Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Stephen Malkmus – Juliefuckingette

Sexta-feira, 25.09.20

O ex-Pavement Stephen Malkmus continua a construir um inatacável percurso que cobre de alegria todos os apreciadores do verdadeiro e clássico rock n'roll. Se em dois mil e dezoito nos ofereceu o excelente registo Sparkle Hard, o ano passado piscou o olho a territórios mais sintéticos à boleia de Groove Denied e, já este ano, abraçou a folk à boleia de Traditional Techniques. De facto, é muita música em três anos, mas a fonte parece ser inesgotável, já que o músico natural de Santa Mónica, na Califórnia, acaba de revelar uma nova canção intitulada  Juliefuckingette.

Stephen Malkmus Shares New Song 'Juliefuckingette' & Announces Rescheduled  Tour Dates

Esta nova canção de Stephen Malkmus encontra a sua génese nas sessões de gravação de Traditional Techniques. É uma composição inspirada no clássico Romeu e Julieta de Shakespeare, mas encharcada em sarcasmo e ironia, devido a uma letra com um elevado sentido de humor e descontração (Abolish the fanfiction set, I don’t wanna clean up the Lagaria mess, It’s the last brand standing,You know you wanna kill it but you can’t kill that quite yet). Sonoramente, é uma canção feita com uma melodia aditiva, comandada pela viola acústica de doze cordas que é já imagem de marca de Malkmus, assentando concetualmente na mesma folk intimista, nostálgica e algo boémia que marcou o conteúdo de Traditional Techniques. Confere...

Stephen Malkmus - Juliefuckingette

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:17

This Is The Kit – Coming To Get You Nowhere

Quinta-feira, 17.09.20

This Is The Kit - Coming To Get You Nowhere

Os This Is The Kit da britânica Kate Stables vão regressar aos discos já em outubro com Off Off On,  sucessor do belíssimo registo Moonshine Freeze, que viu a luz do dia em dois mil e dezassete e que contou com a participação do extraordinário multi-instrumentista Josh Kaufman dos Bonny Light Horseman que, como certamente se recordam, faz parte do projeto MUZZ, juntamente com Paul Banks dos Interpol e Matt Barrick dos The Walkmen, que se estreou nos álbuns com um homónimo no final da passada primavera.

Coming To Get You Nowhere é o mais recente avanço divulgado de Moonshine Freeze, uma animada composição com elevado travo indie e onde do rock alternativo à folk, funde-se o adn de Kaufman, que olhou sempre com gula para a exuberância das cordas, com sonoridades cuja riqueza dos arranjos depende muito quer dos sopros quer de uma vasta miríade de recursos percurssivos. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 18:16

Silente - Em Espera

Quarta-feira, 09.09.20

Silente é assinado por Miguel Dias (ex-Rose Blanket) e Filipa Caetano, um novo grupo a ter em conta no panorama sonoro alternativo nacional e que está prestes a estrear-se nos lançamentos discográficos com um charmoso trabalho homónimo, gravado na última meia década, entre o Mindelo e Figueiró dos Vinhos, período durante o qual o gosto pela experimentação contribuiu para alongar, sem pressas, todo o processo criativo. Materizado por Miguel Pinheiro Marques (Arda Recorders) Silente conta com a colaboração do escritor e poeta Frederico Pedreira, que assina as letras das canções da dupla, mas também de Miguel Ângelo na bateria e Miguel Ramos no baixo.

Em Espera by Silente on MP3, WAV, FLAC, AIFF & ALAC at Juno Download

Em Espera é o primeiro single que este projeto revela desse seu álbum homónimo de estreia, uma transcendente canção que se sustenta numa simbiose bastante criativa entre a típica folk, com nuances mais clássicas e o indie rock, sempre em busca de uma sonoridade eminentemente clássica, mas também algo bizarra e indesmentivelmente inovadora e sedutora. Confere...

Bandcamp: https://silente.bandcamp.com/

Facebook: https://www.facebook.com/BSilente

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:36

Bill Callahan – Gold Record

Domingo, 06.09.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. Depois, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazznuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

Bill Callahan – 'Gold Record' album review

Mais do que um simples registo de canções avulsas e que procuram dissertar abstratamente e filosoficamente sobre o amor ou as agruras ou benesses deste mundo em que vivemos, Gold Record, o novo álbum de Bill Callahan, é um compêndio de histórias simples, mas cheias de brilho, intensidade e mérito, porque são concretas. Este novo alinhamento de Callahan demonstra que um grande disco não tem de ser liricamente intrincado e, além da componente sonora qualitativamente superior, não tem de ter poemas semanticamente elaborados, para ser classificado como tal. Às vezes, uma coleção bem pensada de histórias simples, contada com as palavras certas e acessíveis e sem desnecessárias preocupações estilísticas, é meio caminho andado para assegurar um registo discográfico de superior quilate. E este é, sem dúvida, o grande trunfo de Gold Record, um alinhamento de dez temas que escavam a cultura norte americana para encontrar um tesouro de raízes identitárias, fazendo-o, sonoramente, com a toada eminentemente acústica que define o adn do músico, plasmada num registo interpretativo que privilegia aquele formato canção que vai gradativamente agrupando novos elementos e sons distintos, até um final envolvente e, liricamente, feito com uma sucessão de histórias com as quais todos nós nos identificamos facilmente, já que certamente, apropriando-nos delas e dando-lhes um ou outro retoque, temos impressivos relatos de alguns momentos marcantes da nossa existência pessoal.

Assim, se Ry Cooder é, por exemplo, uma homenagem sentida de Callahan ao guitarrista de Los Angeles com esse nome e que já foi considerado um dos melhores da história da música contemporânea, em The Mackenzies conferimos o relato de alguém que tem um vizinho que sempre lhe suscitou enorme curiosidade e vontade de conhecer, faltando a coragem para a aproximação. Tendo um subito problema no carro, vê-se obrigado a contar com a sua ajuda, nascendo assim uma relação de amizade profunda entre duas pessoas que sempre se quiseram conhecer mas nunca conseguiram dar o primeiro passo e que envolve jantares em que abundam as trocas de experiências e memórias sobre o passado de cada um, nomeadamente as relações que ambos têem com os seus filhos. Depois, se Protest Song versa sobre a experiência pouco enriquecedora que é, na generalidade, visualizar nos dias de hoje televisão, já Another Song descreve aquele magnetismo de um casal que anseia pelo momento do reencontro

Disco com uma notável componente narrativa e que comprova, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola, mas sem deixar de conter também instrumentação sofisticada e plural, Gold Record foi idealizado por uma espécie de trovador da era moderna, que sussura contos pessoais, enquanto comunica directamente connosco e, ao mesmo tempo, parece que fala consigo próprio. Espero que aprecies a sugestão...

Bill Callahan -  Gold Record

01. Pigeons
02. Another Song
03. 35
04. Protest Song
05. The Mackenzies
06. Let’s Move To The Country
07. Breakfast
08. Cowboy
09. Ry Cooder
10. As I Wander

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:42

Time For T - Simple Songs for Complicated Times EP

Sexta-feira, 04.09.20

Gravado, de acordo com a própria banda, durante o mais recente período de confinamento resultante da situação pandémica global e com início numa caravana que assentou arraiais nos arredores de Lagos, Simple Songs For Complicated Times é o novo EP dos Time For T, um projeto nacional mas com raízes em Inglaterra, mais concretamente em Brighton. Na sua génese está Tiago Saga, um jovem com genes britânicos, libaneses e espanhóis e que cresceu no Algarve. Enquanto estudava composição contemporânea na Universidade de Sussex, Inglaterra, Tiago Saga foi criando a sua própria sonoridade assente na world music e na folk rock anglo-saxónica com outros músicos que foi conhecendo e com quem foi partilhando as mesmas inspirações, nomeadamente Joshua Taylor, Felipe Bastos e Juan Toran, os seus parceiros nestes Time For T.

Time For T antecipa edição de EP com “Qualquer Coisa” – Glam Magazine

Simple Songs for Complicated Times foi pensado, inicialmente, para ser uma coleção de canções feitas apenas com voz e guitarra, mas Saga acabou por pedir aos outros membros da banda e a alguns amigos que se encontravam em quarentena, para adicionarem as suas partes, porque cada um tinha a possibilidade de gravar em casa. O resultado é um tomo de canções feitas em português, inglês e espanhol e que nos cativam quase instantaneamente, não só porque, sonoramente, é um registo radiante, repleto de luminosas cordas,  

Aquela viola que ciranda por Fire On The Mountain, uma composição cuja crueza e imediatismo acústicos nos obrigam a fazer um sorriso fácil de orelha a orelha, a doce intimidade convidativa e sincera que plasma Brighton (Clumsy), o divertido aconchego de Manteiga, um tema que fala da experiência pessoal de Tiago por voltar a viver em Portugal e, paralelamente, daquela situação onde todos nós já nos encontramos, quando estamos sem tempo ou energia para fazer tudo aquilo que queremos e o minimalismo reconfortante, asim como o violino eloquente de Qualquer Coisa, um tributo à vida boémia, em toda a sua glória e comédia trágica, contendo uma lista de observações da vida em Portugal, mais concretamente em Lisboa, na altura dos Santos. são momentos maiores de um alinhamento que, no geral, balança num timbre luminoso de diversas cordas que se entrelaçam harmoniosamente com um jogo vocal repleto de interseções, uma salutar acusticidade, que nos oferece, de modo particuarmente impressivo e como a própria banda com clareza define bem melhor do que nós, um cardápio sonoro eclético que se abre em leveza aos hemisférios e meridianos, trazendo as praias, as florestas e os desertos à humanidade. Uma viagem imperdível à incandescência da música livre. É mesmo isto. Espero que aprecies a sugestão...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 14:19

Yo La Tengo – Wasn’t Born To Follow

Segunda-feira, 31.08.20

Há algumas semanas atrás, como certamente se recordam, os Yo La Tengo divulgaram uma música por dia durante uma semana, uma sequência que culminou com a edição de um EP instrumental intitulado We Have Amnesia Sometimes. Agora, no ocaso deste mês de agosto, o grupo que nasceu em mil novecentos e oitenta e quatro pelas mãos do casal Ira Kaplan e Georgia Hubley (voz e bateria) e Dave Schramm (entretanto retirado) e James McNew e que me conquistou definitivamente há quase uma década com o excelente Fade, acaba de anunciar um novo EP intitulado Sleepless Night.

clip_image001-1598382552
Créditos: Noah Kalina

Este novo registo em formato EP dos Yo La Tengo mostra a banda norte-americana a revisitar alguns dos seus temas favoritos, reunindo um original e cinco covers de originais de Bob Dylan, The Flying Machine, The Delmore Brothers, Ronnie Lane e os The Byrds. Estas versões foram inicialmente criadas para servirem de banda sonora de uma edição limitada de um catálogo pertença do Los Angeles Country Museum Of Art e que faz uma retrospetiva das melhores obras da artista japonesa Yoshitomo Nara, que também opinou acerca das canções que a banda de Nova Jersey deveria revisitar.

Assim, a primeira cover revelada de Sleepless Night é o original dos The Byrds intitulado Wasn’t Born To Follow, uma canção datada de mil novecentos e sessenta e oito, que foi escrita por Carole King e Gerry Goffin e que recebe aqui uma roupagem mais contemporânea, alicercada na folk tipicamente americana, em que a exuberância de cordas ritmicamente frenéticas, sobrepostas em diversas camadas melódicas, dita uma marca identitária muito forte. Confere Wasn’t Born To Follow e a tracklist de Sleepless Night...

Yo La Tengo - Wasn't Born To Follow

01 “Blues Stay Away” (Delmore Brothers Cover)
02 “Wasn’t Born To Follow” (The Byrds Cover)
03 “Roll On Babe” (Ronnie Lane Cover)
04 “It Takes A Lot To Laugh” (Bob Dylan Cover)
05 “Bleeding”
06 “Smile A Little Smile For Me” (The Flying Machine Cover)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:13

Bill Callahan – Ry Cooder

Sábado, 29.08.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois e, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazznuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

Bill-Callahan
Créditos: Hanly Brooks Callahan

Gold Record, o novo disco de Bill Callahan, chega aos escaparates no início do próximo mês de setembro, à boleia da Drag City. Terá dez canções, uma nova versão de Let’s Move to the Country, um dos momentos altos de Knock Knock (1999), para muitos a obra-prima dos Smog e outros temas que foram sendo revelados nas últimas semanas, PigeonsAnother Song35Protest Song, The Mackenzies, Breakfast e, mais recentemente, Ry Cooder, composições que vão comprovando, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola.

Mantendo a toada eminentemente acústica que define o adn do músico, Ry Cooder é uma homenagem sentida de Callahan ao guitarrista de Los Angeles com esse nome e que já foi considerado um dos melhores da história da música contemporânea. Rica em arranjos e tiques, dos quais sobressaiem alguns insinuantes metais e teclas de um piano longínquo, Ry Cooder é a canção mais divertida e também ritmicamente a mais afoita das que Callahan já divulgou do seu novo trabalho Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:03

Father John Misty – To S. / To R.

Sábado, 22.08.20

Já passaram dois anos desde que Josh Tillman nos ofereceu o extraordinário registo God's Favorite Costumer, um dos melhores discos de dois mil e dezoito para esta redação, concebido por um dos artistas mais queridos deste espaço de crítica musical, sempre absorvido nos seus dilemas, vulnerabilidades e inquietações pessoais, enquanto ensaia, em cada álbum, uma abordagem tremendamente empática e próxima com o ouvinte, sem se deslumbrar e perder a sua capacidade superior de criar canções assentes num luminoso e harmonioso enlace entre cordas e teclas, que dão vida a temas carregados de ironia e de certo modo provocadores.

Father John Misty lança as faixas inéditas "To R." e "To S."

E Father John Misty está de regresso e em dose dupla com To S. e To R., duas canções gravadas em Los Angeles com a preciosa ajuda dos produtores Dave Cerminara e Bobby Krlic (The Haxan Cloak) e que mostram o músico norte-americano em excelente forma. São duas composições bonitas e sentidas, repletas de orquestrações opulentas e com um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. De facto, em ambas, chega a ser inquietante o modo impressivo e realista como Joshua Tillman se senta ao piano ou coloca a viola no regaço e nos faz acreditar que pode ser possível confiar nestes temas para descobrirmos melhores caminhos e atalhos principais e secundários para a suprema felicidade, ou como ponto de partida para a redenção pessoal. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 15:05

EELS – Baby Let’s Make It Real

Segunda-feira, 17.08.20

EELS - Baby Let's Make It Real

Dois anos depois do excelente registo The Deconstruction, os Eels de E (Mark Oliver Everett), Kool G Murder e P-Boo estão de regresso com um novo single intitulado Baby Let's Make It Real, que foi gravado no estúdio da banda em Los Feliz, na Califórnia e que, para já, não vem, infelizmente, acompanhado com o anúncio de um novo disco do grupo.

Com um registo melódico orelhudo, que nos embala e nos convida a partilhar algumas das angústias e desejos plasmados, Baby Let´s Make It Real é uma canção assente num registo eminentemente pop rock lo fi que, através da distorção da guitarra e dos arranjos das teclas, de forte índole melancolica e introspetica e de uma percurssão bastante aditiva,  pisca o olho à tradição da melhor indie folk norte-americana. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 19:52

Bill Callahan – Breakfast

Sábado, 15.08.20

Nascido em mil novecentos e sessenta e seis, Bill Callahan é um músico norte americano, natural de Silver Spring, no Maryland. A sua carreira musical começou na década de noventa com o bem sucedido projeto Smog e desde então Callahan não sabe o que é descanso. Depois de em dois mil e cinco ter lançado A River Ain’t Too Much To Love, o último disco nos Smog, começou a carreira a solo em 2007 com Woke on a Whaleheart, logo após ter assinado pela editora independente Drag City. Mas o melhor ainda estava para vir; Lançado em 2009, Sometimes I Wish We Were an Eagle resgatava toda a funcionalidade e beleza das composições da antiga banda do músico e figurou nas listas de alguns dos melhores lançamentos desse ano. O segundo disco, Sometimes I Wish We Were An Eagle chegou dois anos depois e, em dois mil e onze, Apocalypse vinha embutido com a palavra paradoxo, devido à beleza e mistério de um álbum feito à base de guitarras eléctricas, mas embutidas em sonoridades folk, a roçarem o country e o jazznuances que foram determinantes para o esboço do conteúdo de Shepherd In A Sheepskin Vest, o álbum que o músico norte-americano lançou o ano passado e que já tem sucessor.

Bill Callahan shares new song “The Mackenzies”

Gold Record, o novo disco de Bill Callahan, chega aos escaparates no início do próximo mês de setembro, à boleia da Drag City. Terá dez canções, uma nova versão de Let’s Move to the Country, um dos momentos altos de Knock Knock (1999), para muitos a obra-prima dos Smog e outros temas que foram sendo revelados nas últimas semanas, Pigeons, Another Song35Protest Song, The Mackenzies e, mais recentemente, Breakfast, composições que vão comprovando, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade, a superior capacidade interpretativa de Callahan aos comandos de uma viola.

Mantendo a toada eminentemente acústica que define o adn do músico, Breakfast é, possivelmente, a canção mais intrincada de todas as que Callahan já divulgou do seu novo trabalho, um agregado de diversas camadas instrumentais e soberbos e charmosos arranjos e entalhes, que têm primazia nas cordas, com particular ênfase no registo interpretativo sublime das guitarras. Confere...

Bill Callahan - Breakfast

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:26






mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon - Programa 393#


Disco da semana 95#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Setembro 2020

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.