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The The – Cognitive Dissident

Segunda-feira, 20.05.24

Vinte e quatro anos depois de NakedSelf, o projeto The The, encabeçado por Matt Johnsson, está de regresso aos discos em dois mil e vinte e quatro com Ensoulment, um alinhamento de doze canções que irão ver a luz dia a seis de setembro com chancela do consórcio Cinéola e earMUSIC.

The The's Matt Johnson interviewed: "I was hallucinating giant spiders!" -  Page 3 of 4 - UNCUT

Ensoulment foi escrito em Londres por Matt, que compôs as letras e criou o esboço de grande parte dos temas. O álbum foi depois burilado pelos restantes membros da banda, que afirmam que o disco entronca no adn dos The The, sem deixar de conter algumas nuances novas que vão ao encontro dos gostos musicais atuais dos membros do projeto. Tematicamente, o álbum tanto vai versar sobre a contemporaneidade política, o amor e as guerras em curso, como sobre alguns dilemas que hoje colocam em sobressalto o íntimo de Matt, colocando, desse modo, no centro da sua filosofia artística, a complexidade emocional da condição humama.

De Ensoulment já é possível escutar Cognitive Dissident, o tema que abre o disco. É uma canção poderosa e vibrante, um portento de punk rock progressivo com um curioso travo jazzístico e com um forte cariz experimental, conduzido por um baixo imponente e cavernoso, que vai sendo exemplarmente trespassado por diverdas distorções abrasivas e subtis sintetizações, num resultado final que encarna uma fina e vigorosa interseção entre o melhor dos dois mundos, o do orgânico e o do sintético, fazendo-o de modo exemplarmente burilado. Confere Cognitive Dissident e a tracklist de Ensoulment...

Cognitive Dissident
Some Days I Drink My Coffee By The Grave Of William Blake
Zen & The Art Of Dating
Kissing The Ring Of POTUS
Life After Life
I Want To Wake Up With You
Down By The Frozen River
Risin’ Above The Need
Linoleum Smooth To The Stockinged Foot
Where Do We Go When We Die?
I Hope You Remember (the things I can’t forget)
A Rainy Day In May

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publicado por stipe07 às 16:19

Blossoms - What Can I Say After I’m Sorry?

Domingo, 12.05.24

Quase cinco anos após o lançamento de Cool Like You, um registo que sucedeu ao disco homónimo de estreia editado no verão de dois mil e dezasseis e que à época causou forte impacto na crítica generalizada, muito por culpa de canções como Charlemagne, Honey Sweet ou Getaway, o quinteto britânico Blossoms, oriundo de Stockport e formado por Tom Ogden, Charlie Salt, Josh Dewhurst, Joe Donovan e Myles Kellock, regressou em abril do ano passado ao formato longa duração, com um disco intitulado Ribbon Around The Bomb, um registo que teve uma forte influência setentista.

Blossoms lança clipe de “What Can I Say After I'm Sorry?” - Rock Notícias

Agora, dois anos depois desse trabalho, os Blossoms estão de regresso ao nosso radar à boleia de alguns temas que têm lançado e que apesar de ainda não terem atrelado o anúncio de um novo disco da banda, essa é uma realidade que deverá suceder ainda em dois mil e vinte e quatro, tendo em conta alguns rumores que foram chegando à nossa sempre atenta redação.

Dessa safra de novas canções dos Blossoms, que começou em outubro do ano passado com o tema To Do List (After The Breakup), uma composição que contava com a colaboração especial vocal da artista conterrânea Findlay, também natural de Stockport, hoje temos para partilhar What Can I Say After I’m Sorry?, um tema produzido pela dupla J Lloyd dos Jungle e James Skelly dos The Coral, este um habitual colaborador dos Blossoms.

What Can I Say After I’m Sorry? é uma curiosa e divertida canção, com um assinalável groove e detalhisticamente rica, que consegue equilibrar sintetizações cósmicas e diversos efeitos que se vão insinuando, com o vigor do baixo e a rudeza da guitarra. É um tema já com direito a um vídeo que conta com a participação especial do empresário do Everton Football Club, Sean Dyche e que satiriza um acontecimento real, o roubo de um gorila feito em fibra de vidro, chamado Gary the Gorilla, que foi retirado de um jardim de Lancashire no ano passado, um curioso acontecimento que mereceu ampla atenção da imprensa nessa altura. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:41

The WAEVE – City Lights

Terça-feira, 07.05.24

Graham Coxon, um dos elementos fundamentais dos Blur e Rose Dougall são a espinha dorsal de um curioso novo projeto britânico intitulado The WAEVE, que se estreou nos lançamentos discográficos em fevereiro do ano passado com um registo homónimo de dez canções, que teve a chancela da Transgressive Records.

The Waeve (Graham Coxon and Rose Elinor Dougall) Announce Self-Titled Debut  Album, Share Video for New Song: Watch | Pitchfork

Agora, em plena primavera de dois mil e vinte e quatro, a dupla está de regresso com um novo tema intitulado City Lights, que ainda não traz atrelado o anúncio do segundo álbum do projeto, mas que mantém os The WAEVE na senda de um rock intenso, charmoso e, desta vez, com um forte apelo à radiofonia. City Lights está repleto de guitarras abrasivas, sustentadas por um baixo sempre vigoroso e uma ímpar mestria percussiva, com o saxofone a dar ao tema, quase no seu ocaso, um cunho e um travo psicadélico intenso, num resultado final majestoso e imponente. Em suma, City Lights é mais uma prova evidente que nesta dupla britânica o chamado pós punk britânico tem uma esplendorosa via sonora aberta para se expressar de modo particularmente radiante e efusivo. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:33

Django Django – Somebody’s Reality & High Line

Quinta-feira, 25.04.24

Três anos depois do registo Glowing In The Dark e do lançamento de uma mão cheia de remisturas e outros temas avulso, disponíveis no bandcamp do projeto, os londrinos Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, estão de regresso aos nosso radar devido ao lançamento de um EP de sete polegas, em formato vinil e digital, que contém os temas Somebody's Reality e High Line.

As várias influências do Django Django

Estes dois novos temas dos Django Django sobrevivem à custa de uma eletrónica apurada, contando também com a inspirada contribuição do baixo de Isobella Burnham em High Line. Os dois temas são, uma vez mais, a constatação de que este é um projeto tremendamente criativo no modo como arquiteta canções feitas com uma pop angulosa, proposta por quatro músicos que, entre muitas outras coisas, tocam baixo, guitarra, bateria e cantam, sendo isto praticamente a única coisa que têm em comum com qualquer outra banda emergente no cenário alternativo atual.

Somebody's Reality é um oásis de cândura sintética levitante. É uma canção repleta de detalhes e nuances que vão deambulando em redor de uma batida algo hipnótica, adornada por um detalhe sintetizado cósmico repetitivo, com uma proeminente toada vintage. High Line é um curioso instrumental com a duração de pouco mais de dois minutos com um travo ambiental anguloso, arquitetado em sintetizações com um sóbrio pendor experimental e com uma cadência encharcada com um groove que apela instantaneamente à dança. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:47

Crystal Fighters – I Don’t Think You’re Ready

Sábado, 20.04.24

O coletivo de músicos ingleses e espanhóis Crystal Fighters, que se divide entre Londres e Navarra, é atualmente formado por Sebastian Pringle, Gilbert Vierich e Graham Dickson. É um trio que se estreou há quase  década e meia com o excelente registo Star Of Love. Em dois mil e dezanove chamaram a nossa atenção por causa do álbum Gaya & Friends, que sucedeu a Everything Is My Family, de dois mil e dezasseis e ao EP Hypnotic Sun, lançado também nesse ano e que continha as composições Another Level, que faz parte da banda sonora do Fifa 19, Going Harder (feat. Bomba Estereo) e All My Love.

Banda Crystal Fighters lança seu quinto álbum de estúdio – Laboratório Pop

O ano passado os Crystal Fighters voltaram à nossa antena devido a um par de temas, Manifest e Carolina, que acabaram, na altura, por antecipar um novo disco do projeto, intitulado Light +, que viu a luz do dia em novembro último. Era um tomo com dez canções que misturava pop contemporânea, com nuances tribalistas de origem tradicional e de forte cariz psicadélico, fazendo-o de modo bastante dançante e extrovertido.

Agora, cerca de meio ano depois do lançamento de Light +, os Crystal Fighters voltam à carga à boleia de uma nova canção intitulada I Don't Think You're Ready, lançada recentemente e apenas em formato apenas digital. I Don't Think You're Ready é um curiosa composição, que impressiona pela riqueza detalhística dos diversos entalhes sintéticos, eminentemente percussivos, que vão adornando uma melodia com elevado pendor lisérgico e com um perfil eminentemente acústico, suportado por cordas reluzentes e um baixo vigoroso, num resultado final divertido, sorridente e algo pueril, com elevada essência pop e que aguça imenso a curiosidade relativamente à possibilidade de um sucessor de Light + para breve. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:39

Still Corners – Dream Talk

Sexta-feira, 12.04.24

Quase três após o excelente disco The Last Exit, que foi o quinto da carreira, a dupla britânica Still Corners está de regresso, em dois mil e vinte e quatro, com um novo álbum intitulado Dream Talk. Este novo trabalho do projeto formado por Greg Hughes e Tessa Murray, viu a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Wrecking Light Records, a própria etiqueta da banda.

Still Corners 'Dream Talk' Album Review - TotalNtertainment

Com origem em Terras de Sua Majestade, mas há já alguns anos sedeados nos Estados Unidos, os Still Corners têm pautado a sua carreira por calcorrear um percurso sonoro balizado por uma pop leve e sonhadora, íntima da natureza etérea e onde os sintetizadores são reis, mas também uma pop que pisca muitas vezes o olho aquele rock alternativo em que as guitarras eléctricas e acústicas marcam indubitavelmente uma forte presença.

Dream Talk não foge a estas permissas, em dez músicas que em pouco mais de meia hora proporcionam ao ouvinte uma aconchegante e nostálgica viagem por um universo estilístico, filosófico e sonoro, muito próprio, pleno de charme, enquanto marca, com segurança, mais um patamar evolutivo contundente no adn da banda, que de algum modo já descrevi acima.

Se no antecessor The Last Exit a folk era o sustento fundamental da base das canções, desta vez os Still Corners, sem renegarem a importância das cordas acústicas, ofereceram o papel principal aquela soul que procura recriar o ambiente nativo tipicamente americano, logo bem patente em Today Is The Day, a lindíssima canção que abre o disco e que versa sobre a importância de sabermos aproveitar o momento, já que a mudança permanente é uma das poucas certezas que temos nesta vida. Today Is The Day é um charmoso e insinuante tratado de dream pop leve e sonhadora, com um travo muito luminoso e sedutor, repleto de cordas reluzentes, trespassadas por diversas sintetizações lisérgicas, um modus operandi que vai sendo aprimorado no restante alinhamento do disco.

The Dream, uma das canções centrais do disco, é feliz na recriação exímia da moldura sonora que a dupla quiz induzir a Dream Talk. Trata-se de uma composição que, apontando timidamente para ambientes dançantes e contendo um efeito sintetizado retro, impressiona principalmente na saudável rugosidade orgânica que o baixo e a guitarra eletrificada oferecem à canção, que tem em ponto de mira um indisfarçável ambiente de romantismo e sensualidade. A partir daí, no travo pop oitocentista de Secret Love, no clima retro pop luxuriante de Faded Love, na luminosidade algo psicadélica do orgão que se insinua em Lose More Slowly, no requinte da insinuante guitarra que conduz Let´s Make Up, ou na abordagem mais intima e etérea de Crystal Blue, encontramos os grandes instantes de um álbum claramente primaveril e feliz, como estes tempos exigem e que sai airosamente do risco que contém, ao mesmo tempo que se define numa nova proposta instrumental, indo, propositadamente, ou não, ao encontro de um movimento atual que procura resgatar de forma renovada as principais marcas e particularidades sonoras de décadas anteriores, mas sem deixar de acrescentar e incuir a esse referencial retro toques de modernidade. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 16:44

Still Corners – Today Is The Day

Domingo, 07.04.24

Quase três após o excelente disco The Last Exit, que foi o quinto da carreira, a dupla britânica Still Corners está de regresso, em dois mil e vinte e quatro, com um novo álbum intitulado dream talk que, como certamente se recordam, antecipámos no início do passado mês de fevereiro, com a divulgação dos singles The Dream e Crystal Blue. Este novo trabalho do projeto formado por Greg Hughes e Tessa Murray, irá ver a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Wrecking Light Records, a própria etiqueta da banda.

Still Corners Share Video For New Song “Today Is The Day” - NEWHD Media

Today Is The Day é o mais recente single divulgado do alinhamento de dream talk. É uma lindíssima canção, sobre a importância de sabermos aproveitar o momento, já que a mudança permanente é uma das poucas certezas que temos nesta vida. Today Is The Day é um charmoso e insinuante tratado de dream pop leve e sonhadora, com um travo muito luminoso e sedutor, repleto de cordas reluzentes, trespassadas por diversas sintetizações lisérgicas. É, em suma, um recanto sonoro aconchegante, que pode muito bem ser a banda sonora perfeita para este tímido início de uma primavera que irá, com toda a certeza e muito em breve, revelar-nos todo o seu esplendor. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:29

Elbow - Audio Vertigo

Domingo, 24.03.24

Dois anos depois de Flying Dream 1, os Elbow já têm nos escaparates Audio Vertigo, o décimo registo de originais do grupo formado por Guy Garvey, Craig Potter, Mark Potter e Pete Turner. O novo álbum da banda britânica viu recentemente a luz do dia com a chancela do consórcio Polydor / Geffen e, como não podia deixar de ser, é um notável e majestoso marco discográfico na carreira de uma das bandas fundamentais do cenário indie britânico deste milénio.

ELBOW – Audio Vertigo – BEDROOMDISCO

É bastante interessante a capacidade inventiva dos Elbow e a forma como conseguem, com uma regularidade ao alcance de poucos, apresentar novas propostas sonoras que apresentam, em simultâneo, uma saudável coerência que tipifica um ADN muito específico e um elevado grau de inedetismo, fugindo sempre, disco após disco, à redundância e à repetição de fórmulas, mesmo que bem sucedidas, como aconteceu quase sempre nas já quase três décadas de carreira do grupo.

Assim sendo, basta escutar-se uma única vez Audio Vertigo para se perceber que conceitos como epicidade, majestosidade e charme estão, como sempre, presentes, mas adornados, desta vez e com um curioso sabor a um certo hedonismo, por uma aposta ainda mais declarada no jazz, na pop sintetizada e em detalhes com berço africano e brasileiro, territórios sonoros que, sem fugir ao clássico rock, parecem ser, cada vez mais, algo de gula por parte de Garvey, que apresenta aqui os seus poemas mais negros e ironicos dos últimos tempos e de Craig Potter, o responsável maior pelo ideário instrumental dos discos deste grupo natural de Manchester.

De facto, logo em Things I’ve Been Telling Myself For Years, o trombone, a bateria seca, o coro gospel e o travo blues da guitarra dão à canção uma identidade jazzística indesmentível que, mais adiante, se amplifica para uma tonalidade algo psicadélica em Very Heaven, principalmente no modo como o baixo e a bateria se deixam enlear por uma guitarra eletrificada mas com um intenso perfil jam. Depois, em Her To The Earth, o teclado introdutório abre alas para uma batida com um groove bastante marcado por parte de uma bateria que se deixa enlear por um piano insolente, num resultado final pleno de sagacidade e altivez.

Pelo meio, o curioso travo oitocentista da explosiva e enérgica Balu, uma canção pop na verdadeira acepção da palavra, que oscila entre um refrão vigoroso e imponente e secções melódicas intermédias repletas de efeitos e detalhes, dos quais se destacam diversos instrumentos de sopro, num resultado final recheado de astúcia e virtuosismo, a intensa e vibrante Lover's Leap, composição instrumentalmente riquíssima feita de saxofones e trompetes faustosos e uma bateria e um baixo impulsivos e que até contém um curioso travo inicial latino e as intensas, progressivas e rugosas The PictureGood Blood Mexico City, oferecem a Audio Vertigo aquela faceta roqueira intensa e vigorosa que foi também sempre imagem de marca dos Elbow, deixando para From The River todas as despesas no que concerne aquele perfil interpretativo mais reflexivo, etéreo e cósmico que também não é nada estranho à banda.

Em suma, depois de em dois mil e vinte e dois, em Flying Dream 1, este quarteto britânico nos ter oferecido um dos discos mais refinados, envolventes e íntimos da sua discografia, um verdadeiro deleite melódico, que brilhava canção após canção, no modo como nos ofereceu composições irrepreensíveis ao nível da beleza e do aconchego, em Audio Vertigo o quarteto solta as rédeas, deixa-se inspirar por alguns dos conceitos que vão definindo o melhor rock contemporâneo, sem perder identidade e de modo sedutor, adulto, certamente minuciosamente arquitetado e alvo de um trabalho de produção irrepreensível, criam um álbum que vai ser, claramente, um dos grandes marcos discográficos de dois mil e vinte e quatro. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:27

Hazel English – Jesse

Quarta-feira, 20.03.24

Artista debaixo dos holofotes da crítica mais atenta desde que lançou há pouco mais de meia década o EP Give In / Never Going Home, Hazel English estreou-se nos discos em dois mil e vinte com Wake Up!, um buliçoso alinhamento de dez composições que nos ofereceram uma bagagem nostálgica tremendamente impressiva, já que, ao escutarmos o registo, parecia que embarcavamos numa máquina do tempo rumo à melhor pop que se fazia há mais ou menos meio século e que ainda hoje influencia fortemente alguns dos melhores nomes da indie contemporânea.

Mavoy Music - indie music blog: Hazel English - Jesse (feat. Day Wave)

Na primavera dois mil e vinte e três, e já depois de no final de dois mil e vinte e um nos ter brindado com um inédito intitulado Nine Stories, que foi grande destaque de um EP chamado Summer Nights, lançado no verão do ano seguinte, a cantora australiana a residir atualmente em Oakland, nos Estados Unidos, voltou à carga com uma belíssima cover de Slide, um icónico tema dos anos noventa assinado pelos míticos Goo Goo Dolls de Johnny Rzeznik, Robby Takac, George Tutuska e Mike Malinin.

No outono, Hazel English deliciou-nos com uma novidade intitulada Heartbreaker, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da artista e que contava nos créditos de produção com Jackson Phillips aka Day Wave, seu colaborador de longa data. No entanto, parece que esse segundo registo de originais da cantora de Oakland será mesmo uma realidade em dois mil e vinte e quatro, porque ela continua bastante ativa e a revelar novas composições, ao mesmo tempo que mantém profícua esta parceria com Day Wave.

Assim, depois de no início deste inverno Hazel English nos ter brindado com um tratado filosófico sobre desencontros amorosos e sobre a necessidade de saber seguir em frente quando uma relação termina, à boleia de Real Life, agora, quase no início da primavera, volta à carga com Day Wave para nos brindar com Jesse, um belíssimo tratado de indie rock com um forte travo chillwave. Jesse assenta em guitarras com um timbre metálico ziguezaguenta intenso, algumas sintetizações subtilmente charmosos e um registo vocal ecoante e sentimentalmente intenso, nuances que materializam pouco mais de dois minutos de puro deleite pop. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:34

The KVB - Overload

Terça-feira, 19.03.24

Os londrinos The KVB construiram na última meia década um firme reputação que permite afirmar, com toda a segurança, que são, atualmente, uma das melhores bandas a apostar na herança do krautrock e do garage rock, aliados com o pós punk britânico dos anos oitenta. Formados pela dupla Nicholas Wood e Kat Day, os The KVB deram nas vistas em dois mil e dezoito com o registo Only Now Forever, criaram semelhante impacto no ano seguinte com o EP Submersion, em dois mil e vinte e um confirmaram expetativas com o disco Unity e no verão do ano passado enriqueceram ainda mais o seu catálogo à custa de Artefacts (Reimaginings From The Original Psychedelic Era), um álbum que chegou aos escaparates a doze de maio com a chancela da Cleopatra Records, uma etiqueta independente sedeada em Los Angeles. Agora, quase um ano após esse registo, a dupla prepara-se para regressar aos formato longa duração com Tremors, um alinhamento de dez canções que irá ver a luz do dia a cinco de abril, com a chancela da Invada Records.

THE KVB – ” Overload “ | The Fat Angel Sings

Gravado entre Bristol e Manchester com a ajuda do produtor James Trevascus, Tremors deverá, de acordo com o próprio projeto, aprofundar os conceitos de distopia e apocalipse, que estiveram sempre presentes no ideário lírico dos The KVB, mas de um modo mais pessimista e profundo, abordando também os conceitos de perda, resistência, lamento e aceitação de mudanças inevitáveis.

Labyrinths foi o primeiro single revelado do alinhamento de Tremors. Era um verdadeiro tratado de indie punk rock progressivo, enérgico e abrasivo, com um travo geral denso, agressivo e sujo. Agora, com Overload, o segundo single retirado do alinhamento de Tremors, somos invadidos por uma sonoridade que mantém intacto o adn The KVB, mas que procura sustento na herança do melhor punk rock oitocentista, enquanto versa sobre alguns dos dilemas que o processo criativo provoca na mente dos artistas e na dependência em que vivem continuamente pela busca de novas abordagens sonoras e pelo medo de falhar.

E por falar em sonoras, Overload é, nesse aspeto, um inebriante tratado de punk rock progressivo, que exala uma energia ímpar, ampliada por um perfil melódico com um subtil travo a melancolia, uma canção forte, imponente e impulsiva, sustentada por guitarras acústicas, sintetizadores pulsantes e uma bateria impetuosa, num resultado final que espreita perigosamente uma sonoridade muito próxima da pura lisergia. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:45






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