Segunda-feira, 6 de Maio de 2019

Cage The Elephant - Social Cues

Já tem sucessor Tell Me I'm Pretty, o álbum que os norte americanos Cage The Elephant, de Matt Schultz (voz), Brad Schultz (guitarra), Jared Champion (bateria), Daniel Tichenor (baixo) e Lincoln Parish (guitarra), lançaram no final de dois mil e quinze e que na altura nos conduziu por uma verdadeira road trip, à boleia das cordas, da bateria e do sintetizador, uma viagem lisérgica que contou com um complemento de versões acústicas dois anos depois, intitulado UnpeeledSocial Cues é o nome do quinto e novo registo discográfico desta banda oriunda de Bowling Green, no Kentucky, viu a luz a dezanove de abril, foi produzido por John Hill e contém um alinhamento de treze temas que conta com a participação especial de Beck na canção Night Running.

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A composição deste novo álbum dos Cage The Elephant é bastante inspirada no final de uma relação amorosa de Matt Schultz, que criou nas letras que escreveu para alguns dos temas personagens que recriam eventos e pensamentos da sua história pessoal mais recente. Aproveitando esse momento introspetivo, Matt acabou por ir um pouco mais além da sua esfera pessoal e refletiu também sobre o modo como nos dias de hoje nos relacionamos pessoal e socialmente, enquanto vivemos e procuramos ser felizes em ambientes onde o frenesim, a impessoalidade, a competitividade, a ausência constante de valores e a busca incessante do material são presenças constantes e factores de pressão indesmentíveis.

Descrito este enredo musical, feito de poesia que tanto pode exalar descontentamente e frustração, como uma certa euforia e júbilo, a materialização sonora do mesmo assenta numa filosofia interpretativa bastante heterogénea, num alinhamento que oscila também entre dois pólos aparentemente opostos, ou seja, numa lógica de coerência entre letras e musica, entre momentos ruidosos e expansivos e instantes menos ritmados e agitados. Assim, se uma constante sensação de irritação percetível em Broken Boy ganha vida à custa de uma guitarra que a espaços se insinua, no meio de uma batida dominante, já Ready To Let Go balança entre a típica rugosidade do rock feito sem adereços desnecessários, mas que impressiona pela forma como as cordas são manuseadas e produzidas e a calorosa e acústica pop, misturada com um salutar experimentalismo psicadélico. Este lado mais ritmado e eufórico do registo é reforçado pelo fuzz da guitarra da luminosa Black Madonna, pelo rugoso travo psicadélico de House of Glass e pelo instinto pop que sustenta The War Is Over. Já o tema homónimo, por exemplo, querendo dar ao ouvinte algumas pistas sobre como deve agir socialmente perante determinada situação menos pacífica, acaba por fazer parte do conjunto de composições mais minimalistas e soporíferas, no modo como vê a componente da letra enfatizada através de uma opção sonora que primou pela discrição, apenas com a bateria e uma suave guitarra a servirem de pano de fundo para a mensagem. O piano que conduz Goodbye, a melodia sintética e os flashes cósmicos que adocicam Skin And Bones e o clima algo enevoado e lisérgico de What I'm Becoming, sendo canções que oferece ao disco uma maior dose de imprevisibilidade e ineditismo e talvez pensadas para fugirem aos habituais cânones em termos de formatação sonora dos Cage The Elephant, proporcionam-nos os tais instantes mais reflexivos e intimistas.

Álbum com um pretexto explícito, mensagens contundentes e uma identidade bem definida, Social Cues suga-nos para uma centrifugadora que mistura alguns dos mais saborosos ingredientes do rock alternativo atual, com um resultado que te faz sentir emoções fortes e verdadeiramente inebriantes, num alinhamento que nos deixa constantemente à espera que surja nos nossos ouvidos algo de imprevisível e inédito e que contribui para que sejamos definitivamente absorvidos pela mente insana de uma banda sem preocupações estilísticas ou de obediência cega a fronteiras sonoras e que voltou a criar um conjunto de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa, enquanto brincam com os nossos sentimentos mais íntimos. Espero que aprecies a sugestão...

Cage The Elephant - Social Cues

01. Broken Boy
02. Social Cues
03. Black Madonna
04. Night Running (Feat. Beck)
05. Skin And Bones
06. Ready To Let Go
07. House Of Glass
08. Love’s The Only Way
09. The War Is Over
10. Dance Dance
11. What I’m Becoming
12. Tokyo Smoke
13. Goodbye


autor stipe07 às 18:22
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2019

Cage The Elephant – Ready To Let Go

Cage The Elephant - Ready To Let Go

Já tem sucessor Tell Me I'm Pretty, o álbum que os norte americanos Cage The Elephant, de Matt Schultz (voz), Brad Schultz (guitarra), Jared Champion (bateria), Daniel Tichenor (baixo) e Lincoln Parish (guitarra), lançaram no final de dois mil e quinze e que na altura nos conduziu por uma verdadeira road trip, à boleia das cordas, da bateria e do sintetizador, uma viagem lisérgica que contou com um complemento de versões acústicas dois anos depois, intitulado Unpeeled. Social Cues é o nome do quinto e novo registo discográfico desta banda oriunda de Bowling Green, no Kentucky, vai ver a luz a dezanove de abril próximo, foi produzido por John Hill e Ready To Let Go é o primeiro single divulgado de um alinhamento de treze temas que conta com a participação especial de Beck na canção Night Running.

A composição deste novo álbum dos Cage The Elephant é bastante inspirada no final de uma relação amorosa de Matt Schultz, que criou nas letras que escreveu para alguns dos temas personagens que recriam eventos e pensamentos da sua história pessoal mais recente. Ready To Let Go insere-se nesse rol de temas autobiográficos e sonoramente balança entre a típica rugosidade do rock feito sem adereços desnecessários, mas que impressiona pela forma como as cordas são manuseadas e produzidas e a calorosa e acústica pop, misturada com um salutar experimentalismo psicadélico. O single tem também já direito a um vídeo que foi pensado pelo próprio Matt, dominado pelo vermelho, preto e branco e onde se pode observar uma espécie de ritual bizarro, onde não faltam lágrimas de sangue, fatos exótics, danças peculiares. Confere...


autor stipe07 às 10:37
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015

Cage The Elephant – Tell Me I’m Pretty

Lançado no passado dia dezoito de dezembro pela RCA Records, Tell Me I'm Pretty é o quarto álbum dos norte americanos Cage The Elephant, uma banda formada por Matt Schultz (voz), Brad Schultz (guitarra), Jared Champion (bateria), Daniel Tichenor (baixo) e Lincoln Parish (guitarra) e oriunda de Bowling Green, no Kentucky. Este novo disco dos Cage The Elephant foi produzido por Dan Auerbach e conduz-nos por uma verdadeira  road trip, à boleia das cordas, da bateria e do sintetizador, uma viagem lisérgica através do tempo, até há quase meio século, em completo transe e hipnose.

Da psicadelia à dream pop, passando pelo shoegaze e agora também pelo chamado space rock, são várias as vertentes e influências sonoras que podem descrever a sonoridade dos Cage The Elephant, que atravessam o momento mais confiante, criativo e luminoso da sua já respeitável carreira. O baixo impetuoso e o riff de guitarra imponente de Dry Baby empurram-nos para um ambiente muito próprio, simultaneamente denso e dançável, em pouco mais de quatro minutos que são um verdadeiro compêndio de um acid rock eletrónico despido de exageros desnecessários, mas apoteótico.

Fica dado o mote para um registo com elevado efeito soporífero, mas também acessível e do agrado de um público mais abrangente, como se percebe logo em Mess Around e Sweetie Little Jean, canções que mantêm o fuzz da guitarra da primeira canção, mas onde também sobressai a luminosidade folk de algumas cordas com um espírito particularmente jovem e bastante beliçoso, que nos recordam o período aúreo da pop sessentista. E a verdade é que com estes temas iniciais ficam logo plasmadas as verdadeiras intenções dos Cage The Elephant, que, não caindo na tentação de complicar, mostram-se mais corajosos e abertos a um saudável experimentalismo que não os inibe de se manterem concisos e diretos, mas que mostra novos atributos e maior competência no modo como separam bem os diferentes sons e os mantêm isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às canções.

Disco impregnado de sons hipnóticos e melodias psicadélicas, muito apropriadas para quem é viciado por música e pela capacidade que ela pode ter de provocar reações físicas verdadeiramente psicotrópicas, Tell Me I'm Pretty balança, portanto, entre a típica rugosidade do rock feito sem adereços desnecessários, mas que impressiona pela forma como as cordas são manuseadas e produzidas e a calorosa e acústica pop, misturada com um salutar experimentalismo psicadélico. Se a primeira nuance acaba por fazer também juz ao universo sonoro que mais agrada a Dan Auerbach e que em temas como Too Late To Say Goodbye e That's Right, mas principalmente em Punchin' Bag fica claramente explícito, já o segundo aspeto mais notado neste alinhamento, com pontos altos assentes na luminosidade de Cold Cold Cold, na epicidade e na cândura de Trouble, é aquele que nos oferece maior dose de imprevisibilidade e ineditismo,  várias vezes pensada para fugir aos habituais cânones em termos de formatação sonora.
A minha noção de identidade faz-me desde logo suspeito relativamente à isenção da análise, mas a verdade é que é em Portuguese Knife Fight que acabas por ser sugado para uma espécie de centrifugadora, que mistura alguns dos mais saborosos ingredientes do rock alternativo atual, com um resultado que te faz sentir emoções fortes e verdadeiramente inebriantes, numa canção que é um verdadeiro caldeirão sonoro, onde o experimentalismo dita a sua lei, principalmente nos efeitos e no fuzz que é debitado nas guitarras. E este tema que encerra Tell Me I'm Pretty é um retrato fiel e conciso de uma coleção de temas que nos deixam constantemente à espera que surja nos nosso ouvidos algo de imprevisível e inédito e que contribui para que sejamos definitivamente absorvidos pela mente insana de uma banda sem preocupações estilísticas ou de obediência cega a fronteiras sonoras e que voltou a criar um conjunto de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa e que, neste caso, desafiam os hábitos do sentido da audição, enquanto brincam com os nossos sentimentos mais íntimos. Espero que aprecies a sugestão...

Cage The Elephant- Tell Me I'm Pretty

01. Cry Baby
02. Mess Around
03. Sweetie Little Jean
04. Too Late To Say Goodbye
05. Cold Cold Cold
06. Trouble
07. How Are You True
08. That’s Right
09. Punchin’ Bag
10. Portuguese Knife Fight


autor stipe07 às 21:30
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Quarta-feira, 4 de Março de 2015

My Morning Jacket – Big Decisions

My Morning Jacket - Big Decisions

Os norte americanos My Morning Jacket de Jim James já têm sucessor para o aclamado Circuital (2011) e regressam aos discos a quatro de maio próximo com The Waterfall, um trabalho produzido novamente por Tucker Martine (The Decemberists, Modest Mouse, Neko Case).

Gravado maioritariamente em Stinson Beach, na Califórnia, mas também noutros locais como Portland ou a cidade natal da banda e com a luz do dia a ser possível com a chancela da insuspeita ATO Records, em parceria com a Capitol Records, The Waterfall será certamente mais um marco obrigatório na carreira desta banda já veterana mas ainda fundamental no universo sonoro norte americano. O indie rock psicadélico de Big Decisions, o primeiro single divulgado do disco, comprova claramente que este quinteto de Louisville, no Kentucky, deve continuar a merecer a nossa atenção. Confere...

Stinson Beach was so psychedelic and focused. It was almost like we lived on our own little moon out there. It feels like you’re up in the sky. - Jim James


autor stipe07 às 15:56
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Sexta-feira, 29 de Março de 2013

Jim James – Regions Of Light And Sound Of God

Depois de ter editado, nos My Morning Jacket, Circuital, em 2011, Jim James, um músico dessa banda e natural de Louisville, no Kentucky, está de regresso com Regions of Light and Sound of God, disco lançado a cinco de fevereiro pela ATO.

Regions Of Light And Sound Of God foi produzido, composto e gravado com base no solitário trabalho de Jim James e, por isso, o álbum acaba por ser, de maneira bastante natural, um reflexo da alma e da mente dele. Desde a forma como as guitarras são enquadradas nas melodias, até à escrita dos versos, tudo plasma uma atmosfera de perfeita solidão. Dentro desse propósito, cada instante ao longo do retrato de nove composições tem uma relação direta com a vida do músico, como se ele fosse uma personagem que se transforma na matéria-prima audível em Regions Of Light And Sound Of God.

Circuital era um disco um pouco confuso, fruto de uma fase dos My Morning Jacket em que não queriam rejeitar as melodias orgânicas e bucólicas que deram vida aos trabalhos iniciais dessa banda e, ao mesmo tempo, fundi-las com acabamentos mais atuais e futurísticos. Digamos que foi uma busca pelo chamado country alternativo, onde o campo se transformam na cidade e os agregados de distorção que se adicionaram às cordas, tornaram-se na base funcional do conteúdo do disco.

Regions of Light and Sound of God também flutua entre o passado e esse futuro bem exemplificado na capa, com James a caminhar num cenário minimalista delineado pelas cores, uma metáfora para a matéria urbana desta sua primeira obra a solo. Da voz que remete para a folk da década de setenta, passando pela ponderação sonora, tudo se organiza de forma contrastante e cada realce musical abordado pelo disco não deixa de transparecer uma visita ao passado. O velho e o novo, o futurístico e arcaico, a simplicidade de uma corda e a excentricidade de um sintetizador, balançam entre si e dividem protagonismos, com coerência e bom gosto.

Num artista iniciante, esta fórmula difusa talvez resultasse num exercício cheio de antagonismos desligados e incoerências; Nas mãos de Jim James, um veterano nestas andanças, o casamento desta bipolaridade sonora resulta na perfeição, porque há ordem na forma como, em cada composição, as guitarras se dissolvem nas típicas propostas ambientais acústicas, ao mesmo tempo que são adornadas por distorções orgânicas e eletrónicas. Assim, temas que à partida poderiam ter um conteúdo mais simplista, acabaram por aflorar num cenário de arranjos, versos e sensações naturalmente grandiosas, um reforço necessário para a boa forma da obra.

Diferente de tantos outros registos que até brincam com as mesmas perceções musicais do artista, Regions Of Light and Sound of God é um trabalho que encanta justamente pelos instantes de nostalgia dissolvidos pelo álbum. A dor e as pequenas interpretações quotidianas de James são universais, fator que converte o álbum num trabalho naturalmente clássico e construído em cima de referências vintage, mas atuais. Espero que aprecies a sugestão...

01. State of the Art (A.E.I.O.U)
02. I Didn’t Know Til Now
03. Dear One
04. A New Life
05. Exploding
06. Of The Mother Again
07. Actress
08. All Is Forgiven
09. God’s Love To Deliver

9032

 


autor stipe07 às 22:00
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Silver Tongues – Black Kite

Os Silver Tongues, que começaram por ser um projeto a solo liderado por David Cronin que depois acrescentou outros músicos de Louisville, no Kentucky, nomeadamente James Hewett, Jacob Heustis, Michael Campbell e Brian Cronin, é uma banda que descobri há poucos dias e que tendo em conta Black Kite, o disco de estreia lançado no passado dia vinte e cinco de outubro através da Karatebody Records, ainda não sabem muito bem sonoramente que tipo de banda querem um dia ser. Começaram por se mostrar ao mundo com o single Ketchup, mas não é por essa amostra que se pode sentir o verdadeiro pulsar do que é este Black Kite.

Se a citada Ketchup assenta numa explosão de fuzz rock radiante que soa como uma espécie de cruzamente do período Joshua Tree dos U2 com o rock japonês, Black Kite é, acima de tudo, construído sobre melodias blues fantasmagóricas, adornadas com texturas sonoras típicas não só do rock, mas também da pop. Excelente exemplo é a canção título, feita de movimentos lentos tocados por violões, acompanhados pela voz em eco de David Cronin, apoiada ocasionalmente por uma bateria que vai crescendo. E não só nesta canção como noutras, tem-se aquela sensação de introspecção que muitas vezes se obtia através do brilho do rock dos anos oitenta, devido aos sintetizadores. Quase que apetece fazer o exercício de pegar em algumas destas canções, imaginar que foram construídas tendo como base um fundo acústico e que de seguida, por camadas, foram sendo acrescentadas a bateria, guitarras e sintetizadores, até explodirem em verdadeiros hinos rock, com destaque para a minha música favorita do disco, Warsaw, que até inclui uma secção rítmica completa. Outra grande canção é Hope For, envolta num eco estranho, de modo que a voz de Cronin parece flutuar, sem corpo, acima de um banco de nevoeiro sonoro e nublado. Aliás, a voz é outro grande atrativo deste Black Kite; Fresco e sereno, sem grandes vibrações, Cronin canta com enorme facilidade e nunca se ouve desafinar mesmo nos registos mais altos.

Em suma, Black Kite é um disco com as influências bem identificadas, carregado de uma heterogeneidade óbvia que salta do barroco (Warsaw) ao indie rock (Ketchup) e por isso quase apetece desejar que os Silver Tongues nunca encontrem verdadeiramente um rumo auditivo e se mantenham nesta aparente indecisão sonora. Espero que aprecies a sugestão...

01. Highways
02. Ketchup
03. Black Kite
04. Warsaw
05. Hope For
06. Wet Dawg
07. Broken Strings
08. Greater Times
09. Home


autor stipe07 às 13:03
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