Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


DIIV - Sometime / Human / Geist EP

Segunda-feira, 27.06.22

Dois mil e vinte e dois é um ano marcante para todos os fãs dos DIIV, já que a banda norte-americana formada por Zachary Cole Smith (voz e guitarra), Andrew Bailey (guitarra), Colin Caulfield (baixo) e Ben Newman (bateria), comemora uma década do lançamento de Oshin o mítico álbum que lançou o grupo natural de Nova Iorque para as luzes da ribalta. E um dos eventos que marca a efeméride é o lançamento do EP Sometime / Human / Geist, um tomo que junta as primeiras três canções que os DIIV gravaram, um ano antes de incubarem Oshin e os respetivos b side, todas alvo de reimpressão recente em formato vinil de sete polegadas, já disponível no bandcamp do grupo.

DIIV Brasil (@DIIV_BR) / Twitter

Este EP é um registo obrigatório para todos aqueles que querem entender o processo evolutivo dos DIIV e o modo como, a darem o pontapé de saída, escavaram as fundações desse Oshin, compêndio que é, ainda hoje, um marco discográfico fundamental do milénio. E, de facto, a audição destas seis composições, que inclui uma curiosa versão de Bambi Slaughter, um original da autoria de Kurt Cobain, esclarece-nos que eram doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica que conduzia a um amigável confronto entre o rock alternativo de cariz mais lo fi com aquela pop particularmente luminosa e com um travo a maresia muito peculiar, a grande força motriz do processo criativo do quarteto, bem impressa em Sometime, a primeira canção do grupo a causar furor no mainstream e que também não renegava aproximações mais ou menos declaradas à herança do melhor garage rock de final do século passado, como se percebe em Geist.

Sombra, rugosidade e monumentalidade, misturando-se entre si com intensidade e requinte superiores, através da crueza orgânica das guitarras, repletas de efeitos e distorções inebriantes e de um salutar experimentalismo percurssivo em que baixo e bateria atingem, juntos, um patamar interpretativo particularmente turtuoso, enquanto todos juntos obedecem à vontade de Zachary de se expôr sem receios e assim afugentar definitivamente todos os fantasmas interiores que o vão consumindo, são os pilares fundamentais dos DIIV e estes seis temas merecem figurar num superior lugar de destaque na indie contemporânea, porque são os grandes responsáveis pelo desabrochar triunfante de uma banda indispensável e única. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 15:31

Air Waves - Wait

Terça-feira, 14.06.22

Nicole Schneit é a feliz proprietária da magnífica voz que dá vida ao projeto a solo Air Waves, cujo nome é inspirado numa mítica canção dos Guided By Voices de Robert Pollard. Air Waves estreou-se em dois mil e sete com um registo homónimo que vale bem a pena destrinçar, ao qual se seguiram outros assinaláveis compêndios, nomeadamente Dungeon Dots, em dois mil e dez e Parting Glances, meia década depois. No entanto, o trabalho de Nicole Schneit só se começou a evidenciar verdadeiramente e com superior notoriedade junto da crítica em dois mil e dezoito com o excelente disco Warrior, que terá sequência em setembro próximo com um registo intitulado The Dance, que terá a chancela da Fire Records.

FLOOD - Air Waves Announce New LP “The Dance,” Share New Single “Wait”

The Dance foi um trabalho gravado nos estúdios Figure 8, em Brooklyn, Nova Iorque, com as contribuições dos bateristas David Christian e Ben Florencio e do guitarrista Ethan Sass e contará nos créditos com contribuições decisivas de nomes tão proeminentes como Skyler Skjelset (Fleet Foxes, Beach House), Luke Temple, Brian Betancourt, Cass McCombs, Rina Mushonga, Frankie Cosmos e Lispector

Wait é o primeiro single revelado de The Dance, uma canção que explora as dificuldades de foco e de concentração que todos nós nos recordamos de ter sentido em idades mais precoces e que, sonoramente, nos proporciona pouco mais de três minutos de profunda nostalgia e majestosidade, arregaçada por sintetizações de forte cariz etéreo, um registo vocal bastante emotivo e impactante. Wait tem também já direito a um video dirigido por Becca Brooks Morrin e Charlotte Hornsby. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:48

Interpol – Fables

Segunda-feira, 23.05.22

Os Interpol de Banks, Fogarino e Kessler, continuam a revelar detalhes de The Other Side Of Make-Believe, um registo que irá ver a luz do dia a quinze de julho próximo, com a chancela da Matador Records e que surge quatro anos depois de Marauder e três do EP Fine Mess. Recordo que durante este período Paul Banks não deixou de estar ativo, porque ofereceu-nos o espetacular disco homónimo de estreia do projeto Muzz, que partilha com Matt Barrick dos The Walkmen e Josh Kaufman dos Bonny Light Horseman.

Interpol lança o single "Fables" do álbum 'The Other Side of Make-Believe'

Assim, depois de terem sido divulgados os singles Toni e Something Changed, de um álbum que começou a ser incubado em dois mil e vinte numa casa alugada nas Catskills e que ganhou definitivamente forma no Norte de Londres com os co-produtores Flood e Alan Moulder, agora chega a vez de conferir Fables, uma curiosa composição que faz a banda resvalar para territórios mais próximos do hip-hop e do próprio R&B clássico, imagine-se, muito graças a um curioso e bem conseguido registo percussivo, a cargo de Daniel Fogarino.

Fables também já tem direito a um espetacular vídeo assinado por Van Alpert, o mesmo realizador dos filmes dos dois singles anteriores. Confere...

Website

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:00

Interpol - Something Changed

Quarta-feira, 13.04.22

Quatro anos depois de Marauder e três do EP Fine Mess, os Interpol de Banks, Fogarino e Kessler, preparam-se para regressar aos discos com The Other Side Of Make-Believe, um registo que irá ver a luz do dia a quinze de julho próximo, com a chancela da Matador Records. Recordo que durante este período Paul Banks não deixou de estar ativo, porque ofereceu-nos o espetacular disco homónimo de estreia do projeto Muzz, que partilha com Matt Barrick dos The Walkmen e Josh Kaufman dos Bonny Light Horseman.

Interpol tease first single from seventh album with clip from new video

The Other Side Of Make-Believe será o sétimo disco da carreira da banda nova-iorquina e terá um alinhamento de onze canções. Delas começoiu por ser revelado, há alguns dias atrás, o tema Toni, a composição que abre o registo e agora chega a vez de conferirmos Something Changed.

Tal como sucedeu em Toni, tema em que pudemos apreciar o Banks incisivo de sempre, não só na voz mas também no modo como toca aquela guitarra agreste, agudizada pelo efeito identitário dos Interpol, em Something Changed volta a fazer mossa aquele timbre metálico que lançou o grupo para as luzes da ribalta no início deste século, quando com o indie rock genuíno de Antics e o post punk revivalista de Turn On The Bright Lights conquistaram meio mundo, mas percebe-se que existe um cuidado por criar temas que tenham a componente melódica em declarado ponto se mira, como se os Interpol quisessem agora colocar rédea curta num rock que nunca deixou de ser sedutor, adulto e até charmoso, mas que passa a ser minuciosamente arquitetado, principalmente ao nível dos arranjos e da diversidade instrumental e alvo de um trabalho de produção irrepreensível.

Something Changed surge também na sequência do vídeo de Toni, ou seja, é a segunda parte de um filme dirigido por Van Alpert, que mostra uma coreografia incrível, à semelhança do que sucedeu no filme da primeira canção. Nela, segundo Paul Banks, a realidade e o devaneio convergem e os dois personagens principais encontram-se numa espécie de estado de sonho sendo perseguidos inexoravelmente por uma figura sinistra (interpretada pelo vocalista.) As vidas dos três estão entrelaçadas numa nebulosa de medo, retribuição, desejo e desafio. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:45

Interpol - Toni

Sexta-feira, 08.04.22

Quatro anos depois de Marauder e três do EP Fine Mess, os Interpol de Banks, Fogarino e Kessler, preparam-se para regressar aos discos com The Other Side Of Make-Believe, um registo que irá ver a luz do dia a quinze de julho próximo, com a chancela da Matador Records. Recordo que durante este período Paul Banks não deixou de estar ativo, porque ofereceu-nos o espetacular disco homónimo de estreia do projeto Muzz, que partilha com Matt Barrick dos The Walkmen e Josh Kaufman dos Bonny Light Horseman.

Interpol tease first single from seventh album with clip from new video

The Other Side Of Make-Believe será o sétimo disco da carreira da banda nova-iorquina e terá um alinhamento de onze canções e delas acaba de ser revelado o tema Toni, que é, por sinal, a composição que abre o registo.

Em Toni podemos apreciar o Banks incisivo de sempre, não só na voz mas também no modo como toca aquela guitarra agreste, agudizada pelo efeito identitário dos Interpol, um timbre metálico que lançou o grupo para as luzes da ribalta no início deste século, quando com o indie rock genuíno de Antics e o post punk revivalista de Turn On The Bright Lights conquistaram meio mundo. É uma canção que contém uma controlada e íntima virilidade elétrica misturada com uma espécie de absurdo lírico, nuances que oferecem a Toni uma charme extraordinário.

Charme é também um adjetivo que se pode utilizar para qualificar o vídeo de Toni, a primeira parte de um filme dirigido por Van Alpert, que mostra uma coreografia incrível e cujo segundo tomo está já prometido para breve. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:42

Widowspeak – The Jacket

Sexta-feira, 25.03.22

Quase dois anos depois de Plum, um dos melhores discos de dois mil e vinte para a nossa redação, os Widowspeak estão de regresso aos lançamentos discográficos. O novo registo da dupla formada pela cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo, chama-se The Jacket, tem dez canções e viu a luz do dia com a chancela da insuspeita Captured Tracks.

Widowspeak – While You Wait - man on the moon

Mestres na arte da personificação de um som inconfundível em que eletrónica, pop, folk e rock se confundem com um inebriante charme, muitas vezes até ostensivo, os Widowspeak contam-nos, neste The Jacket, uma curiosa história. O alinhamento do disco pretende contar-nos a odisseia de uma banda fictícia que sai da sua zona de conforto, que assentava em pequenos concertos baseados em covers, para passar a apostar na escrita e composição de originais. Para trazer até nós essa trama com clareza, os Widowspeak optaram pela busca de climas mais soturnos e intimistas, depois da ode luminosa que foi Plum, que também tinha um propósito filosófico, nesse caso fazer uma sátira contundente ao materialismo e ao capitalismo, mas também ao amor na era digital.

E essa alegoria materializa-se, nas dez canções do álbum, num registo interpretativo que explora, quase sempre com a ajuda das cordas do baixo e da guitarra, a mescla de alguns cânones fundamentais do melhor rock setentista, mas não só, com a graciosidade única da folk-pop atual, servindo a eletrónica para apimentar e adornar as canções e potenciar a sua identidade declaradamente vintage, num resultado final que tem aquele clima eminentemente blues e jazzístico em declarado ponto de mira.

O meditativo piano que adorna Everything Is Simple, o andamento rítmico fumarento de Slow Dance, a rugosidade metálica da guitarra que deambula por cima da bateria em The Drive e o espírito noventista e garageiro de Salt, apresentam-nos, por um lado, o elevado cardápio de influências que atiça a dupla e, por outro, a homogeneidade com que conseguem agregar esse catálogo e produzir uma identidade única, não só relativamente ao ambiente sonoro de The Jacket, um disco que sai airosamente do risco que contém e que se define numa nova proposta instrumental e lírica para a banda, mas também, e de um modo mais amplo, no que concerne ao próprio catálogo da dupla, que ganha uma maior versatilidade com este alinhamento, sem descurar a sua essência.

No início da carreira, há já mais de uma década, os Widowspeak começaram por se alimentar à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que foi nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegaram, principalmente a partir de All Yours (2015), nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas. Em Plum acrescentaram ao seu catálogo elementos sonoros muito direcionados para um jogo de cintura eficaz entre sintetizadores e guitarras e agora, um pouco mais hipnóticos, mas plenos na exploração das suas virtudes meditativas e psicadélicas, mesmo que mais minimalistas que o habitual, centraram-se numa guitarra encharcada de blues e nas diferentes nuances que a mesma pode criar, no momento de definir o arquétipo sonoro das canções, para nos oferecer um registo intenso, belo e maduro. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:20

Widowspeak – Everything Is Simple

Sábado, 08.01.22

Quase dois anos depois de Plum, um dos melhores discos de dois mil e vinte para a nossa redação, os Widowspaek estão de regresso aos lançamentos discográficos no próximo mês de março. O novo registo da dupla formada pela cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo, chama-se The Jacket, tem dez canções e irá ver a luz do dia a onze de março, com a chancela da insuspeita Captured Tracks.

Everything Is Simple é o primeiro single divlgado de The Jacket, uma composição que explora, com a ajuda das cordas do baixo e da guitarra, a mescla de alguns cânones fundamentais do melhor rock setentista, com a graciosidade única da folk-pop atual. Depois os sintetizadores e um meditativo piano adornam a canção com inspiradas texturas psicadélicas, num resultado final bastante charmoso e emoldurado com uma identidade declaradamente vintage. Será, tendo em conta esta amostra, um inspirado regresso de um dos projetos mais queridos da nossa redação nos últimos anos. Confere Everything Is Simple e a tracklist de The Jacket...

01 While You Wait
02 Everything Is Simple
03 Salt
04 True Blue
05 The Jacket
06 Unwind
07 The Drive
08 Slow Dance
09 Forget It
10 Sleeper

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 15:52

Cults - Beach Ball

Sexta-feira, 10.12.21

Poucas bandas mantêm tão bem viva a chama do melhor shoegaze de início deste século do que o Cults de Madeline Follin e Brian Oblivion. O álbum homónimo de estreia do projeto, lançado no verão de dois mil e onze, a comemorar dez anos de vida, é um marco inconfundível da discografia desse ano, contendo várias pérolas como Go Outside e Most Wanted, que colocaram, logo na estreia, os Cults num elevado patamar de culto, graças a uma superior capacidade interpretativa, que deve muito à química indisfarçável entre os dois intérpretes.

Cults Share Previously Unreleased Song “Beach Ball” | Under The Radar  Magazine

Para comemorar esta década de vida de Cults, a dupla nova iorquina acaba de divulgar um novo inédito intitulado Beach Ball, que ficou de fora do alinhamento inicial do registo, mas que irá fazer parte da reedição comemorativa em vinil do mesmo. É uma lindíssima composição, umas das primeiras que os Cults escreveram em conjunto e que, reproduzindo com notável mestria, o ambiente fortemente melancólico e algo instável que carateriza o adn da dupla, está bastante marcada por cordas e sintetizações etéreas e por efeitos ecoantes de elevado travo lisérgico. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 17:16

Caveman – Smash

Terça-feira, 23.11.21

Cinco anos depois de Otero War, os nova iorquinos Caveman estão de regresso aos lançamentos com Smash, um registo com a chancela da Fortune Tellers e produzido por Nico Chiotellis nos estúdios Rivington 66. Liderados por Matthew Iwanusa, os Caveman voltam a não desiludir ao terceiro álbum, à sombra do típico rock norte americano e muito influenciados pelo desparecimento de um primo do líder, cujo apelido dá nome ao disco.

Caveman Announces US Fall Tour, 'Smash' LP Out August 13th Via Fortune  Tellers, Buy Tickets Now — Tell All Your Friends PR

Smash impressiona pelas guitarras mas também, e à imagem do antecessor pelo modo como a vertente sintética encaixa nas distorções e no pendor orgânico de grande parte das canções, um pouco à imagem do que sucedeu em Otero War. A sintetização lenta que conduz Hammer e o modo como se cruza com o compasso da bateria, é um bom exemplo deste modus operandi dos Caveman, com Don't Call Me, utilizando a mesma receita, a proporcionar uma faceta mais ampla e ecoante, para criar uma densa parede de som, com uma tonalidade que é já imagem de marca do projeto. E Smash acaba por servir na perfeição para isso mesmo, para carimbar uma sonoridade de forte cariz identitário e para nos esclarecer qual é, definitivamente, o rumo que o grupo pretende trilhar. O próprio piano que se escuta no início do registo, em Like Me, servindo de contraponto, esclarece que a herança e a nostalgia nunca deixarão o catálogo dos Caveman, mas que o olhar anguloso é mesmo em direção a caminhos eminentemente eletrónicos, como se percebe quando os sintetizadores e as próprias guitarras tomam conta do tema. A própria cândura de You Got A Feeling, a serenidade de Awake e a densidade de River acabam por conferir ainda mais homogeneidade a um alinhamento que acaba por expressar aquele dilema que muitas bandas sentem de estarem presas a um determinado som e que, em vez de complicar, resolvem render-se a essa evidência e tentar aprimorar ao máximo a cartilha em que, consciente ou inconscientemente, se sentem mais confortáveis. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 17:57

The Antlers – Losing Light EP

Segunda-feira, 22.11.21

Projeto fundamental do indie rock experimental norte-americano da última década e meia, os The Antlers de Peter Silberman e Michael Lerner, regressaram na passada primavera aos discos com o registo Green To Gold, que em dez canções nos trouxe uma nova fase do grupo de Brooklyn, bastante promissora, luminosa e empolgante.

The Antlers Surprise Release 'losing Light' EP Today | News | ANTI-

Agora, mais de meio anos depois e de modo algo surpreendente, a dupla oferece-nos um EP intitulado Losing Light, com quatro canções, que são nada mais nada menos que reinterpretações de composições que fazem parte do cardápio de Green To Gold, reconstruções feitas de um modo um pouco mais agreste e intuitivo do que os originais do álbum, tomando como ponto de partida as mesmas demos e gravações que serviram de partida aos originais.

Para quem conhece a fundo o conteúdo de Green to Gold, é fundamental escutar este EP, até para perceber que abordagens poderiam ter tido as canções se o estado de espírito dos The antlers fosse um pouco mais sombrio e depressivo na altura em que o disco foi gravado. Recordo que os The Antlers habituaram-nos desde o fabuloso Hospice (2009) a um faustoso banquete de composições encharcadas em sensibilidade, angústia e conflito, canções cheias de sons aquáticos e claustrofóbicos, mas que nos mantinham sempre à tona porque também sabiam salvaguardar um soporífero cariz relaxante. Após o monumental registo Familiars, editado em dois mil e catorze e colocado em primeiro lugar nos melhores álbuns desse ano para a nossa redação, esse desfile de discos assertivos e metaforicamente intensos foi interrompido por opção da própria dupla e os The Antlers entraram num hiato que foi interrompido com Green To Gold, uma obra prima de sensibilidade e nostalgia. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 17:46






mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon - Programa 482


Disco da semana 152#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Julho 2022

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.