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Coldplay – Music Of The Spheres

Sexta-feira, 03.12.21

Os britânicos Coldplay já têm nos escaparates o sucessor de Everyday Life, o registo duplo que a banda de Chris Martin editou em dois mil e dezanove e que deixou um pouco de lado aquela etiqueta de banda de massas da pop e da cultura musical, feita de exuberância sonora e de uma mescla da enorme variedade de estilos que foram bem sucedidos comercialmente na última década, nomeadamente a eletrónica e o rock repleto de sintetizações, para voltarem a colocar na linha da frente aquele lado mais intimista, simples e humano, o modus operandi que talvez melhor potencie todos os atributos estilísticos e interpretativos que o grupo possui.

Coldplay Announce New Album Music of the Spheres | Pitchfork

Essa guinadela dos Coldplay para territórios mais apetecíveis e originais, digamos assim, não passou disso mesmo, fazendo jus ao conteúdo de Music Of The Spheres, o novo disco, que coloca novamente o projeto a navegar em atributos estilísticos e interpretativos que, também à boleia de alguns convidados especiais, têm o sucesso comercial como objetivo primordial da banda, em detrimento de uma exploração mais genuína dos seus atributos interpretativos. 

Coloratura, a composição que marca o ocaso do alinhamento, uma longa canção, com cerca de dez minutos de duração e que tem uma toada particularmente etérea, no início, com deliciosas linhas de piano a acamarem o registo vocal adocicado de Chris Martin, é a enormíssima exceção à regra do alinhamento de Music Of The Spheres e, curiosamente, um dos melhores temas de sempre do catálogo dos Coldplay. Por volta dos quatro minutos, a guitarra e a bateria induzem uma maior majestosidade ao tema, dando-lhe uma inédita vibe pop oitocentista, induzida também por arranjos de cordas sublimes, dos quais se destacam as harpas e as guitarras e o modo como se cruzam com o piano que se mantém sempre firme ao longo da canção.

Em suma, ao nono disco, os Coldplay voltam a ter como foco principal mostrarem como são realmente especialistas em criar sucessos radiofónicos e que estoirem nas playlists de canções mais ouvidas e vendidas, seguindo a linha interpretativa que orientou a banda de Chris Martin em anos mais recentes e que, na minha opinião, nunca fará justiça ao verdadeiro potencial do grupo. Temas como Humankind ou Biutyful, demonstram-no vivamente. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 14:51

The Divine Comedy – The Best Mistakes

Terça-feira, 30.11.21

A nova etapa criativa dos The Divine Comedy de Neil Hannon, que começou há meia década com o registo Foreverland, está mesmo para ficar, para gaúdio dos fãs. Dois anos depois do excelente Office Politics, um compêndio de dezasseis canções escritas e produzidas pelo próprio Hannon, gravadas na Irlanda e na capital de Inglaterra e que contaram com as participações especiais de Chris Difford, Cathy Davey e Pete Ruotolo, o projeto está de regresso com um novo single intitulado The Best Mistakes, que antecipa um novo trabalho da banda.

BLITZ – The Divine Comedy trazem digressão “best of” a Portugal

Misturado nos míticos Abbey Road Studios, o novo álbum dos The Divine Comedy vai chamar-se Charmed Life - The Best Of The Divine Comedy e, como o próprio nome indica, irá compilar, em vinte e quatro temas, diversos clássicos do grupo, tão conhecidos como National Express, Something For The Weekend, Songs of Love, Our Mutual Friend, A Lady of A Certain Age, To The Rescue e Norman and Norma, além deste inédito The Best Mistakes, uma composição assente num tapete percurssivo carregado de groove, mas acompanhado por um teclado pleno de soul e diversos arranjos inspirados, nomeadamente de cordas. Esta nova canção do grupo mostra-se fiel à filosofia interpretativa sempre inventiva e intemporal dos The Divine Comedy, estando de acordo com o que se exige a um projeto com quase trinta anos de uma bem sucedida carreira, icónica e fundamental no cenário indie britânico. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:26

Bloc Party - Traps

Segunda-feira, 29.11.21

Será a vinte e seis de abril do próximo ano e à boleia do consórcio infectious/BMG que chegará aos escaparates Alpha Games, o sexto e novo trabalho dos britânicos Bloc Party, uma banda londrina liderada pelo carismático vocalista e guitarrista Kele Okereke e referência fundamental do indie rock alternativo do início deste século.

Bloc Party anunciam sexto álbum, “Alpha Games”, e lançam single “Traps”

Alpha Games chega seis anos depois de Hymns, foi produzido pela dupla Nick Launay e Adam Greenspan e Traps é o primeiro single retirado do seu alinhamento, uma explosão de pós punk, como descreve o próprio Okereke, com uma crueza e espontaneidade instrumental e interpretativa que faz recordar os primórdios dos Bloc Party e a herança do carismático disco Silent Alarm. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:03

Alt-J (∆) – Get Better

Quarta-feira, 10.11.21

Quatro anos depois de Relaxer, Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green, três amigos que se conheceram na Universidade de Leeds em dois mil e sete e juntamente com Gwil Sainsbury, entretanto retirado, formaram os  Alt-J (∆), estão de regresso com The Dream, um disco que irá ver a luz do dia a vinte e dois de fevereiro próximo, à boleia do consórcio Infectious Music/BMG.

Alt-J return with touching new song 'Get Better'

The Dream é um álbum inspirado em histórias e eventos relacionados com o mundo do crime que também existe em Hollywood, mas também está muito marcado pelo modo como a banda viveu a situação pandémica que todos conhecemos e que, de acordo com Joe Newman, o fez querer ser mais responsável e adulto no modo como escreve as letras das suas canções que, continuando a ser sobre eventos fictícios, acabam por ter paralelo com algumas das suas vivências mais recentes.

Bom exemplo disso é Get Better, o primeiro single retirado de The Dream, uma composição que resultou da união de duas canções. Uma delas é um trecho de um tema que criou, há três anos, para a sua companheira, Darcy Wallace, ao qual juntou uma sequência melódica que criou durante o confinamento, enquanto refletia sobre as vítimas desta pandemia e a dor daqueles que perderam alguém querido.

Get Better estará à venda em diversos formatos; o habitual CD, que terá uma edição limitada que reproduz o caderno onde Newman escreveu as letras do disco, mas também vinil, com edições limitadas de diversas cores. Confere...

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publicado por stipe07 às 20:42

Spiritualized - Always Together With You

Terça-feira, 09.11.21

O extraordinário registo And Nothing Hurt, de dois mil e dezoito, assinado pelo projeto britânico Spiritualized, tem finalmente sucessor. Everything Was Beautiful é o nome do novo alinhamento da banda de Jason Pierce e irá ver a luz do dia a vinte e cinco de fevereiro próximo, com as chancelas da Bella Union e da Fat Possum.

Spiritualized Announce New Album: Hear "Always Together With You"

Everything Was Beautiful contém sete composições que foram gravadas em mais de uma dezena de estúdios diferentes e com um elevado naipe de músicos convidados legível nos seus créditos, incluindo Poppy, a filha de Jason Pierce, músico, cantor e compositor extraordinário e que também toca variadíssimos instrumentos durante o alinhamento daquele que será o nono disco do grupo.

Always Together With You, o tema que abre o alinhamento de Everything Was Beautiful, é o primeiro single retirado do disco, uma estrondosa composição gravada pela primeira vez em dois mil e catorze, na altura com uma roupagem mais agreste e intitulada, à época, Always Forgetting With You (The Bridge Song), sob o pseudónimo Mississippi Space Program.

Esta canção é mais um bom exemplo de variações eletromagnéticas emanadas por planetas, ruídos intergaláticos e uma série de elementos que ao serem posicionados de forma correta se transformam em música. O tema segue a linha condutora mais experimental de registos dos Spiritualized como Sweet Heart, Sweet Light, na medida em que que nos permite aceder a uma outra dimensão musical com uma assumida pompa sinfónica e inconfundível, sem nunca descurar as mais básicas tentações pop e onde, no final, tudo soa utopicamente perfeito. Confere Always Together With You e a tracklist de Everything Was Beautiful...

01 Always Together With You
02 Best Thing You Never Had (The D Song)
03 Let It Bleed (For Iggy)
04 Crazy
05 “he Mainline Song
06 The A Song (Laid In Your Arms)
07 I’m Coming Home Again

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publicado por stipe07 às 10:32

Elbow – Flying Dream 1

Segunda-feira, 08.11.21

Os Elbow acabam de anunciar aquele que será o nono álbum de estúdio do grupo formado por Guy Garvey, Craig Potter, Mark Potter e Pete Turner, dois anos depois do excelente Giants Of All Sizes, e um de Elbowrooms, já agora, um dos registos mais curiosos do período pandémico recente, no qual o quarteto intepretou alguns dos seus principais exitos com uma roupagem mais íntima e acústica, com cada um dos músicos da banda a tocar e a cantar a partir de sua casa, sem desrespeitar as regras de confinamento.

Elbow announce new album, Flying Dream 1, for November | Louder

Flying Dream 1 é o título do novo trabalho dos Elbow e também tem o confinamento muito presente, nomeadamente na sua concepção, já que foi sendo incubado entre Londres e Manchester, nos estúdios caseiros dos membros da banda, gerando-se, portanto, através de uma troca de ficheiros e ideias que o grupo foi mantendo entre si, enquanto confinados.

A gravação final do registo, que vai ver a luz do dia a dezanove de novembro, acabou por acontecer há algumas semanas no Brighton Theatre Royal, que se transformou propositadamente num estúdio para gravar o novo disco de uma das melhores bandas do mundo a ensinar-nos como enfrentar a habitual ressaca emocional que os eventos menos positivos provocam no equilíbrio emocional de qualquer mortal, mas também exímios a oferecer-nos odes celebratórias de todo o encanto e alegria que a vida nos oferece.

O primeiro tema divulgado de Flying Dream 1 é, exatamente, o tema homónimo, uma canção com o típico adn dos Elbow e que mistura com ímpar virtuosismo um piano vibrante, com alguns efeitos sintetizados subtis e uma bateria eloquente, acabando por mostrar todo o seu esplendor no modo como a voz de Garvey, cada vez mais charmosa, se torna ela própria em instrumento de eleição da condução melódica e da indução de alma, caráter e beleza a uma composição plena de alma e de caráter. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:33

All We Are – Eden

Quinta-feira, 28.10.21

Depois de no ano passado terem subido à ribalta com Providence, o terceiro disco de uma já interessante carreira, os ingleses All We Are têm um novo tema intitulado Eden, que pode muito bem vir a ser o pronúncio de um novo alinhamento do trio de Liverpool.

All We Are cover Caribou's 'Can't Do Without You' | News | DIY Magazine

Produzida por Al Doyle e Joe Goddard dos Hot Chip, Eden é uma estrondosa canção, que nos remete, no imediato, através do registo percussivo, do perfil encorpado do baixo, da distorção da guitarra e do perfil vocal para o melhor catálogo do mítico Prince. Nela, os All We Are, enquanto fazem uma espécie de ode ao malogrado artista de Minneapolis, piscam o olho à soul e ao R&B mais retro, assim como ao discosound dos anos oitenta, convidando-nos, durante pouco mais de quatro minutos, a uma postura corporal enleante e que, fisicamente, não deixa de nos induzir com um grau elevado de lisergia. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:40

Damon Albarn - The Tower Of Montevideo

Quarta-feira, 20.10.21

O melancólico, mas sempre genial, brilhante, inventivo e criativo Damon Albarn, personagem central da pop britânica das últimas três décadas, continua a impressionar-nos cada vez que abre um pouco mais a porta para o mundo de The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, o seu novo disco a solo, que surge sete anos depois do extraordinário registo Everyday RobotsThe Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows vai ver a luz do dia a doze de novembro próximo, através da Transgressive Records e contém onze canções que exploram temas como a fragilidade, a perda, a emergência e o renascimento, enquanto também pretendem, no seu todo, dar vida a uma peça orquestral inspirada na Islândia, país onde o músico tem assentado arraiais periodicamente nos últimos anos.

Damon Albarn drops 'The Tower Of Montevideo' from new solo record - Retro  Pop

The Tower of Montevideo é o mais recente single divulgado do alinhamento de The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, uma composição que impressiona pela riqueza dos arranjos e pelo modo feliz como os mesmos nos conseguem transportar, com elevado nível de realismo auditivo e sensorial impressionista, para o lugar familiar e totalmente sobrenatural  que, segundo Albarn, é a foz do rio de La Plata e a capital do Uruguai. Nesta cidade situa-se o Palacio Salvo, um edifício icónico, construído nos anos vinte do século passado e que inspirou esta composição caliente, romântica e instigadora, repleta de arranjos percussivos e de sopros que colocam o nosso imaginário naquele ambiente jazzístico algo boémio que caraterizava a la movida sul americana na segunda década do século passado. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:12

The Horrors – Against The Blade

Segunda-feira, 18.10.21

Depois de em fevereiro último terem relevado uma canção chamada Lout sobre a relação entre a escolha e o acaso, a tomada compulsiva de riscos e o empurrar da sorte e que acabou por dar origem a um EP com esse nome, os The Horrors de Faris Badwan, Joshua Hayward, Tom Cowan, Rhys Webb e Joseph Spurgeon, preparam-se para lançar às feras um lançamento discográfico em formato semelhante, idealizado por um quinteto de rapazes com o típico ar punk de há quarenta anos atrás, mas que têm mostrado que não pretendem apenas ser mais uma banda propagadora do garage rock ou do pós-punk britânico dos anos oitenta, mas donos de uma sonoridade própria e de um som adulto, jovial e tremendamente inovador, que, pelos vistos, se prepara para virar agulhas para o rock mais industrial.

The Horrors have announced a new EP with title-track, 'Against The Blade' |  Upset

Against The Blade é o título deste novo EP dos The Horrors que está prestes a ver a luz do dia, um alinhamento que, de acordo com o tema homónimo, uma canção bastante abrasiva e crua, sobre a liberdade que chega quando perdemos toda a esperança, repleta de arranjos sintéticos de forte travo maquinal, nos irá oferecer um rock duro, corrosivo e denso, ou seja, tudo aquilo que, por definição, é habitual condensar e suportar esse rock mais pesado e industrial.

Aliás, declarações recentes de vários membros da banda natural de Southend-on-Sea sobre o conteúdo deste EP, que também irá incluir os temas Twisted Skin e I Took a Deep Breath And I Kept My Mouth Shut, comprovam essa inflexão sonora dos The Horrors para um rock mais industrial. Se Faris Badwan fala de Against The Blade como uma descida ao caos, Rhys Webb, o baixista, chama para si grande parte dos créditos nesta viragem ao referir ter sido ele quem desafiou os colegas a levar as novas canções na direção mais extrema possível. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:43

Richard Ashcroft - Sonnet

Quinta-feira, 14.10.21

Richard Ashcroft, vocalista dos The Verve, anunciou há alguns dias atrás a edição de um registo intitulado Acoustic Hymns Vol. 1, que irá ver a luz do dia a vinte e nove de outubro, à boleia do consórcio RPA/BMG e que, como o próprio nome indica, terá no seu alinhamento de doze canções versões acústicas de alguns dos clássicos assinados pelo músico britânico, quer com os The Verve, quer na sua carreira a solo.

Richard Ashcroft - Sonnet (Acoustic) – Live in San Francisco - YouTube

A canção mais icónica que Richard Ashcroft escreveu foi, sem dúvida, Bittersweet Symphony. Mas uma das mais queridas pelos seus fâs é, claramente, Sonnet, um maravilhoso tratado de britpop de Urban Hymns, o clássico que os The Verve colocaram nos escaparates em mil novecentos e noventa e sete. E a sua reinterpretação não terá sido uma escolha inocente para acompanhar a promoção deste Acoustic Hymns Vol. 1, que conta com coprodução de Chris Potter e que tem como convidado especial Liam Gallagher, em C’mon People (We’re Making It Now). 

Na sua reinterpretação acústica de Sonnet, Richard Ashcroft apostou numa toada igualmente vibrante e reluzente, mas deu à canção uma tonalidade menos elétrica e mais orgânica e intimista, com a inserção de alguns arranjos subtis, plenos de charme e soul, a combinarem na perfeição com o inconfundível timbre vocal grave de Ashcroft e que se mantém intocável mais de duas décadas depois. Confere...

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publicado por stipe07 às 15:44






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