Sábado, 9 de Março de 2019

The Black Keys – Lo/Hi

The Black Keys - Lo-Hi

Cinco anos depois de Turn Blue, a dupla The Black Keys de Dan Auerbach e Patrick Carney estará provavelmente de regresso em dois mil e dezanove com um novo disco. Para já, acabam de divulgar um novo tema intitulado Lo/Hi, gravado no estúdio Easy Eye Sound, em Nashville e produzido pela própria banda.

Confortáveis com o passado, mas cientes da capacidade que têm de prosseguirem a carreira sem cair na repetição, em Lo/Hi os The Black Keys voltaram a ganhar carisma, vibração, potência e um elevado charme, numa canção com um groove intenso e pleno de soul, conduzida por uma guitarra mais perto do que nunca do punk rock de garagem. Confere...


autor stipe07 às 21:46
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2016

Wussy – Forever Sounds

Considerados por imensa crítica especializada como a melhor banda norte americana da atualidade, os Wussy andam por cá desde 2001 e acabam de regressar aos discos com Forever Sounds, o sexto registo de originais da carreira deste grupo oriundo de Cincinnati, no Ohio e formado por Chuck Cleaver, antigo líder dos Ass Ponys e Lisa Walker, Mark Messerly, Joe Klug e John Erhardt. Este tomo de dez canções viu a luz do dia à boleia da insuspeita Shake It Records, sendo já um marco discográfico do ano no panorama alternativo norte americano.

Intensos, rugosos e com um cardápio sonoro impregnado com um manancial de efeitos e distorções alicerçadas em trinta anos de um indie rock feito com guitarras bastante inspiradas, estes Wussy transportam já uma herança no seu cardápio que sempre buscou texturas sonoras abertas, melódicas e expansivas, mas onde o ruído e o pendor lo fi são também traves mestras da sua filosofia sonora. O magnífico reverb da guitarra de Donny’s Death Scene, a luminosidade melódica de Hello, I'm A Ghost, a comoção latente em Sidewalk Sale, ou  a grandiosidade do single Dropping Houses, composição que exibe linhas e timbres de cordas eletrificadas muito comuns no chamado garage rock, uma produção suja, um registo vocal cru e um ruído constante, são aspetos que nunca inibem os Wussy de se manterem concisos e diretos na visceralidade controlada que querem exalar e provam elevada competência no modo como, nos exemplos citados, separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que lhes dão substância.

Muitas vezes torna-se demasiado dominante e percetivel a distorção das guitarras em bandas que apostam no espetro sonoro relacionado com o indie rock mais cru, mas no caso deste quinteto tal preponderância atinge uma bitola qualitativa elevada, além de não faltar uma porta aberta a um saudável experimentalismo. O modo exemplar como Forever Sounds amplifica estas impressões faz deste Wussy um nome a reter com urgência, impulsionados por um disco que é um espetacular tratado de indie punk rock aternativo, aditivo, rugoso e viciante. Confere...

Wussy - Forever Sounds

01. Dropping Houses
02. She’s Killed Hundreds
03. Donny’s Death Scene
04. Gone
05. Hello, I’m A Ghost
06. Hand Of God
07. Sidewalk Sale
08. Better Days
09. Majestic-12
10. My Parade


autor stipe07 às 21:41
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Quarta-feira, 2 de Março de 2016

Wussy - Dropping Houses

Considerados por imensa crítica especializada como a melhor banda norte americana da atualidade, os Wussy andam por cá desde 2001 e revelaram há poucos dias Dropping Houses, o espetacular single de avanço para Forever Sounds, o sexto disco da carreira deste grupo oriundo de Cincinnati, no Ohio e formado por Chuck Cleaver, antigo líder dos Ass Ponys e Lisa Walker, Mark Messerly, Joe Klug e John Erhardt e que irá ver a luz do dia muito em breve, à boleia da Shake It Records.

Intensos, rugosos e com um cardápio sonoro impregnado com um manancial de efeitos e distorções alicerçadas em trinta anos de um indie rock feito com guitarras bastante inspiradas, estes Wussy transportam já uma herança no seu cardápio que sempre buscou texturas sonoras abertas, melódica e expansiva, mas onde o ruído e o pendor lo fi são também traves mestras da sua filosofia sonora, como é muitas vezes percetivel na distorção das guitarras em bandas que apostam no espetro sonoro relacionado com o indie rock mais cru, mas que no caso deste quinteto atinge uma bitola qualitativa elevada e onde não falta uma porta aberta a um saudável experimentalismo.

Já com direito a um excelente vídeo realizado por Scott Fredette, Dropping Houses exibe linhas e timbres de cordas eletrificadas muito comuns no chamado garage rock e a produção suja, o registo vocal cru e o ruído constante, ao longo do tema, nunca inibe os Wussy de se manterem concisos e diretos na visceralidade controlada que querem exalar e prova elevada competência no modo como separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância à canção.

Aguarda-se pois, por cá, com elevada expetativa, o lançamento de um disco que será, certamente, um espetacular tratados de indie punk rock aternativo,aditivo, rugoso e viciante. Confere...

 


autor stipe07 às 18:11
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

Saintseneca – Such Things

Dark Arc, o extraordinário segundo álbum de estúdio dos norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e formada por Zac Little, Maryn Jones, Steve Ciolek e Jon Maedor, já tem sucessor. Such Things é o novo tomo de canções desta banda essencial para a caraterização fiel do cenário indie folk norte americano na atualidade e, tendo visto a luz do dia à boleia da ANTI, não defrauda quem aprecia composições algo minimalistas, mas com arranjos acústicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz.

Se os Mumford & Sons ou os Lumineers têm preenchido os holofotes de quem acompanha um género sonoro muito carateristico e com uma luminosidade única, seria importante começar a olhar para estes Saintseneca com outro olhar porque, disco após disco, eles estão a cimentar com superior arrojo e enorme criatividade, um compêndio de canções que merecem audição dedicada e maior projeção.

Honestidade, sinceridade e boa disposição são ideias e conceitos muito presentes na música destes Saintseneca e com elas surge, lado a lado, uma monumentalidade instrumental de realce, muitas vezes percussiva, como atesta, por exemplo, no caso de Such Things, Sleeper Hold. E a verdade é que este coletivo plasma tal evidência ao nível de poucos projetos contemporâneos. Além disso, o modo como as cordas vão surgindo nas várias canções e o diferente modelo de projeção das mesmas, acustica ou eletricamente, plasmam uma maturidade já bastante vincada, com os coros dos refrões a serem também uma imagem de marca que reforça uma calorosa ideia de coletivo. Mesmo em cenarios melódicos mais contidos, como sucede em Estuary, nunca é colocada em causa esta noção de luz e cor, uma sensação permanentemente orgânica de vitalidade e inspiração, que sabe como deixar o ouvinte a pensar, mesmo sabendo que está a ser diretamente convidado para se deixar absorver por um clima particularmente festivo. Depois, o modo quase sempre emocionado da interpretação vocal e o arrojo com que os restantes membros da banda se juntam ao vocalista, como sucede em Rare Form, amplia imenso o volume da canção e o seu cariz épico e expansivo, algo que se repete várias vezes ao longo de Such Thing, nomeadamente em River.

Such Things é um fundamental marco no presente anuário, oferecido por uns Saintseneca que pretendem algo tão grandioso como quererem apropriar-se, com competência, alegria e criatividade, de um género musical com profundas raízes na terra do Tio Sam. Espero que aprecies a sugestão...

Saintseneca - Such Things

01. Such Things
02. ///
03. Sleeper Hold
04. Estuary
05. Rare Form
06. Bad Ideas
07. The Awefull Yawn
08. How Many Blankets Are In The World
09. River
10. Soft Edges
11. The All Full On
12. Necker Cube
13. Lazarus
14. House Divided
15. Maya 31


autor stipe07 às 18:33
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Joseph Arthur – Days Of Surrender

Editado no final da última primavera, Days Of Surrender é o novo registo de originais de Joseph Arthur, um músico e compositor que nasceu em Akron, no Ohio, em setembro de 1971 e já com uma longa carreira discográfica, iniciada no início deste século e que conta com quase duas dezenas de lançamentos, com destaque para o anterior, um trabalho intitulado Lou e que serviu de tributo a Lou Reed, uma das grandes referências de Arthur.

A passear entre o rock alternativo, o indie pop e a folk, este músico norte americano aposta, quase sempre, em composições que são verdadeiras peças melódicas recheadas com um turbilhão de emoções. E o alinhamento de Days Of Surrender não escapa quer às próprias opções instrumentais de Arthur sempre ricas e exuberantes e interpretadas pelo próprio, praticamente na íntegra, mesmo em palco, quer à evidência acima referida, sempre com uma preocupação clara por parte do autor em realçar o cariz intimista e singelo das suas canções, com arranjos e letras que falam por si.

Days Of Surrender ilumina a nossa mente e afaga os ouvidos logo no início, com os timbres de cordas bastante marcados de Pledge Of Allegiance e de Mystic Sister e o piano grave de Maybe You, a serem temas que colocam a nú a receita predileta de Arthur. Independentemente da primazia instrumental de cada um dos temas, raramente faltam alguns efeitos, percussivos ou atmosféricos, quase sempre com uma origem sintética, mas que nunca colocam em causa o vincado sabor orgânico de canções com as quais poderá haver uma identificação clara por parte do ouvinte, tal é a clareza e a acutilância com que Arthur versa sobre assuntos do quotidiano de qualquer comum mortal, sempre com uma vincado convite à reflexão profunda sobre os mesmos. Break, por exemplo, é uma canção agridoce, criada com inspiração e apurada veia criativa e que explora a fundo as diversas possibilidades sonoras da viola, com uma tonalidade única e uma capacidade incomum para quem souber ser exímio no seu manuseamento, como é o caso, ser capaz de a dedilhar para transmitir sentimentos e emoções com uma crueza e uma profundidade simultaneamente vigorosas e profundas. Mesmo quando o instrumento é eletrificado e deixado um pouco à sua sorte e a um andamento algo boémio, como sucede em Hold A Hand, ou opta por um frenesim agitado, como é o caso de Innocent Man, em vez do perigo do descontrole e da perca de homogeneidade no alinhamento, assiste-se à obtenção de um estado superior de consciência e profundidade, na abordagem temática da canção, que nos convida a um urgente exercicio de exorcização de todas as amarrras que o amor, como sentimento libertador, ainda coloca a muitos de nós.

Joseph Arthur tem conseguido sobreviver airosamente à erosão dos anos e estas suas novas canções soam ainda mais atuais e profundamente harmoniosas. São, no fundo, novas pinturas sonoras, carregadas de imagens evocativas que já conferimos em outros tempos, mas pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de luz e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade do autor para expressar tudo aquilo que sustenta a memória e o coração de muitos de nós. Espero que aprecies a sugestão...

Joseph Arthur - Days Of Surrender

01. Pledge Of Allegiance
02. Maybe You
03. Mystic Sister
04. Break
05. Come Back When You’re Poor
06. Isolate
07. Hold A Hand
08. I Don’t Know The Way
09. Innocent Man
10. Come Inside
11. Take You There
12. If I Could I’d Get Out


autor stipe07 às 21:29
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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Van Dale - Van Dale

Foi no passado dia trinta e um de março que chegou aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o espetacular novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Em nove canções cheias de energia, os Van Dale ressuscitam alguns dos melhores detalhes do grunge e do rock alternativo dos anos noventa, com as distorções de Peacefully e o efeito da guitarra e as transições de volume e ritmo de Bed Of Bricks a trazerem-nos à memória aquelas tardes de domingo ou de gazeta semanal, em que era rei quem tinha uma Yamaha DT 500 ou um par de Dr Martens e nos ouvidos um Walkman com cassetes pirateadas com gravações dos Nirvana, dos Pearl Jam ou dos Soundgarden.

Estes Van Dale vão diretos ao assunto, não perdem tempo com arranjos desnecessários, mas, nem por isso, deixam de ter um apreciável sentido estético e uma veia experimental apreciável que, por exemplo, em What It's All About pisca o olho ao rock progressivo e em I Got Money tem um certo travo ao surf rock, com uma roupagem mais eletrificada e rugosa. Mas seja qual for a abordagem, tematicamente, os problemas típicos da juventude dominam a componente lírica e há uma cuidada mistura da voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda ganhe em harmonia e delicadeza o que podia ver colocado em causa devido ao grau de distorção das guitarras, quase sempre no red line. Speak Yellow é um claro exemplo do sucesso obtido na busca deste difícil equilíbrio e, mesmo nos temas em que os Van Dale procuram ser melodicamente mais incisivos, como na curiosa e recomendável balada Travis e na épica e sentimental Awalking Home, a constante sensação de recrodação daquelas cassetes antigas que temos lá em casa, empoeiradas, cheias de gravações caseiras e lo fi, do que ouvíamos à cerca de vinte a vinte e cinco anos, nunca é colocada em causa.

Nostálgicos e com o louvável intuíto de nos fazerem regressar ao passado com canções caseiras a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o grunge,  punk rock e a psicadelia, os Van Dale entregam-nos neste homónimo, de mão beijada e em todo o seu esplendor a sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 18:11
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2015

The National – Sunshine On My Back

The National - Sunshine On My Back

Com a participação especial de Sharon Van Etten, Sunshine On My Back é o novo single dos norte americanos The National de Matt Berninger e uma possível amostra do próximo álbum, o sétimo, desta banda oriunda do Ohio.

Sunshine On My Back foi registada durante as gravações do sexto álbum Trouble Will Find Me, de 2013 e como Scott Devendorf, o baixista da banda, já tinha informado em outubro que estavam a gravar novo material para um disco, estas suspeitas podem muito bem vir a confirmar-se. O tema obedece à zona de conforto sonora estabelecida pelos The National desde a estreia, a mostrarem desejo de se manterem num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, na qual se enredaram, lirica e sonoramente, principalmente desde que em 2003 apresentaram Sad Songs for Dirty Lovers. Confere...


autor stipe07 às 12:14
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Sábado, 28 de Março de 2015

Van Dale - Speak Yellow

É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Bed Of Bricks foi o primeiro avanço disponibilizado de Van Dale e agora chegou a vez de Speak Yellow, uma canção com um ambiente melódico orgânico diretamente orientado para o grunge e com uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre os diferentes universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao rock de garagem e ao punk rock. Confere...


autor stipe07 às 15:46
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

Van Dale - Bed Of Bricks

É já a trinta e um de março que chega aos escaparates em formato digital e cassete Van Dale, o novo disco dos Van Dale, um trabalho homónimo de um trio norte americano oriundo de Columbus, no Ohio, que inclui no alinhamento dos membros dos já consagrados Way Yes e uma das novas grandes apostas da insuspeita e espetacular editora Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Disponivel para download, Bed Of Bricks é o primeiro avanço disponibilizado de Van Dale, uma canção curiosa porque balança entre um ambiente melódico contemplativo e reflexivo e uma toada sonora rugosa e visceral, com a distorção e os efeitos das guitarras e fazerem a ponte entre dois pólos que calcorreiam universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao rock de garagem e ao punk rock. Confere...

Sugestão Follow Friday: Red Pass


autor stipe07 às 13:00
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Line & Circle - Line & Circle EP

Line and Circle

Os Line & Circle nasceram da colaboração entre Brian J. Cohen (voz, guitarra) e Brian Egan (teclados), dois músicos do Ohio que entretanto se mudaram para Los Angeles e a quem se juntaram, entretanto, o guitarrista Eric Neujahr, o baterista Nick Cisik, e o baixista Jon EngelhardEditado no passado dia vinte e oito de outubro pela própria banda e produzido por Lewis Pesacov, Line & Circle é o novo EP homónimo dos Line & Circle, uma banda californiana que está a espantar a critica musical com esta pequena coleção de três canções, havendo já quem lhes adivinhe um futuro bastante promissor.

Se a beleza pode tornar-se em algo de certa forma cansativo, principalmente quando surge de mãos dadas com a monotonia ou a repetição sucessiva, como sugere a última canção do EP, nestes Line & Circle a beleza das suas canções contradiz esse titulo, porque é luminosa e vive num enredo melódico preenchido por intimismo e drama. Com uma receita instrumental transversal às três canções, que se comporta como a lava que desce pela montanha abaixo absorvendo e derretendo tudo em redor e definida por um baixo vibrante, uma percussão ritmada e guitarras cheias de efeitos e melodias ricas e com um padrão bastante particular, cada uma destas canções apresenta uma definição de beleza e cor tão rigorosa, que é impossivel não sentir nesta alquimia harmoniosa um invejável sentido estético.

O resultado é uma coleção irrepreensível de canções com uma modernidade e atualidade absolutas, com um pulsar textural muito intenso e viciante, embora umbilicalmente ligadas ao período aúreo do rock alternativo, que ditou leis em finais do século passado. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 19:39
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Summerays - Nostalgia

Oriundo de Cleveland, no Ohio, Summerays é um projeto sonoro encabeçado por Luke, um músico de vinte e quatro anos com uma discografia já apreciável, iniciada no verão de 2011 e disponível no bandcamp do projeto, com a possibilidade de a obteres gratuitamente ou doares um valor pelo cardápio, e onde se destaca Summer Daze, um longa duração editado no início de 2013.

Mais de ano e meio depois desse trabalho, Summerays está de regresso com Nostalgia, um novo single disponibilizado na mesma plataforma e formato, por intermédio da habitual etiqueta do projeto, a Cool Summer Records. Sonoramente, quer esta nova canção, que tem como lado b o tema I Don’t Know Where We’re Going, quer a restante coleção de Luke, é bastante fiável, apostando, com notável mestria, nas origens da pop experimental, a surf pop dos anos sessenta e a pop alternativa dos anos oitenta, uma belíssima indie pop lo fi onde somos constantemente convidados a dançar, conduzidos pela guitarra elétrica. Confere...

Summerays - Nostalgia

01. Nostalgia
02. I Don’t Know Where We’re Going


autor stipe07 às 17:59
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Sábado, 17 de Maio de 2014

Saintseneca – Dark Arc

Lançado no passado dia um de abril pela ANTI-Dark Arc é o segundo álbum de estúdio dos norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e formada por Zac Little, Maryn Jones, Steve Ciolek e Jon Maedor. Dark Arc era um dos discos mais aguardados da primeira metade do ano no cenário indie folk e as catorze canções do seu alinhamento não defraudam quem aprecia composições algo minimalistas, mas com arranjos acústicos particularmente deslumbrantes e cheios de luz.

A expetativa em redor de Dark Arc começou a fervilhar no universo indie quando foi divulgado o video de Happy Alone, o primeiro single retirado do álbum e disponível para download. As imagens deslumbrantes, feitas com uma linda e mágica paleta de cores, com uma edição inspirada e delicada, na qual a narrativa apresenta a cabeça do membro da banda Zac dentro de uma bolha gigante, enquanto deambula pelas tarefas diárias do quotidiano comum, deixaram logo a sensação que Dark Arc seria um marco na careeira discográfica dos Saintseneca.

De Violent Femmes aos Neutral Milk hotel, são vários os grupos que os Saintseneca parecem conter no seu cardápio de referências e, na verdade, a música que fazem tem a particularidade de soar simultaneamente familiar e única. A conjugação entre uma instrumentação eminentemente acústica e clássica, com a contemporaneidade do sintetizador e da guitarra elétrica, resulta em algo vibrante e com uma energia batante particular, numa banda que parece querer deixar o universo tipicamente folk para abraçar, através de alguns traços sonoros caraterísticos do post punk, o indie rock mais épico.

Com a participação especial de Maryn Jones dos All Dogs, Dark Arc impressiona pela produção impecável e Blood Path, o tema de abertura, levanta logo o véu sobre a temática lírica latente em todo o disco, que não tem qualquer segredo especial e que se relaciona com a solidão, os desgostos amorosos e a procura do verdadeiro sentido da vida. A própria estrutura desta canção encontra eco em muitas outras do alinhamento, feita com uma melodia lenta conduzida por cordas acústicas com forte cariz melancólico e pontuada pela voz nasalada de Little, comparada várias vezes ao conceituado cantor folk norte americano Conor Oberst; quando os restantes membros da banda se juntam ao vocalista, em coro, ampliam imenso o volume da canção e o seu cariz épico e expansivo, algo que se repete mais vezes ao longo de Dark Arc, nomeadamente em Only The Young Die Good. Os sintetizadores futuristas e a linha de baixo deste tema deixam-te com um breve nó na garganta, que o refrão ajuda ainda mais a apertar (If only the good ones die young, I pray your corruption comes).

Outra das canções que merece audição atenta é Falling Off, um tema que plasma esta enorme capacidade que os Saintseneca têm para escrever canões que tocam fundo e que transmitem mensagens profundas e particularmente bonitas (A laceration sufficiently deep/, My body still wears a scar in the knee, So when you live off every scrap of your self, Take solace in knowing as somebody else). Mas um dos temas mais curiosos de Dark Arc é Takmit, uma canção com uma energia diferente das restantes e que demonstra a versatilidade que os Saintseneca já demonstram possuir.

Há definitivamente algo de especial nestes Saintseneca e na originalidade com que usam aspetos clássicos da folk para criar um som cheio de uma frescura que tem tanta vitalidade como o nevoeiro matinal criado pelo ar da montanha do Ohio que os inspira. Espero que aprecies a sugestão... 

Saintseneca - Dark Arc

01. Blood Bath
02. Daendors
03. Happy Alone
04. Fed Up With Hunger
05. ::
06. Falling Off
07. Only The Young Die Good
08. Takmit
09. So Longer
10. Uppercutter
11. :::
12. Visions
13. Dark Arc
14. We Are All Beads On The Same String

 


autor stipe07 às 22:08
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Segunda-feira, 24 de Março de 2014

The Black Keys - Fever

Finalmente confirmaram-se as suspeitas... Dois anos e alguns meses depois de El Camino, a dupla The Black Keys de Dan Auerbach e Patrick Carney está de regresso com um novo disco. Turn Blue chega a treze de maio através da Nonesuch e Fever é o avanço acabado de divulgar do álbum.

O tema impressiona pelo vigor da percussão, quer do baixo, quer da bateria, pelo falsete de Dan e pelos arranjos sintetizados que preenchem o refrão, e que dão à canção um clima simultaneamente retro e futurista. Os The Black Keys estão atentos às tendências atuais do rock alternativo e parece que vão expandir novamente os seus horizontes sonoros em Turn Blue. Confere...


autor stipe07 às 18:23
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The Afghan Whigs - The Lottery

Após um hiato de dezasseis anos os The Afghan Whigs estão de regresso com Do To The Beast , um disco que vai ver a luz do dia a quinze de abril por intermédio da Sub Pop. Depois de Algiers, The Lottery é o segundo e potente novo tema divulgado do novo trabalho deste grupo de Cincinatti, no Ohio, liderado por Greg Dulli. Confere...

 


autor stipe07 às 18:03
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

Guided By Voices - Bad Love Is Easy To Do

Guided By Voices - Cool Planet

Depois de uma separação algo conturbada e uma reconmciliação muito aplaudida, os Guided By Voices de Robert Pollard não param de editar discos, tendo o último, um trabalho chamado Motivational Jumpsuit, visto a luz do dia à cerca de um mês.

Parece que esta banda icónica de indie rock natural do Ohio tinha mais músicas compostas já que acabam de anunciar para o próximo dia dezanove de maio mais um registo de originais, o segundo do ano, portanto. Esse novo trabalho dos Guided By Voices irá chamar-se Cool Planet, será o sexto álbum da banda após a reconciliação e irá ver a luz do dia por intermédio da Fire Records. Cool Planet terá dezoito canções no seu alinhamento e Bad Love Is Easy To Do é o primeiro single já divulgado. Confere...

 


autor stipe07 às 12:01
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Sexta-feira, 31 de Maio de 2013

The National – Trouble Will Find Me

Editado no passado dia vinte e um de maio por intermédio da 4AD e com a participação especial de St. Vincent, Sharon Van Etten e Sufjan Stevens, entre outros, Trouble Will Find Me é o sexto disco da carreira dos The National, uma das minhas bandas de eleição, um coletivo de Cincinnati, no Ohio, formado por duas parelhas de irmãos, os Dessner e os Devendorf e pelo vocalista Matt Berninger. Trouble Will Find Me é, como já referi, o sexto álbum de um grupo com catorze anos de carreira e sucede ao aclamado High Violet, disco que viu a luz do dia já no longínquo ano de 2010.

A zona de conforto sonora estabelecida pelos The National desde a estreia continua a ser o habitat exato para aquilo que este grupo norte americano apresenta em Trouble Will Find Me. Quem estiver a contar com alguma inflexão na filosofia sonora do grupo ou de experimentações insturmentais ou vocais, não encontrará neste novo trabalho algo relevante já que, felizmente, na minha opinião, os The National continuam a residir num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, na qual se enredaram, lirica e sonoramente, principalmente desde que em 2003 apresentaram Sad Songs for Dirty Lovers.

Se por mero capricho, por exigências editoriais ou simples espírito aventureiro, um hipotético abandono da zona de conforto acontecesse, o que poderia pôr em causa a carreira dos The National, por levá-los para territórios sonoros que os descaraterizassem ou onde se sentissem inseguros, este aparente conservadorismo plasmado na opção pela continuidade tem no reverso da medalha um outro perigo relacionado com uma possível queda na redudância convencional ou na repetição aborrecida. No entanto, há que situar cada lançamento novo do grupo e perceber com clareza não tanto aquilo que une cada novo disco dos The National, mas sim os pontos de ruptura e de diferenciação. Se, como já disse, Sad Songs for Dirty Lovers  foi a estreia assumida do grupo neste contexto mais negro, apesar de não ser o primeiro disco da banda, dois anos depois Alligator trouxe uma maior variedade instrumental e, em 2007, Boxer carimbou a definitiva maturidade e internacionalização do coletivo, além de ter  posicionado na figura do vocalista um personagem que caminha confortavelmente por cenários que descrevem dores pessoais e escombros sociais. Quanto a High Violet (2010), serviu para colocar ênfase numa toada mais épica e aberta do grupo e demonstrar a capacidade eclética que também têm de compôr, em simultâneo, temas com um elevado teor introspetivo (Conversation 16, Sorrow ou Terrible Love) e verdadeiros hinos de estádio (England, Bloodbuzz Ohio). 

Agora, neste sexto registo da carreira, o quinteto não apenas regressa ao ambiente desolador que percorre desde o começo de carreira, como consegue, ao mesmo tempo, agarrar o fio condutor que tinha ficado suspenso no final de High Violet. Assim, temos instantes em que os instrumentos clamam pela simplicidade e outros em que a teia sonora se diversifica e se expande para dar vida a um conjunto volumoso de versos sofridos, sons acinzentados e um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para o usual ambiente sombrio e nostálgico da banda. Há canções extremamente simples e que prezam pelo minimalismo da combinação de apenas quatro instrumentos (Slipped), enquanto outras soam mais ricas e trabalhadas, como I Should Live in Salt.

Agora casado e pai de uma filha, Matt afugenta os seus habituais demónios com maior conforto e uma natural aceitação em relação à impossibilidade do total desaparecimento dos mesmos, mesmo que haja atualmente mais instantes e eventos felizes na sua vida pessoal. Os versos de Demons, um dos temas mais bonitos e confessionais que Berninger já entregou, e de Sea Of Love, assim como o título do disco, são bons exemplos que nos remetem para uma certa felicidade, digamos assim, que Matt sente por ter finalmente percebido que os problemas, o sofrimento e a dor estarão sempre lá mesmo que a maior constância de eventos felizes seja uma realidade concreta na sua vida. Há como que uma tomada de consciência de que a existência humana não deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o lado negro, porque ele será sempre uma realidade, mas antes focar-se no que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes.

Portanto, se para os mais distraídos, os mais de cinquenta minutos de Trouble Will Find Me podem ser do que mais depressivo e angustiante ouviram nos últimos tempos, para quem acompanha com devoção a carreira dos The National este novo álbum é uma espécie de exercício de redenção, encarnado por um personagem que foi abandonado pela amada e que é transversal aos treze temas, onde o sofrimento é olhado com a habitual inevitabilidade, mas de uma outra perspetiva, mais madura, assertiva e positiva.

Como é normal com todos os discos dos The National, Trouble will Find Me é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições. É um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os The National firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo. Espero que aprecies a sugestão...

The National - Trouble Will Find Me

01. I Should Live In Salt
02. Demons
03. Don’t Swallow The Cap
04. Fireproof
05. Sea Of Love
06. Heavenfaced
07. This Is The Last Time
08. Graceless
09. Slipped
10. I Need My Girl
11. Humiliation
12. Pink Rabbits
13. Hard To Find


autor stipe07 às 15:59
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012

The Lighthouse And The Whaler – This Is An Adventure

 

Três anos após o disco de estreia, os The Lighthouse and The Whaler estão de regresso aos discos com This Is An Adventure, editado no passado mês de setembro. Para este novo álbum, a banda natural de Cleveland, no Ohio e formada por Michael LoPresti, Matthew LoPresti, Mark Porostosky e Steve Diaz, investiu numa instrumentação rica e em arranjos sofisticados que serviram para criar pouco menos de quarenta minutos de canções leves e ensolaradas e com um imenso potencial pop. São dez temas coesos e esforçados, com imensos detalhes sonoros, bem audíveis logo desde a abertura com o single Pioneers, que ao mesmo tempo que apresenta o xilofone, instrumentos de cordas e o sintetizador, dá o mote para o que vamos encontrar no resto do disco.

A canção seguinte, Chromatics, segue essa mesma linha e a partir daí já é possível fazermos um juízo de valor acerca da nossa adição, ou não, a este This Is An Adventure, porque mantém-se a postura upbeat e festiva com toques da folk e do pop até ao fim do álbum.

Venice, acaba por ser a melhor canção do álbum e destaca-se  já que, num disco onde todas as músicas parecem pisar no acelerador, ela diminui o ritmo e aposta em alguns elementos mais básicos. Com uma percussão forte e uma voz marcante, a canção cresce apoiada no violino, instrumento que neste tema encaixou muito bem e de uma forma orgânica.

Há outras canções um pouco mais dançáveis, como This Is An Adventure e Untitled, temas que sobressaiem um pouco da sonoridade geral, mas que nem por isso deixam de ser convincentes e apelativas.

É audível a preocupação com a produção e a instrumentação, o que faz deste This Is An Adventure um disco que soa de forma algo descomplexada e nos deixa com uma certa nostalgia em relação ao verão. Poucas músicas são memoráveis, mas todas elas são muito animadas e cheias de energia. Espero que aprecies a sugestão...

01. Pioneers
02. Chromatic
03. Venice
04. The Adriatic
05. Little Vessels
06. Burst Apart
07. This Is an Adventure
08. Iron Doors
09. We’ve Got the Most
10. Untitled

The Lighthouse and The Whaler - Pioneers by freshnewtracks


autor stipe07 às 21:48
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Way Yes - Walkability EP

Os  Way Yes são um trio natural de Columbus, no Ohio, formado por Glenn Davis e Travis Hall, aos quais se juntou posteriormente o engenheiro de som Max Lewis. Lançaram no passado dia vinte e sete de março Walkability, o disco de estreia, através da etiqueta Lefse.

Singing, o primeiro single extraído de Walkability tem instrumentos de percussão que lembram música africana, mas com um toque moderno à Animal Collective. As restantes canções mantêm essa toada alegre, lideradas por um baixo que encarna o sol dos trópicos, ao qual se juntam outros instrumentos em camadas proporcionando uma ressonância exuberante, mas quase sempre melódica, assente numa instrumentação cósmica e algum reverb. Em suma, ouvir Walkability proporciona aos ouvintes uma experiência sonora bastante luminosa mas também, simultaneamente introspetiva, acabando por tornar-se num conjunto de canções irresistíveis.

É um EP que encarna na perfeição muitos dos novos detalhes sonoros que começaram a fazer escola na preimeira década deste século e dos quais sem dúvida que os já citados Animal Collective foram grandes percurssores e os Guggenheim Grotto, Weekend e outros projetos têm conseguido projetar. Espero que aprecies a sugestão...

1. Walkability
2. Important
3. Singing
4. Gino
5. Ties
6. Walkability, (Rimar Remix)
7. Important (First Person Shootr Rework)
8. Singing (RUMTUM Remix)
9. Gino (Larry Gus Remix)
10. Ties (Monster Rally Remix)


autor stipe07 às 14:33
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Bears - Greater Lakes

Os Bears são uma banda nautral de Cleveland, no Ohio, liderada pela dupla Craig Ramsey e Charlie McArthur, principais responsáveis pelo trabalho de estúdio. Ao vivo, Jared McGrath, Rachel Hart, Shannon SullivanPatrick Triato juntam-se a esta dupla. A banda formou-se em 2005 e desde então já lançaram dois álbuns e dois EPs, assim como alguns singles, através de várias etiquetas e sempre com críticas bastante interessantes, tendo encontrado referências desta banda na SPIN Magazine, PopMatters e na The Tripwire. Agora, em Fevereiro de 2012, lançaram Greater Lakes, o terceiro disco de originais, através da Misra Records.

Tal como uma banda portuguesa que todos conhecemos, parece que os Bears também andam à procura da batida perfeita, mas, neste caso, a batida pop perfeita. Desde que surgiram, têm desenvolvido melodias e composições agradáveis e este Greater Lakes comprova a renovação da musicalidade sofrida pelo grupo e deixa claro que esta dupla aprendeu muito sobre música indie e pop nos quatro anos de hiato no que diz respeito a discos.

O álbum inicia com o belíssimo single Eleven A.M., que anda a circular na blogosfera há vários meses e já mostra um avanço significativo na sonoridade dos Bears; É perfeita para abrir esta nova fase na carreira da banda e transporta o ouvinte para essa sonoridade mais ampla e diversa onde eles aterraram. O resto do disco baseia-se numa mistura de tons amenos, melodiosos e bastante delicados; Apesar do uso tímido de sintetizadores em algumas faixas, o violão ainda é o maior destaque e dá ao disco um charme e uma simplicidade típicas da indie pop soft. A componente acústica é bem executada e também há belos momentos carregados de batidas contagiantes. Greater Lakes é confiante, vasto, com menos restrições e timidez do que os discos anteriores, revela uma clara maturidade do grupo, é encantador e transparece um enorme desejo por parte dos Bears de crescerem musicalmente e expandirem a sua capacidade de criar.

Este terceiro registo da banda canadiana chegou subtilmente aos escaparates mas, pelo que já li, garantiu comparações com nomes tão ilustres como os Belle And Sebastian e os The Shins, graças ao novo tom expansivo e diferente destas canções. São comparações positivas e merecidas, elevam a banda no cenário da indie pop e até da folk e fazem dos Bears um dos maiores nomes da atual indie pop norte americana. Espero que aprecies a sugestão...

01. Eleven A.M.
02. You’re Going
03. From Good To Bad
04. More Left Out
05. Don’t Wait
06. The City Still
07. I Don’t Have You On My Mind
08. Perfect Girl
09. Wash My Hands
10. I Can’t Make Things Right
11. Until The Very End


autor stipe07 às 21:39
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

The Black Keys - El Camino

Não existe já uma receita definida e certeira para que uma banda de garagem se torne um fenómeno mundial e venda milhões. Há quem diga que além da qualidade musical (e até mais do que isso) depende muito da editora pela qual se assina, uma associação feliz a um spot, o reconhecimento que pode vir com um primeiro single bombástico ou a superação da temida prova do segundo disco. Depois há também aqueles casos que demoram anos, com bandas que depois de lutarem muito, finalmente atingem a ambicionada notoriedade à escala planetária. O reverso da moeda é haver fãs que reclamam que os ídolos venderam-se e tal acontece devido à grande quantidade de bandas com qualidade musical inversamente proporcional ao número de discos vendidos, por mais que existam exceções. Os The Black Keys são um bom exemplo de tudo isto já que é com El Camino, lançado ontem através da Nonesuch Records, que a banda de blues rock, sete discos depois da estreia, consolida o estouro de popularidade desejada. Para chegarem aqui, esta dupla de Ohio constituida pelo baterista Patrick Carney e por Dan Auerbach, vocalista e guitarrista da banda, contaram com a ajuda  essencial do mítico produtor Danger Mouse, que já pode  ser considerado um terceiro membro dos The Black Keys.

Este El Camino sucede a Brothers, de 2010, disco que já tinha alcançado um sucesso inesperado e mantém a sonoridade hard rock, do rock setentista, do rock de garagem e do blues desse disco. Primeiro single e já com um vídeo espetacular, a irresistível Lonely Boy abre o disco de forma impecável. Depois, entre a o lamento da guitarra em Run Right Back e o baixo cheio de vibe de Stop Stop, todas as onze músicas são singles em potência, com refrões bastante audíveis e que se tornam viciantes também devido a voz fantástica de Dan Auerbach, uma das melhores da atualidade e que atinge uma espécie de apogeu interpretativo em Mind Eraser, a música escolhida para fechar o álbum.

Em El Camino a bateria também está muito presente, a martelar do início ao fim e com um ritmo bastante acelerado. A habilidade de Patrick com as baquetas não é genial, mas consegue ser muito competente e contribui de forma importante para o resultado poderoso do álbum. Um dos meus destaques, Little Black Submarines, é o único momento em que as coisas acalmam um pouco; Mas depois da bela introdução assente na voz e na viola, a canção cresce até chegar a um solo de guitarra incrível acompanhado pela tal bateria explosiva, resultando numa espécie de Stairway To Heaven, versão 2011.

Em suma, este disco marca a entrada em grande estilo dos The Black Keys na primeira divisão do campeonato indie e alternativo e vai certamente figurar nas listas dos melhores discos lançados este ano. El Camino prova que se o rock estiver em boas mãos tem capacidade que sobra de renovar-se e quantas vezes for necessário. Espero que aprecies a sugestão até porque anda por aí muito boa gente que, tal como eu, está rendida a este disco.


01 Lonely Boy
02 Dead and Gone
03 Gold on the Ceiling
04 Little Black Submarines
05 Money Maker
06 Run Right Back
07 Sister
08 Hell of a Season
09 Stop Stop
10 Nova Baby
11 Mind Eraser

autor stipe07 às 18:57
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