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Orcas - Riptide

Domingo, 26.05.24

Thomas Meluch aka Benoît Pioulard e Rafael Anton Irisarri são a dupla que dá vida ao projeto norte-americano Orcas, que baseia a sua sonoridade em elementos melódicos clássicos, etéreos e na eletrónica de cariz mais acústico e ambiental. A dezanove de julho vão regressar aos discos com um alinhamento de dez canções intitulado How to Color A Thousand Mistakes e que terá a chancela da insuspeita Morr Music.

Orcas Band Interview - Rafael Anton Irisarri, Benoit Pioulard - REDEFINE  magazine

How to Color A Thousand Mistakes sucede ao registo Yearling que viu a luz do dia em dois mil e catorze e Riptide é o single de apresentação do disco. Muito do mercado alternativo atual tem tendência a rejeitar o que supostamente é demasiado contemplativo e pouco feliz, apesar de melodicamente belo, porque o que satisfaz e aconchega os ouvidos é o que soa mais imediato e pouco complicado de absorver. Se segues esta tendência e consomes música segundo esta permissa, então Riptide não é a canção ideal para ti, porque tem a capacidade quase inata de nos levar à busca do isolamento, enquanto nos remete para algo introspetivo, mas indubitavelmente belo e frágil.

De facto, sintetizações charmosas, um baixo vigoroso e com uma densidade pulsante e alguns efeitos planantes com uma epicidade ímpar, são nuances que fazem de Riptide um belo tratado de dream pop, que calcorreia territórios eminentemente esotéricos e sintéticos, mas que também não deixa de conter um certo travo aquele indie rock mais contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo, encarnando uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro e que, num período de algum marasmo, deveria ser uma estética com maior acolhimento junto do público. Confere Riptide e o artwork e a tracklist de How to Color A Thousand Mistakes...

Orcas How to Color a Thousand Mistakes

1. Sidereal
2. Wrong Way to Fall
3. Riptide
4. Heaven’s Despite
5. Next Life
6. Swells
7. Fare
8. Without Learning
9. Bruise
10. Umbra

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publicado por stipe07 às 16:50

GRMLN – Blank Stares

Sábado, 25.05.24

O projeto GRMLN, encabeçado pelo artista Yoodoo Park, nascido em Quioto, no Japão, mas a residir em Orange County, no sul da Califórnia, está de regresso aos discos em dois mil e vinte e quatro com um registo intitulado New World, que irá ver a luz do dia a vinte e sete de junho próximo, com a chancela da Carpark Records.

Album Review: GRMLN - Empire

Temos dado conta dos singles que têm sido retirados do alinhamento de New World. Essa demanda começou em meados de fevereiro com Yoko, uma canção fervorosa e emocionalmente intensa. Depois, nos últimos dias de março, conferimos Yr Friend, a quarta composição do alinhamento de New World, um tema rápido e incisivo no modo como replicava uma espécie de indie surf punk rock, numa espécie de mescla entre as heranças de bandas como os Wavves ou os The Strokes. Pouco tempo depois escutámos Apocalypse, a canção que encerra o alinhamento de onze canções de New World, um tema rugoso e imponente e agora chega a vez de conferirmos Blank Stares, a sexta composição do catálogo de New World.

Ao contrário das outras canções que apostavam num registo mais direcionado para o indie rock, Blank Stares pisca o olho à eletrónica, já que coloca todas as fichas numa linha melódica conferida por um grave teclado vibrante, que vai depois recebendo, além de uma guitarra levemente distorcida, diversas sintetizações planantes e alguns detalhes cósmicos, com o registo vocal modificado de Park, a oferecer ao tema, que acaba por exalar um certo minimalismo pueril, um charme e um travo pop indesmentíveis. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 16:42

DIIV - Raining On Your Pillow

Sexta-feira, 24.05.24

Meia década depois de Deceiver, os DIIV de Zachary Cole-Smith, Andrew Bailey, Colin Caulfield e Ben Newman estão de regresso aos discos com Frog In Boiling Water, o quarto compêndio de originais da carreira da banda nova-iorquina que se estreou em dois mil e doze com o extraordinário álbum Doused. Com Chris Coady nos créditos da produção, Frog In Boiling Water tem dez canções e acaba de ver a luz do dia hoje mesmo, com a chancela da Fantasy.

DIIV - Frog In Boiling Water Tour 2024, Majestic Theatre, Detroit, 31 July  2024 | AllEvents.in

Dentro de dias vamo-nos debruçar exaustivamente sobre o conteúdo de Frog In Boiling Water mas, para já, temos para partilhar o tema Raining On Your Pillow, que também já foi extraído deste novo disco da banda de Brooklyn, em Nova Iorque, em formato single. Conceitos como densidade, nostalgia, crueza e hipnotismo, continuam a assaltar a nossa mente cada vez que ouvimos uma nova canção deste registo e Raining On Your Pillow não foge à regra.

Importa desde logo dizer que Raining On Your Pillow oferece-nos quase quatro minutos de indie rock que exala um elevado travo oitocentista. Isso acontece porque, quer ao nível dos arranjos, muitos de origem sintética, quer no que diz respeito ao edifício melódico, assente numa linha de guitarra abrasiva, acamada por um baixo vigoroso, o tema não descura uma elevada essência pop, conferida quer pelos tais sons sintéticos, quase sempre flashantes a algo cavernosos, mas também pelo timbre ecoante da voz de Zachary. O resultado final é um oásis de imponência e de rugosidade,  comprovando o cada vez maior apuro melódico dos DIIV, claramente fruto do estado de maturidade criativa em que o projeto se encontra e que pode muito bem vir a ter o seu pico de forma em Frog In Boiling Water. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:45

Porches - Joker

Quinta-feira, 23.05.24

Aaron Maine é a mente que lidera o projeto Porches, sedeado em Pleasantville, nos subúrbios de Nova Iorque, com quase uma década de vida. Porches tem já um interessante catálogo de discos, inaugurado em dois mil e dezasseis com o registo Pool, ao qual se sucederam The House, em dois mil e dezoito, Ricky Music, em dois mil e vinte e, mais recentemente, All Day Gentle Hold, em dois mil e vinte um.

Porches: “Joker” (VÍDEO) - Música Instantânea

Há pouco mais de um mês a nossa redação partilhou uma canção intitulada Rag, o primeiro sinal de vida desde All Day Gentle Hold, novidade que parecia anunciar um disco novo de Porches para breve. Essa previsão confirmar-se agora com o anúncio de um novo álbum do projeto, um registo de originais intitulado Shirt, que irá chegar aos escaparates a dezanove de setembro com a chancela da Domino Recordings.

Joker, a oitava composição do alinhamento de Shirt, é o segundo single retirado do registo, porque Rag também consta do seu conteúdo. Assim, se Rag assentava num indie rock cru e intenso, com um perfil noventista bastante vincado, Joker aposta numa filosofia estilística com um curioso travo folk, sendo uma canção mais melancólica e contemplativa do que a antecessora. O dedilhar de uma guitarra é o principal sustento de uma composição que também contém algumas sintetizações atmosféricas joviais e que acabam por oferecer a Joker o tal travo pop, referido acima. Confere Joker, o vídeo do tema protagonizado pelo próprio Aaron Maine e dirigido por Nick Harwood e o artwork e a tracklist de Shirt...

01 Return of the Goat
02 Sally
03 Bread Believer
04 Precious
05 Rag
06 School
07 Itch
08 Joker
09 Crying at the End
10 Voices in My Head
11 USA
12 Music

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publicado por stipe07 às 16:40

Wilderado – Talker

Quarta-feira, 22.05.24

Com origem em Tulsa, no Oklahoma, os norte-americanos Wilderado de Max Rainer, Tyler Wimpee e Justin Kila, são um dos nomes mais excitantes da nova vaga do indie folk alternativo do lado de lá do atlântico e estão de regresso aos holofotes com um novo disco intitulado Talker, que irá ver a luz do dia a vinte de setembro, com a chancela da Bright Antenna Records.

Wilderado announce new album 'Talker' + share title-track; reveal fall tour  dates - Substream Magazine

Depois de termos conferido há algumas semanas um excitante e delicioso par de composições intituladas Sometimes e Tomorrow, os primeiros avanços do novo disco do projeto, agora chega a vez de escutarmos o tema homónimo do álbum e a canção que abre o seu alinhamento de doze canções.

Talker é um tema que assenta a sua melodia numa crua guitarra eletrificada, mas encharcada em emotividade, que é depois acompanhada por uma distorção planante e um registo percussivo lento, mas bem vincado e cheio de charme, com algumas sintetizações quase impercetíveis a adornarem um verdadeiro oásis de indie rock intimista, pleno de alma e de um sentimento que nos enche de emoção e de luz. Confere Talker e a tracklist de Talker...

Talker
Bad Luck
Simple
Higher than Most
Coming to Town
In Between
Longstanding Misunderstanding
Sometimes
Tomorrow
Themselves
Waiting on You
What Were You Waiting For

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publicado por stipe07 às 16:56

Los Campesinos! – Feast Of Tongues

Terça-feira, 21.05.24

Sete anos depois de Sick Scenes, disco gravado em dois mil e dezassete, em pouco mais de um mês, na localidade de Fridão, nos arredores de Amarante, que tinha canções tão extraordinárias como A Slow, Slow Death, The Fall Of Home, ou Flucloxacillin e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação, os galeses Los Campesinos!, estão finalmente de regresso ao mesmo formato com All Hell, um alinhamento de quinze canções que irá chegar aos escaparates a dezanove de julho com a chancela da Heart Swells, a própria etiqueta da banda hoje formada por Gareth Paisey, Neil Turner, Tom Bromley, Kim Paisey, Rob Taylor, Jason Adelinia e Matt Fidler.

Feast Of Tongues, a sexta canção deste novo registo de originais do coletivo de Cardiff, é o primeiro single retirado do seu alinhamento. Feast Of Tongues sobrevive à sombra de um clima sonoro que proporciona ao ouvinte uma hipnótica tensão crescente, deixando-o sempre com dúvidas sobre que direção sonora poderá a canção tomar nos seus quase cinco minutos. Assim, depois de um início assente num subtil jogo entre baixo e vozes, que vai recebendo diversos entalhes acústicos e eletrificados, conferidos por sopros e cordas das mais variadas proveniências e que atingem o seu auge aos três minutos e meio, nesse momento somos sacudidos por cascatas de guitarras distorcidas, que encarnam um impactante jogo colorido de referências que, da indie mais genuína, à pop mais emotiva, passando pelo rock progressivo, impressiona pelo modo como nos oferece aquela irreverência e espontaneidade típicas dos Los Campesinos! e com superior mestria. Confere Feast Of Tongues e o artwork e a tracklist de All Hell...

The Coin-Op Guillotine
Holy Smoke (2005)
A Psychic Wound
I. Spit; or, a Bite Mark in the Shape of the Sunflower State
Long Throes
Feast Of Tongues
The Order Of The Seasons
II. Music for Aerial Toll House
To Hell In A Handjob
Clown Blood/Orpheus’ Bobbing Head
kms
III. Surfing a Contrail
Moonstruck
0898 HEARTACHE
Adult Acne Stigmata

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publicado por stipe07 às 16:38

Husky – Deep Sleeper

Sábado, 18.05.24

Já chegou aos escaparates o novo álbum dos australianos Husky, uma banda natural de Melbourne e formada atualmente por Jules Pascoe (guitarra), Holly Thomas (bateria) e Hollie Joyce (baixo). Apesar de terem diferentes formações musicais, une-os o amor pela pop clássica celebrizada por nomes tão influentes como Leonard Cohen, Paul Simon, The Doors e os Beach Boys.

Pode ser uma imagem de 2 pessoas e louro-da-montanha

Deep Sleeper são pouco mais de trinta minutos carregados de belas canções, todas escritas por Gawenda e compostas pela banda, daquelas canções que parecem ter sido concebidas em dias longos e noites quentes, onde terá sido intensa e constante a procura de harmonias o mais doces e transparentes possível. Nos Husky o processo de escrita deve ser um exercício transparente, assim como a música, porque nota-se intimidade e ausência de receio em exalar os sentimentos mais profundos que a vida vai oferecendo a Gawenda. O resultado é uma coleção exuberante de canções que ecoam os clássicos com os quais a banda cresceu, cheio de letras assombrosas e camadas delicadas do sons e ritmos, com as cordas da viola e um baixo muitas vezes vigoroso a ssumirem as rédeas do arquétipo sonoro do registo.

Deep Sleeper parece ter uma capacidade intensa em comunicar diretamente conosco, por causa da tal ausência de pudor em haver exposição, acabando por ter o efeito curioso de despertar no ouvinte o encontro de memórias de tempos idos, de sonhos que pareceiam já esquecidos e de incitar À presença espiritual daquelas pessoas especiais que não estão mais entre nós, mas ainda existem na memória.

Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. A belíssima balada folk Devil On The Dresser, feita de infecciosas harmonias vocais e uma melodia magistral, os meticulosos arranjos que adornam o tema homónimo, onde se inclui uma guitarra encharcada num blues repleto de groove. Fake Moustache segue noutra direção devido à sua batida e a forma como a guitarra e a voz ecoam na melodia, o modo como a voz incrivelmente bonita de Gawenda paira delicadamente sobre uma melodia pop simples e muito elegante em Messy Head e o minimalismo viçoso de How To Forget, impressionam pelo espírito evocativo e profundamente melancólico que é, claramente, uma imagem de marca desta banda única no panorama indie contemporâneo.

Deep Sleeper é, pois, uma espécie de pintura sonora carregada de imagens evocativas de outro tempo, como já referi, pintadas com melodias acústicas bastante virtuosas e cheias de cor e arrumadas com arranjos meticulosos e lúcidos, que provam a sensibilidade desta banda para expressar pura e metaforicamente a fragilidade humana. E não restam dúvidas que estes Husky combinam com uma perfeição raramente ouvida a música pop com sonoridades mais clássicas. Espero que aprecies esta sugestão...

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publicado por stipe07 às 19:16

Wallows – A Warning

Sexta-feira, 17.05.24

Os Wallows têm a sua génese em Los Angeles há meia década e são atualmente formados por Dylan Minnette, Braeden Lemasters e Cole Preston. Logo em dois mil e dezassete começaram a divulgar música com o single Pleaser, que alcançou centenas de milhar de audições nas plataformas digitais, o que lhes valeu a atenção de Atlantic Records e um contrato com essa editora. Spring foi o título do EP de estreia do projeto, em dois mil e dezoito e o primeiro longa duração, Nothing Happens, chegou no ano seguinte, tendo como grande destaque do seu alinhamento o single Are You Bored Yet?.

Wallows share new single 'Calling After Me' and reveal tracklist for 'Model'

A sequência discográfica ganhou nova vida em dois mil e vinte com o EP Remote, do qual fazia parte uma melancólica canção intitulada Wish Me Luck e que encerrava o alinhamento do registo. No início do outono de dois mil e vinte e um, os Wallows voltaram à carga com um single intitulado I Don’t Want to Talk, uma canção sobre inseguranças, que antecipou o segundo registo dos Wallows, um trabalho intitulado Tell Me That It's Over, que chegou aos escaparares a vinte e cinco de março deste ano e que tem finalmente sucessor.

Model é o título do terceiro álbum dos Wallows, um registo produzido por John Congleton e que vai ver a luz do dia já a vinte e quatro deste mês, com a chancela da Atlantic Records. Já foram extraídos vários singles do alinhamento de Model e o mais recente é A Warning, uma canção que sonoramente assenta num indie rock de superior calibre, que impressiona pelo vigor de um baixo tremendamente encorpado, exemplarmente acompanhado pela bateria, com alguns efeitos sintéticos faustosos e insinuantes a darem vivacidade e cor a um tema que também teve direito a um extraordinário vídeo, assinado por Nina Ljeti. Confere A Warning e o artwork e a tracklist de Model...

Wallows - Model Lyrics and Tracklist | Genius

Your Apartment
Anytime, Always
Calling After Me
Bad Dream
A Warning
I Wouldn’t Mind
You (Show Me Where My Days Went)
Canada
Don’t You Think It’s Strange
She’s an Actress
Going Under
Only Ecstasy

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publicado por stipe07 às 16:45

GUM – Ill Times

Quinta-feira, 16.05.24

GUM é um projeto a solo liderado pelo australiano Jay Watson, um músico com ligações estreitas aos POND e aos Tame Impala, que em dois mil e vinte e três fez faísca no nosso radar devido a um disco intitulado Saturnia, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia no final do verão e que sucedeu ao registo Out In The World, que o artista lançou em dois mil e vinte.

King Gizzard Crown New Label With Jay Watson/Ambrose Kenny-Smith LP - SPIN

Agora, cerca de nove meses depois de Saturnia, GUM está de regresso e de mãos dadas com Ambrose Kenny-Smith, um dos elementos fundamentais dos King Gizzard. Juntos andaram a incubar um disco intitulado Ill Times, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a dezanove de julho, com a chancela da p(doom) Records, a etiqueta dos King Gizzard.

Do alinhamento de III Times já se conhece o tema homónimo, um estrondoso hino à melhor herança do rock psicadélico setentista do século passado. É uma canção imponente, repleta de guitarras encharcadas com riffs impetuosos, acamados por um baixo cavernoso. Este perfil orgânico que sustenta a composição é depois embrulhado por uma vasta pafernália de sintetizações cósmicas, às quais compete um extraordinário papel de adorno, num resultado final repleto de guinadas, interseções, detalhes inesperados e trechos de puro experimentalismo. Confere o single III Times e a tracklist de III Times...

Dud
Ill Times
Minor Setback
Fool For You
Resilience
Powertrippn’
Old Transistor Radio
Emu Rock
Marionette
The Gloater

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publicado por stipe07 às 16:40

Aaron Thomas – Before I Met You

Quarta-feira, 15.05.24

Natural de Adelaide, na Austrália, Aaron Thomas está de regresso aos discos em dois mil e vinte e quatro com Human Patterns, um álbum que está previsto aterrar nos escaparates dentro de dias e que é aguardado com enorme expetativa na nossa redação.

Aaron Thomas reveals new music video "Before I Met You"

Em fevereiro divulgámos Mouth Of The City, o primeiro single retirado do alinhamento de Human Patterns, uma canção envolvente, crua e íntima, mas também vibrante, que planava nas asas de uma indie folk psicadélica de elevado calibre. Agora, quase na data do lançamento do disco, Aaron Thomas disponibiliza o single Before I Met You, outra extraordinária composição, com o mesmo perfil estilístico de Mouth Of The City, mas que impressiona pelo modo como cresce em emotividade e arrojo. Before I Met You começa por sustentar-se melodicamente numa vibrante viola acústica, que acompanha exemplarmente uma bateria que replica um ritmo falsamente frenético. Depois, a tensão vai aumentando à medida que o tema recebe novos instrumentos, nomeadamente uma guitarra distorcida tremendamente angulosa.

Em suma, em Before I Met You, enquanto Aaron Thomas mistura com fino recorte folkbluesrock e country, comprova que já tem experiência e maturidade suficientes para navegar confortavelmente nas águas agitadas que misturam tudo aquilo que é, por definição, a força da indie folk mais pura e genuína, deixando água na boca relativamente ao conteúdo de Human Patterns, disco que poderá bem ser um forte candidato ao pódio dos melhores do ano dentro do espetro sonoro em que se insere. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:52






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