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EELS – Are We Alright Again

Quinta-feira, 24.09.20

Dois anos depois do excelente registo The Deconstruction, os Eels de E (Mark Oliver Everett), Kool G Murder e P-Boo regressaram recentemente aos lançamentos, no ano em que se comemoram duas décadas da edição do belíssimo clássico do grupo Daisies Of The Galaxy, com alguns novos singles, que, finalmente, vão de encontro as nossas suspeitas, já que farão parte de um disco intitulado Earth To Dora, que foi gravado no estúdio da banda em Los Feliz, na Califórnia e que vai ver a luz do dia a trinta de outubro.

Eels Announce New Album Earth to Dora, Share "Are We Alright Again" |  Consequence of Sound

Como certamente os mais atentos se recordam, o primeiro tema revelado deste Earth To Dora foi Baby Let's Make It Real, uma canção com um registo melódico orelhudo, assente num formato eminentemente pop rock lo fi ditado através da distorção da guitarra e dos arranjos das teclas, de forte índole melancolica e introspetiva, efeito ampliado por uma percurssão bastante aditiva. Algumas semanas depois da divulgação desse primeiro tema, os Eels disponibilizaram Who You Say You Are, uma composição que nos embala e nos convida a partilhar algumas angústias e desejos plasmados, enquanto pisca o olho à tradição da melhor indie folk norte-americana.

Agora, juntamente com o anúncio da data da edição de Earth To Dora, assim como do respetivo artwork e tracklist, os Eels revelam Are We Alright Again, uma canção fortemente influenciada pelas agruras de quem deseja ardentemente que este período pandémico se torne numa mera recordação e que, curiosamente, até tem um travo sonoro luminoso e sorridente, devido a uma melodia de teclado repetitiva, em redor da qual diferentes registos vocais, várias interseções de cordas acústicas e eletrificadas e diversos elementos percurssivos se vão manifestando, num resultado final assumidamente pop. Confere Are We Alright Again e o artwork e tracklist de Earth To Dora...

EELS - Are We Alright Again

01 “Anything For Boo”
02 “Are We Alright Again”
03 “Who You Say You Are”
04 “Earth To Dora”
05 “Dark And Dramatic”
06 “Are You Fucking Your Ex”
07 “The Gentle Souls”
08 “Of Unsent Letters”
09 “I Got Hurt”
10 “OK”
11 “Baby Let’s Make It Real”
12 “Waking Up”

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publicado por stipe07 às 13:02

Local Natives – Statues In The Garden (Arras)

Terça-feira, 22.09.20

Ano e meio depois do excelente registo Violet Street, um dos preferidos desta redação do catálogo de dois mil e dezanove, os norte-americanos Local Natives de Taylor Rice estão de regresso com o ambiente deslumbrante, luminoso e efervescente de Statues In The Garden (Arras), uma composição que começou a ser incubada na cidade francesa de Arras e que ganhou a sua roupagem final já no lado de lá do atlântico.

Local Natives lança single surpresa, junto com clipe psicodélico em animação

Statues In The Garden (Arras) aprimora os elementos marcantes que têm balizado o adn sonoro da banda de Silver Lake desde a estreia, cimentados por teclados efusiantes, muitas vezes agregados a detalhes pontuais, como palmas, distorções de guitarra e outross efeitos sintetizados, nuances que definem o arquétipo desta canção e de um modo particularmente renovado, emotivo e delicioso. 

Statues In The Garden (Arras) também já tem direito a um psicadélico e sugestivo vídeo da autoria de Jamie K Wolfe e no qual uma personagem passeia por diferentes cenários sempre pontuados por limões, frutos que vão ocupando o cenário e a nossa imaginação, das mais variadas formas. Confere...

Local Natives - Statues In The Garden (Arras)

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publicado por stipe07 às 13:39

EELS – Who You Say You Are

Segunda-feira, 07.09.20

Dois anos depois do excelente registo The Deconstruction, os Eels de E (Mark Oliver Everett), Kool G Murder e P-Boo regressaram recentemente com um novo single intitulado Baby Let's Make It Real, que foi gravado no estúdio da banda em Los Feliz, na Califórnia, que vai ter direito a uma edição em formato single de sete polegadas e que, para já, não vem, infelizmente, acompanhado com o anúncio de um novo disco do grupo.

EELS Drop Another Surprise Single: 'Who You Say You Are'

Como certamente os mais atentos se recordam, Baby Let's Make It Real era uma canção com um registo melódico orelhudo, assente num formato eminentemente pop rock lo fi ditado através da distorção da guitarra e dos arranjos das teclas, de forte índole melancolica e introspetica e de uma percurssão bastante aditiva.

Agora, algumas semanas depois da divulgação desse novo tema, os Eels disponibilizam o labo b dessa canção. Trata-se do tema Who You Say You Are, uma composição que nos embala e nos convida a partilhar algumas angústias e desejos plasmados, enquanto pisca o olho à tradição da melhor indie folk norte-americana. Confere...

EELS - Who You Say You Are

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publicado por stipe07 às 13:50

Father John Misty – To S. / To R.

Sábado, 22.08.20

Já passaram dois anos desde que Josh Tillman nos ofereceu o extraordinário registo God's Favorite Costumer, um dos melhores discos de dois mil e dezoito para esta redação, concebido por um dos artistas mais queridos deste espaço de crítica musical, sempre absorvido nos seus dilemas, vulnerabilidades e inquietações pessoais, enquanto ensaia, em cada álbum, uma abordagem tremendamente empática e próxima com o ouvinte, sem se deslumbrar e perder a sua capacidade superior de criar canções assentes num luminoso e harmonioso enlace entre cordas e teclas, que dão vida a temas carregados de ironia e de certo modo provocadores.

Father John Misty lança as faixas inéditas "To R." e "To S."

E Father John Misty está de regresso e em dose dupla com To S. e To R., duas canções gravadas em Los Angeles com a preciosa ajuda dos produtores Dave Cerminara e Bobby Krlic (The Haxan Cloak) e que mostram o músico norte-americano em excelente forma. São duas composições bonitas e sentidas, repletas de orquestrações opulentas e com um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. De facto, em ambas, chega a ser inquietante o modo impressivo e realista como Joshua Tillman se senta ao piano ou coloca a viola no regaço e nos faz acreditar que pode ser possível confiar nestes temas para descobrirmos melhores caminhos e atalhos principais e secundários para a suprema felicidade, ou como ponto de partida para a redenção pessoal. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:05

James Blake – You’re Too Precious

Domingo, 26.04.20

James Blake - You're Too Precious

Tem cerca de um ano Assume Form, o último registo de originais do londrino James Blake, um álbum que, curiosamente, acabou por afastar o músico um pouco dos holofotes e da vida pública. No entanto, o estado atual global de confinamento parece ter provocado em Blake uma nova vontade de mostrar serviço, que se tem materializado em algumas aparições ao vivo no seu instagram, desde Los Angeles, onde habita atualmente. Nesses mini-concertos Blake já cantou vários clássicos do seu catálogo, mas também uma versão muito feliz de No Surprises, grande tema dos Radiohead e, numa outra aparição,  uma cover de  Georgia On My Mind, original de Ray Charles, gravado em mil novecentos e sessenta e de The First Time Ever I Saw Your Face, um tratado folk da autoria de Roberta Flack, gravado em mil novecentos e sessenta e nove e que ganhou enorme notoriedade quando fez parte da banda sonora de Play Misty Fo Me, o primeiro filme de Clint Eastwood.

Agora, muito recentemente, James Blake coloca a cereja no topo do bolo com a edição de um novo single original. A canção chama-se You're Too Precious, encarna uma paisagem sonora assente num minimalismo eletrónico eminentemente etéreo e com uma forte vocação experimental e está impregnada com uma beleza e uma complexidade tal que merece ser apreciada com particular devoção. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:04

Luke Sital-Singh – Almost Home

Domingo, 01.03.20

Depois da edição, em dezembro último, de uma cover do clássico Strange & Beautiful (I’ll Put A Spell On You), um original de dois mil e dois do projeto Aqualung, e que sucedeu aos EPs Just A Song Before I Go e Weight Of Love e ao disco A Golden State, o britânico Luke Sital-Singh, agora radicado na costa oeste do outro lado do Atlântico, prepara-se para lançar um EP recheado de colaborações, intitulado New Haze, e que chegará aos escaparates a três de abril, através da etiqueta The Orchard.

Almost Home é o primeiro tema divulgado desse EP, uma composição cujos créditos Sital-Singh divide com o amigo Steve Aeillo (Lana Del Ray, Mumford & Sons, Thirty Seconds To Mars) e na qual o músico se debruça sobre os normais dilemas de quem fez uma mudança de residência e de vida transatlântica e de como isso pode redifinir aquele conceito de casa que todos temos e que pode variar imenso de pessoa para pessoa.

Sonoramente, Almost Home oferece-nos pouco mais de três minutos luminosos e vibrantes, aviados com cordas e outros arranjos eletrificados impregnados de uma pegada folk eminentemente melancólica, num resultado final tremendamente fiel ao espírito intimista e profundamente reflexivo do músico britânico e ao misticismo a à inocência que a sua filosofia sonora, na génese, transborda. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:48

Tame Impala – The Slow Rush

Quinta-feira, 20.02.20

Quase cinco anos após Currents e a testar os limites da nossa paciência devido a tão prolongado hiato, eis que os australianos Tame Impala de Kevin Parker voltam, finalmente, aos discos com The Slow Rush, o novo registo de originais do projeto, um alinhamento com doze músicas gravadas, produzidas e misturadas pelo próprio Parker entre Los Angeles e o estúdio do artista em Fremantle, na Austrália, onde reside. The Slow Rush viu a luz do dia à boleia da Modular Records, a habitual etiqueta do grupo.

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Banda fundamental daquele prisma sonoro em que eletrónica e psicadelia se juntam de modo a descobrir novos sons, dentro de um espetro eminentemente pop, há mais de uma década que os Tame Impala refletem essa permissa para a exploração de um universo muito pessoal e privado de Kevin Parker, o grande mentor do projeto. E fazem-no situando-se na vanguarda das propostas musicais dessa área, mas também com um forte pendor nostálgico, também uma das inconfundíveis pedras de toque da discografia dos Tame Impala, nuance que começou por olhar com gula para o período setentista, mas que mais recentemente tem apontado baterias à década seguinte.

Ora, este último travo amplifica-se em The Slow Rush, um trabalho que se mantém, portanto, na peugada eminentemente oitocentista que marcou o antecessor Currents, uma filosofia estilística idealizada, como já disse, quase única e exclusivamente por Parker e que, mais do que nunca, é hoje feita de constantes encaixes eletrónicos durante a construção melódica, aos quais se juntam um almofadado conjunto de vozes em eco e guitarras mágicas que se manifestam com uma mestria instrumental única.

Excelentes exemplos dessa guinagem profunda oitocentista estão bem audíveis no vistoso e exuberante jogo entre o orgânico e o sintético que é possível contemplar em Gilmmer, no cósmico charme de Breathe Deeper e na daftpunkiana Is It True, com o apontar de novas pistas futuras, burilado em temas como Lost In Yesterday, canção sobre as nossas memórias, principalmente as menos felizes e a dificuldade natural que todos sentimos para exorcizar alguns demónios que nos atormentam por causa de eventos passados, ou Phostumous Forgiveness, longa e estratosférica canção, uma junção daquilo que eram inicialmente duas composições distintas e que flui de modo homogéneo e no universo próprio da banda e da sonoridade em que se insere, rebocada pela mestria vocal de Parker e pela multiplicidade de efeitos que cria com a guitarra elétrica, assim como o groove que oferece ao tema o baixo e uma habilidade inata do grupo no manuseamento dos sintetizadores e da percussão.

Conhecidos por nos transportar até aos dias em que os homens eram homens, as raparigas eram girl-groups e a vida revolvia em torno da ideia de expandir os pensamentos através de clássicos de blues rock, com os Cream ou Jimmy Hendrix à cabeça, em The Slow Rush os Tame Impala não fogem à regra deste modus operandi, replicando e aprimorando a fórmula dos recentes antecessores, através de doze canções impecavelmente estruturadas, algumas com uma vibração excitante e onde, no fundo, mais guinadela menos guinadela por alguns dos fundamentos da história da pop contemporânea, mantém-se a temática de revisão da psicadelia que busca pontos de encontro com o rock clássico, proposto há mais de quatro décadas por gigantes que se entregaram ao flutuar sonoro da lisergia. Espero que aprecies a sugestão...

Tame Impala - The Slow Rush

01. One More Year
02. Instant Destiny
03. Borderline
04. Posthumous Forgiveness
05. Breathe Deeper
06. Tomorrow’s Dust
07. On Track
08. Lost In Yesterday
09. Is It True
10. It Might Be Time
11. Glimmer
12. One More Hour

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publicado por stipe07 às 13:11

Grouplove – Deleter

Quinta-feira, 16.01.20

Grouplove - Deleter

Terminou a espera e será, finalmente, em dois mil e vinte, que irá ver a luz do dia o sucessor do excelente registo Big Mess que os norte-americanos Grouplove de Hannah Hooper e Christian Zucconi, editaram em dois mil e dezasseis. Ainda sem nome divulgado, o registo já tem, no entanto, um tema divulgado, intitulado Deleter.

Com direito a um fantástico vídeo assinado por Chris Blauvelt e em que se vê os membros da banda de Los Angeles de macacões laranja a interpretar o tema, Deleter foi gravada e produzida por Dave Sitek (TV On The Radio, Yeah Yeah Yeahs, Weezer) em El Paso, no Texas, sendo alimentada por teclas abrasivas, linhas de guitarras estridentes e uma bateria extremamente rápida, um modus operandi implacável e vigoroso, no modo como interpreta alguns dos cânones fundamentais do rock alternativo de cariz mais rugoso. Confere...

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publicado por stipe07 às 11:16

Papercuts – Kathleen Says EP

Quarta-feira, 15.01.20

Quatro anos depois do excelente Life Among The Savages, os Papercuts regressaram às luzes da ribalta em outubro de dois mil e dezoito com Parallel Universe Blues, dez canções que viram a luz do dia à boleia da Slumberland Records, a nova etiqueta deste projeto encabeçado por Jason Robert Quever e David Enos e oriundo de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos da América. Sexto disco do cardápio dos Papercuts e, como já referi, primeiro na Slumberland, Parallel Universe Blues continha um alinhamento com canções assentes no cruzamento feliz entre melodia e voz, com a escolha assertiva dos arranjos a nunca ofuscar o brilho que as cordas sempre tiveram no catálogo dos Papercuts. Esta era, de facto, uma nuance fundamental desse novo registo do projeto que, tematicamente, reflete a mudança de Jason Quever de São Francisco para Los Angeles, ocorrida à época.

Resultado de imagem para Papercuts Kathleen Says EP

Foram vários os singles já retirados desse excelente trabalho dos Papercuts, sendo, talvez, o mais badalado, Laughing Man, uma composição que, como os mais atentos se recordarão, estava coberta por um manto de monumentalidade e epicidade únicos. No entanto, um dos temas mais relevantes de Parallel Universe Blues e que merece também superior destaque é, sem dúvida, Kathleen Says, a sexta composição do alinhamento do registo. Foi editada em single, no início da passada primavera, com direito a um EP próprio, com 2 b sides: uma cover do clássico Blues Run The Game, da autoria de Jackson C. Frank e uma versão acústica de Comb In Your Hair., um dos temas mais emblemáticos do passado discográfico dos Papercuts.

Em Kathleen Says, uma guitarra abrasiva e com um elevado timbre metálico, variações percurssivas constantes e deliciosamente encadeadas com o baixo e uma luminosidade melódica ímpar, são os grandes atributos de uma canção repleta de diversos detalhes preciosos, fundamental para conferir uma tonalidade refrescante e inédita ao alinhamento de um disco cheio de personalidade, com uma produção cuidada e que nos aproxima do que melhor propõe atualmente a música independente americana contemporânea. Confere o EP Kathleen Says, o alinhamento de Parallel Universe Blues e espero que aprecies a sugestão...

Papercuts - Kathleen Says

01. Kathleen Says
02. Blues Run The Game
03. Comb In Your Hair

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publicado por stipe07 às 10:08

Black Marble – Bigger Than Life

Terça-feira, 07.01.20

Os Black Marble são Chris Stewart e Ty Kube, uma dupla natural de Brooklyn, mas agora sedeada em Los Angeles, que se estreou nos discos em outubro de dois mil e doze, através da Hardly Art, com o registo A Different Arrangement, onze canções que carimbaram desde logo a sonoridade de uma banda, que nos remeteu, no imediato, para o classicismo sonoro dos anos setenta e oitenta. Tal impressão teve sequência com o excelente sucessor It's Immaterial, editado também em outubro, mas de dois mil e dezasseis, mantendo-se o décimo mês do ano como período período predileto paras o lançamento de registos, já que Bigger Than Life, o terceiro álbum do projeto, viu a luz do dia precisamente nesse mês do último ano.

Resultado de imagem para Black Marble Bigger Than Life

Apesar de serem uma dupla, nos Black Marble quem assume as rédeas é Chris Stewart, que começou a escrever o conteúdo de Bigger Than Life depois da mudança recente de Nova Iorque para a outra costa, uma mudança física e ambiental que acabou por inspirar o músico, que, de acordo com o próprio, no primeiro dia em que entrou em estúdio para gravar e olhou pela janela, ficou logo fascinado com a luz e o contraste entre o ceú e as montanhas que rodeiam a cidade dos anjos, um ambiente natural único que fax da principal cidade da costa oeste dos Estados Unídos um lugar especial e muito procurado.

A partir daí, e tendo presente esta conjuntura relativamente à incubação de Bigger Than Life, conforntamo-nos com um alinhamento bastante coeso de onze canções de forte cariz retro, já que têm como receituário fundamental o classicismo sonoro dos anos setenta e oitenta. é uma estética que não recusa a originalidade e a autenticidade que já são imagem de marca do som identitário dos Black Marble, mas que os mesmos tentam recontextualizar e fazer progredir, tendo sempre como pano de fundo aquela premissa que há trinta anos atrás colocava o sintetizador analógico na linha da frente e a nostalgia na proa das construções melódicas.

A própria postura vocal de Stewart abraça a tonalidade típica de um Ian Curtis que se rege pelo baixo, irrepreensível em Grey Eyeliner, e por batidas insistentes, o que ajuda imenso a criar uma certa tensão melancólica, que também é uma das traves mestras do disco e que terá como ponto forte a vibe surf de Daily Driver, uma das composições mais encantadoras do registo, a par dos fragmentos de sons sintetizados e distorcidos de Feels.

Em suma, neste Bigger Than Life as composições refletem, com alguma minúcia, estados de alma e os contextos que definem o momento atual de Stewart, através de um código específico, tal é a complexidade e a criatividade que estão nelas plasmadas. Tema após tema, o álbum transcende-se e sente-se uma emoção histórica que se encaixa também confortavelmente na tradição gótica dos anos oitenta, mas com uma leitura mais contemporânea, tudo agregado através de uma produção minimal, mas brilhante. Espero que aprecies a sugestão...

Black Marble - Bigger Than Life

01. Never Tell
02. One Eye Open
03. Daily Driver
04. Feels
05. The Usual
06. Grey Eyeliner
07. Bigger Than Life
08. Private Show
09. Shoulder
10. Hit Show
11. Call

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publicado por stipe07 às 18:05






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