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Bill Callahan – The Mackenzies

Quarta-feira, 29.07.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois e, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazznuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

Bill Callahan shares new song “The Mackenzies”

Gold Record, o novo disco de Bill Callahan, chega aos escaparates no início do próximo mês de setembro, à boleia da Drag City. Terá dez canções, sendo uma delas uma nova versão de Let’s Move to the Country, um dos momentos altos de Knock Knock (1999), para muitos a obra-prima dos Smog. São vários quatro os singles divulgados de Gold Record; Começámos por apreciar Pigeons, depois foi a vez de Another Song35 e Protest Song, temas que foram comprovando, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola.

Agora, no ocaso de julho, chega a vez de nos rendermos a The Mackenzies, mais uma história que Callahan nos conta, como é hábito nas suas letras, que contêm sempre uma impressiva componente narrativa, feita muitas vezes na primeira pessoa. Desta vez  escutamos o relato de alguém que tem um vizinho que sempre lhe suscitou enorme curiosidade e vontade de conhecer, faltando a coragem para a aproximação. Tendo um subito problema no carro, vê-se obrigado a contar com a sua ajuda, nascendo assim uma relação de amizade profunda entre duas pessoas que sempre se quiseram conhecer mas nunca conseguiram dar o primeiro passo e que envolve jantares em que abundam as trocas de experiências e memórias sobre o passado de cada um, nomeadamente as relações que ambos têem com os seus filhos. Sonoramente, a canção tem um travo blues bastante covincente, desenvolvendo-se lentamente e com as cordas a absorver, como é hábito, soberbos e charmosos arranjos e entalhes, das mais diversas proveniências. Confere..

Bill Callahan - The Mackenzies

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publicado por stipe07 às 10:57

Wye Oak – No Place

Sábado, 25.07.20

Wye Oak - No Place

É já no último dia deste mês que os infatigáveis Wye Oak nos oferecem No Horizon, um novo EP desta dupla de Baltimore formada por Jenn Wasner e Andy Stack. Mestres da folk e do indie rock, mas com um cardápio sonoramente cada vez mais eclético, suportado por uma sólida carreira de pouco mais de uma década cujos maiores trunfos são a belíssima voz de Jenn e o magnífico trabalho instrumental de Andy, os Wye Oak têm solidificado, nas suas últimas propostas discográficas, nomeadamente o disco de dois mil e dezoito,The Louder I Call, The Faster It Runs, uma opção clara por sonoridades mais contemporâneas e direcionadas, essencialmente, para cruzamentos entre a pop e a eletrónica.

No Place, o single recentemente retirado do alinhamento de No Horizon, e que volta a contar com o contributo do coro infantil Brooklyn Youth Chorus, reforça essa aposta em sonoridades de forte pendor sintético, apesar da filosofia rock que esteve sempre subjacente ao adn dos Wye Oak. É uma canção assente numa salutar confusão sonora muito experimental e apelativa e que originou uma atmosfera sonora simultaneamente íntima e vibrante, que se debruça sobre a fronteira que existe entre a nossa dimensão corporal e biológica e a nossa dimensão metafísica e como muitas vezes as pessoas, recentemente mais direcionadas para profissões que exigem o uso predominante da mente e do pesamento, se esquecem do seu lado mais físico, descurando o bem estar dessa dimensão mais orgânica do seu corpo. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:01

Bill Callahan – 35 vs Protest Song

Terça-feira, 21.07.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois e, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazznuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

Gold Record, o novo disco de Bill Callahan, chega aos escaparates no início do próximo mês de setembro, à boleia da Drag City. Terá dez canções, sendo uma delas uma nova versão de Let’s Move to the Country, um dos momentos altos de Knock Knock (1999), para muitos a obra-prima dos Smog. São vários quatro os singles divulgados de Gold Record; Começámos por apreciar Pigeons, depois foi a vez de Another Song e os mais recentes são 35 e Protest Song, canções que mostram, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola. Na primeira, de elevado travo jazzístico, as cordas vão absorvendo soberbos e charmosos arranjos e entalhes, das mais diversas proveniências, enquanto relatam a busca de um novo amor. Já Protest Song, contendo uma filosofia interpretativa um pouco mais crua e minimal, versa sobre a experiência pouco enriquecedora que é, na generalidade, visualizar nos dias de hoje televisão. Confere..

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publicado por stipe07 às 13:49

Widowspeak – Plum

Sábado, 18.07.20

Widowspeak - Plum

É na insuspeita Captured Tracks que se abrigam os Widowspeak, projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Com já quatro extraordinários discos em carteira e o quinto na forja, começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegam, nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas.

Widowspeak Announce New Album Plum, Share New Single | opera news

No final de agosto chegará aos escaparates Plum, o tal quinto disco dos Widowspeak e depois de nos termos deliciado com Money, canção com um forte cariz bucólico, assente em faustosas cordas vibrantes, num andamento rítmico marcial que nunca definha, acamado por um baixo que acolchoa e na doce e campestre voz de Hamilton, agora chegou a vez de nos deixarmos seduzir pelo tema homónimo do disco, uma composição feita de uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, que dão as mãos para a criação de um descontraído ambiente emotivo e honesto.

Bastam estas duas amostras para estarmos certos que Plum será um marco discográfico de dois mil e vinte, um trabalho que soprará na nossa mente de modo a fazer o nosso espírito facilmente levitar e que nos provocará, aposto, um cocktail delicioso de boas sensações. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:48

Bill Callahan – Another Song

Sexta-feira, 17.07.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois e, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazz, nuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

Gold Record, o novo disco de Bill Callahan, chega aos escaparates no início do próximo mês de setembro, à boleia da Drag City. Terá dez canções, sendo uma delas uma nova versão de Let’s Move to the Country, um dos momentos altos de Knock Knock (1999), para muitos a obra-prima dos Smog. Another Song é o mais recente single retirado do alinhamento de Gold Record, uma canção que mostra, com enorme mestria, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola, um lindíssimo tema sobre o magnetismo de um casal que anseia pelo momento do reencontro e que, sonoramente, apesar de parecer sustentar-se num registo eminentemente minimalista, está replto de subtis arranjos e entalhes, quer orgânicos, quer sintéticos. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:44

Time For T - Manteiga

Quinta-feira, 16.07.20

Gravado, de acordo com a própria banda, durante o mais recente período de confinamento resultante da situação pandémica global e com início numa caravana que assentou arraiais nos arredores de Lagos, Simple Songs For Complicated Times é o novo EP dos Time For T, um projeto nacional mas com raízes em Inglaterra, mais concretamente em Brighton. Na sua génese está Tiago Saga, um jovem com genes britânicos, libaneses e espanhóis e que cresceu no Algarve. Enquanto estudava composição contemporânea na Universidade de Sussex, Inglaterra, Tiago Saga foi criando a sua própria sonoridade assente na world music e na folk rock anglo-saxónica com outros músicos que foi conhecendo e com quem foi partilhando as mesmas inspirações, nomeadamente Joshua Taylor, Felipe Bastos e Juan Toran, os seus parceiros nestes Time For T.

Manteiga" é o novo tema de Time For T - Altamont

Simple Songs for Complicated Times foi pensado, inicialmente, para ser uma coleção de canções feitas apenas com voz e guitarra, mas Saga acabou por pedir aos outros membros da banda e a alguns amigos que se encontravam em quarentena, para adicionarem as suas partes, porque cada um tinha a possibilidade de gravar em casa. O resultado é um tomo de canções feitas em português, inglês e espanhol e que irá ver a luz do dia a catorze de agosto próximo através da Street Mission Records.

Manteiga é o primeiro single divulgado do EP, um tema que fala da experiência pessoal de Tiago por voltar a viver em Portugal e, paralelamente, daquela situação onde todos nós já nos encontramos, quando estamos sem tempo ou energia para fazer tudo aquilo que queremos. Quando nos sentimos sufocados. A solução, na óptica do autor, é tentar exprimir o que se tem na cabeça, para cada um de nós se sentir confortável com aquilo que pode e não pode alcançar. Sonoramente, Manteiga balança num timbre luminoso de diversas cordas que se entrelaçam harmoniosamente com um jogo vocal repleto de interseções, uma salutar acusticidade, que nos oferece, de modo particuarmente impressivo e como a própria banda com clareza define bem melhor do que nós, um cardápio sonoro eclético que se abre em leveza aos hemisférios e meridianos, trazendo as praias, as florestas e os desertos à humanidade. Uma viagem imperdível à incandescência da música livre. É mesmo isto. Confere...

Créditos:

Letras & Musica - Tiago Saga

Voz & Guitarra - Tiago Saga

Teclas - Juan Toran

Baixo - Joshua Taylor

Banjo - Simone Carugati

Coros - Juan Espiga

Percussão - Felipe Bastos, Juan Toran & Tiago Saga

Produzido - Tiago Saga & Juan Toran

Misturado & Masterizado - Hugo Valverde 

Artwork - Naima Lili

Street Mission Records

 

Letra:

E as horas que passei passado da cabeça 

Dentro de segundos saem da ponta da caneta

Ai se eu soubesse mais cedo

Ai se eu soubesse mais cedo

A leveza de andar na rua, com o caderno cheio e a mente vazia 

Ai se eu soubesse mais cedo

Ai se eu soubesse mais cedo

 

Mas tu não sabes o que sabes até não saber

E as lições que a vida dá nem sempre são para aprender 

 

Oh não, no que é que eu me fui meter 

Muita manteiga para o meu pão 

Oh não, o que é que fui dizer

Estas desculpas não são em vão 

 

E o sol arde como ardia

Há 200,000 anos no distinto dia

Do nascer do macaco mais esperto

O homo sapiens não sabe nada é certo

Mas que humildade tenho eu?

De supor que sei como ocorreu

O que está no passado, dificilmente é desenterrado 

 

Mas tu não sabes o que sabes até não saber

E as lições que a vida dá nem sempre são para aprender 

 

Oh não, no que é que eu me fui meter 

Muita manteiga para o meu pão 

Oh não, o que é que fui dizer

Estas desculpas não são em vão 

Oh não, no que é que eu me fui meter 

Muita manteiga para o meu pão 

Oh não, o que é que fui dizer

Estas desculpas não são em vão 

 

Ai se eu, ai se eu, ai se eu soubesse mais

Se eu soubesse mais cedo isto não era assim

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publicado por stipe07 às 16:23

The Radio Dept. – You’re Lookin’ At My Guy vs Could You Be The One

Segunda-feira, 13.07.20

Lund, na suécia, é o poiso da dupla The Radio Dept., que nos tem deixado a salivar desde que em dois mil e três lançou o excelente álbum Lesser Matters, ao qual se sucederam mais cinco excelentes registos e, em dois mil e dezoito, duas canções avulsas, Your True Name e Going Down Swinging, que não faziam parte do alinhamento de Running Out Of Love,  o álbum que a banda lançou em dois mil e dezasseis e o último longa duração do projeto. Agora, durante dois mil e vinte e sem aviso prévio, Johan Duncanson e Martin Larsson, começaram a oferecer-nos alguns temas avulsos, que poderão muito bem, no final da saga, resultar num novo trabalho dos The Radio Dept., ainda este ano, uma suspeita que carece da tão aguardada confirmação oficial.

The Radio Dept. estrenan “Could You be the One” y versionan “You ...

Assim, se em fevereiro os The Radio Dept. começaram por nos oferecer The Absence Of Birds, um maravilhoso tratado de dream pop, no mês seguinte chegou aos nossos ouvidos You Fear The Wrong Thing Baby, composição com uma letra que fala sobre um hipotético ocaso da humanidade tal como a conhecemos, criticando o conservadorismo e o capitalismo dominantes (In the end time to end all end times, Still can’t keep everyone down, Some hijackers will prove the shackles, Are wasted on the young), uma canção, simultaneamente negra e tocante, muito por causa de um baixo vigoroso e de uma deliciosa guitarra, sabiamente escolhida para sustentar uma melodia de onde sobressai uma subtil dose de delicadeza e frenesim.

Agora, em pleno estio, somos convidados a contemplar um lançamento em formato de sete polegadas dos The Radio Dept., com dois temas. O lado a contém o tema You're Looking At My Guy, uma versão de um original das Tri-Lites datada de mil novecentos e sessenta e quatro e que nos é aqui oferecida num invólucro pop dominado por um frenesim de cordas embrulhadas numa roupagem fresca, vibrante e festiva. Quanto ao lado b, contém a canção original Could You Be The One, tema repleto de luminosidade, graças a efeitos borbulhantes e a um aditivo timbre metálico no efeito da guitarra, detalhe que é já imagem de marca dos The Radio Dept.. Confere...

The Radio Dept. - You're Lookin' At My Guy

01. You’re Lookin’ At My Guy
02. Could You Be The One

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publicado por stipe07 às 14:29

Josh Rouse – Most Of The Time vs I Miss You

Quarta-feira, 08.07.20

Josh Rouse - Most Of The Time

Natural de Nashville, no Nebraska, Josh Rouse, um dos meus intérpretes preferidos a solo, está de regresso com Most Of The Time, um novo tema lançado em formato single, juntamente com o b side I Miss You. De acordo com o próprio Josh Rouse, esta sua dupla novidade é uma reflexão pessoal sobre as temáticas do isolamento e da solidão e de como podemos encontrar conforto e alívio no caos, ideias que saltaram para a ordem destes tempos devido ao período pandémico que todos conhecemos.

Assim, se Most Of The Time oferece-nos pouco mais de dois minutos de pueril acusticidade intimista e climática, que nos possibilita usufruir de uma sensação reconfortante de proximidade e de fulgor, já I Miss You é um portento de luz e cor, uma lindíssima balada onde torna-se impossível não olhar para o nosso íntimo e não sentirmos inspiração suficiente para enfrentarmos de frente a dor da saudade e alguém que nos é muito querido e que agora não vemos com a habitual constância, enquanto descobrimos a solução para certas encruzilhadas, uma resposta que estava mesmo ali, dentro do nosso peito, à espera desta canção para se revelar em todo o seu esplendor.

Dois temas algo díspares, mas que, cada um à sua maneira, obedecem à habitual receita de Josh Rouse; uma enorme sensibilidade melódica assente em esplendorosas cordas e nos arranjos típicos da folk sulista norte americana, que dão as mãos para a criação do habitual ambiente emotivo e honesto que carateriza a música deste cantautor que nunca perdeu o espírito nostálgico e sentimental que carateriza a sua escrita e composição. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:59

Widowspeak – Money

Terça-feira, 30.06.20

Widowspeak - Money

É na insuspeita Captured Tracks que se abrigam os Widowspeak, projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Com já quatro extraordinários discos em carteira e o quinto na forja, começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, mas não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que melhor navegam, nomeadamente a dream pop e a psicadelia sessentistas.

Widowspeak Announce New Album Plum, Share New Single | opera news

No final de agosto chegará aos escaparates Plum, o tal quinto disco dos Widowspeak e Money, canção com um forte cariz bucólico, é o mais recente single de avanço divulgado desse trabalho, que, tendo em conta este tema, surgirá certamente embrulhado por uma melancolia épica algo inocente, mas com uma tonalidade muito vincada, um álbum que soprará na nossa mente de modo a fazer o nosso espírito facilmente levitar e que nos provocará, aposto, um cocktail delicioso de boas sensações.

De facto, uma incrível e sedutora sensação de paz, tranquilidade e amena letargia invade-te logo após os acordes iniciais de Money, canção assente em faustosas cordas vibrantes, num andamento rítmico marcial que nunca definha, acamado por um baixo que acolchoa e na doce e campestre voz de Hamilton, num resultado final que convida a nossa mente e o nosso espírito a se deixarem envolver num clima abstrato e meditativo, com um impacto verdadeiramente colossal e marcante. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:39

Michael Stipe And Big Red Machine – No Time For Love Like Now

Segunda-feira, 15.06.20

Michael Stipe And Big Red Machine - No Time For Love Like Now

Um dos melhores discos de dois mil e dezoito para a nossa redação foi o trabalho homónimo de estreia do projeto Big Red Machine encabeçado por Justin Vernon aka Bon Iver e Aaron Dessner, distinto membro dos The National, dois artistas que juntos também já desenvolveram a plataforma PEOPLE, que reúne composições inéditas de mais de oitenta artistas e organizaram festivais (Eaux Claires).

Agora, no ocaso da primavera de dois mil e vinte, os Big Red Machine deram as mãos a Michael Stipe, vocalista dos extintos R.E.M., para muitos a melhor banda do rock alternativo contemporâneo, para juntos assinarem o single No Time For Love Like Now. A versão demo da canção, composta em outubro do ano passado, já tinha sido apresentada por Michael Stipe nas suas redes sociais há agumas semanas, ao vivo no talkshow Late Show With Stephen Colbert, a partir de sua casa, onde esteve de quarentena, e agora chegou a vez da versão final, também já com direito a um vídeo assinado por Michael Brown.

Produzida por Aaron Dessner, orquestrada por Bryce Dessner e com Justin Vernon aos comandos da guitarra elétrica, No Time For Love Like Now é uma daquelas lindíssimas canções que nos colocam na senda de sonoridades eminentemente intimistas e ambientais, uma composição de cariz predominantemente minimal mas que nem por isso deixam de ser intrincada e de conter várias nuances e detalhes que vale bem a pena destrinçar ao longo da sua audição. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:18






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