Quarta-feira, 21 de Março de 2018

The Fratellis – In Your Own Sweet Time

Lançado pela londrina Cooking Vinyl a dezasseis de março último, In Your Own Sweet Time é o novo registo discográfico dos The Fratellis, o quinto registo de originais desta banda de indie rock escocesa que se estreou há já doze anos com o excelente Costello Music. Muitas das canções deste novo compêndio surgiram durante a digressão comemorativa dos dez anos desse primeiro trabalho, que depois foram buriladas no outro lado do atlântico, na costa oeste dos Estados Unidos da América, na cidade dos anjos, nos estúdios The Hobby Shop Recording Studios. Acaba por ser mais um passo consistente na carreira do trio Fratelli (Jon, Barry e Mince) rumo ao merecido estrelato de um dos grupos essencias do post punk rock revivalista dos últimos anos.

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Os The Fratellis são um daqueles casos curiosos e bem vindos de uma banda que sem complicar demasiado no momento de compôr, consegue mostrar com uma mestria invulgar que é possível criar canções melodicamente ricas e diversificadas, quer ao nível dos arranjos, quer dos ritmos e das conexões instrumentais, sem colocar em causa a capacidade que têm de nos divertir e animar, nem que seja durante o breve período de tempo em que as escutamos. A guitarra, o baixo e a bateria suportam esta demanda, com canções do calibre da caústica Stand Up Tragedy e do animado single Starcrossed Losers a mostrarem toda a luminosidade e a feliz exploração dos diversos subgéneros que podem entroncar no indie rock e que os The Fratellis sabem como chamar para a linha da frente no momento de explanarem toda a astúcia e a química que sustenta o trio.

Liricamente, toda aquela impulsividade algo agreste mas tremendamente genuína que tem levado os The Fratellis a escrever ao longo da carreira sobre temas tão incómodos como a adição às drogas, o sexo e os amores nem sempre correspondidos e bem resolvidos mantém-se, mas nota-se neste novo registo uma ainda maior espontaneidade no modo como tudo é esplanado e descrito, o que sugere uma maior certeza relativamente às convicções morais dos intérpretes, algo que curiosamente acaba por se refletir na performance musical. Assim, este é o álbum do grupo em que talvez haja um maior arrojo, geralmente bem sucedido, em explorar territórios inéditos, que chegam a abarcar a própria world music, srgindo o ponto alto desta experimentação em Advaita Shuffle, composição com raízes no hinduísmo, algo que se percebe quer na letra quer na sua sonoridade.

In Your Own Sweet Time é um daqueles discos que enriquecem fortemente o cardápio de um grupo cuja popularidade, como a de muitas outras bandas de indie rock, é inversamente proporcional ao afeto que desperta em muitos fâs, seguidores e melómanos musicais. Os The Fratellis foram e são reverenciados por muitos e pertencem, por direito, a uma história e a um cânone, mas os ecos das suas canções não se ouvem como os de outros projetos contemporâneos, ou de certos nomes da new wave ou do punk. Oxalá que este novo registo do trio faça com que se afirmem, de uma vez por todas junto do mainstream, já que há aqui canções capazes de arrebitar qualquer memória mais difusa, criadas por uma banda que tem elevado, com poucos meios, o rock e a pop à condição de arte. Quem não concordar, tem de ouvir melhor. Espero que aprecies a sugestão...

The Fratellis - In Your Own Sweet Time

01. Stand Up Tragedy
02. Starcrossed Losers
03. Sugartown
04. Told You So
05. The Next Time We Wed
06. I’ve Been Blind
07. Laughing Gas
08. Advaita Shuffle
09. I Guess… I Suppose…
10. Indestructible
11. I Am That


autor stipe07 às 19:06
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Franz Ferdinand - Always Ascending

Quatro anos depois de Right Thoughts, Right Words, Righ Action podemos novamente abrir alas para os jeans coçados escondidos no guarda fatos, sacar das t-shirts coloridas e pôr o congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque o velhinho rock n'roll feito sem grandes segredos, carregado de decibeis, que só os escoceses Franz Ferdinand sabem como replicar está de volta com Always Ascending, o quinto registo de estúdio do projeto e bastante centrado em algumas questões que estão na ordem do dia nas ilhas britânicas, nomeadamente o Brexit.

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Primeiro disco com as presenças do teclista Julian Corrie e do guitarrista Dino Bardot na equipa, que substittui o guitarrista Nick McCarthy, um dos fundadores do grupo, que abandonou recentemente o navio, Always Ascending é para ser degustado de um só travo, tal é a energia e o vigor que  os seus quase quarenta minutos contêm, no seu todo. É um daqueles discos pensados para refletir sobre uma contemporaneidade que está sempre presente na mente criativa dos músicos e compositores como fonte privilegiada de inspiração, mas também idealizado para divertir, animar e dançar.

As guitarras continuam a ser a base melódica de grande parte das canções e aquele modo muito próprio e identitário que esta banda tem de entrelaçar riffs e distorções com efeitos sintetizados particularmente efusivos soa aqui de um modo ainda mais intuitivo e direto do que nos alinhamentos antecessores mais recentes, onde os Franz Ferdinand procuraram calcorrear territórios sonoros que englobassem algumas caraterísticas da pop. Mas esse não é, decididamente, o território onde Alex Kapranos se sente mais confortável; Como principal referência no processo de construção dos temas e como escritor das suas letras, ele prefere ser eminentemente incisivo e claro quer na mensagem quer no modo como a transmite sonoramente, fruto de um experimentalismo que se saúda e onde a fórmula para o sucesso reside exatamente naquela simplicidade que faz este projeto estar na linha da frente dentro do género musical que replica e continuar a ser uma referência obrigatória para quem quer perceber como param as modas no rock alternativo.

Escuta-se o piano que conduz, logo a abrir o disco, a introdução do tema homónimo e o modo como pouco depois, ainda nessa canção, se juntam a bateria e as guitarras a um efeito sintetizado que é uma verdadeira espiral rugosa e dançante e percebemos que a festa vai mesmo começar e que até ao seu final não haverá grande espaço nem tempo para interregnos desnecessários, apesar do pendor mais intimista de Academy Award. Pouco depois, o modo como crescem guitarras e bateria na satírica Lazy Boy potencia ainda mais todo este pendor exaltante, um verdadeiro frenesim de dance post punk rock que encontra continuidade segura no groove cósmico das teclas de Paper Cages, no punk vigoroso do baixo que abastece Lois Lane e na toada new wave de Glimpse Of Love, só para citar alguns dos momentos mais inspirados e inebriantes de Always Ascending.

Não há necessidade nenhuma de perdermos o nosso tempo a procurar encontrar uma justificação plausível para os segredos e técnicas que Kapranos utiliza para fazer algo que é, simultaneamente acessível e elaborado, até porque, se pousarmos um pouco a cerveja e o garfo e nos debruçarmos na arquitectura das canções dos Franz Ferdinand, apercebemo-nos que é tudo fruto de muito trabalho e dedicação e que as coisas nãoo serão assim tão simples como à primeira vista aparentam. Quem se der a esse trabalho ao mesmo tempo que abana a anca ao som do disco, irá certamente colocar novamente este grupo escocês em plano de destaque no universo sonoro indie em que mais se diverte. Confere...

Franz Ferdinand - Always Ascending

01. Always Ascending
02. Lazy Boy
03. Paper Cages
04. Finally
05. The Academy Award
06. Lois Lane
07. Huck And Jim
08. Glimpse Of Love
09. Feel The Love Go
10. Slow Don’t Kill Me Slow


autor stipe07 às 15:21
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018

Django Django - Marble Skies

Os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon acabam de desvender todo o conteúdo de Marble Skies, o novo registo de originais desta banda escocesa natural de Edimburgo e que contém, como seria de esperar, dez canções feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

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Com as participações especias de Rebecca Taylor (Slow Club) e de Anna Prior (Metronomy), Marble Skies expõe com ainda maior ênfase as referências do house mais ácido noventista, numa espécie de continuidade relativamente a Born Under Saturn, mas ainda mais festiva. Esta confirmação de uma estética sonora bem definida é  uma coerência que de certo modo se saúda, principalmente no seio de quem, como eu, considerou há pouco mais de meia década este quarteto inglês como uma verdadeira lufada de ar fresco no universo sonoro regido pela pop de cariz mais eletrónico.

Mas não é só de pop eletrónica que vive Marble Skies. O disco é, na verdade, uma verdaderia amálgama e o caldeirão mantém-se bastante ativo como se percebe logo no início do alinhamento. Se o frenético e cósmico tema homónimo e a alegoria percurssiva e tribal de Tic Tac Toe e de In Your Beat obedecem à nuance sonora comum e intrinseca ao grupo, o spaghetti rock de Champagne e o elevado acerto melódico do piano de Sandials embrenham-nos em ambientes menos agitados e mais intrincados, numa mistura perfeita de géneros que serve para encontrar praias enterradas debaixo de edifícios de cimento e que vicia o ouvinte, convidando-a a repetidas audições.

Ao terceiro disco os Django Django apostam todas as fichas na sua notável capacidade para nos colocar a dançar, mesmo que haja uma relutância em relação ao constante apelo, nem que seja para um quase implícito abanar de ancas e aprimoram a sua cartilha sonora feita com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, que muitos rotulam como art popart rock ou ainda beat pop, acompanhada por guitarras que parecem ter saído do farwest antigo e por efeitos sonoros futuristas. Nele a banda cumpre cabalmente a função lúdica de apelo ao lado mais físico do ouvinte, mesmo num tempo em que parece existir uma clara obsessão em encontrar paralelismos e pontos de encontro no universo sonoro alternativo, entre a eletrónica mais progressiva e a comercial, para que um projeto mereça sentar-se  mesa dos nomes fundamentais da música de dança atual. Espero que aprecies a sugestão...

Django Django - Marble Skies

01. Marble Skies
02. Surface To Air (Feat. Self Esteem)
03. Champagne
04. Tic Tac Toe
05. Further
06. Sundials
07. Beam Me Up
08. In Your Beat
09. Real Gone
10. Fountains


autor stipe07 às 18:02
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

Franz Ferdinand – Feel The Love Go

Franz Ferdinand - Feel The Love Go

Quatro anos depois de Right Thoughts, Right Words, Righ Action podemos novamente abrir alas para os jeans coçados escondidos no guarda fatos, sacar das t-shirts coloridas e pôr o congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque o velhinho rock n'roll feito sem grandes segredos, carregado de decibeis, que só os escoceses Franz Ferdinand sabem como replicar está de volta com Always Ascending, lá para o próximo mês de fevereiro.

Depois de termos escutado o single homónimo desse novo registo de originais dos Franz Ferdinand, em outono, agora chegou a vez de conferir Love To Go, mais um tema desse Always Ascending, uma nova espiral rugosa e dançante em que crescem guitarras e bateria e o pendor exaltante dos sintetizadores, num frenesim de dance post punk rock que irá certamente colocar novamente este grupo escocês em plano de destaque no universo sonoro indie em que se insere. Confere...


autor stipe07 às 17:27
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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017

Zed Penguim - Wandering

Foto de ZED PENGUIN.

Matthew Winter, James Metcalfe, Casey Miller e Atzi são os Zed Penguin, banda preparada para se apresentar ao mundo com A Ghost, A Beast, um trabalho que irá ver a luz do dia lá para fevereiro, à boleia da escocesa Song, By Toad Records de Matthew Young.

Wandering é o primeiro single divulgado de A Ghost, A Beast, uma ode acústica e tremendamente sentimental à melancolia, feita à base de cordas com um grau de refinamento classicista incomensuravelmente belo. Escrita por Winter há já alguns anos, após ter sofrido graves ferimentos durante um assalto ao hospital psiquiátrico onde trabalhava, é uma canção que expressa a ideia de isolamento de quem tem dificuldade em encontrar o seu lugar neste mundo e que quando o encontra não resiste a regressar ao casulo anterior. Confere...


autor stipe07 às 17:58
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

Django Django – In Your Beat

Django Django - In Your Beat

Os Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon continuam a desvendar um pouco mais do conteúdo de Marble Skies, o próximo registo de originais desta banda escocesa natural de Edimburgo e que deve ver a luz do dia logo no início de 2018. Será um alinhamento de dez canções certamente feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Depois de Tic Tac Toe, o primeiro tema do álbum que foi divulgado, In Your Beat é o novo single conhecido de Marble Skies, uma canção assente na habitual percussão tribal, acompanhada por uma guitarra com um delicioso efeito hipnótico, as duas grandes imagens de marca dos Django Django, mas com um clima algo enganador porque os efeitos sintetizados que vão adornando a composição têm um clima algo etéreo e contemplativo. Confere...


autor stipe07 às 20:50
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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2017

Martin Carr - New Shapes Of Life

Já chegou aos escaparates New Shapes Of Life, o terceiro capítulo da exuberante obra discográfica do escocês Martin Carr e o segundo do artista editado pela Tapete Records. Este é um trabalho que sucede a The Breaks, um registo lançado em 2014 e onde o artista lidou com os sentimentos de separação do mundo que o rodeia mas, por algum motivo que não entende, ficou mais insatisfeito no final do disco do que quando o tinha começado a compôr e desta vez, quis ir mais fundo.

Martin_Carr_17__Credit_Mary_Wycherley_

Misturado por Greg Harver, um amigo de Martin também escocês mas residente na Nova Zelândia e de Clint Murphy, New Shapes Of Life é fortemente influenciado pela herança de David Bowie e tal sucede porque foi a morte desse ícone da cultura contemporânea que acabou por desencravar um período de crise criativa que Carr estava a viver no ano de 2015. O músico tinha-se refugiado no seu estúdio em Glasgow com o propósito de compôr novas canções, os resultados eram infrutíferos, mas a morte de Bowie despoletou em Carr o desejo de se embrenhar em toda a discografia do artista inglês, assim como em filmes e biografias sobre esse artista e tal experiência ensinou ao escocês a importância de se exprimir através dum determinado meio além de o ter feito refletir sobre a sua vida e nos anos que tinha desperdiçado a viver a vida dum artista mas a negligenciar a arte.

A lírica acabou por ser o ponto de partida das canções, ao contrário do habitual modus operandi de Carr e foi gasta bastante energia nessa componente essencial do processo de construção de uma canção, tendo o artista ido ao limite do seu próprio bem-estar mental, já que foi bastante auto-biográfico durante esse processo. Mas terá valido a pena todo o esforço dispendido já que poemas como o que conduz o tema homónimo ou Future Reflections são apenas dois bons exemplos da superior bitola qualitativa da escrita que se pode conferir neste disco. 

Quanto ao conteúdo sonoro, New Shapes Of Life projeta o autor para um universo sonoro bastante mais dinâmico e expansivo do que os trabalhos antecessores, onde melodias florescentes convivem lado a lado, com enorme frequência, com uma percussão imaculada e exuberante. O rock expansivo e dinâmico de Damocles ou a toda mais atmosférica e etérea de The Main Man acabam por condensar todo o espetro sonoro transversal a um alinhamento muito rico e intrincado instrumentalmente, inclusive ao nível da percussão, mas com os sintetizadores atmosféricos, amiúde um piano sedutor e até alguns sopros a fazerem parte do arquétipo sonoro que definitivamente retira Carr da sua zona de conforto sonora através de um verdadeiro concentrado de soluções melódicas e de arranjos programadas, onde tudo flui de maneira inventiva de modo exuberante e sentido.
Além dos temas já referidos, até ao final, canções como a divagante A Mess Of Everything e o rock épico e pulsante de Three Studies of The Mall Black afagam com notável eficácia as dores de quem se predispõe a seguir sem concessões a doutrina deste autor, plasmada num folk rock muito ternurento, mesmo que às vezes pareça escondido no seio de um humor mórbido e feito de alguma desolação.

Há discos que à primeira audição até causam alguma repulsa e estranheza, mas que depois se entranham com enorme afinco, ou então há aqueles exemplos que logo à primeira audição nos conquistam de forma arrebatadora e visceral. Mas como a própria vida é, quase sempre, muito mais abrangente nos seus momentos do que propriamente a simples análise através de duas bitolas comparativas que tocam opostos, também na música há instantes em que somos assaltados por algo muito maior e mais belo do que a simples soma de duas ou três sensações que nos fazem catalogar e arrumar em determinada prateleira aquilo que escutamos. Álbum fortemente hermético porque que se fecha dentro de um campo muito próprio e por isso particularmente genuíno e emocionalmente pesado, New Shapes Of Life é um bom exemplo de como é possivel apresentar um trabalho artisticamente muito criativo, mesmo que assente a sua sonoridade numa amálgama aparentemente improvável que mistura folk, indie pop e indie rock, com post rock e alguns elementos eletrónicos. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 20:46
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Terça-feira, 31 de Outubro de 2017

Franz Ferdinand – Always Ascending

Franz Ferdinand - Always Ascending

Quatro anos depois de Right Thoughts, Right Words, Righ Action podemos novamente abrir alas para os jeans coçados escondidos no guarda fatos, sacar das t-shirts coloridas e pôr o congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque o velhinho rock n'roll feito sem grandes segredos, carregado de decibeis, que só os escoceses Franz Ferdinand sabem como replicar está de volta com Always Ascending, lá para fevereiro próximo.

Já é conhecido o single homónimo desse novo registo de originais dos Franz Ferdinand, uma espiral instrumental em que crescem guitarras e bateria e o pendor exaltante dos sintetizadores, num frenesim de dance post punk rock que irá certamente colocar novamente este grupo escocês em plano de destaque no universo sonoro indie em que se insere. Confere...


autor stipe07 às 22:01
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

Django Django – Tic Tac Toe

Django Django - Tic Tac Toe

 

Chegam de Edimburgo, na Escócia, têm um irlandês lá pelo meio, atualmente assentaram arrais em Dalston, aquele bairro de Londres onde tudo acontece, chamam-se Django Django e são um nome que este blogue tem acompanhado com toda a atenção na última meia década. Depois de se terem estreado nos discos em janeiro de 2012 com um trabalho homónimo muito bem aceite pela crítica e nomeado para um Mercury Prize nesse mesmo ano, a banda, formada por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, regressou em 2015 com o excelente Born Under Saturn, e agora, no início de 2018, a vinte e seis de janeiro, via Ribbon Music, irá regressar aos lançamentos discográficos com Marble Skies, um alinhamento de dez canções certamente feitas com uma pop angulosa proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Tic Tac Toe é o primeiro single extraído de Marble Skies, uma canção assente numa percussão tribal, acompanhada por uma guitarra com um delicioso efeito hipnótico da guitarra e um baixo vigoroso e já com direito a um curioso vídeo realizado por John Maclean, membro dos carismáticos The Beta Band. É um filme que aprentemente podia debruçar-se sobre a era dos jogos de arcada, sobre um tempo que parece nunca chegar para nada, sobre o ódio e o amor, o horror ea felicidade, mas que é simplesmente sobre um homem que precisa de comprar algum leite para fazer juntar à sua chávena de chá. Confere...


autor stipe07 às 15:12
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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2017

Belle And Sebastian – We Were Beautiful

Belle And Sebastian - We Were Beautiful

Os escoceses Belle & Sebastian parecem já ter sucessor para o aclamado álbum Girls In Peacetime Want To Dance, um disco editado pela banda no início de 2015 e que tendo sido produzido pelo aclamado  Ben H. Allen (Animal Collective, Washed Out), estava recheado de versos confessionais que falam da infância do vocalista e da necessidade que muitas vezes sentimos de regressar às origens para dar um novo impulso à nossa existência.

Gravado em Glasgow, cidade-natal da banda, e produzido pela própria juntamente com Brian McNeill, We Were Beautiful é o novo tema divulgado pelo quarteto, uma canção que conduz-nos de volta ao indie pop mais orelhudo, com aquele requinte vintage que revive os gloriosos anos oitenta e que, por isso, é uma excelente porta de entrada para um futuro alinhamento que será, certamente, instrumentalmente irrepreensível. Confere...


autor stipe07 às 14:33
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