Terça-feira, 28 de Agosto de 2018

Jon Hopkins - Singularity

Singularity é o quinto álbum de estúdio do músico, produtor, DJ e pianista inglês Jon Hopkins, um alinhamento lançado na passada primavera pela Domino Records e que sucedendo ao aclamado registo Immunity, consolida a mestria deste músico como escultor exímio de composições sonoras com elevado travo tridimensional, uma eletronica de cariz eminentemente ambiental, onde reina a complexidade do sintético.

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Seguidor confesso de Brian Eno, mas também a seguir o rasto de nomes tão importantes como Four Tet ou os Boards of Canada, Jon Hopkins oferece-nos em Singularity um verdadeiro banquete de revisitação de um período da eletrónica que foi praticamente marcante, as décadas de setenta e de oitenta do século passado, com o clima progressivo da primeira e uma faceta mais pop da segunda a serem aqui fundidas, muitas vezes e modo quase impercetivel, como se percebe logo na espiral crescente do volumoso tema homónimo que abre o disco, uma canção onde a um trecho melódico constante, vão sendo adicionados efeitos cada vez mais rugosos e distorcidos. Depois, no psicadelismo abrasivo de Emerald Rush, uma canção construída através de uma sóbria sobreposição de diferentes camadas de batidas e efeitos, com um resultado final praticularmente cósmico e etéreo, somos transportados para um território insinuante no modo como nos convida à dança e à inquietude física e mental.

Após este início promissor, Singularity entra num período mais climático e experimental, com Hopkins a olhar sempre para o tal passado de modo a criar na nossa mente uma sensação de constante incerteza, já que nunca sabemos muito bem como o registo vai continuar a progredir. Temas como Neon Pattern Drum, um banquete percussivo muito heterógeneo e repleto de efeitos curiosos, Everything Connected, uma fusão de techno com post rock repleta de colagens e variações rítmicas, o minimalismo hipnótico de Feel First Life e de COSM e o piano intrigante que sustenta Echo Dissolve, são composições que, fazendo-nos muitas vezes flutuar e divagar por um universo que será sempre oculto para quem não crê no poder da música como indutor de estados de alma e terapeuta emocional, contêm uma leveza rara e mágica só possível de ser entendida por quem se deixar enlear por esta espécie de filosofia meditativa.

Complexo, às vezes contemplativo e vagaroso, mas também muitas vezes extasiante, tridimensional e frenético, Singularity é um disco onde a clareza de ideias e o torpor, o desânimo e a euforia também se misturam, através de um alinhamento ondulante que, no seu todo, constitui uma viagem impressiva pela mente de um músico que quer que este disco seja olhado como uma experiencia transcendental, ou seja, é um álbum que deve ser aborvido como um todo e escutado do início ao fim, sem quebras, porque esse é o único modo que, na sua óptica, nos permite retirar dele toda a sua energia e decifrar todo o seu potencial comunicativo. Espero que aprecies a sugestão....


autor stipe07 às 19:07
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015

Skylar Spence - Prom King

Viu a luz do dia no final do último verão Prom King, o disco de estreia do projeto Skylar Spence, encabeçado por Ryan DeRobertis, um músico norte americano que começou por assinar a sua música como Saint Pepsi, mas que resolveu infletir para uma pop efusiva, em oposição a atmosferas mais etéreas e experimentais em que se baseava no seu anterior projeto. Sendo assim, estamos na prsença de um disco que apela sem desvios ou truques desnecessários a uma visita demorada e dedicada a uma pista de dança, numa lógica sonora que tem feito escola desde a alvorada dos oitentas, mas com um elevado toque de modernidade.

Num disco carregado de temas com airplay fácil e com tudo para darem a volta ao mundo, Skylar Spence oferece-nos, em quarenta e cinco minutos, um alinhamento com uma elevada componente sintética, impregnado de batidas aceleradas e plenas de groove, com temas como Can't You See, tema cantado pelo próprio Ryan, mas também Ridiculous! e Bounce Is Back a concretizarem um piscar de olho indiscreto ao house mais comercial, mas onde não faltam guitarras e outros detalhes mais orgânicos, sejam acústicos ou eletrificados. I Can't Be Your Superman é uma canção extraordinária para o testemunho desta simbiose com uma guitarra com um efeito vintage fortemente narcótico e uma batida bem vincada, a marcarem um andamento de um tema com uma personalidade muito forte e festiva.

Este é um alinhamento de canções que, de acordo com o próprio autor, refletem eventos que marcaram a sua vida pessoal, nomeadamente o facto de ter testemunhado espirais de descontrole emocional protagonizadas por alguns dos seus melhores amigos e a impotência que o assaltou nesses instantes, mas também a sua experiência na estrada como músico e todo o tipo de tentações que esse estilo de vida contém. O tema homónimo deste disco versa diretamente sobre este ideário, contendo alguns samples que refletem essa experiência pessoal e o modo marcante como a mesma moldou a personalidade deste autor.

Prom King tem diversos momentos particularmente deslumbrantes e efusivos e outros mais contemplativos, nomeadamente All I Want, mas que não deixam de ser igualmente intensos. Canções como Bounce Is Back e as já citadas Ridiculous! e Can't You See deviam ser uma presença obrigatória em qualquer pista de dança, não só pelo ambiente dançante efusivo que criam, mas também pelo travo vintage psicadélico que contêm, num alinhamento que é para ser escutado, quase na íntegra, debaixo da bola de cristal, com uma atitude insinuante, um charme e uma sofisticação muito próprios, sem restrições e de peito aberto até que o cansaço nos faça sucumbir. espero que aprecies a sugestão...

1. Intro

2. Can't You See
3. Prom King
4. I Can't Be Your Superman
5. Ridiculous!
6. Fall Harder
7. Bounce is Back
8. Affairs
9. All I Want
10. Cash Wednesday
11. Fiona Coyne


autor stipe07 às 20:47
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Sábado, 27 de Junho de 2015

Howling - Sacred Ground

Escuta-se o piano suplicante, a batida minimal e o agudo de uma voz particularmente sedutora em Signs, o tema de abertura de Sacred Ground e fica logo claro na nossa mente que RY X e Frank Wiedemann, a dupla berlinense que assina a sua música como Howling, aposta numa mistura entre o indie rock e a eletrónica ambiental, cheia de soul e sentimento. Disco de estreia deste projeto, Sacred Ground é um emaranhado intenso e particularmente melódico de sons que nos elevam para um patamar elevado, principalmente quando deixam à vista todo aquele mel que nos remete para indie pop de há trinta anos atrás, quase sempre através de efeitos sintetizados futuristas que trazem consigo sons melancólicos de outras décadas, assim como todo o clima sentimental do passado e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso.

Mas não é só de eletrónica que se alimenta este álbum que tem a chancela da  Monkeytown Records. Stole The Night, o single de apresentação do disco, sustenta-se num baixo mágico e profundamente sedutor, em redor do qual se entrelaça uma teia imensa de sons que parecem planar e divagar enquanto nos hipnotizam.

Numa simbiose perfeita entre batida e efeito sintetizado, X Machina é uma bolha de hélio que nos provoca um saudável torpor, que de algum modo apenas é interrompido em Litmus, aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se agregam em seu redor o rumo sonoro geral do trabalho, que neste caso além dos aspetos sonoros já descritos, acumula, devido ao orgão, um charme melódico que impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta. Estas duas canções, o techno minimal de Short Line e Forest, dois temas com flashes de efeitos que disparam em diferentes direções e onde o jogo de vozes merece dedicada audição e os efeitos metálicos borbulhantes de Zürich, que parecem ter sido criados no meio de uma floresta suspensa no ceú por duas nuvens carregadas de poeira e que, tocando-se entre si, criam aquele som típico da agulha a ranger no vinil, definem a elevada bitola qualitativa destes Howling e o encontro feliz que proporcionam entre o minimalismo que se usufrui num relaxante sofá e a house music. Já a viagem orbitral, mas a uma altitude pouco espacial, numa espécie de limbo, que nos oferece o edifício ambiental declaradamente fresco e dançável da chillwave de Quartz, os detalhes acústicos das cordas de Howling e o entorpecimento inebriante de Lullaby, mostram que Sacred Ground é um álbum relaxante, de paisagens frias e tranquilas e que resultou de  percurso feito com uma electrónica de matriz mais paisagista que transcende a lógica da canção pop de formato mais clássico e que nunca deixa de lado aquela pulsão rítmica que cativa o corpo para a pista de dança.

Sacred Ground faz dos Howling novos mestres do espetro sonoro em que procuram impôr-se, já que cheios de charme, fortemente sedutores e com um elevado bom gosto, mesmo nos momentos mais soturnos e melancólicos, criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e terem a tendência de nos fazer debruçar em sonhos por realizar, acrescentam novas cores no nosso ouvido, usando como arma de arremesso uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... 

Howling - Sacred Ground

01. Signs
02. Stole The Night
03. Interlude I
04. X Machina
05. Litmus
06. Zürich
07. Short Line
08. Quartz
09. Interlude II
10. Forest
11. Howling
12. Lullaby


autor stipe07 às 22:07
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014

Fujiya And Miyagi – Artificial Sweeteners

Os britânicos Fujiya & Miyagi não editavam nenhum disco desde Ventriloquizzing, um trabalho que chegou às lojas em janeiro de 2011, mas finalmente, acabam de juntar em 2014 mais um longa duração ao seu cardápio sonoro, um registo chamado Artificial Sweeteners, que viu a luz do dia no início de maio, através do selo Yep Roc Records.

A apostarem numa relação estreita entre o krautrock inaugurado nos anos setenta e as tendências atuais da pop movida a sintetizadores, os Fujiya & Miyagi parecem, ao quinto disco, querer começar a apresentar uma estética sonora cada vez mais próxima do house e dos ritmos eletrónicos que abraçaram logo em 2003, quando Steve Lewis e David Best, os membros iniciais do projeto que integrava o conceito de Fujiya (uma marca de equipamentos de som) e Miyagi (o mentor de Daniel-San em Karate Kid), se estrearam nestas andanças.

Atualmente já com Steve Lewis e Lee Adams no alinhamento do grupo, além de Lewis e Best, os Fujiya & Miyagi continuam a construir uma interessante discografia pop, animada por novas eletrónicas, mas num espaço de delicioso diálogo com heranças e referências de outros tempos, algo que Flaws, o single de abertura de Artificial Sweeteners, plasma claramente ao remeter-nos para a sintetização da década de oitenta, no período aúreo de uns Pet Shop Boys ou dos New Order e Acid To My Alkalyne eleva, através da simbiose entre as batidas, a voz sussurrada de Best e o groove de uma guitarra.

A instrumental Rayleigh Scattering já nos remete para a eletrónica alemã, assim como as vozes repetidas e algo robóticas do tema homónimo que, apesar de uma declarada essência vintage, acabam por encontrar eco em muitas propostas indie atuais que também se movem, com mestria, na mesma miríade de influências. Até ao final há ainda que destacar a elegância do groove e do ritmo de Little Stabs Of Happiness e os teclados que balançam entre a pista de dança e paisagens comtemplativas no instrumental Tetrahydrofolic Acid. Esse é um excelente mote para escutarmos depois Daggers, o meu tema preferido do registo, devido ao jogo que se estabelece entre o baixo e as guitarras no meio das batidas que suportam o ritmo da canção. Vagaries Of Fashion lembra novamente a herança dos Pet Shop Boys e depois o disco termina em beleza com a lindíssima voz que se escuta em A Sea Ringed With Visions, numa canção que cresce apoiada em batidas sincopadas e que clama por um momento de êxtase que nunca chega.

Artificial Sweeteners é uma súmula interessante e bem idealizada de todo o conteúdo que sustentou a eletrónica nos últimos trinta anos, atráves de canções pop bem estruturadas, devidamente adocicadas com arranjos bem conseguidos e que não dispensam a vertente orgânica conferida pelas cordas e pela percussão, tudo envolto com a habitual pulsão rítmica que carateriza a personalidade deste quarteto, que criou mais um alinhamento consistente, carregado de referências assertivas e que consitui mais uma marco no percurso deste projeto essencial do panorama da eletrónica do séxculo XXI. Espero que aprecies a sugestão...

Fujiya And Miyagi - Artificial Sweeteners

01. Flaws
02. Acid To My Alkaline
03. Rayleigh Scattering
04. Artificial Sweeteners
05. Little Stabs At Happiness
06. Tetrahydrofolic Acid
07. Daggers
08. Vagaries Of Fashion


autor stipe07 às 21:31
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Terça-feira, 29 de Abril de 2014

AUTOMAT - AUTOMAT

Uma pesquisa rápida pela internet mostra-nos que Automat foi um álbum de música eletrónica instrumental, cuja autoria e produção foi de dois músicos italianos, chamados Romano Musumarra e Claudio Gizzi. Esse disco foi gravado entre novembro e dezembro de 1977 e lançado no ano seguinte, pela EMI italiana e sob o selo da Harvest Records. Essa pesquisa mostra-nos também que os temas de Automat foram executados com o MCS70, um sintetizador analógico monofónico, desenhado, construído e programado pelo engenheiro italiano Mario Maggi e que Luciano Toroni foi o engenheiro de som  do disco.

A análise ao álbum Automat que partilho com os leitores do meu blogue não se refere a este disco que, pelos vistos, foi um marco do cenário eletrónico que começava a florescer na década de setenta, mas antes de um trabalho editado no início de abril último, por um trio alemão com o mesmo nome. No entanto, aludi a esse disco feito na Itália há quase quarenta anos porque parece-me óbvio que Arbeit, Färber e Zeitblom, os Automat alemães, terão ouvido já esse disco e que o mesmo fará parte do cardápio sonoro que influenciou este trabalho.

Oriundos de Berlim, os Automat começaram este projeto em 2011 mas, só agora, três anos depois, chegou o disco de estreia, um homónimo lançado através da Bureau B e que conta com as colaborações especiais de Lydia Lunch, Genesis Breyer P-Orridge & Blixa Bargeld, nas vozes.

Começar a ouvir AUTOMAT é abraçar uma forte predisposição para encetar uma viagem única e de algum modo hipnótica por um universo sonoro que agrada profundamente a este trio e que é, certamente, dominado pela eletrónica. Ficamos, de certa forma, positivamente condenados a usufruir de um banquete com um cardápio eminentemente sintético, mas que não deixa de piscar o olho a alguns detalhes mais orgânicos.

Uma aparente ambivalência, mas que neste disco e neste trio soa como um todo complexo, mas coerente, fica logo patente em THF, o instrumental de abertura, quando um baixo encorpado e uma batida marcada e hipnótica se aliam a um conjunto de ritmos e sons que borbulham ao longo da canção e a pontuam, como se Berlim quisesse fugir da aparente rigidez maquinal que a batida pode suscitar, para procurar nos trópicos, um local caliente e soalheiro que a presença das congas ajuda a sobressair.

SXF já aponta numa outra direção, onde domina um teor ambiental denso e complexo, com um resultado atmosférico, mas que não deixa a canção cair numa perigosa letargia, já que há aqui sinais bem audíveis que apontam baterias também à punk dance. The Streets, Mount Tamalpais e AM Schlachtense mantêm esta embalagem feita com sintetizadores, num registo predominantemente grave e ligeiramente distorcido e que cria uma atmosfera sombria e visceral, mas agora com o aliciante das vozes engrandecerem o clima dos temas, que procura, a miúde, encostar-se um pouco ao reggae.

AUTOMAT é, em suma, a soma de várias partes, num disco com ecos bem audíveis de post punksynthpop e dance punk dos anos oitenta. A produção é uma das mais valias já que, seja entre o processo dos primeiros arranjos, até à manipulação geral do álbum, tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e que, de algum modo, ajuda a colocar de novo a dança de música da famosa escola alemã na linha da frente das referências fundamentais no género. Espero que aprecies a sugestão...

THF

SXF

THE STREETS (feat. Lydia Lunch)

MOUNT TAMALPAIS (feat. genesis breyer p-orridge)

TXF

AM SCHLACHTENSEE

GWW

 

 


autor stipe07 às 21:40
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