man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Hank Bee - 10:23
Hannah Brown é de Liverpool e encabeça o projeto a solo Hank Bee, que se vai estrear nos lançamentos musicais com um EP intitulado a sudden hankering, que irá ver a luz do dia a trinta de janeiro, em formato digital e fisicamente em formato cassete, com a chancela da londrina Memorials of Distinction.

pic by Alice Lovatt
10:23 é o mais recente tema divulgado do alinhamento de cinco composições que incorporam a sudden hankering. A canção foi escrita em março de dois mil e vinte e três, enquanto Bee olhava pela janela do sotão do seu quarto, numa casa de estilo georgiano em Liverpool e o título indica a hora em que a artista começou a escrever a canção inspirando-se no que via lá fora, na rua, durante esse momento.
Sonoramente, 10:23 é um tema intimista e contemplativo, conduzido por uma guitarra exemplarmente eletrificada e plena de soul, que depois vai sendo revestida de modo charmoso com uma vasta miríade de elementos orgànicos, acústicos e eletrificados, que se cruzam com um registo percussivo bem vincado, nuances que ampliam um certo sentimento de urgência que se vai sentindo ao longo da canção que, quase no seu ocaso, ganha arrojo e imponência, dando uma espécie de salto conceptual sonoro da folk para o rock. Confere 10:23 e o vídeo do tema assinado por Aidan Shard, assim como o acesso ao restante conteúdo de a sudden hankering EP...
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Gorillaz - Damascus (feat. Omar Souleyman and Yasiin Bey)
Dois anos e meio depois de Cracker Island, os britânicos Gorillaz, projeto formado por Russell, Noodle, 2D e Murdoc e conduzido pelo enorme Damon Albarn, talvez a única personalidade da música alternativa contemporânea capaz de agregar nomes de proveniências e universos sonoros tão díspares e fazê-lo num único registo sonoro, estão de regresso aos discos com The Mountain, o nono álbum da carreira do projeto, um alinhamento de quinze canções que vai chegar aos escaparates a vinte de março de dois mil e vinte e seis, com a chancela da KONG, etiqueta criada pelo próprio grupo.

The Mountain será mais um disco conceptual, como é hábito nos Gorillaz, pretendendo, neste caso, ser uma espécie de banda sonora de uma festa na fronteira entre este mundo e o seguinte, explorando a jornada da vida e a emoção de existir. Para conseguir isso, o quarteto refugiou-se em Mumbai, na Índia, chegando lá à boleia de passaportes falsos fornecidos a Murdoch, por um mafioso de Nova Iorque. Na metrópole asiática, deixaram-se envolver pelo misticismo local e deixaram fluir corpo e mente pelos terrenos íngremes e montanhosos daquilo a que chamamos vida.
O resultado final desta jornada intimista, produzida pelos próprios Gorillaz, com a ajuda de James Ford, Samuel Egglenton e Remi Kabaka Jr. e gravada nos estúdios no Studio 13, em Londres e Devon, em diversos locais da Índia, incluindo Mumbai, Nova Deli, Rajasthan e Varanasi e em Ashgabat, Damasco, Los Angeles, Miami e Nova Iorque, são quinze canções repletas de participações especiais de excelência, como são os casos de Bizarrap, Black Thought, Anoushka Shankar, Omar Souleyman, Johnny Marr (The Smiths), Mark E. Smith (The Fall), Paul Simonon (The Clash), Yasiin Bey (anteriormente conhecido como Mos Def), os Idles e os Sparks, dos veteraníssimos irmãos Ron e Russell Mael.
The Happy Dictator, uma canção ímpar no modo como recria um verdadeiro oásis de pop sintética, à boleia de uma batida frenética cósmica, um teclado encharcado em sintetizações retro e um sem fim de entalhes, foi o primeiro single divulgado do alinhamento de The Mountain. Em outubro, tivemos a possibilidade de conferir The Manifesto, canção que conta com as participações especiais do rapper argentino Trueno e com um pequeno trecho de Proof, membro dos D12, que faleceu há quase vinte anos, em abril de dois mil e seis. Era uma tema que, de acordo, com Russell Hobbs, o baterista fictício dos Gorillaz, encarnava uma meditação musical recheada de luz e uma viagem do nosso âmago à boleia de batidas. O resultado final foi, como certamente se recordam, um verdadeiro oásis lisérgico e contemplativo, em que world music, R&B, eletrónica, jazz, rap e hip-hop, conjuravam entre si com particular deleite e também com a ajuda de vários músicos indianos, nomeadamente os irmãos Amaan Ali Bangash e Ayaan Ali Bangash, Ajay Prasanna, a banda Jea Band Jaipur e o coro Mountain Choir, dirigido por Vijayaa Shanker.
Já em novembro, tivemos para escuta The God Of Lying, canção que contava com a participação especial de Joe Talbot, vocalista dos IDLES, artista que induziu no tema o seu habitual registo vocal carismático e bastante vincado. Sonoramente, The God Of Lying ofereceu-nos uma espécie de reggae psicadélico, feito com sintetizadores buliçosos, um registo percussivo anguloso, a cargo do indiano Viraj Acharya e diversos arranjos acústicos algo subtis, dos quais se destacavam os que são proporcionados por um banjuri tocado pelo também indiano Ajay Prasanna.
Agora, quase no final do ano, temos para escuta Damascus, composição que conta com as participações especiais do cantor sírio Omar Souleyman e do rapper nortem-americana Yasiin Bey, que já foi Mos Def. Damascus impressiona pela imponência e pelo misticismo que exala. Cascatas de camadas diversas de sintetizações retro, rematadas por aquele clima percussivo frenético típico do crescente asíático e um olhar anguloso ao melhor hip-hop, adornando-o com referências óbvias ao mundo árabe, encarnam um festim multicultural de world music enérgico, rico, festivo e intenso. Confere...

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Ulrika Spacek – Square Root Of None
Pouco mais de dois anos depois de Compact Trauma, um dos melhores discos de dois mil e vinte e três para a nossa redação, figurando num honroso décimo sétimo lugar, os britânicos Ulrika Spacek de Rhys Edwards, Rhys Williams, Joseph Stone, Syd Kemp e Callum Brown, estão de regresso ao formato longa duração em dois mil e vinte e seis com EXPO, um alinhamento de onze canções que vai ver a luz do dia a seis de fevereiro, com a chancela da Full Time Hobby Recordings.

pic by Anya Broido
Square Root Of None é o mais recente single revelado do conteúdo de EXPO. Oitava canção do alinhamento do registo, esta composição ilustra o modo exímio como este projeto Ulrika Spacek consegue mesclar concetual e sonoramente o digital e o analógico, através de um modus operandi eminentemente experimental, que utiliza instrumentação sintética, mas também, do ponto de vista mais orgânico, cordas das mais variadas proveniências e variados elementos percussivos.
De facto, o dinamismo e o registo amosférico denso e imersivo, feito de guitarras distorcidas e texturas eletrónicas com um curioso perfil retro, são as traves mestras do esqueleto sonoro de Square Root Of None, um tema que replica uma sonoridade punk, feita com fortes reminiscências naquela faceta sessentista ácida e psicotrópica com um acabamento exemplar, enquanto nos proporciona uma jornada sonora emocionante e introspetiva. Confere Square Root Of None e o artwork e a tracklist de EXPO...


Intro
Picto
I Could Just Do It
Build A Box Then Break It
This Time I'm Present
Showroom Poetry
Expo
Square Root Of None
Weights & Measures
A Modern Low
Incomplete Symphony
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Saccades – Between Two Bodies Of Water
Os londrinos The KVB, formados pela dupla Nicholas Wood e Kat Day, construiram na última década um firme reputação que permite afirmar, com toda a segurança, que são, atualmente, uma das melhores bandas a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós punk britânico dos anos oitenta.

No entanto, não é só dos The KVB, que se faz a carreira musical destes artistas. Wood tem também um projeto a solo que batizou com o nome Saccades, com vários singles já editados e disponíveis na plataforma bandcamp do músico.
Assim depois de no início de outubro último, Saccades ter causado mossa na nossa redação com Greek Fire, um tema com um perfil sonoro bastante solarengo e intimista, mas igualmente imponente e enleante, agora volta a fazê-lo à boleia de uma outra composição. Trata-se de Between Two Bodies Of Water, tema inspirado numa canção com o mesmo nome assinada pelo guitarrista espanhol Paco de Lucia.
Solarenga, charmosa e intimista, Between Two Bodies Of Water impressiona pela riqueza de entalhes e detalhes sintéticos que adornam uma composição com um elevado travo cósmico e com um perfil enleante e aconchegante. É uma canção em que o registo vocal ecoante de Wood, a subtileza das guitarras e a exuberância dos teclados se fundem e se confundem com minúcia e cálculo milimétrico, num resultado final que espreita perigosamente, e ainda bem, uma sonoridade muito próxima da pura psicadelia. Confere...

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Gorillaz – The Manifesto (feat. Trueno and Proof)
Dois anos e meio depois de Cracker Island, os britânicos Gorillaz, projeto formado por Russell, Noodle, 2D e Murdoc e conduzido pelo enorme Damon Albarn, talvez a única personalidade da música alternativa contemporânea capaz de agregar nomes de proveniências e universos sonoros tão díspares e fazê-lo num único registo sonoro, estão de regresso aos discos com The Mountain, o nono álbum da carreira do projeto, um alinhamento de quinze canções que vai chegar aos escaparates a vinte de março de dois mil e vinte e seis, com a chancela da KONG, etiqueta criada pelo próprio grupo.

The Mountain será mais um disco conceptual, como é hábito nos Gorillaz, pretendendo, neste caso, ser uma espécie de banda sonora de uma festa na fronteira entre este mundo e o seguinte, explorando a jornada da vida e a emoção de existir. Para conseguir isso, o quarteto refugiou-se em Mumbai, na Índia, chegando lá à boleia de passaportes falsos fornecidos a Murdoch, por um mafioso de Nova Iorque. Na metrópole asiática, deixaram-se envolver pelo misticismo local e deixaram fluir corpo e mente pelos terrenos íngremes e montanhosos daquilo a que chamamos vida.
O resultado final desta jornada intimista, produzida pelos próprios Gorillaz, com a ajuda de James Ford, Samuel Egglenton e Remi Kabaka Jr. e gravada nos estúdios no Studio 13, em Londres e Devon, em diversos locais da Índia, incluindo Mumbai, Nova Deli, Rajasthan e Varanasi e em Ashgabat, Damasco, Los Angeles, Miami e Nova Iorque, são quinze canções repletas de participações especiais de excelência, como são os casos de Bizarrap, Black Thought, Anoushka Shankar, Omar Souleyman, Johnny Marr (The Smiths), Mark E. Smith (The Fall), Paul Simonon (The Clash), Yasiin Bey (anteriormente conhecido como Mos Def), os Idles e os Sparks, dos veteraníssimos irmãos Ron e Russell Mael.
The Happy Dictator, uma canção ímpar no modo como recria um verdadeiro oásis de pop sintética, à boleia de uma batida frenética cósmica, um teclado encharcado em sintetizações retro e um sem fim de entalhes, foi o primeiro single divulgado do alinhamento de The Mountain. Agora, cerca de um mês depois, temos a possibilidade de conferir The Manifesto, canção que conta com as participações especiais do rapper argentino Trueno e com um pequeno trecho de Proof, membro dos D12, que faleceu há quase vinte anos, em abril de dois mil e seis.
Descrito por Russell Hobbs, o baterista fictício dos Gorillaz, como uma meditação musical recheada de luz e uma viagem do nosso âmago à boleia de batidas, The Manifesto é, sonoramente, um verdadeiro oásis lisérgico e contemplativo, em que world music, R&B, eletrónica, jazz, rap e hip-hop, conjuram entre si com particular deleite. Tema quente, algo inebriante até, The Manifesto é, realmente, um cinematográfico convite à aceitação da morte como uma inveitabilidade, mas também como um possível ritual de passagem para uma outra dimensão, contando, também, nos créditos do tema com vários músicos indianos, nomeadamente os irmãos Amaan Ali Bangash e Ayaan Ali Bangash, Ajay Prasanna, a banda Jea Band Jaipur e o coro Mountain Choir, dirigido por Vijayaa Shanker. Confere...

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Gorillaz – The Happy Dictator
Dois anos e meio depois de Cracker Island, os britânicos Gorillaz, projeto formado por Russell, Noodle, 2D e Murdoc e conduzido pelo enorme Damon Albarn, talvez a única personalidade da música alternativa contemporânea capaz de agregar nomes de proveniências e universos sonoros tão díspares e fazê-lo num único registo sonoro, estão de regresso aos discos com The Mountain, o nono álbum da carreira do projeto, que vai chegar aos escaparates a vinte de março de dois mil e vinte e seis, com a chancela da KONG, etiqueta criada pelo próprio grupo.

The Mountain será mais um disco conceptual, como é hábito nos Gorillaz, pretendendo, neste caso, ser uma espécie de banda sonora de uma festa na fronteira entre este mundo e o seguinte, explorando a jornada da vida e a emoção de existir. Para conseguir isso, o quarteto refugiou-se em Mumbai, na Índia, chegando lá à boleia de passaportes falsos fornecidos a Murdoch, por um mafioso de Nova Iorque. Na metrópole asiática, deixaram-se envolver pelo misticismo local e deixaram fluir corpo e mente pelos terrenos íngremes e montanhosos daquilo a que chamamos vida.
O resultado final desta jornada intimista, produzida pelos próprios Gorillaz, com a ajuda de James Ford, Samuel Egglenton e Remi Kabaka Jr. e gravada nos estúdios no Studio 13, em Londres e Devon, em diversos locais da Índia, incluindo Mumbai, Nova Deli, Rajasthan e Varanasi e em Ashgabat, Damasco, Los Angeles, Miami e Nova Iorque, são quinze canções repletas de participações especiais de excelência, como são os casos de Bizarrap, Black Thought, Anoushka Shankar, Omar Souleyman, Johnny Marr (The Smiths), Mark E. Smith (The Fall), Paul Simonon (The Clash), Yasiin Bey (anteriormente conhecido como Mos Def), os Idles e os Sparks, dos veteraníssimos irmãos Ron e Russell Mael, que participam em The Happy Dictator, o primeiro single extraído do disco.
The Happy Dictator é uma canção ímpar no modo como recria um verdadeiro oásis de pop sintética, à boleia de uma batida frenética cósmica, um telcado encharcado em sintetizações retro e um sem fim de entalhes, com a voz robotizada de Albarn a ser o remate final perfeito de uma canção que, mantendo a experimentação como um conceito essencial, tem a eletrónica nos comandos, o hip-hop e o R&B na mira e o rock como apenas um apêndice. Confere The Happy Dictator e o alinhamento e o artwork de The Mountain, da autoria de Jamie Hewlett...


The Mountain (Feat. Dennis Hopper, Ajay Prasanna, Anoushka Shankar, Amaan Ali Bangash, & Ayaan Ali Bangash)
The Moon Cave (Feat. Asha Puthli, Bobby Womack, Dave Jolicoeur, Jalen Ngonda, & Black Thought)
The Happy Dictator (Feat. Sparks)
The Hardest Thing (Feat. Tony Allen)
Orange County (Feat. Bizarrap, Kara Jackson, & Anoushka Shankar)
The God Of Lying (Feat. IDLES)
The Empty Dream Machine (Feat. Black Thought, Johnny Marr, & Anoushka Shankar)
The Manifesto (Feat. Trueno & Proof)
The Plastic Guru (Feat. Johnny Marr & Anoushka Shankar)
Delirium (Feat. Mark E. Smith)
Damascus (Feat. Omar Souleyman & Yasiin Bey)
The Shadowy Light (Feat. Asha Bhosle, Gruff Rhys, Ajay Prasanna, Amaan Ali Bangash, & Ayaan Ali Bangash)
Casablanca (Feat. Paul Simonon & Johnny Marr)
The Sweet Prince (Feat. Ajay Prasanna, Johnny Marr, & Anoushka Shankar)
The Sad God (Feat. Black Thought, Ajay Prasanna, & Anoushka Shankar)
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White Lies – In The Middle
Night Life, um disco com nove canções, é o título do sétimo e novo trabalho dos White Lies, de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, um registo que vai chegar aos escaparates a sete de novembro, com a chancela da Play It Again Sam e cuja audição do primeiro single, o tema In The Middle, está a colocar justificadamente em polvorosa os fãs do grupo relativamente ao seu conteúdo, já que pode muito bem vir a ser um dos melhores trabalhos da carreira da banda britânica.

De facto, In The Middle, a composição que encerra o alinhamento de Night Life, é um excelente tratado de indie rock experimental e progressivo, o grande sustento do catálogo dos White Lies. Orgânica, crua, robusta e contundente, a canção assenta numa batida retro vigorosa, exemplarmente acompanhada por um baixo profundo e por sintetizações charmosas, com o trecho instrumental final a ser um excelente epílogo de pouco mais de seis minutos emocionalmente intensos.
Confere o vídeo de In The Middle, gravado num hotel em Banquecoque e assinado por Andreas Nilsson e o artwork e a tracklist de Night Life...


Nothing On Me
All The Best
Keep Up
Juice
Everything Is OK
Going Nowhere
Night Light
I Just Wanna Win One Time
In The Middle
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Baxter Dury – Return Of The Sharp Heads (feat. JGrrey)
Exatamente dois anos depois do seu último disco, I Thought I Was Better Than You, que sucedeu aos registos Prince of Tears, de dois mil e dezoito e The Night Chancers, de dois mil e vinte e um, o irascível Baxter Dury, filho do icónico Ian Dury, vocalista dos extintos Blockheads, uma das bandas mais importantes do cenário pós punk britânico, está de regresso ao formato longa duração em dois mil e vinte e cinco à boleia de Allbarone, o seu oitavo disco da carreira, um alinhamento de nove canções que irá ver a luz do dia a doze de setembro com a chancela da Heavenly Recordings.

pic by Tom Beard
Allbarone foi produzido pelo mítico produtor britânico Paul Epworth, que já trabalhou com nomes como Bloc Party, Maximo Park e Adele e dele demos conta, em maio último, do single homónimo, um tema vibrante e anguloso, feito com uma vasta pafernália de sintetizações inebriantes, efusivas e contundentes.
Agora chega a vez de escutarmos Return Of The Sharp Heads, o oitavo tema do alinhamento de Allbarone, uma composição que conta com o contributo vocal do artista JGrrey e que nos oferece um extraordinário e hilariante tratado de post punk, conduzido por um incrível baixo, exemplarmente acompanhado por uma vigorosa bateria, num groove hipnótico e anguloso que diversos entalhes sintéticos ampliam com ímpar destreza e bom gosto. Confere...

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Ulrika Spacek – Interesting Corners
Pouco mais de dois anos depois de Compact Trauma, os britânicos Ulrika Spacek de Rhys Edwards, Rhys Williams, Joseph Stone, Syd Kemp e Callum Brown, estão de regresso com Interesting Corners, um novo single do quinteto, que ainda não traz atrelado um novo álbum do projeto.
Interesting Corners é uma composição com um clima um pouco mais lisérgico e contemplativo do que as habituais propostas dos Ulrika Spacek, sempre exímios a replicar uma sonoridade punk, feita com fortes reminiscências naquela faceta sessentista ácida e psicotrópica, burilada, com um timbre metálico de guitarra rugoso, acompanhado, quase sempre, por uma bateria em contínua contradição.
Neste caso, em Interesting Corners temos um tema com uma sonoridade que aposta, acima de tudo, em fontes sonoras sintéticas, que são a grande força motriz de arranjos eminentemente detalhísticos, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por intérpretes de um arquétipo sonoro que exala um intenso charme, fazendo-o com um acabamento exemplar. Confere...
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Steve Queralt – Messengers (feat. Verity Susman)
Membro dos míticos Ride, o britânico Steve Queralt prepara-se para dar início à sua carreira a solo com Swallow, o primeiro disco em nome próprio do baixista natural de Londres, um alinhamento de nove canções misturadas por Matthew Simms, colega de Steve nos Ride e que vai ver a luz do dia já depois de amanhã, dia treze de junho, com a chancela da Sonic Cathedral.

Messengers, canção que conta com a participação especial vocal de Verity Susman, é o mais recente single retirado do alinhamento de Swallow. Trata-se de um verdadeiro tratado de post punk lisérgico, instrumentalmente intenso e rico, com um início contemplativo e divagante, mas que depois ganha têmpora e vigor à boleia de guitarras inebriantes, abrasivas e sempre um nível de distorção e de eletrificação exemplar, sintetizações cósmicas e um registo percussivo frenético e algo hipnótico. Confere Messengers e a tracklist de Swallow...

Mission Creep
Lonely Town feat. Emma Anderson
High Teens
A Porsche Shaped Hole
Swiss Air feat. Emma Anderson
I Don’t Know How To Sing
Messengers feat. Verity Susman
1988
Motor Boats