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Matt Berninger - One More Second

Segunda-feira, 14.09.20

Está para breve o lançamento do disco de estreia da carreira a solo de Matt Berninger, um registo intitulado Serpentine Prison e que deve muito do seu conteúdo ao período de confinamento que o músico também viveu em Nova Iorque e que lhe permitiu debruçar-se com maior empenho neste seu projeto paralelo à realidade The National.

Matt-Berninger

Serpentine Prison conta nos créditos com os produtores Booker T. Jones e Sean O’Brien, verà a luz do dia através da Book Records, uma nova etiqueta, subsidiária da Concord Records e formada por Berninger e Jones em conjunto e do seu alinhamento já se conhecem vários temas, que têm sido divulgados pela nossa redação, como os mais atentos certamente se recordam

One More Second é o mais recente single retirado do alinhamento de Serpentine Prison, uma composição escrita por Berninger em parceria com Matt Sheehy, líder da banda Lost Lander e companheiro do músico nova iorquino no projeto EL VY project. É uma belíssima canção de amor, instrumentalmente riquíssima e repleta de arranjos das mais diversas proveniências, com uma toada emotiva indesmentível, abrigada numa nuvem espessa de classicismo e por uma aúrea de sentimentalismo e sensibilidade únicos. Confere...

Matt Berninger - One More Second

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publicado por stipe07 às 11:37

Widowspeak – Even True Love

Sexta-feira, 14.08.20

É na insuspeita Captured Tracks que se abrigam os Widowspeak, projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Com já quatro extraordinários discos em carteira e o quinto na forja, começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegam, nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas.

Widowspeak Share "Even True Love": Listen - Stereogum

No final deste mês de agosto chegará aos escaparates Plum, o tal quinto disco dos Widowspeak e depois de nos termos deliciado com Money, canção com um forte cariz bucólico, assente em faustosas cordas vibrantes e com o tema homónimo do disco, uma composição feita de uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, agora chega a vez de conferir Even True Love, um tema lumisoso e otimista, alinhado num andamento rítmico marcial que nunca definha, acamado por um baixo que acolchoa a doce e campestre voz de Hamilton. São três amostras imprescindíveis para termos a certeza que Plum será um marco discográfico de dois mil e vinte, um trabalho que soprará na nossa mente de modo a fazer o nosso espírito facilmente levitar e que nos provocará, aposto, um cocktail delicioso de boas sensações. Confere...

Widowspeak - Even True Love

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publicado por stipe07 às 13:14

Wye Oak – No Place

Sábado, 25.07.20

Wye Oak - No Place

É já no último dia deste mês que os infatigáveis Wye Oak nos oferecem No Horizon, um novo EP desta dupla de Baltimore formada por Jenn Wasner e Andy Stack. Mestres da folk e do indie rock, mas com um cardápio sonoramente cada vez mais eclético, suportado por uma sólida carreira de pouco mais de uma década cujos maiores trunfos são a belíssima voz de Jenn e o magnífico trabalho instrumental de Andy, os Wye Oak têm solidificado, nas suas últimas propostas discográficas, nomeadamente o disco de dois mil e dezoito,The Louder I Call, The Faster It Runs, uma opção clara por sonoridades mais contemporâneas e direcionadas, essencialmente, para cruzamentos entre a pop e a eletrónica.

No Place, o single recentemente retirado do alinhamento de No Horizon, e que volta a contar com o contributo do coro infantil Brooklyn Youth Chorus, reforça essa aposta em sonoridades de forte pendor sintético, apesar da filosofia rock que esteve sempre subjacente ao adn dos Wye Oak. É uma canção assente numa salutar confusão sonora muito experimental e apelativa e que originou uma atmosfera sonora simultaneamente íntima e vibrante, que se debruça sobre a fronteira que existe entre a nossa dimensão corporal e biológica e a nossa dimensão metafísica e como muitas vezes as pessoas, recentemente mais direcionadas para profissões que exigem o uso predominante da mente e do pesamento, se esquecem do seu lado mais físico, descurando o bem estar dessa dimensão mais orgânica do seu corpo. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:01

Matt Berninger – Distant Axis

Segunda-feira, 20.07.20

Matt Berninger - Distant Axis

Está para breve o lançamento do disco de estreia da carreira a solo de Matt Berninger, um registo intitulado Serpentine Prison, cuja produção está a ser ultimada e acabou por ser acelerada devido ao período de confinamento que o músico também viveu em Nova Iorque e que lhe permitiu debruçar-se com maior empenho neste seu projeto paralelo à realidade The National.

Serpentine Prison conta nos créditos com os produtores Booker T. Jones e Sean O’Brien, verà a luz do dia através da Book Records, uma nova etiqueta, subsidiária da Concord Records e formada por Berninger e Jones em conjunto e do seu alinhamento, depois de ter sido revelado o tema homónimo, agora chega a vez de contemplarmos Distant Axis, tema que foi crescendo a partir de um esboço criado por Walter Martin (The Walkmen) e que tinha o nome inicial Savannah. É mais uma lindíssima composição, instrumentalmente riquíssima e repleta de arranjos das mais diversaa proveniências, com uma toada emotiva crescente e na qual cordas e piano se deixam cobrir com mestria por uma nuvem espessa de classicismo e por uma aúrea de sentimentalismo e sensibilidade únicos, impressões ampliadas pela superior delicadeza do registo vocal grave de Berninger, num resultado final extraordinário. Confere...

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publicado por stipe07 às 08:35

Widowspeak – Plum

Sábado, 18.07.20

Widowspeak - Plum

É na insuspeita Captured Tracks que se abrigam os Widowspeak, projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Com já quatro extraordinários discos em carteira e o quinto na forja, começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegam, nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas.

Widowspeak Announce New Album Plum, Share New Single | opera news

No final de agosto chegará aos escaparates Plum, o tal quinto disco dos Widowspeak e depois de nos termos deliciado com Money, canção com um forte cariz bucólico, assente em faustosas cordas vibrantes, num andamento rítmico marcial que nunca definha, acamado por um baixo que acolchoa e na doce e campestre voz de Hamilton, agora chegou a vez de nos deixarmos seduzir pelo tema homónimo do disco, uma composição feita de uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, que dão as mãos para a criação de um descontraído ambiente emotivo e honesto.

Bastam estas duas amostras para estarmos certos que Plum será um marco discográfico de dois mil e vinte, um trabalho que soprará na nossa mente de modo a fazer o nosso espírito facilmente levitar e que nos provocará, aposto, um cocktail delicioso de boas sensações. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:48

Widowspeak – Money

Terça-feira, 30.06.20

Widowspeak - Money

É na insuspeita Captured Tracks que se abrigam os Widowspeak, projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Com já quatro extraordinários discos em carteira e o quinto na forja, começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegam, nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas.

Widowspeak Announce New Album Plum, Share New Single | opera news

No final de agosto chegará aos escaparates Plum, o tal quinto disco dos Widowspeak e Money, canção com um forte cariz bucólico, é o mais recente single de avanço divulgado desse trabalho, que, tendo em conta este tema, surgirá certamente embrulhado por uma melancolia épica algo inocente, mas com uma tonalidade muito vincada, um álbum que soprará na nossa mente de modo a fazer o nosso espírito facilmente levitar e que nos provocará, aposto, um cocktail delicioso de boas sensações.

De facto, uma incrível e sedutora sensação de paz, tranquilidade e amena letargia invade-te logo após os acordes iniciais de Money, canção assente em faustosas cordas vibrantes, num andamento rítmico marcial que nunca definha, acamado por um baixo que acolchoa e na doce e campestre voz de Hamilton, num resultado final que convida a nossa mente e o nosso espírito a se deixarem envolver num clima abstrato e meditativo, com um impacto verdadeiramente colossal e marcante. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:39

Michael Stipe And Big Red Machine – No Time For Love Like Now

Segunda-feira, 15.06.20

Michael Stipe And Big Red Machine - No Time For Love Like Now

Um dos melhores discos de dois mil e dezoito para a nossa redação foi o trabalho homónimo de estreia do projeto Big Red Machine encabeçado por Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas e organizaram festivais (Eaux Claires).

Agora, no ocaso da primavera de dois mil e vinte, os Big Red Machine deram as mãos a Michael Stipe, vocalista dos extintos R.E.M., para muitos a melhor banda do rock alternativo contemporâneo, para juntos assinarem o single No Time For Love Like Now. A versão demo da canção, composta em outubro do ano passado, já tinha sido apresentada por Michael Stipe nas suas redes sociais há agumas semanas, ao vivo no talkshow Late Show With Stephen Colbert, a partir de sua casa, onde esteve de quarentena, e agora chegou a vez da versão final, também já com direito a um vídeo assinado por Michael Brown.

Produzida por Aaron Dessner, orquestrada por Bryce Dessner e com Justin Vernon aos comandos da guitarra elétrica, No Time For Love Like Now é uma daquelas lindíssimas canções que nos colocam na senda de sonoridades eminentemente intimistas e ambientais, uma composição de cariz predominantemente minimal mas que nem por isso deixam de ser intrincada e de conter várias nuances e detalhes que vale bem a pena destrinçar ao longo da sua audição. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:18

Rufus Wainwright – You Ain’t Big

Quarta-feira, 10.06.20

Rufus Wainwright - You Ain't Big

Exatamente daqui a um mês, dia dez de julho, o norte-americano Rufus Wainwright irá regressar aos discos com Unfollow the Rules, um alinhamento de doze canções que irá suceder ao registo Out The Game, que tem já oito anos de existência e que, como se percebe, quebra um longo hiato discográfico do autor, cantor e compositor natural de Nova Iorque.

O charme folk vintage bastante luminoso e apelativo de You Ain't Big, canção que contém sonoramente um forte travo à melhor herança da country no seu estado mais puro, é o mais recente single divulgado de Unfollow The Rules, uma canção bastante atual porque versa sobre o extremismo racial que grassa nos Estados Unidos da América e de costa a costa (You ain’t big if you’re little in Texas, Don’t know who you are unless you’re made it in Lawrence, Kansas, Wait a minute Lawrence, Kansas, Doesn’t really matter at all.). Confere...

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publicado por stipe07 às 17:08

Muzz - Muzz

Sexta-feira, 05.06.20

Uma das grandes surpresas discográficas do momento é o registo homónimo de estreia do super grupo Muzz, um trio formado por Paul Banks dos Interpol, Matt Barrick dos The Walkmen e Josh Kaufman dos Bonny Light Horseman. O projeto começou a ser incubado há quase meia década por Banks e Barrick, amigos dos tempos de escola que tiveram sempre em mente juntar esforços para compor e criar música. Josh Kaufman, exímio multi-instrumentista e habitual colaborador em diversos projetos, com especial destaque para os The National e o registo de estreia a solo de Matt Berninger, prestes a ver a luz do dia, foi a cereja no topo do bolo dessa ideia feliz e que dá agora frutos num alinhamento de doze canções com elevado travo indie e onde do rock alternativo à folk, funde-se o adn de Banks, que olhou sempre com gula para um registo eminentemente punk, com as sonoridades mais atmosféricas e luminosas do agrado de Barrick, admirador confesso de referências como Neil Young ou Bob Dylan.

Muzz - Muzz review: Paul Banks's drowsy, occasionally lovely but ...

Abrigado pela Matador Records, Muzz tem como excelente exemplo de toda a trama que o sustenta, o modo como um dramático piano se entrelaça com uma guitarra repleta de efeitos, enquanto alguns sopros deambulam pela melodia de Broken Tambourine, uma das canções mais bonitas do ano. A partir daí, Muzz proporciona uma jornada sonora em que limpidez e sobriedade dão as mãos convictamente, para colocarem rédea curta num rock que não deixa de ser sedutor, adulto e até charmoso, mas que é minuciosamente arquitetado e alvo de um trabalho de produção irrepreensível. Mesmo quando as guitarras distorcidas se fazem notar desenfreadamente em Red Western Sky ou Knuckleduster, nunca é permitido o resvalar para territórios mais progressivos e rugosos.

Apesar de Banks e Barrick serem as figuras públicas maiores deste coletivo, é Kaufman quem, no fundo, está na base a segurar todo o edifício sonoro do álbum, já que é ele o responsável pelo adorno dos temas, o dono de grande parte dos arranjos de cordas e o intérprete da maioria do arsenal instrumental utilizado. O intimismo sintético de Evergreen, a salutar e impressiva acusticidade de Everything Like It Used to Be, o pendor clássico e até pastoral de All Is Dead to Me e o modo como folk e eletrónica sustentam Patchouli, só são possíveis devido aos múltiplos recursos que este músico possui e à sua ímpar capacidade interpretativa.

Outro aspeto interessante durante a audição de Muzz é a percepção clara de que fica sempre à tona um salutar minimalismo que, diga-se, é o registo instrumental interpretativo que melhor faz sobressair a voz inconfundível de Banks, uma das mais sagazes do indie rock contemporâneo e que, podendo estar a perder alguma potência com a idade, está a ganhar claramente em afinação e sentimento.

Não sendo ainda claramente percetível em que direção pretendem estes três amigos talentosos caminhar, algo que até abona positivamente em relação às expetativas futuras relativamente a este projeto, é já certo poder dizer-se que Muzz é uma feliz e promissora estreia de um conjunto de músicos que parecem ter encontrado o ninho perfeito para deixarem a sua criatividade fluir livremente, sem os constrangimentos óbvios do adn sonoro das bandas de onde são originários. Em Banks, por exemplo, percebe-se que ele se sente feliz por finalmente fazer parte de uma banda em que não precisa de vestir um fato cada vez que tem de dar a cara por ela. Espero que aprecies a sugestão...

Muzz - Muzz

01. Bad Feeling
02. Evergreen
03. Red Western Sky
04. Patchouli
05. Everything Like It Used To Be
06. Broken Tambourine
07. Knuckleduster
08. Chubby Checker
09. How Many Days
10. Summer Love
11. All Is Dead To Me
12. Trinidad

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publicado por stipe07 às 14:16

Woods - Strange To Explain

Segunda-feira, 01.06.20

Com uma dezena de discos no seu catálogo, os Woods são, claramente, uma verdadeira instituição do indie rock alternativo contemporâneo. De facto, esta banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada pelo carismático cantor e compositor Jeremy Earl e pelo parceiro Jarvis Taveniere, tem-nos habituado, tomo após tomo,  a novas nuances relativamente aos trabalhos antecessores, aparentes inflexões sonoras que o grupo vai propondo à medida que publica um novo alinhamento de canções. Mas, na verdade, tais laivos de inedetismo entroncam sempre num fio condutor que tem sido explorado até à exaustão e com particular sentido criativo, abarcando todos os detalhes que o indie rock, na sua vertente mais pura e noise e a folk com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes são os grandes pilares que, juntamente com o típico falsete de Jeremy, orientam o som dos Woods e que se mantêm, com enorme primor, em Strange To Explain, o álbum que a dupla lançou a vinte e dois de maio, à boleia da etiqueta do grupo, a Woodsist.

Woods ainda relevante em "Strange to Explain" - Escuta Essa Review

Strange To Explain sucede ao excelente Love Is Love, de dois mil e dezassete, sendo o primeiro do projeto desde que Earl foi pai e Jarvis se mudou para Los Angeles. Tais eventos foram marcantes para a dupla e obrigaram a mesma a uma redifinição de rotinas, mas também acabaram por influenciar o conteúdo lírico e sentimental de onze canções que acabam por mostrar os Woods num território sonoro onde se sentem particularmente confortáveis. Falo daquele rock com um elevado travo folk, nomeadamente aquele mais reflexivo e íntimo que, curiosamente, foi o combustível principal de At Echo Lake, o trabalho que os Woods lançaram há exatamente uma década e que ainda é, para muita crítica, o momento discográfico maior deste projeto norte-americano.

De facto, canções como Next To You And The Sea, um buliçoso mas agradável portento de luz e cândura e Where Do You Go When You Dream?, canção que entre cordas, um baixo vibrante, um belo falsete, uma bateria pujante, arranjos luminosos e simultaneamente lo fi e guitarras experimentais, reluz porque assenta num som leve e cativante e com texturas psicadélicas que, simultaneamente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, são temas que nos mostram, desde logo, que houve uma intenção clara de estabelecer um diálogo sonoro com o ouvinte que não obrigasse este a demasiada reflexão de modo a destrinçar o modus operandi que conduziu a conceção do disco, ao mesmo tempo que houve uma busca por induzir uma sonoridade agradável, sorridente e o mais orgânica possível. As cordas vibrantes e os efeitos borbulhantes em que navegam as águas calmas de Just To Fall Asleep e o clima sedutor que se estabelce entre viola e bateria em Before They Pass By são outros exemplos bonito desta busca por um clima otimista, reluzente e aconchegante, que marca Strange To Explain.

Mesmo nas sintetizações retro em que assenta Can’t Get Out, na subtil epicidade experimental de The Weekend Wind, ou no travo cósmico dos flashes que pairam pela bateria e pela guitarra de Fell So Hard, nunca é colocada em causa esta marca indistinta que possui Strange To Explain, um disco eminentemente cru, envolvido por um doce travo psicadélico, enquanto passeia por diferentes universos musicais, sempre com um superior encanto interpretativo e um sugestivo pendor pop, traves mestras que melodicamente colam-se com enorme mestria ao nosso ouvido e que justificam, no seu todo, que este seja um dos melhores registos do já impressionante catálogo do grupo e o que mais aproxima os Woods dos seus primórdios. Espero que aprecies a sugestão...

Woods - Strange To Explain

01. Next To You And The Sea
02. Where Do You Go When You Dream?
03. Before They Pass By
04. Can’t Get Out
05. Strange To Explain
06. The Void
07. Just To Fall Asleep
08. Fell So Hard
09. Light Of Day
10. Be There Still
11. Weekend Wind

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publicado por stipe07 às 22:07






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