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Phoebe Bridgers – Nothing Else Matters

Sábado, 21.08.21

Num ano em que têm abundado as versões de alguns temas incontornáveis da última década do século passado, merece superior destaque a nova roupagem que Phoebe Bridgers, criou para o clássico Nothing Else Matters dos Metallica e que fará parte de um disco de tributo à banda de James Hetfield intitulado The Metallica Blacklist, que verá a luz do dia digitalmente a dez de Setembro e fisicamente no início do mês seguinte, através da Blackened Recordings, um registo que pretende marcar o trigésimo aniversário da edição do mítico álbum The Black Album.

Phoebe Bridgers mostra um lado sombrio no clipe "I Know the End"

Produzida por Tony Berg e Ethan Gruska, esta versão de Phoebe Bridgers, uma cantora nascida em Los Angeles, a dezassete de agosto de mil novecentos e noventa e quatro, impressiona pela espetacular linha de piano da autoria de Gruska, acomanhado exemplarmente à guitarra por Rob Moose, num resultado final verdadeiramente assombroso e que aprimora ainda mais a ímpar e conturbada intimidade do original. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:48

Tashaki Miyaki – Castaway

Sexta-feira, 09.07.21

Quatro anos depois do extraordinário registo de estreia The Dream, que fez parte da nossa lista dos melhores álbuns de dois mil e dezassete num honroso décimo quinto lugar, os Tashaki Miyaki de Paige Stark, Luke Paquin e Sandi Denton, estão de regresso aos discos em dois mil e vinte e um com Castaway, o segundo álbum da banda, um alinhamento de onze canções que viu a luz do dia a dois de julho último e disponível no bandcamp do grupo.

See: Tashaki Miyaki – 'Castaway': yearning, leftfield LA guitar pop –  Backseat Mafia

Castaway é a materialização inspirada e feliz de um regresso que se saúda com enorme entusiasmo nesta redação, porque estamos a falar de uma banda que volta a navegar, em onze lindíssimas canções, nas águas turvas e profundas daquela dream pop de forte pendor psicadélico. Aliás, logo na pueril cadência do tema homónimo somos embalados e incitados de um modo muito particular e lisérgico, com a luminosidade da guitarra que conduz Help Me ou a milimétrica lentidão de Gone a vincarem toda uma envolvância muito intíma, climática e tocada pela melancolia, que atinge o seu auge, na minha opinião, na charmosa Come Down, uma daquelas canções que se não se embranha no imediato em nós é porque existe algo de errado no nosso âmago no que concerne à capacidade de absorver emoção e fervor. I Feel Fine, também mostra um lado rock nos Tashaki Miyaki, que amplia a abrangência e a capacidade criativa ímpar do projeto, plasmada numa canção que serve-se de guitarras sobriamente eletrificadas e distorcidas para obter uma mistura sem fronteiras definidas, entre os grandes universos sonoros que são o blues e a folk, acrescentando a esta junção um registo vocal sublime, num resultado final tremendamente intimista e reservado, mas sem deixar de conter emoção e fervor.

Repleto de composições que comprovam o quanto este projeto oriundo de Los Angeles é  incomparável e mestre na criação de uma atmosfera densa, mas particularmente sensual e hipnótica, Castaway passa com distinção no teste do sempre difícil segundo disco. É um compêndio sonoro que surpreende pelo bom gosto como apresenta de forma sombria e introspetiva, mas superiormente frágil e sedutora, a visão dos Tashaki Miyaki sobre alguns temas que sempre tocaram a dupla, mas, principalmente, pela forma madura e sincera como tentam conquistar o coração de quem os escuta com melodias doces e que despertam sentimentos que muitas vezes são apenas visíveis numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:36

Big Red Machine - Renegade (feat. Taylor Swift)

Quinta-feira, 08.07.21

Os mais atentos relativamente ao histórico recente do universo sonoro indie e alternativo recordam-se, certamente, da coletânea de beneficiência Dark Was The Night, lançada em dois mil e nove e cujos fundos revertiam a favor a Red Hot Organization, uma organização internacional dedicada à angariação de receitas e consciencialização para vírus HIV. Do alinhamento dessa coletânea fazia parte uma canção intitulada Big Red Machine, da autoria de Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas, organizaram festivais (Eaux Claires) e acabaram por incubar um projeto sonoro intitulado exatamente Big Red Machine, que se estreou nos discos com um extraordinário homónimo, em dois mil e dezoito, abrigado pela já referida PEOPLE.

Big Red Machine and Taylor Swift Share Video for New Song “Renegade”: Watch  | Pitchfork

Três anos após essa estreia, a dupla está de regresso com um novo álbum intitulado How Long Do You Think It’s Gonna Last?, que chegará aos escaparates no vigésimo sétimo dia do próximo mês de agosto. Renegade é o single já divulgado desse segundo trabalho dos Big Red Machine. É uma canção que conta com a participação especial de Taylor Swift e que foi gravada em março, no estúdio Kitty Committee, em Los Angeles, na mesma semana em que Swift e Dessner levaram para casa o Grammy de álbum do ano devido a Folklore, o oitavo álbum da carreira de Taylor Swift e que contou nos créditos quer com Dessner, quer com Vernon.

Esta colaboração de Swift no novo álbum dos Big Red Machine acaba por ser uma espécie de retribuição, um passo natural neste processo empático, que deu origem a um tema assente numa espécie de experimentalismo claustrofóbico, que impressiona pelo modo como o registo vocal de Swift trespassa um inspirado riff acústico acamado por uma arquitetura sonora quente e fortemente cinematográfica e imersiva, que suscita no ouvinte uma forte sensação de proximidade e empatia.

A divulgação deste single Renegade veio acompanhado de mais duas composições, The Ghost Of Cincinnati e Latter Days (feat. Anaïs Mitchell), que sobrevivem muito à custa de um cuidado arsenal instrumental, eminentemente eletrónico e, por isso, de forte cariz sintético. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 16:48

Massage – Still Life

Terça-feira, 06.07.21

Sedeados em Los Angeles, na Califórnia e liderados por Alex Naidus, membro dos Pains Of Being Pure At Heart, os Massage foram crescendo e ganhando vida na internet. Alex começou a tocar e a escrever algumas canções paralelamente à sua atividade nos Pains Of Being Pure At Heart com o designer e baixista Michael Felix, amigo de infância de Alex e à dupla juntaram-se, entretanto, o jornalista Andrew Romano, David Rager e Gabi Ferrer, responsável pelas teclas e pela composição melódica. Estrearam-se em dois mil e dezasseis com o EP Lydia e lançaram o primeiro longa duração, à boleia da Tear Jerk Records, no verão de dois mil e dezoito, um disco intitulado Oh Boy, gravado com a ajuda de Jason Quever dos Papercuts e que fez parte do top ten dos melhores álbuns desse ano para a nossa redação.

Massage announce 'Still Life' LP – Culture Addicts

Agora, novamente no verão, mas em dois mil e vinte e um, os Massage voltam à carga com Still Life, o sempre difícil segundo disco, um alinhamento de doze canções que retratam o amor na sua forma mais singela e pura, porque falam da timidez e das paixões efémeras que abundam nesta altura do ano. Para tal, servindo-se daquela sonoridade tipicamente indie e universitária, que continua a soar mais fresca que nunca, especialmente quando bandas como os Massage surgem a replicá-la no radar, criaram um alinhamento que nos leva facilmente e num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, à boleia de uma espécie de indie-folk-surf-suburbano, particularmente luminoso e que acaba por se tornar até viciante. E a responsabilidade desta tela impressiva é uma guitarra com um timbre metálico muito caraterístico que serve de base melódica às canções, acompanhada por um baixo exemplar no modo como se alia à guitarra para marcar as várias nuances rítmicas de temas geralmente acelerados, mas sem serem frenéticos, não deixando de se espraiar pelos nossos ouvidos algo preguiçosamente intenso.

De facto, os Massage são a banda perfeita para servirem de banda sonora para os romances de verão que aí vêm. A sensação de autenticidade é muito forte neste álbum puro e cheio de emoção, um disco que, canção após canção, implora pela nossa atenção, que sendo para ele orientada, sacia o nosso desejo de ouvir algo descomplicado mas que deixe uma marca impressiva firme e de simples codificação.

Catapultado pela ligeireza subtil de Made Of Moods, pelo cariz intimista de 10 & 2, pelo clima lisérgico de Until, pelo piscar de olhos a ambientes mais roqueiros em Half A Feeling, ou pelo bom gosto dos acordes de Stick & StonesStill Life é, em suma, um embrulho sonoro com um têmpero lo fi muito próprio, um salutar indie rock com leves pitadas de surf pop, agregado com um espírito vintage marcadamente oitocentista e que esconde a sua complexidade na simplicidade. Estas boas canções mostram como é bonito quando o rock pode ser básico e ao mesmo tempo encantador, divertido e melancólico, sem muito alarde. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:26

Tashaki Miyaki – I Feel Fine

Quarta-feira, 28.04.21

Quatro anos depois do extraordinário registo de estreia The Dream, que fez parte da nossa lista dos melhores álbuns de dois mil e dezassete num honroso décimo quinto lugar, os Tashaki Miyaki de Paige Stark, Luke Paquin e Sandi Denton, estão de regresso aos discos em dois mil e vinte e um com Castaway, o segundo álbum da banda, um alinhamento de onze canções que irá ver a luz do dia a dois de julho próximo e que já está disponível para pré-reserva no bandcamp do grupo. É um regresso que se saúda com enorme entusiasmo nesta redação, porque estamos a falar de uma banda que navega nas águas turvas e profundas da dream pop de pendor psicadélico e que oferece canções que nos embalam e incitam de um modo muito particular e lisérgico, composições que comprovam o quanto este projeto oriundo de Los Angeles é  incomparável e mestre na criação de uma atmosfera densa, mas particularmente sensual e hipnótica.

Tashaki Miyaki unveils their mesmerizing single and evocative visuals for  “I Feel Fine” - Grimy Goods

Castaway deverá ainda obrigar-nos a aprimorar mais as loas aos Tashaki Miyaki, tendo em conta o conteúdo de I Feel Fine, a primeira amostra revelada de Castaway. Trata-se de uma canção que serve-se de guitarras sobriamente eletrificadas e distorcidas para obter uma mistura sem fronteiras definidas, entre os grandes universos sonoros que são o blues e a folk, acrescentando a esta junção um registo vocal sublime, num resultado final tremendamente intimista e reservado, mas sem deixar de conter emoção e fervor.

I Feel Fine também já tem direito a um curioso vídeo filmado e realizado por Paige Stark, no qual a cantora e baterista dos Tashaki Miyaki homenageia os seus filmes sobre vampiros preferidos, nomeadamente as películas Only Lovers Left Alive and A Girl Walks Home Alone at Night. Curiosamente este também é o primeiro vídeo dos Tashaki Miyaki em que aparecem todos os elementos do grupo, neste caso vestidos de vampiros, vagueando pelas ruas de Los Angeles, noite dentro.

During the pandemic, we were working on an instrumental record because I couldn't write words and was kind of going crazy sitting in my apartment alone. I needed to be creative and see my bandmates to preserve my mental health. So we went to our friend Joel Jerome's place and recorded this instrumental record over two weeks in the middle of the summer heat wave, referiu recentemente Stark à imprensa sobre a canção e o vídeo, que ainda acrescentou: With this song, words just came. I hadn't written a word during the pandemic and then I suddenly felt like saying something about it. At first we were going to let it be the one song with a vocal on this otherwise instrumental record, but later we decided it fit more with Castaway, so we added it. We mixed it with the batch of songs from Castaway, so it feels like part of that group sonically now. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:49

Ghost Of Vroom – Ghost Of Vroom 1

Segunda-feira, 26.04.21

Depois de um aclamado percurso discográfico com três tomos nos anos noventa, Mike Doughty colocou os míticos Soul Coughing numa situação de pousio e dedicou-se a uma profícua carreira a solo, quer como produtor, quer como compositor, tendo o artista produzido dezoito discos já no século XXI, a maioria deles com a chancela da etiqueta ATO de Dave Matthews. Durante estas mais de duas décadas Doughty evitou sempre mexer no catálogo dos Soul Coughing, descrevendo essa fase da sua vida como um casamento obsessivo e sombrio e que já tinha terminado. Seja como for, em dois mil e treze deu luz verde à compilação Circles, Super Bon Bon, and The Very Best of Soul Coughing, chegando a dar nova roupagem a algumas das canções mais emblemáticas do projeto.

Soul Coughing's Mike Doughty prepares new Ghost of Vroom release

Dois anos depois Doughy mudou-se para Memphis onde contactou com o coletivo de hip-hop Unapologetic, uma colaboração que o transportou para territórios sonoros familiares e o levou a equacionar uma potencial reunião dos Soul coughing, juntamente com o seu parceiro nesse projeto Andrew "Scrap" Livingston. No entanto, como não queriam voltar com a palavra atrás em relação ao tal casamento, a dupla rebatizou os soul coughing com o nome Ghost Of Vroom, uma alusão a Ruby Vroom, o disco de estreia dos Soul Coughing, estrearam-se com o EP Ghost of Vroom 2 (no passado mês de julho e agora chegou a hora de colocarem nos escaparates o longa duração que, curiosamente, já estava gravado antes desse EP de estreia ter sido divulgado, como se percebe pelo título.

Para conceber e gravar Ghost Of Vroom 1, registo que viu a luz do dia a vinte e nove de março à boleia da Mod y Vi Records, Doughty e Livingston viajram para Los Angeles para trabalhar com o produtor Mario Caldato Jr., referência ímpar da carreira dos Beastie Boys. Chamaram ao estúdio o baterista Gene Coye, figura relevante do jazz em Los Angeles e depois dividiram entre si o restante arsenal instrumental, com Doughty a ocupar-se das guitarras e dos samplers e Livingston do baixo, dos teclados e das restantes cordas. Divisão feita, a improvisação tornou-se pedra de toque no processo de incubação e o resultado final é um excelente alinhamento que nos transporta de modo impressivo para a herança dos Soul Coughing enquanto jazz, hip-hop e rock conjuram entre si de modo cativante, e com uma senjsibilidade poética ritmicamente vibrante. Desde o delicioso travo a rap de rua de Memphis Woofer Rock, ao rock espacial de I Hear the Axe Swinging, passando pelo rap anguloso, ecoante e comestível de More Bacon Than the Pan Can Handle, o blues incandescente que exala de Miss You Like Crazy, o mais apocalítico de Revelator, o noise rugoso de They Came In the Name of the People e o registo interpretativo mais tradicional de James Jesus Angleton, mantém-se sempre firme um propósito estilístico bem vincado e interpretado com um grau qualitativo elevadíssimo, por parte de uma dupla cujo regresso ao ativo em conjunto irá agradar aos fãs saudositas dos Soul Coughing, mas também a novos públicos, que estejasm sempre sedentos de algo diferente e refrescante. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:24

Damien Jurado – Tom

Quarta-feira, 14.04.21

No próximo dia catorze de maio irá chegar aos escaparates The Monster Who Hated Pennsylvania, o novo trabalho do norte-americano Damien Jurado. Esse novo álbum do músico agora a viver em Los angeles, terá a chancela da Maraqopa Records e irá, certamente, voltar a justificar porque é que Damien Jurado é um dos nomes fundamentais da folk norte americana e um dos artistas que melhor tem sabido preservar algumas das caraterísticas mais genuínas de um cancioneiro que dá enorme protagonismo ao timbre acentuado e rugoso das cordas para dissertar crónicas sobre uma América profunda e muitas vezes oculta, não só para os estrangeiros, mas também para muitos nativos que desde sempre se habituaram à rotina e aos hábitos de algumas das metrópoles mais frenéticas e avançadas do mundo, construídas num país onde ainda é possível encontrar enormes pegadas de ancestralidade e que inspiram calorosamente este músico.

Damien Jurado shares new single 'Tom' | Folk Radio

Depois de há algumas semanas ter sido retirado do alinhamento de The Monster Who Hated Pennsylvania o single Helena, agora chega a vez de conferirmos Tom, uma canção algures entre a penumbra e a luz, carregada com um timbre simultaneamente revelador de inquietude e de serenidade único, em que as cordas assumem um protagonismo óbvio, mas deixam espaço para que arranjos de outras proveniências, debitados pelo multi-instrtumentista Josh Gordon, confiram à composição um arquétipo sonoro com uma sofisticação muito própria, rematada pelo habitual modo como este autor usa as palavras de modo a fazer fazer-nos passar a sensação que o ouvinte está a conversar com o autor e junto a si. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:25

Cold Cave – Night Light

Quinta-feira, 08.04.21

O projeto Cold Cave, liderado por Wesley Eisold, tem catorze anos de existência e não edita discos há uma década. Mas isso não significa que tenha estado em pousio desde então. De facto Wesley tem-se mostrado bastante ativo, nomeadamente depois de em dois mil e dezasseis nos ter presenteado com The Idea Of Love, um lançamento em formato físico e digital, de duas canções, o tema homónimo e Rue The Day. Esse género de edições pareceu ser, à altura, a filosofia de Wesley para a apresentação das canções dos Cold Cave, com o clássico formato álbum a ser, para o autor, uma realidade do passado. À época, o músico natural de Los Angeles confessou que esse seria um formato demasiado redutor e que pretendia publicar música livremente e sem a obrigatoriedade de o fazer à sombra de um alinhamento longo e definido no tempo, mesmo tendo em conta a excelente aceitação dos discos Love Comes Close (2009) e Cherish the Light Years (2011).

Ouça Cold Cave Channel 80ies Synth-Pop na nova música “Night Light” –  Celebrity Land Brasil

Agora, em dois mil e vinte e um, e depois de ter visto interrompida, devido à pandemia, uma digressão com o seu outro projeto, a banda hardcore American Nightmare e de se ter juntado a Mark Lanegan para produzirem juntos uma espetacular cover do clássico Isolation dos Joy Division, Eisold orientou de novo o seu foco para os Cold Cave e acaba de anunciar um novo EP intitulado Fate In Seven Lessons, um alinhamento que irá ver a luz do dia a onze de junho próximo, via Heartworm Press.

Night Life é o primeiro single retirado do EP, um imponente concentrado lo fi, com elevado pendor oitocentista, um tema em que a vibração da guitarra e um efeito sintetizado futurista suportam com superior magnificiência a voz manipulada de Eisold, uma belíssima caldeirada, feita com várias espécies sonoras, envolvida numa embalagem frenética, com uma atmosfera sombria e visceral, numa espécie de meio termo entre o rock clássico, a eletrónica, o shoegaze e a psicadelia. Confere Night Light e o alinhamento de Fate In Seven Lessons...

01 Prayer From Nowhere
02 Night Light
03 Psalm 23
04 Love Is All
05 Happy Birthday Dark Star
06 Honey Flower
07 Promised Land

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publicado por stipe07 às 17:41

Warpaint – Paralysed

Terça-feira, 23.03.21

Como todos certamente se recordam, o ano passado partiu do nosso mundo Andy Gill, um dos pilares do mítico projeto britânico Gang Of Four, que se notabilizou por uma ímpar discografia, dentro de um punk rock adornado por tiques da funk e do dub e que olhava com gula para as mazelas sociais e políticas da sociedade, sendo Entertainment! a obra master do catálogo da banda de Leeds e uma das mais aclamadas da história do rock dos últimos quarenta anos.

Warpaint share Gang of Four cover, 'Paralysed' | News | DIY

Logo após o desaparecimento de Andy Gill começou a ser burilado um registo de tributo aos Gang Of Four, que começa finalmente a ganhar forma. O registo vai chamar-se The Problem With Leisure: A Celebration Of Andy Gill And Gang Of Four e irá ver a luz do dia já em maio. Um dos temas já conhecidos do alinhamento desse trabalho é a cover assinada pelas Warpaint da canção Paralysed, que fazia parte do disco Solid Gold que os Gang Of Four lançaram há precisamente quatro décadas. Esta nova roupagem do projeto formado por Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa adiciona a Paralysed uma nova envolvência e um clima mais refinado e cuidado, sem que isso coloque em causa a orgânica e o pulsar rítmico sui generis do original. Confere a cover e o original...

 

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publicado por stipe07 às 17:02

Saint Motel – Feel Good

Quarta-feira, 17.03.21

Formados em Los Angeles no já longínquo ano de dois mil e sete, os Saint Motel de A/J Jackson, Aaron Sharp, Dark Lerdamornpong e Greg Erwin são um dos segredos mais interessantes e mais bem guardados da indie pop contemporânea. Merecem destaque por estes dias devido a um tema intitulado Feel Good e que faz parte da banda sonora da comédia Yes Day, um dos filmes de maior sucesso da plataforma de streaming Netflix, realizado por Miguel Arteta e que conta no elenco com nomes como Jennifer Garner, Edgar Ramirez, Jenna Ortega, Julian Lerner, Everly Carganilla, Arturo Castro, Nat Faxon, Fortune Feimster e Molly Sims.

Saint Motel Pour Over 'Scripts' of Three-Part 'Original Motion Picture  Soundtrack'

Feel Good é um verdadeiro portento de dance music, uma composição enleante, com um ritmo implacável no modo como nos consegue colocar a dançar, mesmo que de modo instintivo e que, na ausência deste período forçado de confinamento, poderia muito bem fazer furor em qualquer pista de dança atual. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:57






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