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Manchester Orchestra – Telepath (Dirty Projectors Version)

Sexta-feira, 15.10.21

Os norte-americanos Manchester Orchestra existem há década e meia e são uma das bandas mais excitantes do cenário indie atual de Atlanta, na Georgia. O grupo é atualmente formado pelo guitarrista, cantor e compositor Andy Hull, pelo guitarrista Robert McDowell, pelo teclista e percussionista Chris Freeman, pelo baixista Jonathan Corley e pelo baterista Tim Very. Já têm vários EPs no seu catálogo assim como vários álbuns de estúdio, numa carreira discográfica que começou em dois mil e seis com I'm Like a Virgin Losing a Child e que tem como capítulo mais recente o disco The Million Masks Of Good, lançado pela Loma Vista em trinta de abril de último.

Manchester Orchestra announce UK and European live dates for 2022

Um dos grandes momentos deste The Million Masks Of Good é o tema Telepath, que acaba de ser reinventado e remisturado pelos nova iorquinos Dirty Projectors de David Longstreth, já depois de os Local Natives terem apresentado a sua versão, há algum tempo atrás, de Bed Head, o principal single desse fantástico disco dos Manchester Orchestra.

O resultado final desta nova roupagem de Telepath é surpreendente, na medida em que o grupo de Longstreth não colocou em causa o perfil caleidoscópico fortemente abrangente e eclético de uma doce canção, assente, originalmente, em cordas de forte pendor acústico e orgânico, quer as que têm o violão como origem, mas também o violino, e deu-lhe algumas nuances, quer de cariz percussivo, quer sintético, que acabam por dar ao tema um toque mais urbano e sofisticado, enquanto plasmam a já habitual filosofia estilística dos Dirty Projectors, que sobrevive num universo de experimentações, feitas de cruzamentos entre o afrobeat, a freak folk e alguns tiques que definiram o indie rock experimental da última década. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:17

Richard Ashcroft - Sonnet

Quinta-feira, 14.10.21

Richard Ashcroft, vocalista dos The Verve, anunciou há alguns dias atrás a edição de um registo intitulado Acoustic Hymns Vol. 1, que irá ver a luz do dia a vinte e nove de outubro, à boleia do consórcio RPA/BMG e que, como o próprio nome indica, terá no seu alinhamento de doze canções versões acústicas de alguns dos clássicos assinados pelo músico britânico, quer com os The Verve, quer na sua carreira a solo.

Richard Ashcroft - Sonnet (Acoustic) – Live in San Francisco - YouTube

A canção mais icónica que Richard Ashcroft escreveu foi, sem dúvida, Bittersweet Symphony. Mas uma das mais queridas pelos seus fâs é, claramente, Sonnet, um maravilhoso tratado de britpop de Urban Hymns, o clássico que os The Verve colocaram nos escaparates em mil novecentos e noventa e sete. E a sua reinterpretação não terá sido uma escolha inocente para acompanhar a promoção deste Acoustic Hymns Vol. 1, que conta com coprodução de Chris Potter e que tem como convidado especial Liam Gallagher, em C’mon People (We’re Making It Now). 

Na sua reinterpretação acústica de Sonnet, Richard Ashcroft apostou numa toada igualmente vibrante e reluzente, mas deu à canção uma tonalidade menos elétrica e mais orgânica e intimista, com a inserção de alguns arranjos subtis, plenos de charme e soul, a combinarem na perfeição com o inconfundível timbre vocal grave de Ashcroft e que se mantém intocável mais de duas décadas depois. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:44

The Districts – I Want To Feel It All

Quarta-feira, 13.10.21

Um dos nomes mais interessantes do catálogo da Fat Possum Records são os The Districts, um coletivo de indie rock lo fi oriundo da Filadélfia, que se estreou em dois mil e dez com um disco intitulado Telephone e que deu um grande salto de popularidade quando assinou pela etiqueta acima mencionada. O quarteto teve como últimos grandes sinais de vida, o excelente registo Popular Manipulations, lançado em dois mil e dezassete e You Know I’m Not Going Anywhere, um álbum editado o ano passado e que, na linha do antecessor, continha um alinhamento abrangente e eclético, abarcando alguns dos detalhes fundamentais da vertente mais disco da pop, mas também da folk e do rock experimental.

the-districts - TMDQA!

Este You Know I’m Not Going Anywhere já tem sucessor programado, um trabalho intitulado Great American Painting, que irá ver a luz do dia daqui a uns cinco meses e do qual acaba de ser extraído o single de apresentação. A canção chama-se I Want To Feel It All e assenta numa filosofia interpretativa que coloca particular ênfase na melhor pop sintética oitocentista. É uma composição algo hipnótica e vibrante, feita com teclas melodicamente sagazes, arranjos etéreos e um timbre metálico na guitarra bastante apelativo e, a espaços, particularmente imponente. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:32

The Dodos – With A Guitar & Pale Horizon

Terça-feira, 12.10.21

Três anos depois do espetacular registo Certainty Waves, os The Dodos de Meric Long e Logan Kroeber anunciam finalmente sucessor, um álbum intitulado Grizzly Peak, que irá ver a luz do dia em novembro próximo à boleia da Polyvinyl Records.

The Dodos – With a Guitar / Pale Horizon | Mindies

Depois de há alguns dias atrás termos tido a oportunidade de contemplar Annie e The Surface, os primeiros temas revelados de Grizzly Peak, agora chega a vez de, novamente em dose dupla, conferirmos a contemplativa e etérea With A Guitar, uma composição inspirada na época em que Meric Long aprendeu a tocar guitarra e a mais subversiva e frenética Pale Horizon, tema sobre a noção de espaço e do modo como a nossa permanência física em locais abertos ou fechados com áreas diferentes ao longo de um dia, pode afetar a nossa perceção clara do mundo que nos rodeia.

Ambas as canções oferecem-nos o já habitual registo deste projeto, muito centrado numa filosofia interpretativa em que sobressai uma intensa dinâmica percurssiva, entrelaçada com cordas faustosas e com uma crueza metálica ímpar. E o que se percebe das quatro amostras já conhecidas de Grizzly Peak, é que esse álbum será a materialização de um novo rumo sonoro para os The Dodos, colocando o projeto novamente na senda daquela toada folk que marcou os primeiros trabalhos da dupla, tempos aúreos que tiveram o âmago em Individ, a meu ver, o melhor disco do catálogo da banda de São Francisco. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:53

Cassete Pirata - Só Mais Uma hora

Segunda-feira, 11.10.21

Os Cassete Pirata são um grupo formado por João Firmino (Pir), autor das canções, Margarida Campelo e Joana Espadinha, que comandam as teclas e o coro, António Quintino, à frente do baixo e João Pereira aos comandos da bateria. É um projeto que nasceu da vontade de escrever e descobrir novas canções em português, num regresso ao que todos possamos ter de tronco comum de referências, de paisagens, de sons e através da nossa língua e que se estreou nos discos a semana passada com um registo intitulado A Semente, já em alta rotação na nossa redação.

Cassete Pirata lança single “Só Mais Uma Hora” – Glam Magazine

Enquanto não nos debruçamos a fundo sobre o conteúdo de A Semente, sugerimos a audição de Só Mais Uma Hora, um dos momentos altos do registo e o single mais recente extraído do mesmo. Nesta canção, a batida groovada a braço dado com a melancolia, tão própria das letras e das melodias de Cassete Pirata, rebenta aqui, mais uma vez.

De facto, o press release de lançamento do single é feliz quando o descreve afirmando que Só Mais Uma Hora é só mais um instante, aqueles instantes que parecem para sempre, aquela mais uma hora de eterno retorno. É a estes momentos que a banda convida a uma homenagem, um refrão que podemos todos gritar em conjunto, uma ode aos convívios, à música e às noites a perder de vista e que nos carregam as energias para enfrentar a criatividade e a vida.

Só Mais Uma Hora também já tem direito a um vídeo realizado por Tiago Brito e produzido pela Litoral Filmes. É um filme que veste a canção como uma luva. Um quadro vivo em torno de uma mesa de amigos que se perdem nas conversas e na nostalgia da canção. Como é que momentos aparentemente tão banais nos arrepiam a espinha? Porque se acertou em cheio no coração de uma saudade colectiva e cantarmos juntos é a poção mais eficaz para espantar esses males. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:36

The KVB – World On Fire

Domingo, 10.10.21

Coqueluches da Invada Records, os londrinos The KVB são mais uma banda a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós punk britânico dos anos oitenta. Formados pela dupla Nicholas Wood e Kat Day, o núcleo duro do projeto, os The KVB gravaram Only Now Forever, o seu último registo de originais, há já três anos em Berlim, no apartamento que a banda tem nessa cidade alemã e no ano seguinte ofereceram-nos o EP Submersion.

The KVB Share New Song "World On Fire": Listen

Agora, no outono de dois mil e vinte e um, os The KVB estão de regresso com um novo tema intitulado World On Fire. É uma imponente, enleante e luminosa composição, escrita há já dois anos e com uma tonalidade algo dual porque se numa tradução literal o título aponta para algo destrutivo, a verdade é que a canção versa sobre a capacidade que todos podemos ter de fazer algo de verdadeiramente marcante, quer para nós, quer para quem nos rodeia. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:51

Courtney Barnett – Write A List Of Things To Look Forward To

Sexta-feira, 08.10.21

Três anos depois do registo Tell Me How You Really Feel, que na altura sucedeu a Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, o feliz título do arrebatador disco de estreia, a australiana Courtney Barnet está de regresso em dois mil e vinte e um ao formato longa-duração com Things Take Time, Take Time, um alinhamento de dez canções produzido por Stella Mozgawa (Warpaint, Cate Le Bon, Kurt Vile) em Sidney e Melbourne e que irá ver a luz do dia a doze de novembro próximo, por intermédio do consórcio Mom+Pop Music/Marathon. Foi um disco concebido durante o período de confinamento, que Barnett aproveitou para se embrenhar a fundo na filmografia de Agnes Varda e Andrei Tarkovsky, leituras de livros e pinturas em aguarelas.

Courtney Barnett tem-se mostrado na sua carreira bastante hábil no modo como expôe aqueles pequenos detalhes da vida comum e do seu próprio quotidiano e os transforma, na sua escrita, em eventos magnificientes e plenos de substância. E se na estreia, há três anos, procurou um ambiente eminentemente festivo e jovial que nos levasse a colocar o nosso melhor sorriso eufórico e enigmático e a passar a língua pelo lábio superior com indisfarçável deleite, ao som de uma voz doce, uma bateria intensa e uma guitarra que brilhava daqui ao céu, num vaivém musculado e constante, em dois mil e dezoito a opção foi por uma atmosfera menos imediata e um pouco mais intrincada e até amargurada e agressiva.

Agora, em dois mil e vinte e um, parece que a opção irá recair por uma agregação de tudo aquilo que a autora já adicionou ao seu catálogo, tendo sempre como pano de fundo uma atmosfera sonora dominada pelo peso das cordas, sejam acústicas ou eletrificadas e um elevado grau de emotividade vocal, sempre em busca de contar histórias simples, concretas, verossímeis de de fácil identificação por parte do ouvinte. Por exemplo, Before You Gotta Go, um dos singles revelados há algumas semanas deste terceiro disco da autora, é um belíssimo quadro sonoro de indie rock, uma composição íntima e muito pessoal sobre um beijo de despedida, que tem um elevado travo nostálgico e contemplativo, mas também vibrante e Write A List Of Things To Look Forward To, o último tema extraído do alinhamento de Things Take Time, Take Time e uma homenagem de Barnett aos amigos que nunca a deixaram para trás, segue essa permissa, mas de um modo ainda mais vibrante, frenético e luminoso. Neste tema o já habitual timbre metálico delicioso da guitarra de Barnett é trespassado por diversos outros acordes, enquanto o baixo e a bateria acamam, de modo disciplinado e quase intuitivo, uma  canção quente, plena de groove e tremendamente elegante. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:41

Palace – Lover (Don’t Let Me Down)

Quarta-feira, 06.10.21

Sedeados em Londres, os Palace consomem a sua criatividade na esfera de um indie alt-rock expansivo e encharcado em emotividade, que encontra fortes reminiscências no catálogo de nomes tão credenciados como os DIIV, Alt-J ou os My Morning Jacket. No centro das criações sonoras do projeto está quase sempre o inconfundível falsete de Leo Wyndham, o vocalista dos Palace, que nos faz recordar facilmente a maravilhosa tonalidade que era imagem de marca do saudoso Jeff Buckley.

Lover (Don't Let Me Down)' from Palace is scarily gorgeous rock

Lover (Don’t Let Me Down) é o mais recente single divulgado por estes Palace e fará parte de Shoals, o disco que a banda tem agendado para lançamento a vinte e um de janeiro de dois mil e vinte e dois, através do consórcio Avenue A/Fiction. Lover (Don’t Let Me Down) é uma composição que mescla com bravura serenidade e exaltação, através de uma simbiose perfeita entre espirais de timbres de guitarras, uma pulsação rítmica inconstante e o tal falsete contundente no modo como instiga, enquanto explora os conceitos de palpável e de realidade, colocando em causa uma relação direta entre estes dois mundos que, de acordo com a canção, podem ser, pelos vistos, separados. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 12:50

Teleman - Sweet Morning

Segunda-feira, 04.10.21

Nascidos das cinzas dos Pete & The Pirates, um quinteto de Reading que editou dois excelentes discos no final da década passada, os britânicos Teleman começaram por ser o vocalista Tommy Sanders, o seu irmão Jonny (teclados), o baixista Peter Cattermoul e o baterista Hiro Amamiya. Entretanto Jonny abandonou o projeto recentemente para se dedicar de modo mais intenso à sua carreira como realizador e designer.

Sweet Morning EP | Teleman

Depois de Breakfast (2014) o fantástico disco de estreia desta banda que é já um dos grandes destaques do catálogo da insuspeita Moshi Moshi Records e do segundo registo intitulado Brilliant Sanity (2016), o na altura ainda quarteto regressou ao formato álbum em dois mil e dezanove com Family Of Aliens, onze excelentes canções gravadas com método e enorme profissionalismo, que terão sequência este ano com um EP intitulado Sweet Morning. Este EP, fortemente marcado pela realidade pandémica atual, irá ver a luz do dia a cinco de novembro e tem nos créditos da produção a dupla dos Hot Chip, Al Doyle e Joe Goddard.

Right As Rain foi o primeiro tema divulgado desse novo EP do agora trio Teleman, já com direito a um fantástico vídeo, curiosamente assinado por Jonny Sanders. Agora chega a vez de conferirmos o tema homónimo do EP,  uma canção pop exemplarmente estruturada, com fortes reminiscências no krautrock setentista do século passado. Sweet Morning assenta a sua estrutura numa batida seca, exemplarmente acompanhada pelo baixo, uma secção percussiva com aquela pulsão rítmica que carateriza a personalidade dos Teleman e que vai sendo adornada com uma insinuante guitarra, melodicamente sagaz e pelo peculiar registo vocal de de Tommy, nuances que sustentarão mais um alinhamento consistente e carregado de referências assertivas, mesmo que num formato mais curto. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:44

Wallows – I Don’t Want To Talk

Domingo, 03.10.21

Os Wallows têm a sua génese em Los Angeles há cerca de quatro anos e são atualmente formados por Dylan Minnette, Braeden Lemasters e Cole Preston. Logo em dois mil e dezassete começaram a divulgar música com o single Pleaser, que alcançou centenas de milhar de audições nas plataformas digitais, o que lhes valeu a atenção de Atlantic Records e um contrato com essa editora.

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Spring foi o título do EP de estreia do projeto, em dois mil e dezoito e o primeiro longa duração, Nothing Happens, chegou no ano seguinte, tendo como grande destaque do seu alinhamento o single Are You Bored Yet?.

Agora, no início do outono de dois mil e vinte e um os Walows voltam à carga com I Don’t Want to Talk, uma nova canção sobre inseguranças, mas vibrante e frenética, sonoramente assente num indie rock que cruza com elevada mestria a clássica tríade guitarra, baixo e bateria com alguns efeitos sintéticos faustosos e produzida por Ariel Rechtshaid (Vampire Weekend, Haim, Adele), tendo já direito a um vídeo assinado por Jason Lester. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:17






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