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Space Daze – Maybe Not

Sábado, 01.10.22

Depois de em pleno verão ter lançado uma espetacular compilação com os seus grandes momentos à sombra da Jigsaw Records, Space Daze, o projeto a solo de Danny Rowland, guitarrista e compositor dos consagrados Seapony e natural de Seattle, acaba de revelar uma magnífica nova canção intitulada Maybe Not.

SEAPONY GUITARIST GOES SOLO AS SPACE DAZE

Este novo tema de Space Daze é um tratado de intensa luminosidade e cor, assente numa batida vibrante e em cordas insinuantes, que se espraiam à boleia de um delicioso efeito metálico e de uma indiscreta sintetização retro, enquanto a voz ecoante e arrastada de Danny se estende, de modo particularmente hipnótico, por uma melodia bastante aconchegante. Maybe Not é uma daquelas canções encharcadas em radiofonia e que seduzem logo à primeira audição, um fogacho sonoro que deixa marcas e que clama insistentemente pelo modo repeat. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:45

I LIKE TRAINS – The Spectacle

Quarta-feira, 28.09.22

Já com um histórico de quase duas décadas, visto terem iniciado as lides musicais em dois mil e quatro, os I LIKE TRAINS de Guy Bannister, Alistair Bowis, Simon Fogal, David Martin e Ian Jarrold, regressaram à ribalta há pouco mais de um ano com um disco intitulado Kompromat, uma coleção de nove canções que, à época, sucederam ao excelente The Shallows, de dois mil e doze. Era um registo que, uma vez mais, refletia sobre o estado atual do mundo em que vivemos, nomeadamente a conjuntura politica, uma imagem de marca sempre muito presente neste grupo natural de Leeds.

Leeds Post-Punk Heroes I Like Trains Return with the Video for "The  Spectacle" — Post-Punk.com

Agora, no início de outono de dois mil e vinte e dois, os I LIKE TRAINS voltam à carga com um novo e espetacular tema intitulado The Spectacle. É uma canção que faz uma crítica caústica e contundente ao modo como a classe política utiliza a linguagem e a oratória para controlar as massas a seu belo prazer e que, sonoramente, entronca, claramente, naquela que foi a filosofia estilística de Kompromat.

Portanto, The Spectacle assenta num punk rock de forte cariz progressivo, com uma originalidade muito própria e um acentuado cariz identitário, através da junção crescente de diversos agregados, que atingem o auge interpretativo numa bateria esquizofrénica e fortemente combativa, mas incrivelmente controlada. O resultado final é de proporções incrivelmente épicas, já que desse modus operandi percurssivo às guitarras, passando pelo vigor do baixo, tudo colabora na canção de forma coesa para o esplendor, inclusive o ruído abrasivo, que aqui em vez de magoar, fascina e seduz. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 15:49

Broken Bells – Love On The Run

Terça-feira, 27.09.22

Oito anos depois do último registo de originais, um alinhamento de onze canções intitulado After The Disco, os Broken Bells de Danger Mouse e James Mercer, vocalista dos The Shins, estão de regresso aos lançamentos discográficos em dois mil e vinte e dois, concretamente a sete de outubro próximo, com Into The Blue, o terceiro disco do projeto, um trabalho que terá a chancela da AWAL e que será, certamente, um regresso à ribalta desta dupla que se conheceu há dezoito anos nos bastidores do festival de Roskilde, na Dinamarca.

Broken Bells – “Love On The Run”

Depois de em julho termos revelado We’re Not In Orbit Yet…, o primeiro single divulgado de Into The Blue, e, no final de agosto, Saturdays, uma magnífica e imponente composição, que misturava um fabuloso baixo, melodicamente astuto, com alguns detalhes sintéticos efusiantes e guitarras repletas de distorções retro e harmoniosamente sempre subtis, agora chega a vez de contemplarmos Love On The Run, uma majestosa, longa e intrincada canção que nos afaga num clima soul intenso e algo intrigante, com uma mescla feliz entre guitarras e trompetes a conferir-lhe a determinada altura uma toada psicadélica que, sem sombra de dúvida, eleva para um patamar ainda mais eclético e diferenciado aquele que é o ADN muito próprio e identitário de uma dupla que se mantém bastante ativa nos seus projetos próprios (Danger Mouse prepara-se para lançar o disco de estreia do seu projeto paralelo Black Thought e James Mercer está a comemorar o vigésimo aniversário de Oh, Inverted World, o disco de estreia dos The Shins, com uma digressão), mas que neste novo álbum, tendo em conta as amostras já divulgadas, irá certamente manter o nome Broken Bells na rota de um caminho coeso, assertivo e refinado, nesta parceria que sabe como mostrar o real potencial dos seus dois pólos. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:41

Lobo Mau - 3 Segundos de Nada

Quinta-feira, 22.09.22

Há quase uma década, no verão de dois mil e doze, uma das bandas nacionais que fez furor na nossa redação foram os míticos TV Rural, com o registo A Balada Do Coiote. Era um disco cheio de canções explosivas, onde a tensão poética estava sempre latente e onde foi certamente propositada a busca do espontâneo, do gozo e até do feio, se é que é possível falar-se em estética na música. Agora, nove anos depois, David Jacinto, Gonçalo Ferreira e Lília Esteves, antigos colaboradores dos TV Rural, voltam ao nosso radar por causa do seu projeto Lobo Mau, que se estreou em grande em abril do ano passado com o disco Na Casa Dele, que teve poucos meses depois sequência com um tomo de quatro canções intitulado Vinha a Cantar, lançado em formato EP.

Lobo Mau antecipam edição de “Agarrado Ao Mundo” com single “3 segundos de  nada” – Glam Magazine

Agora, a entrar na reta final de dois mil e vinte dois, os Lobo Mau anunciam um novo longa duração. É um trabalho intitulado Agarrado ao Mundo, com lançamento previsto para o próximo dia catorze de outubro, uma edição de autor apoiada pela República Portuguesa, através do Programa Garantir Cultura.

Agarrado ao Mundo terá um alinhamento de nove canções, que terão como ponto de partida a herança do melhor folk rock nacional, induzindo uma forte componente experimental no mesmo, de modo a obter texturas sonoras que juntem a ousadia da electrónica, o arrojo dos trompetes e dos kazoos e a insistência da caminhada no ritmo das peles, das cordas e das teclas que acompanham a génese das canções, que é, sempre, a guitarra e as duas vozes. 3 Segundos de Nada, o primeiro single retirado do alinhamento de Agarrado ao Mundo e já com direito a um video realizado por Daniel Mota e Marco Oliveira, é um bom exemplo deste engenhoso e fulminante modus operandi. Confere...

www.lobomau.bandcamp.com

www.facebook.com/Lobo.Mau.Musica

www.instagram.com/lobomau_musica

www.youtube.com/channel/UCfk2yvg71nqsunI37Bmav1g/featured

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publicado por stipe07 às 14:18

Air Waves – The Dance

Quarta-feira, 21.09.22

Nicole Schneit é a feliz proprietária da magnífica voz que dá vida ao projeto a solo Air Waves, cujo nome é inspirado numa mítica canção dos Guided By Voices de Robert Pollard. Air Waves estreou-se em dois mil e sete com um registo homónimo que vale bem a pena destrinçar, ao qual se seguiram outros assinaláveis compêndios, nomeadamente Dungeon Dots, em dois mil e dez e Parting Glances, meia década depois. No entanto, o trabalho de Nicole Schneit só se começou a evidenciar verdadeiramente e com superior notoriedade junto da crítica em dois mil e dezoito com o excelente disco Warrior, que teve sequência há alguns dias atrás com um registo intitulado The Dance, que terá a chancela da Fire Records.

NICOLE SCHNEIT of AIR WAVES - Song For Ewe - Velvet Sheep

Em pouco menos de meia hora, The Dance espraia-se por nove canções que foram gravadas nos estúdios Figure 8, em Brooklyn, Nova Iorque, com as contribuições dos bateristas David Christian e Ben Florencio e do guitarrista Ethan Sass, contando também nos créditos com contribuições decisivas de nomes tão proeminentes como Skyler Skjelset (Fleet Foxes, Beach House), Luke Temple, Brian Betancourt, Cass McCombs, Rina Mushonga, Frankie Cosmos e Lispector.

Temas encharcados em profunda nostalgia e majestosidade, com a gloriosa década oitocentista do século passado na linha da frente, arregaçados, quase sempre, por sintetizações de forte cariz etéreo, acompanhadas de um registo vocal bastante emotivo e impactante, como sucede, por exemplo, em Wait, uma canção que explora as dificuldades de foco e de concentração que todos nós nos recordamos de ter sentido em idades mais precoces, são caraterísticas que abundam num disco concebido por uma artista ímpar no modo como domina diferentes vertentes e se expressa em múltiplas linguagens artísticas e culturais, sendo a música o código por excelência que Nicole utliza para expressar o mundo próprio em que habita e dar-lhe a vida e a cor, as formas e os símbolos que ela idealiza.

De facto, se na rugosidade das cordas que conduzem The Roof, o clássico rock alternativo se destaca, em Alien a participação feliz de McCombs já deixa interessantes pitadas folk no alinhamento, com a eletrónica ambiental de Black Metal, ou a delicadeza pop de Treehouse  a amplificarem o modo vigoroso como The Dance tem este travo de quem pretende comunicar connosco através de um código específico chamado diversidade estilística, tal é, como se percebe, a complexidade e a criatividade que estão plasmadas nas suas canções.

The Dance é, portanto, um disco em que cordas, sintetizadores e teclados são a matriz do arsenal bélico com que esta artista fantástica nos sacode enquanto traduz visões alienadas de uma mente criativa que parece, em determinados períodos, ir além daquilo que vê, pensa e sente, nomeadamente quando questiona alguns cânones elementares ou verdades insofismáveis do nosso mundo. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:52

Futurebirds And Carl Broemel – Bloomin’ Too EP

Terça-feira, 20.09.22

Figuras de destaque do rock psicadélico norte-americano, os Futurebirds deram as mãos aos guitarrista e produtor Carl Broemer, figura de relevo dos My Morning Jacket, para, juntos, incubarem um EP com sete canções intitulado Bloomin' Too, um tomo de sete canções que viu a luz do dia a nove de setembro último, com a chancela da No Coincidence Records e que sucede ao EP Bloomin' editado o ano passado com a mesma filosofia, modus operandi e intervenientes.

Futurebirds and Carl Broemel Unveil Fresh Track, “Buffet Days” Off New EP,  Bloomin' Too; Releasing September 9th | Grateful Web

Naturais de Athens, na Georgia, os Futurebirds são um dos nomes mais sonantes e excitantes do indie rock norte-americano contemporâneo. São, claramente, um dos melhores projetos a replicar uma sonoridade muito específica e que se restringe inapelavelmente às fronteiras entre o México e o Canadá, com uma identidade muito vincada e que assenta, essencialmente, na criação de composições bastante ligadas à corrente, através de efeitos indutores e guitarras cheias de fuzz. Geralmente, a aplicação prática criativamente feliz desta doutrina oferece ao ouvinte um clima marcadamente progressivo e rugoso, que não fecha mesmo os aolhos a um garage rock, ruidoso e monumental e que, frequentemente, também vira agulhas para o experimentalismo folk.

De facto, as canções deste EP são todas melodicamente belíssimas e nelas majestosidade e cor são evidências concretas. Sinz And Frenz, um tema composto por Daniel Womack, o líder dos Futurebirds, durante o período pandémico e que era para fazer parte de um disco a solo que o músico estava a incubar quando o surto teve início, é, talvez o tema que melhor condensa todos os atributos sonoros atuais de uma parceria feliz no modo como em mais sete temas, e à semelhança do que fez em dois mil e vinte e um, plasma os notáveis atributos que deve ter uma típica canção rock que quer impressionar pelo seu perfil nostálgico noventista e que habitualmente se serve de um arsenal instrumental que sustenta o rock alternativo mais genuíno para proporcionar ao ouvinte um som que pode ser também lisergicamente bastante apelativo. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:24

Björk – Atopos

Quarta-feira, 14.09.22

Fossora é o curioso título do novo disco de originais da islandesa Björk, uma artista exímia a mostrar o quanto o cenário musical do país de onde é originária é inspirador, mas também ela, por si só, uma verdadeira fonte de inspiração para imensos artistas. E o deslumbre que ela irradia, há já três décadas de uma carreira extraordinária, sente-se na pafernália de sons, detalhes e efeitos que vão cirandando em redor da uma voz que parece sempre encontrar, disco após disco, novo motivos para olhar com optimismo para o mundo que a rodeia.

Veja aqui o vídeo "Atopos" do próximo álbum de Björk | Rádio Arena

Fossora não deverá fugir a esta permissa, se for tido em conta o conteúdo de Atopos, o primeiro single retirado do registo. É uma canção instrumentalmente poderosa, assente num registo percussivo luxuriante e numa imponente secção de sopros, duas nuances habituais no quase sempre celebratório modus operandi sonoro da autora e que versa sobre a necessidade intrínseca à nossa essência humana de procura do outro, utilizando como ponto de partida uma famosa expressão do filósofo Roland Barthes, que traduzida diz algo do género: As nossas diferenças são irrelevantes e o nosso desejo de união é mais forte do que nós. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:57

Gorillaz – New Gold (feat. Tame Impala & Bootie Brown)

Quarta-feira, 07.09.22

Foi há já mais de ano e meio que chegou aos escaparates Song Machine, Season One: Strange Timez, o sétimo álbum dos britânicos Gorillaz, que ofereceram ao público português aquele que foi muito possivelmente, a par dos Pavement, o melhor concerto da última edição do NOS Primavera Sound, que decorreu no Parque da Cidade do Porto há cerca três meses.

Gorillaz Announce New Album 'Cracker Island' with Great Artists.

Agora, em pleno ocaso tímido do verão de dois mil e vinte e dois, Russell, Noodle, 2D e Murdoc, conduzidos pelo enorme Damon Albarn, talvez a única personalidade da música alternativa contemporânea capaz de agregar nomes de proveniências e universos sonoros tão díspares e fazê-lo num único registo sonoro, apresentam-nos um novo tema intitulado New Gold,  o segundo do ano. Recordo que em junho, os Gorillaz tinham divulgado uma canção intitulada Cracker Island, que não trazia atrelada a divulgação de um novo disco do projeto.

Assim, a grande novidade que New Gold nos oferece, além da sua excelência sonora, é essa apresentação de um novo registo de originais dos Gorillaz, um trabalho chamado Cracker Island (título do tal single divulgado em junho), que irá ver a luz do dia em fevereiro de dois mil e vinte e três com a chancela da Warner Records e que contará com as participações especiais de nomes tão proeminentes como Stevie Nicks, Bad Bunny, Beck, Tame Impala, Bootie Brown e muitos outros. Estes dois últimos são peças essenciais de New Gold, uma composição assente em sintetizações cósicas e guitarras aguçadas, uma mescla que, exalando uma ímpar toada psicadélica e um apetitoso transe melódico, proporciona um inquestionável ambiente dançante humorístico. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:48

Living Hour – Someday Is Today

Sexta-feira, 02.09.22

O bucolismo de Winnipeg é o poiso dos Living Hour, um projeto sonoro canadiano que se estreou em dois mil e dezasseis nos discos com um homónimo que teve a chancela da conceituada Lefse Records e que em oito canções nos ofereceu uma revisão bastante contemporânea de toda a herança que o indie rock de cariz mais melancólico, ambiental e lo fi nos tem deixado, com fundamentos que remontam à psicadelia que começou a fazer escola na década de sessenta do século passado. Agora, em dois mil e vinte e dois e três anos após o registo Softer Faces, os Living Hour estão de regresso ao formato álbum com Someday Is Today, um trabalho que conta nos créditos da produção com a colaboração da multi-instrumentista e produtora norte-americana Melina Mae Duterte aka Jay Som, além de Jonathan Schenke e Samur Khouja.

Living Hour Announce New Album, Share New Single Featuring Jay Som - Our  Culture

Someday Is Today tem um alinhamento de onze composições que aprimoram decisivamente o modo como os Living Hour alimentam uma visão bastante atmosférica e contemplativa daquele rock alternativo que é muitas vezes dominado por guitarras plenas de distorção, mas particularmente melódicas. Logo a abrir o registo, ficamos inebriados com Hold Me In Your Mind, uma composição que contém todos os pilares fundamentais da aura melancólica e mágica que carateriza o adn de um projeto que vive em redor da voz doce de Sam Sarty e da superior performance de Gilad Carroll ao comando das guitarras. Este elevado efeito soporífero é exemplarmente aprimorado, logo a seguir, no intimismo perene das cordas que deambulam por Lemons And Gin e no clima simulaneamente etéreo e charmoso de Middle Name, canção com um registo mais radiofónico que as antecessoras e que tem a novidade maior de se aproximar com superior gula de algumas referências óbvias de finais do século passado.

Este é, como se percebe, um início triunfante, acolhedor e conquistador de um disco que também não receia piscar o olho aquele shoegaze que tradicionalmente assenta na orgânica típica das guitarras arritmadas e intensas, cruzadas com efeitos com elevado teor sintético e que parecem querer personificar uma estranha escuridão interestelar. Feelings Meeting é, de algum modo, um exemplo catalisador de toda esta trama conceptual em que assenta Someday Is Today, já que é uma composição que, à semelhança das restantes, impressiona pelo registo vocal ecoante, mas, principalmente, pelo elevado grau de lisergia das guitarras, além de uma panóplia infinita de efeitos sintetizados, que dão vida a um clima bastante sentimental.

Someday Is Today prossegue sempre em modo levitação e quando se chega, num crescendo de corpo e emoção, à distorção inebriante que conduz December Forever e à exuberância barroca de uma bateria que se acama com inegável subtileza pelas cordas em Curve, assim como à espiral instrumental disposta em camadas finíssimas que afaga Hump e ao andamento sentimentalmente pronunciado de Miss Miss Miss, sentimo-nos invariavelmente impregnados por um ambiente contemplativo fortemente consistente, que encarna um notório exercício de experimentação e que nos mantém para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e fria, como só estes Living Hour conseugem replicar.

Álbum que parecia estar preso num qualquer transítor há várias décadas, mas que foi finalmente libertado com o aconchego que a evolução tecnológica destes dias permite, Someday Is Today ficou disponível com o intuito de nos ajudar a olhar de frente para o vasto oceano de questões existenciais, que entre o arrojado e o denso, nos obrigam sempre a procurarmos uma estadia de magia e delicadeza invulgares, caso queiramos respostas consistentes e definitivas. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:59

Pink Turns Blue – Not Gonna Take It

Terça-feira, 30.08.22

Os alemães Pink Turns Blue têm no seu núcleo duro a dupla formada por Thomas Elbern (vox, guitars) e Mic Jogwer (vox, bass, and keyboards), que se inspirou num clássico dos Hüsker Dü para dar nome a um projeto que viu a luz do dia em mil novecentos e oitenta e cinco em Berlim. Hoje são um trio porque, entretanto, a ambos juntou-se o baixista Luca Sammuri. Fazem, portanto, parte da primeira geração de bandas que, na Alemanha, cimentaram o rock gótico, que tem, de há quatro décadas para cá, nesse país da Europa um vedadeiro viveiro de bandas do género.

Pink Turns Blue – An Interview with German Darkwave Pioneers - CVLT Nation

Tendo já um apreciável catálogo em carteira, que vale bem a pena destrinçar com minúcia, que começou em mil novecentos e oitenta e sete com o disco If Two Worlds Kiss e que teve como mais recente capítulo o registo Tainted, o décimo da carreira do trio, lançado o ano passado, os Pink Turns Blue preparam-se para regressar aos lançamentos com um EP intitulado Tainted Tour 2022 EP e que, como o próprio nome indica, pretende, em quatro canções, celebrar o regresso dos Pink Turns Blue à estrada, para promover Tainted, depois do período pandémico que fez com que o grupo adiasse uma digressão mundial que teria passagem privilegiada pela América do Norte.

Not Gonna Take It, composição que insere o ouvinte com elevado grau de clareza no adn sonoro típico dos Pink Turn Blues, é o primeiro single revelado deste EP, um tema que reflete sobre o estado atual do mundo em que vivemos, nomeadamente a ditadura do capitalismo e a conjuntura politica atual. É uma majestosa canção, feita com aquele rock que impressiona pela rebeldia com forte travo nostálgico e que contém uma sensação de espiral progressiva de sensações, que tantas vezes ferem porque atingem onde mais dói. Fá-lo assentando num punk rock de forte cariz progressivo, com uma originalidade muito própria e um acentuado cariz identitário, por procurar, em simultâneo, uma textura sonora aberta, melódica e expansiva, mas sem descurar o indispensável pendor lo fi e uma forte veia experimentalista, abertamente nebulosa e cinzenta. Essa atmosfera é percetivel no perfil detalhista das distorções da guitarra, no vigor do baixo, nos sintetizadores vibrantes e, principalmente, num registo percurssivo compacto, que funciona com a amplitude necessária para dar à canção uma sensação plena de epicidade e fulgor. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:54






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