man on the moon
music will provide the light you cannot resist! ou o relato de quem vive uma nova luz na sua vida ao som de algumas das melhores bandas de rock alternativo do planeta!
Hot Air Balloon - Keep Me Going
Os Hot Air Balloon são o Tiago e a Sarah-Jane, uma dupla luso-irlandesa que partilha não apenas a vida, mas também uma paixão profunda pela música. O seu encontro em Vigo, Galiza, na Espanha, em dois mil e nove, marcou o início de uma jornada artística e, desde aí, têm levado a sua música a diferentes palcos e criado laços com audiências em Portugal, Espanha e Irlanda.

O seu álbum de estreia, Behind The Wall, lançado em dois mil e dezasseis, foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Além disso, nesse mesmo ano, foram nomeados na categoria “Singer-songwriter” nos Independent Music Awards em Nova Iorque, que contava com artistas icónicos como Tom Waits e Suzanne Vega entre os membros do júri.
Os Hot Air Balloon acabaram por chamar a nossa atenção em abril último, devido a Come This Far, o primeiro single divulgado daquele que foi o segundo álbum do projeto, com esse mesmo nome, que viu a luz do dia a vinte e três de maio. Trata-se de um alinhamento de sete canções, construídas de forma orgânica, sempre partindo da simplicidade da guitarra e da voz. A partir desse ponto de partida íntimo, as composições ganharam forma, explorando camadas sonoras e emoções que se entrelaçaram naturalmente. O disco explora a jornada da sua vida em comum – os desafios, as alegrias e os momentos íntimos – convidando os ouvintes a entrar numa história que é deles, mas que ressoa com muitas outras. Embora profundamente pessoal, é um álbum universalmente relacionável.
Deste Come This Far dos Hot Air Balloon, temos hoje para partilhar Keep Me Going, o segundo single extraído do registo. Trata-se de uma canção em que o duo luso-irlandês cria uma ponte entre a saudade e a celebração. Com uma base de folk intimista enriquecida por arranjos de indie alternativo, a canção transforma a dor da perda num hino de esperança e continuidade. O videoclipe que acompanha o single foi inteiramente gravado e editado pela própria banda. Confere...
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Ólafur Arnalds e Talos – Bedrock (feat. Sandrayati)
Natural da belíssima Islândia, o compositor Ólafur Arnalds estreou-se em dois mil e sete com o disco Eulogy For Evolution, sendo um dos mais reputados compositores da atualidade. Combina música de orquestra com eletrónica, sempre com elevada elegância e com um cunho sentimental intenso. Estas serão certamente permissas muito presentes em A Drawning, um registo que vai chegar aos escaparates a onze de julho com a chancela do consórcio OPIA / Mercury KX.

A Drawing resultou de uma colaboração do músico irlandês com Eoin French, que assinava a sua música como Talos e que faleceu subitamente em agosto do ano passado, depois de doença prolongada. Ólafur e French tinham começado a incubar as oito canções de A Drawing no início de dois mil e vinte e três, quando ambos se conheceram no Safe Harbour Festival, que se realizou na cidade irlandesa de Cork, por intermédio de Mary Hickson, um amigo comum, que os incitou a comporem juntos.
O esqueleto das canções de A Drawning ficou pronto ainda antes do desaparecimento de French e Ólafur deu-lhes os retoques finais, que poderão ser contemplados por todos nós num álbum que vai ser, com toda a certeza, um marco discográfico do ano, no espetro da música clássica de perfil mais eletrónico e ambiental.
Essa certeza ficou logo patente em Signs, a segunda composição do alinhamento de A Drawning, o primeiro tema que os dois artistas criaram juntos e escolhido como single de apresentação do disco. Agora, cerca de três semanas depois de termos escutado Signs, uma canção sonoramente muito complexa e encantadora, desenvolvida dentro de uma ambientação essencialmente experimental e que exalava uma sensação única de beleza e de efeitos contrastantes dentro de nós, temos a possibilidade de conferir Bedrock, o terceiro tema do alinhamento de A Drawning e que conta com a participação especial de Sandrayati.
Bedrock é uma canção carregada de contrastes, um sereno, comovente e encantador minimalismo, feliz no modo como a voz da filipina Sandrayati se entranha com ímpar destreza no falsete imperturbável de Talos, em quase cinco minutos que enquanto nos convidam à reflexão e à interioridade, nos transportam para um oásis de sonho e tranquilidade. Confere...
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Ólafur Arnalds e Talos – Signs
Natural da belíssima Islândia, o compositor Ólafur Arnalds estreou-se em dois mil e sete com o disco Eulogy For Evolution, sendo um dos mais reputados compositores da atualidade. Combina música de orquestra com eletrónica, sempre com elevada elegância e com um cunho sentimental intenso. Estas serão certamente permissas muito presentes em A Drawning, um registo que vai chegar aos escaparates a onze de julho com a chancela do consórcio OPIA / Mercury KX.

A Drawing resultou de uma colaboração do músico irlandês com Eoin French, que assinava a sua música como Talos e que faleceu subitamente em agosto do ano passado, depois de doença prolongada. Ólafur e French tinham começado a incubar as oito canções de A Drawing no início de dois mil e vinte e três, quando ambos se conheceram no Safe Harbour Festival, que se realizou na cidade irlandesa de Cork, por intermédio de Mary Hickson, um amigo comum, que os incitou a comporem juntos.
O esqueleto das canções ficou pronto ainda antes do desaparecimento de French e Ólafur deu-lhes os retoques finais, que poderão ser contemplados por todos nós num álbum que vai ser, com toda a certeza, um marco discográfico do ano, no espetro da música clássica de perfil mais eletrónico e ambiental. Essa é a ideia que nos sugere Signs, a segunda composição do alinhamento de A Drawing e o primeiro tema que os dois artistas criaram juntos. Signs é uma canção sonoramente muito complexa e encantadora, desenvolvida dentro de uma ambientação essencialmente experimental e que exala uma sensação única de beleza e de efeitos contrastantes dentro de nós. É um tema carregado de contrastes, no modo como as sintetizações e alguns elementos orgânicos se organizam e interagem num edifício melódico bastante inspirado e comovente, mas que nunca deixa de seguir uma linha condutora homogénea e coerente. Confere Signs e o artwork e a tracklist de A Drawing...

Shared Time
Signs
Bedrock feat. Sandrayati
west cork, 12 feb
Borrowed Time feat. Alexi Murdoch
A Dawning
for Steph
We Didn’t Know We Were Ready feat. Niamh Regan and Ye Vagabonds
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Hot Air Balloon - Come This Far
Os Hot Air Balloon são o Tiago e a Sarah-Jane, uma dupla luso-irlandesa que partilha não apenas a vida, mas também uma paixão profunda pela música. O seu encontro em Vigo, Galiza, na Espanha, em dois mil e nove, marcou o início de uma jornada artística e, desde aí, têm levado a sua música a diferentes palcos e criado laços com audiências em Portugal, Espanha e Irlanda.

O seu álbum de estreia, Behind The Wall, lançado em dois mil e dezasseis, foi muito bem recebido pela crítica e pelo público. Além disso, nesse mesmo ano, foram nomeados na categoria “Singer-songwriter” nos Independent Music Awards em Nova Iorque, que contava com artistas icónicos como Tom Waits e Suzanne Vega entre os membros do júri.
Os Hot Air Balloon acabaram por chamar a nossa atenção devido a Come This Far, o primeiro single divulgado daquele que será o segundo álbum do projeto, com esse mesmo nome. Será um alinhamento de sete canções, construídas de forma orgânica, sempre partindo da simplicidade da guitarra e da voz. A partir desse ponto de partida íntimo, as composições ganham forma, explorando camadas sonoras e emoções que se entrelaçam naturalmente.
Come This Far vai ver a luz do dia a trinta de maio e, de acordo com o press release de lançamento do tema, o disco irá explorar a jornada da sua vida em comum – os desafios, as alegrias e os momentos íntimos – convidando os ouvintes a entrar numa história que é deles, mas que ressoa com muitas outras. Embora profundamente pessoal, é um álbum universalmente relacionável.
Come This Far foi gravado maioritariamente no estúdio caseiro do Tiago e da Sarah-Jane, onde foi produzido e misturado pelo Tiago, tendo sido depois masterizado por Alan Douches no West West Side Music Studio, em Nova Iorque.
O videoclipe de Come This Far foi inteiramente gravado por Tiago e Sarah-Jane e reflete a essência do tema, uma viagem de partilha, cumplicidade e crescimento. O vídeo reúne momentos do quotidiano da família, captados ao longo de viagens, férias e instantes espontâneos da sua vida juntos. Confere...
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Villagers - A Matter Of Taste
Os irlandeses Villagers são, neste momento, praticamente monopólio da mente criativa de Conor O'Brien e estão já na linha da frente do universo indie folk europeu, pelo modo criativo como replicam o género, carregando-o com o típico sotaque irlandês, ainda por cima oriundos de um país com fortes raízes e tradições neste estilo musical. Com um trajeto musical bastante profícuo nos últimos anos, além de intenso e rico, com momentos discográficos significativos do calibre de Becoming a Jackal (2010), {Awayland} (2013), Darling Arithmetic (2015), The Art Of Pretending To Swim (2018), e The Fever Dream (2021), entre outros, os Villagers ofereceram-nos em maio um álbum intitulado That Golden Time, dez canções que, como certamente se recordam, estavam recheadas de trechos sonoros instrumentalmente irrepreensíveis e com uma delicadeza e um charme inconfundíveis.

Quase meio ano depois do lançamento de That Golden Time, os Villagers estão de regresso ao nosso radar à boleia de um par de singles que podem muito bem servir de antecipação a um nvo lançamento discográfico do projeto. O primeiro tema desta fornada foi Mountain Out Of A Molehill, canção com forte pendor cinematográfico que, como certamente se recordam, esteve em alta rotação na nossa redação há algumas semanas.
Agora, quase um mês depois de Mountain Out Of A Molehill, temos a oportunidade de escutar A Matter Of Taste, uma canção vibrante e com um groove bastante apelativo, em que sopros e cordas reluzentes, sustentam um edifício melódico de forte travo jazzístico, adocicado pelo já habitual registo sussurrante vocal de Conor O'Brien, sempre emotivo e profundo, mas também notavelmente doce.
À semelhança do que sucedia com Mountain Out Of A Molehill, A Matter Of Taste é mais uma extraordinária porta de entrada que nos escancara para um universo em que, sem dúvida nenhuma, poderemos vivenciar diferentes sensações, de um modo otimista e festivo, mas tambêm cândido e aconchegante, como é norma no catálogo dos Villagers, cada vez mais maduro e estilisticamente rico. Confere...

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Inhaler – Your House
Os irlandeses Inhaler são um quarteto formado por Elijah Hewson, Robert Keating, Ryan McMahon e Josh Jenkinson, que se estrou nos discos em dois mil e dezoito com um registo intitulado It Won’t Always Be Like This, que atingiu o lugar cimeiro do top de vendas nas ilhas britânicas e causou imenso furor e burburinho, nomeadamente na crítica especializada.

Em dois mil e vinte e três, o projeto natural de Dublin, lançou o sempre difícil segundo disco, um trabalho intitulado Cuts & Bruises, que também chegou ao topo das tabelas e que já tem sucessor. O terceiro e novo álbum dos Inhaler chama-se Open Wide e vai chegar aos escaparates a sete de fevereiro do próximo ano com a chancela da Polydor Records.
Your House é o primeiro single revelado do alinhamento de Open Wide. Trata-se de uma canção vibrante, imponente e ambiciosa, com as guitarras a assumirem o papel cimeiro na construção melódica de uma composição que replica com ímpar destreza, uma visão muito própria daquele indie rock que contém um nada desprezável lado radiofónico, mas que, mesmo assim, gosta de se entrelaçar com alguns dos melhores tiques identitários do punk rock deste novo milénio. Confere...
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Villagers – Mountain Out Of A Molehill
Os irlandeses Villagers são, neste momento, praticamente monopólio da mente criativa de Conor O'Brien e estão já na linha da frente do universo indie folk europeu, pelo modo criativo e carregado com o típico sotaque irlandês, como replicam o género, ainda por cima oriundos de um país com fortes raízes e tradições neste estilo musical. Com um trajeto musical bastante profícuo nos últimos anos, além de intenso e rico, com momentos discográficos significativos do calibre de Becoming a Jackal (2010), {Awayland} (2013), Darling Arithmetic (2015), The Art Of Pretending To Swim (2018), e The Fever Dream (2021), entre outros, os Villagers ofereceram-nos em maio um álbum intitulado That Golden Time, dez canções que, como certamente se recordam, estavam recheadas de trechos sonoros instrumentalmente irrepreensíveis e com uma delicadeza e um charme inconfundíveis.

Quase meio ano depois do lançamento de That Golden Time, os Villagers estão de regresso ao nosso radar à boleia de Mountain Out Of A Molehill, um novo single com forte pendor cinematográfico, sustentado em cordas luminosas e exuberantes, teclados insinuantes e o já habitual registo sussurrante vocal de Conor O'Brien, sempre emotivo e profundo, mas também notavelmente doce.
Mountain Out Of A Molehill é uma extraordinária porta de entrada que nos escancara para um universo em que, sem dúvida nenhuma, poderemos vivenciar diferentes sensações que nos levarão da alegria contagiante à tristeza contemplativa num abrir e fechar de olhos e quase sem darmos por isso, de um modo otimista e festivo, mas tambêm cândido e aconchegante, como é norma no catálogo dos Villagers, cada vez mais maduro e estiisticamente rico. Confere...
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Fontaines D.C. – Romance
Dois anos depois de Skinty Fia, o curioso título do disco que os irlandeses Fontaines D.C. lançaram na primavera de dois mil e vinte e dois, a banda formada pelo vocalista Grian Chatten, os guitarristas Carlos O’Connell e Conor Curley, o baixista Conor Deegan, o contrabaixista Conor Deegan III no contra-baixo e o baterista Tom Coll, apostou em não colocar rédeas na sua veia criativa e está de regresso ao formato longa-duração, à boleia de Romance, um alinhamento de onze canções que viu a luz do dia com a chancela da XL Recordings, a nova etiqueta do grupo.

Skinty Fia era um disco de contestação, um trabalho muito marcado pela realidade económica e social de uma Irlanda que oferecia poucas oportunidades de futuro para as gerações mais jovens. Era um álbum eminentemente político, que personificava ironicamente o ponto de vista de um bem sucedido irlandês que, de modo algo corrosivo, em forma de elogio fúnebre, se congratulava com o país onde vivia e o orgulho que sente no seu (in)sucesso, mesmo que deitasse para trás das costas questões tão prementes como a política climática ou a milenar e fraterna herança histórica da Irlanda.
Romance afaga essa filosofia conceptual, voltando-se para temáticas mais pessoais e sensitivas, enquanto, sonoramente, em contra-mão, amplia o percurso ambicioso e eclético do projeto, que no trabalho mais ambicioso e complexo da carreira materializa uma bem sucedida fusão de géneros, que oscilam entre o rock alternativo noventista, o rock progressivo, o hip-hop e aquela eletrónica que aposta em texturas eminentemente densas e pastosas. O punk rock, uma das imagens de marca do período inicial da carreira dos Fontaines D.C., não é colocado inteiramente de lado em Romance, mas tem um perfil mais marginal, servindo essencialmente como adorno em algumas canções.
Logo a abrir o registo, o perfil inicialmente intimista e depois cavernoso do tema homónimo marca a tal rutura com uma herança que sempre se fez notar por uma filosofia estilística de choque com convenções e normas pré-estabelecidas. A partir daí está dado o mote para uma parada sonora com onze robustas canções, que mantêm o já habitual grau superior de rugosidade dos Fontaines D.C., mas que, no geral, são menos imediatas, intuitivas e cruas do que as de Skinti Fia. Começa por fazer mossa na anca o tom épico, mas também algo sinistro e inquietante de Starbuster, uma canção inspirada num ataque de pânico que Chatten viveu na famosa estação ferroviária londrina St. Pancras e tinha uma sonoridade algo sinistra e inquietante. Depois, Here's The Thing prova o modo feliz como o projeto conseguiu olhar para a herança do melhor indie rock da última década do século passado, à boleia de guitarras abrasivas e cruas e de um registo melódico algo intuitivo, mas repleto de guinadas rítmicas, tudo rematado por um baixo exemplar no modo como acama um perfil interpretativo com elevado espírito garageiro.
Este início prometedor e bem sucedido, mantém-se no assalto bem sucedido à herança do melhor rock clássico em Desire e na subtileza hipnótica das guitarras que acamam diversos violinos em In The Modern World, uma composição com uma essência pop assinalável. Depois, a acusticidade tipicamente british de Bug e de Motorcycle Boy, duas canções que despertam na nossa mente, de imediato, a melhor herança dos manos Gallagher, a cosmicidade lisérgica de Sundowner, canção repleta de sintetizações pastosas que nao defraudam o superior desempenho interpretativo da guitarra de Carlos O’Connell e o superior tom alternativo noventista de Favourite, uma verdadeira canção de amor, que reflete sobre a rapidez com que esse sentimento nos leva da euforia à tristeza, sem meio-termo, rematam um álbum que é um desfilar efusiante e esplendoroso dos atributos maiores do quinteto, mas que também possibilita ao seu catálogo, obter uma subida alguns degraus acima na sua bitola qualitativa.
Numa época do vale tudo, custe o que custar e seja contra quem for e em que a individualidade se deixa facilmente manietar, quase sem se aperceber, pelas solicitações dos media e das redes sociais, Romance puxa pelo nosso lado mais emocional e sensível e faz com que nunca nos esqueçamos que o amor, a solidariedade e a compaixão pelo próximo fazem parte da natureza humana. Ao fazê-lo, comprova também que os Fontaines D.C. não são, nem devem ser, mais vistos como um cometa que passa, brilha no momento e que depois corre o risco de ser esquecido no ocaso do tempo e do espaço negro e profundo, mas que são, já e com pleno direito, uma das melhores bandas do rock alternativo mundial contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...
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Fontaines D.C. – Here’s The Thing
Dois anos depois de Skinty Fia, o curioso título do disco que os irlandeses Fontaines D.C. lançaram na primavera de dois mil e vinte e dois, a banda formada pelo vocalista Grian Chatten, os guitarristas Carlos O’Connell e Conor Curley, o baixista Conor Deegan, o contrabaixista Conor Deegan III no contra-baixo e o baterista Tom Coll, parece verdadeiramente apostada em não colocar rédeas na sua veia criativa, tendo anunciado há pouco mais de dois meses, como certamente se recordam, o regresso ao formato longa-duração, à boleia de Romance, um alinhamento de onze canções que irá ver a luz do dia daqui a alguns dias, com a chancela da XL Recordings, a nova etiqueta do grupo.

Starbuster, o segundo tema do alinhamento de Romance, foi o primeiro single retirado do disco e passou por ca em abril. Era uma canção inspirada num ataque de pânico que Chatten viveu na famosa estação ferroviária londrina St. Pancras e tinha uma sonoridade algo sinistra e inquietante.
Depis, no final de junho, escutámos Favourite, o tema que encerra o alinhamento de Romance, uma verdadeira canção de amor, que reflete sobre a rapidez com que esse sentimento nos leva da euforia à tristeza, sem meio-termo. Agora chega a vez de escutarmos Here's The Thing, a terceira canção do alinhamento de Romance, um tema vibrante e empolgante, que olha com especial gula para a herança do melhor indie rock da última década do século passado, à boleia de guitarras abrasivas e cruas, um registo melódico algo intuitivo, mas repleto de guinadas rítmicas e um baixo exemplar no modo como acama um perfil interpretativo com elevado espírito garageiro. Confere Here's The Thing e o vídeo do tema assinado por Luna Carmoon...
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Snow Patrol – This Is The Sound Of Your Voice
Não é segredo nenhum para ninguém que os irlandeses Snow Patrol são uma das minhas bandas prediletas, sendo sempre aguardado por mim com enorme e redobrada expetativa cada novo disco deles. E The forest Is The Path, disco que esta banda formada em mil novecentos e noventa e quatro em Dundee, vai lançar a treze de setembro, naturalmente não será exceção. The Forest Is The Path será o oitavo trabalho de estúdio desta banda formada por Gary Lightbody, Nathan Connolly e Johnny McDaid e foi produzido por Fraser T Smith, a meias com a própria banda.

Depois de em maio ter sido revelada a canção The Beginning, a segunda do alinhamento do álbum, This Is The Sound Of Your Voice é o mais recente single divulgado de The Forest Is The Path, um catálogo de doze canções que, de acordo com os próprios Snow Patrol, tem tudo para se tornar no melhor registo do catálogo do trio.
This Is The Sound Of Your Voice faz-nos acreditar um pouco nessa promessa e eleva as nossas expetativas relativamente ao disco, já que se trata de uma canção uma composição vibrante e majestosa. São pouco mais de quatro minutos que nos oferecem, na impetuosa delicadeza das cordas, no toque suave do piano e nos diversos efeitos cósmicos planantes, uma sensação de nostalgia que nos leva numa viagem no tempo até à melhor herança dos anos oitenta do século passado. Também conduzida pela rugosidade vocal adocicada de Lightbody, This Is The Sound Of Your Voice vai crescendo em arrojo e emotividade, num resultado final épico e vibrante. Confere...