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Noiserv - 7305

Quarta-feira, 29.10.25

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

New album] Noiserv – 7305

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçavam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.

Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo intitulado 7305, que além do notável avanço que o mesmo expressa relativamente à performance do autor, quer como poeta, quer como escritor, também aprimora ainda mais a sua já mítica versatilidade instrumental que, neste caso, teve a mira particularmente apontada a territórios mais sintéticos e eletrónicos, mas sem nunca descurar a presença, nomeadamente ao nível dos arranjos, de alguma instrumentação mais orgânica e acústica, não só ao nível das cordas, irrepreensiveis logo a abrir o alinhamento, na pueril melancolia psicadélica de 20.05. a self conversation is too loud for an empty room, mas também com o uso efetivo e marcante de sopros e de alguns elementos percurssivos.

O quotidiano que todos os dias nos atinge, que assola todos nós, sem exceção, que nos faz viver em permanente sobressalto, não só no que concerne ao cumprimento integral das nossas rotinas e horários, mas também, em paralelo, à convivência permanente com os nossos maiores medos, angústias, sobressaltos e falhas, mas também sonhos, desejos e aspirações, parece ser o grande mote concetual de 7305, tendo em conta a inteprretação que a nossa redação fez após a audição do registo. No entanto, esclarece-se, desde já, que é apenas uma interpretação nossa e que aquilo que o David idealizou para 7305 pode ser algo completamente diferente da nossa interpretação. No fundo é esta a magia da música; deixar que o ouvinte dela se aproprie e lhe dê o melhor uso pessoal e retire os ensinamentos e a inspiração que, num determinado momento, mais o reconforte. E, de facto, a música de Noiserv sempre teve este poder soporífero, esta capacidade de tocar o ouvinte mais dedicado e o fazer refletir sobre si próprio, a sua vida e os seus caminhos, aconselhado por um músico que também é um ser humano igual a nós, com alegrias, aspirações e medos e inquietações certamente parecidas ou semelhantes. 

Um bom exemplo que justifica toda esta reflexão inicial acerca do conteúdo de 7305 é 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versa sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, é uma canção muito complexa, porque se desenvolve dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaça com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria. Depois, 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português, amplia essa faceta comunicativa, fazendo, de acordo com o próprio Noiserv, um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.

O registo prossegue e 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições do disco, leva-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percurssivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante. Depois, 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland, uma canção vigorosa e, a espaços, até algo abrasiva e com uma imponência muito subtil, mas óbvia, impressiona pela clemência e pelo detalhe, nuances que também transparecem no perfil interpretativo vocal do artista, mais intenso e processado do que o habitual.

Outro momento notável do registo é, sem dúvida, 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas, canção que se debruça sobre a dor subjacente aos momentos de mudança e que conta com a participação especial de Milhanas. O tema impressiona pela sua delicadeza e intimidade, imagens de marca de grande parte da carreira de Noiserv, que apostou com bastante frequência nas teclas de um piano para criar as suas melodias, fazendo-o aqui novamente e com um bom gosto indesmentível. O resultado final é bastante impressivo e comunicativo, envolvente e tocante, ampliado pela extraordinária dança protagonizada pelas vozes de Milhanas e Noiserv.

7305 é, em suma, um trabalho laborioso de lapidação, detalhe, delicadeza e refinamento, que alcança, no seu todo, laivos de excelência que, como já foi referido, alargam os horizontes sonoros do autor e o arco concetual estilístico do seu catálogo, com superior mestria. Ao longo de pouco mais de trinta e dois minutos estabelece pontes entre aquilo que é definido como o orgânico e acústico e o sintético, através de um manancial de ligações de fios e transistores que debitam um infinito catálogo de sons e díspares referências, únicas no cenário alternativo nacional e que também exalam um intenso charme, induzido por uma filosofia interpretativa que, mesmo tendo por trás um cada vez mais diversificado arsenal instrumental, nunca abandona aquele travo minimalista, pueril, orgânico e meditativo que carateriza o modus operandi deste músico único. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 16:10

Noiserv – 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas (feat. Milhanas)

Quinta-feira, 16.10.25

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.

Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.

No final de julho escutámos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.

Algumas semanas depois, quase no final de agosto, chegou a vez de ouvirmos 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições que já foram divulgadas do alinhamento de 7305. De facto, 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts levou-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percussivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante.

No início deste outubro tivemos para escuta o tema 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland, uma canção vigorosa e, a espaços, até algo abrasiva e com uma imponência muito subtil, mas óbvia, nuance que também transparecia no perfil interpretativo vocal do artista, mais intenso e processado do que o habitual.

Agora, a dias do lançamento de 7305 temos mais um single do disco disponível para audição, o sexto disponibilizado nesse formato. Tratas-se de 20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas, canção que se debruça sobre a dor subjacente aos momentos de mudança e que conta com a participação especial de Milhanas. O tema impressiona pela sua delicadeza e intimidade, imagens de marca de grande parte da carreira de Noiserv, que apostou com bastante frequência nas teclas de um piano para criar as suas melodias, fazendo-o aqui novamente, com um bom gosto indesmentível. O resultado final é bastante impressivo e comunicativo, envolvente e tocante, ampliado pela extraordinária dança protagonizada pelas vozes de Milhanas e Noiserv.

Confere  20 . 16 . A Casa Das Rodas Quadradas e o vídeo do tema, protagonizado pelo projeto sedeado em Leiria, Casota Collective, em particular a bailarina Ana de Oliveira e Silva, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...

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publicado por stipe07 às 16:37

Noiserv – 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland

Segunda-feira, 06.10.25

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional e um dos artistas queridos da nossa redação chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv tem na sua bagagem um já volumoso compêndio de canções, que começaram a ser inscritas nos EPs 56010-92 e A Day in the Day of the Days, estando o âmago da sua criação artística nos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless Almost Visible Orchestra, adocicados pelo DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There. No outono de dois mil e dezasseis a carreira do músico ganhou um novo impulso com um trabalho intitulado 00:00:00:00, incubado quase de modo espontâneo e sem aviso prévio, mas que se tornou, justificadamente, mais um verdadeiro marco numa já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional.

Quatro anos depois dessa pérola debitada quase integralmente nas teclas de um piano, Noiserv regressou com Uma Palavra Começada Por N, onze lindíssimas composições que, em pouco mais de meia hora, nos ofereceram um David Santos de regresso a territórios sonoros mais intrincados, subtis e diversificados, com o registo, no seu todo, a proporcionar-nos um banquete intenso e criativo e a impressionar pelo modo como diferentes nuances, detalhes e samples se entrelaçam quase sempre com uma base melódica algo hipnótica, mas extremamente doce e colorida.

Agora, cinco anos depois de Uma Palavra Começada Por N, Noiserv tem um disco novo na forja, intitulado 7305, que deverá ver a luz do dia ainda em dois mil e vinte e cinco e já com alguns temas divulgados. Em abril demos aqui conta do single 20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house, uma composição cantada em inglês e que versava sobre a solidão e o desejo de encontrar explicações racionais nos momentos em que interiormente nos sentimos mais perdidos. Sonoramente, era uma canção muito complexa, porque se desenvolvia dentro de uma ambientação essencialmente experimental, em que o sintético se entrelaçava com o orgânico abrasivo das cordas, com elevada mestria.

No final de julho escutámos 20 . 25 . Resumidamente, uma canção cantada em português e que, de acordo com Noiserv, faz um retrato do homem atual com ironia, poesia e alguma crítica, através de uma letra em que praticamente todas as palavras terminam em mente tende a reforçar o lugar de engano a que a nossa sociedade nos está a conduzir, uma completa troca de valores sobre o que é ou não importante na relação com o outro.

Algumas semanas depois, quase no final de agosto, chegou a vez de ouvirmos 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts, a canção mais intimista e orgânica de todas as composições que já foram divulgadas do alinhamento de 7305. De facto, 20 . 08 . A Fearless Party Between A Kid And His Own Thoughts levou-nos, de certa forma, às origens da carreira de Noiserv, com uma melodia simples, mas sentida, a assentar num rendilhado sublime entre detalhes sintéticos e cordas dedilhadas com astúcia, sopros pueris e diversos entalhes percussivos eminentemente metálicos, num resultado final intenso e sentimentalmente exuberante.

Agora, no início de outubro e a poucas semanas do lançamento de 7305, temos para escuta o tema 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland. É uma canção vigorosa e, a espaços, até algo abrasiva e com uma imponência muito subtil, mas óbvia, que também transparece no perfil interpretativo vocal do artista, mais intenso e processado do que o habitual. Aposta num registo eminentemente sintético, que cria uma atmosfera até algo dançável, uma nuance nada óbvia, tendo em conta o catálogo de Noiserv, mas que se saúda particularmente.

Confere 20 . 27 . A Long Journey In A Little Train To Poland e o vídeo do tema, mais uma peça de um puzzle narrativo que integra um projecto visual maior, composto por um total de nove filmes que ilustrarão todas as músicas de 7305...

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publicado por stipe07 às 15:59

Ricardo Reis Soares- A Velha Bailarina

Domingo, 21.09.25

Ricardo Reis Soares nasceu em Braga e vive em Lisboa. Muito novo teve aulas de piano e mais tarde descobriu na guitarra uma confidente ouvinte das suas histórias. Passou pela Academia Valentim de Carvalho e estudou jazz no Hot Clube de Portugal.

Ricardo Reis Soares lança “A Noite”, segundo single do seu primeiro EP  "Contra Tempo"

Músico e compositor, traz para as suas canções a sua interpretação do mundo através da sensibilidade de quem o escuta devagar, o olha através dos detalhes e conta histórias através de seus personagens reais e fictícios. O quotidiano, as coisas mais simples do dia a dia, têm sido o que mais o inspira a compor e a escrever. O primeiro EP Contra tempo sairá no final deste ano, com produção de Miguel Marôco.

A Velha Bailarina é o título do terceiro single do EP partilhado pelo cantautor. Retrata a história de uma mulher idosa, bailarina, cuja passagem do tempo não a esqueceu. Ela encontra-a em cada gesto e em cada movimento do seu próprio corpo. Retrata a velhice e como esta se faz notar não só fisicamente como na perspetiva com que o mundo pode ser olhado na sua presença.

O videoclipe de A Velha Bailarina, cujas filmagens decorreram no theatro-club na Póvoa de Lanhoso, em Braga, foi realizado por Luís Castro e conta com duas participações especiais: a talentosa bailarina Margarida Braz e a avó Guida, avó de Ricardo Reis Soares. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:45

Panda Bear – Ends Meet

Terça-feira, 11.02.25

Dentro de dias, a vinte e oito de fevereiro, chega aos escaparates Sinister Grift, o sétimo álbum de estúdio do músico norte-americano Panda Bear, registo que sucede ao aclamado Buoys, de dois mil e dezanove. Sinister Grift será, certamente, mais um vigoroso passo em frente na carreira a solo de Noah Lennox, um músico natural de Baltimore, no Maryland e a residir em Lisboa e um dos nomes obrigatórios da indie pop e daquele rock mais experimental e alternativo que se deixa cruzar por uma elevada componente sintética, sempre com uma ímpar contemporaneidade e enorme bom gosto.

Chris Shonting

Produzido por Josh “Deakin” Dibb, colega de Noah nos Animal Collective, Sinister Grift terá a chancela da Domino Recordings e Defense foi, como certamente se recordam, o primeiro single retirado do seu alinhamento de dez canções, tendo estado em alta rotação nesta redação e neste espaço de crítica musica durante o passado mês de outubro. Era uma canção que contava com a participação especial do canadiano Cindy Lee e que nos ofereceu um verdadeiro tratado de indie pop que, não deixando de exalar um certo travo cósmico, continha também um charme e um travo sedutor marcantes.

Já no início deste ano de dois mil e vinte e cinco escutámos Ferry Lady, o sexto tema do alinhamento de Defense, uma composição que refletia sobre o fim das relações e a necessidade de olhar em frente e com um perfil sonoro eminentemente psicadélico. Agora, cerca de um mês depois, chega a vez de conferir Ends Meet, a quarta canção da sequência do disco.

Contando com o contributo de Avey Tare e Geologist, colegas de banda de Panda Bear nos Animal Collective e com as vozes da dupla Maria Reis e Rivka Ravede, dos Spirit of the Beehive, Ends Meet é uma composição com um perfil sonoro e melódico mais consentâneo com o rock clássico, mas mantém, mesmo assim, o perfil psicadélico, abrasivo e algo hipnótico que carateriza o adn sonoro do autor. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:01

Memória de Peixe - 03:13

Sábado, 18.01.25

Os lisboetas Memória de Peixe, de Miguel Nicolau, Filipe Louro e Pedro Melo Alves, estão prestes a regressar aos discos com um alinhamento intitulado III, o terceiro da carreira do projeto, um registo que vai ver a luz do dia ainda no primeiro trimestre deste ano com a chancela da Omnichord Records e que sucede aos aclamados álbuns Memória de Peixe (2012) e Himiko Cloud (2016).

Já são conhecidos dois temas do alinhamento de III. O primeiro, Good Morning, foi revelado em setembro último. Agora chega a vez de escutarmos 03:13, uma canção que conta com a participação especial do saxofonista José Soares e que encarna uma celebração sonora do inesperado e um convite a explorar as profundezas do desconhecido.

03:13 leva-nos para a inquietante sensação de ver uma hora recorrentemente, como se uma mensagem nos chegasse de uma realidade alternativa. É neste ambiente surrealista e ficcional que o tema se inspira, à boleia de um cruzamento com beats de jazz experimental e texturas psicadélicas, criando uma atmosfera vibrante e cinematográfica. É, em suma, e de acordo com a nossa redação, um intrincado edifício sonoro eminentemente experimental, contundente, denso e pastoso, mas que também se entranha nos nossos ouvidos de modo particularmente empolgante e sedutor. Confere...

 

 

 

 

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publicado por stipe07 às 16:49

Panda Bear – Ferry Lady

Domingo, 12.01.25

Será a vinte e oito de fevereiro que vai chegar aos escaparates Sinister Grift, o sétimo álbum de estúdio do músico norte-americano Panda Bear, registo que sucede ao aclamado Buoys, de dois mil e dezanove e que será, certamente, mais um vigoroso passo em frente na carreira a solo de Noah Lennox, um músico natural de Baltimore, no Maryland e a residir em Lisboa e um dos nomes obrigatórios da indie pop e daquele rock mais experimental e alternativo que se deixa cruzar por uma elevada componente sintética, sempre com uma ímpar contemporaneidade e enorme bom gosto.

Chris Shonting

Produzido por Josh “Deakin” Dibb, colega de Noah nos Animal Collective, Sinister Grift terá a chancela da Domino Recordings e Defense foi, como certamente se recordam, o primeiro single retirado do seu alinhamento de dez canções, tendo estado em alta rotação nesta redação e neste espaço de crítica musica durante o passado mês de outubro. Era uma canção que contava com a participação especial do canadiano Cindy Lee e que nos ofereceu um verdadeiro tratado de indie pop que, não deixando de exalar um certo travo cósmico, continha também um charme e um travo sedutor marcantes.

Agora chega a vez de conferirmos Ferry Lady, o sexto tema do alinhamento de Defense. É uma composição que reflete sobre o fim das relações e a necessidade de olhar em frente e com um perfil sonoro eminentemente psicadélico. Diversas sintetizações abrasivas e imponentes trompetes, cruzam-se com curiosos elementos percussivos com um travo tribal insinuante e com algumas cordas com um dedilhar vibrante, num resultado final algo inquietante e, ao mesmo tempo, hipnótico. Confere Ferry Lady e o vídeo da canção assinado por Danny Perez...

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publicado por stipe07 às 15:39

Freddy Locks - Freedom Is My God

Domingo, 01.12.24

Nascido em mil novecentos e setenta e sete, Frederico Oliveira pertence a uma geração de músicos que surgiram de Alvalade, um bairro da cidade de Lisboa que fez história na cena musical do punk-rock em Portugal. Na juventude esteve ligado aos movimentos anarquistas e de ocupação em Espanha e em Portugal. No verão de mil novecentos e noventa e cinco teve algumas experiências que mudaram sua vida, encontrando a sua luz íntima, o segredo da realidade positiva, aquilo que as pessoas chamam de 'Deus' e vive dentro de cada ser vivo. Isso aconteceu depois de sentir as muitas revelações sobre os lugares que visitou, as pessoas que conheceu e a música reggae.

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Nasceu, assim, o projeto Freddy Locks, encabeçado por um artista conhecido pela sua paixão pela música africana e pelas suas poderosas mensagens, continuando, hoje, a cativar audiências em todo o mundo com sua autenticidade e talento inegável, enquanto comemora vinte anos de uma carreira que começou em plena década de noventa no Metropolitano de Lisboa e que rapidamente descolou tocando concertos para a abertura dos espetáculos das lendas do reggae.

Para comemorar as duas décadas do projeto, Frederico Oliveira incubou o álbum Infinite Roots, onde revisita alguns dos maiores sucessos da sua carreira. São dez canções co-produzidas por Mighty Drop e Dynamike, habituais companheiros de Freddy Locks em palco e em colaboração com o produtor holandês Jori Collignon.

Uma das composições que faz parte do registo é Freedom Is My God, tema selecionado para apresentar o mesmo. O tema foi composto no diário do músico no ano em que o projeto nasceu, em mil novecentos e noventa e cinco, mantendo-se guardado na sua intimidade até dois mil e doze, quando o gravou pela primeira vez, numa versão acústica, para o álbum Rootstation.

Agora, em dois mil e vinte e quatro, Freedom is My God renasce com novos arranjos e uma abordagem renovada, expressando a essência musical de Freddy Locks, enquanto reflete uma mensagem intemporal de Liberdade. Hoje, essa mensagem ganha ainda mais relevância ao ser associada à luta pela independência da Palestina. Confere...

Youtube: https://www.youtube.com/@TheInfiniteroots

Instagram : https://www.instagram.com/freddylocksofficial/

Facebook : https://www.facebook.com/freddylocksofficial/

Soundcloud : https://soundcloud.com/freddylocksofficial

Bandcamp : https://freddylocks.bandcamp.com/

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publicado por stipe07 às 13:50

Panda Bear – Defense (feat. Cindy Lee)

Terça-feira, 22.10.24

Será a vinte e oito de fevereiro do próximo ano que vai chegar aos escaparates Sinister Grift, o sétimo álbum de estúdio do músico norte-americano Panda Bear, registo que sucede ao aclamado Buoys, de dois mil e dezanove e que será, certamente, mais um vigoroso passo em frente na carreira a solo de Noah Lennox, um músico natural de Baltimore, no Maryland e a residir em Lisboa e um dos nomes obrigatórios da indie pop e daquele rock mais experimental e alternativo que se deixa cruzar por uma elevada componente sintética, sempre com uma ímpar contemporaneidade e enorme bom gosto.

FLOOD - Panda Bear Returns with New LP “Sinister Grift,” Recruits Cindy Lee  for First Single “Defense”

Produzido por Josh “Deakin” Dibb, colega de Noah nos Animal Collective, Sinister Grift terá a chancela da Domino Recordings e Defense é o primeiro single retirado do seu alinhamento de dez canções, sendo, curiosamente, a composição que encerra o disco. O tema conta com a participação especial do canadiano Cindy Lee, que toca guitarra e, no meio de uma batida vigorosa e exemplarmente marcada, de alguns efeitos sintéticos planantes e da tal guitarra, eletrificada e interpretada com  mestria e com um fulgor experimental intenso, oferece-nos um verdadeiro tratado de indie pop que, não deixando de exalar um certo travo cósmico, contém também um charme e um travo sedutor marcantes. Confere Defense e o artwork e a tracklist de Sinister Grift...

Praise
Anywhere But Here
50mg
Ends Meet
Just As Well
Ferry Lady
Venom’s In
Left In The Cold
Elegy For Noah Lou
Defense

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publicado por stipe07 às 13:37

bombazine - Pouca Dura

Sexta-feira, 11.10.24

Formados em dois mil e vinte e dois, os bombazine são uma banda lisboeta de indie pop rock, formada por Filipe Andrade (baixo), Manuel Figueiredo (teclas), Manuel Granate (bateria), Manuel Protásio (guitarra) e Vasco Granate (voz/guitarra). Estrearam-se em abril do ano passado com um EP intitulado Grã-Matina e estão prestes a lançar o seu primeiro longa duração, um alinhamento de nove canções produzido e misturado por João Sampayo, masterizado por Miguel Pinheiro Marques e com data de lançamento prevista para quinze de novembro.

Bombazine, "Pouca Dura" - RDP Internacional - RTP

Já foram revelados alguns singles do registo que, de acordo com os bombazine, materializa uma procura consciente por novos horizontes estéticos, sem nunca perder de vista os elementos de um tecido sonoro vincado pelo groove. O mais recente é Pouca Dura, uma canção que mergulha na batida energética, constante e despreocupada do disco, temperando as raízes harmónicas tropicalistas com o grafismo sonoro dos sintetizadores e a melancolia dos arranjos de cordas, abrindo, assim, caminho para aquela que é a estética dominante do álbum.

Pouca Dura é, em suma, uma bela amostra de um álbum que consolida as raízes e influências da banda, pintando-as na tela de um Portugal moderno. Confere Pouca Dura e o vídeo do tema realizado por Luís Brito e filmado no Bairroup Studios, local onde decorreram as gravações do EP de estreia da banda e do disco...

 

 

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publicado por stipe07 às 18:07






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