Quinta-feira, 20 de Junho de 2019

Swimming Tapes - Morningside

Os Swimming Tapes são os norte irlandeses Louis Price, Robbie Reid, Paddy Conn e Jason Hawthorne e o baterista inglês Andrew Evans, cinco amigos sedeados em Londres e que estão a surpreender a crítica com Morningside, o registo de estreia do grupo, que viu a luz do dia recentemente, à boleia da Sub Pop Records.

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Com dois EPs em carteira antes do lançamento deste longa duração, os Swimming Tapes gravaram Morningside nos estúdios Haggerston, no leste de Londres, com a ajuda de Paddy Baird (Kowalski, Two Door Cinema Club, Warm Digits) e contaram com Tom Schick (Wilco, Nora Jones, Glen Hansard) para a mistura do mesmo, feita no outro lado do atlântico, em Chicago, nos míticos estúdios Loft de Chicago, propriedade dos Wilco de Jeff Tweedy.

Há uma emotividade em constante latejo e uma forte sensação de nostalgia na indie pop de Morningside, um disco que reluz à medida que escorre nos nossos ouvidos, não só por causa dos sons ritmados que sustentam a inegável mestria melódica que carateriza praticamente todos os seus temas, mas também devido ao charme dos arranjos de guitarra e de uma prestação vocal em que sobriedade e sensibilidade se fundem com particular bom gosto. A serenidade vocal de Robbie e Louis é pouco usual e juntos denotam uma imensa cumplicidade, que adiciona um travo fascinante e ainda mais envolvente a um registo que soa, no seu todo, otimista, alegre e descontraído.

De facto, desde as primeiras notas de Passing Ships que se percebe que há algo de muito especial e de deliciosamente ternurento em Morningside. E depois, canções como Pyrenees, o mais recente single divulgado de Morningside, uma composição que mistura de modo deliciosamente sonhador cordas luminosas e vibrantes com uma bateria viciante, a enigmática See It Out e a dançante Out Of Line, estando cobertas por uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica indisfarçáveis, potenciam enormemente a elevada bitola qualitativa de uma estreia auspiciosa e extraordinariamente jovial, um disco que seduz pela forma genuína e simples como retrata eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro e fantástico e excelente para ser escutado num dia de sol acolhedor como os que certamente nos aguardam para muito em breve. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 15:10
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Sábado, 23 de Março de 2019

Swimming Tapes - Passing Ships

Os Swimming Tapes são os norte irlandeses Louis Price, Robbie Reid, Paddy Conn e Jason Hawthorne e o baterista inglês Andrew Evans, cinco amigos sedeados em Londres e que se preparam para surpreender a crítica com Morningside, o registo de estreia do grupo, que verá a luz do dia na próxima primavera, à boleia da Sub Pop Records.

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Já com dois EPs em carteira, os Swimming Tapes gravaram Morningside nos estúdios Haggerston, no leste de Londres, com a ajuda de Paddy Baird (Kowalski, Two Door Cinema Club, Warm Digits) e contaram com Tom Schick (Wilco, Nora Jones, Glen Hansard) para a mistura do mesmo, feita no outro lado do atlântico, em Chicago, nos míticos estúdios Loft de Chicago, propriedade dos Wilco de Jeff Tweedy.

Depois de nos terem deslumbrado com o single Pyrenees há alguns dias atrás, agora chegou a vez de contemplarmos Passing Ships, o novo avanço divulgado de Morningside, uma composição ainda mais luminosa que a anterior, bastante efusiva e otimista e que mistura de modo deliciosamente sonhador cordas vibrantes, com um efeito metálico muito vincado e, por isso, repleto de charme, com mais um registo percurssivo viciante e novamente com a serenidade vocal a ser a cereja no topo do bolo de uma canção bastante apelativa e sedutora. Confere...


autor stipe07 às 12:27
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Quarta-feira, 13 de Março de 2019

Swimming Tapes - Pyrenees

Os Swimming Tapes são os norte irlandeses Louis Price, Robbie Reid, Paddy Conn e Jason Hawthorne e o baterista inglês Andrew Evans, cinco amigos sedeados em Londres e que se preparam para surpreender a crítica com Morningside, o registo de estreia do grupo, que verá a luz do dia na próxima primavera, à boleia da Sub Pop Records.

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Já com dois EPs em carteira, os Swimming Tapes gravaram Morningside nos estúdios Haggerston, no leste de Londres, com a ajuda de Paddy Baird (Kowalski, Two Door Cinema Club, Warm Digits) e contaram com Tom Schick (Wilco, Nora Jones, Glen Hansard) para a mistura do mesmo, feita no outro lado do atlântico, em Chicago, nos míticos estúdios Loft de Chicago, propriedade dos Wilco de Jeff Tweedy.

Pyrenees é o mais recente single divulgado de Morningside, uma composição que mistura de modo deliciosamente sonhador cordas luminosas e vibrantes com uma bateria viciante e com a serenidade vocal de Robbie e Louis, que juntos, denotando uma imensa cumplicidade, adicionam um travo fascinante e envolvente a uma música otimista, alegre e apelativa. Confere...


autor stipe07 às 11:52
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015

Girls Names – Arms Around A Vision

Cathal, Claire, Phil e Gib são os Girls Names, uma banda oriunda de Belfast, na Irlanda do Norte, de regresso aos discos com Arms Around A Vision, o  sucessor do aclamado The New Life (2013) e terceiro registo de originais deste quarteto. Este novo compêndio de canções viu a luz do dia no início de outubro através da Though Love, que o apresenta como uma carta de amor à elegância europeia, futurismo italiano, construtivismo russo, Zero alemão (de Heinz Mack e Otto Piene) e a Berlim de Bowie e Neubauten.

Sendo já um dos nomes mais interessantes do pós punk europeu contemporâneo, os Girls Names têm vindo a assumir uma sonoridade própria e particularmente intensa, sem deixarem de nos oferecer, dentro de um aparente caos e uma elevada dose ruido, um som adulto e jovial. E, com efeito, disco após disco, eles têm revelado o modo aprimorado como exploram uma abordagem crua ao rock, de modo progressivo, mas apimentado com uma elevada toada shoegaze, que procura captar o ouvinte mais sensível ao primor melódico, mas sem nunca colocar em causa a essência ruidosa do projeto. Reticence, o tema que abre o alinhamento de Arms Around A Vision, contém estes ingredientes, impressos no efeito metálico da guitarra que se estende depois na vigorosa An Artificial Spring, canção com uma densidade muito particular também por causa do ritmo imposto por uma bateria e um baixo que não desarmam em nenhum instante, enquanto nos oferecem um rock que há vinte atrás era considerado marginal e corrosivo na esfera sonora em que gravitam, mas que replicado por estes Girls Names soa intemporal, influente e até obrigatório.

Cada vez mais atraídos por um lado sonoro negro e cavernoso, este quarteto coloca o ruído e a distorção para o centro do seu processo criativo, com uma potência sonora intrigante, enquanto tentam escapar a todas categorias e gavetas do rock, ao mesmo tempo que as abarcam num enorme armário que, tendo tanto de caótico como de hermético, não deixa de se organizar com uma arrumação muito própria e sempre coerente. Há um forte sentido melódico na distorção da guitarra em Desire Oscilations e no punk caótico de Chrome Rose, que se torna mais incisivo em A Hunger Artist e Dysmorphia, assim como um ambiente psicadélico em Exploit Me que nunca compromete as vias auditivas, mesmo que, neste tema, o teclado e a voz possam distorcer a nossa mente.

Com a guitarra e a bateria a servirem, frequentemente, de elo de ligação entre os temas, Arms Around A Vison é um compêndio que impressiona pela monumentalidade rugosa que agrega um emaranhado de melodias que juntas constituem uma obra grandiosa e eloquente, ao mesmo tempo que cimenta o adn destes Girls Names, num disco pleno de ruido, espasmos de guitarra funk, ruído, contaminação cruzada de microfones e odes ao imprevisto. Espero que aprecies a sugestão...

Girls Names - Arms Around A Vision

01. Reticence
02. An Artificial Spring
03. Desire Oscillations
04. (Obsession)
05. Chrome Rose
06. A Hunger Artist
07. Málaga
08. Dysmorphia
09. (Convalescence)
10. Exploit Me
11. Take Out The Hand
12. I Was You


autor stipe07 às 18:17
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