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Low – Some Hearts (At Christmas Time)

Quarta-feira, 14.12.16

Low - Some Hearts (At Christmas Time)

Aproxima-se o natal e, como é hábito, algumas bandas aproveitam para gravar alguns temas relacionados com esta época tão especial, sejam versões de alguns clássicos ou originais. Um deles é Some Hearts (At Christmas Time), um original dos Low de Alan Sparhawk e Mimi Parker, aos quais se juntou o baixista Steve Garrington desde 2008, banda que desde a última década do século passado tem vindo a impressionar-nos com a sua pop emotiva e sedutora, desde a pequena cidade de Duluth, no Minnesota.

Mesmo sendo uma canção de natal, Some Hearts (At Christmas Time) é, claramente, mais um marco significativo na carreira dos Low, mais uma pancada seca e certeira numa pop paciente e charmosa, nas asas de uma fidelidade quase canónica à lentidão melódica, ao charme da guitarra e à capacidade que o uso assertivo de agudos e falsetes na voz têm de colocar em causa todos os cânones e normas que definem alguns dos pilares fundamentais da nossa interioridade. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:56

Low – The Invisible Way

Segunda-feira, 08.04.13

Depois de C'mon, álbum lançado em 2011, os norte americanos Low, do casal Alan Sparhawk (voz e guitarras) e Mimi Parker (voz e bateria) e Steve Garrington (baixo), estão de volta aos discos com The Invisible Way, o décimo trabalho da banda, que chegou aos escaparates a dezanove de março. Lançado via Sub Pop Records, o novo disco deste trio de Duluth, no Minnesota, foi produzido por Jeff Tweedy, dos Wilco e gravado nos estúdios dessa banda, em Chicago.

A estreia dos Low foi com I Could Live In Hope, um disco essencial do universo indie e hoje, com cerca de «inte anos de carreira, estes mesmos Low, que dizem que fazer música é interpretar uma linguagem divina, são já um dos mais distintos intérpretes do chamado slowcore, um género musical que se caracteriza por englobar canções com a típica sonoridade pop, mas envolvidas por ambientes melancólicos e tristes e onde, além dos Low, nomes como os Red House Painters ou os Codeine são referências naturais. Seja como for, poucas são as bandas com uma identidade tão vincada, feita de ritmos lentos, emoções à flor da pele, batidas esparsas, arranjos minimalistas e melodias perfeitas.

The Invisible Way mantém as mesmas características sonoras que alimentaram os trabalhos anteriores da banda de Alan Sparhawk e que lhe asseguraram uma sólida base de seguidores. Só houve ligeiros desvios sonoros, com a tentativa de impôr alguma toada rock à sonoridade dos Low, quando, já neste século, apresentaram ao público The Great Destroyer (2005) e o já citada C'mon (2010).

Em The Invisible Way mantém-se então a componente etérea e sombria típica de uma banda que vive muito da harmonia vocal entre o casal que a lidera, se bem que desta vez Mimi canta, integralmente, cinco das canções do álbum. Wilco também foi essencial no resultado final obtido, cheio de texturas melódicas delicadas que, em alguns momentos, quanto a mim, inspirados, chocam com alguns detalhes um pouco mais ruidosos e lo fi.

Para primeiro single foi escolhido um exemplo perfeito deste ambiente sonoro, o tema Just Make It Stop, uma composição que percorre mais de quatro minutos de versos dolorosos, uma instrumentação que vai crescendo e que ilustra uma sucessão sombria de referências algo amarguradas. Mas também não quero deixar de destacar o dedilhar da guitarra, o piano e os violinos da canção de abertura, Plastic Cup e do tema seguinte, Amethyst. Na sequência, vem a heróica e épica So Blue, uma das canções mais introspetivas de The Invisible Way, muito dominada por um piano bastante doce e emotivo. Em Waiting e Clarence White volta a ser pouco clara a preponderância de uma das vozes e se a primeira tem uma toada elétrica algo incomum no ADN dos Low, a última incorpora umas palmas que nos remetem para um ambiente um pouco gospel. A tal vertente elétrica volta a aparecer em On My Own e, em ambos os casos, num disco onde o silêncio e a moderação sonora ditam leis, esta eletricidade não deve ser entendida como um corpo estranho, mas uma prova da capacidade eclética dos Low. O disco termina com To Our Knees e a voz de Mimi a proporcionar-nos mais uma ode à melancolia e ao amor, trazendo-nos tranquilidade, mas também intimidade e emoção.

The Invisible Way é mais um belíssimo capítulo da saga discográfica dos Low, um álbum capaz de nos catapultar para ambientes com uma identidade muito própria e onde qualquer coração é facilmente arrebatado pela magia das emoções personificadas nestas onze canções e pelos calafrios que elas facilmente provocam. Espero que aprecies a sugestão...

01. Plastic Cup
02. Amethyst
03. So Blue
04. Holy Ghost
05. Waiting
06. Clarence White
07. Four Score
08. Just Make It Stop
09. Mother
10. On My Own
11. To Our Knees

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publicado por stipe07 às 22:15

Observer Drift – Colored My Heart Red EP

Terça-feira, 31.01.12

Collin Ward é um jovem rapaz natural de Bloomington, no Minnesota, que ainda anda na escola mas que, no tempo livre, escreve música. No entanto, se nos guiarmos pela música produzida por estes Observer Drift, Collin Ward, o rapaz por trás da banda, parece ser bastante maduro, melancólico e sagaz.

Colored My Heart, o EP de estreia e que Ward disponibilizou na sua página Bandcamp no último dia de 2011 (name your price), é um EP que impressiona por uma dream pop e um lo-fi, que dão vontade de, durante a audição, fechar os olhos e recordar algumas das nossas boas memórias. O som é limpo e inocente e para quem gosta de Cocteau Twins, Seapony, The Fauns e, principalmente, Beach Fossils, há por aqui muito para apreciar.

Ward escreveu todas as canções, tocou todos os instrumentos e gravou tudo num estúdio portátil em casa. E sobre o mesmo e Corridor, o primeiro longa duração lançado já em 2012, o músico afirmou: Sinto que cada música é única e mostra um lado diferente da minha personalidade. Espero que quando alguém ouvir este álbum, experimente uma sensação de aventura e nostalgia. As letras são fortemente baseadas em três coisas principais: sonhos que tive, pessoas importantes, e as memórias da minha tenra infância, mais especificamente as lembranças que consigo ​​reviver vendo vídeos caseiros e folheando antigos álbuns de fotografia.

O clima do EP é exatamente este e independente da idade do artista e do volume de memórias que amealhou, o convite para entrarmos no seu mundo é genuíno e vale a pena aceitá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Green Tea
02. Might Find
03. Map Key
04. Run Along
05. Colored My Heart Red
06. Leaving The Farm

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publicado por stipe07 às 19:13






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