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Numbers Are Futile - Sunlight On Black Horizon

Terça-feira, 23.06.15

Os Numbers Are Futile são Δ ☼ ❍ e Δ Π Δ, um português e um grego sedeados em Edimburgo, na Escócia e representados pela insuspeita Song By Toad, Records, de Matthew Young. Sunlight On Black Horizon é o disco de estreia deste projeto, um trabalho editado a dezoito de maio, disponivel em formato vinil e digital, com oito canções guiadas por uma percussão exemplar e samples únicos, que sobrevivem num universo subsónico e contrastante, com a voz a flutuar em redor, numa banda sonora que fala de sonhos, de liberdade e de redenção.

Um dos maiores trunfos deste conjunto de canções está na decisão da dupla em abordar a míriade sonora que fez sempre parte dos gostos músicais de ambos e do universo cultural em que cresceram, com pontos de encontro óbvios e onde as herançashelénica e românica são referências óbvias. The Great Chimera é um oásis de cor e luz que entre as sete colinas de Lisboa e o Pártenon nos oferece algumas das caraterísticas fundamentais world music, chillwave, dream pop, new age e de outras sonoridades mais clássicas e experimentais, que se multiplicam ao longo do alinhamento de Sunlight On Black Horizon.

Acaba por ser viciante experimentar ouvir o disco várias vezes e ir catalogando mentalmente os universos sonoros abordados e estimulante perceber como eles se relacionam e se fundem nas canções. Este constante sobressalto e variedade sonora ficam ainda mais enriquecidos quando se constatam as diferenças na forma de cantar de Δ ☼ ❍ e o encanto etéreo e celestial com que os dois músicos comunicam entre si.

Logo a abrir, a já citada The Great Chimera sustenta-se nuns teclados que criam uma atmosfera envolvente e bastante quente e depois We Float parece querer remeter a raça humana para as suas origens aquáticas, com os tambores a explicarem que, inevitavelmente, somos criações da natureza e a ela nos devemos manter ligados. O som que emanam nesta canção tem uma toada épica, que se mantém em Monster, ampliada aqui por instrumentos de sopro, mais uma exemplo da percussão fenomenal e bastante diversificada que estes Numbers Are Futile debitam e que, neste caso, vai-se construindo aos poucos, através de uma sequência rítmica bastante moderna.
Como seria de esperar, os teclados são cruciais no amenizar da gravidade dos tambores e das batidas e têm um papel fundamental no que toca à criação de um ambiente confortável e familiar para o ouvinte. Em Oblivion Days, um dedilhar hipnótico de duas ou três teclas e a inserção dos tambores de modo paticularmente pujante e grandioso, quase a meio do tema, provam como estes Numbers Are Futile são mestres na instrumentação, na forma como tocam e como conjugam todos os instrumentos, não deixando de ser estimulante conferir esta sonoridade única e que evoca ambientes seculares enquanto que, simultaneamente, soa de uma forma tão nova e tão refrescante.
Até ao ocaso, não há como não nos sentirmos tocados pelos inéditos samples vocais de In The Fields que, juntamente com as notas que são tocadas, evocam um ambiente um pouco mais obscuro, como se a canção ilustrasse um culto secreto, ou um ritual. Depois, se o orgão de Doomsday Blues parece conter a chave que abre a porta do paraíso, já os teclados hipnóticos de The Threat puxam-nos, mais uma vez, para uma cavernosa obscuridade orgânica, assim como o ópio percurssivo que alimenta Vice > Reason. Estes temas constroem a sequência mais emotiva e ruidosa do disco que, quando termina, faz-nos sentr que a escuta de Sunlight On Black Horizon é, fundamentalmente, uma experiência semelhante à audição de um monólogo de Zeus no seu próprio templo, em oito canções onde somos levados e elevados ao mesmo nível dos templos mais altos da mitologia grega. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 17:49

Keep Shelly in Athens - Old Time Glory

Terça-feira, 21.01.14

Keep Shelly In Athens - "Old Time Glory"

Quase na reta final de 2013 divulguei  At Home, o disco de estreia da dupla de dream pop grega Keep Shelly in Athens, formada por RΠЯ e Sarah Pe adivinhava um futuro auspicioso para esta dupla. No entanto, no último fim de semana a cantora Sarah P anunciou o seu abandono do projeto para, segundo a mesma, dedicar-se a outros projetos.

Em jeito de despedida os Keep Shelly in Athens partilharam Old Time Glory, uma nova canção do grupo, que resolveram oferecer gratuitamente a todos nós. O tema é mais um exemplo de como a voz de Sarah P era um importante trunfo neste projeto e talvez a melhor canção criada pelos atuais Keep Shelly In Athens que vão manter-se em atividade, com vocalistas convidados, estando já previsto um novo disco lá para o final do ano. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:07

Sillyboy - Nature Of Things

Sábado, 04.01.14

Sillyboy é um músico grego de Atenas e Supply Chain o grande destaque de Nature Of Things, um álbum editado no já longínquo ano de 2013 por intermédio da Just Gazing Records e o segundo deste artista multifacetado. Já agora, Sillyboy é um nome inspirado em Sillyboy Blue, o título de um tema de David Bowie. Nature Of Things contém dez canções que atravessam diferentes épocas, géneros e estilos musicais, sem esquecer as letras, que estão cheias de relatos sobre vidas que se enfrentam e que procuram sobreviver em ambientes tipicamente urbanos.

Se Nature Of Things, o tema homónimo e outro dos destaques do disco, nos remete para a subtileza que tem como linha orientadora os caminhos feitos da fusão entre a pop e a eletrónica, mas que não tem apenas a pista de dança como meta, a toada mais rock de Got Your Numbers e o dedilhar da viola em Over My Name e nas introspetivas The River e Animal, demonstram a capacidade eclética deste músico grego em abraçar nomes influentes, que podem ir de David Bowie, aos Talking Heads, passando pelos Smiths, Beck e os primórdios do projeto Vampire Weekend.

Nature Of Things é um trabalho com uma elevada maturidade que se define por uma pop electrónica actual, ora talhada em instantes de maior luminosidade, ora em breves espaços de melancolia. Aquele som tão peculiar feito com o dedilhar do baixo a marcar o ritmo, ou com a fusão entre a viola acústica, a guitarra e uma percurssão bem vincada, como se escuta em vários temas, comprova esta aparente dicotomia e fusão de estilos, numa colorida coleção de canções que usam também a eletrónica como ferramenta na construção das mesmas, numa lógica sonora que tem feito escola desde a alvorada dos oitentas. No entanto, existe aqui um elevado toque de modernidade, que afugenta uma possível agenda de fazer apenas revivalismo, ou seja, o toque e o perfume de outros tempos estão lá, mas o som é bastante atual, original e maduro.

O disco está disponível para audição no bandcamp de Sillyboy. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:02






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