man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
The Lemonheads – Togetherness Is All I’m After
Quase duas décadas depois de um disco homónimo, os The Lemonheads de Evan Dando estão finalmente de regresso ao mesmo formato à boleia de Love Chant, um álbum que deverá ver a luz do dia brevemente e que certamente nos vai fazer voltar a sentir aquele clima tão caraterístico, que o cenário indie norte-americano replicou com pujança nos anos noventa do século passado.

Pic by Antonia Teixeira
Criado com a ajuda de Tom Morgan, dos australianos Smudge e com a participação especial de J Mascis na guitarra e de Juliana Hatfield, no baixo, Deep End foi o primeiro single divulgado do alinhamento de Love Chant, um álbum produzido pelo brasileiro Apollo Nove e que além dos nomes já referidos, também conta com os contributos do produtor Bryce Goggin, a cantora Erin Rae, John Strohm, Nick Saloman e Adam Green. Nele, a banda de Boston ofereceu-nos um espetacular tratado de indie punk rock, com guitarras exemplarmente eletrificadas e repletas de distorções abrasivas e um baixo e uma bateria arritmados, mas exemplarmente coordenados, a sustentarem uma composição, onde não faltavam solos inebriantes e aquele notável espírito garageiro que nos marcou a todos há cerca de três décadas.
Algumas semanas depois da audição de Deep End, escutámos mais um espetacular tema do alinhamento de Love Chant, uma canção intitulada In The Margin. Era uma composição mais garageira e abrasiva do que a anterior, com o fuzz das guitarras e um registo percussivo frenético a oferecem a In The Margin aquele inconfundível travo grunge, que não deixa de ser também uma das matrizes essenciais do ADN dos The Lemonheads.
Depois, já em pleno mês de agosto, conferimos o single The Key Of Victory, quase quatro minutos íntimos e introspetivos, gravados nos míticos estúdios Abbey Road, em Londres. The Key Of Victory era um portento de acusticidade, em que cordas dedilhadas com astúcia por Apollo Nove e diversos arranjos etéreos tocados por Erin Rae, ofereceram-nos uma peça sonora leve, luminosa e profundamente bela.
Agora, quando se aproxima a data de lançamento de Love Chant, temos para escuta mais um momento alto do disco, um tema intitulado Togetherness Is All I'm After. Àspera, seca, contundente e abrasiva, assim é Togetherness Is All I'm After, uma composição que condensa alguns dos melhores ingredientes daquele rock alternativo e garageiro, que marcou a juventude da minha geração. A canção é um verdadeiro tratado de grunge, assente numa parede eletrificada de guitarras encharcadas em fuzz e com uma indesmentível toada psicadélica. Homenageia, como já referi, aquele modus operandi que fez escola nos anos noventa do século passado, não faltando ao tema, qual cereja no topo do bolo, um estonteante solo de guitarra. A voz adocicada de Evan Dando acaba por ser o ponto de equilíbrio de toda esta estética sonora muito própria e que acaba por ir ao encontro de um louvável intuíto de nos fazer viajar no tempo e entregar-nos o que queremos ouvir, uma canção caseira e perfumadas pelo passado. Confere...

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Juliana Hatfield – Scratchers
Depois dos discos de tributo à cantora Olivia Newton-John, em dois mil e dezoito e aos Police, no ano seguinte, a norte-americana Juliana Hatfield, uma figura ímpar do rock do outro lado do atlântico das últimas três décadas, esteve em alta rotação na nossa redação no início do verão de dois mil e vinte e um com Blood, o décimo nono trabalho da sua carreira, que tem finalmente sucessor. É um alinhamento de doze canções intitulado Lightning Might Strike, que vai ver a luz do dia a doze de dezembro com a chancela da American Laundromat, a etiqueta que tem acompanhado Hatfield nos anos mais recentes.

Scratchers, um verdadeiro tratado de indie rock, com todos os tiques das melhores propostas do género mais recentes, é o primeiro single retirado do alinhamento de Lightning Might Strike. É uma canção vigorosa, melodicamente consistente e, num equilíbrio perfeito entre a eletrificação das guitarras e o perfil algo cru e direto da bateria e de um baixo subtil, contém um elevado groove, uma das imagens de marca de uma artista que vive constantemente num modus operandi sempre instigante e provocador, sendo também uma permanente dualidade entre beleza sonora e a crueza amarga das palavras, uma das suas maiores benesses. Confere Scratchers e a tracklist de Lightning Might Strike...

Fall Apart
Long Slow Nervous Breakdown
Popsicle
My House Is Not My Dream House
Harmonizing With Myself
Scratchers
Constant Companion
Where Are You Now
Strong Too Long
Wouldn’t Change Anything
Ashes
All I’ve Got
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The Lemonheads – The Key Of Victory
Quase duas décadas depois de um disco homónimo, os The Lemonheads de Evan Dando estão finalmente de regresso ao mesmo formato à boleia de Love Chant, um álbum que deverá ver a luz do dia no início do outono e que certamente nos vai fazer voltar a sentir aquele clima tão caraterístico, que o cenário indie norte-americano replicou com pujança nos anos noventa do século passado.

Criado com a ajuda de Tom Morgan, dos australianos Smudge e com a participação especial de J Mascis na guitarra e de Juliana Hatfield, no baixo, Deep End foi o primeiro single divulgado do alinhamento de Love Chant, um álbum produzido pelo brasileiro Apollo Nove e que além dos nomes já referidos, também conta com os contributos do produtor Bryce Goggin, a cantora Erin Rae, John Strohm, Nick Saloman e Adam Green. Nele, a banda de Boston ofereceu-nos um espetacular tratado de indie punk rock, com guitarras exemplarmente eletrificadas e repletas de distorções abrasivas e um baixo e uma bateria arritmados, mas exemplarmente coordenados, a sustentarem uma composição, onde não faltavam solos inebriantes e aquele notável espírito garageiro que nos marcou a todos há cerca de três décadas.
Algumas semanas depois da audição de Deep End, escutámos mais um espetacular tema do alinhamento de Love Chant, uma canção intitulada In The Margin. Era uma composição mais garageira e abrasiva do que a anterior, com o fuzz das guitarras e um registo percussivo frenético a oferecem a In The Margin aquele inconfundível travo grunge, que não deixa de ser também uma das matrizes essenciais do ADN dos The Lemonheads.
Agora, em pleno mês de agosto, temos para conferir o single The Key Of Victory, quase quatro minutos íntimos e introspetivos, gravados nos míticos estúdios Abbey Road, em Londres. The Key Of Victory é um portento de acusticidade, em que cordas dedilhadas com astúcia por Apollo Nove e diversos arranjos etéreos tocados por Erin Rae, oferecem-nos uma peça sonora leve, luminosa e profundamente bela. Confere...

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Hallelujah The Hills – It’s Undeniable
Os Hallelujah The Hills são uma banda indie de Boston, no Massachusetts, formada em dois mil e cinco por Ryan Walsh, ao qual se juntam atualmente, na formação, Elio DeLuca, Joe Marrett, Matt Brown, Eric Meyer, Brian Rutledge, Ryan Connelly. Estrearam-se em dois mil e sete com Collective Psychsis Begone, dois anos depois o sempre difícil segundo disco chamou-se Colonial Drones e chamaram a atenção da nossa redação em dois mil e doze com o registo No One Knows What Happens Next, um álbum que teve sucessor no dia treze de maio de dois mil e catorze, um trabalho intitulado Have You Ever Done Something Evil?, que contou com as participações especiais de Madeline Forster e Dave Drago e que também foi dissecado por cá.

Há cerca de um ano os Hallelujah The Hills regressaram ao nosso radar devido a Here Goes Nothing, um tema que contava com a participação especial vocal de Patrick Stickles aka Titus Andronicus e que encarnou uma contribuição do grupo para o seu projeto DECK, um compêndio de cinquenta e duas canções que teriam como propósito dar origem a quatro álbuns, com cada tema a corresponder a uma carta de um baralho convencional.
Agora, novamente em maio, mas de dois mil e vinte e cinco, o grupo reafirma a intenção de incubar DECK, registo que vai chegar aos escaparates a treze de junho com a chancela do consórcio Discrete Pageantry Records/Best Brother Records e, depois de no início do mês nos ter impressionado com Crush All Night, um single desse extenso e exaustivo trabalho, que contava com a participação especial vocal de Sad13, o projeto paralelo de Sadie Dupuis, líder dos Speedy Ortiz, volta a fazê-lo dias depois à boleia de It's Undeniable, uma canção vibrante, visceral, crua e imponente, conduzida por um baixo contundente, sobre o qual se acamam diversas guitarras, que, exalando um muito apetecível fuzz garageiro, oscilam entre efeitos metálicos ecoantes e distorções encharcadas em rugosidade e nostalgia, num resultado final que encarna uma espetacular simbiose entre garage rock, pós punk e rock clássico. Confere...

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Hallelujah The Hills – Crush All Night (feat. Sad13)
Os Hallelujah The Hills são uma banda indie de Boston, no Massachusetts, formada em dois mil e cinco por Ryan Walsh, ao qual se juntam atualmente, na formação, Elio DeLuca, Joe Marrett, Matt Brown, Eric Meyer, Brian Rutledge, Ryan Connelly. Estrearam-se em dois mil e sete com Collective Psychsis Begone, dois anos depois o sempre difícil segundo disco chamou-se Colonial Drones e chamaram a atenção da nossa redação em dois mil e doze com o registo No One Knows What Happens Next, um álbum que teve sucessor no dia treze de maio de dois mil e catorze, um trabalho intitulado Have You Ever Done Something Evil?, que contou com as participações especiais de Madeline Forster e Dave Drago e que também foi dissecado por cá.

Há cerca de um ano os Hallelujah The Hills regressaram ao nosso radar devido a Here Goes Nothing, um tema que contava com a participação especial vocal de Patrick Stickles aka Titus Andronicus e que encarnou uma contribuição do grupo para o seu projeto DECK, um compêndio de cinquenta e duas canções que teriam como propósito dar origem a quatro álbuns, com cada tema a corresponder a uma carta de um baralho convencional.
Agora, novamente em maio, mas de dois mil e vinte e cinco, o grupo reafirma a intenção de incubar DECK, registo que vai chegar aos escaparates a treze de junho com a chancela do consórcio Discrete Pageantry Records/Best Brother Records e volta a impressionar-nos à boleia de Crush All Night, um novo single desse extenso e exaustivo trabalho, que conta com a participação especial vocal de Sad13, o projeto paralelo de Sadie Dupuis, líder dos Speedy Ortiz.
Os Hallelujah The Hills são mais um daqueles bons exemplos de uma banda que aposta em composições que procuram reviver o espírito instaurado nas composições e registos memoráveis lançados entre as décadas de setenta e oitenta, temas que usam, quase sempre, artifícios caseiros de gravação, métricas instrumentais similares e até mesmo temáticas bem relacionadas com o que definiu esse período e que é hoje a génese daquilo a que chamamos indie rock alternativo. No fundo, baseiam-se numa simbiose entre garage rock, pós punk e rock clássico. Crush All Night, um tema intenso, rugoso, fumarento e visceral, obedece a essas permissas, nomeadamente através do modo como as guitarras estão eletrificadas, enquanto sustentam uma sonoridade crua e rápida, que também deve muito da sua personalidade à pujança da bateria e do baixo e de algumas nuances com elevado travo psicadélico. Confere...

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Passion Pit – Sleepyhead 2025 (feat. Sofi Tukker)
Os Passion Pit, banda de Cambridge, no Massachusetts e liderada por Michael Angelakos, chamaram a nossa atenção em dois mil e doze com Gossamer, um álbum produzido por Chris Zane, lançado pela Columbia Records e que repetia a mesma fórmula e acertos de Manners, o disco de estreia do projeto, que tinha visto a luz do dia em dois mil e nove.

Agora, quase duas décadas depois, os Passion Pit estão de novo no nosso radar devido a Sleepyhead 2025, uma nova roupagem de um tema intitulado Sleepyhead, oficialmente o primeiro single lançado pelo grupo e que encerrava o alinhamento de Chunck Of Change, o EP de estreia do projeto, lançado em dois mil e dezoito.
Sleepyhead ganha uma nova vitalidade com esta revisita assinada a meias pelos Passion Pit e por Sofi Tukker, admiradora confessa do projeto desde a sua fase inicial. A versão acrescenta uma variedade de detalhes sonoros que ampliam e engrandecem a génese estrutural da canção. Assim, mantendo o perfil eminentemente sintético e claramente dançável do original, Sleepyhead 2025 contém uma tonalidade mais refrescante e contemporânea e um ritmo mais hipnótico. Além disso, novas sintetizações e arranjos, principalmente ao nível do piano e o falsete agudo peculiar de Sofi Tukker, que casa na perfeição com o timbre efervescente de Michael Angelakos, resultaram num cosmos de groove e de psicadelia efusiantes, em pouco mais de quatro minutos em que luz, cor e plumas se entrelaçam continuamente, enquanto o orgânico e o sintético trocam entre si, quase sem se dar por isso, o protagonismo interpretativo e instrumental, numa composição plena de cosmicidade e lisergia. Confere...

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Quiet Company – Quiet Company (heart)’s Pixies
Oriundos de Austin, no Texas, os Quiet Company, estrearam-se no já longínquo ano de dois mil e seis com o registo Shine Honesty e são atualmente formados por Taylor Muse, o cantor, escritor e grande mentor da banda, o guitarrista Tommy Blank, o baixista Thomas Garcia, o baterista Drew Silverman e o multi-instrumentista Bill Gryta.

No início do já longínquo ano de dois mil e dezanove, os Quiet Company chamaram a nossa atenção com o single Aloha, uma lindíssima canção e um dos destaques de um EP intitulado On Corners & Shapes, que a banda editou nesse ano. Agora, voltam a entrar em alta rotação na nossa redação devido a uma dupla de covers que incubaram para dois dos maiores clássicos dos Pixies, de Black Francis, os temas Monkey Gone To Heaven e Wave Of Mutilation.
Estas covers de duas canções fundamentais do catálogo da banda natural de Boston, no Massachusetts, nascida em mil novecentos e oitenta e seis, foram gravadas durante o período pandémico que todos vivemos há quase meia década, tendo o processo de criação das mesmas sido quase todo da inteira responsabilidade de Taylor Muse, o líder dos Quiet Company, enquanto esteve confinado em sua casa. O resultado final são duas composições explosivas e vibrantes, feitas de guitarras exemplarmente eletrificadas e que mantêm intacto o espírito garageiro, cru e épico dos originais. Confere...

01. Monkey Gone To Heaven
02. Wave Of Mutiliation
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J Mascis – Breathe (The Cure cover)
Sensivelmente um ano depois do excelente disco What Do We Do Now, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia em fevereiro do ano passado, com a chancela da Sub Pop Records, J Mascis, o líder dos míticos Dinosaur Jr, está de regresso ao nosso radar com uma cover de um original dos Cure, intitulado Breathe, tema que a banda de Robert Smith utilizou como b side do single Catch que o grupo natural de Crawley, em Inglaterra, lançou em mil novecentos e oitenta e sete.

É sobejamente conhecida no mainstream alternativo uma enorme admiração mútua entre Smith e Mascis, algo fácil de comprovar com uma qualquer pesquisa rápida que se faça acerca das opiniões e declarações em entrevistas dos dois músicos, acerca um do outro. Esta cover assinada pelo líder dos Dinosaur Jr. é apenas mais um capítulo desta história feliz que começou em mil novecentos e oitenta e nove, quando a banda formada em Amherst, no Massachusetts, cinco anos antes, por J Mascis e o seu amigo Lou Barlow, fez uma cover do clássico dos Cure Just Like Heaven.
A nova roupagem que J Mascis assina para Breathe, um original eminentemente pop e sintético, feito de sintetizações exuberantes, contém um perfil mais orgânico e intimista, com a guitarra a debitar uma deliciosa base acústica repleta de cor e luminosidade, num resultado final que não deixa de conter uma indispensável radiofonia e que toca no âmago de quem o escuta com superior atenção e devoção. Confere a cover e o original...

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Vundabar – Life Is A Movie
Oriundos de Boston, no Massachusetts, os Vundabar são uma dupla formada por Brandon Hagen e Drew McDonald e um caso sério no panorama alternativo da costa leste dos Estados Unidos da América. Algo desconhecidos do lado de cá do atlântico, têm, no entanto, já excelentes álbuns em carteira. A saga discográfica iniciou-se em dois mil e treze com o registo Antics. Dois anos depois viu a luz do dia Gawk e, no dealbar de dois mil e dezoito, Smell Smoke, um trabalho que viu sucessor em dois mil e vinte e dois, um disco chamado Either Light, que teve a chancela da Gawk Records e que era bastante inspirado pela personagem Tony Soprano, da série Os Sopranos, interpretada pelo malogrado ator James Gandolfini.

Dois anos depois desse álbum, a dupla regressou ao nosso radar no passado mês de julho, à boleia de uma canção intitulada I Got Cracked, a primeira com a chancela da Loma Vista Recordings, a nova etiqueta dos Vundabar. Era uma canção incisiva, com uma cadência frenética, explosiva e com uma indesmentível toada garageira, que oscilava entre o épico e o hipnótico, o lo-fi e o hi-fi, receita que se repete novamente em Life Is A Movie, o tema que a dupla divulgou muito recentemente.
Uma guitarra encharcada num fuzz ziguezaguente, trespassada por diversas distorções abrasivas e uma bateria simultaneamente frenética e imponente são as traves mestras de Life Is A Movie, canção imponente, que debita um travo punk particularmente incisivo e que, juntamente com I Got Cracked, faz adivinhar que estará finalmente para breve o anúncio do sucessor de Either Light. Confere Life Is A Movie e o vídeo da canção assinado pelo projeto Goood.Dylan...
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Vundabar – I Got Cracked
Oriundos de Boston, no Massachusetts, os Vundabar são uma dupla formada por Brandon Hagen e Drew McDonald e um caso sério no panorama alternativo da costa leste dos Estados Unidos da América. Algo desconhecidos do lado de cá do atlântico, têm, no entanto, já excelentes álbuns em carteira. A saga discográfica iniciou-se em dois mil e treze com o registo Antics. Dois anos depois viu a luz do dia Gawk e, no dealbar de dois mil e dezoito, Smell Smoke, um trabalho que viu sucessor em dois mil e vinte e dois, um disco chamado Either Light, que teve a chancela da Gawk Records e que era bastante inspirado pela personagem Tony Soprano, da série Os Sopranos, interpretada pelo malogrado ator James Gandolfini.

Dois anos depois desse álbum, a dupla regressa ao nosso radar à boleia de uma canção intitulada I Got Cracked, a primeira com a chancela da Loma Vista Recordings, a nova etiqueta dos Vundabar. Canção incisiva, com uma cadência frenética, explosiva e com uma indesmentível toada garageira, que oscila entre o épico e o hipnótico, o lo-fi e o hi-fi, I Got Cracked foi gravada num momento particularmente caótico da vida de Brandon Hagen, o vocalista dos Vundabar. O pai faleceu, pela mesma altura, o músico, que estava na Europa com a banda em digressão, partiu um braço numa queda num hotel e de regresso, para o funeral do pai, grava esta música, uma semana depois desse evento, num estúdio em Los Angeles. O próprio vídeo da canção, que versa sobre cinzas espalhadas ao vento, corações partidos e leis infringidas, assinado por Christopher Phelps, ironiza, de modo particularmente incisivo, sobre o absurdo da nossa existência. Confere...