Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Lobo Mau - Agarrado ao Mundo

Quarta-feira, 23.11.22

Há quase uma década, no verão de dois mil e doze, uma das bandas nacionais que fez furor na nossa redação foram os míticos TV Rural, com o registo A Balada Do Coiote. Era um disco cheio de canções explosivas, onde a tensão poética estava sempre latente e onde foi certamente propositada a busca do espontâneo, do gozo e até do feio, se é que é possível falar-se em estética na música. Agora, nove anos depois, David Jacinto, Gonçalo Ferreira e Lília Esteves, antigos colaboradores dos TV Rural, voltam ao nosso radar por causa do seu projeto Lobo Mau, que se estreou em grande em abril do ano passado com o disco Na Casa Dele, que teve poucos meses depois sequência com um tomo de quatro canções intitulado Vinha a Cantar, lançado em formato EP. Agora, na reta final de dois mil e vinte dois, os Lobo Mau têm um novo longa duração. É um trabalho intitulado Agarrado ao Mundo, uma edição de autor apoiada pela República Portuguesa, através do Programa Garantir Cultura.

Gerador

Agarrado ao Mundo tem um alinhamento de nove canções, que têm como ponto de partida a herança do melhor folk rock nacional, induzindo uma forte componente experimental no mesmo, de modo a obter texturas sonoras que juntem a ousadia da electrónica, o arrojo dos trompetes e dos kazoos e a insistência da caminhada no ritmo das peles, das cordas e das teclas que acompanham a génese das canções, que se faz, sempre, da guitarra e das duas vozes que se escutam.

Assim sendo, ouvir Agarrado ao Mundo oferece-nos uma experiência de certa forma surreal quando contextualizamos este disco no panorama musical nacional atual. Infelizmente ainda apenas acessíveis a um grupo não muito amplo de fervorosos e dedicados fãs, o que é uma perfeita e incompreensível injustiça, os Lobo Mau escrevem em português e, quanto a mim, é nas letras que está outra enorme virtude e arrojo do projeto, já que fazem canções com um significado literal nem sempre coerente e facilmente entendível, mas que emparelhadas com as tais guitarras que correm abrasivamente e fogem às fórmulas compositivas de formatos amigos da rádio, resultam na perfeição e originam algo único e de algum modo surreal.

O Lobo Mau que este trio personifica sonoramente, é um animal agarrado ao mundo, um eremita que observa, alinha pensamentos e os deixa sair e Agarrado ao Mundoé o resultado da caminhada contínua, insaciável e porfiante que o trio escolheu fazer. Aliciado por novas texturas sonoras, este Lobo Mau questiona e questiona-se, observa e observa-se, é e deixa-se ser, e, nesta relação ambígua entre o seu mundo interior e o que o rodeia, vai-se agarrando ao que lhe é familiar e fundamental. Por vezes tem um tom íntimo, outras é como a rebentação do mar bravo, compassado e intenso, mas é sempre explosivo e poético, sendo certamente propositada a forma como, num engenhoso e fulminante modus operandi, busca o espontâneo, o gozo e até o feio, se é que é possível falar-se em estética na música. Pelo menos a mim custa-me. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 17:33

Metamito - Oração Sem Sujeito

Sexta-feira, 18.11.22

Metamito é um projeto musical que visa diluir a fronteira entre o sonho e a realidade. Fruto da imaginação de António Miguel, músico multi-instrumentista e produtor da zona de Sintra, tem vindo a ser descrito por alguns como um dos mais inovadores e promissores projetos do panorama musical português. É um projeto totalmente independente, desde a criação até à distribuição, o que se reflecte na sua expressão musical autêntica e livre. Com uma sonoridade dreamy e neo-psicadélica, aborda temas como o mito, a mística, o amor, a verdade e a vida mas o seu som é diversificado e em constante mutação por isso é difícil de o fechar numa caixa. Existem travos de dream pop, rock psicadélico e world music, entre muitos outros.

Metamito apresenta o segundo single Oração Sem Sujeito de novo disco  homónimo | e-cultura

 Em dois mil e dezanove Metamito lançou independentemente o seu primeiro EP Reflexo. No ano seguinte saiu o single Pandora e gora tem já pronto o seu disco de estreia, um trabalho homónimo qiue irá ver a luz do dia em janeiro do próximo ano e que irá pedir-nos, certamente, para ser ouvido numa boa escuta, de olhos fechados e atentos, como quem visita um museu no seu subconsciente.

Desse álbum de estreia de Metamito, que terá nove canções em que o autor cristalizará a sua estética e identidade, ambas muito próprias, enquanto nos remete para viagens espirituais e psicadélicas, já têm vindo a ser retirados vários singles. O mais recente é Oração Sem Sujeito, canção já com direito a um vídeo realizado e produzido pelo próprio artista e pela já habitual colaboradora Ísis Gonçalves. Oração Sem Sujeito é uma musica densa, de estrutura atípica e experimental, onde Metamito atinge o ponto mais alto de tensão e libertação do álbum. Neste tema, a já característica fusão de elementos tradicionais, como a guitarra portuguesa, com uma abordagem moderna, em simbiose com ritmos rústicos, leva-nos numa viagem entre o tribal e o futurista. Uma viagem que passa pela dúvida e pelo vazio, terminando num tom melancolicamente esperançoso. Confere...

Facebook: https://www.facebook.com/Metamitomusic/

Instagram: https://www.instagram.com/metamito/

YouTube: https://www.youtube.com/metamito

Apple: https://music.apple.com/us/artist/metamito/1446365532

Spotify: https://open.spotify.com/artist/1N04E5TW0i6e1AU5jyD9I7?si=i6lwNLcNTKeeFfOf-EyqvQ

Bandcamp: https://metamito.bandcamp.com/

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 17:15

The Antlers – Ahimsa

Terça-feira, 08.11.22

Há cinco anos atrás, os The Antlers, um projeto fundamental do indie rock experimental norte-americano da última década e meia, formado por Peter Silberman e por Michael Lerner, separaram-se e Peter lançou um disco a solo intitulado Impermanence. Esse compêndio tinha vários momentos altos e um deles era uma composição chamada Ahimsa, sete minutos preenchidos com uma lindíssima folk tipicamente americana, uma canção batizada com o nome de um ancião índio que, segundo reza a lenda, professava aos sete ventos uma doutrina que defendia a recusa do uso da violência, em qualquer circunstância.

Ahimsa | The Antlers

Agora, no outono de dois mil e vinte e dois, e depois de os The Antlers se terem voltado a reunir e de terem oferecido, entretanto, já os fantásticos registos Green To Gold, dez canções que nos trouxeram uma nova fase do grupo de Brooklyn, bastante promissora, luminosa e empolgante e o EP de quatro canções Losing Light, que foram nada mais nada menos que reinterpretações de composições que faziam parte do cardápio de Green To Gold, feitas de um modo um pouco mais agreste e intuitivo do que os originais do álbum, voltam a pegar neste tema Ahimsa de Silberman, para lhe dar uma roupagem mais sofisticada e renovada. A nova versão desta belíssima e envolvente canção assenta num efeito reverberizado de uma guitarra encharcada num sofisticadíssimo blues, oferecendo-nos um portento de intimidade e delicadeza, que também impressiona pela já habitual cândura vocal de Silberman. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 14:40

Andrew Bird – I Felt A Funeral, In My Brain

Quinta-feira, 03.11.22

No início deste ano Andrew Bird esteve particularmente ativo com o lançamento do disco Inside Problems e com a sua participação numa comédia intitulada The Bubble, assinada por Judd Apatow. Agora, em pleno outono, o músico natural de Chicago que é, claramente, um dos melhores cantautores da atualidade, tendo um vasto catálogo de canções, que são pedaços de música intemporais, a atestar esta justificada ode, está de regresso com um novo tema, que conta com a participação especial de Phoebe Bridgers.

Andrew Bird - I felt a Funeral, in my Brain ft. Phoebe Bridgers (Official  Audio) - YouTube

I Felt A Funeral, In My Brain é o título dessa nova canção do músico norte-americano, inspirada num poema de Emily Dickinson com o mesmo nome. É uma composição liricamente bastante introspetiva e reflexiva, nuance que contrasta com a natureza estilística de um tema que se escuta com particular deleite e que nos oferece um anguloso piscar de olhos ao melhor jazz contemporâneo, construído à sombra do jogo vocal esplêndido da dupla e de um clima claramente pop, gizado por cordas dedilhadas sempre na medida certa, num resultado final bastante intuitivo e de forte pendor clássico, como é habitual na mestria interpretativa de Andrew e de Bridgers. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:42

The 1975 – Being Funny In A Foreign Language

Terça-feira, 01.11.22

Um dos grandes momentos discográficos de dois mil e vinte foi, sem dúvida, Notes On A Conditional Form, o registo de originais dos The 1975 de Matt Healy que, à época, sucedeu ao excelente álbum A Brief Inquiry Into Online Relationships, de dois mil e dezoito. Notes On A Conditional Form já tem um sucessor nos escaparates, um trabalho intitulado Being Funny In A Foreign Language, que viu a luz do dia com a chancela da Dirty Hit e que mostra o coletivo de Manchester no momento de maior maturidade da carreira.

The 1975 – Part Of The Band - man on the moon

Matt Healy foi recentemente notícia pelo modo como conseguiu superar a sua adição à psicotropia ilegal e este Being Funny In A Foreign Language exala, claramente, uma certa sensação de libertação, de abertura de uma nova janela mais arejada e, ao mesmo tempo, contemplativa e esperançosa, relativamente ao futuro pessoal daquela que é a grande força motriz dos The 1975. O piano e o violoncelo do tema batizado com o nome do grupo, que abre o disco e que carimba um exercício feliz de auto elogio, tem esse travo a renascimento e ao início de uma nova vida depois de um período conturbado. 

Com a janela aberta para o futuro e as portas escancaradas para a luz, a diversão começa logo na batida efusiante e no saxofone que ciranda por Happiness, uma canção com um travo oitocentista incrível, bem plasmado nos exuberantes arranjos de sopros que vão deambulando ao longo do tema e que lhe dão uma inédita luminosidade. Happiness acaba por dar o mote para o que resta de um álbum encharcado em deliciosas canções adornadas por uma curiosa sensação de tranquilidade e de letargia, bem expressa, por exemplo, no clima blues de All I Need To Hear. É uma filosofia estilística e interpretativa que em Looking For Somebody (To Love) tem os anos oitenta do século passado em declarado ponto de mira à boleia de interseções com o melhor R&B norte americano e a eletrónica mais futurista. Depois, a canção I'm In Love With You até olha com enorme curiosidade para a folk, fazendo-o com indisfarcável gula. Esta é uma composição que contém um perfil melódico imediato e radiofónico, assente em cordas exemplarmente equilibradas entre acusticidade e eletricidade, adornadas, depois, por arranjos percussivos repletos de luminosidade, aspetos cada vez mais caro a uns The 1975 sequiosos por chegarem a um número cada vez maior e mais abrangente de ouvintes. Composição que também poderá agradar a quem ainda não está particularmente familiarizado com o catálogo desta banda britânica é Part Of The Band, um tema experimentalmente rico, liricamente algo extravagante, já que contém termos tão sugestivos como ejaculationironically wokemy cancellation, ou Vaccinista e que sonoramente coloca o grupo de Manchester a divagar por territórios nada habituais no seu catálogo e que incluem alguns dos traços identitários da folk mais experimental, imagine-se, num resultado final de superior grau criativo.

Como seria expetável numa banda que nos tem oferecido, disco após disco, um novo labirinto sonoro que da eletrónica, ao punk rock, passando pela pop e o típico rock alternativo lo fi, abraça praticamente todo o leque que define os arquétipos essenciais da música alternativa atual e que tem um líder carismático a liderar as operações e que não receia utilizar a música para exorcizar fantasmas e descobrir caminhos, Being Funny In A Foreign Language é, indiscutivelmente, um álbum com um resultado final de superior grau criativo, com o arquétipo das canções a ser guiado por guitarras, ora límpidas, ora plenas de efeitos eletrificados algo insinuantes, mas com pianos, sopros e uma vasto arsenal de sintetizações a oferecerem à sonoridade geral de um registo de forte pendor nostálgico e enleante, uma profunda gentileza sonora, num ambiente sonoro descontraído, mas extremamente rico e que impressiona e instiga, não deixando indiferente quem se oferece ao prazer de o escutar com deleite. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 14:45

Luke Sital-Singh – Future History

Segunda-feira, 31.10.22

Dois anos depois do EP New Haze, o britânico Luke Sital-Singh, agora radicado na costa oeste do outro lado do Atlântico, dedicou este início de outono à divulgação de um novo disco intitulado Dressing Like A Stranger, disponivel no bandcamp do artista, um alinhamento de onze canções que plasmam de modo tremendamente fiel o espírito intimista e profundamente reflexivo deste artista e o habitual misticismo a a inocência da sua filosofia sonora.

Behind the music - Luke Sital-Singh

Poucas semanas depois da divulgação do disco, Luke Sital-Singh volta à carga com um novo tema intitulado Future History, canção que faz parte da nova temporada da série Anatomia de Grey. Future History é um lindissimo tema, assente num delicioso cruzamento entre cordas e outros arranjos sintetizados, impregnados com uma pegada folk eminentemente melancólica, que atinge, na nossa opinião, um elevado grau de brilhantismo. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:44

Local Natives – Just Before The Morning

Segunda-feira, 17.10.22

Três anos depois do excelente disco Violet Street e dois do EP Sour Lemon, os Local Natives de Taylor Rice regressaram em dois mil e dois com novas canções. Começaram a safra em julho último com os temas Desert Snow e Hourglass, que não traziam ainda atrelado o anúncio de um novo disco da banda de Los Angeles, uma incógnita que se mantém com Just Before The Morning, a nova composição divulgada pelo projeto californiano.

Nieuwe single Local Natives - "Just Before The Morning"

Just Before The Morning foi gravado em três diferentes estúdios de Los Angeles, os Valentine Recording Studio, 64Sound e Sargent Recorders. Conceptualmente, a canção explora o ciclo natural da vida e a noção de recomeço e sonoramente contém um curioso travo que, entre epicidade e lisergia, nos remete para a melhor herança do rock experimental que fez escola na década de setenta do século passado e que hoje bandas como os MGMT ou os Tame Impala vão burilando e aprimorando com particular minúcia. De facto, cascatas de sintetizações inebriantes e guitarras repletas de efeitos planantes, sempre acamadas por um registo rítmico repleto de variações, são os ingredientes fundamentais de uma canção bastante melancólica e que coloca os Local Natives num patamar ainda mais sofisticado e charmoso do que o habitual. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:35

Cass McCombs – Vacation From Thought

Sexta-feira, 14.10.22

Quase quatro anos depois do belíssimo registo Tip Of The Sphere, e meio ano do single Belong To Heaven, canção que resultou de uma colaboração estreita com o produtor Ariel Rechtshaid, o norte-americano Cass McCombs está de regresso com uma novidade intitulada Vacation Thought. Esta nova canção de Cass McCombs resulta da entrada do músico em estúdio com a banda de indie rock nova iorquina Weak Signal, que lançou o ano passado o excelente disco War And War, uma parceria que vai ter resultados práticos com a edição de um vinil de sete polegadas, que terá esta canção como lado a) e o tema Give It Back no lado b).

Cass McCombs and Weak Signal Collaborate on New Single 'Vacation From  Thought' - Our Culture

Gravada analogicamente em fita magnética por Philip Weinrobe e masterizada por Carl Saff, Vacation Thought é uma composição de forte cariz vintage, que nos remete, no imediato, para a melhor herança do catálogo dos míticos Velvet Undergorund, à boleia do maravilhoso timbre uma guitarra que exala um vasto oceano de nostalgia que se espraia nos nossos ouvidos com fino recorte e com aquela vibração que carateriza o melhor indie tipicamente americano. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:13

Pete Astor - Time On Earth

Segunda-feira, 10.10.22

Quatro anos depois do muito recomendável registo One For The Ghost, o britânico Pete Astor, músico já veterano nestas andanças, tendo ao longo da sua carreria dado a cara por bandas tão proeminentes como os The Loft ou os The Weather Prophets, está de regresso aos discos com Time On Earth, dez canções que encarnam uma excelente opção para quem aprecia aquela sonoridade pop folk algo cósmica e luminosa e ligeiramente lo fi.

Review: Singer/Songwriter Pete Astor Returns to Explore His 'Time On Earth'  - American Songwriter

Aposta firme da Tapete Records desde dois mil e dezassete e já com um catálogo de onze discos em carteira, Pete Astor é, desde mil novecentos e oitenta e sete, exímio a encher os nossos ouvidos com a simplicidade óbvia que contêm, geralmente, aquelas belíssimas melodias conduzidas por cordas, ora acústicas ora eletrificadas, cujo dedilhar, seja qual for a opção selecionada, é sempre inspirado. Excelente guitarrista, Pete Astor mostra neste Time On Earth, e uma vez mais, essa constatação, assente em toda a sua destreza com a viola e a guitarra e a capacidade inata que possui para criar música conseguindo abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria.

Registo muito marcado pelo meio século de vida do autor e, por isso, um exercício sonoro em que o mesmo coloca a sua vida um pouco em perspetiva, percebendo aquela angústia de quem nota que o passado é mais longo do que o espaço temporal que ainda lhe resta, algo plasmado com elevado grau de impresisonismo em canções como Sixth Form Rock Boys e English Weather, mostrando, também, em temas como New Religion, Time on Earth, Miracle on the High Street, que são muitas vezes as crenças que guardamos no nosso âmago,  os portos de abrigo mais seguros nos momentos em que o nó na garganta aperta mais um pouco, principalmente quando a finitude dos dias e a inevitabilidade da morte parecem mais próximas. Undertaker e Fine and Dandy lidam, aliás, com essa questão da incapacidade que todos sentimos e ludibriar a morte.

Time On Earth tem, em suma, aquele perfil sonoro que muitas vezes sublima folk e pop com alguns dos melhores tiques identitários do melhor rock alternativo de elevado cariz oitocentista e onde não faltram alguns laivos de uma muito rtecomendável psicadelia, enquanto expõe o mundano e a intimidade, num resultado final que contém uma urbanidade e um charme minimalista que cativa e só surpreende os mais distraídos. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:31

Beck - Old Man (Neil Young cover)

Terça-feira, 04.10.22

Beck Hansen, uma referência icónica da música popular das últimas três décadas, está no centro de um furacão mediático nos Estados Unidos da América. Tal sucede porque Beck criou uma versão do clássico de Neil Young, Old Man, tema com cinquenta anos e talvez a melhor composição do catálogo do cantor canadiano, que fazia parte do disco Harvest, para muitos a obra-prima de Neil Young. A questão é que, poucos dias depois, esta versão de Beck acabou por fazer parte da banda sonora de um filme publicitário de promoção da Liga de Futebol norte-americana (NFL).

Beck Covers Neil Young's “Old Man” for Sunday Night Football Promotion:  Listen | Pitchfork

Neil Young não gostou de ver a sua canção utilizada com fins publicitários e desconhece-se se foi a NFL que pagou a Beck para recriar o tema, ou se entrou em contacto com o músico californiano depois de o mesmo ter incubado a versão, mas a verdade é que a polémica está instalada e tem sido amplamente alimentada no outro lado do atlântico.

Independentemente disso e polémicas à parte, a versão em questão é um efervescente festim folk, que sobressai pela luminosidade das cordas da viola e pelo exemplar registo vocal de Beck, uma canção que, no fundo deve muito aquela estética típica de discos como Sea Change (2002) ou Morning Phase (2014) que no início deste século colocaram o músico californiano na lista das referências incontornáveis da melhor música popular contemporânea. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:17






mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon - Programa 502


Disco da semana 159#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Dezembro 2022

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.