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The Reds, Pinks And Purples - Pour The Light In

Segunda-feira, 06.12.21

Sedeado em São Francisco, na Califórnia, o projeto The Reds, Pinks And Purples é um nome a ter em conta no cenário indie de cariz mais lo fi e experimental norte-americano, que se prepara para regressar aos discos no próximo ano, o quarto de uma carreira que se iniciou em dois mil e dezanove com o registo Anxiety Art e que vale bem a pena explorar.

dusted — The Reds, Pinks & Purples — Uncommon Weather...

O novo álbum da banda, que é, basicamente, um projeto a solo de Glenn Donaldson, chama-se Summer At Land's End e irá ver a luz do dia a vinte e dois de janeiro com a chancela da insuspeita Slumberland Records. Pour The Light In, o sexto tema do alinhamento de um compêndio que terá onze canções, oferece-nos, além de um registo vocal pleno de sentimento, mas também de mistério, arranjos acústicos luminosos e guitarras ecoantes e com o grau de distorção apropriado para nos fazer contemplar uma canção que carrega consigo claras reminiscências do melhor indie de finais do século passado, criado por um músico claramente consciente dos terrenos sonoros que pisa. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:41

Coldplay – Music Of The Spheres

Sexta-feira, 03.12.21

Os britânicos Coldplay já têm nos escaparates o sucessor de Everyday Life, o registo duplo que a banda de Chris Martin editou em dois mil e dezanove e que deixou um pouco de lado aquela etiqueta de banda de massas da pop e da cultura musical, feita de exuberância sonora e de uma mescla da enorme variedade de estilos que foram bem sucedidos comercialmente na última década, nomeadamente a eletrónica e o rock repleto de sintetizações, para voltarem a colocar na linha da frente aquele lado mais intimista, simples e humano, o modus operandi que talvez melhor potencie todos os atributos estilísticos e interpretativos que o grupo possui.

Coldplay Announce New Album Music of the Spheres | Pitchfork

Essa guinadela dos Coldplay para territórios mais apetecíveis e originais, digamos assim, não passou disso mesmo, fazendo jus ao conteúdo de Music Of The Spheres, o novo disco, que coloca novamente o projeto a navegar em atributos estilísticos e interpretativos que, também à boleia de alguns convidados especiais, têm o sucesso comercial como objetivo primordial da banda, em detrimento de uma exploração mais genuína dos seus atributos interpretativos. 

Coloratura, a composição que marca o ocaso do alinhamento, uma longa canção, com cerca de dez minutos de duração e que tem uma toada particularmente etérea, no início, com deliciosas linhas de piano a acamarem o registo vocal adocicado de Chris Martin, é a enormíssima exceção à regra do alinhamento de Music Of The Spheres e, curiosamente, um dos melhores temas de sempre do catálogo dos Coldplay. Por volta dos quatro minutos, a guitarra e a bateria induzem uma maior majestosidade ao tema, dando-lhe uma inédita vibe pop oitocentista, induzida também por arranjos de cordas sublimes, dos quais se destacam as harpas e as guitarras e o modo como se cruzam com o piano que se mantém sempre firme ao longo da canção.

Em suma, ao nono disco, os Coldplay voltam a ter como foco principal mostrarem como são realmente especialistas em criar sucessos radiofónicos e que estoirem nas playlists de canções mais ouvidas e vendidas, seguindo a linha interpretativa que orientou a banda de Chris Martin em anos mais recentes e que, na minha opinião, nunca fará justiça ao verdadeiro potencial do grupo. Temas como Humankind ou Biutyful, demonstram-no vivamente. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:51

André Carvalho - Karelu

Quarta-feira, 01.12.21

O contrabaixista e compositor André Carvalho continua a tirar enormes dividendos de Lost In Translation, o quarto álbum da sua carreira, que viu a luz do dia a quinze de outubro pela editora americana Outside in Music e que conta com os apoios da Fundação GDA, Antena 2, Companhia de Actores e do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço.

André Carvalho “Lost in Translation” - Agenda Cultural do Porto

Desta vez fá-lo com o single Karelu, o sétimo tema do alinhamento do registo, uma composição que, de acordo com o press release do seu lançamento, tem como título uma palavra que procura dar nome àmarca deixada na pele por se usar algo apertado, ou seja, a canção assenta sobre uma ideia quasi leit motiv que se repete ao longo do desenvolvimento do tema. Uma ideia repetitiva como se tratasse de algo que desse uma certa comichão.

Nesta composição, Karelu, de forte pendor jazzíatico e experimental, que soa a uma espécie de feliz e inspirado momento de improviso e que já conta com um vídeo assinado por Pedro Caldeira, além deJosé Soares, André Matos e o próprio André Carvalho, é possível ouvirmos no trompete o convidado especial João Almeida.

Lost In Translation foi gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa com quem Carvalho trabalhou nalguns dos seus discos anteriores e o artwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão. Lost In Translation conta também nos créditos com o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado intensamente nos últimos anos, mas também, como acabámos de verificar, o jovem trompetista João Almeida. Confere...

Site: https://www.andrecarvalhobass.com/

Facebook: https://www.facebook.com/carvalhobass/

Instagram: https://www.instagram.com/andrecarvalho.bass/

Twitter: https://twitter.com/acarvalhobass

Spotify: https://open.spotify.com/artist/1E8eyZqM2L6tQTWwHQeDsO?si=WktWy50wR16sGqKkrQLTDw

Bandcamp: https://andrecarvalho.bandcamp.com/

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publicado por stipe07 às 18:31

The Divine Comedy – The Best Mistakes

Terça-feira, 30.11.21

A nova etapa criativa dos The Divine Comedy de Neil Hannon, que começou há meia década com o registo Foreverland, está mesmo para ficar, para gaúdio dos fãs. Dois anos depois do excelente Office Politics, um compêndio de dezasseis canções escritas e produzidas pelo próprio Hannon, gravadas na Irlanda e na capital de Inglaterra e que contaram com as participações especiais de Chris Difford, Cathy Davey e Pete Ruotolo, o projeto está de regresso com um novo single intitulado The Best Mistakes, que antecipa um novo trabalho da banda.

BLITZ – The Divine Comedy trazem digressão “best of” a Portugal

Misturado nos míticos Abbey Road Studios, o novo álbum dos The Divine Comedy vai chamar-se Charmed Life - The Best Of The Divine Comedy e, como o próprio nome indica, irá compilar, em vinte e quatro temas, diversos clássicos do grupo, tão conhecidos como National Express, Something For The Weekend, Songs of Love, Our Mutual Friend, A Lady of A Certain Age, To The Rescue e Norman and Norma, além deste inédito The Best Mistakes, uma composição assente num tapete percurssivo carregado de groove, mas acompanhado por um teclado pleno de soul e diversos arranjos inspirados, nomeadamente de cordas. Esta nova canção do grupo mostra-se fiel à filosofia interpretativa sempre inventiva e intemporal dos The Divine Comedy, estando de acordo com o que se exige a um projeto com quase trinta anos de uma bem sucedida carreira, icónica e fundamental no cenário indie britânico. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:26

Bloc Party - Traps

Segunda-feira, 29.11.21

Será a vinte e seis de abril do próximo ano e à boleia do consórcio infectious/BMG que chegará aos escaparates Alpha Games, o sexto e novo trabalho dos britânicos Bloc Party, uma banda londrina liderada pelo carismático vocalista e guitarrista Kele Okereke e referência fundamental do indie rock alternativo do início deste século.

Bloc Party anunciam sexto álbum, “Alpha Games”, e lançam single “Traps”

Alpha Games chega seis anos depois de Hymns, foi produzido pela dupla Nick Launay e Adam Greenspan e Traps é o primeiro single retirado do seu alinhamento, uma explosão de pós punk, como descreve o próprio Okereke, com uma crueza e espontaneidade instrumental e interpretativa que faz recordar os primórdios dos Bloc Party e a herança do carismático disco Silent Alarm. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:03

Local Natives – Music From The Pen Gala 1983

Sábado, 27.11.21

Um dos lançamentos mais curiosos dos últimos dias chama-se Music From The Pen Gala 1983. É assinado pelos Local Natives, que em quatro temas recriam uma banda de covers, na série dramática da plataforma de streaming apple,The Shrink Next Door, que tem como principais protagonistas Paul Rudd e Will Ferrell e que em oito episódios recria a improvável (e tóxica) relação entre um psiquiatra e um paciente.

Local Natives faz cover de More Than This, da Roxy Music; ouça | UCSfm

Na série, o grupo toca as quatro canções num evento chamado Pen Gala. Nele, enquanto a banda atua em placo, a personagem Ike (interpretada por Paul Rudd) usa o dinheiro da personagem Marty (interpretada por Will Ferrell) para fins de caridade. São versões de clássicos que todos conhecemos dos anos oitenta, da autoria dos Roxy Music, Gerry Rafferty, Michael McDonald and 10cc e que, mantendo a essência nostágica dos originais, impressionam pelo modo como lhes dão um travo atual, devido ao modo como conseguem uma formatação primorosa de diferentes nuances melódicas, feitas, em todas as quatro composições, de melancolia e acusticidade, desenhadas sempre com cordas de elevado pendor clássico, enleadas por arranjos de diferentes proveniências e com diversas tonalidades e por um registo vocal sempre ímpar de Taylor Rice.

Music From The Pen Gala 1983 é mais um compêndio que nos mostra os Local Natives soterrados em variadas emanações sumptuosas e encaixes musicais sublimes, como é apanágio do seu adn, através de um espírito interpretativo intenso e charmoso, num resultado final de forte cariz pop. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:12

The Districts – Do It Over

Sexta-feira, 26.11.21

Um dos nomes mais interessantes do catálogo da Fat Possum Records são os The Districts, um coletivo de indie rock lo fi oriundo da Filadélfia, que se estreou em dois mil e dez com um disco intitulado Telephone e que deu um grande salto de popularidade quando assinou pela etiqueta acima mencionada. O quarteto teve como últimos grandes sinais de vida, o excelente registo Popular Manipulations, lançado em dois mil e dezassete e You Know I’m Not Going Anywhere, um álbum editado o ano passado e que, na linha do antecessor, continha um alinhamento abrangente e eclético, abarcando alguns dos detalhes fundamentais da vertente mais disco da pop, mas também da folk e do rock experimental.

The Districts share new track 'Do It Over'

Este You Know I’m Not Going Anywhere já tem sucessor programado, um trabalho intitulado Great American Painting, que irá ver a luz do dia a quatro de fevereiro do próximo ano e do qual divulgámos há algumas semanas, como certamente se recordam, o single de apresentação I Want To Feel It All. Agora chega a vez de conferirmos Do It Over, o segundo tema retirado do alinhamento de Great American Painting, uma composição que se debruça sobre o modo como vamos alterando as nossas perspetivas relativamente a alguns eventos do nosso passado que foram marcantes, à medida que crescemos e modificamos muita da nossa essência.

Sonoramente, Do It Over assenta numa filosofia interpretativa que coloca particular ênfase num registo nostálgico e contemplativo, induzido por teclados melodicamente sagazes, trespassados por uma guitarra com um timbre metálico bastante apelativo e, a espaços, particularmente imponente, uma imagem de marca já distintiva destes The Districts. Confere Do It Over e a tracklist de Great American Painting...

1. Revival Psalm
2. No Blood
3. Do It Over
4. White Devil
5. Long End
6. Outlaw Love
7. Hover
8. I Want To Feel It All
9. On Our Parting My Beloved

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publicado por stipe07 às 12:39

Hazel English - Nine Stories

Quinta-feira, 25.11.21

Artista debaixo dos holofotes da crítica mais atenta desde que lançou há já quase meia década o EP Give In / Never Going Home, Hazel English estreou-se finalmente nos discos muito recentemente com Wake Up!, um buliçoso alinhamento de dez composições que nos oferecem uma bagagem nostálgica tremendamente impressiva, já que parece que embarcamos numa máquina do tempo assim que o começamos a escutar, rumo à melhor pop que se fazia há mais ou menos meio século e que ainda hoje influencia fortemente alguns dos melhores nomes da indie contemporânea.

Hazel English: Wake UP! - Review | Vinyl Chapters

Agora, alguns meses depois de Wake Up!, Hazel volta à carga com uma nova canção intitulada Nine Stories, produzida por Day Wave’s Jackson Phillips. É uma composição vibrante e melodicamente sagaz, com o timbre musculado das cordas e diversas variações rítmicas, adornadas por arranjos das mais diversas proveniências, a conferirem a quase três minutos de puro deleite pop, um perfil encantador e luminoso. Confere este novo single de Hazel English e o vídeo da canção, filmado por Marguerite Marcella Mannix e David Vieira e editado pela própria Hazel...

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publicado por stipe07 às 10:57

Pete Yorn – Elizabeth Taylor

Quarta-feira, 24.11.21

A situação pandémica que o mundo tem vivido nos últimos dois anos tem sido um manancial inspirador para inúmeros artistas, músicos e compositores e Pete Yorn,  um dos nomes mais interessantes do cenário indie norte-americano, que se notabilizou há cerca de dez anos quando gravou o disco Break Up, em parceria com a atriz e cantora Scarlett Johansson. e que nos deslumbrou em dois mil e dezanove com o registo Caretakers, é também um bom exemplo dessa onda.

Pete Yorn - "Elizabeth Taylor": DJ Pick of the Week – Lightning 100

Elizabeth Taylor, o mais recente single divulgado por Pete Yorn, que, já agora, está a comemorar vinte anos que lançou o seu disco de originais, é uma composição criada a partir de uma espécie de alter ego que o artista criou durante o período pandémico em que ficou enclausurado e sentiu necessidade de ter alguém com quem comunicar permanentemente, nem que fosse uma personagem criada por si próprio. O tema é o primeiro avanço divulgado de Hawaii, o próximo álbum de originais de Yorn, uma canção pop reluzente e bastante aditiva, onde o autor demonstra com elevada bitola qualitativa a sua elevadíssima capacidade interpretativa junto das cordas, nomeadamente a viola e a guitarra, os seus instrumentos de eleição. Confere...

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publicado por stipe07 às 18:58

Caveman – Smash

Terça-feira, 23.11.21

Cinco anos depois de Otero War, os nova iorquinos Caveman estão de regresso aos lançamentos com Smash, um registo com a chancela da Fortune Tellers e produzido por Nico Chiotellis nos estúdios Rivington 66. Liderados por Matthew Iwanusa, os Caveman voltam a não desiludir ao terceiro álbum, à sombra do típico rock norte americano e muito influenciados pelo desparecimento de um primo do líder, cujo apelido dá nome ao disco.

Caveman Announces US Fall Tour, 'Smash' LP Out August 13th Via Fortune  Tellers, Buy Tickets Now — Tell All Your Friends PR

Smash impressiona pelas guitarras mas também, e à imagem do antecessor pelo modo como a vertente sintética encaixa nas distorções e no pendor orgânico de grande parte das canções, um pouco à imagem do que sucedeu em Otero War. A sintetização lenta que conduz Hammer e o modo como se cruza com o compasso da bateria, é um bom exemplo deste modus operandi dos Caveman, com Don't Call Me, utilizando a mesma receita, a proporcionar uma faceta mais ampla e ecoante, para criar uma densa parede de som, com uma tonalidade que é já imagem de marca do projeto. E Smash acaba por servir na perfeição para isso mesmo, para carimbar uma sonoridade de forte cariz identitário e para nos esclarecer qual é, definitivamente, o rumo que o grupo pretende trilhar. O próprio piano que se escuta no início do registo, em Like Me, servindo de contraponto, esclarece que a herança e a nostalgia nunca deixarão o catálogo dos Caveman, mas que o olhar anguloso é mesmo em direção a caminhos eminentemente eletrónicos, como se percebe quando os sintetizadores e as próprias guitarras tomam conta do tema. A própria cândura de You Got A Feeling, a serenidade de Awake e a densidade de River acabam por conferir ainda mais homogeneidade a um alinhamento que acaba por expressar aquele dilema que muitas bandas sentem de estarem presas a um determinado som e que, em vez de complicar, resolvem render-se a essa evidência e tentar aprimorar ao máximo a cartilha em que, consciente ou inconscientemente, se sentem mais confortáveis. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:57






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