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Teenage Fanclub - Endless Arcade

Sexta-feira, 07.05.21

Trinta anos depois do registo de estreia e quatro depois do excelente disco Here, os icónicos veteranos escoceses Teenage Fanclub, formados atualmente por Norman Blake, Raymond McGinley, Francis Macdonald, Dave McGowan e Euros Childs, estão de volta ao ativo e mais efusivos e luminosos do que nunca, com Endless Arcade,  doze novas canções de um projeto simbolo do indie rock alternativo e que ainda tem um lugar reservado, de pleno direito, no pedestal deste universo sonoro.

Teenage Fanclub: Endless Arcade | Album Review

Gravado em Hamburgo e produzido pela própria banda, Endless Arcade é um portento de indie pop, um disco em que é difícil escolher uma má canção, tal é a coerência qualitativa de um alinhamento homogéneo e cuja bitola do nível de excelência deve ser medida por cima. Outro pormenor interessante de Endless Arcade é ser um fato mesmo à medida deste tempos em que vivemos, em que, já numa espécie de ressaca de um duro e longo período pandémico, tudo aquilo que precisamos para a banda sonora atual das nossas vidas é de canções simples mas com substância e, além de melodicamente acessíveis, plenas de luz, cor e contemporaneidade. Ora, Endless Arcade é mesmo um daqueles alinhamentos que provoca sorriso fácil e espontâneo, com canções como Home, uma composição que navega no seio de guitarras efusivas e com aquela dose equilibrada de eletrificação que permite alguns instantes de experimentalismo, ou, de modo distinto, na cadência angulosa do clássico rock que sustenta o tema homónimo e no travo surf punk de Warm Embrace e mais psicadélico de Everything Is Falling Apart, a manter-se sempre o formato e a identidade que foi preconizada para Endless Arcade e que obedece a essa cartilha de criação de canções assobiáveis, mas com substância.

Resumindo, Endless Arcade é um bom disco de indie pop rock da mais pura estirpe escocesa, ouve-se em qualquer altura do ano, mas nesta tem certamente um sabor único, está recheado de belíssimas canções e potenciais singles e prova que, quando os intérpretes têm qualidade, escrever e compôr boa música não é uma ciência particularmente inacessível. Aliás, para os Teenage Fanclub nunca foi. Espero que aprecies a sugestão...

Teenage Fanclub - Endless Arcade

01. Home
02. Endless Arcade
03. Warm Embrace
04. Everything Is Falling Apart
05. The Sun Won’t Shine On Me
06. Come With Me
07. In Our Dreams
08. I’m More Inclined
09. Back In The Day
10. The Future
11. Living With You
12. Silent Song

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publicado por stipe07 às 16:17

Molly Burch – Control

Quinta-feira, 06.05.21

Depois de no início do ano ter dado sinais de vida com um single intitulado Emotion, assinado a meias com os Wild Nothing , abrigado pela Captured Tracks e que teve direito a edição em formato de sete polegadas, juntamente com a canção Needy, uma cover de um original de Ariana Grande como b-side, a norte-americana Molly Burch acaba de anunciar o quarto disco da sua carreira. O registo irá chamar-se Romantic Images, sucede ao excelente disco First Flower de dois mil e dezanove e foi produzido por Alaina Moore e Pat Riley, donos da dupla Tennis, tendo sido masterizado por Heba Kadry (Bjork, Beach House).

Molly Burch Announces New Album 'Romantic Images', Shares New Song 'Control'  - Our Culture

Control , o primeiro single divulgado de Romantic Images, coloca esta cantora e compositora natural de Austin, no Texas, no terreno que se sente mais confortável, já que nos proporciona, através de um buliçoso piano, uma inspirada batida e diversos efeitos sintetizados plenos de groove, um portento melódico de charme e sedução, desenhado à sombra de ambientes algo nebulosos e jazzísticos e que não descuram uma leve pitada de R&B, mas que têm como base os cânones fundamentais da melhor indie pop atual. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:35

Dinosaur Jr. – Sweep It Into Space

Quarta-feira, 05.05.21

Se não for por mais nenhum motivo válido, dois mil e vinte e um ficará invariavelmente na história por marcar o regresso dos míticos Dinosaur Jr. de J Mascis, Lou Barlow e Murph aos discos. Recordo que o trio gravou alguns álbuns míticos no século passado, nomeadamente nos anos oitenta e surpreenderam-nos a todos quando se reuniram novamente já neste século, há quase década e meia, tendo editado desde então discos como Beyond (2007), Farm (2009), I Bet On Sky (2012) e Give A Glimpse Of What Yer Not (2016), que se concentram, naturalmente, em guitarras bastante eletrificadas e com uma identidade vincada, uma bateria frenética e um baixo sempre omnipresente, mesmo que não esteja na primeira linha da condução melódica e, o mais importante, numa jovialidade e numa luminosidade festivas que se saúdam e que atestam o habitual excelente humor e positivismo destes três músicos, nuance que se mantém em Sweep It Into Space, o novo disco dos Dinossaur Jr, lançado pelas mãos da JagJaguwar, no passado dia vinte e três de abril.

Dinosaur Jr.'s 'Sweep It Into Space' Review: An Exuberant Musical  Affirmation

Produzido por Kurt Vile, Sweep It Into Space tem logo em I Ain't, tema que evoca o simples desejo de companheirismo musical que definiu a reunião desta banda, todas as marcas identitárias de um perfil interpretativo que foi sempre imagem de marca de um trio que nunca deixou de colocar na linha da frente uma indispensável radiofonia, sem deixar de tocar no âmago de quem os escuta com superior atenção e devoção. Essa coerência prossegue na deliciosa rugosidade da guitarra de I Met The Stones, na taciturna To Be Waiting, na animada Take It Back e na radiosa I Ran Away, sendo Garden, um verdadeiro clássico de rock pulsante, a composição em que o disco atinge um pináculo interpretativo de superior quilate.

Importa referir que, num disco sempre consistente e orelhudo, as vocalizações de Mascis, geralmente de cariz algo aspero e lo fi, mantêm a bitola habitual assente numa interpretação vocal que, contendo o espírito rebelde e a atitude punk do intérprete, nunca deixam de conter uma indispensável faceta melódica e harmoniosa. De facto, Mascis mistura bem a sua voz com as letras e os arranjos das melodias, o que faz com que o próprio som da banda contenha sempre harmonia e delicadeza, mesmo no meio da distorção, até porque, felizmente, o red line das guitarras mantém-se pujante no cardápio sonoro dos Dinosaur Jr., mesmo com a modelagem mais folk que inevitavelmente Vile conferiu ao som global do disco e que é mesmo da sua co-autoria quando toca cordas em I Ran Away. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:47

Kings Of Convenience – Rocky Trail

Terça-feira, 04.05.21

Doze anos depois do registo Declaration Of Dependence e vinte do álbum de estreia Quiet Is The New Loud, os noruegueses Kings Of Convenience de Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe, anunciaram finalmente sucessor, um disco intitulado Peace Or Love, que irá ver a luz do dia já a dezoito de junho, através da EMI Records.

Kings of Convenience anuncia primeiro disco em 12 anos; ouça inédita

Das onze canções que constituem o alinhamento de Peace Or Love, já é possível contemplar a segunda, uma lindíssima composição intitulada Rocky Trail, que exala o adn indie folk típico da dupla, assente em deslumbrantes cordas e um registo interpretativo melodicamente sofisticado, deixando uma boa amostra daquilo que podemos esperar de um dos discos essenciais do próximo início de verão, incubado por um projeto muito querido por cá e que já tem concertos marcados para 16 de Maio de 2022 no Coliseu do Porto e, dois dias depois, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Confere Rocky Trail e a tracklist de Peace Or Love...

01 “Rumours”
02 “Rocky Trail”
03 “Comb My Hair”
04 “Angel”
05 “Love Is A Lonely Thing”
06 “Fever”
07 “Killers”
08 “Ask For Help”
09 “Catholic Country”
10 “Song About It”
11 “Washing Machine”

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publicado por stipe07 às 14:18

Moby – Natural Blues (Reprise Version)

Sábado, 01.05.21

O músico e produtor nova iorquino Moby tem nove álbuns na última década, vivendo uma das fases mais inspiradas e produtivas de uma já longa e respeitável carreira, que tem feito dele um dos expoentes maiores da eletrónica do novo milénio. O novo passo que Moby se prepara para dar é uma compilação de versões de alguns dos seus maiores sucessos, concretamente treze, com novos arranjos e uma filosofia eminentemente acústica, com a ajuda da Budapest Art Orchestra.

Watch The Video For Moby's Natural Blues Ft. Gregory Porter

Esse disco chama-se Reprise, irá ver a luz do dia a vinte e oito de maio à boleia da Deutsche Grammophon e além da orquestra já referida, também contará com as participações especiais de Gregory Porter, Jim James (My Morning Jacket), Mindy Jones, Víkingur Ólafsson, Kris Kristofferson e Skylar Grey, entre outros.

O tema mais recente divulgado de Reprise é a versão do clássico Natural Blues que, como certamente se recordam, fazia parte de Play, o fabuloso disco de estreia que Moby lançou em mil novecentos e noventa e nove. A mesma conta com a participação vocal da dupla Gregory Porter e Amythyst Kiah e sustenta-se numa dinâmica interpretativa com elevado cariz orquestral e progressivo, ampliada por um travo gospel intenso, que dá um aspecto ainda mais magnificiente ao já robusto original, algo esperado devido à escolha dos intérpretes, especialistas na replicação de ambientes negros, mas plenos de soul. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:25

Senhor Jorge - sr. jorge

Sexta-feira, 30.04.21

Beirão de origem e fadista por paixão, Senhor Jorge Novo é o cabeça de cartaz de um projeto que tem as suas raízes na Igreja da Misericórdia de Viseu. Nela, há pouco mais de dois anos, Rui Sousa (Dada Garbeck), João Pedro Silva (The Lemon Lovers) e Gonçalo Alegre (Galo Cant’às Duas) conheceram este Sr. Jorge Novo, sacristão, ex-lapidador de diamantes e ele próprio uma preciosidade escondida que rapidamente conquistou o coração de quem o ouviu. Foi desse encontro inesperado e feliz, foi dessa surpresa e dos afetos que ela desencadeou, que nasceu este projeto e o E.P. sr. jorge, exercício generoso de troca e de diálogo criativo entre universos artísticos que, frequentemente, estão condenados a viverem separados.

Senhor Jorge assinala edição de EP com videoclip “Palhaço” – Glam Magazine

sr. jorge viu a luz do dia a nove de abril e, sendo um dos lançamentos nacionais mais curiosos desta primeira metade do ano, merece dedicada audição não só pelo cariz inusitado que lhe deu origem, mas também, e acima de tudo, pelo seu notável conteúdo. É um alinhamento de cinco canções imperdíveis, pouco mais de dezoito minutos intensos, concebidos com uma abordagem sonora de forte cariz experimental, claramente etérea e envolvente mas ao mesmo tempo fresca, pop, viciante e catalisadora. A ela junta-se, como refere José Soeiro, responsável pelo press release do lançamento, a voz vivida e emocionante do Sr. Jorge., numa espécie de lamento musicado sobre um passado que já foi, sobre um presente de saudade e de desencanto, sobre o envelhecimento e a perda, as alegrias e as tristezas, a memória das gargalhadas, dos desesperos e das paixões. Temos o amor – e sempre, implacável, o tempo. Temos, acima de tudo, o efeito de múltiplos e fecundos encontros cujo resultado agora se oferece à nossa fruição. Só temos de agradecer e aproveitar.

De facto, canções como Cobertor, tema que nos ensina que por vezes, um amor é tão profundo que, para conforto do outro, consegue conter a urgência de repreender, Palhaço, composição que, na óptica de Pedro Bastos, realizador do vídeo do tema, nos mostra o quanto somos uns palhaços nesta vida sempre que hesitamos (e se eu tivesse ido antes por ali...?), ficamos marcados pelo tempo que não aproveitámos, ou tornamo-nos descartáveis, quando deixamos de ser essenciais, são verdadeiros compêndios de pop experimental contemporânea, ao mesmo tempo que comprovam que aquilo que é aparentemente díspar e inconciliável, pode, afinal, coexistir, subliminar-se e originar algo único e distinto e, por isso mesmo, imperdível. Espero que aprecies a sugestão...

Facebook: https://www.facebook.com/ossenhorjorge

Instagram: https://www.instagram.com/ossenhorjorge/

Soundcloud: https://soundcloud.com/user-45507788

Bandcamp: https://senhorjorge.bandcamp.com/album/senhor-jorge 

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCtKW9hos6tYZYLB0JdKv_ZQ/videos

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publicado por stipe07 às 11:16

Juliana Hatfield – Gorgon

Quinta-feira, 29.04.21

Depois dos discos de tributo à cantora Olivia Newton-John, em dois mil e dezoito e aos Police, no ano seguinte e do anúncio de um registo nos mesmos moldes mas de homenagem aos R.E.M., a norte-americana Juliana Hatfield, uma figura ímpar do rock do outro lado do atlântico das últimas três décadas, está de regresso aos discos com Blood, o décimo nono da sua carreira, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a catorze de maio próximo, com a chancela da American Laundromat.

Juliana Hatfield – “Gorgon”

Blood foi gravado integralmente em casa de Juliana no Conneticut, que tocou os instrumentos todos no disco, sendo um disco que, de acordo com a autora, é uma reação ao modo sério e negativo como muitas pessoas foram afetadas nos últimos quatro anos, (certamente devido à adminstração Trump, n.d.r.) e dele já se conhecem os singles Mouthful Of Blood e Gorgon. Este último, a razão de ser deste artigo, é uma composição que balança entre um folk rock lânguido e alguns dos cânones fundamentais do melhor jazz atual, que não desperdiça as potencialidades da eletrónica, como se percebe no excereto final do tema, num resultado final bastante radiofónico, orelhudo e vibrante. Confere Gorgon e a tracklist de Blood...

01 “The Shame of Love”
02 “Gorgon”
03 “Nightmary”
04 “Had a Dream”
05 “Splinter”
06 “Suck It Up”
07 “Chunks”
08 “Mouthful Of Blood”
09 “Dead Weight”
10 “Torture”

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publicado por stipe07 às 16:23

Tashaki Miyaki – I Feel Fine

Quarta-feira, 28.04.21

Quatro anos depois do extraordinário registo de estreia The Dream, que fez parte da nossa lista dos melhores álbuns de dois mil e dezassete num honroso décimo quinto lugar, os Tashaki Miyaki de Paige Stark, Luke Paquin e Sandi Denton, estão de regresso aos discos em dois mil e vinte e um com Castaway, o segundo álbum da banda, um alinhamento de onze canções que irá ver a luz do dia a dois de julho próximo e que já está disponível para pré-reserva no bandcamp do grupo. É um regresso que se saúda com enorme entusiasmo nesta redação, porque estamos a falar de uma banda que navega nas águas turvas e profundas da dream pop de pendor psicadélico e que oferece canções que nos embalam e incitam de um modo muito particular e lisérgico, composições que comprovam o quanto este projeto oriundo de Los Angeles é  incomparável e mestre na criação de uma atmosfera densa, mas particularmente sensual e hipnótica.

Tashaki Miyaki unveils their mesmerizing single and evocative visuals for  “I Feel Fine” - Grimy Goods

Castaway deverá ainda obrigar-nos a aprimorar mais as loas aos Tashaki Miyaki, tendo em conta o conteúdo de I Feel Fine, a primeira amostra revelada de Castaway. Trata-se de uma canção que serve-se de guitarras sobriamente eletrificadas e distorcidas para obter uma mistura sem fronteiras definidas, entre os grandes universos sonoros que são o blues e a folk, acrescentando a esta junção um registo vocal sublime, num resultado final tremendamente intimista e reservado, mas sem deixar de conter emoção e fervor.

I Feel Fine também já tem direito a um curioso vídeo filmado e realizado por Paige Stark, no qual a cantora e baterista dos Tashaki Miyaki homenageia os seus filmes sobre vampiros preferidos, nomeadamente as películas Only Lovers Left Alive and A Girl Walks Home Alone at Night. Curiosamente este também é o primeiro vídeo dos Tashaki Miyaki em que aparecem todos os elementos do grupo, neste caso vestidos de vampiros, vagueando pelas ruas de Los Angeles, noite dentro.

During the pandemic, we were working on an instrumental record because I couldn't write words and was kind of going crazy sitting in my apartment alone. I needed to be creative and see my bandmates to preserve my mental health. So we went to our friend Joel Jerome's place and recorded this instrumental record over two weeks in the middle of the summer heat wave, referiu recentemente Stark à imprensa sobre a canção e o vídeo, que ainda acrescentou: With this song, words just came. I hadn't written a word during the pandemic and then I suddenly felt like saying something about it. At first we were going to let it be the one song with a vocal on this otherwise instrumental record, but later we decided it fit more with Castaway, so we added it. We mixed it with the batch of songs from Castaway, so it feels like part of that group sonically now. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:49

Villagers – The First Day

Terça-feira, 27.04.21

Os irlandeses Villagers são, neste momento, praticamente monopólio da mente criativa de Conor O'Brien e estão já na linha da frente do universo indie folk europeu, pelo modo criativo e carregado com o típico sotaque irlandês, como replicam o género, ainda por cima oriundos de um país com fortes raízes e tradições neste género musical. Com um trajeto musical bastante profícuo nos últimos anos, além de intenso e rico, com momentos discográficos significativos do calibre de Becoming a Jackal (2010), {Awayland} (2013) e Darling Arithmetic (2015), entre outros, os Villagers anunciaram finalmente um sucessor para o também fantástico The Art Of Pretending To Swim, de dois mil e dezoito.

Villagers talks faith, technology and new album 'The Art Of Pretending To  Swim' | Features | DIY

Fever Dreams, o novo álbum dos Villagers, irá ver a luz do dia a vinte de agosto próximo, ainda a tempo de incendiar com encanto um verão que se espera ansiosamente que venha a ser libertador, na verdadeira aceção da palavra. The First Day é o primeiro single divulgado de Fever Dreams, uma deslumbrante canção, já com direito a um vídeo realizado por Daniel Brereton. É uma composição com uma amplitude sónica impressiva e com uma heterogeneidade instrumental bastante audível, com sopros, metais, cordas, sintetizadores e diversos efeitos de múltiplas proveniências a conjurarem entre si permanentemente, de um modo otimista e festivo, mas tambêm cândido e aconchegante. O resultado de toda esta trama é um tratado de indie folk absolutamente imperdível. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:03

We Were Promised Jetpacks – If It Happens

Sábado, 24.04.21

Doze anos depois de terem lançado o single Quiet Little Voices, que de algum modo ajudou a redefinir o indie rock contemporâneo, os escoceses We Were Promised Jetpacks, revelam uma nova canção intitulada If It Happens, o primeiro sinal de vida da banda de Edimburgo desde o disco The More I Sleep The Less I Dream, lançado no final do verão de dois mil e dezoito.

We Were Promised Jetpacks embrace an idea of happiness on 'If It Happens'

If It Happens é uma vibrante canção que se insere naquele universo sonoro algo nostálgico que mistura rock e pop, com uma toada noise qb e um elevado pendor shoegaze. O tema assenta numa guitarra rugosa e plena de efeitos metálicos, acompanhada por uma bateria falsamente rápida, dupla em volta da qual gravitam diferentes arranjos, que ampliam a luminosidade de uma composição sobre a necessidade que todos devemos ter de sermos mais positivos e optimistas perante a realidade atual. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:39






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