Depois da devastação provocada pelo furacão Dorian em algumas regiões das Caraíbas, com especial enfoque no arquipélago das Bahamas, foram várias as iniciativas do meio artístico com vista à angariação de fundos para os milhares que sofreram com esse fenómeno natural. Os R.E.M. foram um desses casos mais visíveis, com a divulgação de uma canção do grupo que estava guardada há quase vinte anos e à espera do momento certo para se revelar.

Fascinating é o nome desse tema inédito da banda de Athens, na Georgia, uma composição gravada em dois mil e um nos Compass Point Studions, em Nassau, capital das Bahamas, durante as sessões de Around The Sun, o décimo terceiro álbum da carreira dos R.E.M. e que esteve para fazer parte do alinhamento do álbum seguinte, Reveal, editado três anos depois.
À época Fascinating era um dos temas preferidos de Michael Stipe de todas as composições que os R.E.M. estavam a compôr mas, por motivos pouco claros, acabou por não fazer parte de Reveal. Seja como for, esta belíssima melodia, assente num piano suplicante, uma batida sintetizada suave e vários efeitos borbulhantes, onde não faltam sopros, revelou-se em boa hora, com as receitas da sua venda, cerca de dois dólares, a reverterem para a fundação Mercy Corps, uma das mais ativas na ajuda imediata às vitimas do furacão e no apoio futuro à reconstrução das Bahamas. Confere...
“We first became aware of Mercy Corps around the time of Hurricane Katrina, and we supported their efforts to help in that situation, I spend a lot of time every year in the Abaco Islands, which was literally ground zero for this disaster. I know a lot of people who lost everything—their homes, their businesses, literally everything they own is gone. I approached [R.E.M. manager] Bertis [Downs], and said, ‘ want to do something as a band to help out however we can. He suggested Mercy Corps, and I said, ‘That’s great—they’re a great organization.” (Mike Mills, baixista dos R.E.M.).

Hoje não é dia de escrever críticas a discos, ou de partilhar notícias e singles novos. Hoje é dia de celebrar e comemorar tudo aquilo que a vida me deu, com a banda sonora que sempre ouço nos dias catorze de maio, desde 1993.
Clássico intemporal e, no meu caso, um lema e um manual existencial, Man On The Moon, a canção da minha vida, viu a luz do dia, em formato single, a vinte e um de novembro de mil novecentos e noventa e dois, faz precisamente hoje, dia vinte e um de novembro de dois mil e dezassete, vinte e cinco anos. Composição que dá nome a este blogue e ao respetivo programa de rádio na Paivense FM e para alguns uma espécie de alcunha minha, já que é rápida a associação que fazem entre esta música e a minha pessoa, tem um significado muito próprio para a minha história pessoal, já que foi e ainda é a banda sonora principal dos últimos vinte e cinco anos da minha vida.
Recentemente, à publicação New Musical Express, Bill Berry, o baixista dos R.E.M., explicou de modo muito detalhado toda a história que envolve esta canção, desde o modo como ela nasceu e foi concebida, até ao ideário que pretende transmitir, terminando na descrição sobre o modo como o icónico vídeo dessa canção foi idealizado e concebido.

Terminada no último dia de gravações de Automatic For The People num estúdio em Seattle, Man On The Moon, uma obra de arte índie, começou por ser uma demo instrumental intitulada C to D Slide, criada numa guitarra pelo baterista Bill Berry, á qual Michael Stipe juntou, mais tarde, uma das suas melhores letras. E fê-lo por exigência dos restantes membros da banda que achavam que aquela melodia tinha uma história muito significativa para contar.
Assim, com conceitos como crença, jogo, dúvida, conspiração e verdade na mente e com Andy Kaufman, um entertainer famoso e controverso na América dos anos setenta que Stipe admira profundamente, a servir de fio condutor de todos eles, Michael colocou-nos a todos a pensar no que seria a nossa vida hoje se Charles Darwin não tivesse tido a coragem de colocar em causa algumas verdades insofismáveis ou se, no pacote das mesmas e de modo mais alegórico, se a aterragem na lua, a passagem de Moisés por um mar vermelho seco ou a morte de Elvis e do próprio Kaufman, realmente sucederam. E ele fez isso com o propósito claro de nos mostrar que mais importante que a aleatoriedade do jogo (Monopoly, twenty-one, checkers, and chess... Let's play Twister, let's play Risk) todas essas teorias ou questões metafísicas que muitas vezes nos turvam a visão e nos tolhem a mente, é aquilo que guardamos dentro de nós e a força que temos para acreditar nas nossas virtudes e, desse modo, nunca desistirmos de atingir os nossos maiores sonhos que define o nosso destino.
If you believe there's nothing up his sleeve, then nothing is cool.
Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o tempo em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.

No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.
Murmur (1983), o longa duração que abriu essa odisseia extraordinária e sucessor do excelente EP Chronic Town (1982), é um álbum fundamental da história do rock alternativo da década, um disco que teve direito a uma extensa digressão por território norte-americano, com algumas atuações e concertos memoráveis, não só perante público, mas também em alguns estúdios de rádios.
Um desses espetáculos que foi gravado e recentemente revisto em edição remasterizada com a edição a ter o nome de R.E.M. Live At The Paradise Rock Club, WBCN, Boston, MA, 13/07/1983 (remastered), sucedeu em Boston, a treze de julho de mil novecentos e oitenta e três, no mítico Paradise Rock Club, vinte e duas canções das quais se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda, mas também temas como Sitting Still, Catapult ou Pretty Persuasion e algumas versões de clássicos da música norte americana, nomeadamente uma adaptação curiosa de California Dreamin' dos The Mamas & The Papas, entre outros. Este cardápio é absolutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...

Em 2016 comemora-se o vigésimo quinto aniversário do lançamento de Out Of Time, um clássico da discografia dos norte americanos R.E.M. e o disco que lançou o grupo para o estrelato, tendo vendido milhões de cópias em todo o mundo, vencido vários prémios da indústria fonográfica, incluindo alguns Grammys e que contém no seu alinhamento clássicos do calibre de Losing My Religion, Shinny Happy People, Belong, Near Wild Heaven ou Radio Song.
Para comemorar a efeméride, já a dezoito de novembro irá chegar aos escaparates uma reedição de luxo de Out Of Time, com quatro capítulos; A gravação ao vivo de um concerto dos R.E.M. dessa época em Charleston, uma edição remasterizada do alinhamento, todos os vídeos das músicas do disco, com notas e apontamentos dos membros da banda e dos produtores Scott Litt e John Keane e, finalmente, as versões demo, todas elas acústicas, das onze canções. Uma delas é esta versão fantástica de Radio Song, o tema que abre o alinhamento de Out Of Time e que, comparando com o original, não conta com a presença do rapper KRS-One, mas conta com a maravilhosa melancolia intrigante do grupo e tem o baterista Bill Berry a cantar num dos versos da canção. Confere...

Obscuro para muitos, praticamente desconhecido para imensos, mas considerado pela maioria dos fãs como o período aúreo da banda, o período em que os R.E.M. estiveram sobre a alçada da editora I.R.S., coincidiu com o lançamento dos cinco primeiros álbuns da banda, em plenos anos oitenta.
No rescaldo dessa fase inicial do trajeto do grupo de Michael Stipe, Mike Mills, Peter Buck e, ainda na altura, Bill Berry, os R.E.M. foram unanimemente considerados pela crítica norte americana como a melhor banda de rock alternativo da década, acabando por assinar pela multinacional Warner, etiqueta que permitiu alcançarem de modo mais massivo outros mercados, numa relação iniciada com Green e que atingiu proporções inimagináveis com Out Of Time e Automatic For The People.
Hoje mesmo, no dia em que escrevo estas linhas, nove de abril de 2015, passam trinta e um anos do lançamento de Reckoning, o segundo álbum da banda. Este período entre o EP Chronic Town, lançado a vinte e quatro de agosto de 1982 e o álbum Document, editado a vinte e um de março de 1987, foi um tempo em que a banda viveu permanentemente, sem pausas, a dividir-se entre o palco e o estúdio, tendo sido o seu espaço temporal mais profícuo e criativo, com centenas de concertos, algumas digressões europeias, cinco álbuns de estúdio, além desse EP de estreia e um catálogo imenso registado pelo grupo e pelos fãs que, muitos anos depois, ainda reserva algumas surpresas.
Em 2007 or R.E.M. passaram finalmente a fazer parte do Rock 'N' Roll Hall of Fame e a publicação Online Athens, na ocasião, produziu o documentário R.E.M. In The Hall, que inclui os melhores momentos dessa cerimónia e uma caixa digital intitulada R.E.M. Rarities Jukebox. São vinte e uma canções disponíveis para download gratuíto e quase todas captadas ao vivo. Delas destacam-se uma extraordinária versão de Radio Free Europe, o primeiro grande single da banda e algumas versões de clássicos da música norte americana como Ive Got you Babe, Steppin Stone ou Louie Louie, entre outros.
Este cardápio é aboslutamente imprescindível para qualquer fã ou apenas para quem quiser conhecer ainda melhor esta banda fundamental do universo sonoro alternativo. Confere...

Pouco mais de três anos após a separação dos R.E.M., dois anos e poucos dias após a última aparição vocal em público, com Chris Martin no evento The Concert For Sandy Relief, em doze de dezembro de 2012 e poucos dias apos ter anunciado no programa da cadeia de televisão norte american da CBS This Morning que iria voltar a cantar em público e talvez em breve, (I will sing again... Not soon … maybe … I don’t know), eis que Michael Stipe voltou a cantar. Fê-lo há dois dias, na abertura de um concerto da sua amiga Patti Smith, no Webster Hall de Nova Iorque.
Stipe cantou seis temas; New Test Leper, um dos meus temas preferidos de New Adventures In Hi-Fi e Saturn Return, canção que faz parte do alinhamento de Reveal. Os outros quatro temas foram covers, destacando-se a do single Hood de Perfume Genius, um artista que Stipe já elogiou publicamente várias vezes e Lucinda Williams, uma canção escrita pelo cantor e compositor Vic Chesnutt. Confere...
SETLIST:
01 “Lucinda Williams” (Vic Chesnutt cover)
02 “Theme From New York, New York” (Frank Sinatra/Liza Minnelli cover)
03 “Wing” (Patti Smith cover)
04 “Saturn Return”
05 “Hood” (Perfume Genius cover)
06 “New Test Leper”

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais importantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.
Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; No passado dia dezanove de abril, no último Record Store Day, foi editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinyl e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.
No alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, é possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.
No Record Store Day, o baixista Mike Mills esteve a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que aprecies a sugestão...

01. Half A World Away
02. Disturbance At The Heron House
03. Radio Song
04. Low
05. Perfect Circle
06. Fall On Me
07. Belong
08. Love Is All Around
09. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
10. Losing My Religion
11. Pop Song 89
12. Endgame
13. Fretless
14. Swan Swan H
15. Rotary 11
16. Get Up
17. World Leader Pretend
18. All The Way To Reno (You’re Gonna Be A Star)
19. Electrolite
20. At My Most Beautiful
21. Daysleeper
22. So. Central Rain (I’m Sorry)
23. Losing My Relion
24. Country Feedback
25. Cuyahoga
26. Imitation Of Life
27. Find The River
28. The One I LOve
29. Disappear
30. Beat A Drum
31. I’ve Been High
32. I’ll Take The Rain
33. Sad Professor
Get More: R.E.M., I've Been High (Unplugged), Music, More Music Videos

Em setembro de 2011, num dia que recordo perfeitamente, os R.E.M. colocavam um comunicado no seu site em que diziam: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening. Nesse dia terminava a carreira de uma das bandas mais improtantes do rock alternativo das últimas três décadas, um nome fundamental e imprescindível para percebermos as principais caraterísticas que regem o indie rock da atualidade, uma banda marcante para a minha geração e que tantas vezes não teve o merecido reconhecimento.
Dois anos e meio depois do fim da carreira, os R.E.M. ainda têm surpresas para revelar; A dezanove de abril, no próximo Record Store Day, será editado R.E.M. Unplugged 1991 2001 – The Complete Sessions, uma caixa com quatro discos de vinil e que contém todas as músicas gravadas para as performances do grupo nos MTV Unplugged que a banda tocou em 1991 e 2001, incluindo onze temas que não foram para o ar. Já agora, os R.E.M. são, até hoje, a única banda a gravar dois MTV Unplugged.
Do alinhamento desta caixa, que terá edição no formato CD em maio, será possível encontrar os principais sucessos de toda a carreira do grupo, com músicas do álbum Murmur, de 1983, até ao álbum Reveal, de 2001, além de várias covers, com destaque para Love Is All Around, um original dos Troggs.
No Record Store Day, o baixista Mike Mills estará a autografar exemplares desta caixa no Bull Moose, uma loja de discos em Scarborough, no Maine. Espero que a mesma não demore muito a chegar a Portugal.

1991 Unplugged
Side One
1."Half A World Away"
2."Disturbance at the Heron House"
3."Radio Song"
4."Low"
Side Two
1."Perfect Circle"
2."Fall on Me"
3."Belong"
4."Love Is All Around"
Side Three
1."Its The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)"
2."Losing My Religion"
3."Pop Song 89"
4."Endgame"
Side Four
1."Fretless"*
2."Swan Swan H"*
3."Rotary 11"*
4."Get Up"*
5."World Leader Pretend"*
2001 Unplugged
Side Five
1."All The Way To Reno (You're Gonna Be a Star)"
2."Electrolite"
3."At My Most Beautiful"
4."Daysleeper"
Side Six
1."So. Central Rain (I'm Sorry)"
2."Losing My Religion"
3."Country Feedback"
4."Cuyahoga"
Side Seven
1."Imitation of Life"
2."Find the River"
3."The One I Love"*
4."Disappear"*
Side Eight
1."Beat a Drum"*
2."I've Been High"*
3."I'll Take the Rain"*
4."Sad Professor"*
* (Not included in original television broadcast )
Parabéns... E obrigado por tudo!
Happy birthday... And thanks for all!

Com o lamentável fim da carreira dos R.E.M. começam a surgir algumas raridades e inéditos que estiveram escondidos ao longo destes anos e que agora, talvez por haver quem ache que poderão valer verdadeiras fortunas e não com outros propósitos mais genuínos, começam a ser revelados. Na leitura que estou à fazer à biografia do Michael Stipe assinada por Rob Jovanovic é feita referência à gravação de uma cassete audio em abril de 1981 e que acaba de ser revelada ao mundo. É, sem qualquer dúvida, um objeto único e que seria extraordinário possuir.

Em abril de 1981 a banda começou a sua relação com Mitch Easter, ao visitar o seu estúdio, em Winston-Salem, Carolina do Norte, com o intuíto de gravar algumas músicas para uma demo. Eles já tinham feito uma sessão de gravação anteriormente, mas não estavam satisfeitos com os resultados (principalmente num local chamado Bombaim Joe Perry Studio) e tinham destruido essas maquetas. No dia quinze desse mês gravaram então com Mitch Easter Sitting Still, Radio Free Europe e White Tornado. No dia seguinte misturaram as faixas e produziram cerca de quatrocentas cópias da demo em formato cassete para enviar a jornalistas, clubes e etiquetas discográficas, mesmo antes da primeira digressão em Nova Iorque. Este conjunto de cassetes foi produzido pela banda, com cartolinas fotocopiadas para o inlay e etiquetas manuscritas pelo próprio Michael Stipe.
Poucos dias depois, a vinte e quatro de maio de 1981, os R.E.M. voltaram para o estúdio de Mitch e gravaram alguns overdubs para Radio Free Europe e adicionaram uma hilariante Radio Dub mix dessa canção, através de uma brincadeira com instrumentos, vozes e vários efeitos sonoros. Este Cassette Set é pois a única gravação que mistura os inéditos de Sitting Still e Radio Free Europe, sendo que ambos são, na minha opinião, muito melhores do que qualquer subsequente original.
Um tal de Chris H. é o proprietário de um conjunto destas cassetes, oferecidas, segundo ele, pelo próprio Michael Stipe, a vinte de junho de 1981, quando os R.E.M. deram um concerto em Cherry Hills, New Jersey. Em 2001 este Chris transferiu o som para o formato CD-R e agora revelou o conteúdo ao grande público, confessando-se muito honrado por ter a possibilidade de partilhar esta peça muito original e especial da história da banda.
Cinco dias após o anúncio oficial do fim da banda, os R.E.M. acabam de anunciar o Greatest Hits de despedida. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011, será lançado no mercado a 14 de novembro e incluirá We All Go Back To Where We Belong, (será editado como single a 18 de Outubro), A Month of Saturdays e Hallelujah, três novas canções gravadas pela banda este verão, após o final do lançamento de Collapse Into Now, em Athens, Georgia, terra natal da banda e com o produtor Jacknife Lee.

Como todos sabemos, a carreira dos R.E.M. divide-se em dois grandes períodos; Numa primeira fase a banda lançou seis discos através da editora independente I.R.S. Label; Em 1987 assinam pela Warner Bros. Records, através da qual lançam a restante discografia. REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 passará em revista os trinta e um anos de carreira, distribuidos por estas duas etiquetas que levaram o grupo da garagem até à lua.
Entretanto e ainda na ressaca da separação, o baixista Mike Mills revelou hoje à evista Rolling Stone algumas das razões que levaram ao fim. Há uma grande parte de tristeza, mas na realidade é celebratório, afirmou. Há tristeza porque nunca mais vou tocar no mesmo palco que o Peter (Buck) e que o Michael (Stipe), revelou Mills, que explicou a mistura de sentimentos: Estamos a fazer isto pelas razões certas e acabamos por olhar para trás, para a alegria e as oportunidades incríveis que tivemos. O baixista revelou ainda que não há zangas entre os membros da banda que tenham causado a separação: Não é porque temos que acabar ou porque não nos suportamos uns aos outros, nem mesmo porque não prestamos. Estamos felizes, mas acabámos.
Rob Cavallo da Warner Bros. Records revelou que o final dos R.E.M foi muito inesperado e que soube na mesma manhã que o comunicado foi publicado no site, através de um telefonema do manager da banda. Não consigo acreditar que eles vão acabar, mas compreendo. Eles são muito puros, muito respeitosos com aquilo que fazem, afirmou. Pelos vistos a decisão dos R.E.M. já estava tomada há alguns meses, antes de se encontrarem na Georgia para gravar os três novos temas para R.E.M. Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage 1982- 2011. A banda atrasou o anúncio do fim porque muitas pessoas foram afectadas de forma séria com esta decisão. Queríamos que corresse tudo como deve ser e estávamos entusiasmados por ter composto três músicas muito boas como despedida.
A banda já teria falado em terminar há muito mais tempo e embora Mills não saiba precisar quando começaram a pensar nisso, revela que depois de Around The Sun, editado em 2004, a banda achou que ainda tinha mais a provar: Precisavamos de provar, não só aos fãs e aos críticos, mas a nós próprios, que ainda podíamos fazer grandes álbums e fizemos dois (Accelerate, em 2008 e Collapse Into Now). Pensámos, conseguimos, agora vamos fazer uma coisa que banda nenhuma fez: Apertar as mãos e sair como amigos.
A tracklist de REM, Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982 – 2011 será a seguinte:

Disco 1:
Gardening At Night
Radio Free Europe
Talk About The Passion
Sitting Still
So. Central Rain
(Don’t Go Back To) Rockville
Driver 8
Life And How To Live It
Begin The Begin
Fall On Me
Finest Worksong
It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
The One I Love
Stand
Pop Song 89
Get Up
Orange Crush
Losing My Religion
Country Feedback
Shiny Happy People
Disco 2:
The Sidewinder Sleeps Tonite
Everybody Hurts
Man On The Moon
Nightswimming
What’s The Frequency, Kenneth?
New Test Leper
Electrolite
At My Most Beautiful
The Great Beyond
Imitation Of Life
Bad Day
Leaving New York
Living Well Is The Best Revenge
Supernatural Superserious
Überlin
Oh My Heart
Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter
A Month of Saturdays
We All Go Back To Where We Belong
Hallelujah
Ontem, dia 21 de setembro, os R.E.M. anunciaram ao mundo o fim de uma grande aventura com mais de 30 anos no site oficial da banda. Estava sentado no sofá de casa a ouvir a primeira faixa de Rumspringa, o disco mais recente do projeto Canon Blue, quando oportal Stereogum, através da rede social Facebook, surgiu-me perante o olhar com uma atualização onde se lia R.E.M. quits. Muito sinceramente, tenho uma dificuldade imensa em descrever o que senti naquele preciso momento, o enorme vazio que instantaneamente se apoderou de mim! Fiquei sem vontade nenhuma de abrir o link e ler o conteúdo e senti uma necessidade imensa de abrir bem os meus olhos e respirar fundo para não me deixar abater emocionalmente pelo que iria ler. Carreguei então no dito link que de imediato me remeteu para o comunicado oficial da banda e que ontem transcrevi neste blogue.

À medida que os anos vão passando, crescemos, a nossa vida evolui e avança, passamos por experiências boas e amargas e, se tudo for correndo bem, atingimos sonhos e objetivos. E ao longo dessa caminhada há sempre marcas, pessoas, circunstâncias e factos da nossa vida, ideias, sonhos e desejos que nos acompanham e marcam a nossa identidade, como se fossem um carimbo ou uma tatuagem invisivel, que não se vê, mas que nós e os que connosco convivem sabem que existe e que está lá. E os R.E.M. são, sem a mínima hesitação, uma marca na minha vida, um descritor essencial da minha identidade, algo indissociável da meu eu enquanto pessoa, doa a quem doer, como sabem todos aqueles que porventura me conhecem minimamente e possam estar a ler este texto.
Poderá haver quem me ache demasiado sentimental e lamechas (só eu sei o quanto algumas músicas dos R.E.M. contribuiram ao longo da minha vida para alimentar esta marca da minha personalidade) em determinados momentos e situações da minha existência; Neste facto concreto, o fim dos R.E.M. enquanto banda, tenho todo o direito de o ser e de extravasar a minha imensa mágoa, exatamente porque eles são, como referi, uma caraterística essencial da minha identidade!
Sei que pode haver quem ache um exagero falar assim, mas sinto que ontem perdi um bom amigo e que ele deixou um vazio cá dentro que ninguém (neste caso uma banda) poderá colmatar! Foi como se tivesse deixado de ter ao meu lado um ser que estava sempre ali, que me ouvia quando colocava um disco deles a tocar, com quem falava nos meus passeios e viagens, nos meus momentos de solidão e mais pessoais e por quem esperava avidamente por notícias e novidades! Agora ficam-me apenas as recordações desse amigo, na vasta discografia que guardo lá em casa, como se fossem cartas que me escreveu e me deixou para eu ler sempre que queira!
1/2 vida na maioridade...
Como acontece por cá todas as segundas-feiras, ficam três novidades com informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro James Blake, Good Charlotte e R.E.M.. Confere...
James Blake – The Wilhelm Scream
James Blake, o já catalogado menino prodígio da nova geração dubstep, lançou hoje no mercado o single The Wilhelm Scream, um dos temas mais acutilantes do álbum de estreia homónimo e que chegou às lojas no passado dia sete de Fevereiro.
Good Charlotte – Sex On The Radio
Foi hoje também lançado Sex On The Radio, o segundo single dos Good Charlotte para o álbum Cardiology, lançado no passado dia dois de novembro.
REM – Uberlin
A coincidir com o lançamento de Collapse Into Now, os R.E.M. lançaram também hoje Uberlin, para já o melhor momento do novo disco da banda por estes lados.
Outros singles editados hoje:
Cherry Ghost – Only A Mother Could
Alex Clare – Too Close
Cloud Control – There's Nothing In The Water We Can't Fight
Emma's Imagination – Brighter, Greener
The Hoosiers – Bumpy Ride
The Naked And Famous – Young Blood
Papercuts – Do What You Will
Plan B – Writing's On The Wall
The Primitives – Rattle My Cage
Tinie Tempah feat. Ellie Goulding – Wonderman
E alguns discos lançados hoje no mercado:
Elbow – Build A Rocket Boys!
Erland And The Carnival – Nightingale
Marianne Faithfull – Horses And High Heels
Avril Lavigne – Goodbye Lullaby
Noah & The Whale – Last Night On Earth
The Pierces – You'll Be Mine
REM – Collapse Into Now
Joss Stone – Super Duper Hits
Kurt Vile – Smoke Ring For My Halo
Wild Palms – Until Spring
A minha banda de sempre e os principais responsáveis por este meu amor tão honesto pelo mundo da música como forma de arte e expressão máxima de sentimentos, estão de volta...

Os R.E.M. continuam cheios de vitalidade, com uma enorme pujança criativa e de volta aos bons velhos tempos, à sonoridade de Murmur (81) e The Reckoning (83), com algumas pinceladas de Out Of Time (91) e Automatic For The People (92). Quase que apetece perguntar se não vão dar a volta de novo, fazer mais um round e andar aqui outros trinta anos a fazer do melhor que o rock alternativo guarda na sua história...
Por mim, podem muito bem fazê-lo; Estarei cá mais esses 30 anos para continuar a ouvi-los com a mesma emoção, dedicação e paixão, a fazer deles a principal banda sonora da minha vida e a contar com as letras de Michael Stipe para me ajudarem a conseguir expressar muito do que guardo dentro de mim. Talvez não volte a ter a oportunidade de lhes agradecer pessoalmente tudo o que fizeram por mim e representam na minha vida, mas sinto que divulgá-los, falar deles, dar a conhecer o que fazem, permite-me sentir que apreciam este meu amor pela sua música.
Ainda não consigo expressar uma crítica racional ao novo disco mas, enquanto escrevo este texto, ouço-o e sinto-me deslumbrado.
Obrigado R.E.M. e obrigado também a todos aqueles que têm a paciência de aturar esta minha paixão pela música e por me ouvirem tão pacientemente quando, com um brilho imenso no meu olhar, falo da música que fazem estes três ilustres cidadãos do mundo, naturais de Athens - Georgia, USA, localidade que espero um dia conhecer.
Fica o link para quem quiser ouvir o disco na íntegra; Espero que gostem...
http://www.npr.org/player/v2/mediaPlayer.html?action=1&t=1&islist=false&id=133998085&m=133997126
Tentando ser agora um pouco imparcial... Acho que está aqui um dos melhores discos de 2011!
Entro em 2011 com duas descobertas recentes e apenas uma novidade, visto não terem havido novos lançamentos de relevo esta semana. Como sempre, são três músicas acompanhadas de informação breve e pertinente para, quem queira, conhecer e tirar conclusões. Sugiro hoje Broken Social Scene, The Phoenix Foundation e R.E.M..
Broken Social Scene - Texico Bitches

Os Broken Social Scene estiveram em Lisboa e Porto no início de Novembro passado e são uma banda canadiana formada por músicos que têm, na sua maioria, carreiras a solo ou tocam noutros projectos (Metric, Stars, Land of Talk e Valley of the Giants), podendo, em palco, chegar até aos dezanove membros; Possuem uma vasta legião de fãs de indie rock no mundo inteiro e a sua sonoridade explora diversos intrumentos como guitarras, cornetas e violinos.
Texico Bitches é o quarto single para Forgiveness Rock Record editado em 2010 na Arts & Crafts. Este single é um repto contra as petrolíferas e o vídeo mostra dois rapazes rodeados de petróleo lutando com outras pessoas que têm o rosto pintado com um emblema muito parecido com a poderosa empresa petrolífera Texaco.
The Phoenix Foundation - Bleaching Sun

Os The Phoenix Foundation são uma das minhas recentes descobertas musicais, graças a Bleaching Sun, retirado de Happy Ending, disco editado em 2008. Apesar de não ser um lançamento recente, esta música agradou-me imenso e tenho andado a pesquisar o disco, que irá merecer brevemente nova referência neste espaço. Surpresas como esta fazem-me pensar muitas vezes em quanta música boa anda por aí já editada e ainda não tive oportunidade de ouvir. Vale a pena ocupar algum tempo livre a procurar e descobrir grandes surpresas como esta!
Posso desde já adiantar que esta banda é neo-zelandesa e que há quem os compare aos The Shins ou aos Arcade Fire.
O vídeo foi gravado no lendário Cornwell Park Cricket Club em Auckland, realizado por uma dupla chamada Luke & Puck e produzido na Percentual Engineering.

A minha banda de eleição deu ontem a conhecer mais uma música de Collapse Into Now. Chama-se Oh My Heart, a banda dedica-a a New Orleans e Michael Stipe, que está hoje de parabéns, descreve-a assim;
It's a very quiet and very meditative song dedicated to New Orleans — about New Orleans. Jacknife is great as a producer, because he saw that we were struggling with what is a very quiet song. We were standing really far away from each other in the room, and it was hard not only to actually physically hear each other, but it felt dispersed. He brought us into the middle, and instantly, of course, the song worked.

No dia 13 de Março de 2008, os R.E.M. fizeram história quando pisaram pela primeira vez o palco do Austin City Limits, um dos programas musicais mais antigos e emblemáticos da televisão norte-americana. Nessa noite a banda passou em revista quase três décadas de carreira, num concerto intimista, com apenas 350 pessoas na plateia.
Hoje é lançado mundialmente o DVD R.E.M. Live From Austin, TX. A gravação inclui as 17 músicas tocadas pelo grupo no espectáculo. De acordo com o procudor do programa, Terry Lickona, Their ACL appearance captures R.E.M. at a pivotal moment in their career, still breaking new ground, and still doing it their way.
O DVD pode ser comprado AQUI.

1. Living Well Is The Best Revenge
2. Man-Sized Wreath
3. Drive
4. So. Central Rain
5. Accelerate
6. Fall On Me
7. Hollow Man
8. Electrolite
9. Houston
10. Supernatural Superserious
11. Bad Day
12. Losing My Religion
13. I m Gonna DJ
14. Horse To Water
15. Imitation Of Life
16. Until The Day Is Done
17. Man On The Moon

Conforme tenho referido ultimamente, os R.E.M. estão num estúdio de Nashville a dar os últimos retoques no seu décimo quinto álbum, com a ajuda do produtor Jacknife Lee (U2, Snow Patrol, Weezer) e que já trabalhou com a banda em Accelerate (2008).
Band is finishing work on the record, referiu o manager Bertis Downs no site da banda. All is going well, songs sounding great; the band, ably assisted by Jacknife and team, is in the homestretch of making what sounds to me like a great R.E.M. record ... Can't wait for people to hear this one.
Entretanto, Mills, Stipe e Buck estiveram várias vezes no exterior do estúdio com Anton Crobjin, fotógrafo conhecido pelo trabalho realizado com bandas como os U2, a preparar material promocional para o disco e respectivo bootleg.
O disco ainda não tem nome e data prevista de lançamento, mas será certamente em 2011. Partilho um vídeo recente que a banda divulgou das sessões em Nashville...
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
as minhas bandas
The Good The Bad And The Queen
My Town
eu...
Outros Planetas...
Isto interessa-me...
Todos Diferentes Todos Especiais
Rádio
Na Escola
Free MP3 Downloads
Cinema
Editoras
Records Stream