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The Black Keys – Delta Kream

Segunda-feira, 24.05.21

Quase dois anos depois de Let's Rock, a dupla The Black Keys de Dan Auerbach e Patrick Carney está de regresso com um novo disco. Delta Kream, o décimo registo de originais do projeto, chegou a catorze de maio através da Nonesuch e oferece-nos um delicioso alinhamento de versões, que pretendem homenagear grandes nomes do hill country blues do norte do Mississippi, nomeadamente R. L. Burnside e Junior Kimbrough, John Lee Hooker, Mississippi Fred McDowell, Big Joe Williams e Ranie Burnette, entre outros e que foi gravado logo após a digressão de promoção de Let's Rock, com a ajuda dos músicos Kenny Brown e Eric Deaton.

The Black Keys: Delta Kream - Review | Vinyl Chapters

A primeira sensação que temos quando escutamos Delta Kream, é que é muito fácil imaginarmos que estamos dentro do estúdio a observar o processo de gravação. Também parece claro que as versões ao vivo destes temas será muito semelhantes ao que foi captado e colocado num alinhamento em que imediatismo, crueza e minimalismo são caraterísticas que o podem descrever e de modo elogioso. De facto, logo em Crawling Kingsnake, é percetível o formato jam session que carateriza Delta Kream; No groove firme das guitarras, cada nota desta e das outras canções e todos os seus acordes, o modo como diversão e entretenimento foram também sensações muito presentes no estúdio e a certeza de que a dupla, aqui feita quarteto, se enleou entre si enquanto as tocou, plasmando, assim, a incrível química que uniu estes extraordinários músicos, são evidências durante a audição de um álbum que replica um som maduro, quente, vibrante e enfumarado, como se exige a um disco de blues rock com charme e personalidade.

Em suma, Delta Kream consegue, com notável eficiência, o duplo objetivo de homenagear verdadeiras lendas de um estilo sonoro com especificidades muito definidas e esclarecer-nos acerca da manutenção da elevada alquimia entre Dan e Patrick, num disco com uma vertente orgânica bem vincada e em que esta dupla de Nashville, com aquele brilho discreto que carateriza a sua douradoura consistência, mostra estar de volta num elevado momento de forma. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 13:12

Ghost Of Vroom – Ghost Of Vroom 1

Segunda-feira, 26.04.21

Depois de um aclamado percurso discográfico com três tomos nos anos noventa, Mike Doughty colocou os míticos Soul Coughing numa situação de pousio e dedicou-se a uma profícua carreira a solo, quer como produtor, quer como compositor, tendo o artista produzido dezoito discos já no século XXI, a maioria deles com a chancela da etiqueta ATO de Dave Matthews. Durante estas mais de duas décadas Doughty evitou sempre mexer no catálogo dos Soul Coughing, descrevendo essa fase da sua vida como um casamento obsessivo e sombrio e que já tinha terminado. Seja como for, em dois mil e treze deu luz verde à compilação Circles, Super Bon Bon, and The Very Best of Soul Coughing, chegando a dar nova roupagem a algumas das canções mais emblemáticas do projeto.

Soul Coughing's Mike Doughty prepares new Ghost of Vroom release

Dois anos depois Doughy mudou-se para Memphis onde contactou com o coletivo de hip-hop Unapologetic, uma colaboração que o transportou para territórios sonoros familiares e o levou a equacionar uma potencial reunião dos Soul coughing, juntamente com o seu parceiro nesse projeto Andrew "Scrap" Livingston. No entanto, como não queriam voltar com a palavra atrás em relação ao tal casamento, a dupla rebatizou os soul coughing com o nome Ghost Of Vroom, uma alusão a Ruby Vroom, o disco de estreia dos Soul Coughing, estrearam-se com o EP Ghost of Vroom 2 (no passado mês de julho e agora chegou a hora de colocarem nos escaparates o longa duração que, curiosamente, já estava gravado antes desse EP de estreia ter sido divulgado, como se percebe pelo título.

Para conceber e gravar Ghost Of Vroom 1, registo que viu a luz do dia a vinte e nove de março à boleia da Mod y Vi Records, Doughty e Livingston viajram para Los Angeles para trabalhar com o produtor Mario Caldato Jr., referência ímpar da carreira dos Beastie Boys. Chamaram ao estúdio o baterista Gene Coye, figura relevante do jazz em Los Angeles e depois dividiram entre si o restante arsenal instrumental, com Doughty a ocupar-se das guitarras e dos samplers e Livingston do baixo, dos teclados e das restantes cordas. Divisão feita, a improvisação tornou-se pedra de toque no processo de incubação e o resultado final é um excelente alinhamento que nos transporta de modo impressivo para a herança dos Soul Coughing enquanto jazz, hip-hop e rock conjuram entre si de modo cativante, e com uma senjsibilidade poética ritmicamente vibrante. Desde o delicioso travo a rap de rua de Memphis Woofer Rock, ao rock espacial de I Hear the Axe Swinging, passando pelo rap anguloso, ecoante e comestível de More Bacon Than the Pan Can Handle, o blues incandescente que exala de Miss You Like Crazy, o mais apocalítico de Revelator, o noise rugoso de They Came In the Name of the People e o registo interpretativo mais tradicional de James Jesus Angleton, mantém-se sempre firme um propósito estilístico bem vincado e interpretado com um grau qualitativo elevadíssimo, por parte de uma dupla cujo regresso ao ativo em conjunto irá agradar aos fãs saudositas dos Soul Coughing, mas também a novos públicos, que estejasm sempre sedentos de algo diferente e refrescante. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:24

Kings Of Leon – When You See Yourself

Sábado, 13.03.21

Meia década depois do disco Walls, os irmãos Followill e restante trupe estão de regresso com When You See Yourself, o novo registo de originais dos norte-americanos Kings Of Leon. Este novo trabalho do coletivo de Nashville, o oitavo da carreira do projeto, foi produzido por Markus Dravs e viu a data de lançamento sucessivamente adiada devido ao período pandémico, sendo só confirmado o momento em que iria ver a luz do dia, já depois do último natal.

Resenha: "When You See Yourself" - Kings of Leon (2021)

Disco após disco os Kings Of Leon têm procurado nunca seguir um fio condutor homógeneo e bem definido, ou seja, Caleb e companhia, dentro do universo indie rock, já experimentaram de tudo um pouco para descobrir a fórmula perfeita que possa fazer deles uma das bandas mais importantes e influentes do mundo, musicalmente falando e sem olhar para a componente comercial. Assim, para quem, como eu, conhece com algum rigor a discografia dos Kings Of Leon, é interessante escutar When You See Yourself e perceber que estamos na presença de um disco que, enquanto procura apontar novos caminhos mais expansivos do que, por exemplo, o anterior Walls, um álbum algo intimista e eminentemente reflexivo, procura dar um novo impulso à carreira de uma banda que, tendo vindo a decrescer de qualidade disco após disco, obtém outra relevância quando se deixa contagiar em estúdio, intituivamente, decerto, como criadora de típicas canções de uma banda de estádio.

E de facto, parecendo-me unânime e fácil de aceitar por todos que, como eu, acompanham a carreira dos Kings Of Leon, a tal ausência de um fio condutor homógeneo e bem definido no cardápio musical do grupo, este When You See Yourself é uma espécie de regresso aos eixos, a uma zona de conforto, por parte de um projeto que, dentro do universo indie rock, tem apalpado todos os campos de modo a descobrir a fórmula perfeita. Basta escutar os primeiros acordes da guitarra e a evolução rítmica da bateria de When You See Yourself, Are You Far Away, para se perceber que vem aí um alinhamento fértil na imponência orquestral do edifício melódico que envolve as suas várias composições e que merece respeito e audição cuidada esta atitude corajosa de não haver vergonha ou receio em ressuscitar a extraordinária capacidade criativa que o grupo demonstrou, nomeadamente no início da carreira, em Youth & Young Manhood e Aha Shake Heartbreak.

Dado esse mote, When You See Yourself escorre num misto de revivalismo e contemporaneidade. A essência da banda, enquanto criadora de canções de forte cariz anguloso e com o punk rock quase sempre em ponto de mira, está bem presente, mas também a vontade de esgrimir argumentos com alguns dos melhores nomes do indie rock atual que nunca descuram algumas opções sintéticas. Assim, se The Bandit é uma espécie de avalanche sonora em que guitarras e baixo se esgrimem para criar uma composição vibrante e com uma filosofia roqueira inconfundível, já 100,000 People, mesmo crescendo em intensidade e sentimentalismo, contém um clima sonoro mais ponderado, delicado e calculado, sendo o teclado uma peça fulcral do puzzle da canção. Depois, a majestosidade ecoante de Stormy Weather, um dos melhores temas do disco, o tom melancólico que é ampliado pelos teclados em Wave e o baixo vigoroso e os calorosos reverbs de Golden Restless Age, a composição que melhor encarna o adn de excelência dos Kings Of Leon, são momentos altos de um alinhamento maduro, alvo de um trabalho de procução irrepreensível e que pode muito bem figurar numa posição de relevo dos melhores novos clássicos de indie rock deste ano. Espero que aprecies a sugestão...

Kings Of Leon - When You See Yourself

01. When You See Yourself, Are You Far Away
02. The Bandit
03. 100,000 People
04. Stormy Weather
05. A Wave
06. Golden Restless Age
07. Time In Disguise
08. Supermarket
09. Claire And Eddie
10. Echoing
11. Fairytale

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publicado por stipe07 às 16:13

Kings Of Leon – The Bandit & 100,000 People

Domingo, 10.01.21

Meia década depois do disco Walls, os irmãos Followill e restante trupe estão de regresso com When You See Yourself o novo registo de originais dos norte-americanos Kings Of Leon. Esse novo trabalho do coletivo de Nashville, o oitavo da carreira do projeto, foi produzido por Markus Dravs e viu a data de lançamento adiada devido ao período pandémico, sendo só confirmado o momento em que iria ver a luz do dia, já depois do último natal.

Kings of Leon Preview New Album With 'The Bandit' and '100,000 People' -  Rolling Stone

The Bandit e 100,000 People são os dois temas já divulgados de When You See Yourself, duas canções que se perfilam na segunda e terceira posições do alinhamento do disco mas algo antagónicas. Assim, se The Bandit é uma espécie de avalanche sonora em que guitarras e baixo se esgrimem para criar uma composição vibrante e com uma filosofia roqueira inconfundível, já 100,000 People, mesmo crescendo em intensidade e sentimentalismo, contém um clima sonoro mais ponderado, delicado e calculado. Confere... 

Kings Of Leon - The Bandit - 100,000 People

1. "When You See Yourself, Are You Far Away"
2. "The Bandit"
3. "100,000 People"
4. "Stormy Weather"
5. "A Wave"
6. "Golden Restless Age"
7. "Time In Disguise"
8. "Supermarket"
9. "Claire And Eddie"
10. "Echoing"
11. "Fairytale"

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publicado por stipe07 às 16:06

Magic Wands – Illuminate

Segunda-feira, 28.12.20

Os Magic Wands são de Los Angeles e formaram-se em dois mil e oito quando Chris descobriu o myspace de Dexy Valentine, onde ouviu uma canção chamada Teenage Love e desde logo resolveu contactá-la. Pouco tempo depois Dexy mudou-se para Nashville e começaram a escrever música juntos, sendo o nome da banda uma alusão à capacidade de ambos conseguirem trabalhar e escrever música como equipa, apesar de viverem em lados opostos dos Estados Unidos. Ainda nesse ano de 2008 a dupla assinou pela Bright Antenna e editaram o primeiro EP, intitulado Magic Love & Dreams, gravado em Nova Iorque com o produtor John Hill. Na primavera de dois mil e doze editaram o disco de estreia, um registo chamado Aloha Moon que só agora, oito anos depois, ganha sucessor.

MAGIC WANDS (@itsmagicwands) | Twitter

Illuminate é o nome do novo compêndio desta dupla, dez músicas que nos remetem para aquele universo oitocentista bem balizado e com caraterísticas bastante peculiares e únicas, aquele rock com forte pendor nostálgico, feico com diversas camadas de guitarras, mudanças rítmicas constante e um registo vocal geralmente abafado, nuances que ainda hoje são pedras basilares de alguns dos nomes mais proeminentes do indie rock, nomeadamente aqueles que o cruzam com a eletrónica.

Assim, e só para citar dois dos melhores momentos de Illuminate, se Blue Cherry é uma daquelas composições que exala por todos os poros a pop dançante de uns Blondie, já o vibrante tema Angel Dust cruza o melhor soft rock com algumas bizarrias eletrónicas e vocalizações sombrias, numa espécie de cruzamento entre os The Kills e os The Horrors. Depois, se Paradise é um portento de garage rock que dialoga incansavelmente com o surf rock e que incorpora, nessa trama, doses indiscretas de uma pop suja e nostálgica, já o sintetizador hipnótico que afaga o terreno para o portentoso baixo que embala o instrumental Psychic Alien, é um excelente soporífero para que não nos afoguemos nas águas turvas da canção homónima do disco, explosiva composição que nos conduz a um amigável confronto entre o rock alternativo de cariz mais lo fi com aquela pop particularmente luminosa e com um travo negro muito peculiar.

Produzido, gravado e misturado pela própria banda no seu estúdio caseiro na última meia década e inspirado em conceitos como introspeção, fantasia, amor e sonho, Illuminate é um álbum tremendamente pop, que nos acolhe numa ilha mágica, cheia de sonhos e cocktails e onde podemos ser acariciados pela brisa do mar. E quem não acredita que a música pode fazer magia não vai sentir-se tocado pelo disco, que não sendo imaculado, por ter nas canções visões de cristal, muitos corações e estrelas cintilantes, torna-se num espetáculo fascinante capaz de encantar o maior dos cépticos. Espero que aprecies a sugestão...

Magic Wands - Illuminate

01. Honeymoon
02. Blue Cherry
03. Angel Dust
04. Paradise
05. Psychic Alien
06. Illuminate
07. Bat Babby
08. Magic Flower
09. Queen of the Gypsies
10. The Beach

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publicado por stipe07 às 20:44

Kurt Vile - Speed, Sound, Lovely KV EP

Quarta-feira, 07.10.20

O norte-americano Kurt Vile volta a ser notícia com Speed, Sound, Lovely KV, um EP com cinco canções gravadas durante a passagem do artista ao longo dos últimos anos pelos míticos estúdios Butcher Shoppe de Nashville, propriedade do produtor David Ferguson. São cinco temas que devem muito ao olhar sentido e meticuloso  deste músico natural de Filadélfia, na Pensilvânia, relativamente ao catálogo do mítico cantor e compositor folk John Prine, falecido recentemente. Ambos chegaram a partilhar palcos em Filadélfia e Nashville e gravaram mesmo um tema juntos, uma nova versão de How Lucky, uma canção fundamental do clássico Pink Cadillac, de mil novecentos e setenta e nove, um dos registos mais emblemáticos da carreira de Prine. Esta revisitação de How Lucky é mesmo o tema central deste novo EP de Kurt Vile que, quer antes quer após o desaparecimento de Prine, nunca deixou de enaltecer as qualidades artísticas de um dos seus ídolos de sempre. Mas a cover de Speed of the Sound of Loneliness, canção que Prine compôs em mil novecentos e oitenta e seis, é também um instante essencial destas cinco canções que são também uma ode a Nashville e à classe efervescente de artistas folk que, num espírito de salutar camaradagem, coabitam e colaboram entre si nesta cidade norte-americana bastante peculiar e com traços identitários muito próprios.

Kurt Vile: Speed, Sound, Lonely KV EP Album Review | Pitchfork

Não é segredo para ninguém que Kurt Vile descende da melhor escola indie rock norte americana, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica, mas que aplica esse know how a criar composições encharcadas com alguns dos cânones essenciais da melhor folk do seu país de origem. Partindo dessa premissa estilística, este novo EP do músico alinha na perfeição esse virtuosismo de Vile, com a inteligentíssima, humorística e sedutora pena de John Prine, que era um escritor extraordinário a criar peomas sobre o amor e outras coisas banais da nossa existência. De facto, o saudoso artista country natural de Nashville, era um talento de primeira água, que Vile homenageia com algumas versões de temas essenciais do seu catálogo, dando-lhes um semblante mais contemporâneo, eminentemente acústico, mas sem colocar em causa a essência folk rock psicadélica algo divagante que também estruturava o adn sonoro essencial de Prine.

Este EP mostra que Vile está cada vez mais maduro no modo como se serve da guitarra para dar vida a monólogos intensos e marcantes, que narram histórias que podem ser bem reais e apreendidas por qualquer um de nos com facilidade. Mais do que um músico e intérprete, está a tornar-se num excelente comunicador e conversador, fazendo-o conferindo uma excentricidade melódica muito própria, neste caso a temas que, não sendo originalmente seus, têm o travo típico da sua matriz identitária mais genuína. Vile não trai nem os autores nem a sua filosofia e, nesse feliz equilíbrio, delicia-nos com composições tremendamente intimistas e impressivas. Espero que aprecies a sugestão...

Kurt Vile - Speed, Sound, Lovely KV (EP)

01. Speed Of The Sound Of Loneliness
02. Gone Girl
03. Dandelions
04. How Lucky (Feat. John Prine)
05. Pearls

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publicado por stipe07 às 20:32

Josh Rouse – Most Of The Time vs I Miss You

Quarta-feira, 08.07.20

Josh Rouse - Most Of The Time

Natural de Nashville, no Nebraska, Josh Rouse, um dos meus intérpretes preferidos a solo, está de regresso com Most Of The Time, um novo tema lançado em formato single, juntamente com o b side I Miss You. De acordo com o próprio Josh Rouse, esta sua dupla novidade é uma reflexão pessoal sobre as temáticas do isolamento e da solidão e de como podemos encontrar conforto e alívio no caos, ideias que saltaram para a ordem destes tempos devido ao período pandémico que todos conhecemos.

Assim, se Most Of The Time oferece-nos pouco mais de dois minutos de pueril acusticidade intimista e climática, que nos possibilita usufruir de uma sensação reconfortante de proximidade e de fulgor, já I Miss You é um portento de luz e cor, uma lindíssima balada onde torna-se impossível não olhar para o nosso íntimo e não sentirmos inspiração suficiente para enfrentarmos de frente a dor da saudade e alguém que nos é muito querido e que agora não vemos com a habitual constância, enquanto descobrimos a solução para certas encruzilhadas, uma resposta que estava mesmo ali, dentro do nosso peito, à espera desta canção para se revelar em todo o seu esplendor.

Dois temas algo díspares, mas que, cada um à sua maneira, obedecem à habitual receita de Josh Rouse; uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, que dão as mãos para a criação do habitual ambiente emotivo e honesto que carateriza a música deste cantautor que nunca perdeu o espírito nostálgico e sentimental que carateriza a sua escrita e composição. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:59

Foreign Fields – The Beauty Of Survival

Quarta-feira, 29.04.20

Eric Hillman e Brian Holl são os Foreign Fields, uma dupla norte americana, natural de Nashville, que se tem notabilizado desde dois mil e doze, quando se estrearam com o registo Anywhere But Where Am I, uma consistente coleção de treze canções construídas com fino recorte e indesmentível bom gosto. Take Cover, o segundo longa duração do projeto, lançado no final de dois mil e dezasseis, assumiu-se como o lógico passo em frente desse glorioso percurso inicial, um disco assente em canções bastante emotivas e incisivo a expôr os dilemas e as agruras da vida comum à maioria dos mortais, mas também as alegrias e as recompensas que a existência terrena nos pode proporcionar.

Resultado de imagem para Foreign Fields – Don’t Give Up

Agora, quando ainda se abrem as cortinas de dois mil e vinte, Take Cover tem finalmente sucessor anunciado.The Beauty Of Survival é o terceiro álbum da dupla, um trabalho misturado por Joe Visciano e que nos oferece mais uma banda sonora perfeita para elevar o ego e induzir a tua alma de boas vibrações neste período de confinamento e recolhimento, muito propício à letargia e à intropia mental.

Se quiseres mostrar-te disponível a ouvir The Beauty Of Survival com a devoção que este disco merece e se estiveres disposto a te deixares envolver pela indesmentível aúrea de beleza e esplendor que o seu alinhamento contém, então prepara-te porque ao longo dos seus quase quarenta minutos de duração vais ser trespassado por um verdadeiro oásis de poesia comovente, adornada por uma interpretação instrumental rica em detalhes e onde a folk mais clássica e luminosa, profundamente orgânica e sensorial, feita de pianos e cordas efervescentes, é quem mais dita a sua lei.

Do lindíssimo dedilhar de Brand New, um tema típico de início de disco, que nos atiça, levanta e coloca em apurado sentido os nossos sentidos, até ao clima mais orquestral e opulento de Terrible Times, passando pelo exercício de recolhimento sincero a que sabe Light On Your Face e a mestria do rugoso dedilhar acústico da guitarra que conduz Don't Give Up e em redor da qual diferentes texturas e arranjos, proporcionados por teclas e diversos elementos percurssivos e de sopros, se entrelaçam com um agridoce registo vocal, no qual se inclui uma belíssima segunda voz, plena de emotividade e nostalgia, são vários os instantes de absoluto deslumbramento de um registo carregado de esperança para todos aqueles que já duvidam que são reconhecidos lá fora e não percebem muito bem se ainda estão realmente vivos, apesar de habitarem num organismo palpitante de vida. The Beauty Of Survival indica-nos o caminho rumo à luz nestes tempos de escuridão. Espero que aprecies a sugestão...

Foreign Fields - The Beauty Of Survival

01. Brand New
02. Don’t Give Up
03. Terrible Times
04. Light On Your Face
05. Only Water
06. A Better Person
07. Rose Colored
08. The Beauty Of Survival
09. Terrible Times (Reprise)

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publicado por stipe07 às 13:58

Foreign Fields – Don’t Give Up

Segunda-feira, 24.02.20

Eric Hillman e Brian Holl são os Foreign Fields, uma dupla norte americana, natural de Nashville, que se tem notabilizado desde dois mil e doze, quando se estrearam com o registo Anywhere But Where Am I, uma consistente coleção de treze canções construídas com fino recorte e indesmentível bom gosto. Take Cover, o segundo longa duração do projeto, lançado no final de dois mil e dezasseis, assumiu-se como o lógico passo em frente desse glorioso percurso inicial, um disco assente em canções bastante emotivas e incisivo a expôr os dilemas e as agruras da vida comum à maioria dos mortais, mas também as alegrias e as recompensas que a existência terrena nos pode proporcionar.

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Agora, quando ainda se abrem as cortinas de dois mil e vinte, Take Cover tem finalmente sucessor anunciado. The Beauty Of Survival será o terceiro álbum da dupla, um trabalho que tem em Don't Give Up, um dos temas já divulgados, uma composição que assenta num rugoso dedilhar acústico da guitarra, em redor da qual diferentes texturas e arranjos, proporcionados por teclas e diversos elementos percurssivos,de sopros e um agridoce registo vocal, no qual se inclui uma belíssima segunda voz, plena de emotividade e nostalgia. Uma sedutora e pueril canção, ideal para contrabalançar estes dias mais negros e conturbados em que vivemos. Confere...

Foreign Fields - Don't Give Up

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publicado por stipe07 às 14:01

Josh Rouse – The Holiday Sounds Of Josh Rouse

Sábado, 28.12.19

O músico, cantor e compositor Josh Rouse já tem um disco de natal, um trabalho intitulado The Holiday Sounds Of Josh Rouse que compila nove canções que fazem recordar a este músico natural de Nashville, mas há alguns anos radicado no sul de Espanha, momentos felizes da sua infância e de férias de natal passadas fora de casa. A receita é a habitual neste músico; uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, que dão as mãos para a criação do habitual ambiente emotivo e honesto que carateriza a música e os discos deste cantautor que nunca perdeu o espírito nostálgico e sentimental que carateriza a sua escrita e composição.

Resultado de imagem para Josh Rouse The Holiday Sounds Of Josh Rouse

Assim, apesar de datado e de ter uma especificidade natalícia vincada, The Holiday Sounds Of Josh Rouse não coloca em causa aqueles que são alguns pilares identitários essenciais de um músico que parece ser capaz de entrar pela nossa porta com uma garrafa numa mão e um naco de presunto na outra e o maior sorriso no meio, como se ele fosse já da casa, já que consegue sempre revelar-se, também nestas canções, como um grande parceiro, confidente e verdadeiro amigo, um daqueles que não complicam e com o qual se pode sempre contar. Josh Rouse é único e tem um estilo inconfundível no modo como dá a primazia às cordas, sem descurar o brilho dos restantes protagonistas sonoros e, principalmente, sem se envergonhar de colocar a sua belíssima voz na primeira linha dos principais fatores que ainda tornam a sua música tão tocante e inspiradora. Espero que aprecies a sugestão...

Josh Rouse - The Holiday Sounds Of Josh Rouse

01. Mediterranean X-mas
02. Red Suit
03. New York Holiday
04. Easy Man
05. Sleigh Brother Bill
06. Lights Of Town
07. Letters In The Mailbox
08. Heartbreak Holiday
09. Christmas Songs

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publicado por stipe07 às 20:53






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