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Belle And Sebastian – A Bit Of Previous

Sábado, 18.06.22

Cordas acústicas ou eletrificadas e de diferentes fontes, mas dedilhadas com inusitado prazer e uma prestação melódica irrepreensível, são o prato forte dos escoceses Belle And Sebastian e do seu novo disco, um trabalho intitulado A Bit Of Previous, que sucede ao registo Girls in Peacetime Want to Dance, que foi editado há sete anos atrás e que, tal como este novo trabalho, tinha o selo da Matador Records.

Belle and Sebastian anuncia "A Bit Of Previous", seu primeiro álbum em sete  anos - A Rádio Rock - 89,1 FM - SP

A nossa redação tem estado particularmente atenta, nos últimos meses, ao lançamento deste disco, nomeadamente com a divulgação que fez dos temas If They’re Shooting At YouUnnecessary Drama e Young And Stupid, a canção que abre o alinhamento de A Bit Of Previous. E, de facto, as elevadas expetativas relativamente ao conteúdo global de A Bit Of Previous, um alinhamento de doze canções produzidas pela própria banda e por Brian McNeill, Kevin Burleigh, Matt Wiggins e Shawn Everett, confirmam-se. Estamos na presença de um registo animado e festivo, mas também nostáligo e encantador, principalmente em temas como Do It for Your Country, A World Without You e Deathbed of my Dreams. É um álbum repleto de canções melodicamente felizes e, mesmo com estes instantes menosefusivos, no seu todo, empolgante e frenético, com as canções a sucederem-se em catadupa sem quebrarem o espírito e a filosofia positiva e vibrante que carateriza a sua essência.

De facto, os Belle And Sebastian ainda conseguem fazer juz à sua riquíssima carreira e manter elevada a bitola, sem mostrarem desgaste ou erosão pelo tempo, neste já clássico. Pelo contrário, conseguem manter firme a sua identidade e, em simultâneo, acompanhar as novas tendências e dar sempre um cunho contemporâneo às suas canções, não resvalando para a repetição exaustiva de uma fórmula que, por muito bem sucedida que tenha sido nos já onze alinhamentos que fazem parte do catálogo do grupo natural de Glasgow, carece sempre de ajustes, inovação e modernidade.

Portanto, um superior registo interpretativo da vasta diversidade instrumental que acama um álbum que faz uma ponte feliz entre ironia e melancolia, delicados arranjos, uma superior agregação de diversas camadas instrumentais e vozes sempre efusiantes e exemplarmente acamadas e retocadas, são as grandes matrizes de um álbum que, como se pede em qualquer alinhamento dos Belle And Sebastian, nos conduz de volta ao indie pop mais orelhudo, com aquele requinte vintage que revive os gloriosos anos setenta e oitenta. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:12

The Boys With The Perpetual Nervousness – Look Back

Quinta-feira, 12.05.22

The Boys With The Perpetual Nervousness (TBWTPN) é um curioso projeto formado pela dupla Gonzalo Marcos, um músico espanhol natural de Madrid e membro dos míticos El Palacio de Linares e Andrew Taylor, um escocês oriundo de Edimburgo e membro dos também muito recomendáveis Dropkick. Preparam-se para regressar aos discos com um alinhamento de dez canções intitulado The Third Wave Of..., que irá ver a luz do dia a seis de julho próximo e que sucede aos aclamados registos Dead Calm, de dois mil e dezanove, o trabalho de estreia e Songs From Another Life, lançado o ano passado.

The Boys With The Perpetual Nervousness - Pop Spain

Look Back é o mais recente single divulgado de The Third Wave Of​.​.​., uma luminosa composição, intensa, poética e cheia de alma, que exala uma leveza pop intimista e um sedutor entusiasmo lírico. O tema contém uma atmosfera amável, que deslumbra pelo jogo charmoso que se estabelece entre cordas e a percussão e, mesmo no meio de algum fuzz constante, Look Back impressiona, inclusive no modo como nos oferece camadas sofisticadas de arranjos criativos e bonitos, obedecendo à melhor herança estilística de nomes tão proeminentes como os The Byrds, Teenage Fanclub ou os The Feelies. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:49

Belle And Sebastian – Young And Stupid

Quinta-feira, 21.04.22

Cordas acústicas ou eletrificadas e de diferentes fontes, mas dedilhadas com inusitado prazer e uma prestação melódica irrepreensível, são o prato forte dos escoceses Belle And Sebastian que se preparam para lançar em maio o disco A Bit Of Previous, álbum que irá suceder ao registo Girls in Peacetime Want to Dance, que foi editado há sete anos atrás e que terá o selo da Matador Records.

Belle And Sebastian: “Young And Stupid” - Música Instantânea

A nossa redação tem estado particularmente atenta ao lançamento deste disco, nomeadamente com a divulgação que já fez dos temas If They’re Shooting At You e Unnecessary Drama. Agora, no início da segunda metade do mês de abril, chega a vez de conferirmos Young And Stupid, a canção que abre o alinhamento de A Bit Of Previous. É uma composição que, sem deixar de ser melodicamente feliz, não deixa de ser empolgante e frenética, acomodando através de delicados arranjos, uma superior agregação de diversas camadas instrumentais, num resultado final que nos conduz de volta ao indie pop mais orelhudo, com aquele requinte vintage que revive os gloriosos anos setenta e oitenta. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:41

Teenage Fanclub – I Left A Light On

Segunda-feira, 11.04.22

Trinta anos depois do registo de estreia e quatro depois do excelente disco Here, os icónicos veteranos escoceses Teenage Fanclub, formados atualmente por Norman Blake, Raymond McGinley, Francis Macdonald, Dave McGowan e Euros Childs,voltaram o ano passado ao ativo e mais efusivos e luminosos do que nunca, com Endless Arcade, doze novas canções de um projeto simbolo do indie rock alternativo e que ainda tem um lugar reservado, de pleno direito, no pedestal deste universo sonoro.

Teenage Fanclub share “In Our Dreams” from upcoming album

Agora, um ano depois desse belíssimo regresso, o projeto escocês volta a dar sinais de vida com uma nova composição intitulada I Left A Light On e que, ao que tudo indica, é a primeira amostra de um novo trabalho dos Teenage Fanclub, que poderá muito bem chegar aos escaparates ainda neste ano de dois mil e vinte e dois.

I Left A Light On foi escrita ao piano por Norman Blake durante as sessões de gravação de Endless Arcade e, como não podia deixar de ser, é uma lindíssima balada, em que piano e cordas conjuram entre si, para dar vida a uma composição melodicamente irrepreensível, sentimentalmente profunda e até algo inquietante e com aquele cariz fortemente radiofónico que sempre caracterizou os Teenage Fanclub. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:36

Belle And Sebastian – If They’re Shooting At You

Terça-feira, 15.03.22

Cordas acústicas ou eletrificadas e de diferentes fontes, mas dedilhadas com inusitado prazer e uma prestação melódica irreprrensível, são o prato forte dos escoceses Belle And Sebastian que se preparam para lançar em maio o disco A Bit Of Previous, álbum que irá suceder ao registo Girls in Peacetime Want to Dance, que foi editado há sete anos atrás.

Em ação para ajudar Ucrânia, banda Belle and Sebastian lança clipe de 'If  they're shooting at you' com fotos da guerra - Jornal O Globo

Enquanto A Bit Of Previous não chega aos escaparates, o projeto atualmente formado por Stuart Murdoch, Stevie Jackson, Sarah Martin, Chris Geddes, Richard Colburn, Bobby Kildea e Dave McGowan acaba de divulgar uma nova canção intitulada If They’re Shooting At You. É um tema que pretende apoiar e homenagear todos aqueles que estão a sofrer com as consequências da invasão russa à Ucrânia e que sonoramente resgata a melhor herança da banda escocesa, através de delicados arranjos que vão adornando uma superior acomodação de diversas camadas instrumentais, num resultado final que nos conduz de volta ao indie pop mais orelhudo, com aquele requinte vintage que revive os gloriosos anos setenta e oitenta. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:09

We Were Promised Jetpacks – Fat Chance

Quarta-feira, 07.07.21

Depois de em abril último terem revelado uma canção chamada If It Happens, os escoceses We Were Promised Jetpacks acabam de anunciar, conforme se previa desde então, o sucessor para o registo The More I Sleep The Less I Dream, lançado no final do verão de dois mil e dezoito. Já agora, recordo que desde então, Michael Palmer, um dos membros fundadores do projeto, abandonou o grupo agora reduzido a um trio formado por Adam Thompson, Sean Smith e Darren Lackie.

O novo trabalho da banda de Edimburgo chama-se Enjoy The View, vai ver a luz do dia a dez de setembro à boleia da Big Scary Monsters e Fat Chance é o mais recente avanço divulgado do álbum, uma composição que se insere naquele universo sonoro algo nostálgico que mistura rock e pop, com uma toada noise qb e um elevado pendor shoegaze. O tema assenta numa guitarra rugosa e plena de efeitos metálicos, acompanhada por uma bateria falsamente rápida, dupla em volta da qual gravitam diferentes arranjos, que ampliam a luminosidade de uma composição que nos recorda que, numa situação pandémica como esta, somos todos iguais independentemente das nossa origens, credos, raças e ambições. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:41

Django Django – Glowing In The Dark

Terça-feira, 22.06.21

Pouco mais de três anos depois de terem desvendado Marble Skies, os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon estão de regresso com um novo álbum intitulado Glowing In The Dark, mais um excelente naipe de canções feitas com uma pop angulosa, proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Django Django - Glowing In The Dark [LP Review] - Acid Stag

Produzido por David McLean, este quarto registo do grupo de Edimburgo é um anguloso alinhamento encharcado de camadas de sintetizadores com uma proeminente toada vintage, fortemente inspirada na eletrónica do século passado, enquanto se debruça sobre o modo como ainda será possível criar laços e afinidades quando a situação pandémica atual e as crenças politicas em voga, que têm ganho bastantes adeptos nas extremas, quer direita quer esquerda, parecem propiciar terreno fértil para a divisão e o afastamento entre as pessoas.

Apesar de estarmos a falar de um disco em que a eletrónica marca a sua lei e dita as regras, como já referi, Glowing In The Dark também impressiona pelo abraço extenso que dá em diferentes direções sonoras e estilos, fazendo-o, a espaços, de um modo mais ou menos explícito. De facto, em temas como na soul de Kick The Devil Out, no travo folk de The World Will Turn e no piscar de olhos à tropicália de Got Me Worried, sente-se um ecletismo feito com seriedade e inatacável bom gosto. 

Seja como for, é no single homónimo do disco, no post-punk de Spirals, na imponência de The Ark e no groove de Free From Gravity, uma fabulosa composição que contém tudo aquilo que uma canção pop aditiva deve conter, nomeadamente uma batida hipnótica e vigorosa,  que está o eixo central de um alinhamento sabiamente arquitetado em sintetizações com um sóbrio pendor experimental, uma linguagem melódica inspirada e incisiva e letras atuais e contagiantes.

Em suma, Glowing In The Dark cimenta a cartilha sonora que é feita há mais de meia década pelos Django Django, replicada com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, um modus operandi que muitos rotulam como art popart rock ou ainda beat pop e que suporta, com cada vez maior nível de imponência, um cardápio riquíssimo assinado por uma banda que merece claramente sentar-se à mesa dos nomes fundamentais da música de dança atual. Espero que aprecies a sugestão...

Django Django - Glowing In The Dark

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publicado por stipe07 às 15:56

Teenage Fanclub - Endless Arcade

Sexta-feira, 07.05.21

Trinta anos depois do registo de estreia e quatro depois do excelente disco Here, os icónicos veteranos escoceses Teenage Fanclub, formados atualmente por Norman Blake, Raymond McGinley, Francis Macdonald, Dave McGowan e Euros Childs, estão de volta ao ativo e mais efusivos e luminosos do que nunca, com Endless Arcade,  doze novas canções de um projeto simbolo do indie rock alternativo e que ainda tem um lugar reservado, de pleno direito, no pedestal deste universo sonoro.

Teenage Fanclub: Endless Arcade | Album Review

Gravado em Hamburgo e produzido pela própria banda, Endless Arcade é um portento de indie pop, um disco em que é difícil escolher uma má canção, tal é a coerência qualitativa de um alinhamento homogéneo e cuja bitola do nível de excelência deve ser medida por cima. Outro pormenor interessante de Endless Arcade é ser um fato mesmo à medida deste tempos em que vivemos, em que, já numa espécie de ressaca de um duro e longo período pandémico, tudo aquilo que precisamos para a banda sonora atual das nossas vidas é de canções simples mas com substância e, além de melodicamente acessíveis, plenas de luz, cor e contemporaneidade. Ora, Endless Arcade é mesmo um daqueles alinhamentos que provoca sorriso fácil e espontâneo, com canções como Home, uma composição que navega no seio de guitarras efusivas e com aquela dose equilibrada de eletrificação que permite alguns instantes de experimentalismo, ou, de modo distinto, na cadência angulosa do clássico rock que sustenta o tema homónimo e no travo surf punk de Warm Embrace e mais psicadélico de Everything Is Falling Apart, a manter-se sempre o formato e a identidade que foi preconizada para Endless Arcade e que obedece a essa cartilha de criação de canções assobiáveis, mas com substância.

Resumindo, Endless Arcade é um bom disco de indie pop rock da mais pura estirpe escocesa, ouve-se em qualquer altura do ano, mas nesta tem certamente um sabor único, está recheado de belíssimas canções e potenciais singles e prova que, quando os intérpretes têm qualidade, escrever e compôr boa música não é uma ciência particularmente inacessível. Aliás, para os Teenage Fanclub nunca foi. Espero que aprecies a sugestão...

Teenage Fanclub - Endless Arcade

01. Home
02. Endless Arcade
03. Warm Embrace
04. Everything Is Falling Apart
05. The Sun Won’t Shine On Me
06. Come With Me
07. In Our Dreams
08. I’m More Inclined
09. Back In The Day
10. The Future
11. Living With You
12. Silent Song

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publicado por stipe07 às 16:17

We Were Promised Jetpacks – If It Happens

Sábado, 24.04.21

Doze anos depois de terem lançado o single Quiet Little Voices, que de algum modo ajudou a redefinir o indie rock contemporâneo, os escoceses We Were Promised Jetpacks, revelam uma nova canção intitulada If It Happens, o primeiro sinal de vida da banda de Edimburgo desde o disco The More I Sleep The Less I Dream, lançado no final do verão de dois mil e dezoito.

We Were Promised Jetpacks embrace an idea of happiness on 'If It Happens'

If It Happens é uma vibrante canção que se insere naquele universo sonoro algo nostálgico que mistura rock e pop, com uma toada noise qb e um elevado pendor shoegaze. O tema assenta numa guitarra rugosa e plena de efeitos metálicos, acompanhada por uma bateria falsamente rápida, dupla em volta da qual gravitam diferentes arranjos, que ampliam a luminosidade de uma composição sobre a necessidade que todos devemos ter de sermos mais positivos e optimistas perante a realidade atual. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:39

Teenage Fanclub – I’m More Inclined

Quarta-feira, 10.02.21

Trinta anos depois do registo de estreia e quatro depois do excelente disco Here, os icónicos veteranos escoceses Teenage Fanclub, formados atualmente por Norman Blake, Raymond McGinley, Francis Macdonald, Dave McGowan e Euros Childs, estão de volta ao ativo, no final de abril próximo, pelos vistos mais efusivos e luminosos do que nunca, com Endless Arcade,  doze novas canções de um projeto simbolo do indie rock alternativo e que, de certa forma, ainda tem um lugar reservado, de pleno direito, no pedestal deste universo sonoro.

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Home, o tema que abre aquele que será o sétimo álbum do projeto, foi o primeiro single divulgado de Endless Arcade, uma composição que navega no seio de guitarras efusivas e com aquela dose equilibrada de eletrificação que permite alguns instantes de experimentalismo, num resultado final com aquele cariz fortemente radiofónico que sempre caracterizou os Teenage Fanclub.

Agora chegou a vez de escutarmos I'm More Inclined, uma canção melodicamente inspirada e em que a orgânica da guitarra e o travo sintético das teclas são agregados por um inspirado coro de vozes, num resultado final com elevado refinamento e superiormente criativo. Confere...

Teenage Fanclub - I'm More Inclined

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publicado por stipe07 às 13:51






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