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Matt Berninger – Let It Be

Segunda-feira, 01.03.21

Cerca de um trimestre após o lançamento de Serpentine Prison, o registo de estreia da sua carreira a solo, Matt Berninger, prepara já uma edição de luxo de um álbum que deve muito do seu conteúdo ao período de confinamento que o músico viveu em Nova Iorque e que lhe permitiu debruçar-se com maior empenho neste seu projeto paralelo à realidade The National. Recordo que Serpentine Prison conta nos créditos com os produtores Booker T. Jones e Sean O’Brien, e viu a luz do dia através da Book Records, uma nova etiqueta, subsidiária da Concord Records e formada por Berninger e Jones em conjunto.

The National's Matt Berninger Shares New Song “Let It Be”: Listen |  Pitchfork

Let It Be, um tratado de indulgente melancolia impresso a cordas reluzentes, cobertas com mestria por uma nuvem espessa de classicismo e por uma aúrea de sentimentalismo e sensibilidade únicos, é um dos novos temas da autoria de Matt Berninger que fará parte desta nova edição mais requintada de Serpentine Prison, que também contará com quatro versões de originais de Eddie Floyd, Morphine, Bettye Swan e The Velvet Underground. Confere...

Matt Berninger - Let It Be

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publicado por stipe07 às 14:09

José González – El Invento

Sexta-feira, 26.02.21

Exatamente seis anos após Vestiges & Claws, à época o seu terceiro álbum, o sueco José González está de regresso com uma nova canção, curiosamente a sua primeira aventura na língua castelhana, a mesma que falam os seus progenitores, naturais da Argentina. El Invento é o nome da composição e marca o regresso do autor e compositor à City Slang, etiqueta com quem já trabalhou no seu projeto Junip, que partilha com Tobias Winterkorn.

El Invento é inspirado na felicidade que González tem sentido com a experiência recente no universo da paternidade, com a sua filha Laura, atualmente com quatro anos e com quem conversa diariamente em espanhol, fator também decisivo para esta primeira experiência nessa língua, conforme referi. A canção é um belíssimo tratado de indie folk acústica, de elevado cariz intimista e confessional, criada por um artista que já nos deliciou ao longo da sua carreria, com pérolas como Down the LineKilling for Love e Hand on Your Heart. O tema também já tem direito a um video dirigido por Mikel Cee Karlsson e protagonizado pelo artista e pela filha. Confere...

José González - El Invento

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publicado por stipe07 às 14:11

The Antlers – Just One Sec

Quarta-feira, 24.02.21

Projeto fundamental do indie rock experimental norte-americano da última década e meia, os The Antlers de Peter Silberman e Michael Lerner, habituaram-nos desde o fabuloso Hospice (2009) a um faustoso banquete de composições encharcadas em sensibilidade, angústia e conflito, canções cheias de sons aquáticos e claustrofóbicos, mas que nos mantinham sempre à tona porque também sabiam salvaguardar um soporífero cariz relaxante. Após o monumental registo Familiars, editado em dois mil e catorze e colocado em primeiro lugar nos melhores álbuns desse ano para a nossa redação, esse desfile de discos assertivos e metaforicamente intensos foi interrompido por opção da própria dupla e os The Antlers entraram num hiato que está finalmente quase a ser interrompido, para gaúdio de todos aqueles que se têm deliciado com a sua notável discografia.

The Antlers – “Just One Sec”

Assim, e depois de os The Antlers já nos terem proporcionado a audição dos inéditos Wheels Roll Home, It Is What It Is e Solstice, tema que confirmou a feliz suspeita de estar na forja um novo disco dos The Antlers, que se chama Green To Gold e que chegará aos escaparates em março com dez canções que trarão consigo, certamente, uma nova fase do grupo de Brooklyn ainda mais promissora, luminosa e empolgante do que a anterior, agora chegou a vez de nos deliciarmos com Just One Sec, a quinta composição do alinhamento do registo.

Música sobre a dificuldade de escapar das experiências que construimos com alguém que conhecemos intimamente e da dificuldade de abandonar, mesmo que temporariamente, uma história a dois e de experimentar essa liberdade, como explica a banda na apresentação do tema, Just One Sec é um portento de intimidade e delicadeza, uma composição em que a cândura vocal de Silberman é permanentemente afagada quer pelo registo jazzístico da bateria, quer pela tonalidade blues das cordas, nas quais se destaca o já habitual efeito metálico da guitarra, que começa a ser uma imagem de marca dos temas já divulgados de Green To Gold. Confere...

The Antlers - Just One Sec

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publicado por stipe07 às 11:03

Flock Of Dimes – Two

Quarta-feira, 17.02.21

A cantora e compositora Jenn Wasner, membro fundamental da banda Wye Oak, mas também com uma respeitável carreira a solo assinada como Flock of Dimes, passou por cá há alguns meses por ter dado as mãos a Roberto Carlos Lange, aka Helado Negro e a Devendra Banhart, para assinarem, em conjunto, uma versão do clássico Lotta Love de Neil Young. Agora, e ainda no pontapé de saída de dois mil e vinte e um, Flock Of Dimes anuncia um novo disco lá para abril, à boleia da Sub Pop Records. Irá chamar-se Head Of Roses, foi gravado com a ajuda de Nick Sanborn, do projeto Sylvan Esso, nos estúdios Chapel Hill e conta com as participações especiais de Meg Duffy, Matt McCaughan, membro do projeto Bon Iver, Andy Stack, colega de Jenn nos Wye Oak e Adam Schatz, dos Landlady.

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Two é o primeiro avanço divulgado de Head Of Roses, uma composição vibrante, assente numa salutar confusão sonora, em que a percurssão assume uma faceta muito experimental e heterogénea, nuance que originou uma atmosfera sonora simultaneamente íntima e eloquente, que se debruça sobre a ténue fronteira que exite no âmago de todos nós e que separa a nossa necessidade de independência, da inevitabilidade de precisarmos dos outros para nos sentirmos felizes, em suma, o desejo que todos sentimos de sermos autónomos e a necessidade biológica de criarmos laços com quem amamos. Two é, em suma, um espelho dos tempos em que vivemos, um modo eloquente mas também intrigante de demonstrar a nossa incapacidade de percebermos que é muito pouco aquilo que controlamos realmente do nosso destino, quando comparado com aquilo que pensamos e ansiamos controlar. Confere Two e a tracklist de Head Of Roses...

Flock Of Dimes - Two

01 “2 Heads”
02 “Price Of Blue”
03 “Two”
04 “Hard Way”
05 “Walking”
06 “Lightning”
07 “One More Hour”
08 “No Question”
09 “Awake For The Sunrise”
10 “Head Of Roses”

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publicado por stipe07 às 13:53

Saintseneca – All You’ve Got Is Everyone

Sábado, 13.02.21

Os norte americanos Saintseneca, uma banda natural de Columbus, no Ohio e liderada por Zac Little, não davam sinais de vida desde o single Winter Breaking, editado em dezembro de dois mil e dezanove. E quanto a discos, o último foi Pillar Of Na, já com três anos de existência. Agora, em fevereiro de dois mil e vinte e um, voltam à carga com umsingle intitulado All You've Got Is Everyone que, infelizmente, não traz atrelado o anúncio de um novo longa duração do projeto.

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Um baixo vibrante e, além de percurssor rítmico, também o grande condutor melódico da composição, em redor do qual cordas acústicas, uma guitarra com um pronunciado timbre metálico e um piano insinuante deambulam, é o eixo central deste All You've Got Is Everyone, uma canção assente num rock rugoso e direto de primeira água, um delicioso exercício experimental, buliçoso e pleno de luz. Confere...

Saintseneca - All You've Got Is Everyone

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publicado por stipe07 às 17:21

Lonely Tourist – Remuneration (Solo)

Quinta-feira, 11.02.21

Natural de Bristol, Paul Terney encabeça o projeto Lonely Tourist, que impressionou a crítica inglesa em fevereiro de dois mil e dezoito com Remuneration, o seu quarto disco, um compêndio de indie folk absolutamente ímpar. Pouco mais de um ano depois, no verão de dois mil e dezanove, Lonely Tourist voltou à carga com a edição de Last Night At Tony's, um dos melhores discos ao vivo que a folk britânica viu chegar ao seu catálogo em dois mil e dezanove.

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No verão passado, quase um ano depois desse delicioso alinhamento, Paul Terney deu sinais de vida com um novo tema intitulado Tom And The Library, e agora chegou a vez do músico olhar de novo para o alinhamento de Remuneration e induzir-lhe uma roupagem mais acústica e minimalista, mas igualmente emotiva, servindo-se apenas da viola e da voz para nos oferecer um exuberante e luminoso alinhamento, assente em cordas vibrantes, repletas de vivacidade e ritmo, aspetos que conferem à nova roupagem do disco, juntamente com a notável performance declamativa vocal de Paul, um inconfundível charme, tipicamente british. Confere...

Lonely Tourist - Remuneration (Solo)

01. Frank The Barber
02. Last Day At Tony’s
03. Luxury Coach
04. Highland Dress and Menswear
05. Father Tierney Has His Doubts
06. Sometimes I Can’t Even Say Hello
07. White Beard Kings
08. Wherever You Stand, You’re In The Way
09. Ho-Hum Silver Lining

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publicado por stipe07 às 14:41

Olivae - There's A Time

Segunda-feira, 01.02.21

Vasco Oliveira é do Porto e um dos nomes mais interessantes em ascensão no espetro musical nacional alternativo. Assina a sua música como Olivae, tendo começado a tocar piano aos nove anos de idade e percussão algum tempo depois. Já no início da vida adulta, com vinte e um anos, lançou-se à guitarra, de modo autodidata, acabando por gravar e produzir um cd, em dois mil e dezassete, com vários originais dentro da temática escutista que foi compondo ao longo dos anos. No ano anterior tinha já dado o pontapé de saída como membro de uma banda juntamente com a Sara Teixeira, Fábio Dinis e Marcelo Macedo. Chamavam-se  The Joy Nuts e chegaram a tocar covers ao vivo em pequenas salas. Dois anos depois, decidiu então iniciar um projeto a solo para dar vida a algumas músicas antigas que criara, inspiradas em sentimentos e subtraídas aos seus momentos de reflexão e introspeção.

Olivae lança single / vídeo… “There's a Time” – Glam Magazine

Olivae abriu as hostilidades nos lançamentos discográficos em dois mil e oito com um promissor EP intitulado State Of Mind, ao qual se seguiu Wander Off, o seu primeiro longa duração, um trabalho que continha treze composições, com letras tanto em Português como em Inglês e que viu a luz do dia à pouco menos de um ano. 

Agora, no início de dois mil e vinte e um, Olivae está de regresso com um lindíssimo tema em formato single intitulado There's A Time, com o objetivo de fazer os ouvintes parar um pouco e ponderar na vida. A canção conta com a participação da Sara Teixeira que o vem acompanhando desde o início e acrescenta sonoridades e melodias novas ao seu estilo característico, com vários coros e instrumentos  de fundo, a voz forte e uma letra de esperança e otimismo. Confere There's A Time e o vídeo oficial da canção realizado por José Garcês...

Site: https://olivaemusic.com/

Facebook: https://www.facebook.com/olivaemusic

Instagram: https://www.instagram.com/olivaemusic/

YouTube: https://www.youtube.com/c/Olivaemusic

Spotify: https://open.spotify.com/artist/2STNv0QOfn4fO3u3Hxsd3W

Apple Music: https://music.apple.com/us/artist/olivae/1358150408

Soundcloud: https://soundcloud.com/olivaemusic

 

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publicado por stipe07 às 11:19

Tindersticks – Man Alone (Can’t Stop The Fadin’)

Terça-feira, 26.01.21

Os Tindersticks de Stuart Staples e David Boulter estão finalmente de regresso aos discos com Distractions, um alinhamento de sete canções que irá ver a luz do dia a dezanove de fevereiro próximo à boleia da City Slang Records e do qual acaba de ser retirado o single Man Alone (Can’t Stop The Fadin’), o tema que abre o alinhamento do disco, fazendo-o em grande estilo, já depois de ter sido dado a conhecer You’ll Have To Scream Louder, uma versão bastante solarenga e jazzística de um original dos Television Personalities.

See: Tindersticks release new video for Man Alone (can't stop the fadin') |  Backseat Mafia

“Man Alone (Can’t Stop The Fadin’) é a mais longa canção que a banda de Stuart Staples já gravou até hoje. É uma espetacular composição, tremendamente cinematográfica, assente num vigoroso baixo, uma batida hipnótica e variadíssimas sobreposições milimétricas de efeitos vocais, tudo apresentado com uma emotividade crescente, e um clima impregnado numa aúrea de mistério e sensualidade únicos. Confere Man Alone (Can’t Stop The Fadin’) e o alinhamento de Distractions...

Tindersticks - Man Alone (Can't Stop The Fadin')

Man Alone (Can’t Stop The Fadin’)
I Imagine You
A Man Needs A Maid
Lady With The Braid
You’ll Have To Scream Louder
Tue-moi
The Bough Bends

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publicado por stipe07 às 11:44

Widowspeak – Honeychurch EP

Segunda-feira, 25.01.21

Foi na insuspeita Captured Tracks que os Widowspeak regressaram no passado mês de agosto ao discos com Plum, o quinto álbum deste projeto sedeado em Brooklyn, Nova Iorque e que flutua abrigado pela incrível e criativa química que se estabeleceu há já uma década entre a cantora e escritora Molly Hamilton e o guitarrista Robert Earl Thomas, dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas estabelecidos na cidade que nunca dorme há já algum tempo. Plum foi gravado e co-produzido com a preciosa ajuda de Sam Evian (Cass Mccombs, Kazu Makino) e misturado por Ali Chanbt (Aldous Harding, Perfume Genius, PJ Harvey) e dessas sessões de gravação resultaram não só os temas que fazem parte do alinhamento do disco, mas também outras composições, com algumas delas a verem agora a luz do dia através de um EP intitulado Honeychurch.

Honeychurch | WIDOWSPEAK

Disponível apenas digitalmente Honeychurch é uma referência direta à obora do britânico E.M. Forster escrita em mil novecentos e oito e intitulada A Room With A View. O EP dá o pontapé de saída com uma versão particularmente bucólica de Money, o momento alto de Plum. Depois prossegue na mesma toada melancólica, tipificada por esplendorosas cordas que se debruçam copiosamente nos arranjos típicos da folk sulista norte americana com um original intitulado Sanguine. Para o ocaso, além do travo jam do tema homónimo do EP, destaque para as sublimes versões de The One I Love e Romeo And Juliet, originais, respetivamente, dos R.E.M. e dos Dire Straits e que com os Widowspeak ganham uma outra beleza e luz, através de uma simbiose muito particular e caraterística entre um baixo pulsante, guitarras com um timbre encharcado em brilho e sintetizadores minuciosamente apetrechados com diversas camadas melodicas, tudo emoldurado com uma identidade declaradamente vintage.

Honeychurch merece audição atenta e uma demarcação clara daquele que foi o conteúdo de Plum, disco considerado pela nossa redação como o quarto melhor do ano passado. O seu conteúdo reforça a tese de que estes Widowspeak, que começaram por viver à sombra daquela pop de finais dos anos oitenta muito sustentada por elementos sintetizados, são bastante mais felizes quando se deixam absorver pela influência daquelas construções musicais lançadas há cerca de cinco décadas e que navegavam entre a dream pop e uma salutar psicadelia. Espero que aprecies a sugestão...

Widowspeak - Honeychurch

01. Money (Hymn)
02. Sanguine
03. The One I Love
04. Romeo And Juliet
05. Honeychurch

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publicado por stipe07 às 20:22

Sun Kil Moon – Snowbound

Quinta-feira, 14.01.21

Sun Kil Moon é o projeto atual de cantor e compositor Mark Kozelek, que ficou conhecido por ter sido o líder dos carismáticos Red House Painters. Sun Kil Moon encontra então Kozelek ao volante de uma banda que se estreou em dois mil e três com o fabuloso disco Ghosts of the Great Highway, e que tem um novo trabalho intitulado Welcome To Sparks, que será analisado por esta redação nos próximos dias.

Sun Kil Moon – Snowbound – The Predatory Wasp

Para já, a primeira nota do ano deste blogue para Sun Kil Moon centra-se em Snowbound, uma canção que Kozelek divulgou logo após o último natal e que afirma com subtil beleza a habitual sonoridade frágil e cândida deste projeto, através de um belíssimo tratado de folk acústica onde a simplicidade melódica coexiste com uma densidade sonora suave que transborda uma majestosa e luminosa melancolia. Confere...

Sun Kil Moon - Snowbound

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publicado por stipe07 às 17:53






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