Sexta-feira, 26 de Julho de 2019

Generationals – Reader As Detective

Depois de uma revisitação da coleção de singles lançados durante a carreira, feita o ano passado à boleia de State Dogs: Singles 2017-18, a dupla Generationals de Ted Joyner e Grant Widmer, natural de Nova Orleães, no Louisiana e que se estrou nos discos há meia década com o aclamado registo Alix, está de regresso aos lançamentos discográficos com Reader As Detective, um compêndio de dez canções que viu a luz do dia a dezanove de julho último, à boleia da Polyvinyl Records.

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Quinto registo de originais da carreira dos Generationals, Reader As Detective é um alinhamento de forte cariz radiofónico, um tratado de indie rock repleto de fuzz e incisivo, pouco mais de trinta minutos inspirados e felizes no modo como nos fazem dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo.

Logo na batida majestosa de I’ve Been Wrong Before somos impelidos a saltar para a pista de dança, inebriados por uma guitarra com um fuzz arrebatador e estilisticamente próxima do melhor punk oitocentista. Depois, o luminoso groove do piano e dos reverbs que sustentam o festim pop I Turned My Back On The Written Word, o clima indie sombrio e nublado de Breaking Your Silence, o eletro que divaga por A List Of The Virtues e o travo mais melancólico de Gatekeeper e Xeno Bobby, dão continuidade a uma sensação permanente de otimismo, cor e euforia, num disco em que não falta um exemplar sentido de urbanidade e uma toada retro bastante apelativa.

Reader As Detective é mais um álbum perfeito para se perceber como este projeto deambula de modo escorreito entre abordagens mais electrónicas e tonalidades que exalam uma indie eminentemente nostálgica, sempre com uma base melódica muito elaborada e coesa, com pronunciadas influências quase sempre relacionadas com os teclados típicos do anos oitenta e que acabam por cair facilmente no goto do grande público, já que para os Generationals, independentemente da receita, uma toada experimental animada, luminosa e feliz é sempre algo transversal ao conteúdo musical que criam. Espero que aprecies a sugestão.

Generationals - Reader As Detective

01. I’ve Been Wrong Before
02. I Turned My Back On The Written Word
03. Breaking Your Silence
04. A List Of The Virtues
05. Gatekeeper
06. Xeno Bobby
07. Society Of Winners
08. Deadbeat Shiver
09. Save This For Never
10. Dream Box


autor stipe07 às 09:52
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2018

Generationals – State Dogs: Singles 2017-18

Após o lançamento do excelente álbum Alix, em 2014, a dupla norte americana Generationals, de Ted Joyner e Grant Widmer, natural de Nova Orleães, Louisiana, reslveu deixar de lado o habitual formato físico e de alinhamentos, passando a optar pelo lançamento de singles em formato digital. E nestes dois últimos anos os Generationals acabaram por ser bastante profícuos quer criativamente quer na exposição de canções, pelo que acaba de se justificar este State Dogs: Singles 2017-18 que, conforme o título indica, compila todos estes singles que a dupla lançou digitalmente após Alix.

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O registo contém um total de nove singles, além de mais um novo original, o tema Beggars In The House Of Plenty, sendo, portanto, um alinhamento de dez canções de forte cariz radiofónico, que resultam, todas agregadas, num tratado de indie rock repleto de fuzz e incisivo e feliz no modo como nos faz dançar e despertar em nós aquela alegria e boa disposição que muitas vezes buscamos na música e raramente encontramos com este acerto criativo.

State Dogs: Singles 2017-18 é um álbum perfeito para se perceber como este projeto, já com quatro discos de originais além desta compilação, deambula de modo escorreito entre abordagens mais electrónicas e tonalidades que exalam um indie sombrio e nublado, sempre com uma base melódica muito elaborada e coesa, com pronunciadas influências quase sempre relacionadas com os teclados típicos do anos oitenta e que acabam por cair facilmente no goto do grande público, já que para os Generationals, independentemente da receita, uma toada experimental animada, luminosa e feliz é sempre algo transversal ao conteúdo musical que criam. Espero que aprecies a sugestão...

Generationals - State Dogs Singles 2017-18

01. Keep It Low
02. It May Get Bad When You’re Lonely And Cold
03. Catahoula Man
04. Silent Ocean
05. Mythical
06. Avery
07. Beggars In The House Of Plenty
08. Days Alone
09. Kid
10. Turning The Screw


autor stipe07 às 17:38
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2016

Father John Misty – Real Love Baby

Father John Misty - Real Love Baby

Father John Misty já foi visto como um reverendo barbudo e cabeludo, que vagueava pela noite americana a pregar o evangelho segundo Neil Young. Encharcado, pegava no violão e cantava sobre cenas bíblicas, Jesus e João Batista e a solidão. Hoje, Father John Misty não é só um artista, é uma personagem criada e interpretada por Josh Tillman, antigo baterista dos Fleet Foxes, que tinha uma vida bastante regrada e obscura, mas que hoje vive apaixonado e feliz com esse maravilhoso novo estado de alma.

Intérprete de um dos melhores concertos da última edição do NOS Alive, Misty divulgou recentemente Real Love Baby, uma nova canção que teve a primeira versão gravada em maio e que foi agora alvo de revisão e cujo indulgente teor lo fi das suas cordas sessentistas afaga com notável eficácia as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a sua doutrina, num registo clássico e fortemente emocional. Confere...


autor stipe07 às 14:23
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

Father John Misty – I Love You, Honeybear

Father John Misty já foi visto como um reverendo barbudo e cabeludo, que vagueava pela noite americana a pregar o evangelho segundo Neil Young. Encharcado, pegava no violão e cantava sobre cenas bíblicas, Jesus e João Batista e a solidão. Hoje, Father John Misty não é só um artista, é uma personagem criada e interpretada por Josh Tillman, antigo baterista dos Fleet Foxes, que tinha uma vida bastante regrada e obscura, mas que hoje vive apaixonado e feliz com esse maravilhoso novo estado de alma.

Tillman já tinha lançado a partir de 2005 uma série de EPs e um álbum em 2010, entanto, só após a rescisão com os Fleet Foxes e uma assinatura com a Sub Pop, é que o seu projeto a solo ganhou pujança, tendo-se juntando, assim, todos os ingredientes para a chegada de Fear Fun, um álbum editado na primavera de 2012 com estrondo. Agora, quase três anos depois, Fear Fun já tem sucessor, uma coleção de onze canções intitulada I Love You, Honeybear, que documentam o seu novo status, mas que não deixam de condensar ainda um certo sarcasmo feroz e melancolia, com um resultado que se não é a reinvenção da roda contém uma saudável dose de letargia que garante sucessivas audições, por dias a fio.

Sedutor, cativante, profundamente engenhoso e com todos os atributos para ser um verdadeiro diabo vestido de anjo, Tillman serve-se das cordas para expressar sentimentos que se causam algum desconforto na mente dos mais desconfiados sobre as suas reais intenções, afaga com notável eficácia as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a sua doutrina.

Agora a viver em Nova Orleães, depois de anos escaldado pelo sol californiano e, como referi, entretanto apaixonado, nomeadamente pela fotógrafa Emma Elizabeth Garr, hoje Emma Elizabeth Tillman, Tillman escreve neste disco sobre o amor, mas não de modo a documentar apenas e só este seu novo estado pessoal, preferindo falar sobre si próprio e o modo como a sua intimidade de certa forma se modificou devido ao amor, procurando fazer canções de amor bonitas, sentidas, repletas de orquestrações opulentas e com algumas baladas que, no caso de When You’re Smiling And Astride Me são conduzidas por um belíssimo piano num registo clássico e fortemente emocional.

Com um pé em Nashville (I Love You, Honeybear) e outro na mexicana Valladolid (Chateau Lobby #4 (In C For Two Virgins)), o músico aprofunda neste seu segundo trabalho o senso de humor e a sagacidade das suas letras, cada vez mais inteligentes e enigmáticas, com um elevado sentido críptico, até, não sendo óbvia a descodificação célere das suas reais intenções relativamente a todos aqueles que se deixam inebriar pelos seus sermões e fazer parte de um rebanho que se assanha sempre que o pastor investe no tema recorrente deste trabalho, o amor. E Tillman fá-lo por vias pouco convencionais (I just love the kind of woman who can walk over a man), mesmo quando também embarca no auto elogio direto, com temas como Bored in the USA ou The Ideal Husband, a mostrarem ter aquela estrela certeira chamada aúrea, capaz de conduzir todos os holofotes para que incidam sobre si.

As canções de Father John Misty possuem, inevitavelmente, uma característica narrativa, nostálgica e sempre com aquela aura fantasiosa de uma era longínqua do rádio e da indústria fonográfica. Sentimo-nos em casa e bastante acolhidos ao som de temas como Strange Encounter e Nothing Good Ever Happens at Goddam Thirsty Crow e preciosidades como a já citada When You’re Smiling and Astride Me e os sintetizadores de True Affection são geniais no modo como plasmam um folk rock muito ternurento que mesmo escondido no seio de um humor mórbido e feito de alguma desolação emocional têm tudo para fazer de Tillmam um verdadeiro sex symbol indie e estrela improvável, ainda por cima apaixonado como um bebé, carente de afetividade constante, como tão bem mostra a capa retratando-o como o pequeno Cristo barbudo no colo de Maria, rodeado por pequenas criaturas que poderão personificar todos aqueles demonios que o cercam, prontos a colocar em causa o seu novo mundo cor-de-rosa, à primeira oortunidade. Será que irão conseguir? Espero que aprecies a sugestão...

Father John Misty - I Love You, Honeybear

01. I Love You, Honeybear
02. Chateau Lobby #4 (In C For Two Virgins)
03. True Affection
04. The Night Josh Tillman Came To Our Apt.
05. When You’re Smiling And Astride Me
06. Nothing Good Ever Happens At The Goddamn Thirsty Crow
07. Strange Encounter
08. The Ideal Husband
09. Bored In The USA
10. Holy Shit
11. TI Went To The Store One Day


autor stipe07 às 22:20
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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Generationals – Heza

Os Generationals são uma dupla norte americana indie pop de New Orleans, formada por Ted Joyner e Grant Widmer. Heza é o terceiro disco do grupo, editado no passado dia dois de abril por intermédio da Polyvinyl Records. A banda estreou-se nos discos em 2009 com Cow Law e em 2011 editaram o sucessor, Actor-Caster.

Os dez temas de Heza circulam entre abordagens mais electrónica como num indie sombrio e nublado, sempre com uma base melódica muito elaborada e coesa, que poderá cair facilmente no goto do grande público, com especial destaque para Put A Light On, já uma das canções do ano. O vídeo da canção foi filmado na própria New Orleans, cidade natal dos artistas. Dirigido por Vice Cooler, o filme capta os membros da banda, assim como os próprios moradores da cidade, que aparecem a dançar e a preparar-se para colocar as fantasias características dos tradicionais festivais realizados anualmente nessa cidade.

Depois de Con Law e do sucessor Actor-Caster, Heza pode pôr-nos a cantarolar e a bater palmas ao som do seu conteúdo, mas não deixa de ser o disco mais experimental da carreira dos Generationals, um álbum onde experimentarem abordagens sonoras que ainda não se tinham ouvido nos antecessores, numa tentativa de tornarem mais pronunciadas as influências que os norteiam, quase sempre relacionadas com os teclados típicos do anos oitenta. Assim, Heza é um disco pouco uniforme, já que essas experimentações novas, ao aumentarem o universo sonoro deste grupo norte americano, fizeram com que a variedade sonora presente tivesse uma elevada amplitude. Seja como for, uma toada animada, luminosa e feliz é algo transversal ao conteúdo musical que a dupla propôe em 2013, indo da Spinto Band, aos Noah and The whale, passando mesmo, numa vertente mais rock, pelos The Black Keys.

Heza é um bom e animado disco, apropriado para o verão que não deverá tardar, com uma toada pop, apesar da tal essência experimental e que deve ser escutado sem demasiadas expetativas e sem grandes compromissos. Espero que aprecies a sugestão...

Generationals - Heza

01. Spinoza
02. Extra Free Year
03. Say When
04. You Got Me
05. Put A Light On
06. I Never Know
07. Awake
08. Kemal
09. I Used to Let You Get to Me
10. Durga II


autor stipe07 às 18:31
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

The Winter Sounds – Runner

Não conheces a banda, começas a ouvir um tema chamado The Sun Also Rises e nunca imaginas que, devido à sonoridade que mistura o melhor dos Arcade Fire com os Mumford & Sons, estás na presença de um grupo de Nova Orleães, em pleno coração dos Estados Unidos. Refiro-me aos The Winter Sounds, uma banda de indie rock formada por Patrick Keenan, Paul, Sam, Joesss, Eric e que lançou recentemente Runner, através da etiqueta New Granada Records.

Runner remete-nos para a indie pop alternativa dos anos oitenta, ajudada por detalhes típicos dessa altura, nomeadamente a eletrónica caraterística dos Icicle Works e dos A-Ha. No entanto, os já citados Mumford & Sons e os Arcade Fire, assim como, em alguns momentos, os TV On The Radio, serão aquelas bandas que mais terão influenciado o processo de composição da banda, que foi muito inspirado pelas ocorrências posteriores ao furacão Katrina que, como todos sabemos, devastou a terra natal de Keenan, líder destes The Winter Sounds. Na altura, o vocalista, diretamente afetado pelo desastre natural, foi colocado perante o dilema de reconstruir a sua vida em Nova Orleâes ou mudar-se para outro local e optou por recomeçar tudo de novo em Atlanta, no estado vizinho da Georgia.

Em Nova Orleães Keenan fazia parte dos The Sydepunks; Essa banda terminou com essa sua mudança para Atlanta, local onde criou este novo projeto, que atualmente conta com um alinhamento um pouco diferente do original, o que se reflete, de acordo com alguma crítica que consultei, na sonoridade Runner, bastante diferente dos primeiros trabalhos do grupo.

Runner inicia com o tal single The Sun Also Rises, um tema assente no biómino guitarra e sintetizador e uma bela amostra da sonoridade geral do disco. Devils já adota uma onda um pouco mais new wave, um pouco  à semelhança dos O.M.D, Depeche Mode, A Flock of Seagulls e outros grupos dos anos oitenta.Depois temos Run From The Wicked, uma canção com menos de três minutos, mas um dos temas mais intensos de Runner, devido à combinação da batida com as letras. Ritmos apelativos e que piscam até o olho às pistas de dança mantêm-se em Shoulders Above e Everything Wounded Comes Home To Die, um tema com um refrão bastante apelativo e que, na minha opinião, combina aspetos sonoros dos Pogues e dos Duran Duran.

Mas para mim o grande destaque do disco, aquele tema que comprova a habilidade musical dos The Winter Sounds e que deixou uma marca indelével durante a audição foi Robots Marching, uma canção que combina algum do melhor rock alternativo com outros elementos sonoros mais clássicos. O resultado desta mistura dá mesmo a ideia que o tema é interpretado por uma entidade não humana; A própria letra, ao cantar I came with a plan, reforça essa ideia.

Em suma, todas as doze canções de Runner são muito bem conduzidas, assentam em bases melódicas sólidas e diversificadas e encontram a banda no seu período de maior criatividade e pujança. Espero que aprecies a sugestão...The Winter Sounds - Runner

01. The Sun Also Rises
02. Devils
03. Run From The Wicked
04. Old Man Old Woman
05. Bird On Fire
06. Shoulders Above
07. Young Love
08. Don’t Change At All
09. Everything Wounded Comes Home to Die
10. You Had A Bad Dream
11. Robots Marching
12. Carousel


autor stipe07 às 23:00
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