Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Strand Of Oaks – Weird Ways

Quarta-feira, 23.01.19

Strand Of Oaks - Weird Ways

Foi há cerca de dois anos que Tim Showalter editou Hard Love, o quinto registo de originais em que assinou Strand Of Oaks. Hard Love sucedeu ao aclamado disco Heal, que o colocou, em dois mil e catorze, nas luzes da ribalta e foi, de acordo com o autor, um trabalho gravado numa época tumultuosa e sobre enorme pressão, devido ao peso do sucesso de Heal e ao escurtínio que sabia que iria ser feito relativamente ao sucessor desse tão bem sucedido trabalho. A boa aceitação por parte da crítica e dos fãs de Hard Love, acabou por constituir um bálsamo retemperador para Showalter que gsnhou elan para colocar nos escaparates, o ano passado, um alinhamento de demos melhorados que sobraram das gravações de Hard Love, intitulado Harder Love, um alinhamento alternativo que encerrou um capítulo importante da vida discográfica do autor e o deixou de mente limpa e consciência tranquila para o próximo passo.

Agora, um ano depois, Strand Of Oaks anuncia o seu sexto e novo disco, um registo intitulado Eraserland, que irá ver a luz do dia a vinte e dois de março à boleia da Dead Oceans. Será um trabalho curioso porque conta com a participação especial dos My Morning Jacket como banda de suporte de Showalter, além do guitarrista Jason Isbell e da voz de Emma Ruth Rundle num dos temas.

Weird Ways é o primeiro single divulgado de Eraserland, uma composição já com direito a um vídeo realizado por David Boone e onde se sente uma genuína entrega por parte do autor. É uma canção plena de intimismo e nostalgia, que começa banhada por um manto etéreo de acusticidade, mas que depois, envolvida por uma vibe pop oitocentista indisfarçável, fica repleta de orquestrações opulentas e, apesar do ruido e da distorção da guitarra, contém, no seu todo, um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. Confere o vídeo de Weird Ways e a tracklist de Eraserland...

Weird Ways
Hyperspace Blues
Keys

Visions
Final Fires
Moon Landing
Ruby
Wild And Willing
Eraserland
Forever Chords

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:28

Mock Orange – Put The Kid On The Sleepy Horse

Quinta-feira, 05.01.17

Topshelf Records é o nome da etiqueta que abriga os Mock Orange, banda norte americana oriunda de Evansville, no Indiana, formada por Ryan Grisham, Joe Asher, Heath Metzger e Zach Grace e de regresso aos lançamentos discográficos com Put The Kid On The Sleepy Horse, dez canções que do rock clássico, a ambientes mais experimentais e até progressivos, nos levam até ao melhor do rock independente que se fazia do outro lado do atlântico no ocaso do século passado.

Resultado de imagem para mock orange band 2016

Banda importante do cenário indie local e com alguns registos que deixaram uma marca indelével no panorama musical norte americano, nomeadamente Nines & Sixes, o terceiro disco do grupo, editado em 1998 e que continha o clássico Growing Crooked, os Mock Orange chegam ao décimo longa duração dispostos a dar mais um passo em frente de elevada bitola qualitativa, no novo fôlego da sua carreira, que teve um segundo pontapé de saída, digamos assim, com Disguised As Ghosts (2011), o antecessor deste Put The Kid On The Sleepy Horse. Assim, se I'm Leaving nos oferece o melhor da herança pulsante que este quarteto guarda no seu cardápio sonoro, o ambiente mais climático e intimista de High Octane Punk Mode elucida-nos acerca do modo sensivel e melódico como estes Mock Orange também sabem compôr. Já o fuzz inebriante da guitarra de Nine Times inclui-se na tal demanda por ambientes mais inusitados e nem sempre óbvios, tendo em conta o percurso anterior do grupo.

Put The Kid On The Sleepy House acaba por ser mais um passo em frente no propósito de Ryan Grisham, o grande mentor deste projeto, apresentar ao público uns Mock Orange precisos no modo como replicam o som roqueiro e lo fi do passado, exemplarmente revisitado em Window, mas também alinhados com as tendências mais recentes do campo sonoro em que se movimentam, procurando, simultaneamente, aquela salutar contemporaneidade que todos os grupos de sucesso necessitam e precisam, independentemente da riqueza quantitativa e qualitativa da sua herança e também renovar a sua base de seguidores com um público mais jovem, sempre atento e ávido por boas novidades. 

Seja como for, e como de algum modo já referi, o adn dos Mock Orange é muito respeitado neste compêndio, mais que não seja pela filosofia melódica e instrumental subjacente ao arquétipo sonoro das canções, um respeito patente no rock cássico a destilar blues em Chrome Alligator e no clima mais pop de Be Gone. Portanto, estando presente em Put The Kid On The Sleepy Horse a estética sonora novocentista em todo o seu esplendor, canções do calibre da esplendorosa Too Good Your Dreams Don’t Come True conseguem, salutarmente, estabelecer pontes e, de certo modo, oferecer novos desafios ao cardápio da banda ao mesmo tempo que não defraudam quem é mais devoto relativamente à história dos Mock Orange.

Put The Kid On The Sleepy Horse pode ser, para muitos, apenas mais um sinal de vida de uma banda que duas décadas depois achou que poderia voltar a ser relevante, mas a verdade é que, tendo em conta o estatuto que construiu, voltando a compôr não pode nunca aspirar a menos que isso, havendo aqui acerto criativo, patente na generalidade das canções e que deve ser exaltado por encarnar também a coragem do grupo para prosseguir. Espero que aprecies a sugestão...

Mock Orange - Put The Kid On The Sleepy Horse

01. I’m Leaving
02. High Octane Punk Mode
03. Nine Times
04. Window
05. Be Gone
06. Some Say
07. Chrome Alligator
08. Too Good Your Dreams Don’t Come True
09. Intake
10. Tell Me Your Story

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 14:09

Houndmouth – Little Neon Limelight

Quinta-feira, 19.03.15

Editado a dezassete de março através da Rough Trade, Little Neon Limelight é o novo álbum dos Houndmouth, uma banda orte americana natural de New Albani, em Indiana, formada por  Matt Myers, Shane Cody, Katie Toupin e Zak Appleby e que chama a si o tipico indie rock norte americano, temperado pela soul e pelo blues, resgatando influências hippies e fortalecendo um som de oposição ao que têm proposto ultimamente as guitarras típicas da cena indie norte americana, nomeadamente num registo mais punk, principalmente o que é oriundo da região de Brooklyn, Nova Iorque.

Os Houndmouth mergulham então numa psicadelia folk algo nostálgica e ligeira, muito à semelhança do que sucedeu nos primórdios do rock influenciado pelo sol da Califórnia e pela maré constante de fuzileiros que partiam para o Vietname, algures nos anos sessenta, além de se apoiarem num som montado em cima de um coletivo musical, que reproduz jovialmente uma força neo hippie que preenche cada instante das onze músicas deste álbum.

Da pop solarenga de Sedona, passando pela toada country de Otis e Honey Slider, a bucólica for No One e por aquele rock ritmado e musculado que Elvis cimentou há meio século e que 15 years replica numa visão mais contemporânea e com alguns tiques gospel a lançarem ainda mais achas para a fogueira, Little Neon Limelight parece uma visita guiada À herança sonora de uma América que inspira uma banda que se entrega de peito aberto a uma musicalidade calcada em antigas nostalgias, deixando-se consumir abertamente por ´varias referências típicas do outro lado do atlântico e que percorrem cada uma das onze canções e expandem os territórios deste grupo de Indiana.

A simbiose entre estes diferentes géneros possibilita também que eles se encontrem em alguns momentos, como em Gasoline, canção cuja viola acústica e um registo vocal coletivo irrepreensivel formaliza uma tentativa descarada de aproximação com o cancioneiro norte americano, ou no indie rock animado, certeiro e dançavel de Say It, canção que funde guitarras, baixo e teclados com uma percussão com invulgar mestria e que tanto pode animar uma movimentada praia californiana em hora de ponta, como uma quermesse de domingo bem no interior do Tennessee.

Parecendo não se importar por transmitir em alguns momentos uma óbvia sensação de despreocupação, claramente audível na inserção de sons típicos de um convivio em pleno estúdio e que são deixados propositadamente para dar um ar mais natural a algumas canções, Little Neon Limelight cativa pelo modo como espalha um charme e uma delicadez algo invulgares, ao mesmo tempo que transmite sensações onde a nostalgia do nosso quotidiano facilmente se revê enquanto plasma o que de melhor o indie rock norte americano mais genuino ofereceu ao mundo no último meio século. Espero que aprecies a sugestão...

Houndmouth - Little Neon Limelight

01. Sedona
02. Otis
03. 15 Years
04. For No One
05. Black Gold
06. Honey Slider
07. My Cousin Greg
08. Gasoline
09. By God
10. Say It
11. Darlin’

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:39






mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon - Programa 426


Disco da semana 118#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Maio 2021

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.