Domingo, 9 de Setembro de 2018

Menace Beach – Black Rainbow Sound

Pouco mais de ano e meio após o excelente Lemon Memory, a dupla Menace Beach de Ryan Needlham e Liza Violet está de regresso aos lançamentos discográficos com Black Rainbow Sound, um compêndio de dez canções que, sendo o terceiro da carreira deste projeto oriundo de Leeds, na Inglaterra, tem tudo para lançar definitivamente o grupo para uma projeção superior que o antecessor e Ratworld, o álbum de estreia, editado no início de dois mil e quinze, têm vindo a prometer e a projetar desde que viram a luz do dia.

Resultado de imagem para menace beach 2018

Apesar das origens, os Menace Beach continuam com os ouvidos muito colocados no outro lado do atlântico, continuando a apostar numa sonoridade ser fortemente influenciada pelo rock alternativo americano, mas desta vez também olham com especial atenção para a Europa, com a herança do punk de Manchester e da eletrónica alemã e a própria contemporaneidade de nomes como os Bauhaus, TOY, The Horrors, Spacemen 3 e outros a saltarem ao pensamento do ouvinte mais atento à medida que se escuta este Black Rainbow Sound. E isso sucede porque, desta vez, os Menace Beach oferecem um alinhamento com uma menor crueza lo fi que os registos anteriores, em favor de um som mais elaborado, negro e intrincado, com Black Rainbow Sound, o tema homónimo e que conta com a participação especial de Brix Smith, a mostrar esse lado inédito no grupo, assente numa mistura do sintético com as guitarras, com um nível de psicadelia incomum tendo em conta o historial anterior da banda.

Esta caraterística nova dos Menace Bech, plasmada logo nesse primeiro tema de Black Rainbow Sound e, por sinal o homónimo, serve para o grupo afirmar essa espécie de virar de página, que funciona, neste caso concreto, como um avanço em frente rumo a novos territórios, fruto não só da ânsia de experimentar nvas receitas mas também de provar o amadurecimento e o grau de confiança cada vez maior de uma dupla que percebe que já conseguiu grangear uma bade de fâs sólida e devota e que quer agora alargar o seu espetro sonoro e chegar a outros ouvintes. Os teclados Cósmicos de Satellite e o clima progressivo, negro e rugoso de Crawl In Love, além de abrirem portas para o habitual mundo paralelo feito de guitarras distorcidas governado pela nostalgia do grunge e do punk rock a que os Menace Beach nos habituaram, já não está impregnado por aquela visceral despreocupação juvenil relativamente ao ruído e à crueza melódica e à temática das canções que era apanágio da dupla, plasmando agora um clima mais adulto, ponderado e, acima de tudo, mais elaborado e amplo.

À medida que Black Rainbow avança notamos, em suma, que as canções dos Menace Beach estão menos simples e diretas e, por isso, mais desafiantes. Se em 8000 Molecules as vocalizações de Liza, de cariz aspero e lo fi, com um ligeiro efeito reverberado na voz, encantam pelo modo como ela consegue salvaguardar aquela delicadeza tipicamente feminina, sem ser ofuscada pela distorção das guitarras e pelos efeitos das teclas e se em Hypnotiser Keeps The Ball Rolling há uma demanda por territórios mis viscerais e crus, já em Tongue alguns dos principais ingredientes típicos do grunge e do punk rock direto e preciso também estão presentes, nomeadamente no baixo, mas é mais intrincada e feliz a mistura destes elementos com travos de shoegaze, num resultado final que não é tão pesado e visceral como o habitual grunge, mas que, honrando a herança desse subgénero do rock alternativo, também não é apenas delírio e pura experimentação sónica, até porque, logo a seguir, em Mutator, os Menace Beach até colocam a própria eletrónica setentista em elevado ponto de mira e em Holy Crow o rock psicadélico típico dessa mesma década.

Caldeirão sonoro contundente e mais elaborado que os dois discos anteriores dos projeto, Black Rainbow Sound coloca os Menace Beach na senda de um clima mais pop, com as guitarras em looping e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso, a serem também agora acompanhadas, em termos de protagonismo, por uma vertente sintética, uma nuance nova que dá à banda novos horizontes, sendo o resultado final uma espécie de eletropop rock, neste caso baseado num leque alargado de sonoridades que incluem o punk, o psicadelismo, o krautrock ou o post rock, tudo aliado a um trabalho de exploração experimental pleno de bom gosto, criatividade e consistência. Espero que aprecies a sugestão...

Menace Beach - Black Rainbow Sound

01. Black Rainbow Sound (Featt. Brix Smith)
02. Satellite
03. Crawl In Love
04. Tongue
05. Mutator
06. 8000 Molecules
07. Hypnotiser Keeps The Ball Rolling
08. Holy Crow
09. Watermelon
10. (Like) Rainbow Juice (Feat. Brix Smith)


autor stipe07 às 16:16
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 12 de Junho de 2017

Alt-J (∆) – Relaxer

Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green são três amigos que se conheceram na Universidade de Leeds em 2007 e juntamente com Gwil Sainsbury, entretanto retirado, formaram os  Alt-J (∆), banda que está de regresso aos lançamentos discográficos com Relaxer, sete originais e uma excelente cover do clássico House Of Rising Sun, dos The Animals. Recordo que este projeto começou a criar raízes quando Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com An Awesome Wave, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, confirmou a excelente estreia com This Is All Yours, um álbum que além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a elevou para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.

Resultado de imagem para Alt-J (∆) 2017

Agora, três anos depois desse excelente registo, neste Relaxer o trio de Leeds continua a oferecer-nos canções que só mostram a sua verdadeira identidade e complexidade quando são escutadas forma viciante, com o habitual pendor orgânico de cariz eminentemente acúsatico a revelar-se de modo ainda mais esculpido e complexo, algo que nos obriga a um exercício maior na primeira percepção das novas composições, mas que eu recomendo vivamente e que asseguro ser altamente compensador.

O alinhamento de Relaxer abre com 3WW, um tema que entre a pop ambiental contemporânea e o art-rock clássico, é uma epopeia onde em quase cinco minutos se acumula à volta de um ré constante um amplo referencial de elementos típicos desses dois universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de forma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual, também muito por causa da performance vocal de Ellie Roswell, vocalista dos Wolf Alice, que também pode ser escutada em Deadcrush, um trecho movido a sintetizador, rasgado por uma melodia profundamente sintética e digital. E depois, no virtuosismo da guitarra que trespassa o funk de Hit Me Like That Snare, no modo como em Pleader os Alt-J selecionaram os riquíssimos arranjos do diverso arsenal instrumental que foi monumental e cuidadosamente executado pela Orquestra Metropolitana de Londres, no trip-hop acústico de Adeline e na leveza tocante e singela de Last Year, rematada pelo modo como a voz de Marika Hackman transborda de melancolia, fica expresso um arregaçar de mangas cada vez mais liberto de uma certa formatação criativa bem balizada, com o trio a mostrar que se tem dedicado de forma mais democrática à expansão do seu cardápio sonoro, sempre com uma dose algo arriscada de experimentalismo, mas bem sucedida, já que é feita de imensos detalhes e com uma elevada subtileza.

O som complexo e profundo dos Alt-J (∆) continua a resistir com solidez e de modo exemplar ao tempo e ao sucesso. Relaxer comprova que um dos predicados que poderemos, pelos vistos, esperar sempre deste coletivo britânico, prende-se com a capacidade em inovar e ser imprevisível em cada novo registo discográfico apresentado. E este novo trabalho, naturalmente corajoso e muito complexo e encantador, ao ser desenvolvido dentro de uma ambientação essencialmente experimental, plasma mais uma completa reestruturação no que parecia ser o som já firmado na premissa original da banda. Espero que aprecies a sugestão...

Alt-J (∆) - Relaxer

01. 3WW
02. In Cold Blood
03. House Of The Rising Sun
04. Hit Me Like That Snare
05. Deadcrush
06. Adeline
07. Last Year
08. Pleader


autor stipe07 às 18:46
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 30 de Março de 2017

Alt-J (∆) – In Cold Blood

Alt-J (∆) - In Cold Blood

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com An Awesome Wave, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, confirmou a excelente estreia com This Is All Yours, um álbum que além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a elevou para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.

Agora, três anos depois desse excelente registo, os Alt-J (∆) vão regressar aos álbuns com Relaxer, oito canções, das quais conheceu-se, em primeiro lugar 3WW, tema que abre o alinhamento e agora In Cold Blood, a canção seguinte, uma composição que alarga um vasto leque de referências e que da pop ambiental contemporânea ao art-rock clássico, passando pelo R&B, é uma epopeia onde se acumula um amplo referencial de elementos típicos desses diversos universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de forma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual. Confere In Cold Blood e o artwork de Relaxer...


autor stipe07 às 15:49
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 7 de Março de 2017

Alt-J (∆) – 3WW

Alt-J (∆) - 3WW

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com An Awesome Wave, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, confirmou a excelente estreia com This Is All Yours, um álbum que além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a elevou para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.

Agora, três anos depois desse excelente registo, os Alt-J (∆) vão regressar aos álbuns com Relaxer, oito canções, das quais já se conhece a que abre o alinhamento. A canção chama-se 3WW e entre a pop ambiental contemporânea e o art-rock clássico, é uma epopeia onde em quase cinco minutos se acumula um amplo referencial de elementos típicos desses dois universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de forma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual. Confere 3WW e o artwork de Relaxer...


autor stipe07 às 21:07
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sábado, 21 de Janeiro de 2017

Menace Beach – Lemon Memory

Ryan Needlham e Liza Violet são os Menace Beach, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que estreou-se nos discos a dezanove de janeiro de 2015 com Ratworld, um trabalho que já tem sucessor. Lemon Memory chegou aos escaparates através da Memphis Industries a vinte de janeiro último e assume-se como um excelente sucessor de um registo inicial marcante para a dupla e um compêndio de canções capaz de lançar definitivamente este projeto para uma projeção superior.

Resultado de imagem para menace beach lemon memory

Apesar de serem britânicos, os Menace Beach puseram os ouvidos no outro lado do atlântico, visto a sua sonoridade ser fortemente influenciada pelo rock alternativo americano, em especial o dos anos noventa. Lemon Memory é, portanto, uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia do grunge e do punk rock impregnado daquela visceral despreocupação juvenil relativamente ao ruído e à crueza melódica e à temática das canções, com os problemas típicos da juventude a fazerem parte da lírica de grande parte do compêndio.

A receita é simples e ganha vida em canções simples e diretas, sem artifícios desnecessários e que se esfumam mais depressa do que um cigarro, com os principais ingredientes típicos do tal grunge e do punk rock direto e preciso, a misturarem-se com um travo de shoegaze e alguma psicadelia lo fi, num resultado final que não é tão pesado e visceral como o grunge, mas que também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem a própria surfpop na mira. Esta apenas aparente amálgama prova que os Menace Beach estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.

As vocalizações de Liza, de cariz aspero e lo fi, com um ligeiro efeito reverberado na voz, encantam pelo modo como ela consegue salvaguardar aquela delicadeza tipicamente feminina, sem ser ofuscada pela distorção das guitarras, quase sempre aceleradas e empoeiradas e que fluem livres de compromissos e com uma estética muito própria, como se percebe logo em Give Blood, o vigoroso e pulsante tema de abertura do disco.

A abertura realmente promete e logo depois, em Maybe We'll Drown, o single que antecipou o lançamento deste Lemon Memory e em Can't Get A Haircut somos sugados para o ambiente mais direto do punk rock, que tem também nas variações ritmícas de Lemon Memory o tema homónimo e no fuzz de Sentimental, dois instantes que clarificam o cuidado melódico e a impetuosidade elétrica impostos, em simultâneo, pelos Menace Beach às suas criações sonoras, dois aspetos que permitem às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora inicialmente previstas.

O disco prossegue quase sem darmos por isso e, de seguida, chega-nos Suck It Out, uma canção inicialmente mais roqueira, sombria e lo fi e onde os Sonic Youth se fazem sentir com uma certa intensidade, até que chega o potente riff que introduz Owl e quando parece que vai instalar-se novamente um caldeirão sonoro contundente, espraia-se, sem aviso prévio, um clima mais pop, mas algo psicadélico, impregnado com mudanças de ritmo constantes e de guitarras em looping e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso.

À imagem do antecessor, Lemon Memory é um exercício festivo e ligeiro, mas bastante inspirado, de uma dupla que quer ser apreciada pela sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, feito com as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho destes Menace Beach é, ao ouvi-los, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração para a dupla, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada, feita com canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Menace Beach - Lemon Memory

01. Give Blood
02. Maybe We’ll Drown
03. Sentimental
04. Lemon Memory
05. Can’t Get A Haircut
06. Darlatoid
07. Suck it Out
08. Owl
09. Watch Me Boil
10. Hexbreaker II


autor stipe07 às 14:38
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon... (1)
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016

Kaiser Chiefs - Stay Together

Depois de há pouco mais de dois anos os britânicos Kaiser Chiefs terem editado Education, Education, Education & War, o quinto álbum da carreira, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White, Simon Rix, Nick Baines e Vijay Mistry, está de regresso, em 2016, com Stay Together, um novo registo de originais que viu a luz do dia a sete de outubro último, através da Caroline Records e que foi produzido por Brian Higgins (Girls Aloud, Pet Shop Boys, New Order) e misturado por Serban Ghenea (Rihanna, Beck, Taylor Swift, Justin Timberlake).

kaiser-chiefs

Depois da politica e do belicismo terem feito parte do ideário lírico de Education, Education, Education & War, o amor é o tema central na escrita e nas emoções que transbordam das onze canções de Stay Together. Mas há também, em 2016, uma inflexão sonora nos Kaiser Chiefs, que agora calcorreiam territórios sonoros mais próximos da pop, em deterimento do indie rock que popularizou este projeto, como se percebeu já há alguns meses quando foi divulgada Parachute, a primeira amostra conhecida do álbum. Assim, a pop sintetizada, assente numa mesca de teclados e guitarras com a habitual tonalidade grave e imponente da secção ritmíca deste quarteto e uma composição eminentemente polida e luminosa, é a grande força motriz de composições com o habitual acerto melódico e, por isso, contagiante e radiofónico, do grupo.

Canções do calibre de We Stay Together, uma canção onde o etéreo e o majestoso se confundem insistentemente nos efeitos, na batida e num esporádico falsete de Ricky Wilson, também em destaque na divertida High Society, a dançável Hole In My Soul, que contém alguns curiosos violinos que conferem à composição um indisfarçável charme, a caliente e sorridente Good Clean Fun, ou o já citado single Parachutes, assim como a belíssima e tocante balada Indoor Firework e a melodicamente feliz e inspirada alegoria rock oitocentista Why Do You Do It to Me?, são marcas impressivas deste novo ajuste conceptual dos Kaiser Chiefs e o modo interessante como conseguiram abrir novas portas, sem colocarem em causa o nível qualitativo da sua herança. Depois, a  batida de Press Rewind e a grandiosidade de Happen In A Heartbeat conseguirão, certamente, oferecer à banda e aos fãs excelentes momentos ao vivo, principalmente quando tal se verifique em grandes multidões.

Com o superior sentimentalismo de Still Waiting termina um alinhamento feliz porque além de ter aquele efeito de novidade que permite revitalizar a imagem do grupo e o sucesso do mesmo, abre aos Kaiser Chiefs, como já referi, novas portas que mesmo que não definam ao certo qual o trilho sonoro do futuro do grupo, servirão, pelo menos, para engrandecer e diversificar um histórico discográfico cada vez mais eficaz para que o percurso da banda seja sempre considerado bem sucedido. Espero que aprecies a sugestão...

Resultado de imagem


autor stipe07 às 17:32
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

Kaiser Chiefs – Falling Awake

Kaiser Chiefs - Falling Awake

Depois de há quase um anos os britânicos Kaiser Chiefs terem editado Education, Education, Education & War, o quinto álbum da carreira, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry, estará de regresso, em 2015, com um novo trabalho ainda sem título ou data de edição prevista.

Falling Awake é o primeiro tema divulgado desse novo disco dos Kaiser Chiefs, uma canção de amor festiva e com sintetizadores algo inéditos neste grupo, detalhe ao qual não será alheio o trabalho de produção, a cargo de Ben H. Allen III. Confere...


autor stipe07 às 14:05
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

Menace Beach - Ratworld

Ryan Needlham e Liza Violet são os Menace Beach, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que estreou-se nos discos a dezanove de janeiro com Ratworld, um trabalho com um dos artworks mais insólitos que vi ultimamente e que chegou aos escaparates através da Memphis Industries.

Apesar de serem britânicos, os Menace Beach puseram os ouvidos no outro lado do atlântico, visto a sua sonoridade ser fortemente influenciada pelo rock alternativo americano dos anos noventa. Ratworld é, portanto, uma porta aberta para um mundo paralelo feito de guitarras distorcidas e governado pela nostalgia do grunge e do punk rock impregnado daquela visceral despreocupação juvenil relativamente ao ruído e à crueza melódica e à temática das canções, com os problemas típicos da juventude a fazerem parte da lírica de grande parte do compêndio.

A receita é simples e ganha vida em canções simples e diretas, sem artifícios desnecessários e que se esfumam mais depressa do que um cigarro, com os principais ingredientes típicos do tal grunge e do punk rock direto e preciso, a misturarem-se com um travo de shoegaze e alguma psicadelia lo fi, num resultado final que não é tão pesado e visceral como o grunge, mas que também não é apenas delírio e pura experimentação e que, como bónus, ainda tem a própria surfpop na mira. Esta apenas parente amálgama prova que os Menace Beach estão bem documentados e têm gostos musicais muito ecléticos.

As vocalizações de Liza, de cariz aspero e lo fi, com um ligeiro efeito reverberado noa voz, encantam pelo modo como ela consegue salvaguardar aquela delicadeza tipicamente feminina, sem ser ofuscada pela distorção das guitarras, quase sempre aceleradas e empoeiradas e que fluem livres de compromissos e com uma estética muito própria.

Logo em Come On Give Up, o single que antecipou Ratworld, e em Elastic, somos sugados para o ambiente mais direto do punk rock, que tem também no baixo de Dropout e no fuzz de Lowtalkin, dois instantes que clarificam o que vem adiante e onde é possível vislumbrar um cuidado melódico e etéreo que permite às canções espreitar e ir um pouco além das zonas de influência sonora inicialmente previstas. O disco prossegue quase sem darmos por isso e, de seguida, chega-nos Blue Eye, uma canção inicialmente mais introspetiva e lo fi e onde os Sonic Youth se fazem sentir com uma certa intensidade, até que chega o potente refrão de Dig It Up e instala-se novamente um caldeirão sonoro onde também está o clima mais pop e acessivel de Tennis Court, outro single já retirado do trabalho, e o tema homnónimo, impregnado com mudanças de ritmo constantes e de guitarras em looping e que disparam em todas as direções, acompanhadas por uma bateria que não desarma nem dá descanso.

Até ao ocaso, não podemos deixar de salientar o reverb algo tóxico da guitarra de Tastes Like Medicine e o groove de Infinite Donut, uma das canções mais interessantes de Ratworld e que nos remete para uma espécie de fuzz rock, que se mantém em Pick Out The Pieces, talvez o tema mais psicadélico e etéreo da rodela.

Ratworld é um exercício festivo e ligeiro, mas bastante inspirado, de uma dupla que quer ser apreciada pela sua visão atual do que realmente foi o rock alternativo, feito com as guitarras barulhentas e os sons melancólicos do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho de Ratworld é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Uma homenagem tão bem feita que apreciá-la é tão gratificante como ouvir uma inovação musical da semana passada, feita com canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Menace Beach - Ratworld

01. Come On Give Up
02. Elastic
03. Drop Outs
04. Lowtalkin
05. Blue Eye
06. Dig It Up
07. Tennis Court
08. Ratworld
09. Tastes Like Medicine
10. Pick Out The Pieces
11. Infinite Donut
12. Fortune Teller


autor stipe07 às 21:21
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

David Thomas Broughton & Juice Vocal Ensemble - Sliding The Same Way

Polémico, às vezes hilariante, músico, comediante, filósofo e compositor David Thomas Broughton é exímio no modo como escreve e canta sobre o amor e todos os sentimentos que rodeiam esse palavrão, principalmente os menos apetecíveis, como a angústia, a depressão, o medo, o sofrimento e até o suícidio. Estes são os grandes temas de Sliding The Same Say, um trabalho gravado por Phil Snell nos estúdios LIMBO, em Otley, Leeds, com a presença do coletivo Juice Vocal Ensemble e que viu a luz do dia no passado dia catorze de novembro, pela Song, By Toad Records.

Um dos grandes atributos deste disco que resulta de uma parceria feliz entre um inspirado artista e um grupo de vozes excelentes é o modo como foi gravado, de forma direta e crua, dispensado um aturado trabalho de produção que iria certamente tornar algumas canções mais incipientes retirando um pouco da alma que contêm por terem sido interpretadoass e gravadoas de uma vez só e com um assertivo grau de emotividade.

Conhecidos por algumas covers de temas de nomes tão relevantes como os Guns N'Roses, Kraftwerk ou Rhianna e tendo já trabalhado com nomes importantes da pop e da folk, nomeadamente Gavin Bryars, Shlomo, Mica Levi (aka Micachu dos Micachu and The Shapes), os Juice Vocal Ensemble são um trio que explora eficazmente o chamado registo à capella, fazendo-o procurando transmitir um certo misticismo e uma grande dose de espiritualidade, algo que casa na perfeição com a escrita algo inusitada de David Thomas.

Disco essencialmente acústico, vincadamente experimental e dominado por cordas com uma forte toada blues, Sliding The Same Way contém um alinhamento sinuoso e cativante, que nos convida frequentemente à introspeção e à reflexão sobre o mundo moderno e onde David não poupa na materialização dos melhores atributos que guarda na sua bagagem sonora, havendo, no disco, vários exemplos do forte cariz eclético e heterogéneo do seu cardápio. Por exemplo, em In Service, o registo vocal de fundo em espiral e melodicamente hipnótico, a corda de uma viola que com ele se entrelaça e alguns efeitos transportam-nos numa viagem rumo ao revivalismo dos anos oitenta, os coros lindíssimos de Woodwork e o dedilhar deambulante da viola na enigmática e profunda Unshaven Boozer são outros dois momentos que trazem brisas bastante aprazíveis ao ouvinte.

Com um fio condutor óbvio e assente em alguma da melhor indie pop contemporânea, Sliding The Same Way é um pacote cheio de paisagens sonoras que contam histórias que a voz deste músico britânico, natural de Leeds, sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão..


autor stipe07 às 19:20
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 12 de Outubro de 2014

Menace Beach - Come On Give Up

Menace Beach - Ratworld

Ryan Needlham e Liza Violet são os Menace Beach, uma dupla britânica oriunda de Leeds, que irá estrear-se nos discos a dezanove de janeiro do próximo ano com Ratworld, um trabalho com um dos artworks mais insólitos que vi ultimamente e que chegará aos escaparates através da Memphis Industries.

A navegarem numa espécie de meio termo entre o rock clássico, a surf pop e a psicadelia lo fi, os Menace Beach acabam de divulgar Come On Give Up, o single que antecipa Ratworld. Este tema foi disponibilizado para download gratuito. Confere...

 


autor stipe07 às 15:31
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Alt-J (∆) – This Is All Yours

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e de alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar várias canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda que se estreou em junho de 2012 nos discos com An Awesome Wave, e que, pouco mais de dois anos depois e já sem o contributo de Gwil Sainsbury, está de regresso aos lançamentos com This Is All Yours, através da Infectious, um álbum que, além de não renegar a identidade sonora distinta da banda, ainda a eleva para um novo patamar de novos cenários e experiências instrumentais.

As treze canções de An Awesome Wave encaixavam indiefolkhip-hop e electrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito; Eram canções que nos faziam descobrir a sua complexidade à medida que se escutava o alinhamento de forma viciante. A atmosfera dançante de Brezeblocks e de Fitzpleasure, misturava-se com músicas mais calmas e relaxantes como Something Good e Taro e, na verdade, talvez ainda estejamos todos demasiado conetados com essa doce recordação para aceitarmos com facilidade a nova vida deste (agora) trio que aposta num som mais esculpido e complexo, algo que nos obriga a um exercício maior na primeira percepção das novas composições, mas que eu recomendo vivamente e que asseguro ser altamente compensador.

Mais uma vez, os Alt-J (∆) têm como base insturmental o uso de sintetizadores e continuam a ser exímios na replicação de harmonias vocais belíssimas, mantendo-se aquela impressão de que as canções nasceram lentamente, como se tudo tivesse sido escrito e gravado ao longo de vários anos e artesanalmente. Mas, o grande motivo de verdadeira celebração relativamente ao conteúdo do sempre difícil segundo disco deste projeto de Leeds, certamente um dos mais excitantes do cenário indie atual, é a forma particularmente viva e espontânea com que celebram os ideais de charme e delicadeza; Eles ficam explícitos durante a viagem que o alinhamento de This Is All Yours nos permite fazer entre a pop ambiental contemporânea e o art-rock clássico, uma epopeia de treze canções onde se acumula um amplo referencial de elementos típicos desses dois universos sonoros e que se vão entrelaçando entre si de ofrma particularmente romântica e até, diria eu, objetivamente sensual.

Ao longo deste álbum abunda a sobreposição de texturas, sopros e composições jazzísticas contemplativas, uma paisagem imensa e ilimitada de possibilidades, um refúgio bucólico dentro da amálgama sonora que sustenta a música atual. Escuta-se a forte comoção latente de Hunger Of The Pine, o punk blues enérgico e libertário de Left Hand Free, o momento de maior excelência deste disco, a insanidade desconstrutiva em que alicerçam as camadas de sons que dão vida a The Gospel of John Hurt e a incontestável beleza e coerência dos detalhes orgânicos que nos fazem levitar na sequência final feita com Bloodfood Pt. II Leaving Nara, para se conferir, num mesmo bloco autoral, os diferentes fragmentos que o grupo foi convocar a esses dois universos sonoros que o rodeia e com os quais se identifica, com um elevado índice de maturidade e firmeza, mostrando imenso bom gosto na forma como apostam nesta relação simbiótica, enquanto partem à descoberta de texturas sonoras.

Se An Awesome Wave tinha momentos que, como já referi, convidavam ao abanar de ancas explícito e propositado, este sucessor impressiona pelo seu teor altamente climático e soturno, mas simultaneamente épico, algo só possível devido à acertada escolha do arsenal instrumental que sustenta as canções. Além do já referido sintetizador, uma verdadeira orquestra de violinos, pianos, coros de vozes e instrumentos de sopro vários, reproduzem batidas e alguns componentes tribais, mas sempre com controle e suavidade. Ao confrontar-se com a saída de Gwil, para muitos o líder do projeto, o trio que manteve o barco à tona teve de arregaçar as mangas e, talvez liberto de uma certa formatação criativa bem balizada que esse músico impunha, dedicar-se de forma mais democrática à expansão do seu cardápio sonoro, com uma dose algo arriscada de experimentalismo, mas bem sucedida, feita de imensos detalhes e uma elevada subtileza.

Em equipa que ganha às vezes também se mexe e o som complexo e profundo dos Alt-J (∆) resistiu com solidez e de modo exemplar à mudança, já que This Is All Yours comprova que um dos predicados que poderemos, pelos vistos, esperar sempre deste coletivo britânico prende-se com a capacidade que tem em inovar e ser imprevisível em cada novo registo discográfico que apresenta. Exatidão e previsibilidade não são palavras que constem do dicionário dos Alt-J (∆) e este novo trabalho, naturalmente corajoso e muito complexo e encantador, ao ser desenvolvido dentro de uma ambientação essencialmente experimental, plasma mais uma completa reestruturação no que parecia ser o som já firmado na premissa original da banda. Espero que aprecies a sugestão...

Alt-J (∆) - This Is All Yours

01. Intro
02. Arrival In Nara
03. Nara
04. Every Other Freckle
05. Left Hand Free
06. Garden Of England
07. Choice Kingdom
08. Hunger Of The Pine
09. Warm Foothills
10. The Gospel Of John Hurt
11. Pusher
12. Bloodflood Pt. II
13. Leaving Nara


autor stipe07 às 21:33
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Menace Beach - Tennis Court

Menace Beach

Oriunda de Leeds, a dupla britânica Menace Beach causou sensação no início deste ano com o lançamento de Lowtalker, um EP impregnado com um indie pop cheio de guitarras plenas de fuzz e com alguns dos tiques habituais da chamada britpop.

No próximo dia um de setembro vão lançar em formato single, o tema homónimo desse EP, com Tennis Court no lado b da edição em vinil, através da Memphis Industries. Confere...


autor stipe07 às 10:25
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 6 de Maio de 2014

Kaiser Chiefs – Education, Education, Education & War

Editado no passado dia trinta e um de março, Education, Education, Education & War é o quinto álbum dos britânicos Kaiser Chiefs, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry. Education, Education, Education & War foi produzido por Ben H. Allen III, gravado nos estúdios The Maze Studio, em Atlanta, no outro lado do Atlântico e é o primeiro disco do grupo gravado com o baterista Vijay Mistry, que substitui Nick Hodgson, aquele que foi sempre o principal compositor da banda e que deixou, com a sua saída, um buraco difícil de preencher.


Um pouco à boleia do sucesso de bandas como os Franz Ferdinand ou os Futureheads, os Kaiser Chiefs apresentaram-se ao mundo, em 2005, com Employment, até hoje ainda o melhor álbum desta banda de Leeds. À semelhança dos grupos citados, procuraram agarrar a heranção do punk rock britânico e dar-lhe um cariz mais festivo e luminoso mas, no caso dos Kaiser Chiefs, com forte pendor pop.

Na verdade, este quinteto acusou sempre um pouco o súbito estrelato e nunca conseguiu a mesma afirmação sonora que a excelência do alinhamento de Employment transportava e agora, quase uma década depois, começam a perceber que talvez seja altura de virar um pouco a agulha para outra sonoridade que também os satisfaça, além de ter novamente o tal efeito de novidade que permite revitalizar a imagem do grupo e o sucesso do mesmo.

Em Education, Education, Education & War os Kaiser Chiefs mostram-se mais pesados e corpulentos e do glam disco à Franz Ferdinand de Misery Company, passando pelo hard rock de The Factory Gates e a guitarra à Cure de Coming Home, são várias as portas que se abrem, mas não parece ainda certo qual o verdadeiro trilho sonoro que terá um cariz mais assertivo e eficaz para um percurso futuro bem sucedido na carreira dos Kaiser Chiefs. Espero que aprecies a sugestão...

Kaiser Chiefs - Education, Education, Education And War

01. The Factory Gates
02. Coming Home
03. Misery Company
04. Ruffians On Parade
05. Meanwhile Up In Heaven
06. One More Last Song
07. My Life
08. Bows And Arrows
09. Cannons
10. Roses


autor stipe07 às 18:31
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Kaiser Chiefs – Bows And Arrows

2014 promete ser um ano em grande para os Kaiser Chiefs, conforme anunciaram no seu Facebook. Depois de Misery Company agora foi a vez de chegar aos nossos ouvidos Bows and Arrows, outro tema que fará parte de Education, Education, Education and War, o quinto álbum desta banda de Leeds e que será editado a um de abril. Este novo trabalho dos Kaiser Chiefs, liderados pelo carismático vocalista Ricky Wilson, conta com a produção de Ben H Allen, que já trabalhou com Gnarls Barkley, Animal Collective e Deerhunter, foi gravado em Atlanta e misturado em Nova Iorque.

Um dos grandes atributos de Bows And Arrows é a percurssão vibrante, agora a cargo de Vijay Mistry, o novo baterista, que veio substituir Nick Hodgson, que saiu da banda em 2012. O título da canção foi sugerido pelo baixista Simon Rix, tendo justificado assim a sua escolha à Rolling Stone: Gostei do conceito de como arcos e setas (Bows and Arrows) são inúteis quando separados, mas quando os juntas podem ser bastante formidáveis. É um bocado como nós, na verdade. Eu adoro fazer parte de uma banda. É um bocado absurdo pensar que o consegues fazer sozinho.

Confere o novo single dos Kaiser Chiefs e o alinhamento de Education, Education, Education and War...

Kaiser Chiefs - Bows And Arrows

The Factory Gates
Coming Home
Misery Company
Ruffians On Parade
Meanwhile Up In Heaven
One More Last Song
My Life

Bows & Arrows

Cannons

Roses


autor stipe07 às 13:00
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013

Mountain Range - Adjustments EP

Lançado no passado dia três de serembro pela insuspeita Bad Panda Records, Adjustments é o novo EP do projeto Mountain Range liderado por Stuart Thomas, um produtor natural de Leeds, na Inglaterra. Este trabalho está disponível no bandcamp da Bad Panda Records e sucede a A Heart Upon, o EP de estreia do projeto, lançado há cerca de um ano e que podes ouvir abaixo.

O EP tem quatro canções guiadas por uma eletrónica minimal, muito etérea e comtemplativa, que nos remete para o universo nórdico de uns Mum, Sigur Rós ou Efterklang. São peças instrumentais interligadas, cheias de deliciosos detalhes e sustentadas por uma percurssão muito subtil, mas preciosa, porque funciona como uma espécie de batimento cardíaco das canções, dando-lhes vida e espaço para o Stuart ir insuflando alguns arranjos que variam entre sons da natureza, ecos humanos e sons sintetizados.

Durante pouco mais de vinte minutos Adjustments permite-te levitar para um outro mundo, ou apenas abstraires-te um pouco deste que nos rodeia e teres algum tempo,espaço e banda sonora para refletires um pouco sobre ti e os teus.

Para quem tiver crianças ou bebés, este EP também poderá ser uma excelente escolha para um doce embalar, ou apenas para um simples contacto com uma realidade musical um pouco diferente daquela que é geralmente oferecida ao universo infantil, mas igualmente acolhedora. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 11:14
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

Alt-J – An Awesome Wave

Gwil Sainsbury, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green conheceram-se na Universidade de Leeds em 2007. Gus estudava literatura inglesa e os outros três belas artes. No segundo ano de estudos, Joe tocou para Gwil várias canções que criou, com a ajuda da guitarra do pai e alguns alucinogéneos; Gwil apreciou aquilo que ouviu e a dupla gravou de forma rudimentar algumas canções, nascendo assim esta banda com um nome bastante peculiar. Alt-J (∆) pronuncia-se alt jay e o símbolo do delta é criado quando carregas e seguras a tecla alt do teu teclado e clicas J em seguida, num computador Mac. O símbolo, como Gwil explica, é usado em equações matemáticas para representar mudanças e assenta que nem uma luva à banda porque ela surgiu num momento decisivo da vida dos seus membros.

Assim, em oito de junho deste ano, os Alt-J (∆) estrearam-se nos álbuns com An Awesome Wave, através da Liberator Music e muita da crítica que li acha que este disco vai estar em muitas listas dos melhores de 2012.

Já ouvi o álbum e, muito sinceramente, é díficil catalogá-lo; Apetece apenas procurar os adjectivos mais sedutores que existem e tocá-lo em noites quentes e junto de boa companhia. As treze canções encaixam indie, folk, hip-hopelectrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito, que nos faz descobrir a sua complexidade à medida que o vamos ouvindo de forma viciante. A atmosfera dançante de Brezeblocks e de Fitzpleasure, mistura-se com músicas mais calmas e relaxantes como Something Good e Taro.

No fundo, impera uma tónica folk, até porque fazem bastante uso de sintetizadores e possuem harmonias vocais belíssimas. A impressão que fica é que as canções nasceram lentamente, como se tudo tivesse sido escrito e gravado ao longo de vários anos e artesanalmente.

As letras fazem referência a obras literárias ou filmes e servem para Joe Newman misturar suspiros, enquanto as canta muitas vezes num registo acelerado, fazendo assim sua voz soar também como instrumento e tornando-a num dos traços mais significativos da identidade sonora dos Alt-J (∆).

Se estas são as primeiras ideias de uma banda, então convém não perdê-la de rasto por nada deste mundo. À imagem de uns Django Django, os Alt-J (∆) provam que 2012 está a ser um ano repleto de novidades bastante reinventivas, peculiares e refrescantes. Espero que aprecies a sugestão…

01. Intro
02. (Interlude 1)
03. Tessellate
04. Breezeblocks
05. (Interlude 2)
06. Something Good
07. Dissolve Me
08. Matilda
09. MS
10. Fitzpleasure
11. (Interlude 3)
12. Bloodflood
13. Taro


autor stipe07 às 13:25
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Kaiser Chiefs – Start The Revolution Without Me

Foi hoje lançado no mercado Start The Revolution Without Me, o disco mais recente da banda Kaiser Chiefs e que no fundo é apenas uma reedição de The Future Is Medieval, disco lançado de forma pouco convencional em 2011. Na altura a banda colocou vinte canções novas no seu site e os fãs podiam ouvir e escolher dez delas para compor o seu próprio novo álbum dos Kaiser Chiefs.
Agora, em 2012, este Start the Revolution Without Me, inclui  On the Run, Cousin in the Bronx, Problem Solved e Can't Mind My Own Business, canções que não estavam incluidas no alinhamento oficial de The Future Is Medieval. E On the Run é a única verdadeira novidade neste novo disco, disponivel para audição no site oficial da banda.

Alguns anos após a estreia desta banda britânica natural de Leeds nos discos, os Kaiser Chiefs são hoje uma sombra daquele grupo irreverente que em meados da década passada fazia temas divertidos, assentes na mágica triologia instrumental do rock e onde a simplicidade da composição era um dos mais fortes atributos. Disco após disco, foram decrescendo de qualidade e apesar de uma notória tentativa de amadurecimento e busca de outra fórmula de sucesso em Yours Truly, Angry Mob, que não teve sequência no último e já citado The Future Is Medieval, parecem apostados em insistir numa fórmula que infelizmente colocou longe da ribalta aquele grupo de rapazes que fazia, como já disse, canções bastante alegres e divertidas. Seja como for, se és fã da banda, convém não perder este Start The Revolution Without Me de vista e esperar, como eu, que voltem, muito em breve, a reencontrar o rumo certo.

01. Little Shocks
02. On The Run
03. Heard It Break
04. Kinda Girl You Are
05. Starts With Nothing
06. When All Is Quiet
07. Cousin In The Bronx
08. Things Change
09. Man On Mars
10. Problem Solved
11. Can’t Mind My Own Business
12. Child Of The Jago
13. If You Will Have Me


autor stipe07 às 18:55
link do post | comenta / bad talk | See the bad talk... (1) | The Best Of... Man On The Moon...

eu...


more about...

Follow me...

. 52 seguidores

Powered by...

stipe07

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parceria - Portal FB Headliner

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Em escuta...

Twitter

Twitter

Blogs Portugal

Disco da semana

Maio 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9

18

21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

Menace Beach – Black Rain...

Alt-J (∆) – Relaxer

Alt-J (∆) – In Cold Blood

Alt-J (∆) – 3WW

Menace Beach – Lemon Memo...

Kaiser Chiefs - Stay Toge...

Kaiser Chiefs – Falling A...

Menace Beach - Ratworld

David Thomas Broughton & ...

Menace Beach - Come On Gi...

Alt-J (∆) – This Is All Y...

Menace Beach - Tennis Cou...

Kaiser Chiefs – Education...

Kaiser Chiefs – Bows And ...

Mountain Range - Adjustme...

Alt-J – An Awesome Wave

Kaiser Chiefs – Start The...

X-Files

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

I Love...

Os melhores discos de 201...

Astronauts - Civil Engine...

SAPO Blogs

subscrever feeds