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Hallelujah The Hills – Here Goes Nothing (Feat. Titus Andronicus)

Quinta-feira, 02.05.24

Os Hallelujah The Hills são uma banda indie de Boston, no Massachusetts, formada em dois mil e cinco por Ryan Walsh, ao qual se juntam atualmente, na formação, Elio DeLuca, Joe Marrett, Matt Brown, Eric Meyer, Brian Rutledge, Ryan Connelly. Estrearam-se em dois mil e dezassete com Collective Psychsis Begone, dois anos depois o sempre difícil segundo disco chamou-se Colonial Drones e chamaram a atenção da nossa redação em dois mil e doze com o registo No One Knows What Happens Next, um álbum que teve sucessor no dia treze de maio de dois mil e catorze, um trabalho intitulado Have You Ever Done Something Evil?, que contou com as participações especiais de Madeline Forster e Dave Drago e que também foi dissecado por cá.

Titus Andronicus' Patrick Stickles Guests On Hallelujah The Hills' "Here  Goes Nothing"

Agora, uma década depois dessa última aparição dos Hallelujah The Hills na nossa redação, a banda está de regresso ao nosso radar devido a Here Goes Nothing, um novo tema da banda que conta com a participação especial vocal de Patrick Stickles aka Titus Andronicus e que encarna a mais recente contribuição do grupo para o seu projeto DECK, um compêndio de cinquenta e duas canções que irão dar origem a quatro álbuns, com cada tema a corresponder a uma carta de um baralho convencional.

Os Hallelujah The Hills são mais um daqueles bons exemplos de uma banda que aposta em composições que procuram reviver o espírito instaurado nas composições e registos memoráveis lançados entre as décadas de setenta e oitenta, temas que usam, quase sempre, artifícios caseiros de gravação, métricas instrumentais similares e até mesmo temáticas bem relacionadas com o que definiu esse período e que é hoje a génese daquilo a que chamamos indie rock alternativo. No fundo, baseiam-se numa simbiose entre garage rock, pós punk e rock clássico.

Here Goes Nothing é um bom exemplo desse modus operandi, uma canção que incorpora uma sonoridade crua e rápida, assente na pujança da bateria e do baixo e em cordas inspiradas nesse cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas, mas que também não descuram o uso de arranjos que vão beber à herança radiante da folk, sem renegar algumas nuances mais psicadélicas. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:24

They Might Be Giants – Lazy

Segunda-feira, 22.04.24

Dois anos e meio depois do excelente registo Book, o vigésimo terceiro disco da carreira, os They Might Be Giants, uma banda norte-americana de rock alternativo do Massachusetts, estão de regresso ao nosso radar com um novo tema intitulado Lazy, uma versão de um original que Irving Berlin escreveu, imagine-se, em mil novecentos e vinte e quatro, ou seja, há precisamente um século.

What keeps 'They Might Be Giants' making music 40 years on

Al Jolson, Blossom Seeley, Paul Whiteman e os the Brox Sisters, foram alguns dos nomes que já criaram a sua versão desta canção popular norte-americana, sendo a  mais conhecida a que é interpretada por Marilyn Monroe, Donald O'Connor e Mitzi Gaynor no filme There's No Business Like Show Business. Agora chegou a vez dos They Might Be Giants criarem a sua própria roupagem da canção e fizeram-no de um modo particularmente inspirado e divertido.

De facto, a versão criada pela banda formada por John Flansburgh, John Linnell, Dan Miller, Danny Weinkauf e Marty Beller, oferece-nos um tratado folk divertido e luminoso, com um forte travo vintage, como seria de esperar, mas sem deixar de conter, ao nível da produção, uma ímpar contemporaneidade. Lazy está cheia de nuances de detalhes rítmicos e cordas que se projetam com uma rara graça, não faltando um certo travo jazzístico e de improviso, aspeto que ajuda a ampliar o perfil inspirado e vibrante desta versão única. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:45

J Mascis – What Do We Do Now

Terça-feira, 06.02.24

Pouco mais de meia década depois de Elastic Days, J Mascis, o líder dos míticos Dinosaur Jr, acaba de nos prendar com mais uma nova adição ao seu catálogo a solo. É um disco intitulado What Do We Do Now, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia recentemente, com a chancela da Sub Pop Records.

J Mascis - 'What Do We Do Now' album review

Sem novidades, e ainda bem, são as guitarras as grandes estrelas cintilantes de What Do We Do Now. Quer a nível melódico, quer no que diz respeito ao cardápio dos arranjos e do perfil interpretativo das mesmas, é esse o instrumento de eleição do edifício sonoro do disco, não fosse J Mascis um dos guitarristas mais proeminentes das últimas quatro décadas.

De facto, logo em Can't Believe Were Here, num misto reluzente entre rock alternativo noventista e um certo adn folk, fica carimbada a identidade de quase quarenta e cinco minutos que se escutam de um só travo e quase sem se dar por isso. O processo parece simples, mas comprova imensa experiência e traquejo, qualidades só ao alcance de um intérprete do calibre deste génio natural de Amherst, no Massachusetts e que, para gravar o álbum, teve a ajuda irrepreensível de Ken Mauri, teclista dos B-52 e de Matthew Doc Dunn, músico canadiano, natural de Ontário. As canções nascem a partir de uma base acústica bem delineada, que marca, inclusivamente, o seu ritmo e depois a bateria e os solos elétricos são adicionados, sempre com enorme bom gosto e obedecendo a um perfil sonoro que nos leva, num abrir e fechar de olhos, até à herança do melhor indie rock alternativo dos anos noventa do século passado.

Mesmo quando nos deparamos com um registo mais rugoso e intrincado, como em What Do We Do Now, ou quando em temas como I Can't Find You somos embalados por uma tonalidade mais contemplativa e jazzística, canções como Old Friends, um verdadeiro clássico de rock pulsante, ou Set Me Down, um curioso exercício hipnótico de agregação de diversas nuances percurssivas, definem, de modo contundente, uma identidade vincada, uma jovialidade e uma luminosidade festivas que se saúdam e que atestam também o habitual excelente humor e positivismo de J Mascis.

Em suma, e como seria de esperar, What Do We Do Now contém todas as marcas identitárias de um perfil interpretativo que foi sempre imagem de marca de um autor que nunca deixou de colocar na linha da frente uma indispensável radiofonia, sem deixar de tocar no âmago de quem o escuta com superior atenção e devoção. Este disco é um exercício bem sucedido de materialiação de uma coerência que não é sinónimo de redundância e que resultou num trabalho animado, radioso e com todos os ingredientes para se tornar num verdadeiro clássico de rock puro e duro, pulsante e de superior quilate, deste ano civil. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:47

J Mascis – Set Me Down

Segunda-feira, 18.12.23

Pouco mais de meia década depois de Elastic Days, J Mascis, o líder dos míticos Dinosaur Jr, acaba de anunciar mais uma nova adição ao seu catálogo a solo. É um disco intitulado What Do We Do Now, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia em dois de fevereiro de dois mil e vinte e quatro, com a chancela da Sub Pop Records.

Set Me Down” é o novo single de J Mascis – Glam Magazine

Can’t Believe We’re Here, a canção que abre o alinhamento de What Do We Do Now, foi a primeira composição retirada do disco em formato single. Como certamente se recordam, porque ela foi dissecada neste espaço há quase um mês, era uma composição com uma deliciosa base acústica repleta de cor e luminosidade, que ia sendo adornada por guitarras eletrificadas, num resultado final com uma componente nostálgica ímpar, porque nos levou, num abrir e fechar de olhos, até à herança do melhor indie rock alternativo dos anos noventa do século passado.

Agora chega a vez de escutarmos o oitavo tema do alinhamento de What Do We Do Now, um registo que foi gravado nos estúdios Bisquiteen Studio, em Western Massachusetts e que, além de Mascis, conta com as contribuições instrumentais de Ken Mauri, teclista do B-52's e do músico canadiano, natural de Ontário, Matthew Doc Dunn. Este segundo single retirado de What We Do Now, mantém o mesmo perfil da composição anterior e, consequentemente, o habitual registo das criações do autor, com destaque, neste caso, para diversas nuances percurssivas, que vão sendo trespassadas por cordas dedilhadas sem auxílio de amplificação, exceto quando Mascis pega na guitarra elétrica e, quase no ocaso da canção, reproduz um solo rugoso e épico, sendo tudo moldado por uma produção com um perfil eminentemente crú e orgânico.

Em suma, e como seria de esperar, Set Me Down contém todas as marcas identitárias de um perfil interpretativo que foi sempre imagem de marca de um autor que nunca deixou de colocar na linha da frente uma indispensável radiofonia, sem deixar de tocar no âmago de quem o escuta com superior atenção e devoção. É uma coerência que não é sinónimo de redundância e que, nas asas deste novo single, faz adivinhar que What Do We Do Now será um disco animado, radioso e com todos os ingredientes para se tornar num verdadeiro clássico de rock puro e duro, pulsante e de superior quilate, do ano civil que se aproxima a passos largos. Confere... 

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publicado por stipe07 às 13:34

J Mascis – Can’t Believe We’re Here

Segunda-feira, 20.11.23

Pouco mais de meia década depois de Elastic Days, J Mascis, o líder dos míticos Dinosaur Jr, acaba de anunciar mais uma nova adição ao seu catálogo a solo. É um disco intitulado What Do We Do Now, um alinhamento de dez csnções que irá ver a luz do dia em dois de fevereiro de dois mil e vinte e quatro, com a chancela da Sub Pop Records.

Watch the video for J Mascis' "Can't Believe We're Here" - UNCUT

Can’t Believe We’re Here, a canção que abre o alinhamento de What Do We Do Now, é a primeira composição retirada do disco em formato single. É uma composição com uma deliciosa base acústica repleta de cor e luminosidade, que vai sendo adornada por guitarras eletrificadas, num resultado final com uma componente nostálgica ímpar, porque nos leva, num abrir e fechar de olhos, até à herança do melhor indie rock alternativo dos anos noventa do século passado. Can´t Believe We're Here contém todas as marcas identitárias de um perfil interpretativo que foi sempre imagem de marca de um autor que nunca deixou de colocar na linha da frente uma indispensável radiofonia, sem deixar de tocar no âmago de quem o escuta com superior atenção e devoção. É uma coerência que não é sinónimo de redundância e que, nas asas deste novo single, faz adivinhar que What Do We Do Now será um disco animado, radioso e com todos os ingredientes para se tornar num verdadeiro clássico de rock puro e duro, pulsante e de superior quilate, do ano civil que se aproxima a passos largos.

Confere Can´t Believe We're Here, o vídeo do tema que conta com a participação de nomes como Fred Armisen, Bully e David Cross e o artwork e a tracklist de What Do We Do Now, um registo que foi gravado nos estúdios Bisquiteen Studio, em Western Massachusetts e que, além de Mascis, conta com as contribuições instrumentais de Ken Mauri, teclista do B-52's e do músico canadiano, natural de Ontário, Matthew Doc Dunn...

Can’t Believe We’re Here
What Do We Do Now
Right Behind You
You Don’t Understand Me
I Can’t Find You
Old Friends
It’s True
Set Me Down
Hangin Out
End Is Gettin Shaky

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publicado por stipe07 às 17:02

Pixies – Doggerel

Quinta-feira, 08.12.22

Dois mil e vinte e dois foi mais um ano particularmente profícuo para os Pixies. Começaram logo no final do passado inverno por divulgar uma nova canção intitulada Human Crime e logo aí percebeu-se que seria eminente a chegada de um novo disco desta banda americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts, em mil novecentos e oitenta e seis. E, de facto, tais expetativas vieram a confirmar-se à boleia de um disco chamado Doggerel, o oitavo do grupo, que chegou recentemente aos escaparates, com a chancela da BMG.

Pixies: Doggerel review – pristinely produced absurdism | Pixies | The  Guardian

Doggerel é um álbum maduro e visceral, um registo feito de folk macabro, pop festivo e de um rock brutal, assombrado pelos fantasmas dos negócios e das indulgências, conduzido à loucura pelas forças cósmicas e pelo sexo e visualizando vidas onde Deus não providenciou. E, de facto, se em canções como There's A Moon On, a toada enérgica e vibrante das guitarras que arquitetam este tema ilustram uns Pixies a tentarem honrar o som roqueiro e lo fi do passado, esse modus operandi também plasma um salutar alinhamento com as tendências mais recentes do campo sonoro em que o quarteto se movimenta, uma permissa particularmente impressiva que se repete, com nuances mais sombrias e requintadas, em Vault Of Heaven. Depois, Dregs Of The Wine, o primeiro tema criado pelo guitarrista Joey Santiago, oferece-nos uns Pixies tremendamente arrojados, o que não surpreende, colocando o melhor grunge noventista em declarado ponto de mira.

Doggerel é um disco explosivo, vibrante e claramente o trabalho da banda que mais a aproxima da herança feroz que os Pixies nos deixaram há cerca de três décadas. Doggerel também merece exaltação porque não é obra unicamente saída da mente criativa de Black Francis, mas antes uma feliz conjugação de esforços, que inclui o produtor Tom Dalgety (Royal Blood, Ghost) e as contribuições ímpares, quer no processo de escrita, quer no arquétipo das canções, dos restantes membros da banda, o já referido guitarrrista Joey Santiago, o baterista David Lovering e a baixista Paz Lenchantin. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:44

Pixies – Dregs Of The Wine

Segunda-feira, 12.09.22

Dois mil e vinte e dois tem sido um ano particularmente profícuo para os Pixies. No final do inverno divulgaram uma cançao intitulada Human Crime, em junho último o single There's A Moon On, algumas semanas depois a composição Vault Of Heaven e agora chega a vez de conferirmos mais um tema desta banda americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts, em mil novecentos e oitenta e seis. A canção intitula-se Dregs Of The Wine e, tal como as antecessoras, fará parte de um disco chamado Doggerel, que chegará aos escaparates daqui a duas semanas, com a chancela da BMG.

Pixies – “Dregs Of The Wine”

De acordo com a própria BMG, Doggerel será um álbum maduro mas visceral, de folk macabro, pop festivo e de um rock brutal, assombrado pelos fantasmas dos negócios e das indulgências, conduzido à loucura pelas forças cósmicas e visualizando vidas onde Deus não providenciou. E, de facto, se, por exemplo, a toada enérgica e vibrante das guitarras que arquitetavam There's A Moon On, além de ilustrarem uns Pixies a tentarem honrar o som roqueiro e lo fi do passado, também mostrava um salutar alinhamento com as tendências mais recentes do campo sonoro em que o quarteto se movimenta, uma permissa particularmente impressiva que se repetiu, com nuances mais sombrias e requintadas, em Vault Of Heaven, agora, em Dregs Of The Wine, os Pixies mostram-se ainda mais arrojados, colocando o melhor grunge noventista em declarado ponto de mira.

Dregs Of The Wine é o primeiro tema criado pelo guitarrista Joey Santiago e comprova, em suma, que Doggerel será um disco explosivo, vibrante e que não será uma obra unicamente saída da mente criativa de Black Francis, mas antes uma feliz conjugação de esforços, que inclui o produtor Tom Dalgety (Royal Blood, Ghost) e as contribuições ímpares, quer no processo de escrita, quer no arquétipo das canções, dos restantes membros da banda, o guitarrrista Joey Santiago, como já referi realtivamente a Dregs Of The Wine, o baterista David Lovering e a baixista Paz Lenchantin. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:06

Iron And Wine – That’s How You Know

Quarta-feira, 31.08.22

Nascido a vinte e cinco de julho de mil novecentos e setenta e quatro na localidade de Chapin, na Carolina do Sul, Sam Bean é um dos nomes essenciais da melhor folk norte-americana contemporânea, assinando as suas criações sonoras com o nome artístico Iron & Wine.

Iron & Wine “That's How You Know” – Covid covers continue – Americana UK

O músico e compositor estreou-se nos discos há vinte anos com o registo The Creek Drank the Cradle, que, na altura, tinha a chancela da insuspeita Sub Pop, tendo já um acervo de dez álbuns em carteira, além de algumas compilações e lançamentos especiais. E é nesta última prateleira que se deve colocar LORI, um EP com quatro covers de temas essenciais da carreira da também norte-americana Lori McKenna, outro nome importante da folk do outro lado do atlântico e que Bean quer homenagear com requinte neste registo.

Um dos temas já divulgados de LORI é That’s How You Know, um original que fazia parte do disco Lorraine que McKenna lançou em dois mil e onze e que é um dos alinhamentos essenciais da artista natural de Stoughton, no Massachusetts. Esta versão assinada por Iron & Wine conta com as contribuições de Sima Cunningham e Macie Stewart, membro da dupla Finom, dois nomes que também participam nas restantes composições deste EP que Iron & Wine resolveu criar durante o período pandémico recente e que foi gravado nos estúdios Sam Phillips, em Memphis, com a ajuda do produtor Matt Ross-Spang. 

Sonoramente, esta cover de That's How You Know aprimora o perfil contemplativo e particularmente intimista do original, impressionando pelo belíssimo jogo de vozes entre os diversos intervenientes do tema, exemplarmente acompanhados por um piano melodica e melancolicamente irrepreensível. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:03

Pixies – Vault Of Heaven

Sábado, 20.08.22

Dois mil e vinte e dois tem sido um ano particularmente profícuo para os Pixies. No final do inverno divulgaram uma cançao intitulada Human Crime, em junho último o single There's A Moon On e agora chegou a vez de conferirmos mais um tema, este intitulado Vault Of Heaven. Esta odisseia criativa recente da banda americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts, em mil novecentos e oitenta e seis, fará parte de um disco chamado Doggerel, que chegará aos escaparates a trinta de setembro com a chancela da BMG.

De acordo com a própria BMG, Doggerel será um álbum maduro mas visceral, de folk macabro, pop festivo e de um rock brutal, assombrado pelos fantasmas dos negócios e das indulgências, conduzido à loucura pelas forças cósmicas e visualizando vidas onde Deus não providenciou. E o tempo todo, ali nas notícias, enquanto outra tempestade distante se aproxima. E, de facto, se, por exemplo, a toada enérgica e vibrante das guitarras que arquitetavam There's A Moon On, além de ilustrarem uns Pixies a tentarem honrar o som roqueiro e lo fi do passado, também mostrava um salutar alinhamento com as tendências mais recentes do campo sonoro em que os Pixies se movimentam, essa é também uma permissa particularmente impressiva, com nuances mais sombrias e requintadas, em Vault Of Heaven, tema que, além disso, também comprova que a intensidade e o realismo deste projeto, assim como a adrenalina que exalam, serão, apostamos, uma constante ao longo do alinhamento de Doggerel, um disco que começou a ser alinhavado no início do ano passado entre Black Francis e o produtor Tom Dalgety (Royal Blood, Ghost), mas que teve contribuições ímpares, quer no processo de escrita, quer no arquétipo das canções, dos restantes membros da banda, o guitarrrista Joey Santiago, o baterista, David Lovering e a baixista Paz Lenchantin.

Vale também bem a pena visualizar o vídeo de Vault Of Heaven, assinado por Charles Derennne e que nos mostra uma espécie de Zorro que, a caminho de Los Angeles, se cruza com personagens imitadoras de ícones da cultura pop norte-americana, nomeadamente Elvis Presley e Marylin Monroe, montado num cavalo que mais parece um brinquedo. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:01

Pixies – There’s A Moon On

Segunda-feira, 13.06.22

Quase três meses após o single Human Crime, os Pixies voltam à carga em dois mil e vinte e dois com um novo tema intitulado There's A Moon On. A composição é o primeiro single revelado do novo registo da banda de banda americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts, em mil novecentos e oitenta e seis, um trabalho chamado Doggerel, que chegará aos escaparates a trinta de setembro com a chancela da BMG.

Expresso | Os Pixies anunciam novo álbum, “Doggerel”. Veja o vídeo de  apresentação de 6 minutos

De acordo com a própria BMG, Doggerel será um álbum maduro mas visceral, de folk macabro, pop festivo e de um rock brutal, assombrado pelos fantasmas dos negócios e das indulgências, conduzido à loucura pelas forças cósmicas e visualizando vidas onde Deus não providenciou. E o tempo todo, ali nas notícias enquanto outra tempestade distante se aproxima. A toada enérgica e vibrante das guitarras que arquitetam este tema There's A Moon On, além de ilustrarem uns Pixies a tentarem honrar o som roqueiro e lo fi do passado, mas sem deixarem de estar alinhados com as tendências mais recentes do campo sonoro em que se movimentam, comprova que a intensidade e o realismo deste projeto, assim como a adrenalina que exalam em praticamente todas as suas canções, serão uma constante ao longo do alinhamento de Doggerel, um disco que começou a ser alinhavado no início do ano passado entre Black Francis e o produtor Tom Dalgety (Royal Blood, Ghost), mas que teve contribuições ímpares, quer no processo de escrita, quer no arquétipo das canções, dos restantes membros da banda, o guitarrrista Joey Santiago, o baterista, David Lovering e a baixista Paz Lenchantin. Confere There's A Moon On e o alinhamento de Doggerel...

Nomatterday

Vault of Heaven

Dregs of the Wine

Haunted House

Get Simulated

The Lord Has Come Back Today

Thunder & Lightning

There’s a Moon On

Pagan Man

Who’s More Sorry Now?

You’re Such A Sadducee

Doggerel

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publicado por stipe07 às 13:22






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