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The Killers - Imploding The Mirage

Quarta-feira, 21.10.20

Um dos marcos discográficos de dois mil e vinte é, naturalmente, Imploding The Mirage, o sexto registo de originais dos The Killers, um álbum que tinha edição prevista para o final do passado mês de maio, mas que só viu a luz do dia alguns meses depois, por dificuldades e atrasos na conclusão do disco, de acordo com a própria banda liderada por Brandon Flowers. Produzido por Jonathan Rado e Shawn Everett, Imploding The Mirage conta com participações especiais de nomes tão proeminentes como Weyes Blood, K.D. Lang, Adam Granduciel, Blake Mills, Lucius e Lindsey Buckingham e marca o ocaso de um período particularmente turbulento do grupo que teve de lidar com a saída do guitarrista Dave Keuning e a participação apenas em estúdio do baixista Mark Stoemer.

The Killers Announce New Album 'Imploding The Mirage' & North American Tour  2020, Share Single

Apesar de os The Killers terem andado a divagar, nos discos anteriores, fruto da obsessão de Flowers pelos anos oitenta, por sonoridades onde o experimentalismo dita regras e terem espreitado extremos tão díspares como a pop mais polida ou o rock progressivo, sustentáculos importantes do álbum anterior, o Wonderful Wonderful de dois mil e dezassete, é no clássico rock de arena, vigoroso, imponente e efusivo, que este coletivo se sente mais confortável. Imploding The Mirage encaixa neste arquétipo sonoro como uma luva, mesmo não deixando de conter algumas nuances desses outros espetros sonoros que enchem a alma de Flowers. Aqui, tais homenagens estão impressas indelevelmente no enlace entre a guitarra de Lindsey Buckingham, guitarrista do Fleetwood Mac e os sintetizadores em Caution ou, piscando o loho ao krautrock, nas diversas interseções que definem o andamento vigoroso de running Towards A Place, não esquecendo a utilização de excertos do clássico Hallogallo dos alemães NEU! e de Moonshake dos também germânicos Can em Dying Breed.

Seja como for, Imploding The Mirage clama, canção após canção, por um olhar nostálgico do ouvinte, para que ele perceba que houve aqui um firme propósito dos The Killers de darem um sinal vigoroso de vida, mostrarem que ainda criam canções orelhudas e que o fazem de modo criativo, cuidado e eclético, ou seja, que aquele período aúreo inicial do grupo ainda não está esquecido. Composições do calibre da já referida Fire In BoneMy Own Soul’s Warning, uma daquelas típicas canções de rock de arena, springsteeniana, majestosa e teatral, assente numa guitarra efusiante, um registo percurssivo vincado e efeitos sintetizados plenos de charme, num resultado final melodicamente marcante e que se debruça sobre as típicas lutas que muitas vezes travamos no nosso íntimo (If you could see through the banner of the sun, Into eternity’s eyes, Like a vision reaching down to you, Would you turn away?), não ficariam nada mal no alinhamento dos clássicos da banda Hot Fuss e Sam’s Town.

Disco indutor, frenético e provocante e cheio de solenidade, Imploding The Mirage cimenta novamente uma posição de relevodos The Killers no panorama sonoro atual, graças a dez canções que, de forma imaculada nos arrastam sem dó nem piedade para o profundo universo emocional que conforta Brandon Flowers e que levam a própria banda a assumir que há um caminho que só eles podem trilhar solitariamente e que, nesse percurso, talvez as formas antigas de composição sejam mesmo as mais eficientes, No entanto, isso não significa que não se devam também orgulhar dos atalhos e das rotas divergentes que já exploraram. Fazendo essa mescla neste trabalho, quebram o enguiço de quem insiste em querer catalogar com injusto menosprezo alguns instantes discográficos de determinados projetos que procuraram apenas, ao longo da carreira, perceber zonas de conforto ou, radicalmente, procurar romper com as mesmas e até viver numa espécie de limbo criativo e ir vendo o que dá. Espero que aprecies a sugestão...

The Killers - Imploding The Mirage

01. My Own Soul’s Warning
02. Blowback
03. Dying Breed
04. Caution
05. Lightning Fields (Feat. K.D. Lang)
06. Fire In Bone
07. Running Towards A Place
08. My God (Feat. Weyes Blood)
09. When The Dreams Run Dry
10. Imploding The Mirage

 

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publicado por stipe07 às 13:54

The Killers – Land Of The Free

Quarta-feira, 16.01.19

The Killers - Land Of The Free

Claro manifesto anti-Trump, produzido nos estúdios do grupo por Jacknife Lee e já com direito a um impressivo video realizado por Spike Lee, Land Of The Free é o novo single dos norte-americanos The Killers, o primeiro sinal sonoro do grupo de Las Vegas desde o registo Wonderful Wonderful, de dois mil e dezassete.

Com a letra de Brandon Flowers a versar, de modo particularmente crítico, sobre o controverso muro que Trump quer construir na fronteira sul com o México, mas também sobre alguns momentos recentes particularmente trágicos da atualidade norte-americana, nomeadamente os tiroteios de Orlando, Las Vegas e Parkland, as mortes de Eric Garner e Trayvon Martin e o massacre de Sandy Hook, Land Of The Free abre com um belíssimo piano, acompanhado pela voz de Flowers e por um coro gospel, num registo particularmente comovente, como seria de esperar e que melodicamente depois se desenvolve de modo a remeter-nos, por exemplo, para a melhor herança do The Boss, uma influência incontornável na carreira dos The Killers. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:29

Imagine Dragons - Night Visions

Quinta-feira, 28.03.13

Night Visions é o disco de estreia dos norte americanos Imagine Dragons, uma banda natural de Las Vegas e formada por Ben McKee, Dan Reynolds, Wayne Sermon e Dan Platzman. Night Visions viu a luz do dia a quatro de setembro de 2012, por intermédio da Interscope Records e produzido, inicialmente, pela própria banda e posteriormente pelo produtor inglês de hip hop, Alex Da Kid e Brandon Darner dos The Envy Corps, tendo sido misturado por Joe LaPorta. Os onze temas do álbum foram compostos entre 2010 e 2012, de acordo com Dan Reynolds, o líder dos Imagine Dragons, e algumas canções apareceram em diversos EPs.

Night Visions é, na sua essência, um disco de rock indie e alternativo, mas também traz consigo influências de dubstep, folk, hip-hop e pop. É uma estreia consistente e surpreendente, com alguns destaques, nomeadamente a melancólica Amsterdan e Demons, canção que combina uma excelente performance vocal com a sonoridade comercial que a levou a fazer parte da banda sonora do filme The Words. Destaco também On Top Of The World, canção que podemos ouvir por cá no mais recente anúncio de uma marca de telecomunicações e It's Time, o primeiro single retirado de Night Visions, uma canção muito aditiva, que prova o ecletismo da banda e onde combinam um instrumental folk e o espírito rockeiro do refrão. Esse ecletismo também é percetível nas experimentações com a eletrónica patentes em Underdog.

A temática do sofrimento que advém de sentimentos é recorrente ao longo do disco, mas funciona, principalmente em Bleeding Out, que termina numa melodia mais metálica e aberta.

Em suma, Night Visions é um disco que não vai mudar as nossas vidas, mas tem um conteúdo coeso, com uma diversidade orgânica e crua, isenta de truques supérfluos e demasiado elaborados e canções que se entranham com facilidade e nos cativam até à exaustão. O final inspirador de Working Man é a conclusão ideal porque as vozes em coro criam uma atmosfera inspiradora e positiva e a canção deixa alguma água na boca relativamente ao futuro deste grupo norte americano. Espero que aprecies a sugestão...

1. Radioactive
2. Tip Toe
3. It’s Time
4. Demons
5. On Top Of The World
6. Amsterdam
7. Hear Me
8. Every Night
9. Bleeding Out
10. Underdog
11. Nothing Left To Say
12. Selene
13. The River

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publicado por stipe07 às 19:02






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