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Yellow Days – Special Kind Of Woman

Segunda-feira, 22.12.25

Oito após o EP de estreia Harmless Melodies e o seu primeiro longa duração, Is Everything OK In Your World?, e meia década depois do registo A Day In A Yellow Beat, o cantor e multi-instrumentista britânico George van den Broek, de vinte e seis anos e que assina a sua música como Yellow Days, está de regresso ao nosso radar com Special Kind Of Woman, o mais recente avanço revelado de Rock And A Hard Place, o novo disco do músico natural de Manchester, um alinhamento de catorze canções que vai ver a luz do dia a treze de fevereiro do próximo ano, com a chancela da Independent Co..

Yellow Days has shared new single "Special Kind Of Woman." The track is off his album Rock And A Hard Place, on February 13, 2026
pic by  Charlotte Manuel

Tema que pretende encarnar uma sentida declaração de amor à atual companheira de van den Broek, Special Kind Of Woman é um incrível tratado de indie pop de forte toada jazzística, com elevada influência da soul, do blues, do R&B e do funk e, por isso, sonoramente bastante eclético. É uma canção bastante orgânica, charmosa e angulosa, com um travo retro delicioso e que transmite bastante alegria e positividade. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:49

Tame Impala – Deadbeat

Quinta-feira, 23.10.25

Cinco anos após The Slow Rush e a testar os limites da nossa paciência devido a tão prolongado hiato, os australianos Tame Impala de Kevin Parker voltaram, finalmente, aos discos com Deadbeat, o quinto e novo registo de originais do projeto, um alinhamento com doze músicas gravadas, produzidas e misturadas pelo próprio Parker no estúdio do artista em Fremantle, na Austrália, onde reside e que, tendo a chancela da Columbia Records, é bastante inspirado na cultura bush doof na cena rave da Austrália Ocidental.

Tame Impala 'Deadbeat' Review

Os seguidores mais atentos do universo sonoro indie, habituaram-se, na última década e meia, a estar sempre particularmente atentos a tudo aquilo em que Kevin Parker fosse criando, quer nos Tame Impala, quer noutros projetos paralelos, ou como convidado. Ao início as cordas do baixo e das guitarras foram sempre suas fiéis aliadas, mas a verdade é que os sintetizadores têm vindo, ao longo dos anos, a ganhar cada vez maior primazia no seu modus operandi e a pop a tornar-se o princial alvo, em detrimento do rock progressivo e psicadélico.

Esta constante mutação sonora, que nunca deixou de ser também evolutiva, acabou por plasmar um importante aspeto da personalidade deste músico, que sempre se mostrou avesso a restrições, seguidismos e balizamentos e que foi perdendo o receio de assumir-se como amante da música de dança, reforçando, ao mesmo tempo o desejo de se vir a tornar num DJ de referência. 

Deadbeat é o culminar de toda esta epopeia transformadora e reveladora, num disco que já tem muito pouco, ou praticamente nada, de Currents e que acaba também por cornfirmar as fortes suspeitas relativamente a esta guinada definitiva, que o álbum The Slow Rush já nos tinha deixado em dois mil e vinte. Ao longo de quase uma hora, Parker transforma a sua mente numa enorme pista de dança e oferce-nos um lugar na fila da frente da sua festa privada, com stream aberto, cimentando um ponto forte que este músico sempre teve, que é a capacidade de se conetar com cada um de nós, em particular com todos aqueles que se sentem mais excluídos ou marginalizados, algo bem patente no tema Loser, que tem nas poucas cordas mágicas de uma guitarra do disco e no registo vocal ecoante de Parker aquela marca psicotrópica setentista que tipifica grande parte do catálogo sonoro dos Tame Impala. No entanto, o curioso travo funk do perfil percurssivo do tema, oferece ao mesmo uma tonalidade psicadélica incontestável, numa canção plena de contemporaneidade, mas também com um forte pendor nostálgico, uma das imagens de marca deste projeto.

Antes disso, a abrir o registo, na batida orgânica e lo fi de No Reply, Parker amplifica ainda mais esta ligação que pretende estabelecer com uma audiência que raramente se revê no mainstream, com My Old Ways, tema que abre o disco, a calcorrear territórios um pouco mais intimistas, através de um perfil sonoro com levado travo jazzístico, apesar do registo percussivo sintético, mais uma marca que não é propriamente transversal ao catálogo Tame Impala.

A partir daí, a ecoante Oblivion tem a curiosidade de tocar perigosamente nas fronteiras do techno e a flutuante Not My World acaba por ter um efeito algo hipnótico, apenas afagado por uma melodia cintilante em tom de sino, numa espécie de deep house experimental, também pouco visto no projeto.

Até ao ocaso de Deadbeat, um disco cheio de batidas grandes e vazias que ecoam pelo espaço, na curiosa abordagem ao trance em Ethereal Connection, no piscar de olhos à pop sessentista em See You On Monday (You're Lost) e na eletropop de Dracula, uma canção que aponta baterias para aquilo que nomes como os Justice ou The Weeknd trouxeram para a ribalta já neste século, continua um desfile algo inócuo e inconsequente daquilo a que se pode chamar de uma admirável tentativa de Parker de propor algo novo e que de algum modo redifina a sua própria identidade enquanto artista.

Em suma, essencialmente através de drum machines ligadas desleixadamente a amplificadores de guitarra e deixadas a rodar enquanto reproduzem loops algo rudimentares, Deadbeat acaba, no seu todo, por ter um efeito algo oposto aquilo que a boa música de dança deveria de ter, nomeadamente um poderoso efeito libertador e até terapêutico. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:38

Pond – So Lo (Andrew VanWyngarden Remix)

Quinta-feira, 08.08.24

Pouco mais de dois anos após 9, um disco que colocou os Pond voltados para ambientes sonoros com elevado sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de uma maior acessibilidade e abrangência, a banda liderada por Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, regressou aos discos em junho último com Stung!, um alinhamento de catorze canções, que teve a chancela da Spinning Top e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.

Pond Drop "So Lo (Andrew VanWyngarden Remix"

Um dos maiores destaques de Stung! é, sem dúvida, So Lo, a quarta canção do alinhamento do disco, uma composição conduzida por uma guitarra insinuante que debita um riff metálico fulminante e com um baixo exemplar no modo como acama uma batida com um groove tremendamente sensual. Além das cordas, diversos entalhes sintéticos com elevada cosmicidade, são outros ingredientes que alimentam So Lo, um estrondoso compêndio de funk rock cheio de fuzz e de acidez.

Agora, cerca de dois meses depois do lançamento do disco, é divulgada uma espetacular remistura de So Lo, assinada por Andrew VanWyngarden, uma das duas caras metades dos MGMT que, recordo, também já têm em dois mil e vinte e quatro um espetacular disco em carteira intitulado Loss Of Life.

Andrew VanWyngarden ofereceu a So Lo um cunho ainda mais anguloso do que o original, incubando um extraordinário tratado de eletropop, vigoroso, insinuante, sexy e cheio de funk, tremendamente dançável e divertido e sem deturpar a essência melódica da canção. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:07

Pond - So Lo

Quinta-feira, 20.06.24

Pouco mais de dois anos após 9, um disco que colocou os Pond voltados para ambientes sonoros com elevado sentido melódico e uma certa essência pop, numa busca de uma maior acessibilidade e abrangência, a banda liderada por Nick Allbrook, baixista dos Tame Impala, está de regresso as discos com Stung!, um alinhamento de catorze canções, que irá ver a luz do dia já amanhã, com a chancela da Spinning Top.

Como certamente se recordam, no final do último inverno passou por cá Neon River, uma composição de forte cariz lisérgico e poucas semanas depois dançámos ao som de (I’m) Stung, o segundo tema do alinhamento do álbum.

Agora, chega a vez de dançarmos novamente, mas ao som de So Lo, o terceiro single retirado do alinhamento do álbum. Uma guitarra insinuante que debita um riff metalico fulminante, um baixo exemplar no modo como acama uma batida com um groove tremendamente sensual e diversos entalhes sintéticos com elevada cosmicidade, são os ingredientes que alimentam So Lo, um estrondoso compêndio de funk rock cheio de fuzz e de acidez. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:57

Black Pumas – Chronicles Of A Diamond

Terça-feira, 21.11.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla volta a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo de dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que burilam, ainda mais, uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Black Pumas no NOS Alive - Expresso

Honestidade, charme, entrega e uma enorme soul, são alguns dos conceitos chave de um registo que coloca o rock num pedestal com intenso brilho. E o melhor rock é, sem qualquer espécie de dúvida, aquele que agrega descaradamente diferentes nuances, bebe de várias fontes, não teme piscar o olho ao aqui e ao acolá, fazendo tudo isso sem perder a essência marcante de uma forma de criar música que tem, sem qualquer sombra de dúvida e desde os anos cinquenta do século passado, na classe operária negra do lado de lá do atlântico uma das suas grandes forças motrizes. Os Black Pumas são detentores sapientes dessa herança identitária, uma filosofia interpretativa que conhecem melhor que ninguém, porque lhes está no sangue esta faceta simultaneamente híbrida e agregadora, aliada a uma pouco usual empatia entre a dupla, que só se explica pela forte amizade que une Burton e Quesada.

Assim, em Chronicles Of A Diamond embarcamos numa fuastosa viagem roqueira até um universo sonoro feito de majestosidade instrumental, assente quase sempre em cordas eletrificadas com o têmpero certo. É um rock que não se inibe, em momento algum de dar espreitadelas incisivas ao melhor funk jazz contemporâneo, com o amor e as relações passionais ou familiares a estarem na linha da frente do ideário lírico de um rgisto fortemente entalhado e embrulhado numa constante tonalidade psicadélica.

Canções como Angel, composição simultaneamente initmista e intrincada, feita de quase cinco minutos simultaneamente singelos, hipnóticos e plenos de emoção, Mrs. Postman, um divertido e insinuante tema, que impressiona pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, o sustenta, para depois ir recebendo diversos elementos percussivos repletos de groove e More Than A Love Song, a luminosa canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond e que assenta numa bateria que marca um ritmo repleto de groove, que recebe depois, de braços abertos, arranjos de cordas agéis e guitarras exuberantes, que versam sobre a simplicidade da vida e o modo como as dificuldades podem ser ultrapassadas se nos unirmos a quem nos quer bem e à comunidade onde vivemos, do mesmo modo que fazem os pássaros quando voam sincronizados todos juntos, são apenas três exemplos, neste álbum, que nos mostram que os Black Pumas não tiveram medo de arriscar e assumir durante a sua concepção, sem apelo nem agravo, a impressiva criatividade e maturidade que já os identifica enquanto projeto musical,

Exímios a contar eventos aparentemente ordinários, mas que ganham, através do seu registo interpretativo exemplar, uma amplitude sentimental ímpar, os Black Pumas criaram, ao segundo disco, uma obra prima discográfica entusiasmante, que leva o ouvinte a rir e a chorar, a refletir e a levitar, ao som de quase quarenta e três minutos feitos com um rock dançante, sensual e tremendamente cativante. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:41

Black Pumas – Angel

Sexta-feira, 20.10.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo que chegará aos escaparates no final deste mês de outubro. São dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Black Pumas revela a poderosa “Angel”

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, foi a primeira amostra revelada do disco, um tema que esteve em alta rotação na nossa redação há pouco mais de um mês, como certamente os leitores e os ouvintes mais atentos se recordam. Depois, também escutámos, mais recentemente, Mrs. Postman, uma divertida e insinuante composição, que impressionou pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, a sustentava.

Agora chega a vez de nos deliciarmos com Angel, o terceiro single retirado do disco e a quinta do alinhamento de Chronicles Of A Diamond. Angel é uma canção mais intimista e, de certo modo, mais intrincada que as anteriores. Uma viola acústica dá o mote para quase cinco minutos simultaneamente singelos e hipnóticos, plenos de emoção e que demonstram, uma vez mais, o modo como o registo vocal sensual de Eric Burton é exímio a contar eventos aparentemente ordinários, mas que ganham, através do seu registo interpretativo exemplar, uma amplitude sentimental ímpar. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:35

Black Pumas - Mrs. Postman

Sexta-feira, 06.10.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove, um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um registo que chegará aos escaparates no final deste mês de outubro. São dez composições produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

New Song Saturday! Hear New Tracks from Black Pumas, Iron & Wine, Bebe  Rexha and More

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, foi a primeira amostra revelada do disco, um tema que esteve em alta rotação na nossa redação há cerca de um mês, como certamente os leitores e os ouvintes mais atentos se recordam. Agora chega a vez de escutarmos Mrs. Postman, uma divertida e insinuante composição, que impressiona pelo modo como um piano pleno de soul, exemplarmente tocado por JaRon Marshall, convidado especial da dupla, a sustenta, para depois ir recebendo diversos elementos percussivos repletos de groove, com o registo vocal sensual de Eric Burton a ser, uma vez mais, a cereja no topo do bolo de uma canção que tem também já direito a um animado vídeo assinado por Amos David McKay. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:34

Black Pumas – More Than A Love Song

Quinta-feira, 07.09.23

A dupla Black Pumas, formada por Eric Burton e Adrian Quesada, estreou-se nos lançamentos discográficos com um registo homónimo lançado em dois mil e dezanove,um álbum que venceu sete Grammys e recebeu imensos elogios por parte da crítica especializada. Agora, quatro anos depois dessa auspiciosa estreia, a dupla prepara-se para voltar a impressionar à boleia de Chronicles of a Diamond, um alinhamento de dez canções que chegará aos escaparates no final do mês de outubro, produzidas pelo próprio Adrian Quesada e que irão, certamente, burilar ainda mais uma mescla de estilos, nomeadamente o rock, a soul, o blues, o jazz e o funk psicadélico, um modus operandi que faz já parte do adn Black Pumas.

Black Pumas Announce New Album, Share "More Than a Love Song": Stream

More Than A Love Song, a canção que abre o alinhamento de Chronicles of a Diamond, é uma boa amostra da elevada bitola qualitativa deste dupla. É uma composição luminosa, que assenta numa bateria que marca um ritmo repleto de groove, que recebe depois, de braços abertos, arranjos de cordas agéis e guitarras exuberantes, com o registo vocal sensual de Eric Burton a ser a cereja no topo do bolo de uma canção que versa sobre a simplicidade da vida e o modo como as dificuldades podem ser ultrapassadas se nos unirmos a quem nos quer bem e à comunidade onde vivemos, do mesmo modo que fazem os pássaros quando voam sincronizados todos juntos, a metáfora que o grupo utiliza na letra para passar esta mensagem de esperança e luz. Confere More Than A Love Song e o vídeo do tema assinado por Juliana e Nicola Giraffe e fimado em Los Angeles...

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publicado por stipe07 às 12:03

Portugal. The Man – Dummy

Quarta-feira, 08.03.23

Chris Black Changed My Life é o fantástico título do novo disco dos norte americanos Portugal. The Man, de John Baldwin Gourley, um trabalho que irá chegar aos escaparates a vinte e três de junho com a chancela da Atlantic Records e que terá nos créditos da producção Jeff Bhasker, colaborador de longa data de nomes como Beyoncé, Harry Styles e SZA.

Portugal. The Man Is Back With New Single 'Dummy' – Hi Fi Way

Chris Back Changed My Life será o nono disco da carreira da banda de Portland, no Oregon. É dedicado a Chris Black, antigo membro do grupo que faleceu há quase quatro anos e tem em Dummy o mais recente single retirado do seu alinhamento, depois de, no ano passado, os Portugal. The Man terem divulgado uma canção intitulada What, Me Worry?, que irá certamente fazer parte do álbum e que nos ofereceu um excelente tratado de pop psicadélica, ágil e rápido, uma inspirada composição que foi acompanhada por um curioso vídeo assinado pelo projeto Los Güeyes, de Aaron Brown e Josué Rivas.

Dummy é um tema com uma tonalidade um pouco diferente, já que contém uma atmosfera eminentemente pop, assente num baixo vigoroso, um piano acalorado e guitarras repletas de distorções intensas, num resultado final bastante divertido, animado e dançante. Confere Dummy e o vídeo da canção assinado por Noel Paul e que tem como grande protagonista Tank Dog, novo membro da banda...

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publicado por stipe07 às 13:22

Cool Sounds – Like That

Sexta-feira, 21.10.22

O coletivo australiano Cool Sounds fez furor em dois mil e dezasseis quando se apresentou ao mundo com um extraordinário registo de estreia intitulado Dance Moves, uma notável coleção de canções pop que tinham no catálogo de bandas como os Talking Heads ou os Roxy Music declaradas influências. Dois anos depois os Cool Sounds viraram agulhas para territórios que calcorream o típico indie rock de cariz eminentemente lo-fi, com o registo Cactus Country, sempre com Dainies Lacey ao leme, o único membro da formação original que ainda permanece no agora sexteto Cool Sounds e a grande força motriz da banda.

Track: Cool Sounds funk it up with '6 or 7 More': a shimmering disco  inflected indie pop masterpiece that floats like a butterfly and stings  like a bee. Plus album news. – Backseat Mafia

Em dois mil e vinte e um as guitarras mantiveram-se na linha da frente estilística do grupo com o disco Bystander, que já tem sucessor, um trabalho intitulado Like That, que chegou aos escaparates recentemente, com a chancela da Chapter Music e que tem nas pistas de dança o grande alvo. É um disco de dez composições com uma sonoridade muito veraneante e repleto de sons essencialmente orgânicos, mas também de proveniência sintética, que vão surgindo ao longo do disco de forma algo surpreendente, em alguns casos, mas que nunca parecem desfasados ou exagerados, sempre em busca de um registo anguloso, vibrante e funky. A consistência do álbum deriva, essencialmente, da versatilidade percurssiva que o traça de alto abaixo, mas também à composição dos arranjos e à voz, fundamentando ainda mais um conceito de diversidade, que tem também a vantagem de conceder a Like That uma abrangência estilística alargada, dentro do espetro que sustenta a melhor pop contemporânea.

Logo no baixo agitado de 6 Or 7 More, um tema que Lacey confessa inspirar-se numa mescla entre os catálogos dos The Clash e de Jessie Ware e que, de facto, no funk anguloso da guitarra que conduz o tema, no já referido baixo vibrante que marca o seu ritmo e nos arranjos sintetizados que o adornam, plasma uma espécie de dance punk bastante charmoso e contundente, ficamos simultaneamente boquiabertos e esclarecidos ao que vêem os Cool Sounds em Like That. A partir dai, em temas como Part Time Punk ou Hello, Alright, You Got That , só para citar os mais contundentes, somos confrontados com um incomum frenesim e vigor, que nos encharcam de entusiasmo e vibrações positivas.

O sintetizador retro do tema homónimo, as suas cordas fluorescentes e o saxofone tocado por Pierce Morton, terminam em grande estilo um disco brilhante, que mais parece a banda sonora de uma festa privada meticulosamente criada, que nunca teve a preocupação de replicar estilos ou tendências, mas antes exalar o gosto pessoal e coletivo de um projeto que deve ser admirado pelo seu arrojo e vanguardismo ímpares. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:59






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