Segunda-feira, 14 de Maio de 2018

BSO do dia.

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Hoje não é dia de escrever críticas a discos, ou de partilhar notícias e singles novos. Hoje é dia de celebrar e comemorar tudo aquilo que a vida me deu, com a banda sonora que sempre ouço nos dias catorze de maio, desde 1993.


autor stipe07 às 09:19
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

The Deltahorse - Transatlantic

Não é tarefa fácil escrever sobre um disco quando se faz parte dos créditos do mesmo e da lista de agradecimentos relativamente a todos aqueles que, de acordo com os autores, tornaram possível que o tomo de canções em questão ganhasse vida. Tal demanda é ainda mais complicada quando o álbum é um excelente tratado de indie rock e, dizendo-o com toda a naturalidade e sinceridade, o leitor não achar que tais elogios se devem apenas à referida menção. Mas a verdade é que Transatlantic, o disco de estreia dos The Deltahorse, editado à boleia da Slower Faster Music, é a prova audível de que estamos na presença de um novo grupo que se apresenta ao universo musical indie, como um projeto que prima pelo detalhe e pelo bom gosto e que merece garantidamente uma audição atenta.

Formados pelo cantor e compositor Vadim Zeberg, por Dana Colley, um saxofonista de Boston, nos Estados Unidos, que chegou a tocar esse instrumento com os Morphine e pelo berlinense Sash, os The Deltahorse têm no seu núcleo duro três músicos de diferentes proveniências e que, por incrível que pareça, nunca estiveram juntos no mesmo local, pelo menos até à data da edição de Transatlantic. A internet foi um veículo essencial no processo de composição melódica e na definição da arquitetura de dez canções perfeitas para uma noite diferente, plena de aventura e diversão, na melhor companhia possível ou, em alternativa, com disponibilidade para encontrar alguém diferente e especial, tal é o charme, a luxúria e a sofisticação do ambiente que as mesmas recriam.

Canções como a sedutora Street Walking, que aborda o modo infalível como uma bela mulher caminha na rua, a intimista Balcony TV que descreve um programa a dois bastante curioso ou Call It A Day, composição que nos oferece algumas sugestões credíveis para tornar um dia normal num marco nas nossas vidas, tenhamos nós coragem para nos deixarmos conduzir pelo lado mais obscuro da nossa mente, acentua uma espécie de concetualidade relacionada com uma viagem para um outro mundo onde não somos nós a espécie dominante e protagonista, mas antes observadores do modo como, se formos corajosos, podemos ter uma vida muito mais preenchida caso deixemos que os nossos maiores sonhos se materializem em concretos eventos e intensas emoções.A verdade é que a música dos The Deltahorse pode-nos salvar nesse mundo e fazer com que não nos sintamos isolados e perdidos, mas antes plenamente realizados e absortos por uma sensação de prazer única e intemporal.

Da eletrónica ao rock mais experimental, o som dos The Deltahorse oscila entre o sintético e o orgânico, enquanto choca com a energia da bateria e os arranjos fantásticos de um trompete convicto, podendo-se assistir a um salutar combate entre percussão, sopros, teclas e cordas, sempre a crescer de intensidade, como se estivessemos a descolar para uma viagem rumo ao tal mundo criado pela banda e definitivamente na rota certa para uma vida muito mais realizada e feliz. Espero que aprecies a sugestão...

Transatlantic

Call It A Day

Happy Heart (Can Go For Miles)

Easy Life

Summer Mode

These Are Your Friends

Broadcast

Balcony TV

Street Walking

Tonight

Cinematic


autor stipe07 às 22:17
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Sábado, 25 de Julho de 2015

Férias 2015

Até breve...

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autor stipe07 às 14:50
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Sábado, 30 de Maio de 2015

Noiserv @ Castelo de Paiva

Uma das mentes mais brilhantes e inspiradas da música nacional chama-se David Santos e assina a sua música como Noiserv. Vindo de Lisboa, Noiserv trará na bagagem um compêndio de canções que fazem parte dos EPs  56010-92 e A Day in the Day of the Days , dos álbuns One Hundred Miles from Thoughtless e Almost Visible Orchestra e do DVD Everything Should Be Perfect Even if no One's There, uma já assinalável discografia, ímpar no cenário musical nacional, de um artista que trouxe uma nova forma de compôr e fazer música e que gosta de nos deixar no limbo entre o sonho feito com a interiorização da cor e da alegria sincera das suas canções e a realidade às vezes tão crua e que ele também sabe tão bem descrever.

No próximo dia dezanove de junho, Noiserv estará em Castelo de Paiva, no auditório municipal, a partir das 21:30, para nos embalar com os seus acordes, num espetáculo organizado em parceria por este blogue, a Academia de Música de Castelo de Paiva, a Rádio Paivense FM e a Câmara Municipal de Castelo de Paiva.

Este espetáculo servirá também para homenagear Sérgio Vieira, uma figura incontornável do universo musical paivense, que recentemente nos deixou e que era leitor assíduo deste blogue, além de um grande fã de Noiserv e da sua música.

Os bilhetes, com um preço único de 5 euros e limitados a uma lotação de duzentos lugares, podem ser já adquiridos através do contacto 962751689, nas instalações Rádio Paivense, no Posto de Turismo local, no Café Central ou, caso ainda existam disponíveis no dia do concerto, na bilheteira do Auditório Municipal. Oportunamente serão divulgados mais locais de venda.

Contamos com a tua presença numa noite que será certamente muito bonita e inesquecível! Para já, fiquemos com uma pequena amostra do que poderá ser este concerto único...


autor stipe07 às 16:03
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Star Wars: The Force Awakens Trailer #1

Terminou a espera... Finalmente foram divulgadas as primeiras imagens de Star Wars Episode VII - The Force Awakens, filme realizado por J.J. Abrams e que tem como data prevista de estreia, dezembro de 2015.

Em cerca de minuto e meio podemos deliciar-nos com os novos X-wings, as novas fardas e equipamento dos stormtroopers e uma sequência em que o Millennium Falcon combate TIE fighters enquanto sobrevoam um deserto.

A sequência começa com a personagem interpretada por John Boyega, possivelmente um dos novos heróis do filme, vestido de stormtrooper e depois surge um pequeno droide numa espécie de parque de material aoeronaútico desativado. 

De seguida, os novos stormtroopers, completamente equipados, são largados em local desconhecido por uma nave de transporte e a personagem interpretada por Daisy Ridley surge em cima de um veículo inédito, deslocando-se em pleno deserto.

Finalmente, um piloto interpretado por Oscar Isaac surge no cockpit de um X-wing Starfighter e depois uma esquadrilha completa sobrevoa, a baixa altitude, um lago. De seguida, o dramatismo aumenta com a sequência de combate entre o Milleniun Falcon e os TIE Fighters e o trailer termina com uma figura sombria, no meio de uma floresta gelada, possivelmente Luke Skywalker, que murmura The dark side... and the light, empunhando um sabre de luz idêntico a uma espada medieval.

É possível fazer várias conjeturas acerca do enredo a partir deste trailer e a mais sombria é imaginar Luke no lado negro da força. Será? Que achas do trailer e que hipóteses colocas para a história?

Ficha Técnica:
Realizador: J.J. Abrams
Produtores: Kathleen Kennedy, J.J. Abrams e Bryan Burk
Argumento: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams
Atores: John Boyega, Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Gwendoline Christie, Domhnall Gleeson, Max von Sydow, Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Kenny Baker

 


autor stipe07 às 18:10
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Sábado, 28 de Dezembro de 2013

Os melhores discos de 2013 (10 - 01)

10 - The Flaming Lips -The Terror

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Uma das virtudes e encantos deles foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. The Terror segue esta permissa temporal, agora num futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso do amor, mas também do abandono e da proximidade com a morte. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir.

CD 1
01. Look… The Sun Is Rising
02. Be Free, A Way
03. Try To Explain
04. You Lust
05. The Terror
06. You Are Alone
07. Butterfly, How Long It Takes To Die
08. Turning Violent
09. Always There In Our Hearts

CD 2
01. Sun Blows Up Today
02. All You Need Is Love

 

9 - Sigur Rós - Kveikur

Quem conviveu intimamente na última década com a música dos Sigur Rós e criou algumas defesas quanto à possível transformação sonora da banda, tornando-se algo purista relativamente à fórmula que sempre adoptaram, terá já torcido o nariz a Valtari e ainda mais desapontado ficará com Kveikur. Mas, se quem teve essa tal convivência íntima de espírito aberto e são e predisposto a aceitar novos rumos, tem em Kveikur um novo manancial de de detalhes e nuances instrumentais para explorar e descobrir, um exercício musical que certamente será do agrado de quem não se importa de descobrir uns Sigur Rós mais crús, diretos e psicadélicos, mas que não deixam, mesmo assim, de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas.

01. Brennisteinn
02. Hrafntinna
03. Ísjaki
04. Yfirborð
05. Stormur
06. Kveikur
07. Rafstraumur
08. Bláþráður
09. Var

 

8 - Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors of Peace and Magic

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen. É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway e um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado.

In The Darkness

No Destruction

On Blue Mountain

San Francisco

Bowling Trophies

Shuggie

Oh Yeah

We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Oh No 2

 

7 - Weekend - Jinx

A cuidada sujidade ruidosa que os Weekend produzem é feita com justificado propósito usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, as grandes temáticas das dez letras de Jinx. Esta acaba por ser a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de dez canções, com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore luminoso.

Weekend - Jinx

01. Mirror
02. July
03. Oubliette
04. Celebration, FL
05. Sirens
06. Adelaide
07. It’s Alright
08. Rosaries
09. Scream Queen
10. Just Drive

6 - Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action

O grande segredo dos Franz Ferdinand reside na capacidade que demonstram de se renovarem e exerimentarem coisas novas e, ao mesmo tempo, não quererem complicar! É curioso até perceber que, de disco para disco, a noção de simplicidadce está cada fez mais presente, já que agora nem se vislumbram alguns arranjos eletrónicos que constavam de alguns dos anteriores alinhamentos da banda. Para este grupo quem dita as regras são eles próprios, apesar de pequenos detalhes que nos remetem para outros projetos, com os Gang Of Four à cabeça. Mas o importante é que a ideia de festa esteja sempre presente.

Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Actions

01. Right Action
02. Evil Eye
03. Love Illumination
04. Stand on the Horizon
05. Fresh Strawberries
06. Bullet
07. Treason! Animals.
08. The Universe Expanded
09. Brief Encounters
10. Goodbye Lovers And Friends

 

5 - Crystal Stilts - Nature Noir

Mestres em dissecar uma já clássica relação estreita entre o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, em Nature Noir, os Crystal Stilts apresentam-nos dez canções viscerais e cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser.

01. Spirit In Front Of Me
02. Star Crawl
03. Future Folklore
04. Sticks And Stones
05. Memory Room
06. Worlds Gone Weird
07. Darken The Door
08. Electrons Rising
09. Nature Noir
10. Phases Forever

 

4 - Youth Lagoon - Wondrous Bughouse

Mesmo que a loucura seja uma espécie de fio condutor de Wondrous Bughouse e que ela seja tratada como um referencial que flutua constantemente entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto, as melodias ascendentes e alegres do disco, fazem dele uma obra prima, porque raramente um compositor conseguiu analisar o universo de um jovem adulto com tanta veracidade e dor e, simultaneamente, deixar-nos com um enorme sorriso nos lábios quando somos confrontados com a beleza melódica de que se serve para atingir tal desiderato.

01. Through Mind and Back
02. Mute
03. Attic Doctor
04. The Bath
05. Pelican Man
06. Dropla
07. Sleep Paralysis
08. Third Dystopia
09. Raspberry Cane
10. Daisyphobia

3 - Unknown Mortal Orchestra - II

Em II, os Unknown Mortal Orchestra aperfeiçoam letras e ruídos, duas vertentes essencias do seu cariz identitário. Em relação à estreia, o disco tem uma sonoridade mais grandiosa e controlada, ao mesmo tempo. As canções têm um maior volume e densidade, mas continuam a soar muito bem em ambientes fechados e reduzidos. A simplicidade não deixa de se fazer notar e o disco flutua num ambiente próprio, livre de exageros e coerente com a proposta determinada pela banda e que, como ficou patente na estreia, sustenta-se na dualidade existente nos tais laços entre a psicadelia e o R&B. Coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta, II é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente.

01 – From The Sun
02 – Swim And Sleep (Like A Shark)
03 – So Good At Being In Trouble
04 – One At A Time
05 – The Opposite Of Afternoon
06 – No Need For A Leader
07 – Monki
08 – Dawn
09 – Faded In The Morning
10 – Secret Xtians

2 - The National - Trouble Will Find Me

Como é normal com todos os discos dos The National, Trouble Will Find Me é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições. É um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os The National firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo.

The National - Trouble Will Find Me

01. I Should Live In Salt
02. Demons
03. Don’t Swallow The Cap
04. Fireproof
05. Sea Of Love
06. Heavenfaced
07. This Is The Last Time
08. Graceless
09. Slipped
10. I Need My Girl
11. Humiliation
12. Pink Rabbits
13. Hard To Find

 

1 - Arcade Fire - Reflektor

Reflektor é um disco altamente preciso e controlado, pensado ao mínimo detalhe e que vai ao encontro das enormes expetativas que sobre ele recaiam, ainda por cima num ano em que a concorrência mais direta lançou discos, alguns deles com uma elevada bitola qualitativa. É um salto qualitativo em frente na carreira dos Arcade Fire por ter colocado um enorme ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao futuro sonoro do grupo

Arcade Fire - Reflektor

CD 1
00. Hidden Track
01. Reflektor
02. We Exist
03. Flashbulb Eyes
04. Here Comes The Night Time
05. Normal Person
06. You Already Know
07. Joan Of Arc

CD 2
01. Here Comes The Night Time II
02. Awful Sound (Oh Eurydice)
03. It’s Never Over (Oh Orpheus)
04. Porno
05. Afterlife
06. Supersymmetry


autor stipe07 às 15:26
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Man On The Moon - EP1 (Everything Is New TV)

Além da versão rádio, na Paivense FM, o blogue Man On The Moon também já tem versão TV, na Everything Is New TV. O 1.º episódio acaba de ir para o ar e fala do álbum Help Me! dos suecos The Sweet Serenades. Confere...


autor stipe07 às 18:10
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Sigur Rós, Coliseu do Porto (13.02.13)

Brosandi

Hendumst í hringi
Höldumst í hendur
Allur heimurinn óskýr
Nema þú stendur

Rennblautur
Allur rennvotur
Engin gúmmístígvél
Hlaupandi inn í okkur
Vill springa út úr skel

Vindurinn
Og útilykt af hárinu þínu
Ég anda eins fast og ég get
Með nefinu mínu

Hoppípolla
I engum stígvélum
Allur rennvotur (rennblautur)
I engum stígvélum

Og ég fæ blóðnasir
En ég stend alltaf upp

Og ég fæ blóðnasir
Og ég stend alltaf upp


autor stipe07 às 14:31
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Sigur Rós - Ekki Múkk

E de repente sinto-me muito feliz porque com Ekki Múkk terminou uma espera com quase 4 anos... E voltei de novo a sentir aquiLo... e aQuilo... e Aquilo... Tudo aqUilo que só eu sei o que é e que só os Sigur Rós me fazem sentir...
(Valtari chega às lojas a 28 de maio)


autor stipe07 às 19:19
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

R.E.M. - Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage Trailer

America's best rock n'roll band. (Rolling Stone)
The band who saved american music. (Uncut)
An indelible footprint on modern music. (Spin)
Songs that won't be denied. (NME)
The soundtrack for a generation. (New Yorker)
Uma marca bonita, indelével e definitiva na minha existência! (João Tavares)
31 anos de história nas lojas a 15 de novembro...


autor stipe07 às 21:41
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

R.E.M. Gone Wrestling...

Ontem, dia 21 de setembro, os R.E.M. anunciaram ao mundo o fim de uma grande aventura com mais de 30 anos no site oficial da banda. Estava sentado no sofá de casa a ouvir a primeira faixa de Rumspringa, o disco mais recente do projeto Canon Blue, quando oportal Stereogum, através da rede social Facebook, surgiu-me perante o olhar com uma atualização onde se lia R.E.M. quits. Muito sinceramente, tenho uma dificuldade imensa em descrever o que senti naquele preciso momento, o enorme vazio que instantaneamente se apoderou de mim! Fiquei sem vontade nenhuma de abrir o link e ler o conteúdo e senti uma necessidade imensa de abrir bem os meus olhos e respirar fundo para não me deixar abater emocionalmente pelo que iria ler. Carreguei então no dito link que de imediato me remeteu para o comunicado oficial da banda e que ontem transcrevi neste blogue.

À medida que os anos vão passando, crescemos, a nossa vida evolui e avança, passamos por experiências boas e amargas e, se tudo for correndo bem, atingimos sonhos e objetivos. E ao longo dessa caminhada há sempre marcas, pessoas, circunstâncias e factos da nossa vida, ideias, sonhos e desejos que nos acompanham e marcam a nossa identidade, como se fossem um carimbo ou uma tatuagem invisivel, que não se vê, mas que nós e os que connosco convivem sabem que existe e que está lá. E os R.E.M. são, sem a mínima hesitação, uma marca na minha vida, um descritor essencial da minha identidade, algo indissociável da meu eu enquanto pessoa, doa a quem doer, como sabem todos aqueles que porventura me conhecem minimamente e possam estar a ler este texto.

Poderá haver quem me ache demasiado sentimental e lamechas (só eu sei o quanto algumas músicas dos R.E.M. contribuiram ao longo da minha vida para alimentar esta marca da minha personalidade) em determinados momentos e situações da minha existência; Neste facto concreto, o fim dos R.E.M. enquanto banda, tenho todo o direito de o ser e de extravasar a minha imensa mágoa, exatamente porque eles são, como referi, uma caraterística essencial da minha identidade!

Sei que pode haver quem ache um exagero falar assim, mas sinto que ontem perdi um bom amigo e que ele deixou um vazio cá dentro que ninguém (neste caso uma banda) poderá colmatar! Foi como se tivesse deixado de ter ao meu lado um ser que estava sempre ali, que me ouvia quando colocava um disco deles a tocar, com quem falava nos meus passeios e viagens, nos meus momentos de solidão e mais pessoais e por quem esperava avidamente por notícias e novidades! Agora ficam-me apenas as recordações desse amigo, na vasta discografia que guardo lá em casa, como se fossem cartas que me escreveu e me deixou para eu ler sempre que queira!

Não há neste momento aquele sentimento de luto até porque hoje já sorri imenso por causa dos R.E.M.. Mas a tristeza invade-me e não tenho vergonha de o confessar! No fundo e dentro do orgulho que sinto por eles, confesso que entendo a escolha que fizeram e como até, neste momento final, conseguiram manter a sua integridade intata.
Musicalmente, acompanharam-me desde a minha infância, os seus álbuns foram fundamentais na minha formação pessoal e, tal como tantos outros fãs que conheço, foram juntamente com os Radiohead e os Sigur Rós a banda que até hoje mais me marcou.
Quando, em 1989, vi pela primeira vez na RTP 2 os videos de The One I Love e Stand, colaram-se logo no meu ouvido e no meu ser, numa época em que ainda não havia internet ou cds e tinha-se de fazer figas para conseguir visualizar de novo algo que nos marcasse devido à inexistência do youtube. Um tempo em que encontrar uma cassete dos R.E.M. obrigava a uma viagem de comboio ao Porto e a uma procura exaustiva em lojas que hoje, infelizmente , já não existem. Recordo-me, como se fosse ontem, da excitação que senti quando comprei o Automatic For The People em 1992, numa loja de discos que conhecia de fio a pavio, no centro comercial Oita em Aveiro e depois desse, sempre essa mesma excitação enorme e feliz que palpitava cá dentro, por saber que iria explorar, descobrir e ouvir os outros catorze, além dos DVD's, coletaneas e cd singles que fui adquirindo ao longo de quase vinte anos. Esse disco é hoje um marco decisivo na minha existência, um dos meus objetos mais valiosos, o número um de uma coleção musical física felizmente já extensa e da qual me orgulho.
Os R.E.M. pontuaram toda a minha vida pessoal, serviram de banda sonora para vários momentos lindíssimos (tenho, na minha cabeça, vários vídeos pessoais que eu próprio filmei de algumas músicas deles), serviram para encontrar amigos e criei com aqueles aquela relação fã / ídolos, que quase não existe nos jovens de hoje, criados nas facilidades e na transitoriedade própria da internet e desta aldeia cada vez mais global.
Assisti a dois concertos da banda! Ambos no Pavilhão Atlântico e dos quais destaco o primeiro, em 1999, pela enorme surpresa que me foi proporcionada e pela companhia de um grande amigo, dos poucos que entendem esta minha devoção e que fará sempre parte da minha vida.
Poderia escrever também sobre as letras que mais me marcaram, sobre a voz inconfundível do meu guru, Michael Stipe, uma das poucas pessoas com quem não desdenharia trocar de pele por alguns dias, mas esta despedida é apenas um modo de dizer, porque as canções, essas estarão sempre aqui!
Obrigado R.E.M. pelo legado de quinze discos que guardo religiosamente na solarenga escadaria de minha casa, todos eles para mim intemporais e que continuarei a ouvir com o mesmo prazer de sempre!
Obrigado pelas letras de cerca de duzentas músicas que me ficaram no ouvido e de algumas melodias nostálgicas que jamais me deixarão, pela escrita e presença de Michael Stipe em palco, pelo virtuosismo e discrição do verdadeiro líder da banda, Peter Buck, pelos falsetes, baixo e pianos inesquecíveis de Mike Bills, um dos melhores baixistas que tive a oportunidade de ouvir tocar e, não me esqueço dele, pelo Bill Berry, que apesar de não integrar a banda há cerca de treze anos, escreveu a magnífica Perfect Circle e é um dos bateristas mais virtuosos que alguma vez ouvi tocar!
No comunicado oficial a banda refere que se despede com enorme sentido de gratidão e de deslumbramento por tudo o que conseguiram. Eu é que agradeço com enorme sentido de gratidão e deslumbramento por tudo o que consegui por vossa causa! Sem vocês não teria nunca feito Djing, não teria iniciado a coleção de discos que agora tenho, não teria criado este blogue, não teria convencido os extintos The Otherside a fazerem uma versão acústica de I've Been High, não me teria privado de bens que gosto para poder segui-los e adquirir a sua discografia e não teria feito tantas outras coisas que agora não me consigo recordar...
É óbvio que eles nunca se venderam a ninguém e foram sempre, como referem no dito comunicado, uma banda no verdadeiro sentido da palavra, irmãos que se respeitavam e amavam e que talvez este fosse mesmo o momento certo, sem mágoas, porque, de acordo com Michal Stipe, tudo tem um fim.
Ontem foi então o fim de uma banda que foi da garagem até à lua e que me levou nessa viagem com eles... Portanto, se alguém quiser saber onde me encontrar de agora em diante, é lá em cima que eu estou! É que depois de, também devido a eles, ter atingido este estado de alma em que vivo hoje e ser a pessoa que sou, não exigo menos para o resto dos meus dias!
Queridos R.E.M.: Vocês criaram a banda sonora da minha vida! Entre tantas e tantas outras que decorei e me emocionam sempre que as ouço, escreveram Be Mine com a qual amo Smartieees e escreveram Man On The Moon que me faz querer todos os dias ser um bocadinho de Andy Kaufman e dizer umas piadas, mesmo sem graça, e ser uma pessoa sorridente, bem disposta, alegre e feliz para todos aqueles que me rodeiam, além de nunca querer desistir dos meus sonhos, por mais inacessíveis que eles pareçam! Um dia, com um imenso orgulho, hei-de passar para alguém quase igual a mim este legado que vocês me deixaram...
Obrigado R.E.M.
Vamo-nos vendo por aí... ;)

Deixo agora um vídeo da NASA que mostra como há alguns dias atrás Michal Stipe entrou em direto com alguns astronautas da última missão do Space Shuttle Atlantis para partilhar com eles Man On The Moon e (decisão difícil), por ordem cronológica, algumas das minhas mais...
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 

autor stipe07 às 20:33
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

R.E.M - The End...

Os R.E.M. acabam de anunciar a separação...

Estou em choque, confesso! Custa a acreditar...

Fica a curta declaração oficial da banda e de cada um dos membros. Para já nada mais me ocorre dizer...

 

"To our Fans and Friends: As R.E.M., and as lifelong friends and co-conspirators, we have decided to call it a day as a band. We walk away with a great sense of gratitude, of finality, and of astonishment at all we have accomplished. To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening."

 


MIKE

"During our last tour, and while making Collapse Into Now and putting together this greatest hits retrospective, we started asking ourselves, 'what next'? Working through our music and memories from over three decades was a hell of a journey. We realized that these songs seemed to draw a natural line under the last 31 years of our working together.

"We have always been a band in the truest sense of the word. Brothers who truly love, and respect, each other. We feel kind of like pioneers in this--there's no disharmony here, no falling-outs, no lawyers squaring-off. We've made this decision together, amicably and with each other's best interests at heart. The time just feels right."

MICHAEL

"A wise man once said--'the skill in attending a party is knowing when it's time to leave.' We built something extraordinary together. We did this thing. And now we're going to walk away from it.

"I hope our fans realize this wasn't an easy decision; but all things must end, and we wanted to do it right, to do it our way.

"We have to thank all the people who helped us be R.E.M. for these 31 years; our deepest gratitude to those who allowed us to do this. It's been amazing."

PETER

"One of the things that was always so great about being in R.E.M. was the fact that the records and the songs we wrote meant as much to our fans as they did to us. It was, and still is, important to us to do right by you. Being a part of your lives has been an unbelievable gift. Thank you.

"Mike, Michael, Bill, Bertis, and I walk away as great friends. I know I will be seeing them in the future, just as I know I will be seeing everyone who has followed us and supported us through the years. Even if it's only in the vinyl aisle of your local record store, or standing at the back of the club: watching a group of 19 year olds trying to change the world."
 
Até sempre e obrigado por isto e muito mais...

autor stipe07 às 19:26
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Sábado, 30 de Julho de 2011

Os meus filmes da década de 80.

Todos os que me são contemporâneos recordam-se certamente de ter começado a desenvolver a sua veia cinéfila na década de oitenta. E tudo começou com o fascínio que eram as sessões de domingo à tarde nas salas de cinema que existiam em praticamente todas as localidades do país e que eram autênticos locais de peregrinação semanal. Hoje, muitas dessas salas foram adquiridas por privados e estão também convertidas em locais de culto, mas onde se vendem curas, milagres e promessas de um lugar no paraíso de acordo com as oferendas monetárias que deixarmos no final da cerimónia.

Com o advento e proliferação dos centros comerciais, a globalização da internet e o desenvolvimento de canais de televisão temáticos com possibilidade de subscrição de conteúdos cinéfilos, ir ao cinema deixou de ser uma necessidade e já não existe aquele encanto e sabor a aventura e novidade. Fica a nostalgia e a memória de alguns dos melhores e mais emblemáticos filmes da história do cinema, produzidos e realizados nessa década de oitenta. Os meus preferidos são...

<b>22. <i>Top Gun</i></b> (1986) There's no doubting the homoerotic subtext of the tale of fighter pilots and their pissing contests but since when is homo-eroticism a bad thing? "You can be my wingman anytime!", "Bullshit, you can be mine!"

 

<b>21. <i>The Karate Kid</i></b> (1984) Rocky for kids. Or at least it would be Rocky for kids if lead actor Ralph Macchio wasn't 22 at the time. 22!!! That's right folks, Daniel-San was a grown adult beating up children. Hang your head in shame Miyagi!

 

<b>17. <i>The King Of Comedy</i></b> (1982) From the late 70's to the early 90's, and right through the 80's, Scorsese and De Niro were at the top of their game. For proof of Rupert Pupkin's legacy, you need look no further than David Brent et al. Cringe Comedy at its most brilliantly uncomfortable.

 

<b>16. <i>Aliens</i></b>  (1986) How do you make a scarier film than Alien? The answer is you don't even try. The true genius of James Cameron's sequel is the choice to swap genre from Sci-Fi/Horror to Sci-Fi/Action, without this simple but brilliant change it would have been "Game Over Man", right from the start.

 

<b>15. <i>Ghostbusters</i></b> (1984) A truer statement could not have been made by <a href="http://www.twitter.com/hoverbird" target="_blank">@hoverbird</a> on Twitter yesterday, "Everybody thinks <i>The Social Network</i> is the best movie about forming a start-up company, they are wrong. The best movie is <i>Ghostbusters</i>."

 

<b>11. <i>Raiders Of The Lost Ark</i></b> (1981) Spielberg, Lucas, Ford. The absolute holy trinity of entertainers. Throw in Nazis, supernatural shenanigans and snakes and the result is the perfect cocktail of action and adventure.

 

<b>10. <i>Batman</i></b> (1989) Before Christopher Nolan took the caped crusader into the real world, Tim Burton arguably had the tougher job of reinventing Batman from the camp 60's Adam West version. By doing so he paved the way for every summer since to be infested with capes and masks.

 

<b>8. <i>The Empire Strikes Back</i></b> (1980) When Irvin Kershner passed away earlier this year, the greatest compliment to his career was to simply state, "I love <i>The Empire Strikes Back</i>". Looking down on us we can only hope his response was a simple, "I know".

 

<b>7. <i>Back To The Future</i></b> (1985) 'The Power Of Love', "save the clock tower", “Great Scott!”, “It's the Libyans!”, 88mph, “This is Heavy!”, The Enchantment Under The Sea Dance, “1.21 Gigawatts”, Earth Angel, “I'm your density” and most importantly, “If you put your mind to it, you can accomplish anything”. A true classic in every possible way.

 

<b>6. <i>The Terminator</i></b> (1984) Watching it now, James Cameron's ultimate killing machine oozes 80's out of every cyborg pore (just check out the club Tech Noir) but it still hasn't aged a day in terms of ground breaking effects and tension. Go with it, if you want a textbook definition of rollercoaster thrills.

 

<b>3. <i>Raging Bull</i></b> (1980) The second 80's De Niro/Scorsese combo to make the list (they only made two) asked all the questions <i>Rocky</i> failed to. "How much of a beating can one man take?", "How do you cook a good steak", and most pressingly, “Did you fuck my wife?”.

 

<b>2. <i>Blade Runner</i></b> (1982) Original, director's, definitive or final cut - whichever version of Ridley Scott's science fiction classic you lay your hands onn you're sure of an incredible movie experience. Just don't ask Ridley or Harrison to debate if Deckard's a replicant. You're likely to reach your expiration date before they reach a consensus.

 

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autor stipe07 às 11:51
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

The National - Coliseu do Porto, 23.05.2011

Os The National sempre fez disparar cá dentro o sinal de alarme. Com esta consciência e de espírito livre fui, pela segunda vez, assistir a um concerto da banda. Com base no mais recente High Violet e no antecessor Boxer, o espetáculo passou também por alguns momentos mais memoráveis dos primeiros discos, com destaque para Abel, de Alligator.

Foram imensos os momentos altos da noite; No entanto, não posso deixar de destacar a pujança de Apartment Story, a fúria controlada que toda a audiência sentiu em England, ter tido Matt com a mão no meu ombro enquanto cantava it’s a terrible love that I’m walking with spiders, o intimismo de About Today e o derradeiro momento arrepiante da noite, quando a enternecedora Vanderlyle Crybaby Geeks foi tocada e cantada sem amplificação e com a ajuda de todo o Coliseu. Espero revê-los em breve.

A primeira parte do concerto ficou a cargo dos Dark Dark Dark. O coletivo de Minneapolis, brilhantemente liderado pela voz límpida de Nona Marie Invie, contou as suas histórias de acordeão e clarinete em riste num ambiente que poderia muito bem ser o de um clube de jazz decadente. Foram a primeira surpresa agradável da noite. Ficam algumas imagens...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Runaway
Anyone's Ghost
Secret Meeting
Mistaken For Strangers
Bloodbuzz Ohio
Slow Show
Squalor Victoria
Afraid Of Everyone
Lemonworld
Abel
Driver, Surprise Me
Conversation 16
Apartment Story
Think You Can Wait
England
Fake Empire

Encore:
Santa Clara
Mr. November
Terrible Love 
About Today
Vanderlyle Crybaby Geeks

min. 3:05


autor stipe07 às 18:15
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Sábado, 14 de Maio de 2011

Música do dia...

1/2 vida na maioridade...


autor stipe07 às 09:58
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Músicas do Dia...

Hoje foi um dia fantástico para, entre outras, também ouvir...



 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 


autor stipe07 às 23:12
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Terça-feira, 5 de Abril de 2011

R.E.M. - 05.04.1980

Todas as grandes bandas que marcaram a  história e a cultura contemporâneas têm uma história quase sempre curiosa para contar; E os R.E.M. não são exceção!

No dia 5 de abril de 1980, Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry subiram pela primeira vez a um palco. Era o dia da festa de aniversário de Kathleen O’Brien, namorada de Bill Berry e o cenário estava montado na igreja St. Mary’s Episcopal Church, em Athens, terra natal da banda. Durante duas horas, os ainda Twisted Kite tocaram alguns originais, mas também versões, das quais se destacaram  a God Save the Queen, dos Sex Pistols e Roadrunner, um original de Jonathan Richman.

Naquele início da década de oitenta, estes quatro rapazes ainda não tinham a noção do que iria ser o seu futuro e de como iriam ser importantes para a história da música e da cultura. Buck e Stipe tinham-se conhecido devido ao interesse de ambos pela música; O primeiro trabalhava na Wuxtry, uma loja de discos de Athens e Stipe era um estudante universitário de artes. Depois da dupla travar amizade com outros dois estudantes da Universidade da Georgia (Mike MillsBill Berry), formaram a banda que iria salvar o rock n'roll da invasão dos sintetizadores, típicos do início da década de 80. Já ensaiavam juntos há meses, Stipe tinha algumas letras escritas e nesse dia, depois de acharem que tinha chegado o momento, deram esse histórico concerto.
 
Loja de discos Wustry, em Athens
 
O concerto correu tão bem que Jefferson Holt, colega de Buck na loja de discos e presente na plateia, resolveu nesse dia mudar-se de Chapel Hill, Carolina do Norte, para se tornar no primeiro manager dos entretanto batizados R.E.M.. A banda tornou-se rapidamente na principal atração de Athens e do rock alternativo americano; Poucos meses depois andavam a tocar pelos Estados Unidos e na Europa para se tornarem, até ao final dessa década, numa das maiores bandas do mundo.
 
St. Mary’s Episcopal Church
 
E tudo começou naquela histórica igreja. Os anos foram passando e enquanto os R.EM. encontravam fama e fortuna, a St. Mary's Church definhava, tendo sido quase demolida em 1990 para dar lugar a um condomínio. E em janeiro de 2011, ou seja, vinte e um anos depois deste primeiro aviso, a igreja está novamente ameaçada e pelo mesmo motivo. Para provar o quanto os R.E.M. representam para a cultura de Athens, o jornal local Athens Banner Herald escreveu pouco dias depois: So, with a demolition permit pending after the Steeplechase Condominium Association – which owns the steeple as part of the adjacent condominium development – voted to destroy the structure, it might be time for historic preservationists, music fans and others in the community with an interest in keeping that part of the community’s heritage alive, to start looking at alternative means of allowing the steeple to remain a physical presence here.
 
Chronic Town LP
 
Chuck Jones, responsável pela Visitors Bureau (junta de turismo) de Athens acrescentou, no mesmo artigo, que existem muitos turistas que vêm de todo o mundo a Athens por causa da banda de Michael Stipe e para conhecerem a escultura fotografada na capa do LP de estreia da banda, Chronic Town, a ponte que ilustra a contracapa de Murmur, primeiro disco da banda, a loja Wuxtry Records e outros locais emblemáticos relacionados com a história dos R.E.M., incluindo a igreja de St. Mary's. Existe mesmo um roteiro específico para visitar Athens com o firme propósito de conhecer os locais mais emblemáticos da história desta banda e que espero percorrer um dia.
Trinta e um anos depois do primeiro concerto, os R.E.M. lançaram há poucas semanas o seu décimo quinto disco de originais, não se vislumbra, felizmente, o ocaso da sua história e foi para mim um privilégio tremendo acompanhar de forma tão apaixonada e emocionada o percurso singular desta banda nestes últimos 20 anos, que espero prolongarem-se por outros tantos.
Contracapa de Murmur
  
Foto recente da ponte fotograda na contracapa de Murmur.

autor stipe07 às 18:29
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Sábado, 5 de Março de 2011

O meu Tributo a Castelo de Paiva.

Nestes dias Castelo de Paiva voltou a estar no centro das atenções devido à comemoração dos dez anos da queda da ponte de Entre-Os-Rios. Foi um acidente improvável e uma enorme tragédia; Não adianta escamotear o que é concreto, real e assumido. Mas esse acontecimento parece ter rotulado definitivamente a localidade com alguns adjetivos pouco favoráveis, usados quando se quer descrever uma localidade e enumerar os seus potenciais argumentos, quer humanos quer sociais.

Tenho lido e ouvido algumas verdades, mas também vários disparates que não fogem muito ao já habitual espírito português fatalista. Por isso e por considerar algumas citações que li e ouvi injustas e desfasadas daquela que é a actual realidade paivense, sinto-me impelido, também por gratidão e pela minha consciência, a dar o meu próprio testemunho.

Lembro-me perfeitamente desse chuvoso domingo à noite de março de 2001 como se tivesse sido ontem. Acompanhei de perto tudo o que aconteceu nos dias e semanas seguintes e, sendo uma espécie de espetador privilegiado de tudo o que se passou, por ser um residente temporário e não ter laços afetivos com vitimas, familiares e amigos, pude, no meu interior, tirar racionalmente algumas ilações no que diz respeito à forma como esta gente reagiu e soube levantar-se do caos e da desorientação que se apoderaram em quase todos os paivenses, como se estivessem a viver uma espécie de maldição. Nesses dias a minha admiração por estas gentes cresceu imenso, consciente e inconscientemente; Percebi com uma nitidez impressionante de que massa são feitos os paivenses e senti-me grato por me estarem a ensinar com exemplos diários e concretos de vida que para os momentos difíceis há sempre uma saída...

Tem sido dito nestes dias que Castelo de Paiva pouco ou nada evoluiu nestes dez anos, que se mantém refém de um isolamento atroz e que continua a ser uma terra flagelada pelo infortúnio, tendo em conta alguns dramas sociais que ainda subsistem por cá, derivados da falta de emprego e da estagnação económica que se vive. Não contrario a maioria destas afirmações, mas também não acho justo que se pinte um quadro tão negro. É que, acreditando em algumas dessas coisas que li e ouvi e não conhecendo esta terra, facilmente qualquer pessoa conclui que estamos perante um dos piores locais deste país para se viver, que Castelo de Paiva não é uma terra acolhedora e não tem nada de apelativo, sendo um local do qual se deve fugir à primeira oportunidade. E isso não é verdade! Há exemplos que contrariam esta ideia que tem sido fabricada ao longo do tempo e que mostram a antítese deste cenário. E eu talvez seja um deles...

Durante 22 anos da minha vida nunca tinha ouvido falar de Castelo de Paiva. Natural de outra localidade do mesmo distrito, supostamente mais desenvolvida e atrativa em todos os aspetos, pouco sabia deste concelho afinal tão bonito. Por motivos profissionais, Castelo de Paiva passou a fazer parte de mim e confesso, foi amor à primeira vista. E hoje, treze anos depois desse início de outono que acabou por significar uma nova primavera na minha vida, sinto um imenso orgulho por ser já um paivense de pleno e legal direito, outro motivo consistente que me faz achar que tenho todo o direito de opinar, além de sentir uma certa obrigação moral de transmitir publicamente este meu exemplo... De defender a minha terra! 

Por natureza introvertido perante estranhos, pouco tempo depois de andar por cá integrei-me com uma facilidade e abertura de espírito que até a mim impressionou! Rapidamente senti-me em casa e diminuiram os meus momentos de silêncio e reclusão iniciais, naturais em quem chega a uma espécie de mundo novo. E tal facto encontra explicação nestas gentes e na forma extraordinária como me acolheram. Acabei por não demorar muito tempo a perceber que este poderia ser, sem dúvida, um belo local para habitar parte do meu futuro; Os anos foram passando e mesmo exercendo a minha atividade profissional noutros locais bem mais distantes, nunca me desliguei daqui, frequentemente sentia necessidade de aportar a este porto seguro e por cá fui estando e ficando. Hoje, descrever aquilo que é a minha vida contraria firmemente toda a onda negativa em torno deste concelho.

Em Castelo de Paiva sou feliz e por imensos motivos! Aqui tenho Smartieees, o meu maior sorriso e o meu farol, tenho os Vândalos que são um verdadeiro tesouro e os melhores amigos que colecionei, tenho a minha herdade do Freixo que me dá uma vista única e privilegiada sobre o belo local onde essa tragédia ocorreu e tenho perspetivas de um futuro pelas quais sei que lutei imenso mas que em determinados períodos da minha vida achei que não iria atingir. E, acima de tudo isso, tenho-me a mim próprio e à minha consiciência que me diz, cada vez que cá chego e estou, que Castelo de Paiva é o melhor destino que posso ter diariamente e que não o trocava por nenhum outro deste mundo. No fundo, estar em Castelo de Paiva faz-me sentir que sou um privilegiado.

Castelo de Paiva tem um rio famoso, uma paisagem deslumbrante, o melhor vinho verde do mundo e imensa gente boa e com um enorme coração; Gente que sabe receber, pessoas humildes, verdadeiras e que lutam e trabalham diariamente para si e para os outros, que buscam incansavelmente um futuro melhor, que amam a sua terra e que têm um enorme apego às suas raízes. E eu admiro-as a todas por isso.

Alguns dos que me conhecem e me são próximos, profissional e afetivamente, interrogam-me com alguma insistência o porquê do meu fascínio por Castelo de Paiva e o que me levou a tomar a corrente de decisões que me trouxeram até aqui. Fazem-no porque provavelmente nunca tiveram ou terão a perceção plena do que Castelo de Paiva significa para mim, do que aprendi e cresci por cá e porque nunca tiveram o privilégio de viver a minha experiência. E quando lhes tento explicar tudo isto de forma clara, raramente resisto a sorrir enquanto o faço, por estar a falar de coisas boas e que estão guardadas no meu coração. E nesse preciso instante, algumas dessas pessoas começam a entender...

Sou feliz em Castelo de Paiva, é aqui que respiro verdadeiramente, é por cá que olho a vida de frente com esse tal enorme sorriso e é, por isso e por muitas outras razões que, não tenho nascido aqui, quero ficar cá o resto dos meus dias. E desafio todos aqueles que por cá nasceram a quando se sentirem tentados ao desencanto, darem mais valor ao que têm e a não se deixarem vergar por todo este negativismo!

E desafio igualmente todos aqueles que queiram, a arriscar e fazerem o que eu fiz; Castelo de Paiva tem qualidade de vida, mas precisa de pessoas novas e com capacidade de iniciativa! Não falta nas redondezas mercado para muitas áreas profissionais ainda não exploradas e sobram pessoas honestas, qualificadas e com vontade de trabalhar e se agarrar a quem acredite nelas.

Trago esta terra e a maioria destas gentes no meu coração; Amo Castelo de Paiva e recomendo-a vivamente... Só para que se conste!


autor stipe07 às 16:16
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Capas de Discos Lego II

Acabam de ser divulgadas mais vinte e cinco capas de discos reproduzidos com peças da Lego. Recordo que no verão de 2008 a Lego teve uma iniciativa semelhante e que dei conta AQUI.

A Lego sempre fez parte do meu mundo de infância; Eram os meus brinquedos preferidos, ainda muito antes de descobrir os encantos dos pedais de uma bicicleta. Ter um conjunto da Lego era quase sempre motivo para grandes birras junto dos progenitores... Certamente muitos saberão bem do que falo!

Actualmente, enquanto não chega uma bicicleta nova, algo que espero não demorar, os discos são ainda a minha maior perdição, felizmente mais contida. Por isso, é para mim um encanto ver alguns dos meus discos reproduzidos desta forma tão peculiar e original. Poderão apreciar toda a colecção no link abaixo;

http://speckyboy.com/2009/07/22/30-classic-music-albums-recreated-with-lego/

 

Partilho os meus preferidos, onde se incluem alguns discos que andam cá por casa, a juntar à seleção que já tinha feito em agosto de 2008. Mas antes, façam o favor de passar AQUI, no blog do meu grande amigo Mojorising, onde poderão conferir outra mistura extraordinária entre a música e a Playmobil.

Queen - Queen II

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Oasis - Definitely Maybe

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Moby - Play

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Radiohead - In Rainbows

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

The White Stripes - White Blood Cells

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Franz Ferdinand - Tonight

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Pink Floyd - The Wall

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

The Beatles - Abbey Road

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Queen - The Joshua Tree

Classic Music Albums Recreated with Lego

 

Outkast - Stankonia

Classic Music Albums Recreated with Lego


autor stipe07 às 15:41
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Música do Dia...

Hoje, além de muitas outras, também podia ser aquela que diz Questions Of Science, Science and Progress, Do Not Speak As Loud as My Heart ... Ou a que promete I Wanna Be Your Easter Bunny, I Wanna Be Your Christmas Tree... Até mesmo a Hoppipolla que põe fim a qualquer guerra, ou o manual de instruções que me põe na rampa de lançamento e em contagem decrescente quando ouço  IF You Believe There´s Nothing Out There To See, If There's Nothing Let's Go!

Mas hoje é esta que me leva à Lua... On Repeat!

 

 

Please don't go crazy, if I tell you the truth
No you don't know what happened
And you never will if
You don't listen to me while I talk to the wall
This blanket is freezing, it's been out in the hall
Where you've had me for hours
Till I'm sure what I want
But darling I want the same thing that I wanted before
So sweetheart tell me what's up I won't stop no way

Please keep your hands down
And stop raising your voice
It's hardly what I'd be doing if you gave me a choice
It's a simple suggestion can you give me sometime
So just say yes or no
Why can't you shoulder the blame
Coz both my shoulders are heavy
From the weight of us both
You're a big boy now so let's not talk about growth
You've not heard a single word I have said...
Oh, my God

Please take it easy it can't all be my fault
I haven't made half the mistakes
That you've listed so far
Oh baby let me explain something
It's all down to drugs
At least I remember taking them and not a lot else
It seems I've stepped over lines
You've drawn again and again
But if the ecstacy's in the wit is definitely out
Dr. Jekyll is wrestling Hyde for my pride


autor stipe07 às 22:58
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