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Arcade Fire - Year Of The Snake

Quarta-feira, 09.04.25

Três anos depois de WE, os canadianos Arcade Fire de Win Butler, Régine Chassagne, Jeremy Gara, Tim Kingsbury e Richard Reed Parry, estão de regresso ao formato longa duração, em dois mil e vinte e cinco, com o registo Pink Elephant, um alinhamento de dez canções, que vai ver a luz do dia a nove de maio com a chancela da Columbia Recordings.

Arcade Fire announce new album 'Pink Elephant' on fan club app

Produzido por Win Butler, Régine Chassagne e Daniel Lanois e gravado em Nova Orleães, nos Estúdios Good News Recording Studio de Win e Régine, Pink Elephant é descrito pelos Arcade Fire como cerca de quarenta e dois minutos de punk místico cinematográfico, que convida o ouvinte para uma odisseia sonora, uma busca pela vida que existe dentro da perceção do indivíduo, uma meditação sobre a escuridão e a luz, a beleza interior.

Year Of The Snake, o primeiro single extraído do registo, comprova, de certa forma, essa curiosa teoria. Trata-se de uma canção que impressiona pelo modo como o baixo, pela primeira vez sob os comandos de Régine, conduz os seus pouco mais de cinco minutos de longa duração de modo envolvente e emotivo, com a bateria, tocada também em modo estreia por Win Butler, a ser o parceiro perfeito no modo como juntos sustentam um indie rock que, mesmo só encontrando a cor e o brilho nas guitarras quase no seu ocaso, não deixa de ser impetuoso, entusiástico e épico, como é norma neste grupo canadiano.

O título da canção, Year Of The Snake, que se deve traduzir como Ano Lunar da Serpente, representa um momento de renovação, transformação positiva e novos começos, à medida que a banda se revela mais uma vez e nasce de novo. Confere Year Of The Snake e o vídeo da canção, realizado com a preciosa ajuda de David Wilson, parceiro habitual dos Arcade Fire e do artista visual Mark Prendergast e ainda o artwork e a tracklist de Pink Elephant...

Album artwork for Pink Elephant by Arcade Fire

Open Your Heart or Die Trying
Pink Elephant
Year of the Snake
Circle of Trust
Alien Nation
Beyond Salvation
Ride or Die
I Love Her Shadow
She Cries Diamond Rain
Stuck in My Head

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publicado por stipe07 às 12:40

Rui Gabriel – Compassion

Sexta-feira, 26.07.24

Nascido na Venezuela, com a infância vivida na Nicarágua e emigrante nos Estados Unidos, primeiro em Nova Orleães, onde fez parte da banda punk Lawn e agora sedeado em Fort Wayne, no Indiana, Rui Gabriel acaba de se estrear nos discos com um álbum intitulado Compassion, dez canções coproduzidas por Nicholas Corson e que refletem sobre estas mudanças do músico na sua vida, as pessoas que o marcaram e que, no fundo, abordam a transição para a vida adulta.

Rui Gabriel's Wise Yet Innocent Debut, 'Compassion' - SPIN

Compassion é um capítulo eufórico e radiante de abertura de carreira de um músico que promete criar uma epopeia estilística sonora que vai privilegiar e colocar sempre em declarado ponto de mira, apostamos, a herança do melhor indie rock alternativo da década de noventa do século passado. Mas não se pense que esta nossa impressão é depreciativa, no que concerne à predisposição de Rui Gabriel, na hora de criar e compôr, se dedicar apenas a um processo criativo de recorte e colagem de influências, sem induzir um cunho próprio e algo inédito. Logo a abrir o disco, as cordas acústicas, o piano e o violoncelo que adornam com mestria Dreamy Boys e, no ocaso do álbum, em Money, a batida sintética planante, exemplarmente acompanhada pelo piano e pelo baixo, uma trama que nos remete para a melhor herança de uns Primal Scream, entroncando no leque de influências preferencial do autor, comprovam a abrangência das mesmas e o modo como o músico consegue, navegando num leque tão vasto, arquitetar o seu adn sonoro, com subtileza, arrojo, desenvoltura e superior habilidade criativa.

De facto, é essa a grande ideia que transparece da audição de Compassion, uma capacidade superior de abrir um leque muito específico e esticá-lo o mais possível, sem que se parta. O rugoso perfil folk de Church of Nashville, uma canção que os Wilco não se importariam nada de terem criado nos dias de hoje, o travo psicadélico de Target, induzido por uma melodia sintética hipnótica, uma batida vibrante, diversos detalhes percussivos, o clima cósmico tremendamente dançante e anguloso de Change Your Mind e o fuzz insinuante de uma guitarra e o timbre solarengo e surf lo fi das cordas vibrantes que sustentam Summertime Tiger, comprovam que este músico dá razão a quem considera que o melhor indie rock alternativo não é nada mais nada menos do que aquele rock que consegue agregar pitadas daqui e de acolá, com subtileza, arrojo, desenvoltura e superior habilidade criativa, algo que sucede neste álbum de estreia de Rui Gabriel com ímpar sabedoria.

Em suma Compassion tem como grande atributo conseguir, umas vezes com indisfarçável subtileza e outras com esplendoroso requinte, unir, congregar, construir e desconstruir e sublinhar todo um universo de géneros e estilos que influenciam o autor e que, curiosamente, ou talvez não, no fundo também demarcam as fronteiras do melhor cancioneiro norte americano alternativo atual. Uma grande estreia de um projeto que promete imenso. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:48

Generationals – Heatherhead

Terça-feira, 06.06.23

Heatherhead, um alinhamento de onze canções, é o fantástico título do novo registo de originais que a dupla Generationals, natural de Nova Orleães, no Louisiana e formada por Ted Joyner e Grant Widmer, um trabalho que chegou aos escaparates a dois de junho, com a chancela da Polyvinyl Records.

Generationals - Eutropius (Give Me Lies) vs Hard Times For Heatherhead -  man on the moon

Heatherhead foi incubado em Athens, na Georgia e, de acordo com a dupla, é o álbum que a banda sempre quiz fazer na década e meia que já leva de carreira. O disco resultou de um aturado e difícil processo de busca de composições que realmente fossem ao encontro de uma plena satisfação de ambos relativamente ao processo de criação musical e não apenas a incubação de um naipe de canções pensadas para o airplay fácil. E, de facto, se o propósito era criar um catálogo de composições vibrante e efusivas, mas também intrincadas, o objetivo foi plenamente atingido porque Heatherhead é um extraordinário registo de indie rock vigoroso e, qual cereja no topo do bolo, repleto de impressivas reminiscências oitocentistas.

Além de uma escrita bastante apelativa e inspirada e de uma base melódica muito elaborada e coesa, o frenesim das guitarras, repletas de fuzz em canções como Dirt Diamond, o modo como o baixo sustenta ritmícamente Eutropius (Give Me Lies) e o protagonismo dos teclados em Hard Times For Heatherhead, são composições que reforçam a tonalidade acima descrita de um disco onde também abundam certeiras e felizes sintetizações, que além de adornarem Heatherhead com um espírito vintage delicioso, oferecem ao disco um anguloso travo pop que é incisivo e feliz no modo como nos faz dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:38

Generationals - Eutropius (Give Me Lies) vs Hard Times For Heatherhead

Terça-feira, 09.05.23

Heatherhead, um alinhamento de onze canções, é o fantástico título do novo registo de originais que a dupla Generationals, natural de Nova Orleães, no Louisiana e formada por Ted Joyner e Grant Widmer, se prepara para lançar nos escaparates, a dois de junho próximo, com a chancela da Polyvinyl Records.

Generationals Debut Two New Tracks - Northern Transmissions

Dirt Diamond foi o primeiro single divulgado do alinhamento de Heatherhead, um disco incubado em Athens, na Georgia e que, de acordo com a dupla, é o álbum que a banda sempre quiz fazer na década e meia que já leva de carreira e que resultou de um aturado e difícil processo de busca de composições que realmente fossem ao encontro de uma plena satisfação de ambos relativamente ao processo de criação musical e não apenas a incubação de um naipe de canções pensadas para o airplay fácil. Esse primeiro single era, de facto, uma vibrante, efusiva e intrincada composição, um tratado de indie rock repleto de fuzz e que nos oferecia fortes reminiscências oitocentistas.

No entanto, já há mais composições disponíveis para audição do alinhamento de Heatherhead, nomeadamente Eutropius (Give Me Lies), a quinta canção do alinhamento do registo e Hard Times For Heatherhead, a nona. São duas composições que reforçam a tonalidade de um disco que terá nas cordas das guitarras o grande eixo melódico condutor e num baixo sempre vigoroso o grande sustento rítmico, mas que também dará intenso protagonismo aos teclados, porque são deles que provêm certeiras e felizes sintetizações, que além de adornarem com um espírito vintage delicioso os temas, oferecem-lhes um anguloso travo pop que é incisivo e feliz no modo como nos faz dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:04

Generationals – Dirt Diamond

Quinta-feira, 06.04.23

Heatherhead, um alinhamento de onze canções, é o fantástico título do novo registo de originais que a dupla Generationals, natural de Nova Orleães, no Louisiana e formada por Ted Joyner e Grant Widmer, se prepara para lançar nos escaparates, a dois de junho próximo, com a chancela da Polyvinyl Records.

Generationals return with 'Heatherhead' (out 6/2), watch "Dirt Diamond"  official video | Polyvinyl Records

Dirt Diamond é o primeiro single divulgado do alinhamento de Heatherhead, um disco incubado em Athens, na Georgia e que, de acordo com a dupla, é o álbum que a banda sempre quiz fazer na década e meia que já leva de carreira e que resultou de um aturado e difícil processo de busca de composições que realmente fossem ao encontro de uma plena satisfação de ambos relativamente ao processo de criação musical e não apenas a incubação de um naipe de canções pensadas para o airplay fácil. Este primeiro single é, de facto, uma vibrante, efusiva e intrincada composição, um tratado de indie rock repleto de fuzz , com fortes reminiscências oitocentistas, no anguloso travo pop que contém e incisivo e feliz no modo como nos faz dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:17

Frail - Bones EP

Quarta-feira, 25.05.16

Nova Orleães é a cidade de origem dos Frail, um trio formado por Ben Polito (voz e guitarra), Hunter Keene (bateria) e Nick Corson (baixo), três músicos conceituados do cenário indie local e que já tocaram em bandas como os Grotto Girl, Pudge, The Roses e Squirrel Queen. Bones é o registo de estreia destes Frail, seis canções claramente influenciadas por alguns dos melhores detalhes do indie rock alternativo da última década do século passado e cuja edição, quer digital quer física, tem a chancela da insuspeita e espetacular editora, Fleeting Youth Records, uma etiqueta essencial para os amantes do rock e do punk, sedeada em Austin, no Texas.

Neste Bones, os Frail procuraram criar hinos sonoros que plasmem diferentes manifestações de raiva adolescente, claramente o ideário lírico privilegiado das suas canções. Na verdade, eles debruçam-se sobre algumas das temáticas mais comuns para quem começa a entrar na idade adulta, nomeadamente a questão da auto estima, a perca da inocência e as relações amorosas.

Waiting, o primeiro avanço divulgado do álbum, é uma canção que numa simbiose entre garage rock, pós punk e rock clássico, contém a sonoridade crua, rápida e típica da que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há umas três décadas e logo aí se percebeu a bitola sonora destes Frail e o restante alinhamento, na verdade, não defrauda os apreciadores do género, até porque Lake Charles, por exemplo, também não foge muito a esta toada, apesar de ser um tema mais contemplativo e com uma temática bastante reflexiva.

Apesar de estar claramente balizado o espetro sonoro dos Frail, há que destacar a forma corajosa como, logo na estreia, não se coibem de tentar experimentar ideias diferentes e fugir da habitual bitola. Canções como Humid ou Stay contêm momentos de pura improvisação, com guitarras que apontam em diferentes direções e um baixo que também não receia tomar as rédeas do conteúdo melódico. E estes dois importantes ítens não perturbam a conturbada homogeneidade de um alinhamento que raramente deixa de ser fluído e acessível, apesar da especificidade rugosa do som que carateriza os Frail.
Bones estabelece a zona de conforto deste trio que não se coibe de colocar o pé de fora e de calcorrear outros universos sonoros adjacentes ao indie rock alternativo que marcou os anos noventa e que podem ir da psicadelia, ao punk rock e ao próprio blues. A verdade é que eles parecem dispostos a lutar com garra e criatividade para empurrar e alargar as barreiras do seu som, ao longo de pouco mais de vinte minutos intensos, rugosos e que não envergonharão o catálogo sonoro deste grupo do estado de Louisiana, seja qual for o restante conteúdo que o futuro lhes reserve. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:57






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