Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

Tunng – Heatwave

Tunng - Heatwave

Alguns meses depois do excelente Songs You Make At Night, disco que chegou aos escaparates no verão passado à boleia da insuspeita Full Time Hobby, o coletivo britânico Tunng, que está a comemorar década e meia de uma respeitável carreira, onde tem misturado com uma ímpar contemporaneidade e bom gosto eletrónica e folk, volta a dar notícias com Heatwave, o primeiro avanço para This Is Tunng… Magpie Bites and Other Cuts, um disco de raridades e lados b que a banda atualmente formada por Mike Lindsay, Sam Genders, Ashley Bates, Phil Winter, Becky Jacobs e Martin Smith, prevê lançar no final do próximo mês de junho.

Tema vibrante, alegre e solarengo, Heatwave impressiona logo pela vasta pafernália de sons e detalhes sintéticos e orgânicos que o preenchem, camada após camada, sendo uma excelente canção para se perceber, de modo particularmente belo e impressivo, a materialização de toda a riqueza e heterogeneidade estilística que tem conduzido as mais recentes propostas sonoras dos Tunng. Confere...


autor stipe07 às 18:16
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Terça-feira, 9 de Abril de 2019

The Divine Comedy – Queuejumper

Cerca de três anos depois do excelente registo Foreverland, os The Divine Comedy de Neil Hannon regressam em dois mil e dezanove aos discos com Office Politics, um compêndio de dezasseis canções escritas e produzidas pelo próprio Hannon, gravadas na Irlanda e na capital de Inglaterra e que contaram com a participações especial vocal de Chris Difford, Cathy Davey e Pete Ruotolo.

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Disco inspirado nos avanços tecnológicos e que tem como principais personagens sonoras as máquinas e os sintetizadores, Office Politics também contará, como é norma nos The Divine Comedy, com canções onde a luminosidade e a ferocidade das guitarras dita a sua lei, como confessou recentemente Neil (It has synthesizers. And songs about synthesizersBut don’t panic. It also has guitars, orchestras, accordions, and songs about love and greed).

Queuejumper é o primeiro single desse disco que verá a luz do dia a sete de junho, uma divertida composição, assente num tapete percurssivo carregado de groove, acompanhado por um teclado pleno de soul e diversos arranjos inspirados, nomeadamente de cordas, uma canção que se mostra fiel à filosofia adjacente ao processo de composição do registo e que, soando inventiva e intemporal, está de acordo com o que se exige a um projeto com quase trinta anos de uma bem sucedida carreira, icónica e fundamental no cenário indie britânico. Confere Queuejumper e a tracklisting de Office Politics...

The Divine Comedy - Queuejumper

1. Queuejumper

2. Office Politics

3. Norman And Norma

4. Absolutely Obsolete

5. Infernal Machines

6. You'll Never Work In This Town Again

7. Psychological Evaluation

8. The Synthesiser Service Centre Super Summer Sale

9. The Life and Soul Of The Party

10. A Feather In Your Cap

11. I'm A Stranger Here

12. Dark Days Are Here Again

13. Philip And Steve's Furniture Removal Company

14. 'Opportunity' Knox

15. After The Lord Mayor's Show

16. When The Working Day Is Done


autor stipe07 às 16:32
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2019

The Proper Ornaments - Six Lenins

Já viu a luz do dia Six Lenins, o terceiro registo de originais de um dos segredos mais bem guardados da indie britânica contemporânea. Refiro-me aos londrinos The Proper Ornaments de James Hoare, uma das caras metade dos Ultimate Painting e de Max Claps, membro recente dos Toy, que conseguiram ultrapassar um período bastante complicado, ainda antes da edição de Foxhole, o registo que lançaram há pouco mais de dois anos. Foram tempos conturbados, após uma estreia auspiciosa com Wooden Head, em dois mil e catorze, peripécias infelizes que incluiram episódios de doença, divórcio e abuso de drogas, mas que não impediram que três anos depois chegasse aos escaparates esse tal Foxhole, o segundo tomo do grupo.

Agora, na primavera de dois mil e dezanove e depois de uma digressão pelo outro lado do atlântico e de uma estadia bastante profícua no estúdio caseiro de James em Finsbury Park, Londres, que também serviu para afastar definitivamente todos os fantasmas que foram apoquentando os The Proper Ornaments neste meia década, a banda entrega finalmente aos seus fãs Six Lenins, uma espetacular coleção de dez canções que nos convidam a contemplar o grupo a dominar o seu som aparentemente sem qualquer esforço e com um acabamento exemplar, enquanto as suas proezas de composição, que divagam entre as heranças de uns Beach Boys ou uns Velvet Underground, se mostram cada vez mais surpreendentes.

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A impressão imediata que se tem logo após a audição de Six Lenins é que este é um daqueles discos em que se vai, num abrir e fechar de olhos, do nostálgico ao glorioso, numa espécie de indie-folk-surf-suburbano, feito por intérpretes de um arquétipo sonoro que exala um intenso charme, principalmente porque a sensação de intuição e espontaneidade é tal que, ao ouvi-los, parece que não se importaram nada de poderem, eventualmente, transmitir uma óbvia sensação de despreocupação, desde que levem à tona a sonoridade com que realmente se identificam e se sentem realizados em replicar. E tal facto representa, desde logo, a manifestação de um elevado bom gosto, que se torna ainda maior pela peça em si que este disco representa, tendo em conta a bitola qualitativa do mesmo.

Six Lenins, o terceiro álbum dos The Proper Ornaments, que contou com as participações especiais de Danny Nellis (Charles Howl) no baixo e Bobby Syme (Wesley Gonzalez) na bateria, está, portanto, repleto de composições refinadas e exemplarmente elaboradas. A sonoridade é sempre controlada de modo a criar um clima homogéneo que se torna transversal ao alinhamento, enganando quem ouvir o disco desinteressadamente, porque irá sentir, erradamente, que as canções soam muito iguais. Mas este é um álbum que merece audição dedicada e que deve ser saboreado com o tempo e a velocidade que exige. A sua crueza plena de ricos detalhes, o charme analógico e o carisma vintage nada pretensioso e que não se desbota na contemporaneidade dos nossos dias em que a ferocidade do sintético e da pop fácil arrastam multidões tantas vezes iludidas e a riqueza melódica que contém e que nos permite encontrar a tal individualidade que cada composição claramente possui, só são devidamente assimilados, compreendidos e saboreados através de um modus operandi auditivo que seja dedicado à descoberta do que cada tema tem para oferecer e para nos enriquecer e desprendido de qualquer preconceito relativamente às influências e ao histórico sombrio, nublado e até algo decadente subjacente à incubação deste alinhamento solarengo, otimista e sorridente.

Assim, do ternurento efeito metálico que divaga por Apologies, até à intuitiva Crepuscular Child, uma canção emotivamente forte, conduzida por um baixo vincado e uma guitarra cheia de soul, passando pela jovialidade dos efeitos do sintetizador que conduz Song For John Lennon, pelo travo psicadélico de Where Are You Now, pela vibe surf sessentista de Please Release Me, ou pelo forte odor nostálgico a que exalam as teclas e as cordas de Bullet From A Gun, Six Lenins é um disco extraordinariamente jovial, uma sedutora demonstração de superior clarividência por parte de um projeto que soube sobreviver ao caos e que, fruto do empenho e da superior capacidade criativa dos seus membros, merece, claramente, uma outra posição de relevo no universo sonoro indie e alternativo. Espero que aprecies a sugestão...

The Proper Ornaments - Six Lenins

01. Apologies
02. Crepuscular Child
03. Where Are You Now
04. Song For John Lennon
05. Can’t Even Choose Your Name
06. Please Release Me
07. Bullet From A Gun
08. Six Lenins
09. Old Street Station
10. In The Garden


autor stipe07 às 21:30
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Quarta-feira, 27 de Março de 2019

Idlewild – Same Things Twice

Idlewild - Same Things Twice

Os britânicos Idlewild, formados atualmente por Roddy Woomble, Rod Jones, Colin Newton, Allan Stewart e Gareth Russell, preparam-se para regressar aos registos discográficos com Interview Music, um disco que vai ver a luz do dia já a cinco de abril e que sucede ao aclamado registo Everything Ever Written, lançado há já quatro anos.

Depois do single Dream Variations, revelado em fevereiro, agora chegou a vez de conferirmos Same Things Twice, o novo avanço revelado de Interview Music, uma canção que atesta o regresso dos Idlewild a territórios mais experimentais e que exalando muita da energia adolescente de bandas como os Superchunk ou os Sonic Youth e experiências dissonantes ao estilo Pavement, nomeadamente na guitarra, acaba por, no seu todo, abarcar heranças diretas do pós punk, onde não faltam também vias sonoras abertas para o pop rock, a new wave e o grunge, tudo acomodado por aquele jeito meio desajeitado e aparentemente pouco sóbrio de cantar, típico do vocalista da banda. Confere Same Things Twice e o seu curioso vídeo...


autor stipe07 às 10:33
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Terça-feira, 26 de Março de 2019

Fujiya And Miyagi – Flashback

Fujiya And Miyagi - Flashback

Com já uma década e meia de atividade e assumindo-se, à boleia de um já vasto e riquíssimo catálogo discográfico, como um dos projetos mais relevantes do cenário indie britânico, pelo modo exímio como misturam alguns dos melhores aspetos do rock alternativo com a eletrónica de cariz mais progressivo, os Fujiya And Miyagi resolveram o ano passado revisitar Transparent Things, o disco que editaram há pouco mais de uma dúzia de anos, que continha clássicos do calibre de Ankle Injuries, Collarbone ou Photographer e que os lançou para o estrelato. Agora, um ano depois dessa reedição em vinil do primeiro álbum da banda, os Fujiya And Miyagi lançam-se num novo registo de originais, um trabalho intitulado Flashback, que irá ver a luz do dia no final de maio à boleia da Red Eye Records. Será um disco com sete canções e bastante inspirado na adolescência de David Best e Stephen Lewis, os dois grandes mentores dos Fujiya And Miyagi e das memórias que guardam da Brighton em que cresceram, nos arredores de Londres e do período aúreo do eletro pop e do breakdance em plenos anos oitenta, época em que na Iglaterra trabalhista de Tatcher era cool usar fatos de treino da Nike, sapatilhas da Adidas e saber rodopiar no chão com estilo.

Deste novo álbum dos Fujiya And Miyagi já se conhece o tema homónimo, uma canção que retrata com elevado grau de impressionismo todo o ideário do disco acima referido, através da simbiose entre as batidas graves e palmas, a voz sussurrada de Best e o groove de um teclado retro, ao qual se juntam amiúde efeitos metálicos percurssivos com uma declarada essência vintage. Para já, o single esclarece que David Best, Stephen Lewis, Ed Chivers, Ben Adamo e Ben Farestuedt mergulharão uma vez mais a fundo, dentro da filosofia do trabalho, numa mescla entre electropop, disco e o clássico krautrock alemão setentista. Confere Flashback e o alinhamento e o artwork do disco que terá, como já disse, o mesmo nome...

fujiya miyagi flashback new album cover artwork

01. Flashback
02. Personal Space
03. For Promotional Use Only
04. Fear of Missing Out
05. Subliminal
06. Dying Swan Act
07. Gammon


autor stipe07 às 10:50
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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

Swervedriver - Future Ruins

Foi no passado dia vinte e cinco de janeiro, à boleia da Dangerbird, que viu a luz do dia Future Ruins, o novo registo de originais dos Swervedriver de Adam Franklin, uma banda icónica de rock shoegaze, nascida há quase trinta anos das cinzas dos míticos Shake Appeal e que depois de um hiato de cerca de uma década voltou a reunir-se há cerca de três anos, tendo incubado na altura o registo I Wasn't Born To Lose You, que viu finalmente sucessor.

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Álbum com uma forte componente política, já que se centra particularmente na política climática dos países ditos desenvolvidos, Future Ruins pretende mostrar o quanto os Swervedriver se sentem infelizes e preocupados com aquilo que o homem está a fazer à sua própria casa, o planeta onde vive. O tema homónimo do registo é muito claro relativamente a essa intenção, já que oferece-nos uma sombria reflexão sobre o estado atual do mundo, considerando que o mesmo é hoje governado por pessoas insensatas que vão levar a nossa descendência à ruína. A própria sonoridade depressiva da canção casa na perfeição com o seu conteúdo lírico, cimentando, desde logo, um importante aspeto deste registo, que mostra uns Swrvedriver mais pessimistas e conformados do que o habitual. Recordo que ao longo da sua discografia, este projeto britânico sempre nos habituou a mostrar que por muito mau que seja o enredo, há sempre algo de positivo ao virar da esquina.

Assim, a força motriz sonora que está no cerne deste Future Ruins, incubado por um projeto que se foi habituando a apresentar um indie rock contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo, é um rock com uma elevada toada shoegazer, ali num meio termo entre o post punk e o rock mais progressivo. Acaba por ser uma sonoridade de forte cariz ambiental, uma espécie de space travel rock, em que guitarras e sintetizadores apostam em distorções rugosas e efeitos inebriantes rumo a uma cosmicidade sonora que, como não podia deixar de ser, conta também com uma elevada componente etérea e contemplativa.

Tendo em conta toda esta filosofia estilística do registo, Mary Winter acabou por ser uma opção óbvia para single de apresentação de Future Ruins, já que se trata de uma melancólica e imponente canção, assente numa guitarra distorcida que contrasta na perfeição com o registo vocal ecoante de Adam, que disserta sobre os pensamentos de um astronauta que passeia no espaço enquanto recorda bons momentos vividos cá em baixo (Been floatin’ out here so long, And you know I’m not coming down, With planet earth long gone, And my feet don’t touch the ground). Depois, na luminosidade melódica da guitarra que conduz Drone Lover e na nebulosa pujança de Golden Remedy conferimos outros dois momentos altos de um alinhamento com um universo muito próprio e que, no seu todo, comunica com a nossa mente e os nossos sentidos de modo particularmente perturbador, naquilo que essa sensação pode ter de positivo e esotérico. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 13:42
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2019

TOY – Happy In The Hollow

Desde dois mil e dez os TOY têm vindo a ganhar uma reputação de banda íntegra, virtuosa e tremendamente criativa, com Tom Dougall, Maxim Barron, Dominic O'Dair, Charlie Salvidge e Max Oscarnold (desde dois mil e quinze) a oferecerem a uma base já sólida de seguidores um leque alargado de sonoridades que incluem o punk, o psicadelismo, o krautrock ou o post rock, sempre aliadas a um aturado trabalho de exploração experimental de técnicas de gravação feitas em estúdio. Happy in The Holow, registo produzido pela própria banda, é o último grande passo da carreira dos TOY, um trabalho que marca uma nova visão sonora ainda mais distintiva e original, agora à boleia da etiqueta Tough Love, a nova editora do projeto.

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Para quem conhece a discografia dos TOY a fundo, como é o caso desta redação que ainda hoje venera o homónimo de estreia e considera-o um registo essencial da década, Happy In The Hollow é o disco da banda mais incisivo na demonstração de um alargado de sonoridades, referidas acima, sempre aliadas a um trabalho de exploração experimental de técnicas de gravação feitas em estúdio, cada vez mais aprimoradas. O andamento incisivo de Sequence One, acompanhado por uma constante vibração na guitarra e o sample fantasmagórico que paira sobre o swing do baixo do lento krautrock lisérgico de Mistake A Stranger, abrem todo esse leque de uma ponta à outra, logo no início do alinhamento e comprovam esta espécie de refresh do som típico dos TOY, que se torna, clarmamente, mais sofisticado, límpido, radiofónico e abrangente.

Dado esse mote, a partir daí assiste-se, portanto, a uma bem sucedida simbiose entre alguns elementos fundamentais da pop mais harmoniosa com o fuzz lisérgico que costuma caraterizar o ambiente sónico deste quinteto, que em Energy é colocado a nú através de um contagiante frenesim elétrico, conduzido por um feroz riff de guitarra proporcionado por Dominic e um superior desempenho na bateria, a cargo de Charlie, num tema em que Max Dougall escreve sobre alguns rituais noturnos e que nos sete minutos de Willo nos levam numa inebriante viagem psicadélica ambiental, assente na astúcia acústica de Maxim e no orgão inspirado e elegante de Max. Pelo meio, o post rock psicadélico e soturno de Last Warmth Of The Day e o travo eletro particularmente dançante e indisfarçadamente lascivo de Jolt Awake, dão-nos aquela sensação de profundidade e imersão num universo muito próprio e inédito, que os devotos do quinteto sabem melhor que ninguém como caraterizar e que frequentemente exala aquela encantadora fragilidade que emociona qualquer mortal, ainda mais quando é acompanhada por instrumentais épicos e marcantes, uma das principais caraterísticas arquitectónicas da maior parte das composições de Happy In The Hollow.

Disco que não nos deixa aterrar de imediato e que após a audição tem instantes que ficam a ressoar no âmago de quem o escutou com critério e devoção, Happy In The Hollow eleva-nos ainda mais alto e ao encontro do típico universo flutuante e inebriante em que assentam os TOY. Ouvi-lo levanta o queixo e empina o nariz, e prova, mais uma vez e com outro brilho, que os TOY tricotam as agulhas certas num rumo discográfico enleante, que tem trilhado percursos sonoros interessantes, mas sempre pintados por uma psicadelia que escorre, principalmente, nas guitarras, cimentando o cliché que diz que gostar de TOY continua a ser, mais do que nunca, também uma questão de bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...

TOY - Happy In The Hollow

01. Sequence One
02. Mistake A Stranger
03. Energy
04. Last Warmth Of The Day
05. The Willo
06. Jolt Awake
07. Mechanism
08. Strangulation Day
09. You Make Me Forget Myself
10. Charlie’s House
11. Move Through The Dark


autor stipe07 às 15:16
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2019

White Lies - Five

Pouco mais de dois anos após Friends, os ingleses White Lies de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, que entretanto passaram a fazer parte da Pias Recordings, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Five, o quinto registo da banda, como o nome indica, e que serve também para marcar os dez anos de carreira do grupo. Five foi gravado em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Los Angeles, onde os White Lies estiveram em estúdio com Ed Buller, produtor de To Lose My Life e Big TV, os dois antecessores deste Five. Também participaram nas sessões de gravação o engenheiro de som James Brown (que já trabalhou com Arctic Monkeys e Foo Fighters) e o renomado produtor Flood, que também tocou sintetizadores e teclados em algumas canções. Quanto à mistura de Five, ficou a cargo do carismático e reputado Alan Moulder, que já tinha trabalhado com os White Lies nos dois primeiros capítulos da discografia do grupo.

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Maduro, conciso e arrojado, Five contém nove canções e o disco continua a firmar o grupo num lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do post punk e do indie rock. O alinhamento aposta claramente num elevado equilibrio entre os sintetizadores e teclados com timbres variados e o pulsar das guitarras, sempre em busca de uma toada que não olhe apenas para o óbvio comercial mais radiofónico, mas também para uma acolhedora face mais sombria e nostálgica. De facto, a pop épica e eminentemente oitocentista de Tokyo, canção que consegue um notável equilíbrio entre os sintetizadores e a típica orgânica das guitarras, o violão que sustenta Finish Line e a fluidez quase hipnótica dos sete minutos de Time To Give, acabam por servir perfeitamente para um exercício de súmula do cardápio sonoro que os White Lies ofereceram aos fãs até hoje, o que faz de Five um registo de revisão de uma receita que tem assentado em melodias simples mas aditivas, enriquecidas com vozes vigorosas e cantadas com o habitual registo grave mas luminoso, que dá vida a letras geralmente melancólicas e que muitas vezes se socorrem da mesma métrica nas diferentes músicas, muitas escritas por Charles, o baixista.

Em Five os White Lies imprimem o seu cunho identitário com superior maturidade enquanto dão ao mundo mais um tomo de canções amplamente influenciadas por uma sonoridade já transversal a várias décadas, enquanto personificam uma busca pelo equilíbrio sonoro entre o nostálgico e inovador, sempre com o grau de refinamento e de dramatismo e teatralidade que faz já parte do adn do trio.  Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 16:49
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2019

Lamb – Armageddon Waits

Lamb - Armageddon Waits

A dupla de Manchester Lamb, formada por Lou Rhodes e Andy Barlow, já anda por cá desde meados dos anos noventa, altura em que lançaram um disco homónimo de estreia que é um verdadeiro clássico da pop contemporânea. A dupla tem-se mantido sempre à tona mesmo durante longos hiatos em que Rhodes se dedicou a uma promissora carreira a solo a Barlow à produção de outros artistas.

O último sinal de vida dos Lamb tinha sido em dois mil e catorze com o álbum Backspace Unwind, que parece ter finalmente sucessor. O sétimo e novo trabalho da dupla chama-se The Secret of Letting Go, verá a luz do dia a vinte e seis de abril através da Cooking Vynil e Armageddon Waits é o primeiro single divulgado do registo, um tema também já com direito a um video gravado em Goa, local que inspirou a dupla durante o processo de composição do disco.

Composição vibrante, rugosa e evocativa, Armageddon Waits é um feliz exercício de fusão de diversos cânones da eletrónica com um rock de cariz eminentemente progressivo, assente numa percussão bastante ritmada, guitarras planantes e diversos arranjos de sopros, dentro de um alinhamento que tem no espaço a sua ideia central, por aquilo que tem sido divulgado. Confere...


autor stipe07 às 13:27
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2019

Steve Mason - About The Light 

O escocês Steve Mason esteve recentemente ocupado com a reedição em vinil do catálogo dos seus Beta Band, mas está novamente focado na sua carreira a solo, à boleia de About The Light, o quarto registo de originais do seu cardápio. Gravado em vários estúdios de Londres e Brighton, com a ajuda do mítico Stephen Street, que trabalhou com os Blur e os The Smiths, About The Light viu a luz do dia a dezoito de janeiro último e sucede aos aclamados trabalhos Boys Outside (2010), Monkey Minds In The Devil’s Time (2013) e o antecessor Meet The Humans (2016).

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Steve Mason parece estar destinado a tornar-se numa figura de culto do cenário indie britânico. Tal como muitos parceiros de luta muitas vezes catalogados de egocêntricos, foi-lhe diagnosticado em tempos um síndrome de distúrbio mental, que tem tentado contrariar desde o surpreendente registo Boys Outside, de dois mil e dez. Nesse álbum Mason fez uma espécie de mea culpa acerca da necessidade que foi sentido, ao longo da sua vida, de vestir uma determinada capa perante o grande público e nele, além de debruçar-se, com particular clarividência, sobre essa questão em concreto, também o faz, imagine-se, sobre a realidade política dessa época, no fundo uma estratégia igual a tantas outras, mas eficaz, de aproximação ao público e de quebrar barreiras. O passo seguinte deste exercício de exorcização e de busca de uma normalidade quotidiana deu-se há dois anos, durante o processo de gravação de Meet the Humans. Durante a escrita desse álbum Mason deixou de vez o seu refúgio escocês em Fife, numa zona florestal e mudou-se para a urbanidade de Brighton, em Inglaterra, onde encontrou parceira e enfrentou, inesperadamente, a dura mas feliz batalha da paternidade.

A nova realidade pessoal, mais feliz, estável e adulta de Mason, acaba por se refletir no conteúdo de About The Light, o seu Brighton Album, como o músico também gosta de o intitular, um disco que sonoramente coloca as fichas na melhor herança da britpop noventista e que mostra um som eminentemente experimental, como é suposto tendo em conta o adn deste músico, mas claramente mais acessível que o universo sonoro algo intrincado e frequentemente sofisticado dos Beta Band.  De facto, temas como o single Walking Away From Love, canção com uma sonoridade bastante efusiva e radiofónica, cimentada num rock melodicamente aditivo e assente em cordas exuberantes e a acusticidade charmosa das cordas e dos metais de America Is Your Boyfriend, dão este cunho muito british ao conteúdo de About The Light. Mas depois,a toada melódica de Rocket, canção sobre o tal problema mental do músico, mas que mostra um Mason confiante sobre o seu eu e a toada blues do piano que conduz o tema homónimo, oferecem-nos um artista sem medo do óbvio, ou seja, além de serem canções que plasmam a filosofia interpretativa de um músico que mostra a sua maturidade sem tentar inventar de novo a roda, são o espelho fiel de alguém que dá um passo seguro em frente na sua já longa e respeitável carreira porque renova, potencia e embeleza o seu modus operandi, canalizando o momento positivo pessoal que vive para a felicidade que sente em compôr de modo simples e direto, mas também, bonito, confidente e gentil. Espero que aprecies a sugestão...

Steve Mason - About The Light

01. America Is Your Boyfriend
02. Rocket
03. No Clue
04. About The Light
05. Fox On The Rooftop
06. Stars Around My Heart
07. Spanish Brigade
08. Don’t Know Where
09. Walking Away From Love
10. The End


autor stipe07 às 13:21
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

Daniel Land – The Dream Of The Red Sails

Há sempre algo de especial e único na música do britânico Daniel Land,  que anda por cá há mais de duas décadas a oferecer-nos belíssimas composições, não só em nome próprio, mas também através da banda Daniel Land & The Modern Painters e do seu alter ego riverrun, além de colaborar assiduamente com os míticos Engineers. De facto, do seu registo vocal angelical à permanente sensação de vulnerabilidade comovente que exala das suas canções, são vários os atributos que sustentam os discos deste autor e que encarnam alguma da melhor indie pop contemporânea.

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Cada canção de Daniel Land parece querer dar vida a sonhos lúcidos e a visões etéreas e cada acorde que nos oferece tem sempre uma luminosidade melancólica particularmente incomum. É como se cada tema fosse pensado para ser contemplado por causa da sua beleza e cor, assim como é um dia típico de primavera, depois de um inverno cinzento, frio e monocromático.

Escrito durante o ano de dois mil e dezasseis durante o início dos tufões brexit e Trump, The Dream of the Red Sails, o novo álbum de Daniel Land, não foge a estas permissas e pretende ser um porto de abrigo optimista para todos aqueles que se sentem algo perdidos com um mundo cada vez mais engolido pelo racismo e pela ignorância e pelo desrespeito, temáticas muito presentes na escrita do registo. Logo no instrumental Capistrano Beach, sentimos uma suave e encantadora brisa de luz, que se amplia, mas sem nunca ofuscar, no reverb metálico estridente e envolvente de Summer Song. Depois, no clima nostálgico que transparece das cordas de Long Before the Weather, na soul de Still Closed e no modo quase mágico como a guitarra e a bateria conjuram entre si em Under a Red Sky, assim como na delicada acusticidade de Self-Portrait in Autumn Colours, ficamos defintivamente impressionados com um alinhamento acessível e bastante melódico, pensado com uma filosofica sonora que acaba por entroncar em alguns dos principais detalhes da angulosa pop oitocentita que bandas como os Talk Talk ajudaram a cimentar há cerca de três décadas, mas onde também não falta uma assertiva contemporaneidade, em especial na guitarra, num resultado final particularmente luminoso e apelativo. Espero que aprecies a sugestão...

Daniel Land - The Dream Of The Red Sails

01. Capistrano Beach
02. Summer Song
03. Long Before The Weather
04. Still Closed
05. Under A Red Sky
06. Self-Portrait In Autumn Colours
07. Starless
08. Alone With America
09. Fleur Du Mâle
10. Skindivers
11. Cobalt Blue


autor stipe07 às 10:33
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019

White Lies – Tokyo

White Lies - Tokyo

Pouco mais de dois anos após Friends, os ingleses White Lies de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, que entretanto passaram a fazer parte da [PIAS] Recordings, preparam-se para colocar nos escaparates, já em fevereiro, mais um registo de originais. É um álbum que servirá também para marcar os dez anos de carreira do grupo.

Five terá nove canções e irá continuar a firmar o grupo num lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do post punk e do indie rock, se tivermos em conta não só as composições já divulgadas do seu alinhamento, mas também a pop épica e eminentemente oitocentista de Tokyo, a última canção do disco a ser conhecida, já com direito a um excelente vídeo realizado por David Pablos e que consegue um notável equilíbrio entre os sintetizadores e a típica orgânica das guitarras.

Five foi gravado em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Los Angeles, onde os White Lies estiveram em estúdio com Ed Buller, produtor de To Lose My Life e Big TV, os dois antecessores deste Five. Também participaram nas sessões de gravação o engenheiro de som James Brown (que já trabalhou com Arctic Monkeys e Foo Fighters) e o renomado produtor Flood, que também tocou sintetizadores e teclados em algumas canções. Quanto à mistura de Five, ficou a cargo do carismático e reputado Alan Moulder, que já tinha trabalhado com os White Lies nos dois primeiros capítulos da discografia do grupo. Confere...


autor stipe07 às 21:21
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2019

Baxter Dury, Étienne De Crécy And Delilah Holliday – B.E.D.

B.E.D. são nada mais nada menos do que as iniciais dos autores de um dos discos mais curiosos do cenário alternativo eminentemente pop do final do ano de dois mil e dezoito. Nesse B.E.D., o produtor francês Étienne de Crécy deu as mãos a Baxter Dury e a Delilah Holliday para incubar um conciso registo de nove composições que nascidas do génio interpretativo de três músicos que não coincidem, individualmente, no espetro sonoro que baliza a carreira de cada um, mas que juntos conseguiram criar um alinhamento coeso, dinâmico e com uma fronteira bem delimitada.

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B.E.D. é um álbum de canções com um espírito moderno, envolvidas por um manto sonoro de charme sedutor e apelativo que agrega alguns dos detalhes fundamentais da eletrónica francesa contemporânea, que nomes como os Air ou os Daft Punk, contemporâneos de Étienne, têm sabido preservar e potenciar exemplarmente, com a melhor herança do pós punk britânico, que é aqui defendida com unhas e dentes, no baixo de Tais Toi e de White Coats, por exemplo, por Baxter Dury, filho do mítico Ian Dury, um dos nomes ímpares da cultura pop britânica da segunda metade do século passado.

As tais diferenças estilísticas que marcam cada um dos intervenientes neste registo acabam por sobressair no modo como a voz, o sintetizador e a orgânica das cordas e de alguns elementos percurssivos conjuram entre si para arquiteturar canções em que quase não se nota a predominância de um destes três elementos. Os três temas já referidos e que serviram para exemplificar a importância do baixo na costura do ritmo são bons exemplos desta simbiose feliz, mas a toada mais groove de Only My Honest Matters ou, num registo mais clássico e chill, na contemplativa But I Think, cantada por Delilah, é igualmente possível apreciar este jogo de cintura constante, com tremenda fluidez e incomparável bom gosto.

Exemplarmente produzido e passível de ser apreciado de um só travo, tal é a sua homogeneidade, fluidez e modernidade, que um certo travo vintage não coloca em causa, B.E.D. terá o objetivo primordial de fazer o ouvinte dançar mas também o colocar a refletir sobre vários aspetos da vida contemporânea, inclusive alguns de cariz eminentemente político. Espero que aprecies a sugestão...

Baxter Dury, Étienne De Crécy And Delilah Holliday - B.E.D

01. Tais Toi
02. Walk Away
03. How Do You Make Me Feel
04. Fly Away
05. White Coats
06. Only My Honesty Matters
07. Centipedes
08. But I Think
09. Eurostars


autor stipe07 às 17:54
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2018

Swervedriver - Mary Winter

Será a vinte e cinco de janeiro próximo, à boleia da Dangerbird, que verá a luz do dia Future Ruins, o novo registo de originais dos Swervedriver, uma banda icónica de rock shoegaze, nascida há quase trinta anos das cinzas dos icónicos Shake Appeal e que depois de um hiato de cerca de uma década voltou a reunir-se há cerca de três anos, tendo incubado na altura o registo I Wasn't Born To Lose You, que vê finalmente sucessor.

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Um dos singles já divulgados de Future Ruins é Mary Winter, uma melancólica e imponente canção, assente numa guitarra distorcida que contrasta na perfeição com o registo vocal ecoante de Adam Franklin, o líder dos Swervedriver, que disserta sobre os pensamentos de um astronauta que passeia no espaço enquanto recorda bons momentos vividos cá em baixo ("Been floatin’ out here so long, And you know I’m not coming down, With planet earth long gone, And my feet don’t touch the ground”). Confere...

 


autor stipe07 às 21:09
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Sábado, 22 de Dezembro de 2018

UNKLE – The Other Side

UNKLE - The Other Side

Com a participação especial vocal de Tom Smith dos Editors, The Other Side é o novo single divulgado dos UNKLE e o segundo avanço conhecido de The Road: Part II / Lost Highway, o próximo disco do projeto britânico liderado por Philip Sheppard, que irá ver a luz do dia a vinte e nove de março próximo.

A participação de Tom Smith neste novo tema dos UNKLE acaba por ser uma opção compreensível, já que os UNKLE remisturaram recentemente Cold, uma das composições incluídas no último álbum dos Editors. Negra, intimista e plena de sentimentalismo, The Other Side fala do processo de recuperação que todos aqueles que têm momentos na vida menos bons precisam de viver para voltarem a erguer-se de novo. Confere...


autor stipe07 às 21:06
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018

Tom Rosenthal – The Only Time I’m Home

Tom Rosenthal - The Only Time I'm HomeO cantor e compositor britânico Tom Rosenthal acaba de nos oferecer uma das melhores canções de natal da safra de dois mil e dezoito, um épico tema, pleno de sentimento e de emoção e que faz justiça a toda a míriade sentimental que nos invade e com frequência nos comove nesta época tão especial.

Assim, da majestosidade instrumental, ao modo assertivo como diferente vozes se vão cruzando e interpretando com lindíssimas tonalidades uma inspirada melodia, The Only Time I'm In Home é, claramente, uma canção feliz no modo como encarna com tremenda pujança e impressionismo toda a singela emotividade desta época tão especial. Confere...


autor stipe07 às 11:29
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

Steve Mason – Walking Away From Love

Steve Mason - Walking Away From Love

O escocês Steve Mason esteve recentemente ocupado com a reedição em vinil do catálogo dos seus Beta Band, mas está novamente focado na sua carreira a solo. Assim, acaba de divulgar o tema Walking Away From Love, mais uma composição do alinhamento de About The Light, o seu quarto registo de originais. Gravado em vários estúdios de Londres e Brighton, com a ajuda de Stephen Street, About The Light vai ver a luz do dia a dezoito de janeiro próximo e sucede aos aclamados registos Boys Outside (2010), Monkey Minds In The Devil’s Time (2013) e o antecessor Meet The Humans (2016).

Com uma sonoridade bastante efusiva e radiofónica, cimentada num rock que replica alguns dos traços identitários da vibrante herança brit, sempre melodicamente aditiva e assente em cordas exuberantes, Walking Away From Love, faz adivinhar um disco com uma dose divertida de experimentalismo e que continuará a colocar nas luzes da ribalta este nome influente do cenário indie britânico contemporâneo. Confere...


autor stipe07 às 14:39
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2018

White Lies – Finish Line

White Lies - Finish Line

Pouco mais de dois anos após Friends, os ingleses White Lies de Charles Cave, Harry McVeigh e Jack Lawrence-Brown, que entretanto passaram a fazer parte da [PIAS] Recordings, preparam-se para colocar nos escaparates, lá para fevereiro do próximo ano, mais um registo de originais. É um álbum que servirá também para marcar os dez anos de carreira do grupo. Será um alinhamento de nove canções intitulado Five e que irá continuar a firmar o grupo num lugar de destaque no universo sonoro ocupado pelo revivalismo do post punk e do indie rock, se tivermos em conta não só as composições já divulgadas do seu alinhamento, mas também o rock épico e esplendoroso esplanado nas cordas vibrantes, acústicas e eletrificadas e nas variações do ritmo marcial de Finish Line, a última a ser conhecida.

Five foi gravado em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Los Angeles, onde os White Lies estiveram em estúdio com Ed Buller, produtor de To Lose My Life e Big TV, os dois antecessores deste Five. Também participaram nas sessões de gravação o engenheiro de som James Brown (que já trabalhou com Arctic Monkeys e Foo Fighters) e o renomado produtor Flood, que também tocou sintetizadores e teclados em algumas canções. Quanto à mistura de Five, ficou a cargo do carismático e reputado Alan Moulder, que já tinha trabalhado com os White Lies nos dois primeiros capítulos da discografia do grupo. Confere...


autor stipe07 às 13:45
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2018

Arctic Monkeys – Tranquility Base Hotel And Casino (single)

Lançado no auge da última primavera, Tranquility Base Hotel And Casino é o sexto álbum na carreira dos britânicos Arctic Monkeys de Sheffield, liderados por Alex Turner, ao qual se juntam Matt Helders, Jamie Cook e Nick O'Malley. Produzido por James Ford e pelo próprio Alex Turner, Tranquility Base Hotel And Casino viu a luz via Domino Records e sucedeu ao já longínquo AM, lançado em 2013.

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Tranquility Base Hotel And Casino contém onze canções liricamente bastante enigmáticas e recheadas de referências retro e do nosso imaginário cinematográfico, além de conter algumas críticas à modernidade, sendo bons exemplos desse modus operandi Star Treatment, canção com referências diretas ao icónico romance Blade Runner de Phillip K Dick e American Sports, tema que fala de uma base lunar onde os humanos habitam e olham de longe para o nosso planeta.

O conteúdo do discoTranquility Base Hotel And Casino foi destrinçado na altura pela nossa redação, pelo que este novo artigo sobre o registo, mais de meio ano após o seu lançamento, serve para destacar o rock lisérgico setentista do tema homónimo que contém, lançado recentemente em formato single, num vinil de sete polegadas, juntamente com a divulgação do documentário Warp Speed Chic, que mostra como decorreram as gravações do álbum e que pode ser visto aqui.

Esta edição single do tema Tranquility Base Hotel And Casino que, como já referi, deu nome ao último álbum dos Arctic Monkeys, contém no lado b uma canção intitulada Anyways que vale também bem a pena escutar. Esse tema obedece à filosofia que orientou o conteúdo de Tranquility Base Hotel And Casino, alinhamento em que os Arctic Monkeys, abrigados por um novo e vasto manancial de referências, piscaram o olho a latitudes sonoras mais consentâneas com as tendências atuais do espetro sonoro em que se movimentam, enriquecendo tremendamente o seu cardápio e elevando o quarteto a um novo estatuto, como banda fundamental do indie rock alternativo contemporâneo. Confere...

Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel And Casino

01. Tranquility Base Hotel And Casino
02. Anyways


autor stipe07 às 13:33
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Domingo, 2 de Dezembro de 2018

Coldplay – Coldplay: Deep Cuts

Revelado e publicado digitalmente este ano, Coldplay: Deep cuts é um interessante alinhamento sonoro que documenta um extrato do lado menos comercial e mais negligenciado dos Coldplay de Chris Martin, uma banda que começou por conquistar a sempre ávida crítica britânica há quase vinte anos com o extraordinário Parachutes e pouco depois o mundo com ma sequência de discos que agregaram uma legião cada vez mais numerosa de fãs ávidos e dedicados, mas que, na minha opinião, foram, principalmente a partir de X&Y, reduzindo a bitola qualitativa do cardápio do grupo, essencialmente porque Chris Martin foi olhando com cada vez maior gula para a pop, principalmente a que se foi fazendo do outro lado do atlântico, onde montou residência depois do casamento com a atriz norte-americana Gwineth Paltrow, entretanto terminado, mas que teve como frutos Apple e Moses. Este enlace acabou por inspirar Martin em algumas canções, sendo uma delas Moses, canção editada apenas a vivo e que serviu de single de lançamento do registo Coldplay Live 2003.

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Depois do folk rock alternativo e intimista de Parachutes, foi logo a seguir, em A Rush Of The Blood To The Head, que os Coldplay inauguraram uma demanda discográfica que tinha a intenção firme de criar alinhamentos cada vez mais luminosos e festivos e que fossem melodicamente amplos e épicos, repletos de canções que celebrassem o otimismo e a alegria e que, misturando rock e eletrónica, ajudados por uma máquina de produção irrepreensível, consolidassem um virar de agulhas, que acabou por ser definitivo, ao encontro de sonoridades eminentemente pop. Neste Coldplay: Deep Cuts, temas como Miracles, canção que faz parte da banda sonora do filme Unbroken de Angelina jolie, ou Up&Up (estes dois temas também constam do alinhamento de A Head Full Of Dreams) firmam essa filosofia, mas, curiosamente, também colocam a nu aquele lado mais intimista e humano que sempre caraterizou os Coldplay. Depois, no riff de guitarra e nos samples e sintetizações empolgantes de Charlie Brown, no excelente trabalho percussivo de Cemeteries Of London, na emotividade profunda de Amsterdam, um dos momentos altos da carreira do grupo e talvez dos mais negligenciados e, principalmente, no festim auditivo que nos proporciona Lovers In Japan – Reign Of Loveo grupo britânico toca nos dois opostos da temporais da sua carreira enquanto despe algumas máscaras e justifica porque detém o título máximo de banda de massas da pop e da cultura musical dos dias de hoje, sucedendo isso porque também soube ir adaptando-se com sucesso aos cânones essenciais dos estilos sonoros que quis abarcar nas duas décadas que já leva de existência. Espero que aprecies a sugestão...

Coldplay - Coldplay Deep Cuts

01. Charlie Brown
02. Rainy Day
03. Til Kingdom Come
04 .Lovers In Japan – Reign Of Love
05. Crests Of Waves
06. Up&Up
07. Fix You (Live)
08. Homecoming (Feat. Chris Martin)
09. Amsterdam
10. Christmas Lights
11. Miracles
12. Moses (Live In Sydney)
13. Cemeteries Of London
14. Green Eyes
15. Brothers And Sisters


autor stipe07 às 21:15
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