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Teenage Fanclub – I’m More Inclined

Quarta-feira, 10.02.21

Trinta anos depois do registo de estreia e quatro depois do excelente disco Here, os icónicos veteranos escoceses Teenage Fanclub, formados atualmente por Norman Blake, Raymond McGinley, Francis Macdonald, Dave McGowan e Euros Childs, estão de volta ao ativo, no final de abril próximo, pelos vistos mais efusivos e luminosos do que nunca, com Endless Arcade,  doze novas canções de um projeto simbolo do indie rock alternativo e que, de certa forma, ainda tem um lugar reservado, de pleno direito, no pedestal deste universo sonoro.

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Home, o tema que abre aquele que será o sétimo álbum do projeto, foi o primeiro single divulgado de Endless Arcade, uma composição que navega no seio de guitarras efusivas e com aquela dose equilibrada de eletrificação que permite alguns instantes de experimentalismo, num resultado final com aquele cariz fortemente radiofónico que sempre caracterizou os Teenage Fanclub.

Agora chegou a vez de escutarmos I'm More Inclined, uma canção melodicamente inspirada e em que a orgânica da guitarra e o travo sintético das teclas são agregados por um inspirado coro de vozes, num resultado final com elevado refinamento e superiormente criativo. Confere...

Teenage Fanclub - I'm More Inclined

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publicado por stipe07 às 13:51

Django Django – Free From Gravity

Quinta-feira, 28.01.21

Foi no início de dois mil e dezoito, ou seja, há cerca de três anos, que os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon desvendaram Marble Skies, o último registo de originais, em formato longa duração, desta banda escocesa natural de Edimburgo. O trabalho continha dez canções feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Django Django comparte nuevo sencillo: "Free From Gravity" (video) - Rock101

Nove meses depois desse álbum, os Django Django regressaram aos lançamentos discográficos, mas no formato EP, com um registo intitulado Winter’s Beach, seis originais que viram a luz do dia à boleia da Because Music e que estavam encharcados de sintetizadores com uma proeminente toada vintage, tendo sido um EP fortemente inspirado na eletrónica do século passado.

Depois os Django Django começaram a trilhar caminho para um novo disco, que irá chegar aos escaparates daqui a algumas semanas e que terá o sugestivo título Glowing In The Dark. Assim, no ocaso do verão passado o projeto escocês divulgou o single Spirals, uma canção em que conceitos como o DNA humano e as conexões que este agrupamento de proteínas suscita, eram a pedra de toque de uma canção que, tendo esse ponto de partida, debruçava-se sobre o modo como ainda será possível criar laços e afinidades quando a situação pandémica atual e as crenças politicas em voga, que têm ganho bastantes adeptos nas extremas, quer direita quer esquerda, parecem propiciar terreno fértil para a divisão e o afastamento entre as pessoas. Depois ficámos ainda a conhecer o single homónimo do disco e ainda The Ark, sendo agora altura de contemplarmos Free From Gravity. Esta fabulosa composição contém tudo aquilo que uma canção pop aditiva deve conter, nomeadamente uma batida hipnótica e vigorosa, sintetizações com um sóbrio pendor experimental, uma linguagem melódica inspirada e incisiva e uma letra atual e contagiante.

Em suma, Free From Gravity cimenta a cartilha sonora que é feita há mais de meia década pelos Django Django com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, um modus operandi que muitos rotulam como art popart rock ou ainda beat pop e que suporta um cardápio riquíssimo assinado por uma banda que merece claramente sentar-se à mesa dos nomes fundamentais da música de dança atual. Confere...

Django Django - Free From Gravity

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publicado por stipe07 às 11:12

Storm The Palace - Dream House

Sexta-feira, 18.12.20

Pouco mais de um ano após o registo Delicious Monster, o segundo álbum do coletivo escocês Storm The Palace, a banda atualmente formada por Sophie Dodds, Reuben Taylor, Willa Bews, Jon Bews e Alberto Bravo está de regresso com um single intitulado Dream House, inspirado no período pandémico que vivemos. Assim que este momento atípico começou, a banda começou a constatar que alguns amigos e conhecidos relatavam um aumento da prevalência de sonhos pouco habituais ou inusitados. Resolveram recolher esses relatos e, utilizando excertos dos mesmos, compuseram a letra de uma canção que procura recriar um grande e único sonho passado em diferentes espaços de uma casa, o espaço por excelência onde todos nos temos abrigado nos últimos meses.

Music | Storm the Palace

Sonoramente, Dream House encaixa no ADN dos Storm The Palace, que se sustenta numa simbiose bastante criativa entre a típica folk britânica, com nuances mais clássicas e o indie rock, sempre em busca de sonoridades estranhas, bizarras e inovadoras, mas também sedutoras e repletas de charme. Dream House é mais uma prova concreta da excentricidade deste grupo sedeado em Edimburgo, da rara graça como os seus membros combinam e manipulam, com sentido melódico e lúdico, a estrutura de uma canção, no fundo, um esforço indisciplinado, infantil e claramente emocional, mas bem sucedido de se manterem à tona de água na lista das bandas imprescindíveis para contar a história atual da pop das ilhas britânicas.

Dream House também já tem direito a um video que segue a filosofia conceptual do tema. Nele observamos ilustrações feitas pelas pessoas que relataram algumas das bizarrias com qwue sonharam e que tentaram também ilustrar. Confere...

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publicado por stipe07 às 09:18

Teenage Fanclub – Home

Sexta-feira, 20.11.20

Trinta anos depois do registo de estreia e quatro depois do excelente disco Here, os icónicos vereranos escoceses Teenage Fanclub estão de volta ao ativo, pelos vistos mais efusivos e luminosos do que nunca, com Endless Arcade,  doze novas canções de um projeto simbolo do indie rock alternativo e que, de certa forma, ainda tem um lugar reservado, de pleno direito, no pedestal deste universo sonoro.

Teenage Fanclub | Discografia | Discogs

Home, o tema que abre aquele que será o sétimo álbum do projeto, é o primeiro single divulgado de Endless Arcade, uma composição que navega no seio de guitarras efusivas e com aquela dose equilibrada de eletrificação que permite alguns instantes de experimentalismo, num resultado final com aquele cariz fortemente radiofónico que sempre caracterizou os Teenage Fanclub. Confere Home e o vídeo da canção captado recentemenre por Donald Milne no Leith Theatre em Edimburgo e a tracklist de Endless Arcade...

Teenage Fanclub - Home

Home
Endless Arcade
Warm Embrace
Everything Is Falling Apart
The Sun Won’t Shine On Me
Time
In Our Dreams
I'm More Inclined
Back In The Day
Teenage Fanclub – The Future
Living With You
Silent Song

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publicado por stipe07 às 17:42

Django Django - Spirals

Terça-feira, 15.09.20

Foi no início de dois mil e dezoito, ou seja, há já quase três anos, que os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon desvendaram Marble Skies, o último registo de originais, em formato longa duração, desta banda escocesa natural de Edimburgo. O trabalho continha dez canções feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Stream Django Django's New Song "Spirals" | Consequence of Sound

Nove meses depois desse álbum, os Django Django regressaram aos lançamentos discográficos, mas no formato EP, com um registo intitulado Winter’s Beach, seis originais que viram a luz do dia à boleia da Because Music e que estavam encharcados de sintetizadores com uma proeminente toada vintage, tendo sido um EP fortemente inspirado na eletrónica do século passado.

Agora, no ocaso do verão de dois mil e vinte, o projeto escocês volta à carga com Spirals, uma canção em que conceitos como o DNA humano e as conexões que este agrupamento de proteínas suscita, são a pedra de toque de uma canção que, tendo esse ponto de partida, debruça-se sobre o modo como ainda será possível criar laços e afinidades quando a situação pandémica atual e as crenças politicas em voga, que têm ganho bastantes adeptos nas extremas, quer direita quer esquerda, parecem propiciar terreno fértil para a divisão e o afastamento entre as pessoas.

Sonoramente, Spirals, uma contagiante canção feita com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, mostra os Django Django a darem continuidade à filosofia estilística em que alicerçaram os dois lançamentos de dois mil e dezoito, já que se trata de uma canção assente numa relação simbiótica forte entre guitarras e percussão, uma aliança adornada por uma espiral sintetizada que deve muito à herança da música de dança de final do século passado. Em suma, Spirals cimenta uma cartilha sonora que é feita há mais de meia década com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, que muitos rotulam como art popart rock ou ainda beat pop, um cardápio de um projeto que merece claramente sentar-se à mesa dos nomes fundamentais da música de dança atual. Ainda não é claro que Spirals possa antecipar um novo disdo dos Django Django nos próximos tempos. Confere...

Django Django - Spirals

01. Spirals
02. Spirals (Edit)

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publicado por stipe07 às 10:57

Glasvegas – Keep Me A Space

Sexta-feira, 21.08.20

Glasvegas - Keep Me A Space

Sete anos após o extraordinário registo Later… When The T.V Turns to Static, os escoceses Glasvegas de James Allan voltam a dar sinais de vida com o anúncio do lançamento de um novo álbum intitulado Godspeed, o quarto da carreira deste projeto essencial do indie rock britânico contemporâneo e que irá ver a luz do dia em abril do próximo ano.

Com indesmentíveis reminiscências no melhor pop rock oitocentista, Keep Me A Space é o single mais recente divulgado de Godspeed, uma composição épica e vibrante, assente em faustosas guitarras, na voz sentimentalmente vigorosa de Allan e num registo melódico que nos capta instantaneamente. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:36

Basic Plumbing – Keeping Up Appearances

Segunda-feira, 17.02.20

No final do inverno de dois mil e dezoito o universo indie e alternativo britânico ficou em choque com o súbito desaparecimenro de Patrick Doyle, um músico escocês que contava, À altura, trinta e dois anos e que se notabilizava pela sua presença atrás da bateria no aclamado projeto Veronica Falls, mas também por estar a sobressair na sua carreira a solo. O pontapé de saída tinha sido dado em dois mil e dezasseis com um disco homónimo assinando Boys Forever e, à época, preparava-se para o sucessor, mas assinando, desta vez, como Basic Plumbing. Felizmente, quando Doyle faleceu o disco estava praticamente pronto e vê agora a luz do dia, postumamente, com o título Keeping Up Appearances, dez canções que viram a luz do dia no final de janeiro, com o alto patrocínio da Rough Trade.

Resultado de imagem para Basic Plumbing – Keeping Up Appearances

Gravadas com o apoio inestimável de Helen Skinner, baixista e companheira de digressão de Doyle, Keeping Up Appearances oferece-nos um indie rock exuberante e hirto, que sabe aquela brisa amena que aparentemente não fere nem inclina, mas que não deixa de penetrar na nossa pele até ao âmago, de nos fazer tremer e de eriçar todos os nossos sentidos. São canções com uma arquitetura sonora muito centrada nas cordas de uma guitarra eletrificada com o nível de distorção certo para nos oferecer um clima tipicamente rock, aliado com um delicioso e orelhudo charme pop, tudo rematado com aquele requinte vintage que revive não só o punk lo fi dos gloriosos anos oitenta, bem patente no baixo que acomoda As You Disappear, mas principalmente o clima mais grunge da década seguinte, indisfarçável na melodia hipnótica que conduz Keeping Up Appearances, o tema homónimo do álbum e a sombria e intrigante Strangers.

Sendo estas três composições talvez os momentos maiores do registo e excelentes portas de entrada para um alinhamento instrumentalmente irrepreensível, sem atropelos e com uma dose de agressividade necessária e salutar, porque este foi um álbum concebido por Doyle para chorar a morte do seu marido, o jornalista Max Padilla, com quem se tinha mudado para Los Angeles à época, canções como Lilac, tema com um curioso toque psicadélico e que nos agarra pela mão e até à pista de dança mais próxima, a vibrante Bad Mood, a minimalista, mas encharcada de grooveToo Slow, ou a contemplativa e introspetiva Sunday, são também belíssimos instantes de um álbum com uma beleza muito imediata e acessível, porque pode ajudar qualquer um de nós a exorcizar sentimentos de perca que nos causam amargura e dor, de um modo algo radiante e otimista.

Quer Skinner quer a família de Patrick resolveram oferecer toda receita deste disco para as organizações LGBT Center de Los Angeles e a CALM, a Campaign Against Living Miserable, uma organização do Reino Unido que trabalha para prevenir o suicídio. Espero que aprecies a sugestão...

Basic Plumbing - Keeping Up Appearances

01. As You Disappear
02. Lilac
03. Keeping Up Appearances
04. Bad Mood
05. Sunday
06. It All Comes Back
07. Too Slow
08. Fantasy
09. Constant Attention
10. Strangers

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publicado por stipe07 às 21:26

Steve Mason – Coup D’état EP

Sexta-feira, 10.01.20

O escocês Steve Mason esteve nos últimos anos ocupado com a reedição em vinil do catálogo dos seus Beta Band, mas no início deste ano focou-se novamente na sua carreira a solo, à boleia de About The Light, o quarto registo de originais do seu cardápio. Gravado em vários estúdios de Londres e Brighton, com a ajuda do mítico Stephen Street, que trabalhou com os Blur e os The Smiths, About The Light viu a luz do dia a dezoito de janeiro último e na altura sucedeu aos aclamados trabalhos Boys Outside (2010), Monkey Minds In The Devil’s Time (2013) e o antecessor Meet The Humans (2016). Agora, cerca de dez meses depois desse disco, Steve Mason volta a surpreender com Coup D’état, um EP com quatro temas, três novos originais e uma remistura de  America Is Your Boyfriend, canção que abria o alinhamento de About The Light, da autoria de Tim Goldsworthy.

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Steve Mason parece estar destinado a tornar-se numa figura de culto do cenário indie britânico. Tal como muitos parceiros de luta muitas vezes catalogados de egocêntricos, foi-lhe diagnosticado em tempos um síndrome de distúrbio mental, que tem tentado contrariar desde o surpreendente registo Boys Outside, de dois mil e dez. Nesse álbum Mason fez uma espécie de mea culpa acerca da necessidade que foi sentido, ao longo da sua vida, de vestir uma determinada capa perante o grande público e nele, além de debruçar-se, com particular clarividência, sobre essa questão em concreto, também o fez, imagine-se, sobre a realidade política dessa época, no fundo uma estratégia igual a tantas outras, mas eficaz, de aproximação ao público e de quebrar barreiras. O passo seguinte deste exercício de exorcização e de busca de uma normalidade quotidiana deu-se há dois anos, durante o processo de gravação de Meet the Humans. Durante a escrita desse álbum Mason deixou de vez o seu refúgio escocês em Fife, numa zona florestal e mudou-se para a urbanidade de Brighton, em Inglaterra, onde encontrou parceira e enfrentou, inesperadamente, a dura mas feliz batalha da paternidade. Essa nova realidade pessoal, mais feliz, estável e adulta de Mason, acabou por se refletir no conteúdo de About The Light, o seu Brighton Album, como o músico também gostou de o intitular, um disco que sonoramente colocou as fichas na melhor herança da britpop noventista e que apresentou um som eminentemente experimental, como é suposto tendo em conta o adn deste músico, mas claramente mais acessível que o universo sonoro algo intrincado e frequentemente sofisticado dos Beta Band. Agora, neste Coup D’état, que viu os três originais produzidos por Steve Mac e Martin Duffy dos Primal Scream e cujo conteúdo não pode ser desligado do longa duração antecessor, Mason não se afasta muito dessa filosofia interpretativa efusiva, radiofónica e cimentada num rock melodicamente aditivo, mas coloca mais fichas numa toada eletrónica, de elevado cariz retro, como se percebe logo em Like A Ripple, o fabuloso tema que abre o EP e que nos remete para aquele eletro punk encharcado em glam que esteve em voga há cerca de quatro décadas. Depois, quer o pendor abrasivo desta canção, quer a toada mais climática mas tremendamente hipnótica de Against The World, acabam por ser amaciadas em Head Case, singela composição, que flutua num luminoso piano e numa subtil batida, enquanto a voz sorridente de Mason, quer neste tema, quer na cósmica e divertida remix de America Is Your Boyfriend, idealizada por Tim Goldsworthy, encarna o espelho fiel de alguém que dá mais um passo seguro em frente na sua já longa e respeitável carreira porque renova, potencia e embeleza o seu modus operandi, canalizando, novamente, o momento positivo pessoal que vive para a felicidade que sente em compôr de modo simples e direto, mas também, bonito, confidente e gentil. Espero que aprecies a sugestão...

Steve Mason - Coup D'état

01. Like A Ripple
02. Head Case
03. Against The World
04. America Is Your Boyfriend (Tim Goldsworthy Remix)

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publicado por stipe07 às 21:19

Storm The Palace - Delicious Monster

Sexta-feira, 11.10.19

Com origem no nome latino da planta Monstera Deliciosa, Delicious Monster é o segundo e novo registo de originais do coletivo britânico Storm The Palace, atualmente formado por Sophie Dodds, Reuben Taylor, Willa Bews, Jon Bews e Alberto Bravo. São onze canções gravadas em Edimburgo no último inverno e escritas quase todas por Sophie, que também participou na produção do disco juntamente com Reuben Taylor, um trabalho com a chancela da etiqueta Abandoned Love Records.

Resultado de imagem para Storm The Palace Delicious Monster

Ao segundo tomo da carreira, os Storm The Palace merecem amplo destaque porque conseguem ser particularmente originais, dentro de um quadro musical que faz parte do ADN da banda e que se sustenta numa simbiose bastante criativa entre a típica folk britânica, com nuances mais clássicas e o indie rock, sempre em busca de sonoridades estranhas, bizarras e inovadoras, mas também sedutoras e repletas de charme. Delicious Monster é, então, mais uma prova concreta da excentricidade deste grupo, da rara graça como os seus membros combinam e manipulam, com sentido melódico e lúdico, a estrutura de uma canção, no fundo, um esforço indisciplinado, infantil e claramente emocional, mas bem sucedido de se manterem à tona de água na lista das bandas imprescindíveis para contar a história atual da pop de Terras de Sua Majestade.

Se o anterior registo Snow, Stars and Public Transport versava, essencialmente, sobre a vida em sociedade em espaços públicos amplos e abertos, neste Delicious Monster temos uma abordagem mais intimista das relações e das conexões humanas que se estabelecem dentro de quatro paredes e de como o espaço doméstico pode ser o local mais aconchegante, mas também o mais incómodo e insuportável, consoante o nosso estado de espírito e a nossa condição em determinado momento.

O álbum inicia e logo em Clive sentimo-nos em casa, a sintonizar aquele velhinho rádio a pilhas com um napron rendado por cima e as belíssimas vozes de Sophie e Willa a deixarem-nos à vontade e confortáveis. A partir daí, na delicada If I Were A Seagull, no travo jazzístico de Ancient Goldfish, no olhar pela janela para os prados verdejantes em redor que nos suscita The Magician, no minimalismo das cordas que cirandam por Splendid e na lamechice encapotada de Give Me My Fucking Puppy You Bastard, o clima é de forte proximidade entre banda e ouvinte, uma sensação firmada não só nesta crueza instrumental de praticamente todas as canções, mas também na forte sensação de pertença relativamente ao espaço onde a banda toca e nos convida a penetrar, um antro de perdição que atiça todos os nossos sentidos e cuja acusticidade se abastece de um rock clássico cheio das tais nuances, sempre com uma elevada toada nostálgica e uma luminosidade muito peculiar.

Disco pleno de canções competentes na forma como abarcam diferentes sensações dentro de um mesmo cosmos e que misturam harmoniosamente a exuberância acústica com a voz, dando expressão a letras que exaltam o lado mais festivo da existência humana, conseguida através da combinação da guitarra com outros sons e detalhes, quase sempre precurssivos, os Storm The Palace conseguem confrontar-nos neste Delicious Monster com a nossa natureza, inseridos no universo que eles tão bem recriaram neste alinhamento, uma sensação curiosa e reconfortante que transforma a audição do álbum numa experiência ímpar e de ascenção plena a um estágio superior de letargia. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 22:55

Belle And Sebastian - Days of the Bagnold Summer BSO

Segunda-feira, 16.09.19

Cordas acústicas ou eletrificadas e de diferentes fontes, mas dedilhadas com inusitado prazer e uma prestação melódica irreprrensível, são o prato forte da banda sonora original do filme Days of the Bagnold Summer , um maravilhoso trabalho de interpretação sonora de uma trama realizada por Simon Bird e baseada no romance homónimo de Joff Winterhart que conta a história de um adolescente amante de heavy metal cujos planos para o verão vão por água abaixo no último minuto. Assim, vê-se preso por três longos meses à pessoa com quem mantém a relação mais enervante do mundo, a sua mãe. O protagonista desta história é interpretado por Earl Cave, actor já conhecido por participar na série The End of the F***ing World e os autores da banda sonora os escoceses Belle And Sebastian de Stuart Murdock, abrigados, como é habitual, pela Matador Records.

Resultado de imagem para Belle And Sebastian Days of the Bagnold Summer

A banda sonora de Days Of The Bagnold Summer conduz-nos até ao âmago daquela indie pop plena de sentimento e emotividade e, também por isso, tremendamente orelhuda. Canções do calibre de I Know Where the Summer Goes, uma daquelas canções que nos fazem sorrir de orelha a orelha mesmo que sem razão aparente, assim como os sopros da mais roqueira e atrevida Get Me Away From Here I’m Dying, já agora dois temas antigos dos Belle And Sebastian que estavam guardados na gaveta, têm esse efeito soporífero de nos agarrar pela mão e nos permitir fazer uma pausa melancólica e introspetiva, mas também festiva e colorida, dos nossos afazeres quotidianos, instigando-nos a imaginar e a recriar a nossa própria trama de um filme que terá, certamente, um travo fascinante e envolvente, até porque esta banda sonora é um registo que soa, no seu todo, otimista, alegre e descontraído e todos sabemos bem da importância que esta componente sonora dos filmes tem no sucesso dos mesmos no grande público.

També por causa deste conjunto de canções criadas pelos Belle And Sebastian, Days of the Bagnold Summer será, claramente, um filme tipicamente indie, coberto por uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica indisfarçáveis, adornado com canções de elevada bitola qualitativa e que seduzem pela forma genuína e simples como retratam eventos e relacionamentos de um quotidiano rotineiro e fantástico de um adolescente e uma mãe que terão, nos seus opostos, dicotomias e divergências profundas, marcas e traços identitários comuns a qualquer um de nós. Espero que aprecies a sugestão...

Belle And Sebastian - Days Of The Badnold Summer

01. Sister Buddha (Intro)
02. I Know Where The Summer Goes
03. Did The Day Go Just Like You Wanted?
04. Jill Pole
05. I’ll Keep It Inside
06. Safety Valve
07. The Colour’s Gonna Run
08. Another Day, Another Night
09. Get Me Away From Here I’m Dying
10. Wait And See What The Day Holds
11. Sister Buddha
12. This Letter
13. We Were Never Glorious

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publicado por stipe07 às 13:40






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