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Widowspeak – Money

Terça-feira, 30.06.20

Widowspeak - Money

É na insuspeita Captured Tracks que se abrigam os Widowspeak, projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Com já quatro extraordinários discos em carteira e o quinto na forja, começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegam, nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas.

Widowspeak Announce New Album Plum, Share New Single | opera news

No final de agosto chegará aos escaparates Plum, o tal quinto disco dos Widowspeak e Money, canção com um forte cariz bucólico, é o mais recente single de avanço divulgado desse trabalho, que, tendo em conta este tema, surgirá certamente embrulhado por uma melancolia épica algo inocente, mas com uma tonalidade muito vincada, um álbum que soprará na nossa mente de modo a fazer o nosso espírito facilmente levitar e que nos provocará, aposto, um cocktail delicioso de boas sensações.

De facto, uma incrível e sedutora sensação de paz, tranquilidade e amena letargia invade-te logo após os acordes iniciais de Money, canção assente em faustosas cordas vibrantes, num andamento rítmico marcial que nunca definha, acamado por um baixo que acolchoa e na doce e campestre voz de Hamilton, num resultado final que convida a nossa mente e o nosso espírito a se deixarem envolver num clima abstrato e meditativo, com um impacto verdadeiramente colossal e marcante. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:39

Michael Stipe And Big Red Machine – No Time For Love Like Now

Segunda-feira, 15.06.20

Michael Stipe And Big Red Machine - No Time For Love Like Now

Um dos melhores discos de dois mil e dezoito para a nossa redação foi o trabalho homónimo de estreia do projeto Big Red Machine encabeçado por Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas e organizaram festivais (Eaux Claires).

Agora, no ocaso da primavera de dois mil e vinte, os Big Red Machine deram as mãos a Michael Stipe, vocalista dos extintos R.E.M., para muitos a melhor banda do rock alternativo contemporâneo, para juntos assinarem o single No Time For Love Like Now. A versão demo da canção, composta em outubro do ano passado, já tinha sido apresentada por Michael Stipe nas suas redes sociais há agumas semanas, ao vivo no talkshow Late Show With Stephen Colbert, a partir de sua casa, onde esteve de quarentena, e agora chegou a vez da versão final, também já com direito a um vídeo assinado por Michael Brown.

Produzida por Aaron Dessner, orquestrada por Bryce Dessner e com Justin Vernon aos comandos da guitarra elétrica, No Time For Love Like Now é uma daquelas lindíssimas canções que nos colocam na senda de sonoridades eminentemente intimistas e ambientais, uma composição de cariz predominantemente minimal mas que nem por isso deixam de ser intrincada e de conter várias nuances e detalhes que vale bem a pena destrinçar ao longo da sua audição. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:18

Rufus Wainwright – You Ain’t Big

Quarta-feira, 10.06.20

Rufus Wainwright - You Ain't Big

Exatamente daqui a um mês, dia dez de julho, o norte-americano Rufus Wainwright irá regressar aos discos com Unfollow the Rules, um alinhamento de doze canções que irá suceder ao registo Out The Game, que tem já oito anos de existência e que, como se percebe, quebra um longo hiato discográfico do autor, cantor e compositor natural de Nova Iorque.

O charme folk vintage bastante luminoso e apelativo de You Ain't Big, canção que contém sonoramente um forte travo à melhor herança da country no seu estado mais puro, é o mais recente single divulgado de Unfollow The Rules, uma canção bastante atual porque versa sobre o extremismo racial que grassa nos Estados Unidos da América e de costa a costa (You ain’t big if you’re little in Texas, Don’t know who you are unless you’re made it in Lawrence, Kansas, Wait a minute Lawrence, Kansas, Doesn’t really matter at all.). Confere...

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publicado por stipe07 às 17:08

Muzz - Muzz

Sexta-feira, 05.06.20

Uma das grandes surpresas discográficas do momento é o registo homónimo de estreia do super grupo Muzz, um trio formado por Paul Banks dos Interpol, Matt Barrick dos The Walkmen e Josh Kaufman dos Bonny Light Horseman. O projeto começou a ser incubado há quase meia década por Banks e Barrick, amigos dos tempos de escola que tiveram sempre em mente juntar esforços para compor e criar música. Josh Kaufman, exímio multi-instrumentista e habitual colaborador em diversos projetos, com especial destaque para os The National e o registo de estreia a solo de Matt Berninger, prestes a ver a luz do dia, foi a cereja no topo do bolo dessa ideia feliz e que dá agora frutos num alinhamento de doze canções com elevado travo indie e onde do rock alternativo à folk, funde-se o adn de Banks, que olhou sempre com gula para um registo eminentemente punk, com as sonoridades mais atmosféricas e luminosas do agrado de Barrick, admirador confesso de referências como Neil Young ou Bob Dylan.

Muzz - Muzz review: Paul Banks's drowsy, occasionally lovely but ...

Abrigado pela Matador Records, Muzz tem como excelente exemplo de toda a trama que o sustenta, o modo como um dramático piano se entrelaça com uma guitarra repleta de efeitos, enquanto alguns sopros deambulam pela melodia de Broken Tambourine, uma das canções mais bonitas do ano. A partir daí, Muzz proporciona uma jornada sonora em que limpidez e sobriedade dão as mãos convictamente, para colocarem rédea curta num rock que não deixa de ser sedutor, adulto e até charmoso, mas que é minuciosamente arquitetado e alvo de um trabalho de produção irrepreensível. Mesmo quando as guitarras distorcidas se fazem notar desenfreadamente em Red Western Sky ou Knuckleduster, nunca é permitido o resvalar para territórios mais progressivos e rugosos.

Apesar de Banks e Barrick serem as figuras públicas maiores deste coletivo, é Kaufman quem, no fundo, está na base a segurar todo o edifício sonoro do álbum, já que é ele o responsável pelo adorno dos temas, o dono de grande parte dos arranjos de cordas e o intérprete da maioria do arsenal instrumental utilizado. O intimismo sintético de Evergreen, a salutar e impressiva acusticidade de Everything Like It Used to Be, o pendor clássico e até pastoral de All Is Dead to Me e o modo como folk e eletrónica sustentam Patchouli, só são possíveis devido aos múltiplos recursos que este músico possui e à sua ímpar capacidade interpretativa.

Outro aspeto interessante durante a audição de Muzz é a percepção clara de que fica sempre à tona um salutar minimalismo que, diga-se, é o registo instrumental interpretativo que melhor faz sobressair a voz inconfundível de Banks, uma das mais sagazes do indie rock contemporâneo e que, podendo estar a perder alguma potência com a idade, está a ganhar claramente em afinação e sentimento.

Não sendo ainda claramente percetível em que direção pretendem estes três amigos talentosos caminhar, algo que até abona positivamente em relação às expetativas futuras relativamente a este projeto, é já certo poder dizer-se que Muzz é uma feliz e promissora estreia de um conjunto de músicos que parecem ter encontrado o ninho perfeito para deixarem a sua criatividade fluir livremente, sem os constrangimentos óbvios do adn sonoro das bandas de onde são originários. Em Banks, por exemplo, percebe-se que ele se sente feliz por finalmente fazer parte de uma banda em que não precisa de vestir um fato cada vez que tem de dar a cara por ela. Espero que aprecies a sugestão...

Muzz - Muzz

01. Bad Feeling
02. Evergreen
03. Red Western Sky
04. Patchouli
05. Everything Like It Used To Be
06. Broken Tambourine
07. Knuckleduster
08. Chubby Checker
09. How Many Days
10. Summer Love
11. All Is Dead To Me
12. Trinidad

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publicado por stipe07 às 14:16

Woods - Strange To Explain

Segunda-feira, 01.06.20

Com uma dezena de discos no seu catálogo, os Woods são, claramente, uma verdadeira instituição do indie rock alternativo contemporâneo. De facto, esta banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada pelo carismático cantor e compositor Jeremy Earl e pelo parceiro Jarvis Taveniere, tem-nos habituado, tomo após tomo,  a novas nuances relativamente aos trabalhos antecessores, aparentes inflexões sonoras que o grupo vai propondo à medida que publica um novo alinhamento de canções. Mas, na verdade, tais laivos de inedetismo entroncam sempre num fio condutor que tem sido explorado até à exaustão e com particular sentido criativo, abarcando todos os detalhes que o indie rock, na sua vertente mais pura e noise e a folk com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes são os grandes pilares que, juntamente com o típico falsete de Jeremy, orientam o som dos Woods e que se mantêm, com enorme primor, em Strange To Explain, o álbum que a dupla lançou a vinte e dois de maio, à boleia da etiqueta do grupo, a Woodsist.

Woods ainda relevante em "Strange to Explain" - Escuta Essa Review

Strange To Explain sucede ao excelente Love Is Love, de dois mil e dezassete, sendo o primeiro do projeto desde que Earl foi pai e Jarvis se mudou para Los Angeles. Tais eventos foram marcantes para a dupla e obrigaram a mesma a uma redifinição de rotinas, mas também acabaram por influenciar o conteúdo lírico e sentimental de onze canções que acabam por mostrar os Woods num território sonoro onde se sentem particularmente confortáveis. Falo daquele rock com um elevado travo folk, nomeadamente aquele mais reflexivo e íntimo que, curiosamente, foi o combustível principal de At Echo Lake, o trabalho que os Woods lançaram há exatamente uma década e que ainda é, para muita crítica, o momento discográfico maior deste projeto norte-americano.

De facto, canções como Next To You And The Sea, um buliçoso mas agradável portento de luz e cândura e Where Do You Go When You Dream?, canção que entre cordas, um baixo vibrante, um belo falsete, uma bateria pujante, arranjos luminosos e simultaneamente lo fi e guitarras experimentais, reluz porque assenta num som leve e cativante e com texturas psicadélicas que, simultaneamente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, são temas que nos mostram, desde logo, que houve uma intenção clara de estabelecer um diálogo sonoro com o ouvinte que não obrigasse este a demasiada reflexão de modo a destrinçar o modus operandi que conduziu a conceção do disco, ao mesmo tempo que houve uma busca por induzir uma sonoridade agradável, sorridente e o mais orgânica possível. As cordas vibrantes e os efeitos borbulhantes em que navegam as águas calmas de Just To Fall Asleep e o clima sedutor que se estabelce entre viola e bateria em Before They Pass By são outros exemplos bonito desta busca por um clima otimista, reluzente e aconchegante, que marca Strange To Explain.

Mesmo nas sintetizações retro em que assenta Can’t Get Out, na subtil epicidade experimental de The Weekend Wind, ou no travo cósmico dos flashes que pairam pela bateria e pela guitarra de Fell So Hard, nunca é colocada em causa esta marca indistinta que possui Strange To Explain, um disco eminentemente cru, envolvido por um doce travo psicadélico, enquanto passeia por diferentes universos musicais, sempre com um superior encanto interpretativo e um sugestivo pendor pop, traves mestras que melodicamente colam-se com enorme mestria ao nosso ouvido e que justificam, no seu todo, que este seja um dos melhores registos do já impressionante catálogo do grupo e o que mais aproxima os Woods dos seus primórdios. Espero que aprecies a sugestão...

Woods - Strange To Explain

01. Next To You And The Sea
02. Where Do You Go When You Dream?
03. Before They Pass By
04. Can’t Get Out
05. Strange To Explain
06. The Void
07. Just To Fall Asleep
08. Fell So Hard
09. Light Of Day
10. Be There Still
11. Weekend Wind

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publicado por stipe07 às 22:07

Matt Berninger – Serpentine Prison

Sexta-feira, 22.05.20

Matt Berninger - Serpentine Prison

Será ainda no presente ano de dois mil e vinte que irá ver a luz do dia o disco de estreia da carreira a solo de Matt Berninger, um registo intitulado Serpentine Prison, cuja produção está a ser ultimada e acabou por ser acelerada devido ao período de confinamento que o músico também viveu em Nova Iorque e que lhe permitiu debruçar-se com maior empenho neste seu projeto paralelo à realidade The National.

Serpentine Prison conta nos créditos com os produtores Booker T. Jones e Sean O’Brien e do seu alinhamento já se conhece o tema homónimo, uma lindíssima composição assente em cordas e sopros cobertas por uma aúrea de sentimentalismo e sensibilidade, impressão ampliada pela superior delicadeza do registo vocal grave de Berninger, num resultado final que coloca o autor num pedestal de refinamento e classicismo. Confere...

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publicado por stipe07 às 23:08

The Strokes – The New Abnormal

Terça-feira, 14.04.20

Já chegou aos escaparates The New Abnormal o tão anunciado sucessor de Comedown Machine, um álbum com atitude e cheio de melodias rock com riffs imparáveis, que em dois mil e treze colocou os The Strokes de Julian Casablancas, Nick Valensi, Nikolai Fraiture, Albert Hammond Jr. e Fabrizio Moretti novamente no caminho certo rumo ao pódio do indie rock  e ao espantoso legado sonoro que ajudaram a criar a partir do longínquo ano de dois mil e um com o memorável Is This ItThe New Abnormal é o sexto disco deste coletivo nova iorquino ainda fundamental no universo musical indie punk rock e tem um alinhamento de nove canções, produzido por Rick Rubin e com a chancela da Cult Records.

Por que “The New Abnormal” foi a volta do The Strokes que conhecíamos?

The New Abnormal solidifica e tipifica com ainda maior clareza a filosofia interpretativa deste projeto nova iorquino que depois de ter começado a carreira com um formato sonoro claramente balizado, foi apalpando terreno noutros espetros, atingindo o auge dessas derivas no festim sintético que banhou Angles há já quase uma década. A partir daí, nomeadamente em Comedown Machine, este projeto que é dos melhores do mundo a trabalhar em estúdio, voltou a fazer marcha atrás, algo que se saúda porque os The Strokes estão, sem dúvida, mais confortáveis a explorar os recantos obscuros de uma relação que se deseja que não seja sempre pacífica entre a mágica tríade instrumental que compôe o arsenal de grande parte dos projetos inseridos nesta miríade sonora, o baixo, a guitarra e a bateria.

The New Abnormal tem, então, esta espécie de dupla identidade, porque além de culminar com elevado esplendor um regresso ao punk rock como trave mestra da maioria das composições do disco, aquele rock mais enérgico, direto e incisivo a que nos habituámos no dealbar deste século e que nomes tão influentes com os Franz Ferdinand, Radio 4, LCD Soundsystem ou The Rapture repicaram com astúcia, permite que este modus operandi seja adornado por uma mescla entre a típica eletrónica underground nova iorquina e o colorido neon pop dos anos oitenta. Brooklyn Bridge To Chorus, uma composição que carrega no seu dorso melódico e instrumental a melhor herança do glam rock oitocentista, espelhado num sintetizador retro bastante incisivo, nostágico e que casa bem com a voz de Casablancas, que, já agora, em todo o disco volta a evidenciar elasticidade e a capacidade de reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um elevado plano performativo, é, talvez, o melhor exemplo do álbum desta duplicidade. No entanto, Bad Decisions, um exuberante tratado de indie rock, festivo, luminoso e dançante, mais consentâneo com a herança do grupo, já que assenta no famoso efeito metálico metálico das guitarras, que é uma imagem de marca inconfundível dos The Strokes, a faustosa ode aquele experimentalismo psicadélico luminoso que conduz Why Are Sundays So Depressing e, em Selfless, o irresistível swing da guitarra que no refrão se torna particularmente buliçoso ao resvalar para um riff épico e de maior exaltação, são também instantes cativantes, joviais e harmonicamente exemplares do alinhamento e que carimbam com maturidade, força e honestidade esta revisão e enriquecimento de todo um percurso de duas décadas. Já a batida sintética abrasiva e o baixo imponente que desfilam pela insinuante The Adults Are Talking, assim como At The Door, uma longa canção, algo anormal nos The Strokes, assente numa melodia sintetizada de forte cariz retro, são a outra face mais visível desta moeda chamada The New Abnormal, repleta de sons, tiques e detalhes disponíveis para a descoberta em audições sucessivas, um álbum que ensina que nunca é tarde para recomeçar e que os anos podem passar por uma banda, mas o seu espírito pode manter-se amplamente jovial e criativo. É esta, de certo modo, a melhor descrição que se pode fazer destes renovados The Strokes como entidade. Espero que aprecies a sugestão...

The Strokes - The New Abnormal

01. The Adults Are Talking
02. Selfless
03. Brooklyn Bridge To Chorus
04. Bad Decisions
05. Eternal Summer
06. At The Door
07. Why Are Sundays So Depressing
08. Not The Same Anymore
09. Ode To The Mets

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publicado por stipe07 às 11:23

Psychic Ills – Never Learn Not To Love vs Cease To Exist

Quinta-feira, 09.04.20

Os mais atentos ao universo sonoro indie e alternativo terão certamente ficado transtornados com o súbito desaparecimento na passada semana, aos quarenta e um anos, de Tres Warren, líder dos norte-americanos Psychic Ills, uma das mais curiosas apostas do catálogo da Sacred Bones Records. Oriundos da big apple, divagavam, desde dois mil e três, por um universo de explorações sonoras que criam pontos de interseção seguros e estreitos entre eletrónicarock ambiental e rock progressivo, sempre com uma toada eminentemente lo fi e psicadélica, que até nem dispensou alguns artifícios caseiros de gravação, como se percebeu em Inner Journey Out, o quinto disco do grupo, editado em dois mil e dezasseis e que ficou em décimo primeiro lugar dos vinte melhores trabalhos discográficos desse ano para a nossa redação.

Sacred Bones edita novo 7'' dos Psychic Ills depois da morte do ...

Warren foi sempre um artista muito profícuo. No momento da sua morte já trabalhava em novas canções e preparava-se para entrar em estúdio com Helizabeth Hart, a sua companheira de sempre nos Psychic Ills, para gravar o sucessor de Inner Journey Out, o sexto e novo registo da dupla, que deveria ver a luz do dia no ocaso do presente ano de dois mil e vinte.

Infeizmente Warren não teve tempo de gravar esse disco, mas tinha já trabalhado com Hart num par de covers, os temas Never Learn Not To Love e Cease To Exist, que são, curiosamente, duas roupagens diferentes de um mesmo original. A canção Never Learn Not To Love foi gravada no final de mil novecentos e sessenta e oito pelos Beach Boys e creditada por Dennis Wilson, sendo ela própria já uma versão de Cease To Exist, original da autoria de Charles Manson, que faria parte do alinhmento do seu registo de estreia, Lie: The Love and Terror Cult, editado em março de mil novecentos e setenta.

As duas canções acabam então de ganhar uma nova vida através desta dupla Psychic Ills e tal sucede de um prisma bem diferente. Enquanto a primeira foi adornada através de um exercício de rock psicadélico com um ritmo efusiante, marcado pelo baixo rugoso e pelo compasso de uma bateria intransigente nos tempos e que se vai deixando enlear por uma distorção de guitarra a espumar aquele blues tipicamente americano até ao tutano, já Cease To Exist mereceu um toque de lustro que exala uma mansidão folk rock psicadélica incomum e capaz de nos envolver num torpor intenso. Confere...

Psychic Ills - Never Learn Not To Love - Cease To Exist

01. Never Learn Not To Love
02. Cease To Exist

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publicado por stipe07 às 14:06

The Strokes – Brooklyn Bridge To Chorus

Terça-feira, 07.04.20

The Strokes - Brooklyn Bridge To Chorus

É já no final desta semana que chega aos escaparates the New Abnormal o tão anunciado sucessor de anunciado Comedown Machine, um álbum com atitude e cheio de melodias rock com riffs imparáveis, que em dois mil e treze colocou os The Strokes de Julian Casablancas, Nick Valensi, Nikolai Fraiture, Albert Hammond Jr. e Fabrizio Moretti novamente no caminho certo rumo ao pódio do indie rock  e ao espantoso legado sonoro que ajudaram a criar a partir do longínquo ano de dois mil e um com o memorável Is This It.

The New Abnormal será o sexto disco deste coletivo nova iorquino ainda fundamental no universo musical indie punk rock, e terá um alinhamento de nove canções, produzido por Rick Rubin e que irá ver a luz do dia à boleia da Cult Records. Delas já foram divulgados os singles Bad Decisions e At The Door, escalpelizados por esta redação em tempo útil, e agora chega a vez de nos deliciarmos com Brooklyn Bridge To Chorus, o terceiro tema retirado de The New Abnormal, uma composição que carrega no seu dorso melódico e instrumental a melhor herança do glam rock oitocentista, espelhado num sintetizador retro bastante incisivo, nostágico e que casa bem com a voz de Casablancas, que volta a evidenciar elasticidade e a capacidade de reproduzir diferentes registos e dessa forma atingir um elevado plano performativo. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:55

Sondre Lerche – You Are Not Who I Thought I Was

Terça-feira, 31.03.20

Sondre Lerche - You Are Not Who I Thought I Was

Sondre Lerche é um músico, cantor e compositor norueguês que vive em Brooklyn, Nova Iorque e que também se tem notabilizado pela composição de bandas sonoras, além do seu trabalho a solo. Impressionou esta redação há uma meia década com Please, um disco que apostava numa pop que entre o nostálgico e o esplendoroso, tinha algo de profundamente dramático e atrativo. Eram dez músicas diversificadas e acessíveis, repletas de melodias orelhudas e que, tendo sido alvo de uma produção aberta e notoriamente inspirada, proporcionavam uma festa pop, psicadélica e sensual.

Agora, em dois mil e vinte, Sondre Lerche está de regresso aos discos com Patience, um registo que chegará aos escaparates a cinco de junho próximo à boleia do selo PLZ. You Are Not Who I Thought I Was é o primeiro single divulgado do alinhamento deste novo registo do músico norueguês, uma composição com um ambiente de festa bem vincado, assente em sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem num universo carregado de batidas e ritmos que não deixam de exalar um certo erotismo. Confere...

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publicado por stipe07 às 22:04






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