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GRMLN – Sad Christmas

Quinta-feira, 11.12.25

Aproxima-se o natal e, como é hábito, algumas bandas e artistas aproveitam para gravar temas relacionados com esta época tão especial, sejam versões de clássicos, ou originais escritos propositadamente para a ocasião. E nós, como também é habitual, cá estamos, ano após ano, para ir divulgando algumas das propostas mais interessantes do género, que podem dar um colorido diferente a esta época tão especial e que também se costumam materializar no formato programa de rádio deste blogue, que vai para o ar todas as semanas, na Paivense FM.

Demos o pontapé de saída na safra natalícia de dois mil e vinte e cinco na semana passada, com o norueguês King Hüsky, o nome do projeto a solo de Vidar Landa, guitarrista da aclamada banda de metal norueguesa Kvelertak e também um dos mais importantes membros do projeto de indie rock Beachheads, à boleia de December95, uma canção criada propositadamente para a época especial que se aproxima e que está disponível para aquisição e audição gratuita na página bandcamp do músico, assim como nas plataformas digitais habituais.

O segundo tema relacionado com o Natal que temos para partilhar convosco chama-se Sad Christmas. É assinado pelo projeto GRMLN, encabeçado pelo artista Yoodoo Park, nascido em Quioto, no Japão, mas a residir em Orange County, no sul da Califórnia e que esteve particularmente ativo e com uma veia criativa assinalável, durante dois mil e vinte e quatro e já no início deste ano, um processo criativo que deu vários frutos, entre eles um álbum recente intitulado A Beautiful Place To End, disponível na página bandcamp do artista.

Quanto a Sad Christmas, trata-se de um portento de acusticidade intimista e minimalista, em que as cordas de uma viola e a voz envolvente de Park, sustentam um tema com todos os ingredientes de uma típica canção de natal luminosa, nostálgica e sorridente e com uma tonalidade muito peculiar e distintiva. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35

Damien Jurado – Kola (Technicolor Version)

Quarta-feira, 10.12.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira, como se tem comprovado nos mais diversos artigos e análises a que tem tido direito neste espaço de crítica e divulgação musical. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, nos arredores de Washington, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, já em novembro chegou a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.

Entretanto, depois de na semana passada nos ter chegado à redação mais um tema assinado por Damien Jurado, intitulado Wearing Your Violence e que fazia parte do alinhamento de I Must Be Out Of Your Mind, um compêndio de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte e que viu a luz do dia o ano passado, agora aterrou nos nossos ouvidos uma extraordinária nova roupagem de Kola, um dos clássicos da discográfica do músico, cujo original encerrava o alinhamento de dezassete canções do álbum Visions Of Us On The Land, que Jurado lançou na primavera de dois mil e dezasseis, à praticamente uma década.

Kola (Technicolor Version) é o título desta nova versão da canção. O original era um portento de acusticidade intimista, um verdadeiro tratado de folk clássica, em que o minimalismo das cordas e a celmência vocal de Jurado ditavam leis. Esta nova roupagem de Kola oferece aos nossos ouvidos a mesma sensação de profundidade sentimental do original, mas sonoramente assenta num andamento rítmico mais frenético e até efusivo, com o piano e alguns arranjos percussivos e outros entalhes sintéticos a criarem um clima um pouco mais psicadélico e estilisticamente diversificado, comprovando a destreza deste artista em induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:35

Meltt – In Your Arms

Terça-feira, 09.12.25

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na nossa mira.

MELTT – ARTIST SPOTLIGHT AND BAND INTERVIEW

No início do passado mês de agosto os Meltt regressaram ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler. O mesmo também não sucedeu com Goodbye, a composição que a banda disponibilizou um mês depois, assim como com By Your Side, a composição que partilhámos no final de outubro último e também com In Your Arms, a cançã que o projeto acaba de revelar. No entanto, tendo em conta o calendário e a sequência destes quatro lançamentos, parece-nos provável que o anúncio de um novo registo de originais dos Meltt, em formato álbum ou EP, deve estar para breve.

Olhando então para o conteúdo sonoro de In Your Arms, uma composição misturada por Chris Coady e masterizada por Joe LaPorta, são pouco mais de quatro minutos de indie folk experimental, eminentemente etérea e contemplativa, com um travo oitocentista ímpar. Cordas reluzentes, uma bateria sóbria e diversos entalhes sintéticos oferecem-nos uma soberba imagem de paz e tranquilidade, enquanto a canção versa sobre a importância dos momentos que passamos com aqueles que são mais importantes para nós e aceitam envelhecer ao nosso lado. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:06

Matt Corby – Burn It Down

Segunda-feira, 08.12.25

Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Entretanto, há quase três anos, na alvorada da primavera de dois mil e vinte e três, e depois de no final do ano anterior termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.

Agora, Matt corby anuncia finalmente o sucessor de Everything's Fine. Trata-se de um trabalho intitulado Tragic Magic. É um registo com treze canções, que vai ver a luz do dia a seis de março do próximo ano e que resultou de dezoito meses de árduo trabalho de composição e gravação em estúdio e que foi produzido por Chris Collins, seu habitual colaborador.

Do seu alinhamento acaba de ser revelado o single Burn It Down. Uma bateria de forte timbre nostálgico, um baixo insinuante e um piano expressivo, instrumentos tocados pelo próprio Corby, são as grandes forças motrizes de uma composição repleta de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares, que resultam numa espécie de indie jazz psicadélico, bastante vibrante e policromático, aprofundado pelo cariz sensual da postura vocal de Corby. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:34

King Hüsky - December95

Domingo, 07.12.25

Aproxima-se o natal e, como é hábito, algumas bandas e artistas aproveitam para gravar temas relacionados com esta época tão especial, sejam versões de clássicos, ou originais escritos propositadamente para a ocasião. E nós, como também é habitual, cá estamos, ano após ano, para ir divulgando algumas das propostas mais interessantes do género, que podem dar um colorido diferente a esta época tão especial e que também se costumam materializar no formato programa de rádio deste blogue, que vai para o ar todas as semanas, na Paivense FM.

King Hüsky - 'Heads Above Water' - The Daily Music Report

Damos o pontapé de saída na safra natalícia de dois mil e vinte e cinco com o norueguês King Hüsky, o nome do projeto a solo de Vidar Landa, guitarrista da aclamada banda de metal norueguesa Kvelertak e também um dos mais importantes membros do projeto de indie rock Beachheads. O músico e compositor chamou a nossa atenção na primavera este ano devido a I Wish I Had A Dog, o single que antecipava, na altura, o seu disco de estreia a solo, um registo homónimo que viu a luz do dia a nove de maio, com a chancela do consórcio Hype City Music/Redeye Distribution.

Agora, quase no natal, King Hüsky regressa ao nosso radar à boleia de December95, uma canção criada propositadamente para a época especial que se aproxima e que está disponível para aquisição e audição gratuita na página bandcamp do músico, assim como nas plataformas digitais habituais.

December95 é uma composição bastante luminosa, nostálgica e sorridente, conforme se exige a canções de Natal. Encharcada em diversos entalhes percussivos, com destaque para os indispensáveis timbres metálicos que fazem lembrar o som de sinos e também impressionando devido à delicadeza da acusticidade das guitarras, este tema é um delicioso tratado de indie folk, genuíno, pujante e encantador, com uma grandiosidade muito peculiar e distintiva. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:30

Cootie Catcher - Straight Drop

Sábado, 06.12.25

As origens dos canadianos Cootie Catcher remontam a dois mil e catorze, ano em que a baixista Anita Fowl e o guitarrista Nolan Jakupovski deram as mãos para arrancar um novo projeto de indie pop experimental e eletrónica, ao qual se juntaram, pouco depois, a DJ Sophia Chavez e o baterista Joseph Shemoun.

pic by Colin Medley

Sedeados em Toronto, os Cootie Catcher estrearam-se nos lançamentos discográficos em plena pandemia, em dois mil e vinte e um, com o EP 1234, que teve sequência já no início deste ano de dois mil e vinte e cinco, com o disco de estreia, um trabalho intitulado Shy At First, que chamou de imediato a atenção geral e da crítica especializada, colocando-os, definitivamente, debaixo dos holofotes mais atentos e, agora, no final do ano, também dos nossos, devido a um novo single intitulado Straight Drop.

Esta nova canção divulgada pelos Cootie Catcher é o primeiro avanço revelado de Something We All Got, o sempre difícil segundo disco do quarteto, um alinhamento com catorze canções, que vai chegar aos escaparates a vinte e sete de fevereiro próximo, com a chancela da Carpark Recordings.

Straight Drop é uma composição vibrante, vigorosa e ruidosa, conduzida por um baixo encorpado, uma bateria frenética e guitarras distorcidas com astúcia. Mas o tema impressiona principalmente pelo modo subtil como alguns entalhes sintéticos vão sendo adicionados a um perfil sonoro que assenta naquele indie rock colegial garageiro genuíno, que encontra fortes reminiscências nas melhores propostas do género da última década do século passado e ao qual não falta, para abrilhantar o resultado final, um curioso travo punk. Confere Straight Drop e o artwork e a tracklist de Something We All Got...

Loiter for the love of it
Lyfestyle
Straight drop
From here to halifax
No biggie
Rhymes with rest
Quarter note rock
Take me for granted
Wrong choice
Gingham dress
Puzzle pop
Stick figure
Going places
Pirouette

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publicado por stipe07 às 16:53

Radio Free Alice - Rule 31

Sexta-feira, 05.12.25

Formados em dois mil e vinte e liderados pelo vocalista Noah Learmonth, ao qual se juntam o guitarrista Jules Paradiso, o baixista Michael Phillips e o baterista Lochie Dowd, os australianos Radio Free Alice lançaram no início deste ano um excelente tema intitulado Empty Words e acabam de chamar a atenção do nosso radar, devido a Rule 31, mais um novo single deste projeto sedeado em Melbourne e que se prepara para entrar em digressão no próximo ano e no seu país natal, com os nova iorquinos Geese, uma tournée com passagens por cidades como Sidney, Melbourne ou Perth.

Radio Free Alice Rule 31

Produzida pelo mítico Peter Katis, Rule 31 é uma poderosa canção, que transporta nos seus pouco mais de quatro minutos, a melhor herança daquele punk rock que marcou o início deste milénio e que bandas como os The Strokes, Bloc Party, ou LCD Soundsystem ajudaram a cimentar e a escalar globalmente.

Uma linha de baixo potentíssima, que constitui, diga-se, o esqueleto da composição e que é depois exemplarmente acompanhada por uma guitarra com uma poderosa distorção metálica aguda e uma bateria frenética, são os três ingredientes essenciais de Rule 31, um tema enleante e épico, uma incrível explosão sónica de pós punk, conseguida com apreciável crueza e espontaneidade instrumental. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:47

Ratboys - What's Right?

Quinta-feira, 04.12.25

Os norte-americanos Ratboys, liderados pela vocalista Julia Steiner e pelo guitarrista Marcus Nucci, estão de regresso aos lançamentos discográficos no início de dois mil e vinte e seis com Singin To an Empty Chair, um alinhamento de onze canções, que irá ver a luz do dia a seis de fevereiro com a chancela da New West Records.

Ratboys

Singin To an Empty Chair será o quinto álbum da carreira dos Ratboys e What's Right é o mais recente single retirado do alinhamento deste novo registo da banda de Chicago. Com uma forte componente experimental e com o reverb das guitarras, uma bateria frenética e indulgente e um registo sonoro expressivo, sempre algures entre o ecoante e o clemente, a serem as suas grandes forças motrizes, What's Right é uma longa canção, mas que apresenta uma progressão interessante. Nela vão sendo adicionados diversos arranjos que adornam as guitarras e a voz, com um andamento sempre muito atrativo, luminoso e cativante para o ouvinte, mesmo quando, perto do ocaso, o tom e a rugosidade das distorções é ampliado.

De facto, What's Right parece ser uma excelente proposta como banda sonora ideal para aquecer os dias mais tristonhos e sombrios que temos vivido, mas também já serve para contemplarmos como serenidade o ocaso de um ano algo frenético e que para muitos pode não ter ficado gravado na memória pelos melhores motivos. Confere What's Right e o vídeo do tema assinado pelo já citado guitarrista Marcus Nucci...

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publicado por stipe07 às 16:42

Jaguar Sun e Jesse Maranger – Blossom EP

Quarta-feira, 03.12.25

Tem sido presença assídua recente neste espaço de crítica e divulgação sonora, um projeto a solo chamado Jaguar Sun, com origens em Ontário, no Canadá e encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly. É um músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que começou por impressionar esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que teve sucessor no ano seguinte, um álbum com onze canções intitulado All We've Ever Known e que tinha a chancela da Born Losers Records.

Jaguar Sun And Jesse Maranger

Já na primavera deste ano de dois mil e vinte e cinco, e cerca de quatro anos após o sempre dificil segundo disco, Jaguar Sun regressou ao nosso radar com uma nova canção intitulada Thousand Sun e volta agora a fazê-lo de mãos dadas com o cantor conterrâneo Jesse Merenger. Juntos incubaram um EP com quatro canções intitulado Blossom, perfeito para ouvirmos em looping sempre que quisermos refugiar-nos em algo aconchegante e, simultaneamente, deixar um pouco de lado este estranho mundo em que vivemos.

As quatro canções de Blossom tanto exalam intimidade como expansividade e vigor. Melodicamente felizes, nelas linhas de guitarras acústicas, com um timbre texturalmente rico, intenso e impressivo e algumas subtis sintetizações, simultaneamente cósmicas e delicadas, sustentam quase quinze minutos que entre um indie pop ecoante e psicadélico e um alt-folk intimista e bastante sensorial, ressoam nos nossos ouvidos como uma espécie de celebração da persistência nas nossas convicções e nos nossos sonhos.

A riqueza luminosa e deslumbrante das cordas que iluminam o maravilhoso percurso melódico feito por April Air, o clima nostálgico e clássico da encantadora Different Light, a imersiva e tremendamente textural When I Was Young, o tema do EP em que melhor sobressai o famoso timbre adocicado de Jesse e a astuta Move On, uma canção com elevado travo folk, assente em cordas luminosas, um baixo discreto, mas omnipresente e diversos entalhes rugosos proporcionados por teclas e bateria, são lindíssimas partes de uma soma que, no seu todo, formam um longo, revigorante e relaxante arfar sonoro, incubado por dois mestres na criação de canções sempre íntimas, melancolicamente reluzentes e particularmente gráficas. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:34

Damien Jurado – Wearing Your Violence

Terça-feira, 02.12.25

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, desde há algum tempo para cá, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira, como se tem comprovado nos mais diversos artigos e análises a que tem tido direito neste espaço de crítica e divulgação musical. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e em dois mil e vinte e três lançou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.

Damien Jurado — Little Saint

Já este ano, Damien Jurado voltou ao formato longa duração, à boleia de Private Hospital, uma coleção de onze músicas produzidas pelo próprio, dissecadas aqui e que, contando com as contribuições especiais de Lacey Brown, Aura Ruddell, Zach Alva e Stevan Alva, proporcionaram-nos, em pouco mais de trinta e dois minutos, um novo festim de indie pop rock luxuriante e vibrante, caraterísticas bem patentes logo em Celia Weston, o tema de abertura, um tratado de epicidade rugoso e simultaneamente luminoso, que dissertava, com sagaz ironia e requinte, sobre o inevitável fim da nossa passagem por esta vida terrena.

Além desse disco, o músico norte-americano tem andado a remexer no seu baú, nomeadamente nas gravações que sobraram da criação do álbum Maraqopa, que Jurado lançou em dois mil e doze e que vêm finalmente a luz do dia. Assim, depois de no início de outubro termos tido a possibilidade de escutarmos o split 7'' We Will Provide The Lightning que, na verdade, se divide em dois temas, The Notes Of Seasons e We Are What We Dream, com o primeiro tema a oferecer-nos um registo interpretativo imponente e rugoso, apostando numa filosofia estilística que colocava na linha da frente uma indisfarçável toada sintética e com o segundo a apostar num registo mais minimal, já em novembro chegou a vez de, no mesmo formato, escutarmos os temas On The Land Blues (Acoustic 12 String Version) e The Moon / The Son que, juntos, deram origem ao split 7'' Gathered And Stolen By Storm.

Entretanto chegou-nos à nossa redação mais um tema assinado por Damien Jurado, intitulado Wearing Your Violence e que fazia parte do alinhamento de I Must Be Out Of Your Mind, um compêndio de raridades e gravações avulsas e caseiras que o artista incubou entre dois mil e doze e dois mil e vinte e que viu a luz do dia o ano passado.

Intrigante, imersiva e até algo inquietante, Wearing Your Violence aposta numa tonalidade impactante, com o timbre metálico de diversos elementos percurssivos e o falsete de Jurado, a serem as chaves mestras de uma canção que também tem na robustez de um baixo e na delicadeza das cordas, detalhes fundamentais, em pouco mais de três minutos que representam, com notável riqueza estilística, a destreza deste artista em induzir emotividade, charme e altivez às suas criações que balançam, quase sempre, numa fronteira muito ténue entre o clássico, o retro e o futurista. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:37






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