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Lionlimb – Underwater

Sexta-feira, 10.05.24

Amigos desde os tempos de escola, Stewart Bronaugh e Joshua Jaeger são o núcleo duro do projeto Lionlimb, que se estreou em dois mil e dezasseis com um disco intitulado Shoo. Dois anos depois chegou aos escaparates Tape Recorder e em dois mil e vinte e um Spiral Groove, um registo que já tem sucessor. Trata-se de um alinhamento de dez canções intitulado Limbo, que conta com a participação especial vocal de Angel Olsen em alguns temas e que irá ver a luz do dia a vinte e quatro de maio, com a chancela da Bayonet.

Lionlimb: Navegando en las profundidades del amor con 'Underwater' | Mindies

Hurricane, a segunda composição do alinhamento, foi o primeiro single retirado de Limbo, um álbum produzido pelo próprio Stewart Bronaugh e gravado em Nova Iorque, cidade onde a dupla está sedeada, com a ajuda do produtor Robin Eaton. A canção passou por cá no final do último mês de março e versava sobre o desafio constante em que cada um de nós vive, pela busca de algo que nos leve além das fragilidades inerentes à nossa condição humana e que também versa sobre as despedidas constantes e a eterna insatisfação em que todos vivemos. Depois, em meados de abril, chegou a vez de escutarmos Dream Of You, um dos temas que conta com a participação especial vocal de Angel Olsen e a quinta canção do alinhamento do disco.

Agora, cerca de um mês depois, conferimos Underwater, o terceiro tema do alinhamento do álbum, mais uma composição intensa e lisérgica. Underwater é um ziguezagueante tratado de melancolia, que navega nas águas turvas e profundas daquela dream pop de forte pendor psicadélico, destacando-se o modo como o piano confere ao tema uma densidade impactante e uma tonalidade emotiva ímpares. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:14

DIIV – Frog In Boiling Water

Segunda-feira, 29.04.24

Meia década depois de Deceiver, os DIIV de Zachary Cole-Smith, Andrew Bailey, Colin Caulfield e Ben Newman estão de regresso aos discos com Frog In Boiling Water, o quarto compêndio de originais da carreira da banda nova-iorquina que se estreou em dois mil e doze com o extraordinário álbum Doused. Com Chris Coady nos créditos da produção, Frog In Boiling Water terá dez canções e irá ver a luz do dia a vinte e quatro de maio, com a chancela da Fantasy.

DIIV Share New Album's Title Track "Frog In Boiling Water": Listen

Há quase três meses conferimos na nossa redação, Brown Paper Bag, o primeiro single retirado do alinhamento de Frog In Boiling Water, uma composição imponente e rugosa, que se ia arrastanto à boleia de um baixo encorpado que acamava cascatas de guitarras intensas, abrasivas e sujas. Depois, no início deste mês de abril, escutámos Everyone Out, o quinto tema do alinhamento de Frog In Boiling Water, uma composição com um perfil sonoro menos ruidoso que o primeiro tema revelado do disco, feita com diversos arranjos acústicos com uma crueza e um imediatismo irrepreensíveis, que acamavam um trecho melódico algo hipnótico.

Agora, no final do mês, chega a vez de conferirmos o tema homónimo deste novo álbum dos DIIV e a quarta composição do seu alinhamento. Frog In Boiling Water, uma canção que ironiza sobre o modo como o nosso mundo poderá estar prestes a implodir devido ao seu próprio peso, assenta num intenso perfil noventista, algures entre um grunge rugoso e um shoegaze intenso, à boleia de guitarras abrasivas e que enquanto se arrastam por uma melodia imponente, vão recebendo diversos detalhes e arranjos, num resultado final simultaneamente majestoso e de elevado travo lo fi, como é usual nas propostas dos DIIV. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:07

Woods – Five More Flowers EP

Domingo, 28.04.24

Com uma dezena de discos no seu catálogo, os Woods são, claramente, uma verdadeira instituição do indie rock alternativo contemporâneo. De facto, esta banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada pelo carismático cantor e compositor Jeremy Earl e pelo parceiro Jarvis Taveniere, aos quais se junta John Andrews, tem-nos habituado, tomo após tomo, a novas nuances relativamente aos trabalhos antecessores, aparentes inflexões sonoras que o grupo vai propondo à medida que publica um novo alinhamento de canções. E foi isso que sucedeu em dois mil e vinte e três com Perennial, um álbum que, plasmando tais laivos de inedetismo, entroncou num fio condutor, com particular sentido criativo, já que, mantendo a tónica num perfil eminentemente indie folk, foi trespassado por algumas das principais nuances do rock alternativo contemporâneo e colocou um elevado ênfase num indisfarçável clima jazzístico.

Woods Release Surprise New EP 'Five More Flowers' - Our Culture

Agora, pouco mais de meio ano depois de Perennial, os Woods estão de regresso em formato EP com Five More Flowers, um tomo de cinco canções que foram gravadas durante as sessões de Perennial, mas que ficaram de fora do alinhamenrto do registo. São cinco composições que sobrevivem à custa de um experimentalismo sonoro eminentemente contemplativo e que, entre o indie rock e a folk, exalam um elevado travo psicadélico.

Melodias com um perfil sonoro eminentemente acústico, jogos de vozes que se intersetam entre si continuamente e delicados apontamentos sonoros apadrinhados por teclas e cordas, colocam a nú a elaborada e eficazmente arriscada filosofia experimental interpretativa de um grupo bastante seguro a manusear o arsenal instrumental de que se rodeia e que aposta cada vez mais em composições com arranjos inéditos e que são abordados e construídos através de uma perspetiva que se percebe ter resultado de um trabalho aturado de criação que, tendo pouco de intuitivo, diga-se, plasma, com notável impressionismo, a enorme qualidade musical dos Woods.

Assim, se o EP dá o pontapé de saída com Day Before Your Night, pouco mais de quatro minutos feitos com um som leve, cativante e repleto de texturas lisérgicas, a seguir, Lay With Luck, uma belíssima composição nostálgica, solarenga e ecoante, com um elevado travo reflexivo e íntimo, adornada por cordas exemplarmente dedilhadas, uma guitarra encharcada num fuzz fascinante e conduzida por uma bateria enleante, é um exemplo claro dessa tal aposta que mostra vigor, segurança e enorme cumplicidade. Depois, e ainda na senda dos instrumentais, uma nuance cada vez maior dos Woods e que também comprova este modus operandi abrangente, Stinson Morning, afirma com esplendor esta toada mais jazzística e subtilmente experimental.

Em suma, este EP além de servir de complemento eficaz e aditivo a um disco que tinha uma intenção clara de estabelecer um diálogo sonoro com o ouvinte que convidava à reflexão, ao mesmo tempo que nos induzia uma sonoridade agradável, sorridente e o mais orgânica possível, comprova aquela quase presunçosa segurança que os Woods demonstram na criação e na interpretação de canções que, tendo claramente o adn Woods, não são assim tão óbvias para os ouvintes. E isso acontece, e ainda bem, porque este projeto é exímio a passear por diferentes universos musicais sempre com superior encanto interpretativo e sugestivo pendor pop, enquanto se assume cada vez mais como uma banda fundamental do rock alternativo contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 13:56

DIIV - Everyone Out

Quinta-feira, 18.04.24

Meia década depois de Deceiver, os DIIV de Zachary Cole-Smith, Andrew Bailey, Colin Caulfield e Ben Newman estão de regresso aos discos com Frog In Boiling Water, o quarto compêndio de originais da carreira da banda nova-iorquina que se estreou em dois mil e doze com o extraordinário álbum Doused. Com Chris Coady nos créditos da produção, Frog In Boiling Water terá dez canções e irá ver a luz do dia a vinte e quatro de maio, com a chancela da Fantasy.

DIIV - Music Farm

Há precisamente dois meses conferimos na nossa redação, Brown Paper Bag, o primeiro single retirado do alinhamento de Frog In Boiling Water, uma composição imponente e rugosa, que se ia arrastanto à boleia de um baixo encorpado que acamava cascatas de guitarras intensas, abrasivas e sujas. Agora chega a vez de escutarmos Everyone Out, o quinto tema do alinhamento de Frog In Boiling Water.

Everyone Out é uma composição com um perfil sonoro menos ruidoso que o primeiro tema revelado do disco. Diversos arranjos acústicos das guitarras, com uma crueza e um imediatismo irrepreensíveis, acamam um trecho melódico algo hipnótico, que vai recebendo diversos detalhes e arranjos, quase sempre com origem em cordas ou em subtis nuances sintéticas, num resultado final de elevado travo lo fi, que oferece ao ouvinte um perfil mais intimista e emotivo do que o usual nas propostas dos DIIV, mas que não deixa, por isso, de ser, como sempre, tremendamente criativo, vibrante e acolhedor. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:39

Porches - Rag

Quarta-feira, 17.04.24

Aaron Maine é a mente que lidera o projeto Porches, sedeado em Pleasantville, nos subúrbios de Nova Iorque, com quase uma década de vida. Porches tem já um interessante catálogo de discos, inaugurado em dois mil e dezasseis com o registo Pool, ao qual se sucederam The House, em dois mil e dezoito, Ricky Music, em dois mil e vinte e, mais recentemente, All Day Gentle Hold, em dois mil e vinte um.

Porches retorna com novo single; veja clipe de "Rag" - A Rádio Rock - 89,1  FM - SP

Rag é o primeiro sinal de vida desde All Day Gentle Hold, um disco ainda sem sucessor anunciado, mas uma realidade que se poderá concretizar ainda em dois mil e vinte e quatro, por causa desta nova canção do projeto. Rag são pouco mais de dois minutos de indie rock cru e intenso, com um perfil noventista bastante vincado, como é habitual nas propostas sonoras dos Porches. A canção tem um início algo minimalista, mas rapidamente resvala para um perfil sonoro contundente, assente numa bateria vigorosa e em guitarras repletas de distorções. Confere Rag e o vídeo do tema assinado por Nick Harwood...

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publicado por stipe07 às 16:41

Lionlimb – Dream Of You (feat. Angel Olsen)

Terça-feira, 16.04.24

Amigos desde os tempos de escola, Stewart Bronaugh e Joshua Jaeger são o núcleo duro do projeto Lionlimb, que se estreou em dois mil e dezasseis com um disco intitulado Shoo. Dois anos depois chegou aos escaparates Tape Recorder e em dois mil e vinte e um Spiral Groove, um registo que já tem sucessor. Trata-se de um alinhamento de dez canções intitulado Limbo, que conta com a participação especial vocal de Angel Olsen em alguns temas e que irá ver a luz do dia a vinte e quatro de maio, com a chancela da Bayonet.

Hurricane, a segunda composição do alinhamento, foi o primeiro single retirado de Limbo, um álbum produzido pelo próprio Stewart Bronaugh e gravado em Nova Iorque, cidade onde a dupla está sedeada, com a ajuda do produtor Robin Eaton. Era uma canção sobre o desafio constante em que cada um de nós vive, pela busca de algo que nos leve além das fragilidades inerentes à nossa condição humana e que também versa sobre as despedidas constantes e a eterna insatisfação em que todos vivemos.

Agora chega a vez de escutarmos Dream Of You, um dos temas que conta com a participação especial vocal de Angel Olsen e a quinta canção do alinhamento do disco. Sonoramente, Dream Of You é uma composição particularmente lisérgica, que navega, através de uma percussão firme, diversas sintetizações densas e guitarras ziguezaguantes, nas águas turvas e profundas daquela dream pop de forte pendor psicadélico. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:33

TOLEDO – Popped Heart EP

Segunda-feira, 15.04.24

How It Ends foi o maravilhoso disco que a dupla nova iorquina TOLEDO, formada por Dan Alvarez e Jordan Dunn-Pilz, lançou em dois mil e vinte e dois, um registo que teve direito a uma reedição de luxo na primavera do ano passado e que, além do alinhamento original de doze músicas, continha mais alguns inéditos e demos de várias canções que faziam parte do álbum. A dupla ainda não anunciou um novo registo de originais dos TOLEDO em formato longa duração, mas está de volta com um EP de quatro canções intituado Popped Heart.

Em pouco mais de dezito minutos, os TOLEDO oferecem-nos em Popped Heart uma luminosa, efusiante e emotiva coleção de canções pop que, como In Yr Head (1818) tão bem demonstra,  contêm um forte pendor eletrónico feito de sintetizações cósmicas e de uma batida vigorosa, nuances que sustentam cinco melodias felizes e cativantes, que vão sendo adornadas por diversos arranjos metálicos percussivos e pelo já habitual registo vocal da dupla, de elevado pendor etéreo, ecoante e adocicado. 

Jesus Bathroom é outra curiosa canção deste EP, um tema com fortes reminiscências na melhor pop setentista e que reluz no modo como sobrevive e deslumbra através de sintetizações vibrantes e uma bateria e um baixo vigorosos, enquanto Lindo Lindo, uma composição com um perfil eminentemente jazzístico, aposta num groove e numa irreverência que Say! de certo modo mantém, mas através de um perfil mais etéreo e lo fi.

EP colorido, tocante e charmoso, Popped Heart contém, como seria de esperar, um forte pendor temperamental, enquanto recria, com minúcia e mestria, um ambiente muito peculiar, feito com cor, sonho e sensualidade, catapultando os TOLEDO para um patamar qualitativo sólido, inteligente e feito de um irrepreensível bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:59

+/- {Plus/Minus} – Borrowed Time

Quarta-feira, 10.04.24

Dez anos depois de Jumping The Tracks, a dupla norte-americana +/- {Plus/Minus} de James Baluyut e Patrick Ramos está de regresso aos discos em dois mil e vinte e quatro à boleia de Further Afield, um alinhamento de dez canções que vai ver a luz do dia a trinta e um de maio, com a chancela da Ernest Jenning Record Company.

Plus Minus) announce first new album in a decade, Further Afield - Treble

Borrowed Time é o primeiro single divulgado deste novo catálogo de canções do projeto sedeado em Nova Iorque. Como já é norma nas propostas sonoras dos +/- {Plus/Minus}, é uma canção que agrega elementos tecnológicos, com a tradicional instrumentação assente na tríade guitarra, baixo e bateria, num resultado final que nos embarca numa viagem contundente rumo a um indie eletrorock de elevado perfil lo fi e psicadélico, uma demanda que nota-se claramente que foi cuidadosamente planeada e cuidada.

De facto, Borrowed Time impressiona pelo improviso e pelo imprevisto. Ao longo de mais de três minutos repletos de diversas nuances e variações rítmicas, o ouvinte sente uma permanente sensação de inquietude porque nunca sabe que instrumento ou som poderão surgir a qualquer instante. Guitarras com distorções com elevado timbre metálico, perdem, de repente, a primazia para teclados encharcados em efeitos cósmicos e vice-versa, enquanto somos enleados com uma amálgama sinfónica algo incomum, mas prodigiosa. Confere Borrowed Time e o artwork e o alinhamento de Further Afield...

Intentionally Left Blank
Borrowed Time
Gondolier
Driving Aimlessly (Redux)
Where I Hope We Get Lost
The Pull From Both Sides
Calling Off The Rescue
Contempt
Redrawn
It Is Over Now

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publicado por stipe07 às 16:57

Vampire Weekend – Only God Was Above Us

Sexta-feira, 05.04.24

Cerca de meia década depois do excelente Father Of The Bride, os Vampire Weekend de Ezra Koenig, Chris Baio e Chris Tomson, estão de regresso aos discos com Only God Was Above Us, o quinto compêndio da carreira do grupo de Nova Iorque. Only God Was Above Us tem dez canções produzidas por Ariel Rechtshaid, habitual colaborador da banda e viu a luz do dia hoje mesmo, com a chancela da Columbia Records.

Album Review: Vampire Weekend reach fond heights in Only God Was Above Us  (2024 LP) - The AU Review

Ao quinto disco da carreira, os Vampire Weekend resolvem homenagear figuras e eventos importantes da história de Nova Iorque, a sua cidade natal, das duas décadas finais do século passado, enquanto apresentam o disco mais eclético e abrangentedo seu catálogo. O trio sempre enriqueceu o seu cardápio à custa de canções divididas entre um travo afro e o rock alternativo, bastante impresso no disco homónimo de estreia, de dois mil e dezoito, um modus operandi que com Contra e nos anteriores Modern Vampires Of The City e Father Of The Bride, também evoluiu para sonoridades mais maduras e experimentais, mas Only God Was Above Us, sem deixar de apostar nesta lógica de continuidade evolutiva, apresenta elementos inéditos que beliscam universos tão díspares como o hip-hop ou o punk rock, comprovando esta busca de uma ainda maior heterogeneidade e complexidade para o cardápio do grupo.

De facto, logo que foram conhecidas as composições Capricorn e Gen-X Cops , percebeu-se que os Vampire Weekend estavam a apostar numa tonalidade mais rugosa e crua do que as propostas anteriores, mas sem colocarem de lado a minúcia ao nível dos detalhes e dos arranjos que sempre caraterizou o arquétipo sonoro das canções do projeto. Depois, quando escutámos Classical, mesmo havendo uma maior preponderância, ao nível dos arranjos, das teclas e dos sopros, não amainou essa tónica num registo sonoro exuberante e ruidoso e instrumentalmente rico e diversificado.

Seja como for, a herança riquíssima da banda e o fio condutor com o seu catálogo não podia deixar de existir. De facto, canções como Mary Boone, composição que coloca todas as fichas numa mescla entre um clima intimista comandado pelo piano e um refrão encharcado em exuberância e cor, sensações proporcionadas por um coro gospel e diversos entalhes percussivos, onde não falta um sample do loop de bateria do clássico dos Soul II Soul, Back To Life (However Do You Want Me) e Ice Cream Piano, um bem suceiddo exercício de simbiose que de forma experimental e criativa sustenta uma melodia pop com um certo cariz épico e melancólico e, enquanto tema perfeito de abertura, nas suas nuances rítmicas se divide constantemente entre a simplicidade e a grandeza dos detalhes, são excelentes exemplos de um adn sempre radiante e que também se explica pelo modo peculiar e sempre criativo como interseta toda a amálgama instrumental de que o trio se serve quando entra em estúdio, seja orgânica, seja sintética. Depois, se Connect nos oferece um planante e charmoso exercício rítmico que divide o protagonismo entre piano e bateria, na busca de um universo simultaneamente intrincado e lisérgico, Prep-School Gangsters acaba por ser a canção que melhor condensa todo este receituário, no modo como cruza uma guitarra elétrica buliçosa com batidas e ritmos com funk e com um travo tropical delicioso, com alguns dos arquétipos essenciais do rock psicadélico setentista, rematados por detalhes de cordas de forte indole orgânica.

Com um travo geral com um forte travo classicista, charmoso e sentimentalmente tocante, Only God Was Above Us divide-se constantemente entre a simplicidade e a grandeza dos detalhes, enquanto se entrega, de forma experimental e criativa, à busca incessante de melodias com um forte cariz pop e radiofónico, mas sem deixarem de piscar o olho aquele universo underground e mais alternativo que sempre serviu de inspiração aos Vampire Weekend e que acabou por ser um elemento chave para conseguirem criar mais um brilhante naipe de canões que amplifica ainda mais a notoriedade que já hoje os distingue. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:24

Vampire Weekend – Mary Boone

Segunda-feira, 01.04.24

Cerca de meia década depois do excelente Father Of The Bride, os Vampire Weekend de Ezra Koenig, Chris Baio e Chris Tomson, estão de regresso aos discos dois mil e vinte e quatro, com um álbum intitulado Only God Was Above Us. Será o quinto compêndio da carreira do grupo de Nova Iorque, terá dez canções e irá ver a luz do dia no final desta semana, com a chancela da Columbia Records.

A poucos dias do disco chegar aos escaparates, já é possível ouvir grande parte do alinhamento de Only God Was Above Us. De facto, depois de terem sido reveladas as canções Capricorn e Gen-X Cops há poucas semanas atrás, composições que mostraram os Vampire Weekend a apostar numa tonalidade mais rugosa e crua do que as propostas anteriores, mas sem colocarem de lado a minúcia ao nível dos detalhes e dos arranjos que sempre caraterizou o arquétipo sonoro das canções do projeto e depois de ouvirmos Classical, tema que mantinha a tónica num registo sonoro exuberante e ruidoso e instrumentalmente rico e diversificado, agora chega a vez de escutarmos Mary Boone, a oitava composição do alinhamento do registo.

À semelhança dos temas anteriores, Mary Boone encontra a sua inspiração em situações, locais, eventos e personagens que fizeram parte da história da cidade de Nova Iorque no final do século passado, colocando, sonoramente, todas as fichas numa mescla entre um clima intimista comandado pelo piano e um refrão encharcado em exuberância e cor, sensações proporcionadas por um coro gospel e diversos entalhes percussivos, onde não falta um sample do loop de bateria do clássico dos Soul II Soul, Back To Life (However Do You Want Me), num resultado final com um forte travo classicista, charmoso e sentimentalmente tocante. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:58






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