho e genuíno. Mas, no fundo, um conhecedor profundo dos The Flaming Lips, não terá dificuldade em afirmar que The Terror foi mais um capítulo de uma saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka) e que With A Little Help From My Fwends, o novo registo do coletivo, é uma consequência lógica de todo este asservo único e peculiar, que resulta geralmente da consciência que Coyne tem das transformações que abastecem a música psicadélica atual e que também inclui lançamentos limitados de parcerias completamente aleatórias, não só com o seu sobrinho, o líder dos Stardeath And White Dwarfs, mas também já com Kesha, Nick Cave, Tame Impala ou Neon Indian, entre tantos outros. Finalmente, há também uma lógica de continuidade clara pela sequência do que já tinham feito com o clássico The Dark Side Of The Moon dos Pink Floyd, em 2009.

Com o propósito de servir a obtenção de donativos para The Bella Foundation, uma organização em Oklahoma que fornece tratamento veterinários a animais de pessoas que não os podem pagar, este novo trabalho dos The Flaming Lips mantém, naturalmente, a habitual estratégia da banda de construir um alinhamento de vários temas, mas que funcionam como uma espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do partes de uma só canção de enormes proporções.

Os The Flaming Lips não se cansam de quebrar todas as regras e até de desafiar as mais elementares do bom senso que, no campo musical, quase exigem que se mantenha intocável a excelência. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, o clássico dos Fab Four de sessenta e sete, é um marco incontornável da história não só da música como da própria cultura popular e, procurando fazer uma espécie de paralelo que talvez ajude a explicar o impacto deste passo do coletivo de Oklahoma, With A Little Help From My Fwends é quase como um Carl Sagan ou um Franz Kafka convidarem meia dúzia de amigos e resolverem reescrever todos juntos os livros da Bíblia de acordo com a sua própria imaginação, mesmo que sem descurar, pelo menos, alguma da essência dos mesmos.

Com as participações especiais de nomes tão controversos e díspares no género de música que é usual replicarem, como My Morning Jacket, Moby, Miley Cyrus, Electric Wurms ou Phantogram, With A Little Help From My Fwends é composto, principamente, por composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e tudo é dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que estas treze canções, como todos os discos deste grupo, estão longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição.

Quem estiver à espera de escutar covers e versões parecidas com os originais dos Fab Four, desengane-se, porque o objetivo foi homenagear o clássico e não reproduzi-lo. O conceito andou mais em redor de uma ideário teatral, como se a ideia fosse recriar uma espécie de ópera espacial que, à medida que avança, vai competindo consigo própria, de modo a soar ainda menos natural e convencional. No entanto, há que realçar que os diferentes convidados preservaram algum do ADN intrínseco à carreira de cada projeto e artista, tendo todos aceite alinhar nesta parada psicotrópica de forma explicitamente aberta ao experimentalismo tão caro aos The Flaming Lips, mas sem colocarem em causa a sua própria integridade sonora ou descurar a sua essência. Temas como Getting Better (com Dr Dog, Morgan Delt e Chuck Inglish), Within You Without You (com Birdflower e Morgan Delt) e o reprise do tema homónimo (com os Foxygen e Ben Goldwasser dos MGMT), foram os que melhor conseguiram o intuíto de alterar radicalmente a percepção da canção original e permitir desde logo a identificação dos autores das versões, enquanto tudo soa de um modo particularmente assertivo.

Miley Cyrus teve a oportunidade de participar em dois dos temas mais relevantes deste trabalho e, na verdade, a partir de hoje estas são as minhas duas canções preferidas desta artista, o que, por si só, mostra as virtudes da sua participação.

Bastante ambicioso, totalmente bizarro, em alguns momentos ridículo, objetivamente polémico e certamente controverso, With A Little Help From My Fwends é um disco que não pode nunca ser analisado isolado da restante discografia dos The Flaming Lips e do seu percurso mais recente. Nele, Coyne comportou-se como um elefante numa loja de porcelana e depois, ainda se sentou no meio dela e tentou juntar os cacos com a ajuda de vários amigos que trouxeram, cada um deles, a sua cola para voltar a juntar as várias peças. É um disco que vale pelo arrojo, incomoda em determinados instantes da audição, mas é genial no modo como consegue fazer aquilo que no fundo Wayne Coyne deseja; Chamar os holofotes para junto de si e arranjar alguns trocados para uma das várias fundações que têm a sorte de poderem contar com o seu lado mais filantropo. Espero que aprecies a sugestão...

The Flaming Lips - With A Little Help From My Fwends

01. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Feat. My Morning Jacket, Fever The Ghost, And J Mascis)
02. With A Little Help From My Friends (Feat. Black Pus, And The Autumn Defense)
03. Lucy In the Sky With Diamonds (Feat. Miley Cyrus And Moby)
04. Getting Better (Feat. Dr. Dog, Chuck Inglish And Morgan Delt)
05. Fixing A Hole (Feat. Electric Wurms)
06. She’s Leaving Home (Feat. Phantogram, Julianna Barwick And Spaceface)
07. Being For The Benefit Of Mr. Kite! (Feat. Maynard James Keenan, Puscifer And Sunbears!)
08. Within You Without You (Feat. Birdflower And Morgan Delt)
09. When I’m Sixty-Four (Feat. Def Rain And Pitchwafuzz)
10. Lovely Rita (Feat. Tegan And Sara And Stardeath And White Dwarfs)
11. Good Morning Good Morning (Feat. Zorch, Grace Potter And Treasure Mammal)
12. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club (Reprise) (Feat. Foxygen And Ben Goldwasser)
13. A Day In The Life (Feat. Miley Cyrus And New Fumes)

 


autor stipe07 às 21:35
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2014

The Flaming Lips – Lucy In the Sky With Diamonds (Feat. Miley Cyrus & Moby) (The Beatles Cover)

The Flaming Lips - "Lucy In the Sky With Diamonds" (Feat. Miley Cyrus & Moby) (The Beatles Cover)

Já é conhecido o alinhamento e a lista completa de artistas convidados de With A Little Help From My Fwends, o álbum de tributo dos norte americanos The Flaming Lips ao clássico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, um dos discos fundamentais da carreira dos Beatles.

With A Little Help From My Fwends irá chegar aos escaparates já a vinte e oito de outubro, via Warner Brothers, e um dos destaques é, sem dúvida, a versão da intemporal Lucy In The Sky With Diamonds, que conta com as participações de Moby e Miley Cyrus. O tema pode ser escutado aqui, assim como ser feita a aquisição do álbum.

Confere abaixo a tracklist de With A Little Help From My Fwends e a contribuição dos Electric Würms, outro projeto de Wayne Coyne, a meias com Steven Drozd, para Fixing A Hole.

 

Tracklist de With A Little Help From My Fwends:
01 “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (Feat. My Morning Jacket, Fever the Ghost & J Mascis)
02 “With A Little Help From My Friends” (Feat. Black Pus & Autumn Defense)
03 “Lucy In The Sky With Diamonds” (Feat. Miley Cyrus & Moby)
04 “Getting Better” (Feat. Dr. Dog, Chuck Inglish & Morgan Delt)
05 “Fixing A Hole
06 “She’s Leaving Home” (Feat. Phantogram, Julianna Barwick & Spaceface)
07 “Being For The Benefit Of Mr. Kite!” (Feat. Maynard James Keenan, Puscifer & Sunbears!)
08 “Within You Without You” (Feat. Birdflower & Morgan Delt)
09 “When I’m Sixty-Four” (Feat. Def Rain & Pitchwafuzz)
10 “Lovely Rita” (Feat. Tegan and Sara & Stardeath and White Dwarfs)
11 “Good Morning Good Morning” (Feat. Zorch, Grace Potter & Treasure Mammal)
12 “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)” (Feat. Foxygen & Ben Goldwasser)
13 “A Day In The Life” (Feat. Miley Cyrus & New Fumes)

 


autor stipe07 às 14:11
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Stardeath And White Dwarfs – Wastoid

Os Stardeath and White Dwarfs de Dennis Coyne, Matt Duckworth, Casey Joseph e Ford Chastain estão de regresso aos discos com Wastoid, um trabalho que tem o selo da insuspeita Federal Prism e que sucede ao aclamado Playing Hide and Seek With the Ghosts of Dawn (2012). Oriundos de Oklahoma e liderados por Dennis Coyne, sobrinho de Wayne Coyne, o lider dos The Flaming Lips, os Stardeath and White Dwarfs seguem, neste Wastoid, o terceiro disco do grupo, por caminhos tão experimentais quanto os trabalhos antecessores do grupo.


Com a participação especial dos próprios The Flaming Lips em Screaming e dos New Fumes e Chrome Pony em várias canções, Wastoid amplia ainda mais o clima lisérgico de uma banda que além de possuir um dos nomes mais intrigantes e originais do universo indie, aborda como muitas poucas o rock alternativo e a eletrónica, através de uma amálgama sonora com um forte pendor experimental.

Cada nova canção ou disco destes Stardeath and White Dwarfs alimenta, inevitavelmente, comparações entre essas novas propostas e o que os The Flaming Lips têm apresentado. Wayne Coyne tem estado bastante ativo e ultimamente, tanto no seu projeto alternativo Electric Würms, onde dá as mãos a Stephen Drodz e nos Lips, que atualmente estão a desenvolver um disco de tributo ao clássico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos The Beatles, à semelhança do que fizeram há agum tempo, com a ajuda dos próprios Stardeath and White Dwarfs, com o Dark Side Of The Moon dos Pink Floyd (The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing The Dark Side of the Moon), mantém-se no trilho aventureiro de um experimentalismo ousado e que parece não conhecer tabús ou fronteiras. Wastoid acompanha essa bitola, o sobrinho calcorreira o mesmo percurso do tio e este caminho paralelo tem um estilo bem definido, com o reverb e as distorções a serem a regra fundamental de todo o processo de composição melódica.

Conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, os Stardeath And White Dwarfs são exímios na forma como criam composições que, apesar da rugusidade dos arranjos e do tom sombrio das cordas e dos efeitos, não deixam de ter um elevado cariz atmosférico, muitas vezes com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental, sendo depois tudo dissolvido de forma tão aproximada e homogénea que Wastoid está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição.

Ao tentar separar-se um pouco o trigo do joio, percebe-se que a mistura entre o rock alternativo e a eletrónica faz-se num caldeirão onde cabem vários subgéneros do rock e da pop, com o blues e a folk à cabeça; Se canções como Luminous Veil, assentam num folk rock desacelerado, a canção homónimoa do disco cheira a blues por todos os poros e depois temas como Birds of War e a tal The Screaming, que conta com a ajuda dos The Flaming Lips, contêm alguns dos mais elementares detalhes da pop, onde também não falta a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, que oscila entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock, sendo Frequency um tema exemplar para a perceção desta apenas aparente ambivalência.

Uma das virtudes e encantos deste grupo de Oklahoma parece ser a capacidade de criarem canções algo desfasadas do tempo real, quase sempre relacionadas com um tempo futuro. Escutar Wastoid leva-nos a imaginar cenários e universos paralelos, através de uma permissa temporal algo esotérica, mas este parece ser também um trabalho muito terreno, porque fala imenso do amor, do abandono e dos problemas existencias típicos no seio de uma família vulgar de quem está prestes a entrar na vida adulta. A poesia dos Stardeath And White Dwarfs é algo metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos.

Com tanto a unir os parentes Coyne, o único ponto de divergência é que se ao décimo terceiro disco, em The Terror, o último registo de originais dos The Flaming Lips, eles viviam no olho do furacão de uma encruzilhada sonora que, diga-se, superaram, na minha opinião, com distinção, estes Stardeath and White Dwarfs parecem ainda muito longe de querer apontar agulhas para outros caminhos, o que, tendo em conta o conteúdo de Wastoid, naturalmente se saúda. Espero que aprecies a sugestão...

Stardeath And White Dwarfs - Wastoid

01. The Chrome Children
02. Frequency
03. Hate Me Tomorrow
04. Wastoid
05. Birds Of War
06. All Your Friends
07. The Screaming
08. Luminous Veil
09. Guess I’ll Be Okay
10. Sleeping Pills And Ginger Ale
11. Surprised


autor stipe07 às 21:44
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Electric Würms - Transform

Electric Wurms

Incubado pelas mentes vincadamente lisérgicas de Wayne Coyne e Stephen Drodz, Electric Würms  é um novo projeto sonoro que lançará amanhã, dia dezanovede agosto e através da Warner Music, o EP Musik Die Shwer Zu Twerk. No último mês, o grupo tem revelado alguns inéditos e recentemente deu a conhecer Transform, mais um tema do alinhamento desse EP e onde a dupla brinca como krautrock e a psicadelia. Confere...


autor stipe07 às 14:03
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

The Flaming Lips – 7 Skies H3

Os The Flaming Lips de Wayne Coyne são uma presença habitual nas edições do Record Store Day e na edição de 2014 marcaram a sua presença com 7 Skies H3, um EP com dez canções, onde se destaca o single honónimo.

A canção 7 Skies H3 já havia sido divlgada pelos The Flaming Lips no Halloween de 2011 e a versão da altura era um tema megalómano com a exata duração de vinte e quatro horas, que foi vendido no formato Pen Drive, incrustradas em caveiras humanas, tendo sido vendidos dezassete exemplares dessa edição especial ao preço unitário de cinco mil doláres.

Três anos depois o coletivo de Oklahoma recupera a canção para a edição deste ano do Record Store Day e reduz a sua duração para uns meros quarenta e três minutos, divididos em dez temas, misturados por Dave Fridmann com o apoio de Michael Ivins. Como é de esperar e a sequência do que os The Flaming Lips propuseram em The Terror, 7Skies H3 baseia-se em composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e onde tudo é dissolvido de forma aproximada e homogénea. A habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral que diz tanto a Coyne, tem vindo a oscilar, desta vez, entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock.

A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. O artwork desta edição em vinil é da autoria de George Salsibury. Espero que aprecies a sugestão...

The Flaming Lips - 7 Skies H3

01. 7 Skies H3 (Can’t Shut Off My Head)
02. Meepy Morp
03. Battling Voices From Beyond
04. In A Dream
05. Metamorphosis
06. Requiem
07. Meepy Morp (Reprise)
08. Riot In My Brain!!
09. 7 Skies H3 (Main Theme)
10. Can’t Let It Go


autor stipe07 às 20:48
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Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2014

The Flaming Lips And Friends – The Time Has Come To Shoot You Down… What A Sound

E começamos 2014 conforme terminámos 2013, ou seja, com os The Flaming Lips, que realmente não param de nos surpreender. Conforme referi ontem, há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo lançamento reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto.

Revisitar e transformar alguns álbuns de bandas que eles admiram faz também parte do processo de criação sonora deste grupo de Oklahoma, conforme fizeram em dezembro de 2009 com o projeto The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing The Dark Side of the Moon, na altura o décimo terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana e que revisitou a totalidade do alinhamento do clássico dos Pink Floyd, acompanhados dos Stardeath and White Dwarfs e também por Henry Rollins e as Peaches.

Agora lançaram-se aos Stone Roses, novamente acompanhados pelos Stardeath and White Dwarfs e também pelos HOTT MT, os New Fumes And Def Rain, os Peaking Lights e Jonathan Rado, entre outros, para darem um novo colorido às canções do disco de estreia da banda de Manchester, liderada pelo inimitável Ian Brown, editado em 1989. The Time Has Come To Shoot You Down... What A Sound teve uma edição limitada a quinhentos exemplares em vinil, lançada no passado dia 30 dezembro e, à semelhança do que sucedeu com o EP Peace Sword, é uma edição especial da Record Store Day - Black Friday, via Warner Brothers. Confere...

The Flaming Lips And Friends - The Time Has Come To Shoot You Down… What A Sound

01. I Wanna Be Adored (HOTT MT And Stardeath And White Dwarfs)
02. She Bangs The Drums (The Flaming Lips, Poliça And New Fumes)
03. Waterfall (Blobs Descending From Heaven, HOTT MT And Stardeath And White Dwarfs)
04. Don’t Stop (Stardeath And White Dwarfs)
05. Bye Bye Badman (New Fumes And Def Rain)
06. Elizabeth My Dear (The Flaming Lips And New Fumes)
07. (Song For My) Sugar Spun Sister (HOTT MT)
08. Made Of Stone (Stardeath And White Dwarfs And The Flaming Lips)
09. Shoot You Down (Peaking Lights)
10. This Is The One (Depth And Current, Jonathan Rado And The Flaming Lips)
11. I Am The Resurrection (New Fumes)
12. Fools Gold (Spaceface)

 


autor stipe07 às 21:46
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Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

The Flaming Lips - Lucy In The Sky With Diamonds (The Beatles cover)

Terminamos 2013 em beleza com uma das bandas preferidas deste blogue. Naturais de Oklahoma, os norte-americanos The Flaming Lips de Wayne Coyne acabam de divulgar uma fantástica versão de Lucy In The Sky With Diamonds, um original dos The Beatles.

A festa de ano novo para quem estiver em Aspen, no Colorado norte-americano, terá a banda sonora feita ao vivo pelos The Flaming Lips. O grupo de Wayne Coyne, ao ensaiar o reportório, resolveu inserir alguns temas da banda de Liverpool, nomeadamente Come Together, Across the Universe e esta Lucy in the Sky With Diamonds.

A canção ficou com uma sonoridade ainda mais psicadélica e épica que o original, quanto a mim muito apropriada para o evento.Quem quiser ouvir o concerto na íntegra, poderá fazê-lo ligando na SiriusXM Radio. Confere...


autor stipe07 às 15:03
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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

Fossil Collective - Do You Realize (The Flaming Lips cover)

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Uma das grandes covers do momento é da autoria da dupla britânica Fossil Collective, a viver a euforia do lançamento do mais recente EP do projeto, intitulado The Water EP. Admiradores confessos dos norte americanos The Flaming Lips, em jeito de celebração resolveram oferecer gratuitamente a sua versão de Do You Realize?, um dos temas mais belos e intensos da banda de Wayne Coyne, que valeu aos The Flaming Lips um Grammy Award em 2000.

A letra intensa e verdadeiramente esclarecedora desta canção não resultará certamente, em termos de efeito hipnótico, se não for cantada por uma voz que realmente a sinta e que não vibre com os altos e maravilhosos sentimentos que ela transmite. Assim, além da vertente instrumental, onde a natureza rock psicotrópica da banda de Oklahoma foi substituida pelo habitual clima folk dos britânicos, pens que o grande mérito desta cover está exatamente na mesma capacidade que tem de tocar e de emocionar, num efeito quase tão amplo e profundo como consegue plasmar o original. E isso deve-se, sem dúvida, à belíssima voz de David Fendick, uma das melhores dentro do género.

Fica esta sugestão, mesmo a calhar para o fim de semana cinzento e outunal que se aproxima. Espero que a aprecies...

Do You Realize – that you have the most beautiful face?
Do You Realize – we’re floating in space?
Do You Realize – that happiness makes you cry?
Do You Realize – that everyone you know someday will die?


autor stipe07 às 12:40
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Sábado, 2 de Novembro de 2013

The Flaming Lips And Tame Impala – Peace And Paranoia Tour 2013 EP

Quando uma das melhores bandas psicadélicas de sempre do universo indie rock se junta com a melhor banda psicadélica da atualidade, o resultado só pode ser curioso, extravagante, ácido e altamente lisérgico. Falo dos The Flaming Lips e dos Tame Impala, duas bandas que resolveram dar vida à forte admiração mútua que sentem e tocar e gravar juntos, numa digressão chamada Peace and Paranoia.

Depois da banda australiana ter participado em Heady Fwends, disco de colaborações que os The Flaming Lips editaram em 2012, andam atualmente em digressão conjunta, com três concertos previstos para a costa oeste dos Estados Unidos, estes dias. Entretanto também estiveram em estúdio, como divulguei há poucos dias, a gravar um EP conjunto; O trabalho chama-se Peace And Paranoia Tour 2013, uma coleção de quatro covers de uma banda a tocar temas da outra.

Assim, além de uma fantástica versão de Elephant, um original, como todos sabemos, dos Tame Impalaby The Flaming Lips, a banda de Oklahoma também apresenta a sua versão de Runway, Houses, City, Louds. Quanto aos australianos, gravaram os temas Are You A Hipnotist? e Silver Trembling Hands, ambos soberbamente interpretado pelos Tame Impala.

Os quatro temas deste EP comprovam a excelência do estranho universo que se esconde dentro das cabeças de Wayne Coyne e Kevin Parker, um mundo de ruídos estranhos e caseiros, mas extremamente aditivos. Espero que aprecies a sugestão... 

The Flaming Lips And Tame Impala - Peace And Paranoia Tour 2013

01. Runway, Houses, City, Clouds
02. Elephant
03. Are You a Hypnotist?
04. Silver Trembling Hands


autor stipe07 às 23:02
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

The Flaming Lips - Peace Sword EP (stream)

Os The Flaming Lips não param de nos surpreender. Depois de The Terror, era imensa a curiosidade em perceber qual seria o novo rumo sonoro desta banda de Oklahoma, já que há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo lançamento reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. The Terror, o último trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne, foi mais um capítulo desta saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka).

Agora, a banda voltou a entrar em estúdio com David Fridman, para compôr dois temas para a banda sonora de Ender's Game, uma adaptação ao cinema do romance de ficção científica com o mesmo nome, escrito por Orson Scott Ward. As sessões de gravação foram tão produtivas que a banda decidiu não compôr apenas duas músicas mas apresentar um EP chamado Peace Sword, que terá seis canções e que são um pouco mais luminosas e abertas que o conteúdo sonoro de The Terror, apesar de manterem a essência.

As canções Peace Sword ("Open Your Heart) e Think Like A Machine, Not A Boy, foram as primeiras criadas nestas sessões, mas já é possível ouvir o conteúdo integral do EP, que chegará aos escaparates a vinte e nove de outubro, em formato CD e vinil, numa edição especial da Record Store Day - Black Friday. Nessa altura voltarei ao assunto com a minha crítica ao EP; Para já delicia-te com a quase totalidade do seu conteúdo...

Peace Sword ("Open Your Heart")

If They Move, Shoot 'Em

Is The Black At The End Good

Think Like A Machine, Not A Boy

Wolf Children

Assassin Beetle - The Dream Is Ending

 

(via The Daily Beast)

(via Spin)

(via Rolling Stone)

(via Pitchfork)


autor stipe07 às 12:31
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Domingo, 14 de Abril de 2013

The Flaming Lips - The Terror

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo disco reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. The Terror, o último trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne, é mais um capítulo desta saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka). The Terror chegou às lojas a um de abril por intermédio da Warner e sucede a Embryonic, álbum editado em 2009, tendo sido produzido, como é habitual, por David Fridmann.

 

The Terror é já o décimo terceiro disco de um grupo que, com tão rico cardápio, está, certamente, no olho do furacão de uma encruzilhada sonora. The Terror não deixa de funcionar como um quase aditamento às experimentações de Embryonic, o antecessor, também evidentes na coletânea The Flaming Lips And Heavy Fwends, lançada o ano passado e que contou com nomes tão importantes como Nick Cave, Yoko Ono, Tame Impala ou Bon Iver no alinhamento. Assim, este novo trabalho dos The Flaming Lips mantém a haibtual estratégia da banda de construir um alinhamento de vários temas, mas que funcionam como uma espécie de tratado de natureza hermética, onde esse bloco de composições não é mais do partes de uma só canção de enormes proporções.

Conscientes das transformações que abastecem a musica psicadélica atual, patente nas colaborações recentes com Tame Impala e Neon Indian, os The Flaming Lips revelam neste novo trabalho composições atmosféricas com marcas sonoras relacionadas com vozes convertidas em sons e letras que praticamente atuam de forma instrumental e tudo é dissolvido de forma tão aproximada e homogênea que The Terror, como todos os discos deste grupo, está longe de revelar todos os seus segredos logo na primeira audição.

Sonoramente, a habitual onda expressiva relacionada com o espaço sideral, oscila, desta vez, entre o rock sinfónico e guitarras experimentais, com travos de krautrock. Se no tema homónimo parece que os The Flaming Lips enlouqueceram de vez, Be Free, a Way é um bom tema para desesperar mentes ressacadas, enquanto que a hipnótica Try to Explain subjuga momentaneamente qualquer atribulação que nesse instante nos apoquente. Destaco também You Lust, um tema que conta com a participação especial da dupla Phantogram. Já agora, o primeiro single retirado de The Terror foi o tema Sun Blows Up Today, canção que não faz parte do alinhamento do disco, sendo só obtido por quem adquirir a versão digital, que também inclui uma cover de All You Need Is Love, um clássico dos The Beatles. 

Uma das virtudes e encantos dos The Flaming Lips foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. The Terror segue esta permissa temporal, agora num futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso do amor, mas também do abandono e da proximidade com a morte. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir. Espero que aprecies a sugestão...

CD 1
01. Look… The Sun Is Rising
02. Be Free, A Way
03. Try To Explain
04. You Lust
05. The Terror
06. You Are Alone
07. Butterfly, How Long It Takes To Die
08. Turning Violent
09. Always There In Our Hearts

CD 2
01. Sun Blows Up Today
02. All You Need Is Love


autor stipe07 às 18:03
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